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ENSLAVED
Vertebrae Somber Music – nac. Esta horda, que foi um dos sustentáculos do Black Metal épico, notadamente Viking, é mais uma a aderir ao Rock Progressivo. Todo mundo está ficando Progressivo hoje. Uma das pioneiras em Metal extremo e aderir à este tipo de música foi o Borknagar, do qual seu vocalista, Andreas Hedlund (Vintersorg), desde sua entrada, começou a aderir esta sonoridade. Aliás, as duas bandas, ambas norueguesas, têm um background parecido, inclusive tendo Ivar Bjornson Peersen (guitarra e teclados), já tocado por lá. Não que Vertebrae seja ruim, longe disso! Nessa linha extrema que tem flertado com o Prog, este é um grande disco, um dos melhores artefatos! Mas a gente sente saudade do Enslaved de outrora. No entanto, agora temos seus discos lançados por aqui via Somber Music. Aqui, muitas passagens chegam a ser hipnóticas e em outras psicodélicas, relembrando os anos 70 muitas vezes, mesclando tecnologia atual com algo vintage. Joe Barresi mixou o disco, produtor de discos de bandas viajantes e as vezes quase Stoner, como Tool e Queens Of Stone Age. Os vocais são em maioria limpos e claros, mas em certos momentos o peso se faz presente, bem como sua agressividade! Mas, a atmosfera amarga e melancólica continua presente. Sim, não espere nada alegre! A angustia e lugubridade perturbadora continua! Sim, escutei três vezes o disco até começar apreciá-lo, afinal, toda mudança leva tempo para nos acostumarmos. Sem destaques individuais, apesar de apenas oito faixas, você já deve ter percebido que elas têm duração acima da média! Mas ouça atentamente Clouds, Reflection e a faixa-título e estarás diante de uma nova dimensão! RC – 8,0 Formação: Faixas: |
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ABSU
Absu Somber Music – nac. Os texanos do Absu retornam com mais um grande disco, mostrando mais uma vez que os Estados Unidos também podem fazer Black Metal de qualidade. Muito de preconceito já se teve conta a cena ianque, que aos poucos vai acabando. Depois de 8 anos após Tara, parece que o grupo não parou no tempo! É como se a horda tivesse continuado e lapidado seu som. Aqui encontramos ainda riffs certeiros e massacrantes, bateria destruidora, baixo no talo e vocais poderosos! As faixas são diversificadas entre si, e Absu (o disco) é uma verdadeira viagem! O CD foi gravado pela banda, mixado pelo J.T. Longoria da Nomad Recording Studio (King Diamond, Solitude Aeternus, etc.) e masterizado pelo Proscriptor em seu estúdio, Tarot Productions. Lá fora saiu pela Candlelight e no Brasil, via Somber Music. O disco conta com uma constelação de convidados como: Blasphemer (Mayhem, Ava Inferi) - solos de guitarra em "Night Fire Canonization" e "Girra's Temple" Michael Harris (Darkology, Michael Harris) - solos de guitarra em "In The Name Of Auebothiabathabaithobeuee" e "Those Of The Void Will Re-Enter" David Harbour (King Diamond, David Harbour) - solo de sintetizador em "Our Earth Of Black" Mindwalker (The Firstborn) - voz de fundo e corneta cerimonial tibetana em "13 Globes" Nornagest (Enthroned) - voz de fundo em "Amy" e "Night Fire Canonization" Vorskaath (Zemial) - voz de fundo, Brake Disc Gates, Greek Bell e Vibraslap em "Amy" e "Diversified Signs Inscribed" Ashmedi (Melechesh) - letras de "Nunbarshegunu" e "Those Of The Void Will Re-Enter" e "Ye Uttuku Spells" Equitant - Programação em "Twix Yesterday, The Day & The Morrow" A formação fixa e official da banda é: Proscriptor McGovern - voz, bateria e mellotron Aethyris MacKay - guitarra, baixo e sintetizadores Zawicizuz - guitarra e sintetizadores Sim é um trabalho épico em todos os sentidos, musicalmente, na feitura de suas músicas e na monstruosidade da produção e dos participantes envolvidos. Talvez, o melhor disco de Black Metal do ano! Este é o seu quinto álbum de estúdio, o melhor produzido e o mais polido também, menos cru e rude, mais elaborado, mais melódico e melancólico que antes, com mais teclados, de forma soberba. A aura ocultista permanece o tempo todo, que á a principal característica do grupo, independente da forma musical que se expresse (Thrash, Black, etc). sem destaques, todas as faixas sai excelentes, é daqueles discos para se ouvir de cabo-a-rabo! Mas se queres ouvir uma faixa para decidir se compra ou não, vá direto em …Of The Dead Who Never Rest In Their Tombs Are The Attendance Of Familiar Spirits… (sim, o título é tudo isso) que ainda é dividida em três partes, numa tensa e intensa jornada musical, gananciosa e ambiciosa! Um marco! RC – 9,5 Faixas: |
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KAMPFAR Heimgang Paranoid – nac. Lançado em 2008, Heimgang é o quarto álbum do Kampfar, uma banda que pratica Black Metal norueguês (país de origem, então, obviamente) tradicional, bem ao estilo do surgido no começo dos anos 90 na terra do bacalhau. Apesar de quatro full lengths apenas, eles datam de 1994, ou seja, surgiram no ápice e no meio de todas aquelas hordas e todas aquelas polêmicas e confusões do referido tempo. No entanto, eles não ficaram com a mesma sonoridade sem mudanças como o Dakrthrone e o Gorgoroth, mas também não chutaram o balde se de venderam como o Mayhem. Também, não caíram na onda do Black Metal melódico de Dimmu Borgir, Old Man’s Child e nem se renderam ao Industrial e Eletrônico do Covenant, atual The Kovenant (que aliás, cadê? Se continuassem a fazer Black, estariam mais em evidência do que fazendo puts-puts). Dolk, seu líder, formou o Kampfar das raízes do então cremado Mock e debutaram com um EP em 95 pela Season Of Mist. Hoje, estão na Napalm, que diga-se de passagem, trabalha muito melhor e tem seu disco solto no Brasil agora. Sue Black Metal é Pagão, mas não dá para chamá-los (ainda) de Pagan Metal, pois não são tão melódicos e menos “alegres”. Ainda são muito agressivos para serem rotulados de Pagan. Mas claro, toques regionais e Folk se mixam com o real Black, nua temática mais pagã do que satânica. E isso percebemos nas letras, a exaltação aos seus ancestrais. A atmosfera é sombria e é um dos melhores discos do ano do Metal extremo em geral. A banda é mais uma vez impulsionada por Thomas, um talentoso e virtuoso guitarrista cujo grande riffing é o que fez Kampfar vai soar tão distinto. Esse som melancólico com atmosfera angustiante ainda diferencia a banda das demais que flertam com estes gêneros, mas que vai agradar a fãs de Pagan e Viking, como Manegarm e Helrunar. Destaque para Dodens Vee, Skogens Dyp, Mareham e Feigdarvarsel. RC – 8,0 Faixas: 1. Vantro 2. Inferno 3. Dodens Vee 4. Skogens Dyp 5. Antvort 6. Vansinn 7. Mareham 8. Feigdarvarsel 9. Vettekult 10. Vandring |
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LORD BELIAL
The Black Curse Paranoid – nac. Uma pena a banda ter dado uma pausa nas suas atividades, ainda mais agora que a horda se encontra em seu melhor momento musical e até boatos de que a mesma poderia tocar nestas paragens. “Todos os concertos planeados para o futuro estão cancelados. Gostaríamos de agradecer a todos os fãs, bandas que tocaram conosco, editoras, organizadores de eventos e todos os que estiveram envolvidos com a banda nos últimos 17 anos” segundo comunicado oficial da banda. A principal razão para isto é o problema de audição (zumbido) que se tornou num grande problema para o Micke Backlein, baterista, nos últimos anos. Os outros membros não foram forçados a acabar com a banda, mas em vez disso concordaram mutuamente que encontrar outro baterista não era uma solução para o futuro. De qualquer maneira, se a audição do Micke melhorar eles podem voltar, mas sem saber quando. Isso é que é fidelidade! Então, curta o mais possível The Black Curse, oitavo discos de originais - álbum de uma das mais antigas e míticas bandas de Black Metal da Suécia. Embora não seja uma das mais populares como outras de seu país, como Dark Funeral, por exemplo, ainda assim, é uma das mais respeitadas e com base mais sólida de fãs da Europa. The Black Curse é recheado de Blastbeats, e com um sangrento arsenal de riffs de guitarra ultra afiados e melodia melancólica e seca, como da tradição sueca. Influências de sempre de Thrash e de Death, sempre calcados na Old School fazem desta horda, uma das melhores do estilo, com destaques para as bélicas Trumpets Of Doom, Inexorable Retribution e Devilish Enlightenment. RC – 8,5 Faixas: |
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IMPALED NAZARENE
Manifest Somber Music – nac Impaled Nazarene está na mesma divisão com bandas como Motörhead, Ramones, AC/DC e tantas outras. You know them, you trust them.Você confia neles, você compra o disco sabendo o que vai ouvir. Vai ouvir um punhado de canções que você vai curtir e não vai haver mudanças em nome da “evolução musical”. Este lunáticos da Finlândia continuar a sentar no seu trono assistindo os outros de cima com seu Black Metal puro, cru e com influências de Punk Rock e Hardcore local. Ou seja, do mais sujo do que possa existir dentro do HC; esse molho faz deles os maiores seguidores do Sodom dos primórdios, mesclando o nosso Sarcófago e sem se venderem, assim como os maníacos do Beherit. No caso de Manifest eles são equipados com o novo guitarrista levar UG que estava familiarizado com a banda no passado (seu nome é Tomi Ullgren). De qualquer maneira, eu gostei muito do disco solo de Tuomo Louhio, mas ele não podia mais continuar com os outros. Fato surpreendente é o comprimento do álbum, aproximadamente 50 minutos! Na minha opinião, em seu anterior Pro Patria Finlandia era uma de suas melhores da sua carreira. Difícil uma banda veterana fazer seu melhor disco depois de quase duas décadas de estrada. Mas agora com Manifest, eles se superaram de novo. A intro faz você compreender que eles são realmente pissed off e o caos se seguirá em breve, após a tempestade como um relâmpago. The Antichrist Files e Mushroom Truth são ultra velocidade do verdadeiro Nuclear Holocaustic Metal e desta vez a banda escolhe alguns teclados de forma a satisfazer eles, que nos leva de volta para os seus três primitivos álbuns. Sua chance de ter um grande Headbanging tempo vem com o Punk Metal bastardo abominação intitulada e como You Don’t Rock Hard (uma porrada nos posers) mais os outros dois petardos Pathogen e Pandemia. Impressionante o pique e a energia que eles imprimem em sua música .The Calling começa com um belo solo e tem bom riff de se abster, e as coisas se tornam verdadeiramente perigosa com Funeral For Despicable Pigs quando o tempo se torna mais lenta e mortal, e sempre digo que muitas faixas lentas são as mais mortais dentro do Death e do Black. Planet Nazarene (não podiam deixar o nazareno em paz) e Blueprints For Your Culture’s Apocalypse, trazem riffs Thrash, caótica e frenética, com muito do Slayer do começo de carreira. E a pausa no meio de Planet Nazarene, o que dizer? E se falarmos do CD todo, vai ser uma página só deles. Então, não perca mais tempo e compre Manifest direto no site da Somber. Manifest é um dos discos mais urgentes do Black Metal finlandês. PR – 9,0 Faixas:faixas |
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KEEP OF KALESSIN
Kolossus Somber Music – nac A banda norueguesa de Black Metal Keep Of Kalessin lança seu novo álbum Kolossus, se firmando cada vez mais no cenário Black mundial, além do seu país. A banda será mais conhecida aqui, através da Somber Music, fazendo um bom trabalho de divulgação dela no Brasil e lançando Kolossus, um dos melhores discos de Black Metal dos últimos dois anos. A horda contou no passado com o lendário e atormentado vocalista Attila Csihar (Tormentor, Mayhem) e com o baterista Frost (Satyricon, 1349) e hoje é integrada pelo guitarrista Obsidian Claw (A.O Gronbech) e ex-membros do Satyricon. Gronbech ganhou destaque na grande mídia por sua prisão no Canadá durante a turnê do Satyricon pelo país. Falando do disco em sim, Kolossus já é o quarto álbum da banda, na ativa desde 93. Seu lançamento será feito pela gravadora alemã Nuclear Blast, licenciado para o Brasil pela Somber. Eles executam desde o Black Metal clássico de seu país, passando pelo Death Black. Elementos melódicos e melancólicos se fazem presentes, sem cair na seara do Dimmu Borgir. Muito de Satyricon pode ser ouvido aqui ainda, com seu Black seco, ríspido, melancólico e algo teatral, mas de uma forma diferente. Sim, o KOK já tem um estilo próprio. Algumas faixas trazem aquela aura mítica de Mother North e os detalhes épicos estão quase sempre presentes, seguindo a linha do antecessor Armada, mas com algumas mudanças. Origin, a intro, sugere algo Pagan. A New Empire's Birth tem um pique Satyricon/ Mother North, enquanto Against The Gods tem um lado atmosférico nas guitarras, meio Emperor. Já The Rising Signs é uma das mais brutais, bem Old School. Warmonger é a menos legal, meio moderninha, em compensação Escape The Union é uma das mais brutais. Os dedilhados iniciais de The Mark Of Power sugerem o paganismo nórdico, viajante, numa faixa quase lenta, com vocais limpos no começo (ao bom estilo Vintersorg), descambando para um dos momentos mais melancólicos e densos do disco, naquela linha de mesclar elementos Progressivos á extremidade total. A faixa-título vem com blast beats e numa fúria bem Death Black Technical e Brutal. Encerrando, a veloz e cheia Ascendant, bem trampada, quebrada e pesada, além de bem amargurenta, mostrando que se Kovenant mudou de estilo, Dimmu Borgir ficou cansativo e o Satyricon nunca mais vai fazer um Mother North, o KOK pode ser a próxima grande banda do estilo. Ok, a capa e o logotipo nada tem de Black Metal. As aparências enganam... RC – 9,0 Faixas: |
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1349 Hellfire Somber Music – nac Assim como os Nile foram identificados como os salvadores do Death Metal, o 1349 pode ter sido considerado por alguns como salvadores da velha escola do Black Metal norueguês. Sim, a cena nunca mais foi a mesma. Nem em polemicas, e nem musicalmente. A exceção do Darkthrone, que continua lançando discos empolgantes e apaixonantes para os Black Metallers, todas as outras bandas da velha guarda não estão a contento. O 1349 vem para mudar isso. Embora eu não possa acreditar que os 1349 possam ser, tecnicamente, uma pura banda Black Metal, eles estão perto o suficiente. Sim, pois muito do Death Metal atual se faz presente (naquela vertente mais Technical Brutal Death, com muitos blasts beats, solos, virtuose e velocidade da Luz). Entretanto, algumas passagens, como o começo de Nathicana, com seus solos diferentes, riffs secos e andamentos quebrados, tudo de forma dissonante e caótica, mostra como a banda sabe se superar e tenta inovar. Claro, influencias do Thrash tradicional também, são sentidas, e as vezes, os 1349 soam como algumas bandas finlandesas, como Beherit, Impaled Nazarene e Barathrum. Sim, eles não se limitam a copiar seus conterrâneos apenas, e sim, abrem um leque de variações e soluções, não deixando o Black de raiz morrer. Apesar do baterista aqui ser Frost (Satyricon, Keep Of Kalessin, entre outros), a cozinha é diferenciada. Parece que Frost tem uma bag de idéias para sua bateria e as guarda para usar e cada banda diferente que toca. Poucos discos de Black Metal tem tantas viradas e tantas mudanças de timbres e sonoridades neste instrumento (geralmente o estilo é marcado por ter baterias sempre retas). Os vocais de Ravn' caem as vezes mais para o Death Thrash, bem na linha 80 do Celtic Frost. A faixa Hellfire, em tempos, a um surpreendente e 13 minutos e 49 segundos (recorda-me de como Danzig do álbum 4 entrou em trilhas e de 60 a 66 minutos para o CD player iler um cute 66-6). Tipicamente a intro para essa faixa seria usada no início do álbum, mas é sabiamente deixada para a faixa final, por ser uma das mais climáticas. Temos mais um CD de Black Metal cru, frio e ríspido, mas sem ser enfadonho e maçante, como muitas bandas têm ficado. Dá para ser original e ser criativo sem ter que ficar pondo teclados, orquestras e vocais femininos. Dá para ser criativo e talentoso fazendo o verdadeiro Black, ainda que venha buscar algo do Thrash e do Death de vez em quando. RC – 8,0 Faixas: 01. I Am Abomination 02. Nathicana 03. Sculptor Of Flesh 04. Celestial Deconstruction 05. To Rottendom 06. From The Deeps 07. Slaves To Slaughter 08. Hellfire |
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BELPHEGOR
Bondage Goat Zombie Paranoid Records – nac. A horda Belphegor, que é um orgulho para seu país, a Áustria, país que carece de quantidade de bandas de destaque internacional, tem mais um disco lançado no Brasil. Desta vez, um disco duplo, no formato CD+DVD, e parabéns à Paranoid Records pela iniciativa. Primeiro, por lançar este título no Brasil, em vez de outras gravadoras que não sabem o que é divulgação, e depois, reclamam que vendem pouco e queimam na baciada seus discos. E segundo, o mercado brasileiro precisa deste tipo de formato, CD+DVD. Afinal, além do último disco de estúdio da banda, vem um DVD com videoclipe, entrevistas, making off da gravação do disco, cenas de bastidores, making off do videoclipe e outros bônus. A banda tem sete discos de estúdio, sendo quatro deles desde 2003. O conceito por trás de Bondage Goat Zombie é inspirado em Marquês de Sade. Musicalmente, Bondage Goat Zombie é um disco muito calcado nas guitarras, combinando riffs rasgados com outros com mais melodia, apesar de termos um show de blast beats no disco todo quase. Os vocais, rasgados, urrados, agressivos ao extremo, como poucas bandas fazem. A produção de Andy Classen (que produziu o antecessor de 2006 Pestapokalypse VI) fez a diferença também, extraindo o máximo da brutalidade da banda, em forma nítida, cristalina, nunca seu som soando embolado. O disco tem nove faixas, a dupla composta pelo líder absoluto Helmut, também vocalista e guitarrista, ao lado do seu fiel companheiro, o baixista Serpenth, cria uma química maléfica e maldosa. O batera contratado Torturer fez bem o seu trabalho, e a gente se questiona como um trio consegue fazer um som tão cheio e portentoso. As músicas são muito variadas, embora brutais e muito técnicas, contando com passagens de canto lírico, além das harmonias dissonantes em Justine: Soaked In Blood e das passagens cadenciadas (e mortíferas) em Sexdictator Lucifer. Enfim, Bondage Goat Zombie, o disco é excelente! No DVD, temos o brutal clipe da faixa-título, e como já falado, o making off deste vídeo, o making off do disco, ensaios e faixas ao vivo. Ultra-obrigatório! RC – 9,5 Formação: Faixas: |
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ANAAL NATHRAKH
Hell Is Empty Paranoid Records – nac. Depois do brutal Eschaton lançado a pouco mais de ano, estes rapazes ingleses lançam mais um petardo. E que petardo! O mentor desta banda tem dezenas de outras bandas e projetos. Mas o Anaal Nathrakh é o principal lance do cara. A música do Anaal Nathrakh é Black Metal em essência, apesar do nome poder remeter ao Death e até ao Grind, bem como o seu logotipo. Claro, tem muito de Death Metal aqui, mas o Black Metal predomina, embora os caras não carreguem e nem lancem mão de corpse paints. A banda prima por adicionar em sua música elementos ora épicos, ora melancólicos, sem serem sinfônicos nem melódicos, mas também sem serem brutais o tempo todo. Eles atingem um meio termo que quase todas as bandas almejam (nem tão melódico, nem tão pútrido), mas poucas alcançam. E claro, nas passagens mais rápidas e pesadas, sua música é caótica, exala ódio, e me certos momentos chega a flertar até com o Grind (ainda que em poucos momentos). Hell Is Empty é misantropico, agoniante, angustiante, tenebroso! Os riffs são certeiros, os solos emblemáticos, a cozinha poderosa. Há um certo groove em The Final Absolution enquanto Shatter The Empyream seria um encontro perfeito entre EyeHateGod e Borknagar (antigo). Já Lama Sabacthani é “a” faixa que descreve o som da banda, cirurgicamente precisa, perversa e seu refrão fica na cabeça a ecoar por horas e horas. Em Castigation And Betray a banda mostra algo de Zyklon, e assim vai, fazendo de Hell Is Empty um disco pra lá de diversificado. Vale citar as participações especiais de Dave Hunt (Benediction), Shane Embury (Napalm Death) e Joe Horvath (Circle Of Dead Children). Recomendado! RC – 9,0 Formação: Faixas: |
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AZAGHAL
Omega Paranoid Records – nac. Sem dúvida essa banda é um dos grandes do Black Metal contemporâneo, tamanha a sua brutalidade do seu som, que soa primitivo e direto e nos remete ao início dos anos 90, época áurea do estilo, que podemos chamar de Brutal Black Metal. A banda é finlandesa, já teve um disco em sua discografia lançado no Brasil via Evil Horde, com um acabamento gráfico muito mais luxuoso do que se tem agora. Este artefato, como sempre, é cantado todo em finlandês. Os hinos são todos vociferados e as letras, apesar de anti-cristãs, tem um apelo pagão. Black Metal gélido, ríspido e cru. São nove pancadarias sem descanso, sem choro nem vela. Que artefato! Afinal, eles são uma das bandas mais antigas de lá, e essa experiência você sente ao ouvir o disco. Diga-se de passagem, o Black Metal finlandês nunca teve a mesma exposição do que o sueco e principalmente o norueguês. A Finlândia estourou no mundo todo no Metal Melódico, no Gothic Metal, no Gothic Rock, Punk, Hardcore, Death Metal, mas no Black, suas bandas sempre ficaram mais cult. A capa de Omega é simples, crua, preto e branca, crua, como sua música. O legal é poder sentir algo orgânico em sua música e não tão pasteurizado como muitas bandas de Black atuais, que são muito sintéticas, faltando feeling, garra, sentimento. Aqui, eles resgatam aquele sentimento do começo dos anos 90, do qual, eles sempre estiveram inseridos. Omega é regado a uma aura sinistra, onde as guitarras cativam você desde o primeiro acorde. As músicas são rápidas, cruas, bem raw e fast, sem descanso, sem concessões. Claro, influências de Thrash Metal são bem vindas, e o fato deles cantarem em sua língua natal (do qual você não entende nada, apenas tem ciência de que estão falando de coisas satânicas e contra o cristianismo) deixa mais avassalador este trabalho. Sem destaques, o disco é mortal do começo ao fim! Haja fôlego! RC – 9,0 Faixas: |
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NAGLFAR
Harvest Free Mind – nac. Quarto e mais recente álbum desta excelente banda de Death Black Metal da Suécia. Sim, Death Black, pois você em todo momento, você ouve nuances dos dois estilos.sua música é hipnótica e apesar da podreira, é bem tocado e executado, com harmonias melancólicas e melodias cativantes, no meio da agressão sonora. Ainda bem que temos a Free Mind para lançar algumas bandas da Century Media no Brasil. Vale lembrar que a MCR tinha escritório próprio no Brasil e há alguns anos se retirou daqui, deixando-nos órfãs de dezenas de lançamentos de peso todos os meses, que saem lá fora e aqui não mais. Uma pena. Mas para ajudar a compensar isso, temos a seriedade, repito da Free Mind. A banda é liderada por Kristoffer "Wrath" Olivius baixista e vocalista do Setherial, banda esta que anda meio sumido. Aqui, Kristoffer Olivius, apenas canta (ou melhor, apenas urra). A bela capa foi feita por Travis Smith (Death, Katatonia, Opeth) e este é mais um lançamento de peso. Não há como ficar indiferente com faixas esporrentas como Breathe Through Me, The Mirrors of My Soul, Odium Generis Humani, The Darkest Road e Plutonium Reveries. Vale ainda citar o estonteante trabalho de guitarras da dupla Andreas Nilsson e Marcus E. Norman, um dos melhores já ouvidos na cena extrema sueca. RC – 8,5 Formação: |
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SAMAEL Solar Soul Nuclear Blast – nac. A banda suíça foi uma das pioneiras em deixar de lado o Metal Extremo (Death ou Black) para seguir caminhos mais eletrônicos e Industriais. No começo todos torceram o nariz (inclusive eu) sentindo falta da pacandaria promovida por eles outrora. Mas o que os anos vindouros reservariam? Um crescimento da popularidade da banda e inclusive musical. Sim, nunca fui fã de Industrial, e ainda não sou, mas o Samael evoluiu de tal forma que hoje, eles fazem o seu tipo próprio de Metal. Mas é difícil definir ou rotulá-lo ainda, e em Solar Soul, esqueçamos esta bobagem por alguns momentos e curtamos, pois é um grande disco! É o Metal do futuro! A faixa-título abre o CD, meio cadenciada com um refrão que gruda em sua mente. Em Promissed Land temos mais cadencia, para em Slavocracy (que título bem sacado) temos um Speed Industrial? Em Western Ground tem uma melodia legal, um bom refrão, uma boa música, só em seu começo uns irritantes barulhinhos eletrônicos. Suspended Time é bem melódica, conta com backing vocals femininos. A coisa melhora ainda mais com Valkyries’ New Ride (esta é para dançar e vai fazer muito sucesso, pois é bem agitada, frenética, e talvez o ponto central que a banda tanto buscou, entre o Industrial, o Dark, o Black e o Goth). Já em AVE, beira o Darkwave, com algo de Doom e guitarras, baixos e teclados épicos e cavalgados, com sua segunda parte lembrando os momentos de maior aflição que as bandas obscuras e Dark produziram (ou tentaram) até hoje! Tétrica, sombria, maléfica! Quasar Waves tem uma melodia árabe. Olympus é outro momento tétrico, quase Doom, mas moderna, encerrando o disco, mas antes dela vem o bônus, Architect, a menos legal do disco (o que significa que é muito boa e acima da média!). Enfim, um disco de uma banda que ainda vai torcer o nariz de muitos, mas vai cativar a muitos outros! Solar Soul destorceu o meu! JCB – 9,0 |
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OUT OF THE DARK 20 Years Nuclear Blast Nuclear Blast – nac. Mais um volume comemorativo dos 20 anos do selo Nuclear Blast. O anterior, era o Into The Light, que tinha uma cara mais Heavy Metal. Agora, o Out Of The Dark, temos uma tednência mais Dark mesmo, com bandas obscuras, de Black, Death, Thrash, Hardcore, ou seja, aqui a coisa pega! No CD 2 temos músicas já feitas de bandas correntes, como em qualquer coletânea. Em destaque, o Dimmu Borgir com The Ancestral Fever (bônus para a Europa de In Sorti Diaboli), Immortal com Tyrants, Nile com As He Creates, So He Destroys, Exodus com Purge The World (bônus para o Japão de Shovel Headed Kill Machine), Bleed The Sky com The Martyr, Meshuggah com Futile Breed Machine (do EP The True Human Design), Epica com Replica (cover da famosa música Fear Factory – ficou fudida!), All Shall Perish com Prisoner Of War, Agnostic Front com All Is Not Forgotten (pancadaria) e Threat Signal com Counterbalance (essa banda eu ainda não conhecia, olha que bom serviço presta esta coletânea, visto que nem tudo pode sair no Brasil). E no CD 1 (invertemos a ordem de propósito) temos faixas inéditas, cada uma apresentando (featuring) um música (não uma banda). Se comentarmos detalhadamente cada faixa, ocuparíamos um espaço de umas 6 resenhas, então, vamos citá-las com seus respectivos guests, e você, que deve adquirir este CD, ouça mais detalhadamente. Dysfunctional Hours com Anders Friden (In Flames), Schizo com Peter Tagtgren (Hypocrisy, Pain e o maior produtor de Death e Black do mundo), Devotion com Jari Mäenpäa (Wintersun, ex-Ensiferum), The Overshadowing com Christian Älvestam do Scar Symmetry, Paper Trail com John Bush (Armored Saint e ex-Anthrax – apesar de ter falado que não iria comentar nenhuma das faixas, ressalto que está é a melhor e John matou a pau!), The Dawn Of All com Bjorn "Speed" Strid (do Soilwork), Cold Is My Vengeance com Maurizio Iacono (Kataklysm, outro grande momento), My Name Is Fate com Mark Osegueda (ressuscitaram a lenda do Death Angel e All Time Highs), The Gilded Dagger com Richard Sjunnesson e Roland Johansson (amos vocais do novato e gritado Sonic Syndicate) e encerrando com Closer To The Edge que conta com Guillaume Bideau do Mnemic. Este disco, algumas faixas trás o som característico das bandas os participantes, mas em outras é bem distinto. Enfim, chega de preguiça e vá ouvir o seu! RC – 9,0 |
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VENOM Welcome To Hell Dynamo – nac. Ah o Venom… Quando estes moleques ingleses surgiram no começo dos anos 80 e debutaram com este Welcome To Hell, eles ainda eram da NWOBHM. Depois, com o disco Black Metal, batizaram o então novo estilo de música, o Black Metal. O Venom primava por um som primitivo, tosco, cru, mal gravado, tocada parcamente, letras satânicas, visual pesado, indo ao extremo disso tudo. Era até comum tudo isso na época, mas o Venom levou às últimas conseqüências e criou o Black Metal assim. Nem é preciso dizer que Welcome To Hell é clássico. É obrigatório! Um coisa também pode ser dita a favor do Venom e deste disco: eles tocavam com uma energia ímpar e com uma vontade única, ou seja, compensavam a falta de instrumentos decentes com garra e raça! Neste relançamento, além das faixas originais, que já valem a aquisição do CD, vem com 11 faixas bônus, sendo Angel Dust (Lead Weight version), 4 faixas da versão em 7’EP (In League With Satan, Live Like An Angel, Bloodlust e In Nomine Satanas), mais 4 versões demo (Angel Dust, Raise The Dead, Red Light Fever e Welcome To Hell) mais dois outtake’s (Bitch Witch e Snots Shit). RC – 10 |
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VENOM Possessed Dynamo – nac. Esta re-edição de Possessed vem com uma capa diferente e alguns bônus, claro, como todos os relançamentos por parte da Dynamo para esta série de Venom. Vamos à eles primeiro desta vez: os lados B da F.O.A.D. e Warhead, o mix de Nightmare, uma versão remixada de Possessed e das canções ao vivo Witching Hour (Live) e Teachers Pet/Poison/Teachers Pet. Quanto aos seus discos, o Venom possui em sua vasta discografia mais coletâneas, ao vivo, relançamentos, faixas raras, B-sides do que discos de estúdio com músicas inéditas. Quarto disco de estúdio, Possessed vinha já num estilo desgastado do Venom, visto que, depois da trinca Welcome To Hell, Black Metal e At War With Satan, os alicerces do Black Metal e o estilo Venom já estavam fundamentados. Possessed não trazia um Venom mais extremo, pois a banda vinha se superando em brutalidade disco a disco, e na época, este álbum foi muito criticado. No entanto, como muitos dos julgamentos equivocados feitos na década de 80, hoje Possessed soa injustiçado, pois mostra que era sim, um disco clássico da banda e de um estilo, com faixas seminais e importantes, como Burn This Place To The Ground, Moonshine, Satanarchist, a instrumental Wing And A Prayer e a faixa-título. Enfim, mais um item obrigatório para sua coleção. RC – 8,5 |
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HARGONATH Hargonath Goat Music – nac. Esta vociferante banda paulistana chega com seu grande debut, praticando o chamado Extreme Fast Black Metal! Apesar de por vezes, certo rótulos soarem exagerados, neste caso não, aqui não! Pois a banda faz isso mesmo. Em essência, a música do Hargonath é Black Metal, mas ultra-veloz e com elementos de extremidade que chegam a chocar os mais incautos. A bateria é na velocidade do som (não sei quantas batidas por segundo), o vocal é gritado ao extremo (haja garganta!), o baixo faz a cama para tudo isso, cobrindo todos os buracos (mas de tão rápida que é a música da horda, quase não sobra espaço para isso) e a guitarra, com riffs insanos, me remetendo ao Dakthrone. A capa e o encarte é de extremo bom gosto, monocromático, mas em vez de preto, em um verde escuro. Eles ridicularizam Cristo, lançam mão de todos os artifícios satânicos e diabólicos e em meio a tanto peso e barulho, conseguem criar uma atmosfera macabra e obscura, como as bandas escandinavas conseguiam nos idos de 90 (muitas delas, hoje nem conseguem mais). Só me preocupa uma coisa: muitas bandas têm colocado na capa o cogumelo da explosão de bomba atômica meio que simultaneamente, como é o caso aqui, e outras, muitos desenhos de aviões de guerra. Quando acontece esse tipo de coisa é meio que uma premonição e preparação inconsciente e coletiva. Voltando, ao Hargonath, é esse cogumelo atômico ao fundo, com Cristo vencido a tônica deste excelente debut! Destaques para The New Age Arrived, Evil Supremacy e Darkness Imperium. Essa banda sim, por ser tachada de verdadeira! RC – 8,5 |
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BORKNAGAR Origin Encore – nac. Parece loucura, mas é verdade. O Borknagar, uma das mais importantes bandas de Black Metal da Noruega em sua segunda geração, veio mudando de som pouco a pouco com sua “evolução”. Vintersorg começou a fazer sucesso em sua carreira solo e a banda acabou seguindo a toada dele ainda que de forma mais contida. Pouco a pouco, o Borknagar passou a colocar mais vocais limpos (ainda que dramáticos e melancólicos), mais melodia e mais elementos Folk em sua música (coisa que a banda Vintersorg e o outro projeto que ele participou, o Otyg, faziam a exaustão). Em Origin, a banda fez algo inédito: fez um disco acústico. Não, não é um disco com versões acústicas de suas principais músicas não. Neste disco acústico são todas músicas inéditas! Que eu me lembre, quem fez isso recentemente foi o Foo Fighters num nível mais comercial, claro. Mas no Underground, ainda mais no Black Metal, eu desconheço. As músicas acabam tendo um teor que tem a ver com a atmosfera da banda, aliás, os verdadeiros fãs do conjunto já sabiam, pediam e aceitam esse fato, pois estão abertos a outras sonoridades. Origin soa como se tivesse existido Black Metal na Idade Média ou na época dos Vikings: acústico, desplugado e com instrumentos que se tinham a mão. Origin de qualquer jeito é uma grande obra pagã e irá agradar os espíritos da floresta, tanto quanto (ou até mais) quando o Black Metal é executado “plugado”. O engraçado é que eles têm a mania de dar o título ao seu próximo álbum extraído de alguma faixa de seu disco atual. Então como será o nome do próximo disco? Veja o track list e faça suas apostas! E tire suas próprias conclusões sobre o resultado final de Origin. RC – 7,5 1. Earth Imagery 2. Grains 3. Oceans Rise 4. Signs 5. White 6. Cynosure 7. Human Nature 8. Acclimation 9. The Spirit Of Nature |