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Atualizado em 15/02/2010
DIMMU BORGIR
In Sorti Diaboli
Nuclear Blast – nac.
Ao contrário do Cradle Of Filth, o Dimmu Borgir aposta cada vez num caminho mais brutal. Ainda que orquestrado e sinfônico, a banda jamais repetirá a magia de Enthrone Darkness Triumphant. E embora ainda sinfônico, o DB soa cada vez mais cru e mais Black Metal ríspido, cru e gélido, ou seja, aquele do começo dos anos 80, ainda que, com uma produção límpida e cristalina e uma técnica absurda de seus músicos! O álbum é conceitual e em sua história conta um pouco mais de Baphomet, o Deus cultuado pelos templários e retratado de forma tão equivocada por tantos. Esclarecimento: este Deus é um Deus e não tem nada a ver com Satã nem Lúcifer, que também são duas entidades distintas. Muitas vezes no satanismo, eles põem a cabeça de um bode (Baphomet) dentro de um pentagrama invertido e dizem que essa é a imagem de Lúcifer. Mas Baphomet é uma coisa, Lúcifer é outra e não tem nada a ver com Satanás, que é outra coisa ainda. Esclarecido isso, por que então uma banda satânica e de Black Metal fala de Baphomet? Até porque, os próprios caras do DB dizem que não se limitam ao Black Metal apenas e nem se limitam ao satanismo apenas também! Embora, Baphomet não seja satã e sua esfinge também não seja Satã, é um Deus que lida com o lado obscuro do ser humano também (é um erro dizer que isso é monopólio de Satã). E por que o nome Diaboli no título do disco? Porque, a igreja cristã tinha que arranjar uma imagem para esse tal de diabo que eles tanto falavam, mas ninguém tinha visto ainda, e usaram a figura de Baphomet para dizer que isso era o diabo. Quanta baboseira... Depois quando digo que muitos satanistas baseiam toda a sua crença no cristianismo, tem gente que quer me matar! Pois muitos satanistas consideram tudo o que a igreja católica disse e prega e fazem o inverso, dizendo que o é errado para os cristãos é o certo para os satanistas. Mas quem disse que o que a igreja cristã fala tem fundamento? Quem disse que o que a igreja considera como mal é separado do que eles falam que é o bem? Quem disse que o mal e o bem (se é que existem, pois isso é relativo) são estas coisas faladas pela Igreja? Então, porque tomar como base o que a Igreja fala? Na época da Antiga Religião, não existia divisão entre mal e bem, entre anjos e demônios, entre Deus e o Diabo, entre o lado branco e o preto, pois tudo fazia parte de um todo, tudo era necessário e quem criou o certo e o errado foram as religiões que vieram a posteriore que fizeram essa divisão. “Bem”, esclarecido isso e temos o dever de esclarecer, já que, o que o Dimmu Borgir faz neste disco é contar esse lado da história e levar um pouco mais de informação e cultura á cena Black Metal, mas sem tomar partido de algum lado. Musicalmente, como falamos é um dos discos mais brutais de sua carreira. Os teclados viraram meros ornamentos musicais apenas. Os backing vocals limpos são cada vez mais raros. A bateria é incessante, cheia dos blast beats, as guitarras são densas e cheias e o vocal de Shagrath está cada vez mais insano e gutural, ao seu estilo. Como o disco é conceitual e cada faixa retrata uma capitulo dessa história, por isso todas as faixas começam com a palavra “The” (mais ou menos que nem o Fatal Portrait do King Diamond, que seu único disco conceitual em parte apenas, mas nesta parte, quase todas as faixas começam com The também). Momentos mais calmos apenas na instrumental The Sinister Awakening. Destaques para as demolidoras The Serpentine Offering (que abre este holocausto), The Fundamental Alienation e a entrônica The Invaluable Darkness. Candidato a clássico deste gênero polêmico, mas vibrante que é o Black Metal. JCB – 9,0
CRADLE OF FILTH
Thornography
Black Metal Attack – nac.
Sétimo e novo álbum do Cradle Of Filth. A banda liderada pelo polêmico Dany Filth sempre cultuou o vampirismo e sempre fez, segundo eles mesmos, Black Metal, por também abordarem o satanismo, e alguns elementos musicais seus, cabem dentro do Black. Só que suas orquestrações e melodias, os fizeram serem rotulados como Black Metal Melódico ou Black Metal Sinfônico, junto com o Dimmu Borgir, e gerando assim, uma nova geração de bandas, inspiradas nestas duas. Mas em Thornography, a banda aparece rotulada como Dark Metal por sua gravadora, e ao ouvir o disco, vemos que se encaixa. Ok, os elementos Black ainda se fazem presentes, bem como algumas orquestrações aqui e acolá, só que desta vez mais tímidas. Embora Thornography soe mais acessível, não é comercial. Mas Thornography é mais seco, direto, sem muitas frescuras, com elementos de Thrash e até de Heavy Metal Tradicional. As guitarras entregam de cara por seus riffs mais Heavy. O baixo tem mais espaço, ocupando as camas onde os elementos de orquestra antes apareciam mais. A bateria é reta e longe do peso e brutalidade dos tempos de Nick Barker (que saiu anos atrás, indo para o “rival” Dimmu Borgir e hoje no Testament). Pouquíssimos backings femininos e os vocais de Dani Filth estão mais variados e diversificados. Menos Black, menos gritos, mais urros e mais vocais limpos. Também alguns lugares têm rotulado o COF como Vampyric Gothic e realmente, Thornography tem estes elementos góticos em maior profusão. Faixas menos brutais, mais Heavy e mais bombásticas como Tonight In Flames beiram o Death Metal Melódico, enquanto Cemetery And Sundown, segue mais ou menos a mesma linha, mais gótica e até com uma aura de Gotemburgo no meio. As demais faixas, apresentam este estilo também, mescladas às raízes da banda. The Foetus Of A New Day Kicking é puro Heavy, com passagens mais Thrashy. Já Under Huntress Moon é mais entrônica, imperial e majestosa, ao velho estilo do COF. Apesar da mistureba, Thornography é sim um disco digno do estilo do COF e tem um estilo e um perfir próprio. Quem achava maçante o exagero de elementos melódicos e sinfônicos no passado, vai se deleitar com este CD, quiçá o melhor de sua discografia. Se tens dúvidas, confira você mesmo! Você vai se viciar em Thornography e vai repeti-lo diversas vezes, pois ele gruda em sua cabeça. JCB – 9,5
SATYRICON
Now, Diabolical
Black Metal Attack – nac.
Antes de mais nada, esqueça Nemesis Divina. Este disco, ninguém mais vai fazer, nem o próprio Satyricon. A dupla Satyr (V, G, B) e Frost (D) estava iluminada naquela época (ou melhor, estava nas trevas) quando compôs este clássico. Depois disso, só vieram discos discutíveis, e a banda se redime em Now, Diabolical. Claro, esqueça a sonoridade de Nemesis Divina. A banda faz um Black’n Roll como algumas costumam chamar esse tipo de som, ou Black Metal Rock. Sim, pois é Black Metal. Mas não é majestoso nem pomposo como Dimmu Borguir, Covenant (antigo), Cradle Of Filth ou o Nemesis Divina do próprio Satyricon. Mas também não é aquela tosqueira crua e ríspida. O disco é bem produzido e bem tocado, bem limpo, mas não tão virtuoso nem tão épico. Seus instrumental, ainda mais nas guitarras, beiram o Thrash Metal e algumas passagens raspam no Heavy Metal mesmo. Vocais malignos ao melhor estilo de Satyr, mas não tão guturais nem tão brutais. Destaques para as boas K.I.N.G., The Pentagram Burns, The Rite Of Our Cross, The Darkness Shall Be Eternal e To The Mountains. Até a capa reflete essa simplicidade, sem ser grosseiro. Talvez, o segundo melhor disco da banda. O primeiro, você já sabe qual. JCB – 8,5
VENOM
Metal Black
Dynamo – nac.
O Venom apelou desta vez. Pois chupinhou e parodiou o nome de um artefato sagrado, que batizou um estilo inteiro, que foi o álbum Black Metal. Na capa, eles copiam mais ainda, chega quase a ser um insulto. Enfim, se eles tem o direito de mexer em algo que não lhes pertence mais, mas sim de direito público (é meu amigo, todo clássico é assim), bem como o Helloween fez criando a parte 3 dos Keeper’s, é um ponto a se discutir. Seu antecessor, o excelente e melhor produzido, o poderoso Resurrection, apontaria uma nova direção ao grupo, que retrocedeu. Pois, para manter as raízes do disco Black Metal, este Metal Black também é mais cru e tem uma produção mais rudimentar também. Abrindo com a paulada Antechrist (mais clichê possível), indo para a House Of Pain, lembrando a New Wave Of British Heavy Metal em seus riffs secos de guitarra (vale lembrar que, antes de inventarem o rótulo Black Metal, o Venom já fazia parte da NWOBHM, junto com Iron Maiden, Saxon, Def Leppard entre centenas de outras). Regé Satanas poderia estar em Resurrection, pois é cheiona, densa, grave, pesadona, rápida e enfim, fudida! A Good Day To Die também vai nessa toada Lucifer Rising quer resgatar suas raízes, para a pancadaria comer solta e, Blessed Dead, também é mais atual, maravilhosa e tétrica, assim como Sleep When I’m Dead. Momentos lembrando a NWOBHM voltam em Maleficarum. Vale lembrar que, apesar da banda ter feito parte deste movimento do final dos 70’s e começo dos 80’s, a banda tinha todos estes elementos do Heavy inglês da época sim senhor, mas era mal tocado, tosco, mal produzido e grosseiro, e assim, surgiu musicalmente o Black Metal (além de ser o nome de um disco do Venom, como já falado), que foi se transformando ao longo do tempo. Encerrando, a faixa-título, que com certeza, não vai batizar mais nenhum estilo. Enfim, não é o melhor disco do Venom e não tem (ainda) a história e importância de Black Metal, mas Metal Black é um dos melhores discos que Cronos já fez em sua vida toda até hoje. JCB – 9,0

DARKTHRONE
The Cult Is Alive/Too Old, Too Cold EP
Black Metal Attack – nac.
Este é o mais esperado e aclamado novo disco da banda. The Cult Is Alive é décimo segundo álbum dos suecos do Darkthrone. Eles fazem o que se chama de Grim Old School Black Metal, ou seja, Black na mais pura acepção da palavra. Cru, gélido, ríspido, maligno, mal, impiedoso. Apesar da produção boa, mas tenta transparecer sujeira e crueza no bojo da audição de todos os instrumentos, ainda tem um pique anos 80, meio rápido, um quê longínquo de Punk e Thrash além do Heavy, mas ainda assim totalmente extremo. Isso faz o diferencial deles. A banda, bem como outras, também vem sendo selecionadas no hall do Dark Metal, afinal, apesar de tudo já citado, sua música é ultra-sombria e obscura, coisa que nem sempre todas as bandas de Black costuma soar, geralmente privilegiando peso e a porradaria, do que o clima atmosférico das músicas. Em The Cult Is Alive, as músicas soltam o pé do acelerador um pouco, colocando mais cadencia nas harmonias. The Cult Is Alive é um digno sucessor de Sardonic Wrath e está no nível dos clássicos como A Blaze In The Northern Sky e Under A Funeral Moon. Destaques para The Cult Of Goliath, Too Old, Too Cold, Atomic Coming, Tyster På Gud e Underdogs And Overlords. A edição nacional, além da bela embalagem slipcase, é duplo! O CD2 é o EP Too Old, Too Cold (que presentão hein?), com as grandes faixas High On Cold War, Love In A Void, Graveyard Slut e a Too Old, Too Cold, que intitula o EP e também consta em The Cult Is Alive. Quer mais? Só falta adquirir o seu! PR – 9,0


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