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RU – A banda foi formada em 1996, mas só em 2000 lançou sua primeira demo. Por que houve essa demora?
Collapse NR - No início a banda passou por várias formações, e há dificuldade em encontrar músicos na cena local, sempre que tínhamos mudança de line-up demorava um tempo pra reestruturar. A formação que gravou a demo se formou naquele mesmo ano de 2000.

RU – A banda, como quase toda, teve várias mudanças de formação. Por que você acha que sempre há tantas mudanças de line-up em bandas Underground?
CNR - Além da dificuldade de encontrar músicos dispostos a levar um projeto profissionalmente, há a dificuldade de trabalhar na cena, quase sempre tendo necessidade de um segundo emprego para se manter.

RU – Como foi a divulgação do promo CD The-Messenger?
CNR - O promo-cd The Messenger foi distribuído para a mídia especializada, inclusive do exterior, e houve uma tiragem para o público geral. A repercussão foi muito boa e a faixa título bastante elogiada, assim como a releitura de Dirty Corruption Dirties. No ano passado foram divulgados pela internet os videoclipes oficiais das duas faixas que também foram muito bem recebidos principalmente o The Messenger. As ressalvas foram quanto à duração do trabalho, mas como sendo um promo com o intuito de divulgar a formação, nova na época, ficamos bastante satisfeitos com o resultado.

RU – Como a banda vê hoje o debut Faces of Exploration de 2003?
CNR - Foi um álbum de superação, marca a saída de uma cena local sem muita expressão para tocar e gravar na capital do estado junto às bandas consagradas do underground Brasileiro. O Faces of Exploration é um álbum visceral e direto em sua maioria, com certeza há muitas influências da época nas composições, mas a essência da banda se mostrava na brutalidade e pegada.  

RU – Na última entrevista que fizemos com vocês, nos disseram que lançaria em 2009 o segundo CD oficial e cheio, fale sobre ele.
CNR - Nosso próximo álbum está em processo de pré-produção, estamos gravando aqui em Mogi Mirim, no Àrea Livre Estúdio, de propriedade do ex-baterista do Collapse NR Tomaz Ribeiro. Todos envolvidos na cena sabem da dificuldade de se realizar um álbum de forma independente, tivemos alguns atrasos e também preferimos fazer uns últimos ajustes antes de entrar em estúdio. Com este álbum temos o objetivo de alçar vôos mais altos, portanto priorizamos a qualidade e tivemos paciência para fazer as melhores escolhas, inclusive a mixagem e masterização ficará a cargo de Andy Classen, do Stage One Studios. Este é um álbum mais técnico e extremo do que o antecessor, também tem uma interação maior entre os instrumentos de cordas, bateria e voz. O álbum abrange temas como questionamento religioso por fatos históricos, guerras e ambição político-religiosa, e traçamos um paralelo entre o apocalipse bíblico e temas atuais, e a resposta da natureza que seria a destruição do homem.

RU – A banda é de Mogi-Mirim, cidade que ao mesmo tempo, está perto e longe da capital de SP. No que isso ajuda ou atrapalha a banda?
CNR - Moramos a duas horas e meia da capital no máximo, nunca interferiu no trabalho.

RU – A banda tem tocado onde?
CNR - Estamos priorizando as gravações do álbum, portanto nossa agenda está ocupada com as sessões. Recentemente tocamos na Casa do Rock aqui em Mogi Mirim, com o público muito ansioso, já que era o retorno à nossa "casa", e em São Paulo no Hangar 110 com o Torture Squad, no fechamento da turnê Hellbound, sempre é bom rever os bangers da capital, que nos recebem muito bem. Foi noite memorável. E voltamos a nos focar nas gravações.

RU – Vocês já chegaram a cogitar a idéia de tentar lançar seus discos no exterior?
CNR - Claro, é o objetivo de toda banda, independente de nacionalidade. O Faces of Exploration chegou a ter unidades distribuídas no exterior por intercâmbio da extinta Tumba Records. Mas a idéia é conseguir um contrato lá fora para distribuição do próximo álbum.

RU – Aliás, a banda tem objetivo de conseguir algo lá fora, como lançar discos e turnês? Pois muitas bandas brasileiras têm conseguido contratos com gravadoras do estrangeiro.
CNR - Sim, como dito anteriormente, a idéia é expandir as operações da banda, no Brasil e no exterior, muitos fãs de fora, através do myspace, nos cobram uma visita. Estamos com perspectivas muito boas para o futuro próximo que estamos negociando junto à nossa agência.

RU – O final é seu!
CNR - Primeiramente queremos agradecer ao público que nos segue e apóia, acreditamos inteiramente no potencial deste álbum que está por vir e estamos trabalhando firme para completar os objetivos atuais, que é definitivamente conquistar nosso espaço tanto na cena nacional quanto internacional. Agradecemos à Rock Underground pela oportunidade de expor nosso trabalho, projetos e idéias. Um salve para todos os bangers, nos vemos nessa tour!