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OLD MAN’S CHILD Faixas: |
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DARK FUNERAL Angelus Exuro Pro Eternus Paranoid – nac. Sim, os suecos do Dark Funeral certamente estão no topo da cena Black Metal mundial, ao lado dos conterrâneos do Marduk. Afinal, além destas duas bandas terem lançado discos regularmente, não terem parado nem acabado (Emperor e Immortal), nem terem se rendido a modernismos Industriais (Mayhem), nem se envolvido em assassinatos (Burzum), nem em polêmicas extra-música, como homossexualismo ou DVDs apelativos (Gorgoroth), nem se vendido (Dimmu Borgir) eles centraram seus esforços apenas na músicas e com isso, estão na ponta e ultrapassaram todas estas e outras. Note que coincidentemente ou não, todas as bandas em “desvantagem” são norueguesas, em detrimento das suecas, que são mais estáveis e se preocupam menos com o que está foram dos palcos e estúdios de gravação. O Dark Funeral evoluiu muito depois de Diabolis Interium, de 2001, e agora com este Angelus Exuro Pro Eternus, eles assumem o trono. Sim, Angelus Exuro Pro Eternus não tem a pretensão de ser o disco mais satânico, mais brutal, mais rápido, mais técnico, mais atmosférico. Eles vão lá e tocam, e fazem o seu melhor. Seu antecessor Attera Totus Sanctus, de 2006, já surpreendeu, mas agora a banda se superou! The End Of Human Race abre de forma avassaladora, com bumbos a mil, vocais estonteantes e riffs infernais. Impossível imaginar tanta qualidade junta numa só faixa. Ainda destaca-se a também brutal The Birth Of The Vampir, a polêmica My Funeral, que tem videoclipe rodando por aí, Demos Of Five lembra o Black Metal dos anos 90, o seu auge e assim vai. O vocalista Emperor Magus Caligula continua sendo o destaque, talvez o maior vocalista do gênero. Obrigatório! RC – 9,5 Faixas 01. The End of Human Race 02. The Birth of the Vampiir 03. Stigmata 04. My Funeral 05. Angelus Exuro pro Eternus 06. Demons of Five 07. Declaration of Hate 08. In My Dreams 09. My Latex Queen |
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KULT OV AZAZEL
Destroying The Sacred Paranoid – nac. Estamos em 2010, ou seja, três décadas depois do surgimento do Black Metal e duas depois de sua difusão e auge, e ainda passa de geração para geração (de pai pra filho) aquele velho chavão que “Black Metal norte-americano não é sério”. Ok, o Black deles é diferente mesmo, mais brutal, quase sempre só brutal, sem nenhuma concessão em fazer capas escatológicas e temas anti-cristãos. Digamos, que o europeu, tem mais “classe” ou aborda de maneira sutil as coisas, até pela sua ancestralidade e criação. Já o americano é mais escrachado, mais direto e “ignorante”. Isso reflete a cultura e a educação norte-americana, que muito se parece com a do resto da América (continente), a latino-americana (exceção feita ao Canadá, que é a Europa na América). Afinal, os Estados Unidos tem como língua a inglesa, porém, metade de sua população é feita de imigrantes e descendentes de todos os lugares do mundo. Veja que nas bandas de Rock e Metal, muitas vezes são formadas por nenhum norte-americano, ou todos integrantes são descendentes. Ou sobrenomes como Trujillo, Herrera, Cazares, Castillo, Araya, Ines, Souza, Lombardo, Mendoza (paro por aqui, senão terei que fazer um site só sobre isso) e etc são nomes anglo-saxões? E isso se reflete na música e mesmo que a cena Black, que nos EUA é mais hermética que na Europa, já que os europeus sempre convivem com pessoas de todos os paises de lá, tudo isso acaba interferindo na cena, amigos e pessoas do meio. Sendo assim, tendo influência direta disso tudo ou não, o KOA não tem meio termo. Eles vêem da Flórida, ensolarada, mas que é o Estado que mais criou bandas relevantes de Death Metal do mundo por metro quadrado. Essa brutalidade é latente na cena Metal de lá, e a banda sai sombria, como uma resposta ao que vive (assim como as bandas de Black Metal mais extremas em todos os sentidos, aqui no Brasil, vem do quente Rio de Janeiro e o tórrido nordeste (se citar as bandas vai faltar mais espaço ainda). Apesar da Flórida ser sinônimo de Death Metal, a horda por projetar seu nome mundo afora e penetrar nos mercados sul-americano e europeu com mais veemência. RC – 8,0 Faixas: |
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MARDUK
Wormwood Paranoid – nac. Estamos diante de mais uma obra-prima destes suecos. A banda que tem uma das discografias mais relevantes dentro do cenário Black Metal e tidos por muitos, como a principal banda, lança mais um artefato digno de nota. Desde já é um dos melhores discos de 2009 e um dos melhores do Black Metal e um dos melhores também de sua carreira. A banda sempre prima por produções impecáveis, deixando de lado sempre o rótulo “podreira”, ainda que a sujeira prevaleça, mas é uma “sujeira limpa”, pois você ouve e reconhece todos os instrumentos e todas as passagens. O instrumental produz verdadeiros opus, com todos os músicos envolvidos no processo de composição, obturando passagens caóticas, alguns experimentos, dentro do estilo, clima satânico, aura macabra e o principal. Faixas, ou Opus, que nos fazem banguear à exaustão. É uma porrada atrás da outra. Até pode-se ouvir em algumas passagens algo de Death e até a morbidez do Doom Black nos momentos mais lentos. Sim, o interessante que diferente de muitas bandas extremas, mais na seara do Brutal Death, a horda Marduk prima por fazer músicas com variação entre as faixas e dentro delas. Sim, diferente de muitas banda do Brutal Death ou até do Black, que compõe uma música só ao longo do Play, o Marduk retalha e muda. Sim, os blastbeats estão lá, como sempre, e a diversificada Funeral Dawn é uma das melhores obras dos últimos anos. To Redirect Perdition flerta fortemente com o Doom sim, enquanto This Fleshly Void é mais melódica (dentro do que se imagine de melódico no Black Metal). O que dizer de uma faixa com o título Chorus Of Cracking Necks? Se você acha que eles aliviaram por ter alguma melodia ou incursão a Doom ou Death, esqueça! Sem contar as impiedosas Nowhere, No-One, Nothing e Unclosing The Curse. Em tempo: Marduk é o nome de um planeta misterioso, já previsto pelos Sumérios e Maias, que se aproximaria da Terra em 2012 e provocaria grandes catástrofes, também chamado de Planeta X pela ciência, Chupão pelos Espíritas, Absinto na bíblia, Marduk pelos sumérios, Nibiru pelos Babilônios e Hercólubus pelos gnósticos. Se isso acontecer, então Wormwood então é a trilha sonora do juízo final! Mas até 2012, o Marduk (a horda, não o planeta), tem tempo de lançar outro artefato ainda. RC – 9,0 Faixas: |
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GRAVEWORM
Diabolical Figures Paranoid – nac. Confesso que eu era um ávido apreciador do chamado Black Metal Melódico, ou Black Metal Sinfônico. Quando o estilo surgiu com bandas como Cradle Of Filth, Dimmu Borgir, Old Man’s Child, Covenant entre tantas, eu pirei, pois era algo inovador e revolucionário. Depois, com o tempo houve a saturação do estilo, com centenas de bandas novas soando todas iguais, ficando difícil separar qual era qual. Entre elas, estavam os italianos do Graveworm, que sempre admirei. Tomei contato com eles através do disco Engraved In Black, do qual me apaixonei e considero um dos melhores discos do estilo. Sua capa é majestosa e lembra o estilo das de King Diamond. Dali em diante, as capas ficaram mais brutais e o som também. Mas com Diabolical Figures, musicalmente, o grupo volta a fazer o que sabe, que é Black Metal sim, e melódico. Com um quê especial, talvez pela origem latina, ainda mais italiana, ter um ar mais dramático. Voltou toda aquela aura tétrica e soturna, perdida até então. Quem produziu foi Andy Classen, irmã de Sabine, vocalista do Holy Moses, banda do qual também fez parte. Andy já produziu discos de Dew-Scented, Tankard, Legion Of The Damned, Die Apokalyptischen Reiter, Asphyx, Belphegor e Occult entre outras dezenas. Quem fez a bela capa (que não tem o mesmo charme das de outrora) foi o artista digital italiano Daniel Hofer e aí que pega. Esse negócio de arte digital é um lixo (assim como download e quase tudo o que é digital). O legal eram as capas que eram pinturas de verdade em tela com tinta a óleo e depois fotografadas e viravam capa de discos, como todas do King Diamond (disso ele não abre mão) e inclusive a do clássico Engraved In Black do próprio Graveworm. Bom, musicalmente falando, a banda resgata os primórdios do Black Melódico. Vengeance Is Sworn abre numa porradaria sem precedentes, com riffs bem Thrash e aqueles teclados amargos. Sim, os teclados são instrumento principal, mas sempre colocados no momento certo. Circus Of The Damned é mais cadenciada, com o refrão sendo mais rápido e mais brutal, quase tribal. Diabolic Figures soa bem tradicional, com melodia que mostra influência de NWOBHM e teclados maravilhosos, tétricos e divinos, como melodia principal, algo como em alguns momentos do Crematory. Hell’s Creation é mais rápida, também brutal e lembra muito o pique do disco Enthrone Darkness Triumphantdo Dimmu Borgir, o melhor disco deles até então e o melhor deste sub-estilo. Nem o DB faz mais músicas assim, que pena! Forlorn Hope é bem arrastada, bem Doom (quase Funeral Doom) e mórbida. Mostra que o Black Metal também pode ser satânico, assustador e sombrio em momentos mais lentos e não só nos rápidos e brutais. E mantendo a tradição de sempre trazer um cover de artistas inustados, agora é a vez de Message In A Bottle do The Police e fiou muito ruim. Police é magistral e essa música é um clássico, mas não virou. Ok, a banda já fez até covers de Pet Shop Boys, Bonnie Tyler e REM, mas essa do Police não ficou legal. Voltando, Ignoreance Of Gods é uma das melhores do disco, variada, rápida, pesada, brutal com os teclados menos evidentes que nas demais. Encerrando, The Reckoning, épica, sinistra, com teclados arrepiantes, rápida, dois minutos e é instrumental, pra você refletir e partir para outras dimensões do mundo das sombras. Matador, um dos discos do ano do Black Metal! JCB – 9,0 Faixas: |
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IMMORTAL
All Shall Fall Nuclear Blast – nac. Eu me pego dizendo que não tem nada de bom hoje no Rock ou Metal. De bandas novas, são poucas e novidades, nenhuma. Mas algumas bandas clássicas arregaçaram as mangas e detonaram neste ano de 2009. O Immortal é uma delas, mais uma grande volta para nosso bem (ou mal) da dupla Abbath e Daemonaz. Depois de sete anos, soltam o que pode ser o seu melhor disco! Sim, All Shall Fall é magnânimo, majestoso, mortífero. Parece que a banda não parou, continuou sem perder o pique e sem se perder no tempo, sem soar datada nem descaracterizada, o grande drama de 9 entre 10 bandas que ficam mais de 5 anos paradas. Depois de dois discos históricos, DamnedIn Black e SonsOf Northern Darkness, a horda conseguiu um sucessor a altura. A faixa-título já mostra que estamos diante de um disco fadado a se tornar clássico, já mostrando aqueles riffs secos, melodias sombrias características do Immortal, que sempre é Black, mas nem sempre Brutal. Tudo é bem feito, tocado e produzido, dentro do estilo do grupo. The Rise Of Darkness é um tema refrescante de tão gélido e melancólico, sem quebradeiras, com os riffs proferidos de forma incessante. Hordes Of War é a mais brutal, dentro do padrão Immortal. Norden On Fire é épica, mas muito épica! Daemonaz puro! Ou seria Quorthon puro? Sim, pois se você se distrair, vai pensar que se trata de algo do Bathroy, os mentores do Viking Metal e um dos caras mais criativos e talentosos do Metal em geral, não só do Black! Mais um cara que faz falta aqui, que Odin o tenha! Sem dúvida, o Bathory é a maior influência do Immortal (mesmo nas músicas menos épicas) e Quorthon, a maior inspiração para a dupla Abbath e Daemonaz, cabe lembrar que Daemonaz não toca mais instrumentos na banda, mas ele é o principal compositor ao lado de Abbath e cuida dos negócios do Immortal ainda (assim como Paul O'Neill está para o Savatage). Abbath canta e toca guitarra, Horgh continua na bateria massacrando o seu kit. Fala-se muito pouco dele, uma injustiça, por não ser “exibido”. Pois dentro da proposta, é um dos mais versáteis bateristas do Metal Extremo! Claro, aqui não tem espaço para aquela agressividade desenfreada de um Krisiun pro exemplo, mas justamente por isso, a bateria do Immortal é variada e precisa! Completando, Apollyon substitui Iscariah no baixo, fazendo sua parte, sem muito a acrescentar e ainda bem! Arctic Swarm parece extraída de outro disco do Bathory, talvez algum dos controversos Nordland’s. Já Mount North é um tema intrincado, mais quebrado, trigado, como um clima de guerra ou batalha. Encerrando, Unearthly Kingdom, outro tema épico, bem Viking, transportará você para o meio do Oceano, velejando em meio a uma tempestade, por entre os icebergs, mais uma influência de Bathory, com riffs instigantes, mantricos (como mantras, vão grudar na sua cabeça) e as batidas acompanhando o bater do coração da Terra. O que vou falar de uma faixa destas? Graças a poucas pessoas que ainda compram discos, que ainda temos trabalhos como este sendo lançados. Não faça downloads, não mate o Metal! Nos dê o direito de ouvir estes opus! JCB – 10 Faixas: |