|
|---|
![]() |
AC/DC
Black Ice Sony/BMG – nac. Na década de 60, costumava-se lançar dois discos por ano, um em cada semestre. Na década de 70, com mais bandas e estilos e turnês um pouco maiores, saindo do eixo Esatdos Unidos, Inglaterra e Alemanha, passou-se a lançar um disco por ano “apenas”. Nos anos 80, mais bandas, mais estilos, a indústria do disco crescendo e o Rock espalhando pelo resto da Europa Ocidental e chegando mais forte em lugares longínquos como o Brasil, fazendo as bandas gravarem um disco a cada dois anos. Nos anos 90, o intervalo aumentou para três anos de média, já que as turnês tinham agora a Ásia e o Leste Europeu para excursionando, propiciando tours de mais de dois anos. Nos anos 00, o intervalo médio passou de quatro a quatro anos, e o AC/DC demorou oito anos! Mas agora ei-lo! Antes de tudo, Black Ice seria um Back In Black do ano 2000. Deve ter sido a intenção dos caras, de resgatar seu maior sucesso em vendas até hoje e a estréia bombástica de Brian Johnson no lugar de Bon Scott. Aliás, como um bom escocês, apreciador de Whiskey, Brian Johnson gosta de um “bom Scotch” por isso, substituiu bem Bon Scott. Essa foi horrível, né? Bem, se irá se tornar em clássico, só o tempo dirá. Mas que Black Ice é o melhor disco desde Blow Up Your Vídeo, sendo superior a The Razor’s Edge, Ballbreaker e Stiff Upper Lip, isto é sem dúvida. Desde 20 anos atrás, desde a década de 80 o AC/DC não fazia um disco tão certeiro assim! Rock’n Roll Train abre bem AC/DC e já dá para se imaginar o clipe em alguma situação inusitada com centenas de fãs participando. Skies On Fire é uma das mais bobinhas, mais cadenciada, sem trazer nada de tão interessante. Já Big Jack é bem estilo clássico da banda, com riffs mortais de Malcom Young que nestes 8 anos de hiato, não esqueceu como escrever Rock’n Roll. Em Anything Goes, a banda lembra os momentos mais melódicos de Money Talks e de discos como Who Made Who? Já War Machine tem um clima “épico” (épico dentro do estilo do AC/DC) como Hail Caeser. Já Smash’n Grab é daqueles temas meio Back In Black, daquelas faixas menos famosas e menos bombásticas. Já Spoilin´ For A Fight é mais “climátiva”, mais Rock’n Rollzão bem ao estilo do que a banda fez nos anos 80. cabe um registro, de como a banda ainda consegue criar refrãos que vão ficar na sua cabeça horas depois de você ter ouvido o disco! Já Wheels poderia estar em qualquer disco da era Brian Johnson. Importante que, embora Black Ice lembre quase todos os discos anteriores, em nenhum momento ele tenta soar como Bon Scott e nenhuma das faixas remete aos anos 70, da era de Bon. E, o fato de Black Ice lembrar qualquer disco anterior da banda, também não é crítica, pois sua música não tem que ter inovações. Apenas criatividade para ter várias idéias diferentes dentro do mesmo estilo. Assim, Decibel decepciona, pois apesar de legal, é outra daquelas músicas derivativas como Skies On Fire, apenas para completar o disco. E decepciona, pois pelo seu título, esperava-se algo bem explosivo, mas não é. Storm May Day, também pelo título, esperava-se mais. Mais bluesy, mas sem tanta inspiração. Em She Likes Rock’n Roll vemos o mesmo ocorrer. Será que todas as grandes bandas colocam suas melhores faixas na primeira metade, no “lado A” (visto que TODOS os discos lançados hoje em CD são também lançados em vinil nos Estados Unidos, Europa e Japão, desde estilos mais Underground’s como Hardcore e Black Metal, até medalhões do naipe do AC/DCD) e deixam as menos inspiradas para o “lado B”? E como em todos os casos, a coisa volta a esquentar na penúltima faixa. Eles enchem o lado B de músicas mais fracas, e para contrabalancear, põe algum petardo lá no finalzinho, mostrando que é esse tipo de música que o pessoal quer ouvir! Aqui é o caso de Rocking All The Way, uma das mais bem sacadas deste disco. A faixa-título, que encerra o disco, Black Ice, tem um título bem sacado e dá a esse disco um título legal e marcante, mas a faixa, não é das melhores do disco. Ainda assim, um grande disco. É o lance do Compact Disc. Eles fizeram 15 faixas para ter valor comercial para que o produto seja interessante. Mas se Black Ice tivesse apenas 10 faixas, pegando as 10 melhores daqui, o resultado final seria melhor ainda! JCB – 8,5 Faixas: |
|---|---|
![]() |
QUEEN + PAUL RODGERS
The Cosmo Rocks EMI – nac. Sim, é a volta do Queen, e aí? Se você é crítico a isso, ou melhor, é crítico a todas as bandas antigas e seus retornos, dizendo que não é mais a mesma coisa, então, por favor, caia fora. Pois The Cosmo Rocks é um grande disco! Claro, Freddy Mercury é insubstituível, e a cada dia que passa, a sua obra e sua voz são eternizadas cada vez mais. Por isso a atitude inteligente da banda de se chamar no momento Queen + Paul Rodgers. Mais ou menos que nem o Black Sabbath atual que só toca músicas do Dio ter se chamado Heaven And Hell. Justamente para espantar as viúvas dos muros de lamentações. Ainda, quanto a parceria com Paul Rodgers (e não substituição de vocalista), a escolha foi acertada. Muito se falou que quem seria o “novo” vocalista do Queen, nos últimos anos, seria o insosso, Pop e sem talento algum Robbie Williams. Aí sim seria para atirar pedra! Caso o Queen continuasse logo depois da morte de Freddy, meu preferido seria George Michael. Apesar dele também ser Pop, mas era “o” cantor de Pop, além de ter uma bela voz e muito talento, infelizmente desperdiçados com polêmicas, escândalos, músicas Dance e nada de relevante composto por ele. Eu apontaria George Michael logo depois da morte de Mr. Mercury, por causa de sua participação no magnânimo show Tributo à Freddy ocorrido em 1992, show que contou com a nata da hoje, “Classic Rock” reunindo Metallica, Guns’n Roses, Def Leppard, Elton John, Robert Plant, Lisa Minnelli e etc. (paro por aqui, senão acabo fazendo a resenha dese conceto...). George Michael matou a pau em Somebody To Love,e ainda em These Are The Days Of Our Lives junto com Lisa Stansfield, e ainda 39. Entretanto o tempo se passou, George Michael se desvirtuou, essa vota do Queen esfriou até se tornar concreta em 2005, quando se reuniram com Paul para uma turnê e agora chega o tão esperado disco. Que desperdício, deixarmos de ouvir novas músicas escritas e tocadas por Brian May com sua guitarra mágica. Que crime, seria se não ouvíssemos mais Roger Taylor, fazer o diabos com sua bateria, mais com feeling do que com técnica (apesar de ser bem virtuoso). Que bobeira seria não ouvirmos Paul Rodgers (Free, Bad Company) cantar tanto músicas de Freddy quanto estas faixas novas, hoje pequenos clássicos, amanhã, quiçá, grandes clássicos. Pena John Deacon, baixista, não ter participado desse retorno, embora tenha ganho dedicatória no encarte, bem como Freddy, claro! E que pecado seria não termos a oportunidade de ter estes feras reunidos nesse disco, se ouvissem aos mais radicais! Aliás, apesar de Mr. Mercury ser insubstituível, temos que dizer que o Queen não era só ele. Grande parte da maestria do Queen se devia justamente à guitarra e composições de Brian May e o apuro de Roger Taylor com o seu kit. Tanto que a carreira solo de Freddy Mercury nunca foi lá essas coisas. Ainda um adendo ao que se refere a “raça” dos baixistas, estes são polêmicos. Quantos baixistas saíram brigados ou se recusaram a participar de alguma volta ou tentar melar uma reunião. Exemplos? Além de Deacon aqui, Bill Wilman saiu dos Rolling Stones a cerca de uma década, e brigando feio com Mick Jagger e Keith Richards. Alec John Such fez o mesmo com o Bon Jovi. Em outros casos, eles são preteridos, como na atual reunião do Van Halen (sem Michael Anthony), da dupla Jimmy Page e Robert Plant sem John Paul Jones, entre outros. Mas vamos ao esperado e festejado The Cosmo Rocks! O disco abre com o petardo Cosmos Rockin´. Que Rockão! Poucas bandas de hoje e mesmo as antigas conseguem fazer um Rock’n Roll como essa faixa! Still Burnin´ é anos 70 puro! Uma das faixas que promovem o misto de Queen com Bad Company. Small é daquelas baladas não tão açucaradas, mas legais de se ouvir, sutis e com belas melodias e texturas. Warboys é mais moderna, mas ainda com a cara do Queen. Aliás, onde Brian May põe sua guitarra, o resultado sempre é acima da média. E a bela We Believe? De levar às lágrimas qualquer um! Que sentimento, que feeling! Paul Rodgers canta com a alma! Brian May sola com o espírito e Roger Taylor bate em seu kit com o coração. Call Me rememora os momentos mais alegres do Queen, sendo quase um plágio de You're My Best Friend, retomando uma das características do Queen, que é os coros fortes nos backing vocals nos refrãos. Muitas faixas misturam o lado épico, dramatico e alegre dos anos 70 com o lado mais sombrio, emotivo e sentimental dos anos 80. confesso que a segunda metade do disco, depois dessa faixa, dá uma caída. Muitas baladas, e sem serem tão marcantes, sendo a melhor, a segunda parte de Say It´s Not True, que tem como cantor principal Roger Taylor. Já Surf´s Up... School´s Out! é uma música para marcar seu set list para o resto da sua carreira! Seu começo caótico lembra Now I’m Here, seus riffs pesados, na seqüência, são puro Heavy Metal! Aliás, se tem algum disco que The Comos Rocks remete, são Sheer Heart Attack e Jazz. Encerrando, Small Reprise. Se a Classic Rock está tão em voga, se quase todas as suas bandas estão na ativa e excursionando, agora também temos discos novos que, se estão a quilômetros de distância de seus clássicos dos anos 70 e 80, por outro lado, estão anos luz á frente do que é feito hoje pelas bandas novas. O que é bom feito hoje? Bloc Party? Aquela banda vaiada no VMB 2008, por fazer playback, e mal feito ainda por cima? The Cosmo Rocks neles! JCB – 9,0 Faixas: |
![]() |
STANLEY JORDAN
Novecento – Dreams Of Peace Azul Music – nac. Na cena jazzística italiana, a grande sensação do momento é o grupo Novecento, formado pelos irmãos Nicolosi: Pino (tecladista), Lino (guitarrista), Rossana (baixista) e Dora (cantora). Comandam a Nicolosi Productions, a editora Crisler, possuem luxuoso estúdio em Milão e contratam jazzmen de todo o planeta para o selo da família. Aqui, quem participa de forma primordial é o guitarrista Stanley Jordan. Autêntico virtuoso das seis cordas que elevou a técnica do dedilhar a duas mãos com um som límpido a níveis de complexidade orquestrais equivalentes aos do piano. Stanley Jordan é um músico americano multifacetado, conhecido como o guitarrista que mais contribuiu para a inovação técnica e musical no seu instrumento, a guitarra, considerado um dos mais importantes guitarristas do século XX. Começou na Elektra records passou depois para a Blue Note em 1985. Magic Touch (1985), o seu primeiro album, resultou num grande êxito que obteve duas nomeações aos Grammy, permaneceu cinqüenta e uma semanas no número um da Billboard de Jazz e foi disco de ouro nos Estados Unidos e Japão. Em 1986 apareceu no Filme “Blind Date”, com Kim Basinger e Bruce Willis, e tem tido freqüentes aparições televisivas nos populares programas de Johnny Carson e David Letterman Show.Segundo o próprio Stanley, os únicos requisitos que deve cumprir o instrumento para poder absorver a sua singular técnica com êxito são: uma ação muito baixa, ou seja, as cordas devem quase tocar os Trastos (são pequenas "divisões" de metal do instrumento de cordasO álbum “Novecento – Dreams of Peace” é o encontro de Stanley Jordan com o grupo de jazz italiano Novecento, marcando o retorno tão esperado da volta de Jordan às gravações em estúdio (fora dez anos sem fazê-lo). Além do show a parte de Jazz com o grupo italiano, outros notáveis músicos estiveram presentes, como Randy Brecker (trompete), Dave Liebman (sax tenor) e Danny Gottlieb (bateria). Abaixo, segue a discografia do músico. Confira! RS – 8,5 Discografia: |
![]() |
STEVE VAI
Elusive Light and Sound, Vol. 1 Azul Music – nac. O primeiro de sua coleção com vários e volumes, você vai encontrar de tudo de sua discografia, e os volumes têm explicação de sua separação. Estes volumes estão saindo pela gravadora de Steve Vai mesmo, e ele licenciou para o Brasil via Azul Music (Já havia sido lançado aqui por outra gravadora antes, que nada fez pelo disco e nada faz por seus lançamentos: trata-os com a mentalidade de dono de loja de discos de varejo. Com a Azul Music não tem disso! Profissionalismo e conhecimento de causa acima de tudo! Citar destaques neste CD é impossível. Afinal, tudo que Vai faz é bom, desde baladas até suas loucuras e malabarismos. Aqui são nada menos que 40 faixas, sendo muitos com um minuto apenas de duração e a capa que já veio em 3D, agora recebe a versão “normal”! De onde você olhar para ela, Vai estará de olhos em você, como o quadro da Mona Lisa. E não é que os dois se parecem? Como se trata de um relançamento, façamos aqui o trabalho de divulgar que ele está novamente disponível no mercado nacional, ao invés de apenas fazer a resenha. É melhor colocarmos todas as faixas e suas respectivas durações para tanto e para sue conhecimendo! Recomendo! RS – 9,0 Faixas: |
![]() |
STEVE VAI
Flexable Azul Music – nac. Depois de muitos anos tocando ao lado de Frank Zappa, em 84 o garoto Steve Vai lançou seu primeiro álbum solo Flex-Able, antes ainda de integrar a banda de David Lee Roth e fazer história. É possível sentir influência de Frank Zappa nesse projeto. Por mais original que Steve Vai sempre tenha sido, pode ter certeza, que tocar com Zappa foi sua maior escola, o Papa do experimentalismo. Aliás, experimentalismo é que preza a carreira de Vai. Além de esbanjar e mostrar toda sua técnica, ele experimenta muito, sempre preocupado em obter novas sonoridades do que apenas fazer uma Olimpíada de notas musicais, solos, escalas, arranjos, arpejos e acordes. Além disso, ele teve ninguém menos do que Joe Satriani como seu primeiro professor de guitarra. Então, Flexable trás pela primeira vez suas próprias composições onde ele pôde colocar tudo isso para fora. Os destaques são Little Green Man e Viv Woman ambas bem singulares. Ouça Flexable com atenção e verás como ele sempre esteve a frente de seu tempo! RS – 9,5 Faixas: |
![]() |
REDEMPTION The Origins Of Ruin Dynamo – nac. A Inside Out é a maior gravadora de Prog Metal do mundo e só assina com bandas da mais alta qualidade! Esta aqui trás um Prog sombrio, triste, real, calcado em fatos reais, bem feitos, gravados, compostos, contatos, narrados e arranjados. Também pudera: a banda é Ray Alder (V/Fates Warning, Engine), Bernie Versailles (G/Agent Steel, Engine), entre outros músicos de estúdio renomados. Os teclados se fazem presentes, como um instrumento importante, mas nos seu devido lugar. E as faixas são pegajosas e The Origins Of Ruin pode e irá agradar aos fãs além do Prog e músicas como Man Of Glass, Blind My Eyes e Fall On You. Excelente! RS – 9,0 Faixas: 1. The Suffocatin Silence 2. Bleed Me Dry 3. The Death of Faith and Reason 4. Memory 5. The Origin of Ruin 6. Man of Glass 7. Blind My Eyes 8. Used to Be 9. Fall On You |
![]() |
SLAVIOR
Slavior Dynamo – nac. Apesar de este ser seu álbum de estréia, o Slavior tem músico experientes, capitaneado por Mark Zonder, ex-baterista do Fates Warning, e tendo Wayne Findley (ex-Michael Schenker Group e ex-Vinnie Moore) cuidando das guitarras, teclados e baixo, além do vocalista Gregg Analla (ex-Tribe of Gypsies e ex-Seventh Sign). A banda faz Prog Metal sim senhor, mas acrescida de diversos estilos alheios, mas comuns ao Rock Progressivo, como Jazz, Pop, Funk (de verdade) e coisas inusitadas como Reggae e Rap. O Power Trio detona e te prende do inicio ao fim do CD. As linhas vocais desenvolvidas por Analla, são uma das melhores atualmente. Altar te cativa, pela linha vocal, pela bateria criativa de Zonder e pela guitarra de Wayne Findley. Enfim, mais uma grande banda surgindo! RS – 8,0 Faixas: |
![]() |
JOE SATRIANI Professor Satchafunkilus And The Musterion Of Rock Sony/BMG – nac. Com um título pra lá de esquisito (lugar comum em discos de guitarrista, que são excêntricos por natureza) que remete ao fato dele ter sido professor (de Steve Vai inclusive) mais seu apelido Satcha (um diminutivo para Satriani), mais a palavra Musterion, que significa mistério em grego, o veterano guitarrista, prestes a aportar por aqui, mais uma vez se supera. No quesito showman, ele perde para Steve Vai. No quesito velocidade e técnica, Malmsteen é o rei. No quesito fazer musicalidade com o que ele tem de virtuose, Satriani é imbatível! Sem muita frescura, Satriani se limita a fazer “exageros” em suas aulas. Quando ele lança um disco, ele faz música e não uma áudio-aula. Este disco tem sido apontado como uma volta a suas raízes de começo de carreira, com Not Of This Earth, o seu 1º álbum, com bateria reta, e sem muitos apupos tecnológicos, bem ao estilo Rock’n Roll (virtuoso, mas Rock’n Roll, com influências clássicas, jazzísticas, bluesy e fusion, claro). I Just Wanna Rock é um novo clássico, puro Rock que qualquer um pode escutar – e não apenas músicos. Seus solos são para o público cantar junto, como quase sempre ocorre em seus shows, já que, sua música quase sempre é bem melódica. Em Andalusia, que não é a marca de azeite, mas sim, a cidade espanhola (que entre tantas, como a região da Catalunha, as Astúrias e o país Basco, se considera independente), Mister “Satcha” abusa das influências flamencas, como não poderia deixar de ser. Já a “quase” faixa-título Professor Satchafunklius ele mostra o lado Funk, incluso no título da faixa e do disco (e claro, quando falamos de Funk aqui é O Funk e não esse escremento e escória que ouvimos hoje em dia). Já Out Of The Sunrise soa moderna e mais swingada, com algo de Fuzz quase num Reggae. Enfim, Professor Satchafunkilus And The Musterion Of Rock é sem dúvida alguma um dos discos mais diversificados de Satriani, mais técnicos, e com mais groove, e claro, sempre com muito feeling, talento e músicas que podem ser ouvidas, curtidas e apreciadas por todos aqueles que gostam “apenas” do bom e velho Rock’n Roll. RS – 8,5 Faixas: 1. Musterion 2. Overdriver 3. I Just Wanna Rock 4. Professor Satchafunkilus 5. Revelation 6. Come On Baby 7. Out of The Sunrise 8. Diddle-Y-A-Doo-Dat 9. Asik Vaysel 10. Andalusia |
![]() |
DEREK SHERINIAN Blood Of The Shake Overload – nac. Este rapaz ficou famoso pela sua passagem no Dream Theater, cedendo o posto para Jordan Rudess. Mas ele já tocou em diversas outras bandas pra lá de expressivas, como Alice Cooper, Kiss, Billy Idol e ultimamente, Yngwie Malmsteen, onde em sua passagem em 2001 no Brasil, causou polêmica criticando o povo brasileiro pela hostilidade aos EUA na guerra do Afeganistão. Tirando esse ataque de superioridade norte-americana, o cara é bom. E é um dos poucos músicos solo hoje em dia que faz sucesso com sua carreira, ainda mais por ser um instrumentista, ainda mais por ser um tecladista! Blood Of The Shake, ao contrário do que indica, não é um disco de músico para músico, mas sim para qualquer fã de Rock ouvir. A auto-indulgência passa longe aqui, e tudo bem que a seleção dos melhores do mundo em participações especiais ajudou no resultado final (mostrando como o cara é gabaritado no meio). Participam aqui nada mais, nada menos do que: Billy Idol (V), Zakk Wylde (G/V – Ozzy e Black Label Society), Brad Gillis (G – Ozzy e Badlands), Yngwie Malmsteen (G), John Petrucci (G – ex-parceiro de Dream Theater), Tony Franklin (B – multi-bandas), Slash (Velvet Revolver e ex-Guns'n Roses) e Simon Phillips (D, ex-AC/DC). As músicas são ótimas, com destaque (para citar uma só, senão a resenha daria uma página inteira da revista) para Man With No Name, com Zakk nos vocais, lembrando os velhos momentos de ouro da banda de Ozzy, da fase No More Tears . Enfim, só falta você escutar agora! JCB – 9,5 |
![]() |
ERIC JOHNSON Bloom Azul Music – nac. Bloom, ao contrário do que se possa parecer, é um CD feito só para guitarristas ou músicos, mas para qualquer pessoa que queira apreciar música de qualidade, seja em timbres, seja em afinação, seja em acordes, composição, etc. O Eric Johnson é um guitarrista texano fundador do G3 (projeto que normalmente tem Steve Vai, Yngwie Malmsteen, Joe Satriani, entre outros) mostra toda sua habilidade como guitarrista, cantor e compositor. Destas 16 composições são divididas em três seções. Nelas, você ouve Pop, Jazz, Fusion e Country, incluindo uma versão fusion de My Back Pages de Bob Dylan. Johnson já tocou com Cat Stevens, Carole King e Christopher Cross e foi várias vezes indicado ao Grammy nas categorias de Rock e Pop instrumental (incluindo o CD Bloom), conquistando o prêmio em 90. Track list: 1. Bloom 2. Summer Jam 3. My Back Pages 4. Good to Me 5. Columbia 6. 12 to 12 Vibe 7. Sea Secret 8. Sad Legacy 9. From My Heart 10. Cruise the Nile 11. Tribute to Jerry Reed 12. Your Sweet Eyes Suite 13. Hesitant 14. Sunnaround You 15. Magnetized 16. Ciel Fãs de de Clássico, de Progressive Rock/Metal, recomendado. PR – 8 |
![]() |
JOHN PETRUCCI & JORDAN RUDESS An Evening With Azul Music – nac. O CD foi gravado ao vivo em junho de 2000 no Helen Hayes Performing Arts Center de Nova York nos EUA. O guitarrista John Petrucci e o tecladista Jordan Rudess (ambas Dream Theater) juntaram forças e fizeram esta pérola, An Evening With. O estilo é jazz/fusion, sem vocais, só instrumental, com guitarra, violão e teclado. Um mix de clássico com Progressivo. As características marcantes que são as improvisações e diálogos entre instrumentos, mais os solos virtuosos, sem ensaios! Quer coisa mais Jazz do que isso? São 10 faixas em composições vibrantes deste venerável duo. Alguns dos temas foram tocados pela primeira vez e destaques Furia Taurina, State Of Grace e In The Moment. Track list: 1. Furia Taurina 2. Truth 3. Fife and Drum 4. State of Grace 5. Hang 11 6. From Within 7. The Rena Song 8. In the Moment 9. Black Joe 10. Bite of the Mosquito (Studio Version) Fãs de Dream Theater, de Clássico, de Jazz, de Progressive Rock/Metal, virtuose, instrumental, musicista, solos e boa música, altamente recomendado. PR – 8,5 |
![]() |
YARDBIRDS Live At BB King Blues Club Azul Music – nac. Memorável reencontro dos membros fundadores da banda Yardbirds que foi ponto de partida da carreira de Jimmy Page, Jeff Beck e Eric Clapton. Uma performance poderosa com muito blues e rock n’ roll. Em Live at B.B. King Blues Club, o grupo não se resume a esses instrumentistas. Os Yardbirds foram um dos maiores destaques do rock inglês dos anos 60, tanto nas releituras que faziam de clássicos do blues americano quanto em composições próprias. No início da década, eles voltaram à ativa com dois integrantes da formação original – o guitarrista Chris Dreja e o baterista Jim McCarty – e três jovens músicos. Live é o registro de uma apresentação do grupo na casa noturna do bluesman B.B. King, em Nova York. Traz hits dos Yardbirds e uma versão incendiária de Dazed and Confused, canção que ficou célebre na interpretação do Led Zeppelin. O raparigo Ben King, guitarrista de 24 anos, honra o posto que já foi de Clapton, Beck e Page. Na onda da hoje Classic Rock, os Yardbirds não podem ficar esquecidos, nem só serem lembrados por terem revelado a santa trindade da guitarra: Jimmy Page, Jeff Beck e Eric Clapton. Mas sim um grupo onde vários outros músicos fundadores e outros que entraram depois, brilharam e ainda brilham o que é melhor! Numa apresentação irretocável, o único destaque é o CD inteiro. Vamos fazer justiça pessoal. O Yardbirds não é a trinca Jimmy Page, Jeff Beck e Eric Clapton. Mas sim, os Yardbirds. E quem sabe, outro grupo quase igualmente injustiçado, o Alcatrazz, que revelou os três melhores guitarras dos anos 80 e 90, tendo em sua formação Steve Vai, Joe Satriani e Yngwie Malmsteen, possa também voltar, mesmo que estes três se recusem. RS – 8,0 |
![]() |
LED ZEPPELIN
Mothership Warner – nac. Uma das voltas mais triunfais e aguardadas da história da Música se deu, depois de tardios 27 anos. Poderia ter sido antes, desde a época do Page & Plant (que na verdade, são não teve o baixista John Paul Jones e o Jason Bonham, filho do baterista falecido). E claro, temos mais uma coletânea, desta vez de forma luxuosa e espetacular, com todas as faixas remasterizadas. Eu estive comparando a coletânea dupla Remasters e vi que Mothership tem duas faixas a menos que a Remasters, e além disso a faixa Misty Mountain Hop não consta da Mothership, um erro crucial, na minha opinião. Mas ainda assim, para que está começando a curtir Rock agora, será um prato cheio. Há uma projeção de que pelo menos 10% dos adolescentes de todo o mundo comecem a curtir Rock por ano. 10% pode ser pouco, mas faça 10% de cerca de 100 milhões de um total que serão 10 milhões. Ainda assim, o numero não é maior, pois nesse número tem crianças muçulmanas, indígenas, hindus, budistas, tribalistas africanos e etc. Ou seja, pessoas que não tem acesso a este tipo de coisa (sem contar aqueles que não curtem como opção, como milhões no Brasil, que preferem ir a bailes Funk e baixar ringtones irritantes de artistas de Hip Hop americano – claro, a falta de cultura aqui é gigantesca, e o desinteresse da população, o dobro proporcionalmente). Voltando aqui, temos a maioria dos clássicos e hits da banda, que abundam em execução nas Clássica Rock Radios e bandas covers. Segue o track list completo para você se deliciar! De sobremodo, Mothership é indispensável. RS – 10 Disco 1 Disco 2 |
![]() |
PORCUPINE TREE
Fear Of A Blank Planet Warner – nac. Os ingleses do Porcupine Tree iniciaram a carreira no final da década de 80 (ou seja, faz tempo e no embrião do Prog Metal com surgimento de Dream Theater entre outros) e já tem mais de 10 álbuns em sua discografia, entre inéditos, ao vivo e compilações, mas mesmo assim, continuam desconhecidos aqui no Brasil. Seu Prog Metal, no entanto, é bem distinto do que você está acostumado a ouvir. Longe da quebradeira, virtuose e técnica absurda do Dream Theater e longe do peso Dark e sombriedade (e sobriedade também) do Symphony-X. Aqui, eles puxam mais para o Progressivo puro do que para o peso do Metal, e mais para o lado psicodélico do que o lado virtuose. Muitas bandas na Europa têm feito essa linha, e eles são uma delas. Quem ouvir pela primeira vez, vai sentir alguma semelhança com o Tool, mas depois vai perceber uma música diferente. O álbum tem apenas seis faixas com mais de 50 minutos. A longuíssima Anesthetize, com mais de 17 minutos, é o destaque do álbum. Com passagens lentas e sombrias se torna uma música assas épica. Tem a participação do guitarrista Alex Lifeson do Rush, no solo da já citada Anesthetize. Outro convidado, Robert Fripp, guitarrista do King Crimson, também participou nas canções Way Out Of Here e Nil Recurring, emboraessa última não consta no álbum, provavelmente será lançada como lado B de algum single, ou como bônus no Japão (será? Não se chama alguém do calibre de Robert Fripp pra gravar uma faixa e depois ela não constar no disco principal. Outra esquisitice: a faixa-título chegou a ser lançada como bônus no álbum Blackfield II, do projeto paralelo de Steven Wilson, o Blackfield. Os caras são meio malucos mesmo, totalmente fora do padrão. E isso se reflete em sua música. Música pra se falar pouco e se ouvir muito! RS – 8,5 Faixas: |
![]() |
TOTO
Falling In Between The Lines ST2 – nac. A lendária banda de Melodic Rock, ou Hard Pop, post-AOR (enfim, chamem-na como quiser) esteve no Brasil em novembro de forma inédita, num projeto do Greenpeace, em que se deu ênfase apenas nas bandas mesmo, sem se quer a grande mídia dar importância para esta importante ONG. O set dos shows aqui lembra um pouco o deste CD, mostrando que eles estão com idade avançada e pouca mobilidade de palco, mas igualmente proporcional seu talento e tarimba. Falling In Between Live (levando o nome de seu último de estúdio) foi gravado no Le Zenith, em Paris, no dia 26 de março deste ano, e o disco (duplo) conta com clássicos da carreira e faixas do lançamento mais recente Falling In Between. Hoje, a banda está com Steve Lukather (guitarras e vocais), Simon Phillips (bateria), Bobby Kimball (vocal), Greg Phillinganes (teclado e vocais), Mike Porcaro (baixista) e David Paich (teclados) e o grupo, formado em Los Angeles no final dos anos 70, resiste ao tempo. Faixas como Hold The Line, Africa, I Won't Hold You Back e Rosanna estão presentes e promovem o maior frenesi na audiência, cuja maioria conhece apenas estes sucessos. Falling In Between The Lines é ultra-indicado para fãs da banda, destes estilos apresentados no começo da matéria e de toda a boa música do fim dos anos 70 e começo dos 80. RS – 9,0 Disco 1 |