
Funeral Sinistro…
Entrevista: Joseph Wildenberg.
Os suecos do Dark Funeral surgiram em 93, no auge do Black norueguês. Seu fundador, Lord Ahriman (G), não imaginava o sucesso que conseguiria, nem o respaldo dentro de uma cena difícil, onde você tem que estar 100% conectado com a ideologia e a religião. Confira um pouco do que ele tem a dizer, logo depois de sua vinda ao Brasil, neste brevíssimo bate-papo!
RU – Desde o começo, vocês tem gravado regularmente seus discos no Abyss studios, de propriedade de Peter Tägtgren (Hypocrisy). Você acha que lá, vocês encontram a sonoridade certa para seu tipo de som?
Lord Ahriman – Mais ou menos. Sou amigo dele a anos e esse relacionamento ajuda na hora de gravar, você tem bem menos stress. Além disso, seu estúdio é o melhor da Europa e ele, um dos melhores produtores. Por que não gravar lá? E outra, sai mais barato e é mais cômodo, pois não tenho que sair do país para gravar um disco..
RU – O que achou de Diabolis Interium? Muitos consideram como melhor disco da banda
!Lord Ahriman – Eu também achei. Claro, sempre lançarei discos que tenham qualidade, portanto, todos os outros também são bons e dignos do nome Dark Funeral. Ele é uma continuação dos anteriores, só que melhor tocado e melhor produzido, visto que evoluímos como músicos ao longo do tempo.
RU - Diabolis Interium ao mesmo tempo é um dos discos mais bem sucedidos da banda, só que nele houve mudanças no som, ficando mais denso, pesado e lento. Alguns radicais criticaram-no por conta disso. O que você acha disso? Lord Ahriman – Bem, nunca dá para agradar a todos. Temos consciência de que fizemos um grande disco, em que a maioria gostou! Como já disse, nós evoluímos como músicos e não vamos parar essa evolução. Vamos fazer o que nossa alma quiser!RU – Foi a primeira vez que a banda se apresentou no Brasil. O que achou de sua passagem no país?Lord Ahriman – Gostei muito! Antigamente, para nós do Norte da Europa, quando se falava no Brasil, a gente tinha aquela imagem de um país muito longe, era uma imagem distante que nós tínhamos. Quando chegamos, vimos que o Brasil é um país de primeiro mundo, principalmente em termos de Black Metal. Vocês têm uma cena grande e forte por aí e somos gratos por isso. Nós começamos a conhecer e respeitar seu país a partir do Sarcófago e do Sepultura. Depois veio o Krisiun e o Rebaellium. E ao tocar aí, pudemos conhecer mais bandas legais e fizemos alguns amigos. Muito bom!
RU – Apesar de vizinhos da Noruega, seu país, a Suécia e eles, produzem muitas boas bandas de Metal Extremo, mas o som de ambas é bem diferente. Por que razão a escola da Suécia é diferente da norueguesa e vice-versa?
Lord Ahriman – Veja bem, essa é uma visão de uma pessoa que não vive na Escandinávia. Vendo de fora, as pessoas pensam que os países são parecidos, quase iguais, mas não são. Até por motivos históricos, temos algumas diferenças, porém no Metal não existem fronteiras! Mas cada um trás um pouco de sua história, cultura e folclore e isso se reflete nas letras e até na forma de praticar o satanismo e também o Black Metal. Muitos dizem que a Suécia tem algo na água, para surgir tantas boas bandas! (risos) Isso é brincadeira, mas enquanto a Noruega produz muito Black Metal e pouco de outros estilos, a Suécia tem fortes o Black, o Death, o Power e até o Hardcore e o Punk.
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