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PÁTRIA ARMADA
Genocídio Urbano
Independente – imp.
Este é o CD debut do paulistano Pátria Armada. Depois de 20 anos de estrada sai o primeiro full lenght chamado Genocídio Urbano com 19 petardos do mais puro Hardcore Old School. A banda já moldou ao longo de suas décadas em tantas demos, splits coletâneas, tributos ao Ação Direta, Garotos Podres e Cólera, e até por isso mostra uma forte influência de nosso HC, em que a banda ajudou a moldar. Em vez deles pagarem pau só para gringo, como muitas bandas fazem, eles tributam nossos heróis nacionais! Este disco, como é um debut de uma longa carreira, é quase como uma coletânea. Sendo assim, temos as clássicas e antigasCruéis Predadores, Passeatas, Geral, ... e o Homem Fez a Bomba..., Menor Abandonado, Retardados, Dias de Agonia, Não, Morte Depois da Morte e Pátria Armada (a música) que saem em CD com uma produção melhor (libertadas depois de muitos anos verão a luz do Sol)  ao lado das novas e não menos nocivas Bush É Hitler, Cidade Morta, Fascistas, Fim do Mundo, Realidade Fatal, Matança Autorizada, Xingo, Cuspo Vomito, Sem Futuro e União. Como já citamos quase todas, e como quase todas são dignas de nota, fica difícil escolher destaques. Seja pela musicalidade Hardcore de verdade (tem muita banda hoje fazendo Metalcore e falando que é Hardcore – devia dar cadeia isso!), mas pelas letras inteligentes! Mas noa tem como não citar Bush É Hitler! Que não demore mais 20 anos para sair outro disco deles! LT – 9,0

ESKARAVELHO
Renascendo Aos Poucos
Independente – nac.

A banda tem nome interessante, sem querer ser os novos besouros (The Beatles), claro. Vindos de Salvador/BA, já são heróis, de tanto porcaria musical que vem de lá. A cena baiana sempre foi importante e respeitada no Rock nacional e aqui temos mais uma banda que pode vir a ser um baluarte dos novos baianos do Rock de verdade! Eles se intitulam como Rock Melódico, que na verdade, hoje é usado mais para bandas quase Hard Rock/AOR. A banda apresenta elementos nacionais ritimados, mas faz Rock de verdade. Confira! LT

G-FIRE
I
II
Independente – nac.

O G-Fire (não tem nada a ver com o G3) é um projeto do guitarrista Vernon Neilly, com vários outros músicos norte-americanos. Honrando o Brasil, temos o guitarrista Miguel Mega neste projeto instrumental. No I, temos 12 faixas, com destaque para Do Da e Passin Thru. No II, também temos 12 faixas, com destaques para Angel, Sweet e as duas versões de Por Mi Amor, a longa e a editada! Indicado este sim, para músicos apenas, mas que terão uma verdadeira aula não só de tocar o seu instrumento, mas de tocar e compor em conjunto. Pois aqui, só tem fera! RS

HOLDER
Merciful Scourge
Independente – nac.

Grande banda de Death Metal! Na verdade, ambos os discos foram lançados por um selo especializado, e não de forma independente. O que não é o caso do Holder que, mesmo com gravadora, arregaçam as mãos e eles mesmos vão a luta e divulga seus trabalhos em revistas, enviando CDs para resenha, sorteio e procurando por entrevistas e se cadastrando em nosso sistema de divulgação de bandas, que existe a nada mais, nada menos, há quase 10 anos. Se nosso sistema não funcionasse, será que duraria tanto tempo assim? Méritos para o Holder! Mas a parte meritória, não pára por aí. O mérito talentoso da banda é maior ainda! Seu Death Metal é mortífero, comparando-se aos medalhões do estilo mundialmente falando. Merciful Scourge é o debut, de 2002 e mostrava uma banda de muito potencial, que daria muito que falar na cena. Embora mais cru e longe do que o Holder é capaz fazer hoje, Merciful Scourge possui faixas matadoras, como Insurrection Luciferian, Warriors Of  Fire, Triumph Of Steel, Lovers Of The Evil e Immolation Of Souls mostrando mais o lado anti-cristão do que gosmento, como muitas bandas fazem dentro do estilo. Mas atente para a resenha do próximo! RC

HOLDER
Eternal Flame
Independente – nac.

Segundo CD desta banda, mostrando uma horda que vai fazer muito barulho no exterior. As linhas Death Metal continuam: riferrama assustadora, vocais cavernosos e cozinha coesa, pesada, precisa e com muito punch e técnica, mostrando que nem só de Krisiun vive o Brasil! Faixas como Black Evil são verdadeiros hinos ao Mal e ao real e verdadeiro Metal extremo. Algumas passagens mais lentas (leia-se, menos rápidas) são trituradoras! Destaques ainda para a faixa-título, Deathlords, March Of Fate e Dethroned God, executada com uma fúria ímpar! Hoje, a banda é: Gilson (V), Barba (G), Laércio (B) e Maurício (D). Enfim, uma pedrada! E que a chama eterna permaneça enaltecida por estes baluartes do estilo! RC

MIGUEL MEGA
Coastline
Independente – nac.

Banda solo de Miguel Mega, guitarrista que participa de vários projetos (alguns deles apenas, resenhados aqui nesta mesma edição). São dez faixas, sendo nove títulos em inglês e um em espanhol. Apesar de ser um disco de guitarrista, que por conseqüência, acaba sendo indicado para guitarristas e músicos em geral, Miguel Mega não só esbanja técnica, mas como talento para compor temas bem sacados, com muito feeling para a coisa. Enfim, indicado também para não-guitarristas! RS

PORNOPHONIA
No Berro E No Grito
Independente – nac.

Esta banda exótica faz o que segundo eles, é chamado de Rock Eletrônico. Sim, influências eletrônicas abundam, mas sempre com o peso do Rock, não se tornando tão dançantes assim. Me lembrou um pouco no formato o projeto Benzina de Edgard Scandurra do Ira!. São 14 faixas em português, com destaques para Na Real e Tão Down. A banda é Paulinho Rocha (V e elementos eletrônicos), Miguel Mega (G), Lena Papini (B) e Ricardinho Moraes (D). Se você é adepto do estilo, pode dar uma conferida! LT

SABRE
Boemia
Independente – nac.

Excelente banda de Hard’n Heavy, com letras em inglês. A banda faz um som gostoso, empolgante, cativante e até grudento, como o estilo pede, lebrando as grandes bandas do estilo. A produção é ótima, atual e limpa, mas sempre com alguma sujeira, lançando mão do verdadeiro Rock’n Roll. Das sete faixas, temos a carro-chefe Boemia, com um refrão inesquecível. In Your Eyes é melodiosa, Hard total! Aliás, a banda não só capricha nos refrãos (coisa esquecida pela maioria das bandas dos anos 90 em diante), bem como aposta em solos com musicalidade e riffs poderosos. A bombástica I Don’t Care é longa, cavalgada e contagiante, finalizando com Rainy Nights, outro bom Hard. Banda de nível internacional, que revive o bons tempos do Hard e Heavy dos anos 80. Acredite se quiser, a banda é um trio: Elias Scopel Liebk (V/G), Wagner Maschio (B) e Mario Oliva (D). RS


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