Atualizado em 08/06/2008

PORTISHEAD
Third
Universal – nac.
Chegamos a mais um disco desta banda tão festejada dentro do chamado Trip Hop. Depois de mais de 10 anos sem lançamentos, o grupo chega com Third, com 11 faixas totalizando mais de 50 minutos. A banda liderada por Beth Gibbons e que conta ainda com Adrian Utley e Geoff Barrow vêem com tudo, mostrando que, apesar do estilo não estar mais na moda, como quando do surgimento do grupo, o Portishead lidera este tipo de música, que agrada fãs de New Age, Ethereal, Goth, Ambient e até Guitar e Alternativo. Claro, Third não vai mais chocar e balançar a cena como quando do surgimento do grupo, mas ainda empolga e as suas músicas emplacam. Em 94 lançaram Dummy, um disco que hoje já é clássico. A musicalidade soturna do trip-hop colocou a cidade de Bristol no mapa da música mundial, um local chuvoso, sombrio e climático. Aliás, cidades como Londres, Manchester, Liverpool, Seatle, Gotemburgo, Birmingham e entre tantas outras que têm este tipo de clima, são as que criam a melhores ondas musicas e as melhores bandas. Em 97 lançaram o segundo CD, Portishead, e em 99 encerraram as atividades com Roseland NYC. Apesar do longo hiato, a banda continua atual e presente na cabeça de todos e no coração de seus fãs. Eles nunca chegaram a anunciar o seu fim, sempre dizendo que lançariam um próximo disco. Este impasse gerou insegurança no grupo e fãs, temendo algo como o que ocorreu com o segundo disco do Stone Roses, que, quando saiu, com mais de cinco anos de atraso, perdeu a onda para o Oasis. E mais ainda, as comparações com o eterno e já clássico Chinese Democracy do Guns’n Roses, que está sendo composto há quase 15 anos e ainda não saiu. A capa é simples e á o único pecado do disco. Como poucos, conseguem ser ao mesmo tempo eletrônicos e orgânicos. Sua música é cada vez mais sombria, e a faixa Silence abre com uma narrativa em português (pasmem), como uma entoação de ritual. Sim, ao ouvir o disco, não ache que é erro, é a música mesmo. Olha que privilégio! Hunter lembra o som da banda nos anos 90. Nylon Smile tem uma batida tribal, hipnótica. The Rip é balada com voz violão descambando depois para o Electropop. Plastic tem um loop de bateria interrompido. No mínimo, pitoresco e excêntrico. We Carry On volta com as batidas tribais. Deep Water é só voz (e que voz) e bandolim (!), num clima quase celta e bem pagão. Machine Gun é a mais pesada do disco. Encerrando, as boas Small, Magic Doors e Threads. Third é mais um clássico, como tudo o que o grupo fez até hoje. Que não demore mais uma década para o próximo disco sair! ADL – 9,0   

Faixas:
1. Silence
2. Hunter
3. Nylon Smile
4. The Rip
5. Plastic
6. We Carry On
7. Deep Water
8. Machine Gun
9. Small
10. Magic Doors
11. Threads

TIAMAT
Amanethes
Nuclear Blast – nac.
Disco de estréia do Tiamat pela Nuclear Blast, deixando depois de muito tempo sua relação com a Century Media. No meu entender, a banda terá mais suporte. Assim como em trabalhos anteriores, o grupo mixou as gravações no Woodhouse Studios, na Alemanha, com produção de Siggi Bemm. O CD foi produzido de fato por Johan Edlund, gravado principalmente no The Mansion, na Grécia, e adicionalmente no Studio Vega, na Suécia, e Cue, também na Grécia. O álbum foi mixado e masterizado por Siggi Bemm no Woodhouse Studios, na Alemanha, em janeiro de 2008. Ufa! A banda causou furor nos anos 90 pelo seu Metal quase Doom, que se tornou mais Gótico com o passar do tempo, depois colocando elementos eletrônicos e até Pop, tanto que em certos discos, chegou a soar como um Depeche Mode com guitarras. Os fãs mais Die Hard ainda tem em Wildhoney como o seu disco predileto da banda. Em Judas, a banda acerta com o Gothic Metal e Prey, seu último disco de 2003, seguiu essa linha e também produziu momentos legais. The Temple Of The Crescent Moon abre de forma brutal até lembrando algo de Moonspell, naquela fase meio Goth, meio Black, meio extremo. Já Until The Hellhounds é puro Sisters Of Mercy, ainda a maior influência musical e vocal de Johan Edlund. Já Will They Come e Lucienne são meia-baladas ao estilo que o Crematory gostava de fazer. E como hoje, muito do que chamam de Gótico é Prog sombrio e muito do que chamam de Prog tem algo de Dark, as influências sombrias de Progressivo aparecem em Summertime Is Gone, sendo Raining Dead Angels a resposta mais Metal para ela. Não sabemos qual será o futuro do Tiamat e qual direção sonora Johan Edlund dará para o Tiamat. Creio que por ele nunca ter demorado tanto para ter lançado um disco, ele deve ter ficando compondo nestes cinco anos e passou por diversas fases neste tempo e misturou tudo em Amanethes. Eu tenho as minhas favoritas, espero que você tenha as suas também! JCB – 8,0

Faixas:
01. The Temple Of The Crescent Moon
02. Equinox Of The Gods
03. Until The Hellhounds Sleep Again
04. Will They Come?
05. Lucienne
06. Summertime Is Gone
07. Katarraktis Apo Aima
08. Raining Dead Angels
09. Misantropolis
10. Amanitis
11. Meliae
12. Via Dolorosa
13. Circles
14. Amanes

AGUA DA ANNIQUE
Air
Overload – nac.
Atendendo ao seu nome e dando uma vista de olhos pela sua efeminada página web, em tons de rosa, dificilmente prestaremos atenção a este coletivo. Mas se vos for dito que o cérebro genial pensante por detrás desta água se chama Anneke Van Giersbergen, uma das mais fantásticas vozes do panorama internacional que até há pouco tempo era vocalista dos The Gathering, onde durante anos ajudou o coletivo a guindar-se a patamares de qualidade superior só atingível por predestinados, então o caso muda de figura. Claro que Air não é um álbum de metal na verdadeira acepção da palavra, apesar de, pontualmente, aparecerem algumas guitarras bem metalizadas. Esta é, de fato, uma proposta assente em grandes canções emotivas, sentidas, densas, envolventes, intimistas e introspectivas. Isto sem esquecer alguns apontamentos minimalistas / experimentalistas. Nada de anormal, portanto, se levarmos em linha de conta o trajeto e os últimos trabalhos da sua banda de origem. E quando ao sexto tema ouvimos Please, Take Care Of Me, já nessa altura nos temos apercebido que essas palavras são meramente poéticas, pois, de fato, Anneke van Giersbergen, apresenta-nos nesta sua estréia em nome (quase) individual um trabalho a roçar a perfeição que pouco ou nada precisa de alguém para dele cuidar, pois impõe-se por si próprio graças à sua qualidade intrínseca. Dançando entre momentos mais densos e hipnóticos (como em Beautiful One ou Trail Of Grief), outros mais Heavy (Ice Water ou You Are Nice) e outros mais intimistas (Yalin, Come Wander ou Asleep), o coletivo holandês prima por um extremo bom gosto na criação dos temas. Se no capítulo vocal não se esperariam grandes surpresas atendendo à grande capacidade de Anneke (neste registo pura e simplesmente perfeita!), já no capítulo da composição era aguardado com enorme expectativa para aferir da sua capacidade. E bastam os dois/três primeiros temas para se aperceber que, até neste ponto, a holandesa assina com letras de ouro. Os destaques vão para Beautiful One, Day After Yesterday, Trail Of Grief e Sunken Soldiers, esta última com uma secção de metais capaz de provocar arrepios. Air poderá não ser o melhor álbum de Metal do ano, mas será, seguramente, o mais belo. PR – 8,5

SIOUXSIE
Mantaray
Universal – nac.
Enfim, temos o disco solo da Siouxsie Sioux, que fez história com a banda Siouxsie And The Banshees. Entretanto, em Mantaray, temos um disco um pouco diferente da música em que ela se habituou a fazer e que nós todos curtimos tanto e respeitamos muito. Into A Swan abre em grande estilo, bem anos 80, cadenciada, com uma veia Pop, já que ela sempre foi uma pessoa que privou por fazer e contar canções de forte apelo. About To Happen é mais dançante, uma quase “discoteca”, com bastante de Alternativo e Guitar dos anos 90, em que ela, foi uma das maiores influências. Já Here Comes That Day lembra algo que o Garbage fez em Queer (claro, outra banda influenciada pela Sioux) com um andamento típico para trilha sonora de filmes de Quentin Tarantino que deveria ter um clipe, bem ao estilo mafioso. Loveless é bem parecida com Here Comes That Day, vindo na mesma toada e levada, como se fosse uma continuação. If It Doens’t Kill You é uma balada. Mórbida, mas balada. One Mile Below é mais “estrada”. Em Drone Zone nem mais quase é Rock, mostrando que em metade do disco, ela abusou do experimentalismo. O lado Dark e sombrio volta em Sea Of Tranquility. Depois, o experimentalismo excessivo volta em They Follow You e Heaven And Alchemy que encerra um disco aguardado por muito tempo, muito curto (10 faixas em pouco mais de meia hora de duração) e que, se não é o melhor disco de sua carreira e de longe lembra os clássicos dos anos 70, 80 e comecinho de 90, ao menos, serve par colocar seu nome em evidência novamente! ADL – 8,0

HIM
Venus Doom
Warner – nac.
Tem bandas que têm uma sonoridade ímpar e se tornam influentes, mesmo nós, jornalistas, insistindo em comparar e rotular. Os finlandeses do HIM é um destes casos. Sim, pois a banda já foi chamada de Gothic Metal, Gothic Rock, Love Metal (este título foram eles mesmos que inventaram) e até de Emo Goth ou Pop Dark. Chame-os do que quiser. Eles são um pouco de tudo isso, pois são sombrios e obscuros por essência, então são Goth e Dark. Também são Metal sim, pois são pesados e até arriscaria a dizer um pouco Hard (mas não tanto quanto o Glam do The 69 Eyes, outra Goth band da Finlândia que mistura o Dark, o Metal e o Hard). Até Emo, pois tem algumas passagens bem emocionais, mas longe da chatice e breguice dos NX Zero’s da vida. E Pop, pois conseguem fazer músicas acessíveis e de qualidade. Na Europa, eles são Deuses, nos EUA são desconhecidos, pois lá só pode fazer sucesso que fizer música negra ou fazer letras de sacanagem. E no Brasil, eles são conhecidos ainda só para os iniciados na música obscura. Mas temos que reverter este quadro e Venus Doom chega para isso mesmo, no disco mais arriscado de sua carreira, com várias passagens de (pasmem) Doom Metal (isso mesmo!). A faixa-título mostra algo disso, ainda bem melódica (como todas as outras daqui e da carreira da banda), podendo estar no Love Metal (o disco, que gerou o auto-rótulo do grupo). Love In Cold Blood, é comercial também, bem Goth, mas as guitarras baixas e lentas, dão esse ar de Doom, deixando sua música ainda mais sombria. O lado Doom se faz mais forte ainda em Kiss Of Dawn, lembrando o final dos anos 90 das bandas inglesas do estilo. Por isso também, no começo de Sleepwalking Past Hope temos uma guitarra gordurosa à Cathedral, bem Stoner, ficando mais sublime depois em seu refrão. A faixa tem mais de nove minutos de duração e várias mudanças de andamento, indo dos estilos citados até o mais puro Gothic Rock oitentista. E assim vão se alternando as faixas seguintes, Dead Lovers´ Lane, Song Or Suicide, Bleed Well e Cyanide Sun. Excelente! JCB – 8,5

EPICA
The Divine Conspiracy
Nuclear Blast – nac.
Chegamos ao tão aguardado novo disco do Epica. Por motivos que não podemos revelar, esta capa gerou polêmica. Até porque, tanto a banda como Simone não precisavam apelar para ganhar mais fãs. Mas, repito, muita coisa rolou com esta capa e ficamos por aqui mesmo. The Divine Conspiracy é o melhor disco da banda. Mais fácil, menos “enjoativo” (para os não tão fãs, porque, para os Epicanáticos, isto é uam heresia). Mais ainda complexo e sinfônico, Mark Jansen é mais um destes compositores a marcar época no Metal atual, ao lado de Luca Turilli e Alex Staropoli (Rhapsody) e Tuomas Holopainen (Nightiwsh), são os reis do Symphonic Metal. The Divine Conspiracy é o mais pesado de todos, com influências de Black Metal nos urros e backings. Simone aparece aqui como a segunda maior força das minas vocalistas (atrás de quem quer que esteja a frente do Nightwish, no caso, muitíssimo bem representado por Anette Olzon). De vez, a banda se distancia da sonoridade de After Forever que muitos ainda confundiam (que foi criada também por Mark, quando ele lá estava). Depois da belíssima introdução, a segunda faixa, The Obsessive Devotion já impressiona, com peso, vocais, líricos e guturais, na medida certa. Sasha Paeth (maior produtor de Metal Melódico do mundo) soube explorar este tipo de Heavy Metal, bem característico, direcionando a banda numa direção nunca antes imaginada. Menace Of Vanity agradará aos fãs do Metal Tradicional e mais pesado, sem muitas firulas. Chasing The Dragon é mais épica (ops) do que balada, mas aí vem alguns momentos onde a banda segue a linha do Evanescence, como em Never Enough, sem necessidade, mas ainda assim ficou legal. Em Death Of A Dream, Simone se supera, mostrando que é mais do que uma imagem e que quer ser reconhecida pela sua garganta e não pelo resto de seu corpo. Living A Lie parece ter sido composta para o anterior, Consing To Oblivion e Fools Of Damnation é outro grande momento, fazendo de The Divine Conspiracy um clássico deste tipo de Metal Sinfônico tão copiado e “coverizado” no Brasil. JCB – 9,0

RETRATOS SUBTERRÃNEOS
Um Panorama Da Música Dark Nacional
Valhalla/Rock Hard- nac.       
Iniciativa quase pioneira da revista Valhalla mais uma vez. Eles, que já tinham lançado fisicamente outros volumes da coletânea Demo Section, agora lança virtualmente esta coletânea polêmica. Polêmica por ser para download. Polêmica por ser de estilos Dark e Góticos. Polêmica por abranger vários estilos obscuros aqui, misturando com Industrial, Emo, EBM e Metal. Cada um tira as suas conclusões, mas o fato é que está divulgando estas bandas e estes estilos, coisa que ninguém quase está fazendo. Bandas de Curitiba, São Paulo, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília estão aqui, vindo desde bandas “consagradas” de Goth Glam Metal como o Sunseth Midnight, como os tradicionais e antigos do Strangeways, o Gothic Metal mesmo do Laudany (cujo vocalista produziu artisticamente, ajudando na escolha das bandas), o personagem Emo de Nenê Altro (do Dance Of Days) entre nomes já conhecidos da cena, como Elegia, Plastique Noir, Necropolis e The Downward Path. O curador do projeto foi o jornalista Rodrigo Helfenstein, colunista e redator da Valhalla, responsável pela parte Gótica, Dark e obscura da mesma. São um total de 18 faixas, com vários altos e baixos, diferenças de gravação entre uma banda e outra e diferença na qualidade também (lugar comum em toda coletânea). Boa iniciativa e aguarde uma matéria ou entrevista mais apurada com o Rodrigo. ADL – 8,0

THE FALL
Reformation Post TLC
Dynamo – nac.           
Vou ser sincera, nunca imaginei na minha vida que teríamos no Brasil um disco do The Fall lançado de novo. Muita gente acha que não vai vingar, mas a Dynamo foi corajosa, bastando fazer uma divulgação legal no meio Dark e Gótico. Até para que a molecada de hoje conheça essa banda. Apesar do The Fall não ser Dark literalmente, a banda tem muitos fãs desse estilo, pela sua música ser fria, introspectiva, controvertida, também Cold Wave, vinda da fria e profícua cena de Manchester, antes mesmo do Stone Roses ganhar o mundo no final dos anos 80. A banda voltou a algum tempo e com esse disco, Reformation Post TLC, vem para o lugar de onde nunca deveria ter saído. A banda já está fazendo bom sucesso na Europa e só falta de novo ter o mesmo êxito aqui, e que venha além de ser apenas uma banda cult. Aquele jeitão típico deles, bem despretensioso, aparece em Reformation!, bem Post Punk, quase Punk, com as letras faladas ao estilo Sex Pistols, guitarra minimalista, com poucos riffs repetidos à exaustão, como que gerando um mantra num ritmo hipnótico, fazendo você dançar sem parar em seus mais de sete minutos de extensão. A anarquia (musicalmente ao menos) Dark continua com Fall Sound. White Line Fever tem um ar mais Folk, lembrando alguns momentos do Bob Dylan no começo de carreira. A displicência setentista e despojada continua com My Door Is Never e até vozes femininas, que remetem à vocalistas do ano 70 em The Wright Stuuf, com um órgão estilo Hammond ao fundo, dando um ar mais vampírico, lembrando muito o The Damned. Uma certa semelhança ainda com as mudanças de andamento e aquele Thu-ru-ru, Thu-ru-ru de Walk On The Wild Side de Lou Reed. Ao ouvir a realmente esquisita Das Boat, começo a rir sozinho, imaginando a cara de muitos colegas de imprensa ao ouvir este CD para resenha. O que eles dirão? Muito da parte gótica, sequer ouviram falar desta banda, a não ser os mais antigos e poucos novatos realmente interessados. A maioria deles acha que o Lacrimosa quem inventou música sombria e quase todos acham que só é sombrio se é “gótico”. E o pessoal do Metal, vai falar qual abobrinha do The Fall? Que são mais uma nova banda de Gothic Metal? Quá-quá-quá! O The Fall é uma das poucas bandas restantes sem ter um estilo definido. Hoje o cara monta uma banda assim: “vamos fazer Gothic Metal com vocais” femininos. O pessoal acha que a criatividade pode ser encaixotada ou enlatada como qualquer outro produto. Por isso, tanta banda e disco derivativo hoje em dia – quase nada é espontâneo, senão, o que os “reais” vão dizer? Parabéns pela ousadia da Dynamo! JCB – 9,0

TENEBRE
Hearts Blood
Hellion – nac.
A música Dark e o Gothic Rock são muito conhecidos no Brasil. Aqui, tivemos e ainda temos um dos maiores públicos do estilo no mundo inteiro. Nos anos 80, bandas como The Mission, The Sisters Of Mercy, The Cure (só pra citar estas, senão citaria a resenha toda) foram mainstream por aqui e todas as vezes que tocaram ou ainda tocam no Brasil, seus shows são sold out. Muitas bandas já surgiram no Brasil ao longo dos anos e outras do Pop Rock mais comercial, mostravam claras influências do estilo Post Punk (que originou tudo isso), como Capital Inicial, Legião Urbana, Uns E Outros, Zero (também só para citar alguns) com letras soturnas, desoladores, como num labirinto sem saída (onde a humanidade se enfiou e nunca mais sairá de verdade mesmo). Em São Paulo, por exemplo, abundam casas góticas, muitas fechando, mas sempre outras tantas abrindo e no Brasil todo, o mais popular do sertão faz uma idéia estereotipada ao menos do que seja ser Dark. Apesar disso, a maioria dos Darks nacionais vive apenas do passado: basta ver o repertório das discotecagens e das bandas, covers a maioria (infelizmente). Ok, esquecer as raízes, nunca. Mas deixar de conhecer o que está aparecendo, jamais! Afinal, se hoje o Sisters Of Mercy parece uma banda tão “antiga”, lembre-se que quando eles surgiram, eram novidades, pois o movimento (ao menos na Inglaterra foi um movimento), já existiam The Cure, Siouxsie & The Banshees, Joy Division, The Damned e Bauhaus, entre tantas outras também só para falar de algumas. Então, todos temos obrigação de ouvir as bandas novas aparecendo. Alías, quer queira, quer não, o atual chamado Goth Metal é o Goth Rock da atualidade, pela evolução musical dos ouvidos e influências de ouvintes e músicos. Musicalmente, em alguns momentos, o Tenebre lembra o The 69 Eyes dos primeiros discos, como Paris Kills por exemplo, seja pela de (simplesmente) Charles, sejam pelas guitarras, calcadas nos dedilhados e harmonias típicas do The Mission. Esse misto de The 69 Misson Eyes é nítido nas primeiras faixas, Silver Flame e Mistress Of The Dark, duas excelentes canções! Já Serpent´s Fire tem uma linha mais Rock, enquanto com Shine, voltam na escola finlandesa de 69 Eyes e até algo de Sentenced. Nightmare também é nessa linha e o deja-vu de ouvir o 69 Eyes até Paris Kills (antes da fase nova, com Devils e Angels) é gritante, mas deliciosa de se ouvir! Darks, Góticos e Goth Metalers, mais um prato cheio para ti! ADL – 9,0

EBONY ARK
Decoder 2.0
Hellion – nac.
O Ebony Ark é uma banda da Espanha ainda desconhecida no Brasil. O grupo começou em 2002 e debutaram com Decoder, resenhado aqui pela gente. A banda ainda prima por fazer um Goth Metal com uma forte pegada Prog, mais ou menos como o After Forever fazia antes de seu último disco. Agora em Decoder 2.0, a banda acerta melhor o seu caminho, ainda que siga o mesmo estilo e ainda que não traga um grande diferencial para as demais bandas do segmento. A banda possui vocais femininos, a cargo de Beatriz Albert e os destaques são Humans Or Beasts?, Desire e Thorn, sendo Seaching For An Answer a melhor mesmo, tendo uma versão em espanhol dela mesmo, intitulada como A Merce De La Lluvia. Melhor que o debut, mas ainda falta algo para estourarem de vez. RS – 7,0

IN STRICT CONFIDENCE
Exile Paradise
Hellion – nac.
Mais uma banda Dark Gótica saindo no Brasil. Enfim, as gravadoras daqui começam a apostar em bandas do estilo, sabedoras que temos um grande público e potencial consumidor para tanto. Exile Paradise é um disco pesado, frio, climático, com atmosfera Dark, soturna e taciturna. A banda possui dois vocalistas: Dennis Ostermann (que pra variar, segue a escola de Andrew Eldritch, do Sisters Of Mercy) e Antje Schulz, limpo, mas nem tanto lírico. Enfim, e aqui vai a polemica. Qual é o estilo do In Strict Confidence? Industrial? EBM? Darkwave? Só Dark? Gótico? Metal? Ou algum daqueles 300 rótulos estapafúrdios que inventaram de uns anos para cá? O que interessa é que Exile Paradise é sombrio e dá para se dançar legal em uma pista. Destaques para Promised Land, Forbidden Fruit, Der Teufel e a instrumental In Favilla. Quem quer conhecer o que anda rolando na Europa, pode ter uma idéia aqui. ADL – 7,0

COVENANT
Skyshaper
Hellion – nac.
Antes de mais nada, nao confunda esta banda com o antigo Covenant, que fazia Black Metal Polar ou sei lá mais o que, pois na verdade se tratava de um grande Black Sinfônico, naquela época de ouro quando esta vertente surgiu, junto com Dimmu Borguir, Old Man’s Child entre tantos outros. Chegando os anos 2000, a banda resolveu fazer Metal Industrial, depois só Industrial e hoje beira com momentos de EBM. A música eletrônica pegou a fundo à banda. Hoje a banda mudou de nome para The Kovenant, devido já ter existido na cena eletrônica o Covenant com “C”, que é a banda em questão aqui! O lado ruim: nós fãs de Metal pesado e extremo, perdemos, não qualquer banda, mas uma das melhores do estilo (à época, muitos os achavam melhores que o Dimmu Borgir e vendia tanto quanto). O lado bom: os caras continuam na mesma veia até hoje, sinal que não seguiram apenas a onda (que já passou e se sedimentou no Underground) e sinal que este público os aceitou, mostra de quem têm talento para isso. JCB
Bom, acima tivemos a resenha de uma pessoa que representa um grupo de pessoas que pensa e acha assim, e têm todo o direito à isso. Mas vendo o lado que o público esta curtindo o atual Covenant, temos uma grande banda de música eletrônica. Não muito original, é verdade, mas ainda assim bem legal. Também é verdade que eles poderiam ter trazido algo novo, por terem vindo de uma outra cena, a do Black Metal nesse caso. No entanto, tudo isso se faz necessário explicar, até porque essa ex-banda de Black Metal NÃO é o Covenant com Skyshaper nessa resenha, pois muitos estão achando serem os mesmos. Este Covenant (que confusão), já fazia esse tipo de som antigamente, e o trio sueco desce a lenha na EBM (ficando o Kovenant norueguês mais para o Industrial mesmo). O estilo com muitos sintetizadores, loops, samples, com o vocal grave e sombrio de Eskil Simonsson, dando um clima de anos 80. Sim, são mais uma banda que adota a Old School EBM como direcionamento musical. Ainda assim, eles fazem de tudo como tantos chamam hoje, como Future Pop, Electro Pop e etc. Destaques para as estranhas (essa é a intenção do grupo) Happy Man, Brave New World e Sweet & Salty. Apesar de tantas influências, eles não chegam na Darkwave. Para quem é fã deste tipo de música, vai comprá-lo de olhos fechados, ou melhor, de ouvidos tapados, pois sabe o que está levando.
ADL – 8,0

FUNKERVOGT
Navigator
Hellion – nac.Agora começam a sair no Brasil várias bandas de EBM (Electronic Body Music), tão antiga quanto a música Dark Gótica, tão dançada nas pistas de dança por aqui, mas tão pobre de informações por parte de nosso público e tão carente de shows e lançamentos. O Funker Vogt ainda é desconhecido da maioria (até tem DJ’s que tocam o estilo, mas não conhecem esta banda – ainda) dos EBMrs brasileiros. Navigator vem com treze faixas, com muita influência das bandas dos anos 80 (chamado hoje de EBM Old School), numa roupagem nova e com tecnologia moderna. Sua música é sombria, como a maioria, com sintetizadores moribundos e soturnos e as com mais pegada são Killing Ground, Thoughts Of A Soldier e House Of Sorrows, que vão virar execução obrigatória nas pistas de dança! ADL – 8,0


MARILYN MANSON
Eat Me, Drink Me
Arsenal/Universal – nac.
Prestes a desembarcar no Brasil (e temos orgulho de sermos um dos primeiros a assistir a turnê do novo disco), Marylin Manson volta a atacar com Eat Me, Drink Me. MM já flertou com quase tudo: Heavy Metal, Industrial (principalmente), Dark e Gótico, Glam, Glitter, anos 70 e 80, androgenia, New Wave (basta ver as covers para músicas de Soft Cell e Eurythmics), eletrônico, Techno Pop (a excelente cover para Personal Jesus do Depeche Mode). Em Eat Me, Drink Me, o disco soa como uma coletânea de tudo o que ele fez até hoje, com um pouco de cada destes estilos citados. Eat Me, Drink Me não trás nenhuma faixa em especial que destaque o disco, nem que se torne clássico factível de fazer parte de alguma futura coletânea. No entanto, o disco todo quase, tem potencial para serem hits e irão agradar aos fãs do conjunto. Pelo seu visual e o enfoque, ele quer ainda agradar os fãs Dark’s, se despindo de David Bowie desta vez, sendo o soando mais sombrio. If I Was Your Vampire é o maior representante disto. Putting Holes In Happiness é meio on the road, enquanto Heart-Shaped Glasses (When the Heart Guides... é anos 80 total, daquela época Cold Rock/Cold Wave. Já em Mutilation Is The Most Sincere Form Of Flattery (neste disco, MM abusou dos longos nomes, mostrando que não quer sucesso fácil e acessível desta vez), a banda vem com riffs cheios e gordurosos, refrão forte, vocais potentes, guitarras flamejantes, perfeita para se dançar, um puta Rock! Enfim, agora é só esperar para ver como estas músicas vão soar ao vivo! ADL – 8,0



LACUNA COIL
Unleashed Memories
Comalies
Rock Machine – nac.
Com a saída da Century Media do Brasil, o que deixou uma enorme lacuna (que não é a Coil), pois é a segunda maior gravadora de Metal do mundo, atrás apenas da Nuclear Blast, seus lançamentos foram pulverizados aqui. Assim, não há uma gravadora em específico que esteja lançando tudo. Sendo assim, numa espécie de acordo bilateral, a CMR licencia alguns discos pontuais para alguns selos pontuais. Infelizmente, alguns deles caem nas mãos de selos amadores. Por outro lado, felizmente, em outros casos caem em mãos certas, de pessoas a muito tempo no ramo e que entende do negócio, como é o caso aqui da Rock Machine. Oportunamente, eles lançam dois discos do Lacuna Coil, Comalies e Unleashed Memories, os dois melhores segundo fãs e imprensa, em virtude do última, Karmacode ser fraquíssimo. Em Unleashed Memories, a banda começava a mostrar a que veio, sendo um dos destaques de seu país, Itália, no universo do Metal. Também mostrava qual seria a sua veia sonora. Um Gothic Metal, mais Rock do que Metal, mais Gothic do que Dark, mais leve e apostando em climas do que peso, mais vocais limpos do que urros. O disco é de 2001 e a banda apenas começava ali a ganhar seu espaço. Espaço esse que veio a ser ratificado e garantido com Comalies. Não há muita diferença musical entre ambos, até pelo espaço curto de tempo de lançamento entre um e outro (Comalies é de 2002), coisa que mudou dali em diante, pois Karmacode viria só em 2006. Sendo assim, se você já ouviu falar, mas ainda não ouviu a banda, agora você tem a oportunidade de começar pelos seus dois melhores e únicos que realmente dignificam a fama que a banda tem. RS – 8,0

SIRENIA
Nine Destinies And A Downfall
Nuclear Blast – nac.
Mais uma banda que chega à Nuclear Blast e muda sua sonoridade e vemos (e ouvimos, principalmente) o grupo decolar. Neste terceiro disco da banda de Morten Veland (ex-Tristania), o primeiro pelo selo alemão, e o melhor de sua atual banda até hoje. O disco que chega mais perto (mas ainda não supera) o que ele fez com o Tristania em Widows Weed e Beyond The Veil. Este Nine Destinies And A Downfall, temos a terceira vocalista, cada um diferente em três discos. Agora, é a vez de Monika Pedersen, da Dinamarca, sucedendo Fabienne Gondamin (França, cantou no primeiro disco, At The Sixes And Sevens, considerado o que poderia ter sido o terceiro disco do Tristania) e Henriette Bordvik (Noruega, cantou no segundo e mais fraco An Elixir For Existence). Seguindo o caminho de bandas como Nightwish, Evanescence e Lacuna Coil que suavizaram seu som para ter um pulo maior atingindo mais rápido o topo da cena “Gótica”, mas sem perder a sua identidade. Ao contrário do Tristania, o Sirenia conseguiu isso em Nine Destinies And A Downfall, que é um disco mais suave, mais clean, mas ainda pesado e Metal. Destaque para a imbatível Sundown, a mais Doom, mais pesada, mais tétrica, mais sombria, mais Dark e a melhor dos dois últimos discos da banda. Confira mais esta formação, essa mudança de direcionamento e mais um vocal diferente. ADL – 9,0
TRISTANIA
Illumination
Hellion – nac.
Em suma, o Tristania já era. Desde a saída de Morten Veland após o fantástico Beyond The Veil, a banda não se achou mais. Os discos seguintes foram caindo de qualidade e cada vez mais do que você imagina ser o som do Tristania. O primeiro sem Morten, World Of Glass é bom, mas bem inferior aos dois primeiros, Widows Weed e Beyond The Veil. Ashes é fraco e Illumination é ruim. Ruim para o que se espera de um Tristania, uma das maiores bandas de Gothic Metal do estilo, e uma das pioneiras em Doom Gótico. Aliás, desde Ashes, o Doom passou longe daqui. Mercyside abre nos dando esperanças, mas totalmente Gothic Rock, na linha Tiamat atual, boa faixa. Sanguine Sky na seqüência, também segue essa linha, fazendo a gente sonhar com o Tristania ficar um pouco mais perto do que já foi. Mas daí e diante, começam temas lentos, sem ser Doom, temas metidos a gótico sem serem de fato, temas em nada a ver com o Dark. Além do mais, já é sabido de todos que Vibeke Stene, um dos ícones da banda, do estilo e de toda uma geração do Metal sombrio, saiu logo após o lançamento de Illumination. Como ficará a banda sem as suas duas vozes, responsáveis por todo o charme e gabarito da banda? Mais uma banda que já se tornou uma legenda literalmente, pois suas glórias vêm do passado. Isso não é hino de algum time de futebol? JCB – 7,0
AFTER FOREVER
After Forever
Rock Brigade/Laser Company – nac.
O que acontece com determinadas bandas? Só uma questão de mudar de gravadora que a banda deslancha? O AF saiu da Transmission meio que brigados e assinaram com a grande Nuclear Blast. Claro, numa gravadora maior, a divulgação será maior também. Mas sua música mudou. Está mais acessível sim, mas está melhor! Eu particularmente, nunca tinha sido muito fã da banda, sempre vi qualidades, mas nada que fosse muito grandioso, tanto que a banda era mais sucesso de crítica do que de público. Mas agora a banda volta com um disco certeiro que, ainda soando como o After Forever tradicional, trás músicas mais soltas, mais rápidas e mais bombásticas também. Discord abre num clima de suspensa ao melhor estilo A Bela e A Fera, com os vocais agressivos e guturais (poucos desta vez) de Sander Gommans e os líricos, menos extremos e mais limpos de Floor Jansen. Evoke segue numa linha mais Heavy Metal, atual direcionamento da banda que, aliás, sempre foi classificada por aqui como Gothic Metal erroneamente, pois de Goth eles nunca tiveram quase nada, a não ser vocais femininos, líricos, alguns coros e orquestras e algumas passagens mais sombrias. Mas como o povo os considera ainda como Gothic Metal, cá eles estão. Transitory lembra mais o estilão antigo da banda, e Energize Me mostra a banda numa nova sonoridade, mais leve e intensa ao mesmo tempo. Equally Destructive é pesadona, com Withering Time mais Epica (ops, épica – a música) ao velho estilo da banda. A segunda metade do CD é menos eletrizante, mas ainda tem bons momentos como Envision (calma e sutil), Who I Am (outra bem rápida e destoando de tudo que já fizeram até hoje, pois é bem caótica) e encerrando as lentas (deixaram as baladas para o final do CD, que bom!) Dreamflight e Empty Memories. Agora sim, de uma vez, de fato e de direito, o After Forever com o disco After Forever ruma ao topo da cena pesada e sombria com vocais femininos!
ADL – 8,5
POISON BLACK
Lust Stained Despair
Encore – nac.
Os demais veículos especializados desceram a lenha no Poison Black, dizendo que a banda já não era lá muita coisa e que este Lust Stained Despair é ruim, dando notas abaixo de 5,00. Sinceramente achei isso um exagero. Realmente, esta banda, que era um projeto do vocalista do Sentenced, Ville Laihiala, estreou com um bom disco de Gothic Metal, Escapexstacy. Depois que o Sentenced sentenciou o seu fim (essa eu não ia deixar passar batido...), Ville adotou o Poison Black como sua banda de fato, e assumiu os vocais de vez (em Escapexstacy ele apenas tocava guitarra) e fez deste Lust Stained Despair o início de sua vida pós-Sentenced. Este CD fica longe do talento e do brilho de sua ex-banda e fica no mesmo patamar do debut. Nada demais realmente, e nenhuma faixa que vai ficar na sua cabeça depois de deixar de ouvir o CD (no caso do Sentenced, os discos inteiros grudavam em seus ouvidos), mas ainda assim, temos bons momentos, como Hollow Be My Name, Rush, Nail, Raivotar e Never Enough. Gothic Metallers de plantão, mais um bom nome para sua lista e mais um disco ao menos razoável. ADL – 7,0

DELAIN
Lucidity
Hellion – nac.
Mais uma banda holandesa de Gothic Metal com vocais femininos tipicamente européia. Mas o Delain se mostra mais um projeto do que uma nova banda, pois a mesma tem diversos convidados especiais. Senão, vejamos: Martjin Westerholt (ex-tecladista do Within Tempation) e Charlotte Wessels são a parte fixa da banda. Fora eles, nada menos do que músicos do calibre de Liv Kristine (Leave’s Eyes, ex-Theatre Of tragedy), Marco Hietala (Nightwish, ex-Sinergy e ex-tarot), Sharon den Adel (Within Tempation), etc. Ou seja, é covardia! Mesmo assim, ouvindo o CD e esquecendo o porte dos guests, a música de Lucidity não faz jus a tantas participações. Ok, tudo é muito bem feito, mas com o material que recebemos, fica impossível dar maiores detalhes sobre isso, se é projeto ou banda e quando cada um toca (sem o encarte, como saberei que músicos tocaram?). A música é Gothic Metal mesmo, bem feito, bem produzido, mas apesar da boa idéia e até bom investimento, ficou a desejar. Completa a formação Ronald Landa e Ray van Lente (guitarras), Rob van der Loo no (baixo) e Sander Zoer (bateria). Resumo da ópera, o som do Delain está algo perdido entre Within Tempation e The Gathering. São doze faixas sendo See Me In Shadow, Daylight Lucidity e The Gathering, alguns dos destaques. Confira você mesmo.
PR – 7,0

THERION
Gothic Kabbalah
Nuclear Blast – nac.
O Therion sempre inova e sempre se supera a cada disco. Os seus fãs e a imprensa já esperam isso. Mesmo que seus discos novos não sejam os melhores de suas carreiras, ainda assim, todos reconhecem o seu poderio e o seu talento. Em Gothic Kabbalah eles tentam novamente e vem com um disco totalmente diferente de tudo o que a banda fez? E o que tem demais este Gothic Kabbalah? Nada! Justamente isso! A banda fez um CD simples e cru ao extremo, muito pouco para um Therion e se vê que isso foi proposital (ou a gravadora investiu menos dessa vez, pouco provável). Quando uma banda como o Therion lança um disco, todos esperam um show de sonoridade épica, sinfônica, orquestrada e melódica. Quando o Therion lança um disco com o nome de Gothic Kabbalah, ou seja, com a palavra gótica e o misticismo da Cabala, todos pensariam que seria um disco que bateria Vovin, por exemplo. Ledo engano. Posso estar sendo chato, mas tenho o dever de alertá-lo, caro leitor. Gothic Kabbalah é duplo e não tem nenhuma faixa que se destaque, que seja um novo clássico ou um novo hino para se executar ao vivo. Sua música é um Heavy Metal puro e simples. Bom, mas só isso, pouco em se tratando de Therion. Mats Leven fez mais uma vez um grande trabalho nos vocais e as guitarras dão um show. Se fosse outra banda lançando esse disco, levaria nota 9, mas sendo o Therion, fica difícil. Destaques para as faixas The Perrennial Sophia, Son Of The Staves Of Time, Close Up The Streams, que encerra o CD1 e no CD2, The Path To Arcady, Chain Of Minerva e Adulruna Rediviva encerrando tudo. Ouça e tire você mesmo as suas próprias conclusões. ADL – 8,0
THE GATHERING
Home
Dynamo – nac.
A banda começou com vocais masculinos fazendo Doom. Depois, com o advento de Anneke Van Giesbergen nas vozes, a banda caiu no Gothic Metal, indo devagar para o Gothic Rock, depois para o Heavy puro e simples, indo para o Progressive Rock e até chegando ao Ambient e Ethereal. Com Home, banda faz o caminho inverso de trás pra frente, voltando a fica mais Rock e mais pesada, ainda que longe de outrora. Fãs de todas estas fases podem gostar de faixas como In Between, Waking Hours, A Noise Severe, Your Troubles Are Over e The Quiet One. Esperamos que nos próximos, a banda continue a lógica da pirâmide e venha mais rápido, mais pesado, mais Rock, mais Metal e mais Gótico e mais Dark. ADL – 7,0

VIRGIN BLACK
Elegant And Dying
Silent Music – nac.
Elegant And Dying é um disco que mistura o Gothic Metal, com algumas pitadas de Dark, Doom e Heavy, com arranjos orquestrais e harmonias vocais tipo canto gregoriano, mesclados com gutural. Apesar das letras cristãs não baterem com a música, você vai curtir, pois eles passam em forma de dramaticidade e contando histórias, e você se envolve. Liricamente e musicalmente, a maior influência é sem dúvida, o Trouble. É uma música tristemente bela, fria, bucólica e melancólica, flertando até com o lado Progressivo que muitas bandas Goth tem feito ultimamente. Além das letras cristãs, eles vêm dos EUA, país sem nenhuma tradição nestes estilos mais sorumbáticos. Eles já têm três discos e tem feito distribuição para vários países ao lado de bandas de gabarito do estilo. Claro, se você é radical, passe longe, mas se é mais aberto, pode vir a gostar deste disco! PR – 8,0

EISBRECHER
Antikorper
Rock Brigade/Laser Company – nac.
Já é tradição na Alemanha, surgiram cenas e bandas eletrônicas de lá. Seja no Industrial Rock, ou Metal Industrial (Rammstein é o mais gigante exemplo), seja na EBM, Darkwave e afins. Este Antikorper é o segundo full lenght desta banda formada em 2002 na Alemanha, que debutou em 2004 com um disco homônimo. A sua música tem muito de Metal e de Dark, pois é pesada e sombria. A voz é tenebrosa, as guitarras são pesadas e fabris (Industriais) e a cozinha é eletrônica e a programação geral rola solta. Feito par dançar também, além de se apreciar, Antikorper é composto de 13 faixas em mais de 50 minutos de duração. A banda já devasta a terra dos Godos faz tempo, agora só falta a América do Sul, mas a invasão já começou! O CD ainda tem uma faixa multi-media com o clipe de Vergissmeinnicth. A banda é: Alexx (V), Noel Pix (G/programação), Felix (G), Miguel (B),  Renee (D) e Maximator (D/programação). Destaques para Leider, Ohne Dich, Kein Mitleid e Vergissmeinnicth. ADL – 8,0

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