Atualizado em 01/06/2008

GILLAN
No Easy Way
Angel Air – imp.
Não bastasse a inglesa Angel Air ser garimpeira, lançando em CD diversos títulos obscuros de bandas cult dos anos 70 e 80, o selo também tem lançado títulos de bandas conhecidas, como é o caso do Gillan. Vários discos da banda são lançados, principalmente ao vivo. E não bastasse tudo isso, agora a Angel Air lança no formato CD+DVD. No CD, um show no lendário Hammersmith me 80, bem no auge de sua carreira solo e na decadência de sua vida pessoal. Gillan estava falindo, torrando toda a boa grana que ganhou com o Deep Purple nos anos 70, mas perdeu quase tudo com bebidas, drogas, mulheres e jogo. O que salvou sua saúde (física e financeira) foi o retorno do Purple em 84 com o clássico Perfect Strangers. Segue o track list do CD abaixo. Já no DVD, são apenas cinco faixas, só que em Edinburgh em 80. E mais alguns extras além, claro, do famoso documentário que nada mais é do que entrevistas do restante da banda. Item obrigatório para Purplemaníacos e claro, fãs de Ian Gillan e de Hard Rock dos anos 70 em geral. RS – 8,5

CD - Live at Hammersmith, 1980:
1. Second Sight
2. Unchain Your Brain
3. Are You Sure
4. Mr Universe
5. Trouble
6. On The Rocks
7. Running White Face City Boy
8. Vengeance
9. Torment
10. Smoke On The Water

Bonus Recordings:
11. Underwater Solo Sonics
12. No Easy Way
13. Thunderwood
14. If You Believe Me

BONUS DVD - Live in Edinburgh 1980:
1. Unchain Your Brain
2. Trouble
3. If You Believe Me
4. Mutually Assured Destruction [M.A.D.]
5. No Easy Way

Bonus Gillan Archive Footage:
6. Vengeance
7. Smoke On The Water
8. Sleeping On The Job

THE SPLIT KNEE LOONS
Loon Knee Tunes
Angel Air – imp.
Aqueles com larga memória saberá reconhecer este álbum. E para quem não reconhece ou não tem idéia do que seja este grupo de nome estranho e capa esquisita, se trata do bizarro alter ego do grupo Gillan, gravado em estúdio entre as sessões dos discos Mr. Universe, Glory Road e Future Shock. A banda apareceu pela primeira vez em edição limitada no Glory Road LP no For Gillan Fans Only. John McCoy, Bernie Torme, Colin Towns e Janick Gers executar juntamente com todos os exércitos de convidados especiais. A banda tinha anteriormente liberada apenas um EP e este é um álbum muito, muito especial visão sobre o mundo de hoje da banda Gillan e talvez algumas décadas mais tarde, dará uma pista sobre o que fez que a banda tão especial. Voltar para resolver um invulgar e bem-humorada experiência no mundo do rock. Estranho, esquisito e experimental, quase que irresenhável. Vale como curiosidade e para garimpeiros musicais. RS – 8,0

Track list:
1- Arthurs Monologue
2- Excerpt From The Confidante Opera
3- Scars
4- I Am An Astronaut
5- Cosmo Interviews Arthur
6- Dixie (Penguins Away Mix)
7- Shaving Cream
8- Man (Barbershop Quartet
9- A Live Broadcast From The Divine Church Of Weedonolgy
10- Ooh! You Make Me Dork
11- Arthur Interviews Cosmo (Courtesy Radio Cleck)
12- Mutually Insured Third Party Fire And Theft
13- Slowly Coming Together
14- Lets Dance
15- Salute To The Vikings
16- She Was A Real Eggtimer (Live Liverpool Empire)
17- Runaway
18- Theme From Mr And Mrs
19- Egg Timer (Vice Versa-Studio Version)
20- The Harry Lime Theme

LED ZEPPELIN
Mothership
Rhino – imp.   
Uma das voltas mais triunfais e aguardadas da história da Música se deu, depois de tardios 27 anos. Poderia ter sido antes, desde a época do Page & Plant (que na verdade, são não teve o baixista John Paul Jones e o Jason Bonham, filho do baterista falecido). E claro, temos mais uma coletânea, desta vez de forma luxuosa e espetacular, com todas as faixas remasterizadas. Eu estive comparando a coletânea dupla Remasters e vi que Mothership tem duas faixas a menos que a Remasters, e além disso a faixa Misty Mountain Hop não consta da Mothership, um erro crucial, na minha opinião. Mas ainda assim, para que está começando a curtir Rock agora, será um prato cheio. Há uma projeção de que pelo menos 10% dos adolescentes de todo o mundo comecem a curtir Rock por ano. 10% pode ser pouco, mas faça 10% de cerca de 100 milhões de um total que serão 10 milhões. Ainda assim, o numero não é maior, pois nesse número tem crianças muçulmanas, indígenas, hindus, budistas, tribalistas africanos e etc. Ou seja, pessoas que não tem acesso a este tipo de coisa (sem contar aqueles que não curtem como opção, como milhões no Brasil, que preferem ir a bailes Funk e baixar ringtones irritantes de artistas de Hip Hop americano – claro, a falta de cultura aqui é gigantesca, e o desinteresse da população, o dobro proporcionalmente). Voltando aqui, temos a maioria dos clássicos e hits da banda, que abundam em execução nas Clássica Rock Radios e bandas covers. Segue o track list completo para você se deliciar! De sobremodo, Mothership é indispensável. RS – 10  

Disco 1

1. Good Times Bad Times
2. Communication Breakdown
3. Dazed And Confused
4. Babe I´m Gonna Leave You
5. Whole Lotta Love
6. Ramble On
7. Heartbreaker
8. Immigrant Song
9. Since I´ve Been Loving You
10. Rock ´N´ Roll
11. Black Dog
12. When the Levee Breaks
13. Stairway to Heaven

Disco 2
1. Song Remains the Same
2. Over the Hills And Far Away
3. D´Yer Maker
4. No Quarter
5. Trampled Under Foot
6. Houses of the Holy
7. Kashmir
8. Nobody´s Fault But Mine
9. Achilles´ Last Stand
10. In the Evening
11. All My Love

THE PYTHONS
Never Enough
Valery – imp.
Banda italiana com um background interessante: seus integrantes tem influências musicais dos mais variados estilos: o vocalista Frank Law e o baterista George Costa tocavam juntos numa banda de Power Metal mesmo. O guitarrista Nick Donati tocava Blues e Rock, daí tanto feeling na música da banda em vez de só técnica. O outro guitarrista, de nome “Hammerfallniano” The True, tocava numa outra banda de Prog Metal. Por isso a música deles soa um pouco Power, Prog e tem muito swingue, já que normalmente, bandas deste estilo, soam “duras”. O nome remete à cobra Píton, uma das cobras gigantescas do mundo, como a nossa Sucuri amazônica, que ganhou até filme, Anaconda. A banda debutou em 2001, com um EP e o primeiro full length veio em 2005 (e a banda já tinha com baixista Luke Minichiello), quando assinou com a Valery Records, e distribuída na Itália pela Frontiers. Destaque para a produção sonora e gráfica. Apesar de soar Power e Prog, ainda que swingado, mas mostra a banda estar antenada com Rock’n Roll e a Classic Rock dos anos 70, principalmente, as vezes resultando em algo parecido com o Black Crowes. Enfim, nada de novo e a proposta da banda é justamente essa: não fazer nada de novo, mas fazer bem feito tudo o que já foi feito antes. RS – 7,5

Track list:
1. Up to U
2. My Shelter
3. Shadows
4. Back to Life
5. Inner Words
6. Burnin' Fever
7. No more Answers
8. Black Stone
9. Texas Queen
10. Away
11. In the Rain
12. Just a Song

ASIA
Phoenix
Frontiers – imp.
Realmente algo (de bom) está acontecendo em 2008. Pois grande parte das bandas de Hard Rock ou Classic Rock está fazendo discos que se aproximam dos melhores momentos de suas carreiras, geralmente nos anos 70 e 80. E o Asia não decepcionou. Carisma, história e técnica são pleonasmos ao se falar de Geoffrey Downes (The Buggles), Steve Howe (Yes), Carl Palmer (Emerson, Lake & Palmer) e John Wetton (King Crimson). Seja de suas carreiras em suas bandas originais, seja junto ao Asia. A banda retornou a pouco tempo, fez show no Brasil em 2007 e agora lança um disco de inéditas de estúdio depois de muito tempo. Phoenix faz sim jus à história e discografia da banda. Phoenix trás intacto a sonoridade da banda, com aquele Hard Prog ou Prog Pop (posso chamar assim) garboso. Sim, tudo o que a Classic Rock de hoje pede está em Phoenix. É impressionante o poderia composicional da banda até hoje, mesmo sendo estes músicos, já velhos senhores. Abrindo a poderosa e esplendorosa Never Again, no mesmo nível de uma Sole Survivor, já nasceu para ser clássica. Nothing's Forever é um bom momento comercial, seguindo a balada Heroine. E a faixa quatro? Um medley de Sleeping Giant/No Way Back/Reprise? Coisa de Progressivo mesmo né? O seu começo, Sleeping Giant, lembra aqueles clássicos Progressistas dos anos 70, como a maior de todas, Fanfare For The Common Man do Emerson, Lake & Palmer. A parte que concerne a No Way Back, é outra faixa fadada a ser clássico da banda, daqueles que vão martelar a sua cabeça o dia todo! Alibis e Shadow Of A Doubt são outros bons momentos, bem comerciais e o disco só peca nas demais, um festival de músicas lentas e baladas, legais até, mas muito aquém destas citadas. De qualquer forma, bom saber que eles continuam mandando bem e como John Wetton continua cantando pra caramba, exceto quando ele canta músicas do Yes ao vivo, já que o Asia sempre toca uma música de cada um dos grupos anteriores dos quatro. Confira! JCB – 8,0

Track list:
1   Never Again
2   Nothing's Forever
3   Heroine
4   Sleeping Giant/No Way Back/Reprise
5   Alibis
6   I Will Remember You
7   Shadow of a Doubt
8   Parallel Worlds/Vortex/Deya
9   Wish I'd Known All Along
10   Orchard of Mines
11   Over and Over
12   Extraordinary Life, An

FAMILY
Best Of Family & Friends
Angel Air – imp.
Agora sim, um disco em que a resenha tem que ser rala, rasa, curta, pois qauntidade de faixas fala por si so e contam a história do grupo. O Family é dos anos sessenta e começo dos setenta com muitos discos de sucesso por toda a Europa, ignorado na América, ao contrário de todos os demais resenhados anteriore! O CD 1 tem um apanhado das melhores faixas e 'hit singles', pois na época tinha muito disso, mas singles do que discos cheios. Já no disco 2 é um DVD de uma apresentação de Roger Chapman no Newcastle Opera House, na cidade inglesa de mesmo nome, em 2002, e contém ainda uma entrevista com ele. Classic Rock total! Ou seja, o disco fala do passado distante e o DVD mostra um passado recente, como o verbo do past present, o have been. RS – 8,0

Track list:
DISC 1 for Family And Friends (The Best Of) Album
1   Burlesque
2   My Friend The Sun
3   Strange Band (live)
4   Weavers Answer
5   It's Only A Movie
6   Part Of The Load
7   In My Own Time
8   Ready To Go
9   No Mules Fool
10   Larf And Sing
11   Cat And The Rat
12   Song For Me
13   Spanish Tide (live/bonus track)
14   Part Of The Load (live/bonus track)

DISC 2 for Family And Friends (The Best Of) Album
1   Kiss My Soul (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
2   Down Bound Train (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
3   Habits Of A Lifetime (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
4   Midnite Child (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
5   Blind Willie McTell (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
6   18 Wheels And A Crowbar (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
7   X Town (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
8   Weavers Answer (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
9   My Friend The Sun (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
10   Holding The Compass (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
11   Shank (Shadow On The Wall) (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
12   Toe Nail Draggin' (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
13   Short List (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
14   Burlesque (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
15   Jesus And The Devil (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
16   In My Own Time (live at Newcastle Opera House 2002/DVD) - Chapman, Roger
17   Interview (DVD) - Chapman, Roger

DAVEY PATTISON
Mississippi Nights / Pictures
Angel Air – imp.
Davey Pattison é um vocalista com um currículo invejável: foi vocal por muitos anos de bandas como Gamma, Ronnie Montrose, Michael Schenker e Robin Trower, entre tantos outros. Sabe aqueles arrozes-de-festa que temos hoje, como Jorn Lande, Tony Martin, Joe Lynn Turner entre tantos? Então, a década de 70 teve os seus, que agora, a Angel Air está tentando resgatar. Nascido em Glasgow, Escócia, tocando em bares, de repente, e em 72 ele estava nos EUA como vocal da banda Gamma. Em 86, recebeu um telefonema de Robin Trower para ser vocalista no álbum Passion, depois, nos anos 90 ele retornou ao Gamma no álbum Diva Station e excursionou para promover Greatest Hits. Mississippi Nights, o primeiro de seus discos solo e foi gravado em 99 e o seguinte, Pictured foi gravado em 2003, para os quais ele convidou seus inúmeros amigos músicos para participar desses ótimos álbuns que jamais foram lançados fora dos EUA. Mas agora ganham o mundo com a Angel Air. O gozado é que apesar de recentes, estes discos parecem aqueles “cult’s” dos anos 70, com aquela cara de Classic Rock. RS – 8,5

DISC 1 Mississippi Nights
1   Have A Look At Yourself
2   Mississippi Nights
3   Daydreaming
4   Feel Like Screaming
5   I Got The Hots For You
6   Pretty One
7   Houston Street Blues
8   Slow Down
9   Too Hot To Sleep

DISC 2 Pictures
1   Waiting As Fast As I Can
2   Married To The Blues
3   Gypsy Woman's Got The Blues
4   Judas
5   I'm The Only One (For Valerie)
6   John Lee, Jimmy Reed & Mississippi Fred
7   Pictures
8   Born To The House Of Blues
9   Wish
10   Just Who You Are
11   Mr. Henpecked
12   Blues At My Window
13   Hollywood
14   Wild Mountain Thyme (For Nell)

ANCIENT GREASE
Woman And Children First
Angel Air – imp.
O Ancient Grease é uma banda galesa (do país de Gales, ou seja, britânica) que foi formada do fim do Strawberry Dust em 70. As idéias da banda veio do escritor John Weathers, a banda contava com Morty nos vocais e Graham Williams na guitarra solo, que fizeram sucesso com outra banda galesa, Racing Cars. Ou seja, os caras são os reis do Rock no país de Gales. Mais uma das bandas injustiçadas... A sonoridade psicodélica desse prospecto da Art Rock. Distorção, dos teclados sóbrios e datados, dando um charme para este disco, com um vocal por ora rasgado e relaxado, mostrando uma atitude Rocker totalmente despojada, fazem do Ancient Grease um grande representante do cenário underground britânico. O que hoje a cena britânica tem de medíocre (afinal se Amy Winehouse é o must, dá pra se imaginar o horror da cena inglesa de hoje – depois da cena Brit Pop, mais nada de bom aconteceu lá), os anos 70 tiveram em profusão. Alguns toques de violão dão um toque Folk, bem em evidência na época, para se ouvir “on the road”... RS – 9,0

Track list:
1   Freedom Train - Atomic Rooster
2   Don't Want - Atomic Rooster
3   Odd Song - Atomic Rooster
4   Eagle Song - Atomic Rooster
5   Where The Snow Lies Forever - Atomic Rooster
6   Mother Grease The Cat - Atomic Rooster
7   Time To Die - Atomic Rooster
8   Prelude To A Blind Man - Atomic Rooster
9   Mystic Mountain - Atomic Rooster
10   Women And Children First - Atomic Rooster
11   Freedom Train (alt. version/bonus track) - Atomic Rooster

ATOMIC ROOSTER
Homework
Angel Air – imp.
John Du Cann, é o vocalista e compositor do Atomic Rooster, sendo seu natural líder. Ele e o tecladista Vincent Crane haviam acabado de reformar a banda e assinado contrato com a EMI para lançar um novo álbum, portanto a expectativa deles era grande para a entrada da nova década. Após seu lançamento em 80, eles se mudaram para a Polydor, que lançou dois singles de três faixas (incluídos todos aqui) em 81 e 82. Era hora de gravar um álbum full. Eles passaram 9 meses compondo e gravando as músicas desse álbum, que infelizmente a Polydor colocou na geladeira. Portantos meus amigos, este Homework é um “unreleased album”. Mais raro, clássico e cult do que isso, impossível. Como é a música do Atomic Rooster? Difícil classificar, então, compre o seu e tire suas próprias conclusões, só para deixar tudo mais obscuro ainda, inclusive essa resenha. RS – 9,0

Track list:
1   Dukes Theme
2   Make Me Strong
3   Devil In Me
4   Fool
5   It Can Wait Another Day
6   COD
7   Mind Over Matter
8   Matter Of Time
9   Cut The Wire
10   X Mass
11   Open Up The Sky
12   City Boy
13   Band Played On
14   Different Words
15   Leopard's Skin
16   Buck Stops Here
17   Somebody's Looking After You
18   Play It Again (bonus track)
19   Rebel With A Cause (bonus track)
20   Devils Answer (live/bonus track)
21   End Of The Day (bonus track)
22   Night Living (bonus track)
23   Tomorrow Night (live/bonus track)

GILLAN
Live At The Marquee 1978
Angel Air – imp.
O Marquee Club de Londres foi a efervescência em pessoa, ou melhor, em clube. Quantos shows, clipes e vídeos você não viu extraídos de lá? Neste final dos anos 70, a música inglesa pegava fogo e apesar do final do Deep Purple, um de seus maiores nomes, seu fim pariu o grande Whitesnake, o grandioso Rainbow e a boa banda Gillan. Neste ponto, o Marquee ressuscitou a carreira de Gillan, imerso em dívidas e bebidas. Dizem as boas línguas que este show serviu aquecimento para a participação de Ian Gillan no festival de Reading dois meses depois, até então, o festival mais festejado da Inglaterra. A performance da banda soava ainda desentrosada e realmente não estavam no seu auge técnico e de energia, mas vale como um grande registro. Destaque para a participação de John McCoy na banda. O cara e barbudo é um canastrão, tocou em tantas bandas da época que lançaram uma coletânea de todas elas que ele tocou! RS – 8,0

Track list:
1   Secret Of The Dance
2   I Am Your Man
3   Child In Time
4   Message In A Bottle
5   So Low
6   Dead Of Night
7   Back In The Game
8   Tokyo Flight
9   Smoke On The Water
10   Woman From Tokyo
11   Lucille

STRAPPS
Live At The Rainbow 1977
Angel Air – imp.
O legendário Mick Underwood começou a sua carreira tocando com Ritchie Blackmore, antes do mesmo entrar para o Deep Purple, quando ambos eram adolescentes. Após uma breve passagem pelo The Herd, Mick entrou para o Episode Six, ao lado de Ian Gillan e Roger Glover, banda antes deles dois entrarem para o Deep Purple. Ou seja, o cara bateu na trave e foi um quase Deep Purple. Depois formou o Quatermass, o que o levou a formar, em 74, do Strapps uma banda sem igual. A banda se desfez em 79, após lançar quatro álbuns e gravar um concerto no Rainbow em 77, objeto deste CD, cujas fitas ficaram engavetadas no arquivo de Mick esses anos todos. Mick se juntou a Gillan após o fim do Strapps e alcançou o sucesso mundial com a banda dele. Se ele continuasse no Strapps, com a chegada da NWOBHM alguns anos mais tarde, poderiam ter um novo fôlego, já que nem todas as bandas da New Wave Of British Heavy Metal surgiram fazendo Heavy Metal apenas: muitas eram dos anos 70 e faziam Hard ou Rock Pauleira e ajustaram seu som à nova onda. Judas Priest, Demon e Geordgie que o digam. Confira um pedaço da história do Rock inglês aqui, no período mais fértil da história da música em geral: afinal em 77 o Progressivo ainda estava em evidência, o Punk Rock explodia, trazendo já bandas Dark, o Hard Rock ainda tinha algum respaldo e o Heavy Metal começava a se formar e o Corinthians (que foi inspirado no grupo homônimo bretão) saía de 23 anos de fila contra a Ponte Preta, num jogo roubado, para variar, com a expulsão do Ruy Rey. RS – 8,5

Track list:
1   Pain Of Love
2   Understand It
3   Soft Touch
4   Child Of The City
5   Violent Love/Secret Damage
6   Down To You
7   I Wanna Know
8   School Girl Funk
9   Rikki (studio recording/alt. mix)
10   Suffer (studio recording/alt. mix)
11   Rita B (studio recording/alt. mix)

WAYSTED
The Harsh Reality

Cargo – imp.
The Harsh Reality é o novo trabalho de estúdio do Waysted, tradicional banda britânica liderada pelo baixista Pete Way (UFO), e que conta ainda com Fin no vocal, Chris George na guitarra e Paul Haslin na bateria. A banda demorou quase três anos para produzir um álbum depois de seu antecessor de 2004 Back From The Dead, mas agora The Harsh Reality já está nas lojas, finalmente. Agora, eu, pessoalmente, acho que o melhor da Waysted é sem sombra de dúvida Save Your Prayer, que contou com Danny Vaughn do Tyketto nos vocais. Gostaria também de saber mais sobre o fato de porquê esta banda continua a ser nomeado como a banda do baixista Pete Way, porque ele quase não está envolvido em nenhuma composição.The only song on the album he is credited for is 'Keeping It Sweet'. A única canção sobre o álbum, ele é creditado é para Keepin’ It Sweet. O CD OCDabre com Propaganda que é guardado por cool solo de Chris George.And in a way that is a trademark for the entire album, for Chris is able to raise the mediocre material to higher grounds. E de uma forma que é uma marca para o álbum inteiro, de Chris é capaz de levantar o material para mais altos, salvando The Harsh Reality. Not so high that the album really stands out, but due to his cool guitarwork and musical diversity the record is quite audible.Enfim, pela qualidade dos músicos aqui envolvidos, ainda mais um UFO member, poderia ter um resultado melhor, pois já o fizeram em Back From The Dead e Save Your Prayer. Por que não chamar Danny Vaughn de novo? PR – 7,5

Track list:
1. Propaganda
2. Samaritan Man
3. Rockin’ The Cliché
4. Keepin’ It Sweet
5. Long Time Dead
6. Out Of Control
7. It Wasn’t Me
8. Song For Steve
9. The Harsh Reality
10. Handbags & Gladrags
11. Can’t Live Without Some Pain

GLYDER
Playground For Life
Glyder Music – imp.
Esta banda foi “adotada” por Philomena Lynott, mãe de Phillip, conhecido como Phil Lynott, mentor do Thin Lizzy. Por ela, eles seriam os sucessores do Thin Lizzy, pois além da banda ser também irlandesa (patrícia deles), um pessoal de peso está presente aqui. As guitarras gêmeas (ou twin guitars) é uma das características do Glyder (a lembrar que o Thin Lizzy foi uma das primeiras bandas a tocar com três guitarras e por coincidência, é a maior influência de Steve Harris, cujo seu Iron Maiden hoje tem três guitarristas). O lendário Chris Tsangarides (Thin Lizzy, Judas Priest, Black Sabbath, Angra) está de volta na mesa de mixagem, pela segunda vez, uma aliança que parece ter ganho lhes uma saudável posição sobre hoje no Rock. Um disco feito para se encaixar na Classic Rock e tocar em suas respectivas rádios ao redor do mundo. Influência de Hard Rock setentista também se faz presente aqui, bem como algo de vintage de Black Sabbath, Deep Purple e Uriah Heep. Riffs saudáveis aliados a bons refrãos, temos boas músicas e um bom disco. As única falha da mãe de Phil, da banda e de Chris Tsangarides é ninguém aqui ter feito alguma música que soe como um novo clássico. Todas música são legais, mas nenhum vai marcar época. Entretanto, mais um disco e banda de Classic Rock para você conhecer. RS – 7,0
www.glydermusic.com info@glydermusic.com

LOVERBOY
Just Getting Started
Rock Star Company - imp.

A banda canadense retorna após uma década de hiato. O grupo é formado por Mike Reno (V), Paul Dean (G), Ken Sinnaeve (B), Matt Frenette (D) e Doug Johnson (K) e fizeram muito sucesso nas décadas passadas com seu Hard Rock, as vezes Hard Pop e AOR. Hoje a banda volta mais atualizada, moderna e contemporânea, mas ainda acessível e teria tudo para voltar a tocar nas FM’s. Fade To Black é uma música lenta (não chega a ser uma balada), bem comercial. A banda ainda executa músicas com grandes refrãos e estrofes pegajosas. Na linha baladística ainda tem Back For More, assim como The Real Thing. Nos momentos mais pesados (pesados dentro desse termo e desse estilo), a banda acerta a mão. As baladas são bem feitas, mas são metade do disco, o que é muito para uma banda de Rock’n Roll. Enfim, de quaisquer maneiras, temos uma banda de gabarito de volta e quem sabe visitem o Brasil algum dia. RS – 7,0

ASIA
Fantasia Live In Tokyo
Eagle Rock – imp.
Bem, quem viu o Asia ao vivo aqui em março, curtiu pra caramba o show deles. Afinal, foi um “show” no sentido literal da palavra de técnica, carisma, história, ou seja, foi um evento especial! Estes quatro senhores (nos dois sentidos da palavra) fizeram história, tanto com o Asia como (e principalmente) suas bandas anteriores: John Wetton (King Crimson), Steve Howe (Yes), Carl Palmer (Emerson, Lake & Palmer) e Geoff Downes (Buggles – lembrando que ele junto com John também formara o Wetton/Downes). Ou seja, quando montaram o projeto Asia receberam status mais do que merecidos de super-banda. Este show foi gravado este ano, no dia 8 de março, ou seja, 15 dias antes de tocarem no Brasil! O set foi praticamente o mesmo da apresentação daqui. Fantasia Live In Tokyo é um CD duplo e tem dezoito faixas, nove em cada disco. além de música do Asia, claro, tocaram músicas de suas bandas anteriores: In The Court Of The Crimson King (King Crimson), emocionando a todos os presentes e saudosistas desta grande banda de Rock Progressivo, não tão falada hoje em dia como outras contemporâneas, Roundabout (Yes – com Wetton cantando, esta foi destruída no Brasil, mas em estúdio, eles devem terem dado uma arrumadinha), Video Killed The Radio Star (The Buggles, que até seria dispensável, mas para marcar presença de uma banda de Geoff Downes), e a longa, épica, progressiva, imortal, clássica e fantástica Fanfare For The Common Man (Emerson, Lake And Palmer). A exemplo do Brasil, o Asia abre o CD com Time Again, seguida de Wildest Dreams e no final do set, o CD2 os clássicos também Only Time Will Tell, Sole Survivor, Ride Easy e Heat Of The Moment. Tirando algumas pequenas mudanças, é o mesmo que você viu aqui. Se você não viu, você terá a chance de ouvir agora! E em breve, aguardemos o DVD deste show! Fantástico! JCB – 9,0

DEEP PURPLE
They All Came Down To Montreux - Live At Montreux 2006
Eagle Rock – imp.
Como dito na resenha do DVD homônimo, o CD é do mesmo show e tem menos músicas do que o vídeo, sendo quase dispensável este formato. Mas, o que pode ser chamado de dispensável que o Purple já tenha lançado? Nada! Apesar de ser um CD simples com apenas 12 faixas, é perfeito para você ouvir em situações onde não poderás assistir o vídeo. E com o CD, você presta mais atenção nas músicas do que nas imagens. Pode ser a coisa mais óbvia do mundo o que estou dizendo, mas em um momento onde as pessoas hoje em dia dão mais importância para ter as coisas do que como elas são usufruídas, é bom citar isso, trazendo o pessoal para a realidade. Aqui, temos a performance irretocável do grupo e quem os assistiu em novembro do ano passado por aqui, vai recordar com bons ouvidos daquele show, além das cenas e imagens estarem em suas retinas, que são eternas, não quebram e seu valor não tem preço! Voltando à vaca fria, em They All Came Down To Montreux - Live At Montreux 2006, eles mostram quase o mesmo set aqui do Brasil, abrindo logo de cara com a cada vez mais explosiva Pictures Of Home. Fique com o track list inteiro e divirta-se! JCB – 8,5

1-Pictures Of Home
2-Things I Never Said
3-Strange Kind Of Woman
4-Rapture Of The Deep
5-Wrong Man
6-Kiss Tomorrow Goodbye
7-When a Blind Man Cries
8-Lazy
9-Keyboard solo
10-Space Truckin'
11-Highway Star
12-Smoke On the Water

TED NUGENT
Love Grenade
Eagle – imp.
Sim, é o disco novo do maluco de plantão. Antes de ir ao disco em sim, vale falar um pouco dele, as coisas boas e as ruins também. Ted Nugent fez muito sucesso nos anos 80 com o seu Rock americano. Um sucesso em seu país (muito mais do que em qualquer outro lugar do mundo), Ted leva este americanismo ao extremo. Ele mora no meio da floresta e pratica a caça, sempre dizendo que os animais só servem para isso mesmo, que se ele não matá-los, alguém o faria. Defende o uso de arma para todos os cidadãos e vive armado. Defendeu todas as guerras e investidas de seu país até hoje, inclusive fazendo campanhas para as recentes guerras do Afeganistão e Iraque. E por fim, lendo em resenhas de seus shows através de revistas de colegas de imprensa e relatos de amigos que, ou moram nos Estados Unidos, ou estiveram lá, e tiveram a oportunidade de assistir aos seus shows, ficavam de queixos caídos, pasmos, diante de tanta barbaridade que Ted vomita em seus shows, com declarações racistas contra negros, índios e hispânicos, preconceituosas contra todo o povo latino, defendendo a supremacia norte-americana. Chega a ser nojento, nos contavam estes colegas, muitos deles se retirando de seus shows. Nem precisa dizer que Nugent é republicano e baba-ovo de Bush e usa a bandeira dos EUA em todos os lugares (acho que até na sua cueca). Só falta ele defender o aquecimento global e a crescente poluição de seu país, o maior destruidor da natureza do planeta. Claro, com a visão cega de humanidade, ecologia e de futuro que ele tem, pode ser que ele defenda isso, pois ele morre daqui umas décadas e não sofrerá com a piora de todo este estado de coisas. Apresentei a vocês quem é a pessoa de Ted Nugent. Musicalmente? Bem, ele é conceituado, marcou época nos anos 70 e 80 e se arrastou nos anos 90 e 2000, mais preocupado com todas estas baboseiras reacionárias do que com a sua música (Alice Cooper e Black Lawless do W.A.S.P. não ficam muito atrás nesse quesito também). Este disco novo, que trás imagens apelativas e sexistas, trás um bom Rock’n Roll, não muito diferente de tudo o que já fez até hoje. Love Grenade trás mais algumas boas canções para seu repertorio, como Still Raising Hell, Geronimo & Me e Journey To The Center Of Your Mind, fora algumas letras onde ele se acha mocinho ainda, metido a pegador. Enfim, tentei ser o mais imparcial possível, apenas citados fatos que muitos ainda não sabem, mas sem comentá-los. Mas precisei ter muito estômago para fazê-lo. RS – 7,0

RUDE AWAKENING
A Tribute To Thin Lizzy
Nimud Prod. – imp.
A Rude Awakening é meio que um projeto/tributo, sacou? Manjou? É mais ou menos isso, e agora é a vez de prestar tributo ao Thin Lizzy. Esse tipo de tributo prestado por uma banda para uma outra banda fica difícil de se comentar. Afinal, eu falo da importância do Thin Lizzy e de quão legais eram e são as suas músicas? Ou falo de como ficaram legais as músicas tocadas pelo Rude Awakening? Ou de como eles interpretam os clássicos do Thin Lizzy? É isso que você quer ler né? Ok, eles podem interpretar bem, mas e a banda solo, como é? Porque, geralmente qualquer tipo de tributo é prestado por uma reunião de pessoas. O que não ocorre aqui. Eu farei que nem Poncio Pilatos, lavo minhas mãos! Decida você se achas legal uma iniciativa desta ou não. RS – 7,0

1. JAILBREAK (4:18)
2. DON'T BELIEVE A WORD (2:12)
3. HOLLYWOOD (4:09)
4. WILD ONE (4:20)
5. JOHNNY THE FOX (4:03)
6. STILL IN LOVE WITH YOU (7:03)
7. COWBOY SONG (5:14)
8. BOYS ARE BACK IN TOWN (4:42)
9. EMERALD (3:34)
10. MASSACRE (3:24)
11. IT'S ONLY MONEY (2:47)
12. SHA LA LA (3:23)
13. WARRIOR (4:19)

WICKED WINDS
Witchflower
Black Widow – imp.
Banda considerada de Hard Progressive Rock. Enfim, anos 70, ok? De cara lembra Deep Purple, pelas levadas das músicas e o teclado (o jeito de teclar o Hammond lembra a pegada de Jon Lord, ex-Deep Purple), e muito Uriah Heep, pelo tom sombrio e guitarras que remetem à escola de Mick Box. Lembre-se que, o Deep Purple foi um dos mentores do Rock Progressivo, sim senhor, pois colocavam muitos teclados, tecnologia e orquestras em suas músicas antes de todo mundo, lá no final dos anos 60 ainda e já. Esta edição de Witchflower (com uma capa e título mais bicho-grilo possíveis), a banda resgata essa sonoridade rústica, ainda que com a produção cristalina e modo de gravar dos dias de hoje. Aquelas bandas dos anos 60 e 70 gravavam seus discos “ao vivo” em estúdio, ou seja, todos tocando junto – se um errava, todos tocavam a mesma música novamente. Será que as bandas de hoje que quererem tanto copiar os anos 70 tem culhões e aquilo roxo para gravar ao vivo seus discos de estúdio? Duvido! Já o disco 2 é um DVD com dois videoclipes e cinco faixas ao vivo no Tendenze Festival” – Piacenza (Italy) 2004 (a saber, From The Purple Skies, Return To Uranus, Rising Above, Queen Of Violet e The Elephant Stone) e mais cinco ao vivoo no Spirit of 66 – Verviers (Belgium) 2005 (as Drifting, Might Just Take Your Life, Across The Sunrise, Return To Uranus e Gypsy). Ainda no DVD, Making of de Witchflower e algumas bonus audio demo tracks, como segue na relação abaixo! RS – 8,5  

WICKED MINDS
Live At Burg Herzberg Festival
Black Widow – imp.
Já este ao vivo, mostra a banda tocando no Burg Herzberg Festival, na Alemanha, mostrando que a banda ao vivo manja do que faz. Claro, dentro dessa linha Progressiva Hard Doom anos setenta, com pé nos 80. Este Live At Burg Herzberg Festival tem apenas oito faixas, pouco para um disco ao vivo, apesar das músicas serem longas. Ainda mais que, tanto as bandas dos anos 70, como as que querem resgatar àquela época, gostam de fazer solos de todos os instrumentos em quase todas as faixas, de fazer improvisações, de fazer convenções entre eles e por aí vai. Sendo assim, Witchflower, Drifting e Shadows’ Train são as melhores, pulando a longa, com mais de 10 minutos Through My Love, quase interminável. RS – 7,5

NORTHWINDS
Chimeres
Black Widow – imp.
Depois de uma longa espera, chega ao Mercado este Chimeres, terceiro disco desta banda francesa (milagre ter saído pela italiana Black Widow, e nãop pela francesa Brennus). A banda tem influências de Ange, Witchfynder General, Black Sabbath, Alan Stivell, Jethro Tull, Horslipse e Hawkwind. E obviamente, eles tentam e quase conseguem fazer um som próprio, bem no meio do anos 70 e 80 (agradará aos fãs de ambos). A banda faz um Progressivo, mesclado com Heavy Metal (Prog Metal e Prog Rock), com Doom Metal (que é o que se sobressai, já que as músicas são poucas, longas, lentas, densas, obscuras e pesadas). Ainda se percebe algumas influências Celtas e Folk’s, e como de costume nas bandas Progressivas e ainda mais nas francesas, a tendência de misturar um monte de coisas nas músicas, a aura pagã surge bem forte! A banda ainda fez algumas covers em Chimeres, para Le Soir Du Diable (dos conterrâneos do Ange), Friends Of Hell (Witchfynder General) e Dragon And Fables (Hawkwind). O formato CD+DVD trás então no disco 2, um pequeno vídeo com três faixas: Great God Pan, Violet Rainbow e Wind Of Sorrow. RS – 8,0

Disc 1 (Audio CD)
Through my love
Witchflower
A child and a mirror
Here comes the king
Before the morning light
Burning tree
Shadows' train
Black capricorn fire
The court of the satyr
Sad woman
Scorpio odyssey
Soldier of fortune

Disc 2 (DVD vídeo)
Through my love (Videoclipe)
From the purple skies (Live)
Return to Uranus (Live)
Rising above (Live)
Queen of violet (Live)
The elephant stone (Live)
From the purple skies (Videoclipe)
Drifting (Live)
Might just take your life (Live)
Across the sunrise (Live)
Return to Uranus (Live)
Gypsy (Live)
Witchflower (Making of)
BONUS AUDIO TRACKS:
Through my love (Demo)
Witchflower (Demo)
A child and a mirror (Demo)
Before the morning light (Demo)
Sad woman (Demo)
Scorpio odyssey (Demo)
Through my love (Original 1993 version)

ORNE
The Conjuration By The Fire
Black Widow – imp.
Magister Albert Witchfinder (vocais), Your's Truly e Pekka Pitkälä (guitarras), Antti Fredriksson (baixo), Jay Lovely (bateria – as vezes conhecido como Void), Pirkka Leino (orgãos e piano de rodas) e Jussi Lisko (sax e flauta). Com esta formação, o Orne cometeu esse razoável The Conjuration By The Fire, que apesar do nome, não chama tanto a atenção assim, sendo uma das bandas mais fracas da boa Black Widow. O que salva a banda é a idéia de colocar órgãos, pianos, saxofone e flauta, dando um ar meio Jethro Tull, meio Uriah Heep, meio anos 70, meio pagã-camponesa, meio clássica. São apenas sete faixas em The Conjuration By The Fire, que são: In The Vault, A Beginning, Anton, Island Of Joy, Frontline Dreams, Opening By Watchtower e Lighthouse. Fissurados pelo estilo, go ahead. RS – 7,0

MAMMOTH
Leftovers, Relics & Rarities
Angel Air – imp.
O Mammoth foi uma banda gigante nos anos passados, gigante como o paquiderme que intitula o grupo. A banda era liderada pelo vocalista Nicky Moore (ex-Samson) e pelo baixista John McCoy, que é um arroz-de-festa, participando de vários projetos, discos, bandas e tem uma fisionomia que lembra um monte de gente por aí (barbudo e careca), sendo o mais famoso, além do Mammoth, ter tocado com Ian Gillan. O grupo durou de 86 até 89 e só lançou um álbum (mesmo caso do Nobody Business). E é este trabalho de garimpeiro e de arqueólogo que a Angel Air tem feito muito bem. McCoy achou várias fitas gravadas da época e compilou esse Leftovers, Relics & Rarities. Faixas raras, restos de estúdio e etc. Pega o track list desta coletânea de lado B (embora a banda só tenha um disco): White Mammoth On M1, Fatman, Dressed to Kill, All The Days, Can't Tak The Hurt, Always And Forever, Do What You Want To, Working For The Man, Catcher In The Rye, Hope You Find It e Monster Mania. PR – 9,0
NOBODYS BUSINESS
Nobody Business
Angel Air – imp.
Sabe estas seções que muitas revistas tem, de álbuns esquecidos ou de bandas que lançaram um disco só, que tinham potencial, mas acabaram prematuramente? Pois é: esta banda, Nobody Business, com este disco homônimo, seria mais ou menos isso. Mais ou menos, porque não era exatamente uma banda nova. O Nobody Business foi mais um destes super-grupos normais nos anos 70 e tão em voga hoje em dia também. Este único disco tinha uma constelação em sua formação. Bobby Harrison (Procol Harum, Freedom, Snafu) Tony Stevens (Savoy Brown, Foghat, Rock Follies, Midnight Flyer) Joe Jammer (Olympic Runners) e Jerry Frank (extraordinário baterista de estúdio). Eles foram para a cidade francesa Nice e gravaram este disco, álbum que foi lançado em 1978. Pega o track list do disco 1: Bleed Me Dry, Tell Me You Love Me, Losing You, Cut In Two, Living Up To Love, Looks Like I’m In Love, Unsettled Dust, White Boy Blue, Doing The Best I Can e Nobody’s Business e como bônus, Rainbow Bend, Crucifer e Highway. E como a cereja que faltava no bolo, o álbum vem com um disco 2 que é um DVD, uma performance ao vivo em estúdio da banda (destas típicas de programa de televisão na Europa) com seis faixas e a banda as executando com maestria: Bleed Me Dry, Tell Me You Love Me, Losing You, Vision Of Eros (a única não presente no CD), Cut In Two e Living Up To Love. Imperdível! PR – 9,0
MC COY
Unreal - The Anthology
Angel Air – imp.
Coletânea dupla com 30 faixas deste ícone do Hard Rock/Heavy Rock inglês faixas de Ian Gillan, Samson, Mammoth, Zzebra, Welcome, V.H.F., Neo, The Coolies, Atomic Rooster, Joint Forces, GMT, Sun Red Sun, Torme, Thunderstick, Paul Samson, The Split Knee LoonsJohn du Can, Quadrant, etc, Ou seja, é uma coletânea de verdadeiros hinos do Rock dos anos 70 e 80. Destaques para No Easy Way e Restless (Gillan), e On And On e Josephine (McCoy). RS – 8,0
TWISTED SISTER
A Twisted Christmas
Vigilant – imp.
Aquela mania horrenda de norte-americano de fazer músicas, discos e projetos para o Natal, afetou a banda de Dee Snider. Em vez do TS fazer um álbum de inéditas de estúdio, já que retornaram há alguns anos, eles criam sim, um disco de músicas de natal! E o pior, as músicas aqui presentes são paródias dos maiores clássicos do Twisted Sister! O que dizer? Passo. RS
www.demolitionrecords.com
   
   
   
   
   

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