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EPICA
Design Your Universe Nuclear Blast – nac. Apesar do status de banda grande no Brasil e em alguns lugares e de ser uma das principais forças do Gothic Metal, o Epica acaba de lançar o seu apenas quarto disco de estúdio. Sim, pois a banda foi formada quando Mark Jansen deixou a banda que fundou ao lado de sua irmã, Floor Jansen, o “veterano” e finado After Forever. Quando o Epica surgiu, já existiam e já faziam sucesso Nightwish, Tristania, After Forever, Theatre Of Tragedy, Within Temptation entre tantas outras bandas. O Epica seria da segunda geração do Gothic Metal (se é que podemos dizer assim), mas hoje corre no primeiro pelotão, não só pela sua qualidade, mas também contando com a “ajuda” das bandas concorrentes, que ou se separaram ou trocaram de vocalistas, entre demais brigas. Este estilo Gothic Metal é um estilo nórdico por excelência, já que todas as principais bandas são do norte da Europa (Nightwish da Finlândia, Theatre Of Tragedy, Tristania e Sirenia da Noruega, After Forever, Epica e Within Temptation da Holanda). Ainda, o estilo é tão peculiar que (falando de formações com vocalistas femininas), as bandas que trocaram de cantoras, estas vem de países estrangeiros. A atual do Nightwish é sueca, atual do Tristania é italiana, atual do Sirenia é espanhola (que já teve vocalistas norueguesa, francesa e sueca) e Simone Simons do Epica é francesa. O fato da banda não ter mudado (ainda) de vocalista, e de ter lançado discos regularmente a cada dois anos (The Phantom Agony em 2003, Consign To Oblivion em 2005, The Divine Consipiracy em 2007 e agora Design Your Universe de 2009), ajudou e muito a solidificar sua carreira, além do fato da banda ter ido para a Nuclear Blast, claro. Após lançar The Divine Consipiracy, Simone sofreu uma “conspiração divina”em 2008, vítima de uma bactéria hospitalar (MRSA), mas já se recuperou e a banda lança mais um disco divisor de águas de sua carreira. Design Your Universe trás o mesmo Epica de sempre: que é fã, vai ficar mais fã. Quem não é, vai continuar não sendo. Ame ou odeie, ame-o ou deixe-o. A banda pode não causar mais furor quando do surgimento de Consign To Oblivion ou The Phantom Agony, mas continua evoluindo em seu estilo musical, sendo mais inspirada que suas concorrentes. Design Your Universe trás convidados especiais, como Amanda Somerville (Avantasia) em Unleashed, num belo dueto (lembrando que Amanda substituiu Simone quando esta estava doente) e Tony Kakko (Sonata Arctica) em White Waters. Ao mesmo tempo em que este disco é o mais épico do Epica (fazia tempo que não soltava trocadilhos como este), pelas orquestrações, coros e passagens grandiosas, lembrando muito o Therion nos saudosos tempos, por outro, o vocal de Simone está mais “contido” e menos lírico, enquanto os guturais de Mark continuam e cada vez mais, além de ao meu ver, a produção deixou as guitarras mais “na cara”. Enfim, temos mais um disco complexo, que para se fazer uma resenha completa, seriam necessárias várias linhas e páginas. Mas lhe afianço: se você é fã de Epica, compre sem medo! Se não é fã, procure ouvir algo antes, mas corre o risco de gostar. JCB – 8,0 Faixas: |
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THEATRE OF TRAGEDY
Forever Is The World AFM/Laser Company – nac. A verdade é a seguinte: quando o filho é feio, ninguém aparece pra ser o pai. A frase é grotesca, mas aqui se aplica. O TOT surgiu fazendo um Death Doom que depois caiu para o Doom Gótico, depois Gothic Metal. Até Aegis. Depois a banda entrou naquela onda de Dance Music, Techno e demais porcarias eletrônicas, que estava na moda no fim dos 90 e começo dos 2000 na Europa. E assim como o Covenant, que se converteu para Techno e mudou para The Kovenant, o TOT seguiu o mesmo caminho, culminando em dois discos horrendos e com a saída de Liv Kristine Espenæs (agora Liv Kristine Espenæs Krull, pois casou-se com Alexander Krull do Atrocity). Nisso, o TOT recrutou outra vocalista e voltou a fazer Gothic Metal. Liv, montou sua banda, o Leave’s Eyes e faz... Gothic Metal. Peraí! Estavam juntos fazendo Goth, depois viraram Dance. Aí separaram, e separados, volta a fazer Goth? De que foi a idéia de fazer eletrônico? Estranho, mas melhor assim, pois agora temos duas boas bandas fazendo estilo que a gente gosta. E como disse, o pessoal resolveu fazer os melhores discos da carreira. O último do Leave’s Eyes, Njord, é maravilhoso, e Forever Is The World remete ao Aegis facilmente! O melhor disco desde então e para mim, já é o segundo melhor disco da banda, som perde para Velvet Darkness They Fear e empata com Aegis. Segundo disco da cantora Nell Sigland no grupo, sucedendo o bom Storm. Abrindo o CD, Hide And Seek, uma música bem Theatre Of Tragedy da fase Aegis, bem como a que se segue, A Nine Days Wonder. Ambas Góticas, com levadas de Progressivo, suaves, quase celestiais, com pesado, mas com uma certa cadência viajante. Tem momentos de A Nine Days Wonder que acho que vai entrar a Liv cantando. Revolution segue a mesma linha, mas com riffs e teclados um pouco mais épicos, mas a cadência continua. Transition tem o começo cantado parecido com a faixa anterior e é mais calma ainda, com uma parada só a capela, e no refrão, fica um pouco mais pesado, lembrando muito alguma faixa do antecessor Storm. Já Hollow segue aquela linha de som normal na Escandinávia com treclados e guitarras meio Prog como o Amorphis tem feito desde Tuonela. Os vocais masculinos aparecem de forma desnatada em Astray apenas. Até nisso fizeram a fórmula do Aegis. Perceba que os títulos são em maioria formados de uma palavra apenas. O destaque desta faixa são as batidas hipnóticas. Ficou diferente e legal. Frozen resgata nas guitarras e na melodia o lado Doom da banda, talvez o maior momento do disco! E Illusions? Bem Goth Metal, daqueles momentos mais serenos que o próprio TOT já fez, atmosférico, celestial, mostrando que Nell Sigland foi a melhor coisa possível para o lugar de Liv. Esta faixa tem uma melodia propicia para quando você passar dessa vida para a outra. Só ouvindo para entender. Lá no final, vem o peso, apoteótico e bombástico. Duas músicas em uma só!Deadland é a mais “alegrinha”, rápida e pesada, também característica da banda. Forever Is The World, a música, encerra de forma melancólica e algo mórbida o disco, que mostra de vez a redenção do TOT. com dois bons discos seguidos, a banda recuperou a moral perdida nos tempos em que eles se perderam dos discos eletrônicos. JCB – 9,0 Faixas: |
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NIGHTWISH
Made In Hong Kong Dynamo – nac. O Nightwish causou alvoroço com a dispensa de Tarja Turunen e mais ainda com a contratação de Anette Olzon. A banda gastou milhões com a gravação de Dark Passion Play, fez uma turnê gigantesca a agora, lança este disco duplo, o CD1 ao vivo tem oito faixas live e 3 de estúdio. As ao vivo, apenas faixas da era de Anette, ou seja, apenas de Dark Passion Play. Talvez uma forma de desapegar do passado, de sair do fantasma de Tarja e mostrar que daqui pra frente, a banda vai focar cada vez mais no material novo, mas claro nunca esquecer o antigo, até porque, foi a banda que tocou e Tuomas que compôs, seria desperdício deixar tudo de lado. Isso tudo é para firmar cada vez mais esta fase da banda e para que estas faixas sejam tão clássicas e tão pedidas ao vivo quanto as antigas com Tarja. Bem pensado. As faixas ao vivo foram gravadas em Hong Kong, Suíça, Alemanha, Áustria e Grã Bretanha. Hong Kong levou o nome do disco, mas pouco foi gravado lá (embora o subtítulo avise “e em vários outros lugares”). Seria uma tentativa de conquistar o mercado asiático, além do japonês? Também uma boa tacada de marketing. A capa, apesar de trazer uma carismática coruja, poderia ter sido algo mais especial. As faixas de estúdio soam mais como bônus mesmo (sua descrição está no track list abaixo). A gravação soa mais suja, talvez propositalmente, pois a banda ao vivo é pesada e tem muito punch. No DVD, temos os três videoclipes já lançados pela banda para este disco: Amaranth, Bye Bye Beautiful e The Islander. O documentário do DVD bônus mostra cenas da turnê do disco, inclusive quando Anette Olzon abandona o palco em Belo Horizonte, por não conseguir cantar, pelo excesso de fumaça. A banda poderia ter lançado um disco ao vivo com show completo e em DVD também, mas não duvido que o faça depois. Estes aqui vêm para não deixar a banda sir da mídia e ter sempre algo para alimentar seus fãs. Recomendo. JCB – 9,0 Disco 1 |
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WAVE KLASSIX
Volume 3 Wave Records – nac. Esta coletânea gótica é em DVD case, mas é CD de áudio. Muita gente está confundindo, achando ser um DVD com vários clipes. WAVE KLASSIX VOL.3 é a nova coletânea da série lançada pela Wave Records. Após o sucesso dos Volumes 1 e 2, esta teve o mesmo padrão do primeiro volume, com caixa especial em formato dvd box. Temos aqui bandas conhecidas e outras nem tanto, então vamos à elas. Destaques para John Foxx (do Ultravox, que tem uma carreira solo sólida) com He´s A Liquid (New Version), numa das melhores faixas deste compilado. Kirlian Câmera, banda italiana dos anos 80 e que ainda está no topo da cena, com uma sonoridade mais tradicional, com Heldenplatz (Walhalla). Também dos anos 80, o Trisomie 21 com Breaking Down, outro destaque. Bom momento para o canadense Psyche em Mysery (Extended Edit) resenhado pela gente http://www.rockunderground-mag.com/gothic1.htm. A vocalista Gayna, de Liverpool, comparece com suas duas bandas Shiny Two Shiny, Though The Glass e A Formal Sigh, que abre o CD com Looking At Walls. Os italianos do Krisma são a grande surpresa, pois iniciaram nos anos 70 fazendo Rock Progressivo, depois viraram o oposto, Punk Rock (a oposição do Progressivo), evoluíram para o Pós Punk e na década de 80 abraçaram a New Wave e aqui, comparecem com a faixa Samora Club. Vale a pena conhecer, pois eu não os conhecia e acredito muita gente que está lendo aqui também! Ainda o alemão Lars Falk, as suíças do The Vyllies (Dark Místico), o duo cult Soma Holiday e os tupiniquins do Kodiak Bachine, que datam do final dos 70’s com Eletricidade, pioneiro nos Port Punk e eletrônico no Brasil! Por essas e outras, se torna obrigatória a aquisição de todos os volumes desta coleção! ADL – 10 Faixas: |
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OPERA MULTI STEEL
Parachèvement de L’Esquisse – An Ultimate Anthology - MCMLXXXIV - MMII Wave Records – nac. Parachèvement de L'Esquisse (e todo esse nome comprido) é a nova compilação da banda francesa Opera Multi Steel. Ai é covardia! São 30 músicas em um CD duplo, selecionadas pelos próprios membros, mostrando que a coletânea é o que os músicos queriam mesmo, ao contrário de 99% das coletâneas, que são todas montadas pela gravadora. O estilo deles é oficialmente chamado de Minimal Synth Wave e vai dos anos 80 até 2002, quando a banda deixou de gravar discos e tocar ao vivo. Sim, pois todos os outros membros, além de terem suas vidas pessoais e outros empregos, também tem outros projetos. Eles se dão por satisfeitos com o que fizeram até então e em vez de manchar o nome do grupo com discos medianos, preferiram lançar esta coletânea e relançar toda a sua discografia, que a Wave Records poderia lançar no Brasil também! Aqui, você poderá descobrir músicas de seu primeiro vinil de 4 faixas, o cult, raro e fora de catálogo Jardin Botanique, além de músicas dos álbuns Cathedrale, A Contresens, Les Douleurs De l'Ennui, Stella Obscura, Histoires De France, Eternelle Tourmente e Une Idylle En Péril. Ou seja, tem o melhor de tudo da banda! O encarte deste CD foi desenhado com gráficos de todos os períodos da banda. Se você não tem nada da banda ainda, comece por aqui! Cara, isso aqui é um deleite! Compre agora mesmo! ADL – 10 CD 1 CD 2 |
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NAHTAIVEL
Killer Speaks Wave Records – nac. Fernando Nahtaivel já é um nome conhecido no cenário Underground da região sul do Brasil. Ele teve participação como tecladista em discos de diversas bandas de Black, Death e Doom Metal como Insane Devotion e Doomsday Ceremony. Apesar do background metálico, sua carreira solo cai no Dark-Electro, Industrial e EBM. Ou seja, nada a ver com as bandas em que ele participa em estúdio e ao vivo. Aqui, temos músicas frias, reflexivas, bem européias, com um quê brasileiro, de nossa Europa, nosso Sul. Decadência, caos, tormentas e tudo o mais você sentirá ao ouvir Killer Speaks, terceiro registro, mas o primeiro que tem a oportunidade de chegar a CD – os anteriores são discos virtuais. Sim, só saíram na net, uma pena, infelizmente. Nada é igual a você pegar nas suas mãos um disco, CD ou LP e manusear e ouvir o disco, isso é um ritual, do que ter que ligar um computador para ter que ouvir. Sua música é difícil de digerir, um estilo bem radical. Compre, ouça e escute com calma e várias vezes, para perceber quantas camas têm sua música. Na Europa, o chamam de Brazilian Hellectro. ADL – 8,0 Faixas: |
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SCARLET LEAVES
Outlining States Of Mind Wave Records – nac. A banda paulistana lança seu álbum de estréia depois de muito tempo. O disco demorou a sair, mas saiu, ou melhor, caiu como as folhas caem no outono. Contando com 9 faixas diversificadas, com muito do Ethereal, nas atmosferas e vocais. Vai agradar os fãs de Gothic Metal, apesar de não ser Gothic Metal, claro. Aqui temos Darkwave, elementos eletrônicos e muitos beats. Moderno e de raiz. As letras abrangem a Natureza, todos seus elementos, afinal, o nome do grupo diz tudo, folhas escarlates. Um disco difícil de se rotular, realmente, todos que resenharam o disco apanharam e eu também. Para desespero de nós jornalistas, e alívio para os fãs. Por isso, compre o seu e decida se você gosta ou não e que estilo se enquadra. Darkwave, Ethereal, Gothic Rock, Neo Classical, não importa, é bom. ADL – 7,0 Faixas: |
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PAIN Cynic Paradise Nuclear Blast – nac. Peter Tägtgren, além de líder, vocalista e guitarrista do Hypocrisy, tem um extenso currículo como produtor. Grande parte dos melhores discos de Death e Black Metal gravados no final dos anos 90 e começo dos anos 00 foram gravados por ele em seu Abyss estúdio. Além disso, Peter tem diversos projetos paralelos e o Pain é o principal. É uma one-man-band, com uma sonoridade bem diferente do Hypocrisy e de tudo que Peter produziu. Pois o Hypocrisy é aquele Death Metal tradicional que se tornou mais melódico e melancólico ao longo dos anos, com aquele som tipicamente sueco, “gotemburgeano”, e o som do Pain é puro Metal Industrial, com um estilo peculiar, pois não lembra nenhum medalhão do estilo. O lado bom: por mais que seus fãs torçam o nariz, podem ficar tranqüilos, pois JAMAIS o Hypocrisy cometeria a Hipocrisia de mudar sua música, por isso, Peter montou o Pain. E mesmo os mais radicais, podem vir a gostar do Pain, pois tem muito de Metal em sua música. Cynic Paradise já é o sexto disco da banda, e tivemos o privilégio de resenhar o segundo disco deles, Rebirth, quando ainda este projeto causava polêmica. Recordar é viver: leia um trecho dessa resenha e tire duas próprias conclusões, de 2001 pra cá, tanto a mudança da cena, a carreira de Peter e a visão deste que vos escreve: “Muitos fãs de Death Metal pegaram ranço deste projeto/banda. Vamos por partes, como diria o Dismember: esta banda foi formada por Peter Tägtgren, do Hypocrisy bem na época em que ele falava em acabar com a banda. E este projeto era voltado mais para a tecnologia e para o Death Industrial, causando ojeriza nos mais radicais. Passado o susto, o Hypocrisy não acabou e Peter continuou com sua incrível produção de trabalhos extremos. O Pain certamente auxiliou Peter a tirar o máximo tecnologicamente das bandas, sempre mantendo a veia análoga. Aqui a banda vai na linha do Samael novo, um Techno Metal. Gostas? JCB – 8,5”. Em Cynic Paradise, é a evolução disso. I’m Going In é a faixa que abre o disco com vocal agressivo, rasgado. A vocalista do Nightwish, Anette Olzon, participa do álbum cantando em duas músicas: Follow Me (que tem um bom videoclipe e é a melhor das duas, bem bombástica e pegajosa) e Feed Us, mais agressiva e sem ser Gothic Metal nem lírica, lugar comum de participações femininas como convidadas. Mas os elementos eletrônicos, são o principal diferencial em relação ao Metal extremo da banda e produções de Peter, mas aqui ele ousa outros estilos ainda dentro do Rock, como Alternativo, Psicodélico, algo vintage e passagens oitentistas e até setentistas. Reach Out lembra de leve White Zombie. Bem, está dado o recado, agora é com você leitor! A edição especial do álbum traz um CD bônus com cinco faixas: a excelente versão para Behind The Wheel, do Depeche Mode. Aliás, o Depeche é uma banda tão marcante e especial, que todos que fazem covers dele se são bem. Também há um cover de Here Is The News, do Electric Light Orchestra. Isso mostra como Pop dos anos 80 foi maravilhoso: até quem toca Metal extremo admira e gosta. JCB – 8,5 (manteve a média) Faixas: 1. I m Going In 2. Monkey Business 3. Follow Me 4. Have a Drink in Me 5. Don t Care 6. Reach Out (And Regret) 7. Generation X 8. No One Knows 9. Live Fast - Die Young (It s a Cynic Paradise) 10. Not Your Kind 11. Feed Us |
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THE CURE
4:13 Dream Arsenal – nac. 4:13 Dream é o 13º da carreira da banda e mais uma vez, temos um disco de alto nível. Embora diversificado, passando por todas as fases da carreira do grupo, ele lembra muito High. Os críticos da mídia especializada já estão descendo o pau no disco, mas se vires estas críticas, as ignore. Esse pessoal é paga pau de bandas fracas, que depois passam vexame em festivais e na TV fazendo playback, como Bloc Party. Underneath The Stars abre bem mórbida ao estilo antigo da banda, enquanto The Only One, é mais Pop, mais fácil e “alegrinha”, lembrando algo de High. Em The Reasons Why é daqueles mais dançantes, das mais acessíveis também, com um vocal bem “cantarolado” de Robert Smith. Freakshow tem um swing, poucas vezes visto e ouvido na música do Cure, com refrão bem Pop. Sirensong é uma das que menos se destaca. Já The Real Snow White lembra o Cure mais clássico e mais Gótico, embora não haja neste disco músicas ‘barra pesada”, daqueles Góticos bem deprê, que também era uma das características do grupo. Talvez a um pouco mais assim seja,The Hungry Ghost, ainda que irresistivelmente Pop (sim, pois o lado mais “Pop” do The Cure é uma delícia!). Switch é mais “Progressiva”, enquanto The Perfect Boy é “legalzinha”. Já This. Here And Now. With You é mais cemiterial, mais moribunda, para saudar seus fãs desta era. E Sleep When I’m Dead é o oposto, feita para se dançar. É esse contraponto o lado forte deste álbum, pois além de passar pro quase todas as fases do Cure, é bem diversificado e alternado o estilo de suas composições no track list. The Scream é outra mais mórbida e It’s Over encerra num quase Punk Rock, bem Post Punk do começo de sua carreira. 4:13 Dream é um disco a orgulhar a sua carreira, sem dúvida! ADL – 9,0 Faixas: |
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CREMATORY
Pray Free Mind – nac. Bem, o Crematory passou por muitas mudanças ao longo dos anos, chegando a pausar suas atividade e retorno em seguida. Eles começaram fazendo um saudável e respeitoso Doom DEath que com o passar do tempo, foi ficando cada vez mais Gótico, mais Gótico e mais Gótico. Aí, entraram naquela onda européia do final dos anos 90 do qual muitas bandas quiseram virar Industrial, como Samael e Covenant fizeram. Não deu certo. Eles se revoltaram, acharam que não estavam tendo o devido retorno e ainda não conseguiam se sustentar apenas da banda, então encerraram as atividades. Mas numa atitude das mais felizes, retornaram suas atividades, mas deixando claro que a banda não era mais o principal, já que todos voltaram aos seus empregos correntes, ou tiveram novos ou ainda, mantiveram nos quais já estavam. E nessa fase em que a banda se tornou “hobby” se deram bem, já que não tinham mais a pressão do mercado, da gravadora e da cena toda de se tornarem comerciais. Agora, poderiam tocar “apenas” aquilo que quisessem. Até o logo antigo, re-estilizado, retornou! Aqui em Pray, eles voltam com a sonoridade do final dos anos 90, aquela mais Gótica, com algo Doom, se no entanto, trazer nada de Industrial (ainda bem!). When Darkness Fall abre bem Doom, lenta, cadenciada, melodia bem melancólica, já Left The Ground relembra aqueles momentos agradáveis bem Góticos, bem tipicamente alemães. Alternando vozes limpas graves com urros guturais tradicionais, com teclados ao fundo como fossem “ventos” lembrando bandas finlandesas como HIM e The 69 Eyes (nestes teclados em específico, pois o Crematory tem seu estilo próprio). Alone e outra mais lenta, pesada, climática e “das antigas” da banda, mais Doom e até algo Death, enquanto a faixa-título é mais Gothic Metal ao estilo da banda, ate´algo dançante, contagiante, e com os dois vocais, os urrados do gordão Felix Gerhard Stass com os limpos e angustiantes de Matthias Hechler, também guitarrista. Completam o time Harald Heine (baixo), Markus Jüllich (bateria) e Katrin Goger (teclados). O Doom volta com Sleeping Solution, que tem uma letra mais Doom ainda! Parece que eles quiserem dosar os dois estilos dos quais a banda fez sucesso: o Doom Gótico e o Gothic Metal. Just Words são apenas palavras mesmo, com um piano de fundo, são entoadas como um poema. Em Burning Bridge, a coisa beira o Death Metal Melódico, com clima soturno e vocais limpos, alternando com os urros de Felix no refrão e nas partes principais, é a mais “alegrinha”. Em Have You Ever, parece que você está na Inglaterra no começo dos anos 90, no meio de tantas bandas Doom fazendo uma sonoridade mórbida quanto contagiante (e de todas aquelas bandas tradicionais do estilo), com guitarras atmosféricas. Matadora! Talvez, a faixa mais pesada do disco. Já Remember traz aqueles irritantes barulhinhos Industriais, desnecessários. Pra que isso, se tava indo tão bem? Além de efeitos nos vocais. O pessoal das bandas gravadoras tem que entender de uma vez por todas que, esse pessoal de “pista” só “usa” a música para dançar e de forma descartável. Antes, eles dançavam com Crematory e tantas outros. Hoje, eles dançam com qualquer outra coisa da moda. Encerrando, a viajante e “on the Road” Say Goodbye, que começa bem Folk depois descamba para um Death Gothic. Tirando a faixa 9, Remember, uma pequena escorregada, Pray é um disco excelente e tem tudo para ser o mais bem sucedido da sua carreira, depois de Believe. JCB – 9,0 Faixas: |
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LIBRA
Até Que A Morte Não Separe Sony/BMG – nac. Parece que a cena nacional começa a se despir de preconceitos, tirar os véus da ignorância e balancear os estilos no custo beneficio com o público. Sendo mais sintético, faltava uma banda Gótica que tivesse o suporte de uma Major, no caso, a Sony/BMG, que cantasse em português e que pudesse atingir o grande público. Sim, pois o Brasil é um dos maiores países na música Dark no mundo, com relação a público. Desde a parte mais Underground, mais concentrada nas regiões metropolitanas, e que curtem mais bandas covers e baladas Open Bar, desde aquela setor mais Gothic Metal, que aprecia mais bandas internacionais e que botam 2 mil pessoas tranqüilo na casas de médio porte, e desde aquela público mais mainstream, que curtem outras coisas, mas que lotam estádios, como nos show do The Cure realizados no Brasil, ou que fazem shows sold out em casas de grande porte para apresentações de Sisters Of Mercy, The Mission, Echo & The Bunnymen e outros estilos paralelos. O ponto em comum entre os três tipos de público é o pouco valor dado e pouca procura para as bandas nacionais. As mesmas, além de serem poucas, têm pouco suporte até de gravadoras pequenas, quanto mais das maiores. No entanto, agora com o projeto Libra a coisa pode mudar. O fato de cantarem em português, para se fazer sucesso aqui se mostra a escolha mais acertada. Para se cantar Heavy Metal, seria um suicídio comercial, mas para um estilo mais mainstream e que pretende atingir um público mais Pop (visto que a casta mais subterrânea só quer saber de Open bar e dançar EBM), foi a melhor escolha. Até porque, embora Emo e Gótico não tenha nada a ver, a molecada pode se identificar, pois ambos têm letras tristes, desilusão com a vida e falam também amores perdidos e crises existenciais. O visual, a proposta e a atitude são diferentes, mas a estética musical se torna semelhante entre o Libra e este público mais novinho. E antes que alguém ache as letras bregas, basta traduzir letras de 90% das bandas de Gothic Rock, Gothic Metal e Doom Metal e verá que eles falam as mesmas coisas. O Libra lembra muito o Imago Mortis nas partes cantas em português dos veteranos cariocas, que são muito mais densos, pesados e dramáticos do que o Libra, que por si, lembra, carrega e está mais perto do clássico Zero, também carioca, hoje um grupo Cult e também venerado pelos revivalistas dos anos 80. Indicado para fãs de todas as bandas acima citadas, mais Imago Mortis, My Dying Bride, Paradise Lost e Anathema. Tétrico, dramático, sombrio, moribundo, desiludido e frio. Assim como o signo que dá nome à banda. JCB – 9,0 Faixas: |
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SECRET DISCOVERY
Pray Dynamo – nac. Este é o terceiro disco destes alemães, que só agora têm um disco seu lançado no Brasil. Pray é de 2004 e só agora sai no Brasil. A banda já lançou um quarto disco Alternate de 2006 e depois disso, encerraram suas atividades, uma pena. Apesar de cantarem em inglês, o disco trás Sieh Nicht Zurück, cantada em alemão, e Une Derniere Fois, cantada em francês. A banda vem da cidade alemã de Bochum, foi fundada em 89, e nestes quase 20 anos, sempre foram ícones do Goth e Dark na cena alemão e do centro europeu. Agora, eles querem ganhar o mundo. Os vocais seguem aquela linha grave, meio Andrew Eldritch (Sisters Of Mercy), Peter Steele (Type O Negative) e Jyrki 90 (The 69 Eyes) e a música segue essa linha mais tradicional, fúnebre, atmosférica e grave. O responsável por estes vocais sombrios é Kai Hoffman. Musicalmente, eles lembram ainda mais Fields Of The Nephilin, bem como os vocais de McCoy. Para que não conhece, o Fields Of The Nephilin é uma forma mais Underground do Sisters Of Mercy, calcado em guitarras lascivas e lisérgicas. Interessante que a Alemanha é o país com maior público gótico e o que mais tem bandas do estilo, superando os progenitores ingleses, e que suas bandas são mais inspiradas em Fields Of The Nephilin do que Sisters Of Mercy, Bauhaus ou Joy Division. Down abre bem sinistra, bem Goth Rock tradicional, nesta linha, com teclados fazendo climas frios e gélidos. To The Moon é melodiosa e melancólica, com aqueles vocais graves e fortes, mas limpos. E assim se alternam as faixas, com todos os elementos e influências já citadas. Destaque ainda para a faixa I Turn To You, cover da ex-Spice Girl Mel C. Interessante como essa música na versão Dance original é murcha (nem como Dance ela é uma música forte) e na versão Rock ficou muito melhor. Antes do Secret Discovery, os Hard Rockers do Wig Wam também haviam coverizado esta música, também ficando legal, mas claro, numa versão Hard Rock. Aqui, a versão ficou bem Goth. Bem, como o próprio nome da banda entrega, trata-se de uma secreta descoberta, pois era secreta essa banda para nós brasileiros até então e foi descoberta agora. E continuará assim, já que a banda acabou. Portanto, aproveite e curta! ADL – 8,0 Faixas: |
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TIAMAT
Amanethes Nuclear Blast – nac. Disco de estréia do Tiamat pela Nuclear Blast, deixando depois de muito tempo sua relação com a Century Media. No meu entender, a banda terá mais suporte. Assim como em trabalhos anteriores, o grupo mixou as gravações no Woodhouse Studios, na Alemanha, com produção de Siggi Bemm. O CD foi produzido de fato por Johan Edlund, gravado principalmente no The Mansion, na Grécia, e adicionalmente no Studio Vega, na Suécia, e Cue, também na Grécia. O álbum foi mixado e masterizado por Siggi Bemm no Woodhouse Studios, na Alemanha, em janeiro de 2008. Ufa! A banda causou furor nos anos 90 pelo seu Metal quase Doom, que se tornou mais Gótico com o passar do tempo, depois colocando elementos eletrônicos e até Pop, tanto que em certos discos, chegou a soar como um Depeche Mode com guitarras. Os fãs mais Die Hard ainda tem em Wildhoney como o seu disco predileto da banda. Em Judas, a banda acerta com o Gothic Metal e Prey, seu último disco de 2003, seguiu essa linha e também produziu momentos legais. The Temple Of The Crescent Moon abre de forma brutal até lembrando algo de Moonspell, naquela fase meio Goth, meio Black, meio extremo. Já Until The Hellhounds é puro Sisters Of Mercy, ainda a maior influência musical e vocal de Johan Edlund. Já Will They Come e Lucienne são meia-baladas ao estilo que o Crematory gostava de fazer. E como hoje, muito do que chamam de Gótico é Prog sombrio e muito do que chamam de Prog tem algo de Dark, as influências sombrias de Progressivo aparecem em Summertime Is Gone, sendo Raining Dead Angels a resposta mais Metal para ela. Não sabemos qual será o futuro do Tiamat e qual direção sonora Johan Edlund dará para o Tiamat. Creio que por ele nunca ter demorado tanto para ter lançado um disco, ele deve ter ficando compondo nestes cinco anos e passou por diversas fases neste tempo e misturou tudo em Amanethes. Eu tenho as minhas favoritas, espero que você tenha as suas também! JCB – 8,0 Faixas: |
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PORTISHEAD Third Universal – nac. Chegamos a mais um disco desta banda tão festejada dentro do chamado Trip Hop. Depois de mais de 10 anos sem lançamentos, o grupo chega com Third, com 11 faixas totalizando mais de 50 minutos. A banda liderada por Beth Gibbons e que conta ainda com Adrian Utley e Geoff Barrow vêem com tudo, mostrando que, apesar do estilo não estar mais na moda, como quando do surgimento do grupo, o Portishead lidera este tipo de música, que agrada fãs de New Age, Ethereal, Goth, Ambient e até Guitar e Alternativo. Claro, Third não vai mais chocar e balançar a cena como quando do surgimento do grupo, mas ainda empolga e as suas músicas emplacam. Em 94 lançaram Dummy, um disco que hoje já é clássico. A musicalidade soturna do trip-hop colocou a cidade de Bristol no mapa da música mundial, um local chuvoso, sombrio e climático. Aliás, cidades como Londres, Manchester, Liverpool, Seatle, Gotemburgo, Birmingham e entre tantas outras que têm este tipo de clima, são as que criam a melhores ondas musicas e as melhores bandas. Em 97 lançaram o segundo CD, Portishead, e em 99 encerraram as atividades com Roseland NYC. Apesar do longo hiato, a banda continua atual e presente na cabeça de todos e no coração de seus fãs. Eles nunca chegaram a anunciar o seu fim, sempre dizendo que lançariam um próximo disco. Este impasse gerou insegurança no grupo e fãs, temendo algo como o que ocorreu com o segundo disco do Stone Roses, que, quando saiu, com mais de cinco anos de atraso, perdeu a onda para o Oasis. E mais ainda, as comparações com o eterno e já clássico Chinese Democracy do Guns’n Roses, que está sendo composto há quase 15 anos e ainda não saiu. A capa é simples e á o único pecado do disco. Como poucos, conseguem ser ao mesmo tempo eletrônicos e orgânicos. Sua música é cada vez mais sombria, e a faixa Silence abre com uma narrativa em português (pasmem), como uma entoação de ritual. Sim, ao ouvir o disco, não ache que é erro, é a música mesmo. Olha que privilégio! Hunter lembra o som da banda nos anos 90. Nylon Smile tem uma batida tribal, hipnótica. The Rip é balada com voz violão descambando depois para o Electropop. Plastic tem um loop de bateria interrompido. No mínimo, pitoresco e excêntrico. We Carry On volta com as batidas tribais. Deep Water é só voz (e que voz) e bandolim (!), num clima quase celta e bem pagão. Machine Gun é a mais pesada do disco. Encerrando, as boas Small, Magic Doors e Threads. Third é mais um clássico, como tudo o que o grupo fez até hoje. Que não demore mais uma década para o próximo disco sair! ADL – 9,0 Faixas: 1. Silence 2. Hunter 3. Nylon Smile 4. The Rip 5. Plastic 6. We Carry On 7. Deep Water 8. Machine Gun 9. Small 10. Magic Doors 11. Threads |
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SIOUXSIE Mantaray Universal – nac. Enfim, temos o disco solo da Siouxsie Sioux, que fez história com a banda Siouxsie And The Banshees. Entretanto, em Mantaray, temos um disco um pouco diferente da música em que ela se habituou a fazer e que nós todos curtimos tanto e respeitamos muito. Into A Swan abre em grande estilo, bem anos 80, cadenciada, com uma veia Pop, já que ela sempre foi uma pessoa que privou por fazer e contar canções de forte apelo. About To Happen é mais dançante, uma quase “discoteca”, com bastante de Alternativo e Guitar dos anos 90, em que ela, foi uma das maiores influências. Já Here Comes That Day lembra algo que o Garbage fez em Queer (claro, outra banda influenciada pela Sioux) com um andamento típico para trilha sonora de filmes de Quentin Tarantino que deveria ter um clipe, bem ao estilo mafioso. Loveless é bem parecida com Here Comes That Day, vindo na mesma toada e levada, como se fosse uma continuação. If It Doens’t Kill You é uma balada. Mórbida, mas balada. One Mile Below é mais “estrada”. Em Drone Zone nem mais quase é Rock, mostrando que em metade do disco, ela abusou do experimentalismo. O lado Dark e sombrio volta em Sea Of Tranquility. Depois, o experimentalismo excessivo volta em They Follow You e Heaven And Alchemy que encerra um disco aguardado por muito tempo, muito curto (10 faixas em pouco mais de meia hora de duração) e que, se não é o melhor disco de sua carreira e de longe lembra os clássicos dos anos 70, 80 e comecinho de 90, ao menos, serve par colocar seu nome em evidência novamente! ADL – 8,0 |
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HIM Venus Doom Warner – nac. Tem bandas que têm uma sonoridade ímpar e se tornam influentes, mesmo nós, jornalistas, insistindo em comparar e rotular. Os finlandeses do HIM é um destes casos. Sim, pois a banda já foi chamada de Gothic Metal, Gothic Rock, Love Metal (este título foram eles mesmos que inventaram) e até de Emo Goth ou Pop Dark. Chame-os do que quiser. Eles são um pouco de tudo isso, pois são sombrios e obscuros por essência, então são Goth e Dark. Também são Metal sim, pois são pesados e até arriscaria a dizer um pouco Hard (mas não tanto quanto o Glam do The 69 Eyes, outra Goth band da Finlândia que mistura o Dark, o Metal e o Hard). Até Emo, pois tem algumas passagens bem emocionais, mas longe da chatice e breguice dos NX Zero’s da vida. E Pop, pois conseguem fazer músicas acessíveis e de qualidade. Na Europa, eles são Deuses, nos EUA são desconhecidos, pois lá só pode fazer sucesso que fizer música negra ou fazer letras de sacanagem. E no Brasil, eles são conhecidos ainda só para os iniciados na música obscura. Mas temos que reverter este quadro e Venus Doom chega para isso mesmo, no disco mais arriscado de sua carreira, com várias passagens de (pasmem) Doom Metal (isso mesmo!). A faixa-título mostra algo disso, ainda bem melódica (como todas as outras daqui e da carreira da banda), podendo estar no Love Metal (o disco, que gerou o auto-rótulo do grupo). Love In Cold Blood, é comercial também, bem Goth, mas as guitarras baixas e lentas, dão esse ar de Doom, deixando sua música ainda mais sombria. O lado Doom se faz mais forte ainda em Kiss Of Dawn, lembrando o final dos anos 90 das bandas inglesas do estilo. Por isso também, no começo de Sleepwalking Past Hope temos uma guitarra gordurosa à Cathedral, bem Stoner, ficando mais sublime depois em seu refrão. A faixa tem mais de nove minutos de duração e várias mudanças de andamento, indo dos estilos citados até o mais puro Gothic Rock oitentista. E assim vão se alternando as faixas seguintes, Dead Lovers´ Lane, Song Or Suicide, Bleed Well e Cyanide Sun. Excelente! JCB – 8,5 |