|
|---|
![]() |
UNSUN Faixas |
|---|---|
![]() |
LACUNA COIL |
![]() |
PARADISE LOST Faixas: |
![]() |
EPICA
Design Your Universe Nuclear Blast – nac. Apesar do status de banda grande no Brasil e em alguns lugares e de ser uma das principais forças do Gothic Metal, o Epica acaba de lançar o seu apenas quarto disco de estúdio. Sim, pois a banda foi formada quando Mark Jansen deixou a banda que fundou ao lado de sua irmã, Floor Jansen, o “veterano” e finado After Forever. Quando o Epica surgiu, já existiam e já faziam sucesso Nightwish, Tristania, After Forever, Theatre Of Tragedy, Within Temptation entre tantas outras bandas. O Epica seria da segunda geração do Gothic Metal (se é que podemos dizer assim), mas hoje corre no primeiro pelotão, não só pela sua qualidade, mas também contando com a “ajuda” das bandas concorrentes, que ou se separaram ou trocaram de vocalistas, entre demais brigas. Este estilo Gothic Metal é um estilo nórdico por excelência, já que todas as principais bandas são do norte da Europa (Nightwish da Finlândia, Theatre Of Tragedy, Tristania e Sirenia da Noruega, After Forever, Epica e Within Temptation da Holanda). Ainda, o estilo é tão peculiar que (falando de formações com vocalistas femininas), as bandas que trocaram de cantoras, estas vem de países estrangeiros. A atual do Nightwish é sueca, atual do Tristania é italiana, atual do Sirenia é espanhola (que já teve vocalistas norueguesa, francesa e sueca) e Simone Simons do Epica é francesa. O fato da banda não ter mudado (ainda) de vocalista, e de ter lançado discos regularmente a cada dois anos (The Phantom Agony em 2003, Consign To Oblivion em 2005, The Divine Consipiracy em 2007 e agora Design Your Universe de 2009), ajudou e muito a solidificar sua carreira, além do fato da banda ter ido para a Nuclear Blast, claro. Após lançar The Divine Consipiracy, Simone sofreu uma “conspiração divina”em 2008, vítima de uma bactéria hospitalar (MRSA), mas já se recuperou e a banda lança mais um disco divisor de águas de sua carreira. Design Your Universe trás o mesmo Epica de sempre: que é fã, vai ficar mais fã. Quem não é, vai continuar não sendo. Ame ou odeie, ame-o ou deixe-o. A banda pode não causar mais furor quando do surgimento de Consign To Oblivion ou The Phantom Agony, mas continua evoluindo em seu estilo musical, sendo mais inspirada que suas concorrentes. Design Your Universe trás convidados especiais, como Amanda Somerville (Avantasia) em Unleashed, num belo dueto (lembrando que Amanda substituiu Simone quando esta estava doente) e Tony Kakko (Sonata Arctica) em White Waters. Ao mesmo tempo em que este disco é o mais épico do Epica (fazia tempo que não soltava trocadilhos como este), pelas orquestrações, coros e passagens grandiosas, lembrando muito o Therion nos saudosos tempos, por outro, o vocal de Simone está mais “contido” e menos lírico, enquanto os guturais de Mark continuam e cada vez mais, além de ao meu ver, a produção deixou as guitarras mais “na cara”. Enfim, temos mais um disco complexo, que para se fazer uma resenha completa, seriam necessárias várias linhas e páginas. Mas lhe afianço: se você é fã de Epica, compre sem medo! Se não é fã, procure ouvir algo antes, mas corre o risco de gostar. JCB – 8,0 Faixas: |
![]() |
THEATRE OF TRAGEDY
Forever Is The World AFM/Laser Company – nac. A verdade é a seguinte: quando o filho é feio, ninguém aparece pra ser o pai. A frase é grotesca, mas aqui se aplica. O TOT surgiu fazendo um Death Doom que depois caiu para o Doom Gótico, depois Gothic Metal. Até Aegis. Depois a banda entrou naquela onda de Dance Music, Techno e demais porcarias eletrônicas, que estava na moda no fim dos 90 e começo dos 2000 na Europa. E assim como o Covenant, que se converteu para Techno e mudou para The Kovenant, o TOT seguiu o mesmo caminho, culminando em dois discos horrendos e com a saída de Liv Kristine Espenæs (agora Liv Kristine Espenæs Krull, pois casou-se com Alexander Krull do Atrocity). Nisso, o TOT recrutou outra vocalista e voltou a fazer Gothic Metal. Liv, montou sua banda, o Leave’s Eyes e faz... Gothic Metal. Peraí! Estavam juntos fazendo Goth, depois viraram Dance. Aí separaram, e separados, volta a fazer Goth? De que foi a idéia de fazer eletrônico? Estranho, mas melhor assim, pois agora temos duas boas bandas fazendo estilo que a gente gosta. E como disse, o pessoal resolveu fazer os melhores discos da carreira. O último do Leave’s Eyes, Njord, é maravilhoso, e Forever Is The World remete ao Aegis facilmente! O melhor disco desde então e para mim, já é o segundo melhor disco da banda, som perde para Velvet Darkness They Fear e empata com Aegis. Segundo disco da cantora Nell Sigland no grupo, sucedendo o bom Storm. Abrindo o CD, Hide And Seek, uma música bem Theatre Of Tragedy da fase Aegis, bem como a que se segue, A Nine Days Wonder. Ambas Góticas, com levadas de Progressivo, suaves, quase celestiais, com pesado, mas com uma certa cadência viajante. Tem momentos de A Nine Days Wonder que acho que vai entrar a Liv cantando. Revolution segue a mesma linha, mas com riffs e teclados um pouco mais épicos, mas a cadência continua. Transition tem o começo cantado parecido com a faixa anterior e é mais calma ainda, com uma parada só a capela, e no refrão, fica um pouco mais pesado, lembrando muito alguma faixa do antecessor Storm. Já Hollow segue aquela linha de som normal na Escandinávia com treclados e guitarras meio Prog como o Amorphis tem feito desde Tuonela. Os vocais masculinos aparecem de forma desnatada em Astray apenas. Até nisso fizeram a fórmula do Aegis. Perceba que os títulos são em maioria formados de uma palavra apenas. O destaque desta faixa são as batidas hipnóticas. Ficou diferente e legal. Frozen resgata nas guitarras e na melodia o lado Doom da banda, talvez o maior momento do disco! E Illusions? Bem Goth Metal, daqueles momentos mais serenos que o próprio TOT já fez, atmosférico, celestial, mostrando que Nell Sigland foi a melhor coisa possível para o lugar de Liv. Esta faixa tem uma melodia propicia para quando você passar dessa vida para a outra. Só ouvindo para entender. Lá no final, vem o peso, apoteótico e bombástico. Duas músicas em uma só!Deadland é a mais “alegrinha”, rápida e pesada, também característica da banda. Forever Is The World, a música, encerra de forma melancólica e algo mórbida o disco, que mostra de vez a redenção do TOT. com dois bons discos seguidos, a banda recuperou a moral perdida nos tempos em que eles se perderam dos discos eletrônicos. JCB – 9,0 Faixas: |
![]() |
NIGHTWISH
Made In Hong Kong Dynamo – nac. O Nightwish causou alvoroço com a dispensa de Tarja Turunen e mais ainda com a contratação de Anette Olzon. A banda gastou milhões com a gravação de Dark Passion Play, fez uma turnê gigantesca a agora, lança este disco duplo, o CD1 ao vivo tem oito faixas live e 3 de estúdio. As ao vivo, apenas faixas da era de Anette, ou seja, apenas de Dark Passion Play. Talvez uma forma de desapegar do passado, de sair do fantasma de Tarja e mostrar que daqui pra frente, a banda vai focar cada vez mais no material novo, mas claro nunca esquecer o antigo, até porque, foi a banda que tocou e Tuomas que compôs, seria desperdício deixar tudo de lado. Isso tudo é para firmar cada vez mais esta fase da banda e para que estas faixas sejam tão clássicas e tão pedidas ao vivo quanto as antigas com Tarja. Bem pensado. As faixas ao vivo foram gravadas em Hong Kong, Suíça, Alemanha, Áustria e Grã Bretanha. Hong Kong levou o nome do disco, mas pouco foi gravado lá (embora o subtítulo avise “e em vários outros lugares”). Seria uma tentativa de conquistar o mercado asiático, além do japonês? Também uma boa tacada de marketing. A capa, apesar de trazer uma carismática coruja, poderia ter sido algo mais especial. As faixas de estúdio soam mais como bônus mesmo (sua descrição está no track list abaixo). A gravação soa mais suja, talvez propositalmente, pois a banda ao vivo é pesada e tem muito punch. No DVD, temos os três videoclipes já lançados pela banda para este disco: Amaranth, Bye Bye Beautiful e The Islander. O documentário do DVD bônus mostra cenas da turnê do disco, inclusive quando Anette Olzon abandona o palco em Belo Horizonte, por não conseguir cantar, pelo excesso de fumaça. A banda poderia ter lançado um disco ao vivo com show completo e em DVD também, mas não duvido que o faça depois. Estes aqui vêm para não deixar a banda sir da mídia e ter sempre algo para alimentar seus fãs. Recomendo. JCB – 9,0 Disco 1 |
![]() |
WAVE KLASSIX
Volume 3 Wave Records – nac. Esta coletânea gótica é em DVD case, mas é CD de áudio. Muita gente está confundindo, achando ser um DVD com vários clipes. WAVE KLASSIX VOL.3 é a nova coletânea da série lançada pela Wave Records. Após o sucesso dos Volumes 1 e 2, esta teve o mesmo padrão do primeiro volume, com caixa especial em formato dvd box. Temos aqui bandas conhecidas e outras nem tanto, então vamos à elas. Destaques para John Foxx (do Ultravox, que tem uma carreira solo sólida) com He´s A Liquid (New Version), numa das melhores faixas deste compilado. Kirlian Câmera, banda italiana dos anos 80 e que ainda está no topo da cena, com uma sonoridade mais tradicional, com Heldenplatz (Walhalla). Também dos anos 80, o Trisomie 21 com Breaking Down, outro destaque. Bom momento para o canadense Psyche em Mysery (Extended Edit) resenhado pela gente http://www.rockunderground-mag.com/gothic1.htm. A vocalista Gayna, de Liverpool, comparece com suas duas bandas Shiny Two Shiny, Though The Glass e A Formal Sigh, que abre o CD com Looking At Walls. Os italianos do Krisma são a grande surpresa, pois iniciaram nos anos 70 fazendo Rock Progressivo, depois viraram o oposto, Punk Rock (a oposição do Progressivo), evoluíram para o Pós Punk e na década de 80 abraçaram a New Wave e aqui, comparecem com a faixa Samora Club. Vale a pena conhecer, pois eu não os conhecia e acredito muita gente que está lendo aqui também! Ainda o alemão Lars Falk, as suíças do The Vyllies (Dark Místico), o duo cult Soma Holiday e os tupiniquins do Kodiak Bachine, que datam do final dos 70’s com Eletricidade, pioneiro nos Port Punk e eletrônico no Brasil! Por essas e outras, se torna obrigatória a aquisição de todos os volumes desta coleção! ADL – 10 Faixas: |
![]() |
OPERA MULTI STEEL
Parachèvement de L’Esquisse – An Ultimate Anthology - MCMLXXXIV - MMII Wave Records – nac. Parachèvement de L'Esquisse (e todo esse nome comprido) é a nova compilação da banda francesa Opera Multi Steel. Ai é covardia! São 30 músicas em um CD duplo, selecionadas pelos próprios membros, mostrando que a coletânea é o que os músicos queriam mesmo, ao contrário de 99% das coletâneas, que são todas montadas pela gravadora. O estilo deles é oficialmente chamado de Minimal Synth Wave e vai dos anos 80 até 2002, quando a banda deixou de gravar discos e tocar ao vivo. Sim, pois todos os outros membros, além de terem suas vidas pessoais e outros empregos, também tem outros projetos. Eles se dão por satisfeitos com o que fizeram até então e em vez de manchar o nome do grupo com discos medianos, preferiram lançar esta coletânea e relançar toda a sua discografia, que a Wave Records poderia lançar no Brasil também! Aqui, você poderá descobrir músicas de seu primeiro vinil de 4 faixas, o cult, raro e fora de catálogo Jardin Botanique, além de músicas dos álbuns Cathedrale, A Contresens, Les Douleurs De l'Ennui, Stella Obscura, Histoires De France, Eternelle Tourmente e Une Idylle En Péril. Ou seja, tem o melhor de tudo da banda! O encarte deste CD foi desenhado com gráficos de todos os períodos da banda. Se você não tem nada da banda ainda, comece por aqui! Cara, isso aqui é um deleite! Compre agora mesmo! ADL – 10 CD 1 CD 2 |
![]() |
NAHTAIVEL
Killer Speaks Wave Records – nac. Fernando Nahtaivel já é um nome conhecido no cenário Underground da região sul do Brasil. Ele teve participação como tecladista em discos de diversas bandas de Black, Death e Doom Metal como Insane Devotion e Doomsday Ceremony. Apesar do background metálico, sua carreira solo cai no Dark-Electro, Industrial e EBM. Ou seja, nada a ver com as bandas em que ele participa em estúdio e ao vivo. Aqui, temos músicas frias, reflexivas, bem européias, com um quê brasileiro, de nossa Europa, nosso Sul. Decadência, caos, tormentas e tudo o mais você sentirá ao ouvir Killer Speaks, terceiro registro, mas o primeiro que tem a oportunidade de chegar a CD – os anteriores são discos virtuais. Sim, só saíram na net, uma pena, infelizmente. Nada é igual a você pegar nas suas mãos um disco, CD ou LP e manusear e ouvir o disco, isso é um ritual, do que ter que ligar um computador para ter que ouvir. Sua música é difícil de digerir, um estilo bem radical. Compre, ouça e escute com calma e várias vezes, para perceber quantas camas têm sua música. Na Europa, o chamam de Brazilian Hellectro. ADL – 8,0 Faixas: |
![]() |
SCARLET LEAVES
Outlining States Of Mind Wave Records – nac. A banda paulistana lança seu álbum de estréia depois de muito tempo. O disco demorou a sair, mas saiu, ou melhor, caiu como as folhas caem no outono. Contando com 9 faixas diversificadas, com muito do Ethereal, nas atmosferas e vocais. Vai agradar os fãs de Gothic Metal, apesar de não ser Gothic Metal, claro. Aqui temos Darkwave, elementos eletrônicos e muitos beats. Moderno e de raiz. As letras abrangem a Natureza, todos seus elementos, afinal, o nome do grupo diz tudo, folhas escarlates. Um disco difícil de se rotular, realmente, todos que resenharam o disco apanharam e eu também. Para desespero de nós jornalistas, e alívio para os fãs. Por isso, compre o seu e decida se você gosta ou não e que estilo se enquadra. Darkwave, Ethereal, Gothic Rock, Neo Classical, não importa, é bom. ADL – 7,0 Faixas: |
![]() |
PAIN Cynic Paradise Nuclear Blast – nac. Peter Tägtgren, além de líder, vocalista e guitarrista do Hypocrisy, tem um extenso currículo como produtor. Grande parte dos melhores discos de Death e Black Metal gravados no final dos anos 90 e começo dos anos 00 foram gravados por ele em seu Abyss estúdio. Além disso, Peter tem diversos projetos paralelos e o Pain é o principal. É uma one-man-band, com uma sonoridade bem diferente do Hypocrisy e de tudo que Peter produziu. Pois o Hypocrisy é aquele Death Metal tradicional que se tornou mais melódico e melancólico ao longo dos anos, com aquele som tipicamente sueco, “gotemburgeano”, e o som do Pain é puro Metal Industrial, com um estilo peculiar, pois não lembra nenhum medalhão do estilo. O lado bom: por mais que seus fãs torçam o nariz, podem ficar tranqüilos, pois JAMAIS o Hypocrisy cometeria a Hipocrisia de mudar sua música, por isso, Peter montou o Pain. E mesmo os mais radicais, podem vir a gostar do Pain, pois tem muito de Metal em sua música. Cynic Paradise já é o sexto disco da banda, e tivemos o privilégio de resenhar o segundo disco deles, Rebirth, quando ainda este projeto causava polêmica. Recordar é viver: leia um trecho dessa resenha e tire duas próprias conclusões, de 2001 pra cá, tanto a mudança da cena, a carreira de Peter e a visão deste que vos escreve: “Muitos fãs de Death Metal pegaram ranço deste projeto/banda. Vamos por partes, como diria o Dismember: esta banda foi formada por Peter Tägtgren, do Hypocrisy bem na época em que ele falava em acabar com a banda. E este projeto era voltado mais para a tecnologia e para o Death Industrial, causando ojeriza nos mais radicais. Passado o susto, o Hypocrisy não acabou e Peter continuou com sua incrível produção de trabalhos extremos. O Pain certamente auxiliou Peter a tirar o máximo tecnologicamente das bandas, sempre mantendo a veia análoga. Aqui a banda vai na linha do Samael novo, um Techno Metal. Gostas? JCB – 8,5”. Em Cynic Paradise, é a evolução disso. I’m Going In é a faixa que abre o disco com vocal agressivo, rasgado. A vocalista do Nightwish, Anette Olzon, participa do álbum cantando em duas músicas: Follow Me (que tem um bom videoclipe e é a melhor das duas, bem bombástica e pegajosa) e Feed Us, mais agressiva e sem ser Gothic Metal nem lírica, lugar comum de participações femininas como convidadas. Mas os elementos eletrônicos, são o principal diferencial em relação ao Metal extremo da banda e produções de Peter, mas aqui ele ousa outros estilos ainda dentro do Rock, como Alternativo, Psicodélico, algo vintage e passagens oitentistas e até setentistas. Reach Out lembra de leve White Zombie. Bem, está dado o recado, agora é com você leitor! A edição especial do álbum traz um CD bônus com cinco faixas: a excelente versão para Behind The Wheel, do Depeche Mode. Aliás, o Depeche é uma banda tão marcante e especial, que todos que fazem covers dele se são bem. Também há um cover de Here Is The News, do Electric Light Orchestra. Isso mostra como Pop dos anos 80 foi maravilhoso: até quem toca Metal extremo admira e gosta. JCB – 8,5 (manteve a média) Faixas: 1. I m Going In 2. Monkey Business 3. Follow Me 4. Have a Drink in Me 5. Don t Care 6. Reach Out (And Regret) 7. Generation X 8. No One Knows 9. Live Fast - Die Young (It s a Cynic Paradise) 10. Not Your Kind 11. Feed Us |