Atualizado em 15/07/2008

IMMOLATION
Shadows In The Light
Paranoid Records – nac.
O Immolation é um daqueles inúmeros casos famosos no meio do Metal, do Rock e da música em geral, daquelas bandas com muito talento, que são influentes, que tem uma grande legião de fãs, mas que não chegam ao topo de sua cena. No caso da cena Death Metal da Flórida, temos centenas de bandas de lá. As maiores, todos sabem: Cannibal Corpse, Morbid Angel, Deicide, agora o Hate Eternal. E num segundo escalão, o Monstrosity, o Malevolent Creation e o Immolation (que embora seja de Nova Iorque, mas fez parte da cena da Florida, junto com tantas bandas que também não eram nativas de lá). Eles já tocaram no Brasil e o que os atrapalhou aqui foi não ter tido uma seqüência de seus discos lançados por aqui. O último havia sido Here In After, de 96, lançado aqui no Brasil pela Paradoxx Music, na época que eles licenciavam a Metal Blade. De lá pra cá, a banda soltou Failures For Gods (99), Close To A World Below (2000), Unholy Cult (2002) e Harnessing Ruin (2005), todos passaram batidos no Brasil. Agora, a Paranoid Records lança seu último disco de estúdio, Shadows In The Light, fazendo com que a banda possa resgatar fãs perdidos e ganhar outros novos. Quem já os viu ao vivo, como eu, e ouvindo todos os seus discos, ainda mais Shadows In The Light não entende o porquê da banda não ter o mesmo sucesso de um Cannibal Corpse por exemplo. Seria pelo nome da banda não ser grotesco? Seria por eles não darem uma de Glen Benton, falando besteiras e heresias por aí? Ou por não usarem de capas fáceis de causar polemicas como o Cannibal Corpse? Não sabemos, mas temos a certeza de que o quarteto formado por Ross Bolan nos vocais e no baixo, Bob Vigna e Bill Taylor nas guitarras e Steve Shalaty na batera fizeram um dos melhores discos do estilo dos últimos anos. Aqui temos um caldeirão de riffs portentosos, cozinha precisa, vocais marcantes de Bolan (que faz gutural, sem imitar Chris Barnes como 90% dos vocalistas atuais fazem) e produção crua, que nos remete os discos de vinil e aos discos do começo dos anos 90. Não há como não banguear com Passion Kill, World Collapse, Tarnished e The Weight Of Devotion! Se você quer passar longe das Olimpíadas do Death Metal, onde bandas disputam medalhas para saber quem é a mais rápida, brutal, técnica, virtuosa, mais satânica, que tem a capa mais asquerosa e quer apenas ouvir o bom e velho Death Metal Tradicional, Shadows In The Light é o disco. Diga-se de passagem, Death Metal também merece ter bom gosto e o Immolation tem. JCB – 8,5

Formação:
Ross Dolan - Bass/Vocals
Robert Vigna - Guitar
Bill Taylor - Guitar
Steve Shalaty – Drums

Faixas:

1-Hate's Plague
2-Passion Kill
3-World Agony
4-Tarnished
5-The Weight Of Devotion
6-Breathing the Dark
7-Deliverer Of Evil
8-Shadows In The Light
9-Lying With Demons
10-Whispering Death

VITAL REMAINS
Icons Of Evil
Paranoid Records – nac.
Novo álbum da banda, uma das mais brutais da cena norte-americana, de novo com os vocais de Glen Benton (Deicide) e produção de novo a cargo do novo mago do Death dos Estados Unidos, Erik Rutan (Cannibal Corpse, Hate Eternal, centenas de outras). Icons Of Evil segue a mesma linha dos já clássicos Dawn Of The Apocalypse (99) e Dechristianize (2003). Tudo aqui é de ponta, desde a técnica absurda (algumas vezes mais afiada do que no Deicide) e a primorosa produção de Rutan, que apesar de certeira, manteve a crueza que esse tipo de som pede. O tema, é a “Paixão De Cristo” de Mel Gibson (aquele filme em que tem mais sangue e carniceria do que qualquer disco do Fleshgrinder e do Carcass juntos). Só que aqui, eles usam pelo lado satânico, curtindo a mutilação ao Nazareno. A duração das músicas continua extensa, oscilando entre 6 e 9 minutos, tirando a intro Where Is Your God Now e a última faixa Disciples Of Hell, cover de Yngwie Malmsteen. Apesar das vozes de Benton (um dos melhores vocalistas da história do Death Metal), o destaque acaba sendo o multi-instrumentista Dave Suzuki, que executa as guitarras, baixo e bateria. O cara além de talentoso em todos os instrumentos é um grande compositor também. Completa o time, Tony Lazaro nas guitarras. Apesar da evolução em Icons Of Evil, não há tanta diferença com relação aos discos anteriores, principalmente comparando com Dechristianize. Pois Icons Of Evil é uma continuação natural de Dechristianize. No entanto, temos mais um punhado de verdadeiros petardos Brutal Death, com menções especiais para Born To Rape The World, Til’ Death e Reborn The Upheaval Of Nihility. Destaque ainda para a capa, uma das mais belas, profanas, assustadoras, hereges e anti-cristãs já vistas! PR – 7,5

Formação:
Dave Suzuki - Guitar
Tony Lazaro - Guitar
Glen Benton - Vocals

Faixas:
1-Where Is Your God Now (Intro)
2-Icons Of Evil
3-Scorned
4-Born To Rape The World
5-Reborn...The Upheavel Of Nihility
6-Hammer Down The Nails
7-Shrapnel Embedded Flesh
8-Till Death
9-In Infamy
10-Disciples Of Hell

ABORTED
Slaughter & Apparatus
Free Mind – nac.
Vinda direto da Bélgica, a banda detona um Brutal Death Metal, isso desde o seu primeiro lançamento, The Purity Of Perversion, de 1999. Mas o seu som não é só brutalidade, pois revela passagens e influenciadas por Heavy e Thrash Metal. Muitos os rotulam como Technical Death Metal, tamanha técnica utilizada na composição dos seus sons. O Aborted se diferencia das outras bandas de Brutal Death, tamanha são as diversas influências deles. Eles flertam com quase tudo, dando um molho, especial à sua música. Avenious tem um clima muito sombrio, é lenta, e depois dos solos as guitarras dobradas alteram para a velocidade da luz. The Chondrin Enigma tem um quê de Hardcore nova-iorquino (com aquelas levadas arrastadas, algumas passagens pula-pula) no entanto, sem soarem Metalcore. O vocal de Sven alterna os guturais Death e os agressivos rasgados Thrash. The Spaying Séance é um som técnico, trabalhado, quebrado, intrincado. Ainda como destaques, podemos apreciar os solos de Underneath Rorulent Soil, feitos por Henrik Jacobsen (Hatesphere) e os backings do nostálgico Jeff Walker (Carcass) em An Odious Emanation e em A Methodical Overture. O Aborted pode ainda não ser uma banda de ponta dentro do Death Metal (seja no mais melódico, mais ríspido, mais veloz, mais técnico, mais brutal, mais Metalcore), mas está caminhando a passos firmes e com uma crescente legião de fãs conquistados a cada disco, e que agora, o Brasil tem o privilégio de tê-lo em nossas lojas em versão nacional. RC – 8,0

Formação:
Sven-Vocals
Seb-Guitars
Matty-Guitars
Peter-Bass
David Haley-Session Drummer

Faixas:
1 - The Chondrin Enigma
2 - A Methodical Overture
3 - Avenious
4 - The Spaying Séance
5 - And Carnage Basked In Its Ebullience
6 - The Foul Nucleus Of Resurrection
7 - Archetype
8 - Ingenuity In Genocide
9 - Odious Emanation
10 - Prolific Murder Contrivance
11 - Underneath Rorulent Soil

HATE
Morphosis
Paranoid Records – nac.
Certemente, o Hate deve ser a terceira potência do Metal Extremo de seu país, a Polônia, atrás apenas de Vader e Behemoth. Sua música realmente vai na toada destas bandas conterrâneas e patrícias, pois apesar de ser efetivamente Death Metal, apresenta alguns lampejos de Black Metal e muita coisa de Thrash Metal Old School, apesar da brutalidade e da modernidade de sua música (aqui, as vezes com toques de efeitos Industriais). Depois de várias demos, os Hate iniciaram oficialmente a sua carreira com o álbum Daemon Qui Fecit Terram em 96 através da Loud Out Records, que ainda lançou Lord Is Avenger (98). Seguindo, o EP Victims (99) através da hoje gigante Metal Mind. Em 2001 saiu Holy Dead Trinity pela WWIII. Vale lembrar que a WWIII (World War Three) foi o primeiro selo estrangeiro a enviar material para a ROCK UNDERGROUND em 2001 mesmo, e uma das três bandas enviadas foi o Hate (segundo informa nosso editor). Depois pela francesa Listenable Records em 2004 com Awakening Of The Liar. Ali, a banda começava a ganhar o mundo, passando do outro lado da antiga “cortina de ferror”. Ainda em 2005, Anaclasis – A Haunting Gospel Of Malice & Hatred exibiu um novo nível de intensidade na sua música. E em 2007, vem Morphosis (lançado este ano no Brasil). Morphosis sem dúvida é o melhor disco da banda até agora, e pode até começar a ameaçar o reinado dos Vader. A secção rítmica é demolidora, compassada, algumas vezes com passagens cadenciadas no meio da porradaria, destacando o trabalho notável das guitarras, com riffs ácidos, lascivos, nitidamente calcados no Thrash Metal 80’s, com solos rápidos, técnicos e virtuosos. A voz cavernosa de Adam “The First” Sinner, é um dos mais cativantes. Interessante notar que eles não se calcam em outras escolas mais antigas do Death Metal como a americana da Flórida (brutal e técnica) nem na sueca (melancólica e melódica). Eles representam o Death Metal de seu país dignamente. Destaques para Resurrection Machine, Catharsis, Immum Coeli (Everlasting World) e The Evangelistic Pain. Apesar de ter “apenas” oito faixas, ambas são altamente viciantes e causarão dependência em seu CD player. PR – 8,5

Formação:
ATF Sinner - vocals, guitar, bass
Destroyer - guitar
Hexen - drums

Faixas:
01. Metamorphosis
02. Thredony
03. Immum Coeli (Everlasting World)
04. Catharsis
05. Resurrection Machine
06. The Evangelistic Pain
07. Omega
08. Erased

MY DARKEST HATE
Combat Area
Free Mind – nac.
A maioria dos integrantes do My Darkest Hate veio de nomes conhecidos dentro da cena Metal, como Sacred Steel e Primal Fear e aqui, apostam no Death Metal numa mescla da cena norte-americana da Flórida como Six Feet Under, num misto com bandas holandesas tipo Sinister. Combat Area já é o quarto full lenght da banda, o primeiro a sair no Brasil, com uma música densa, pesada e brutal, bem noventista. A rifferama é incessante, o maior destaque do disco, com muitas mudanças de andamento, ora rápidas, ora mais cadenciadas. Ou seja, esqueça aquela competição das bandas novas que buscam ver quem toca mais rápido, técnico e brutal do que o outro. O vocal segue a escola de Chris Barnes (Six Feet Under, ex-Cannibal Corpse). O disco foi produzido por Andy Classen e isso fez a diferença, deixando o som cristalino, mas não limpo afim de tirar a agressividade e a sujeira natural da música do MDH. A bela arte de capa ficou por conta de Ahmet Meran Karanitant. O disco todo é uma paulada atrás da outra, mas dá pra citar aquelas que eu repeti mais vezes: When Smoke Has Settled, Nothing Lasts Forever, The Principle Of War e a carniceira Under One Flag. RC – 8,0

Formação:
Chris Simper: vocal
Klaus Sperling: bateria
Oliver Short: baixo
Jörg M. Knittel: guitarra
Oliver Grosshans: guitarra

Faixas:
1 - Enter Combat
2 - When Smoke Has Settled
3 - Bow Before Me
4 - Nothing Lasts Forever
5 - They Shall Fall
6 - Number Seven
7 - Fall Of Eden
8 - Under My Wing
9 - The Principle Of War
10 - Under One Flag

DAATH
Hinderers
Warner – nac.
Antes de mais nada, vamos para uma explicação. Você pode estranhar, caro leitor, de ver alguns lançamentos de Metal extremo saindo no Brasil pela Warner. O fato é que a mesma, agora, licencia o selo holandês Roadrunner no Brasil! Do caralho né? A lendária Roadrunner, já teve seus discos licenciados primeiramente no Brasil via Eldorado. Lembra? Sepultura, King Diamond, Mercyful Fate entre tantos outros? Depois, tiveram sede própria no Brasil por mais de meia década. Depois saíram, mas deixaram tudo na mão da Sum Records. A mesma fez um grande trabalho, mas por má administração, faliu e deixou muita gente na mão, inclusive nós (se é que você me entende). Depois disso, teve alguma coisa licenciada aqui e acolá, tendo azar de ter selos precários, artesanais e amadores, fazendo com que suas bandas fossem desmerecidas. Agora, a Warner está responsável pela Roadrunner no Brasil e esperamos que seja assim, para sempre! Sim, claro! Pois a Warner terá melhor oportunidade de fazer um trabalho a altura da qualidade da gravadora. Você deve ter visto com o carimbo da Warner bandas grandes como Dream Theater e The Cult, correto? Bandas a altura de estarem numa Warner, correto? Sim, mas elas são da Roadrunner. E agora temos essa preciosidade do Daath, até então desconhecido pelo público brasileiro em geral. Vindo para a banda, o nome “Daath” (pronuncia-se “dóti”) é originário do hebreu, que significa numa tradução livre, “conhecimento da palavra”. Mas, apesar disso, a banda não tem vínculo com nenhuma religião nem seita. Com uma produção de alto nível a cargo de Colin Richardson e Andy Sneap (um dos papas do Metal extremo), o Daath chega a seu segundo CD. Tendo como conceito o misticismo da Cabala, a banda mostra versatilidade e técnica, e se distancia da cena Metal de seu pais, os Estados Unidos. O Daath é muito mais interessante e está muito mais para a Europa do que a terra do Tio Sam. Vocais guturais, instrumentais com influências do Death e Black Metal (também), são mesclados com elementos sinfônicos e eletrônicos, com espaço ainda para o lado épico. Como chamariz, a banda conta com o ex-Chimaira, Kevin Talley. Como a banda ainda é desconhecida por aqui, vale citar a formação e o track list para que você se habitue com esse nome e levanta da cadeira e vá comprar o seu! RC – 8,0

Formação:
Sean Farber - voz
Eyal Levi - guitarra
Mike Kameron - teclados e sintetizadores
Emil Werstler - guitarra
Jeremy Creamer - baixo
Kevin Talley - bateria

Faixas:
01. Subterfuge
02. From The Blind
03. Cosmic Forge
04. Sightless
05. Under A Somber Sign
06. Ovum
07. Festival Mass Soulform
08. Above Lucium
09. Who Will Take The Blame?
10. War Born (Tri-Adverserenade)
11. Dead On The Dance Floor
12. Blessed Through Misery
13. Hinderers

GOREFEST
Rise To Ruin
Nuclear Blast – nac.
Depois de quase se separar em no fim da década de 90, e depois de lançar dois álbuns que não marcaram presença, a banda retornou com tudo em 2005 com o bastardo LA Muerte. Acertando ainda mais a mão, Rise To Ruin vem como o melhor disco de sua carreira e para por de vez o nome da banda no topo da cena Death Metal. Tanto, que a Nuclear Blast teve o cuidado e o apupo de lançar ele no Brasil desta vez. Mereceram! A banda é da Holanda, país com tradição no estilo: que o digam Sinister, Unleashed entre tantos outros. Eles aqui flertam com aquele som Death Thrash Power do meio dos anos 80, chegando as vezes a lembrar Motörhead pelo peso, com um som cheio e pesado. Mas ainda assim, eles têm um estilo mais ligado a cena da Florida do que da Europa mesmo. Em The War On Stupidity, vem o primeiro absurdo do disco: uma verdadeira ignorância em se tratando de agressão aliada à técnica. Aquele balanço entre momentos ora rápidos, ultra-sônicos, e ora cadenciados, são mortais! As letras são políticas e sociais, sem falar de morte, de gore, decapitações, sangue nem de satanismo. Outros destaques nessa linha são The End Of It All, Speak When Spoken Too e A Grim Charade. A formação atual da banda é: Jan Chris de Koeijer: vocal e baixo; Boudewijn Bonebakker: guitarra; Frank Hearthoorn: guitarra e Ed Warby: bateria. Outros destaques ainda: A Question Of Terror, Babylon' s Whores e Murder Brigade. Bem já citei o disco todo né? Então, dá pra se perceber que é porradaria do começo ao fim! Guts! RC – 9,0

Faixas
:
01. Revolt
02. Rise To Ruin
03. The War On Stupidity
04. A Question Of Terror
05. Babylon' s Whores
06. Speak When Spoken To
07. A Grim Charade
08. Murder Brigade
09. The End Of It All

NILE
Ithyphallic
Nuclear Blast – nac.
Leitores, estamos diante de um monstro, de um gigante. Um gigante do Death Metal e Brutal. Gigante das bandas da geração mais recente, ao lado de outros monstros sagrados como Krisiun, Vader e Hate Eternal. A banda sempre teve uma musicalidade faraônica, devido até sua proposta, que é exaltar o Egito em seus temas e na sua música. E Ithyphallic, se não é o melhor disco da banda, ao menos é um dos melhores discos do estilo Death Metal de todos os tempos! Sem dúvida, uma banda única! Só a introdução, What Can Be Safely Written, arrepia, parecendo que vai sair uma múmia de trás de você e o matar! A banda já tem 14 anos de carreira e mesmo depois de vários discos, consegue agora sua melhor produção. Parabéns à Nuclear Blast, que está salvando muitas bandas, contratando grupos de outras gravadoras menores e que licenciavam seus discos por selos pífio, ridículos e mesquinhos aqui no Brasil (achando que isso é ser Underground – que visão pequena). Se o conjunto é ótimo, individualmente estamos diante de uma das maiores formações atuais. Ao vivo, os caras são uns cavalos (melhor, camelos!). Em estúdio, ultrapassam o senso humano de tanta rapidez, peso e agressividade, com uma técnica absurda (onde os caras vão parar assim?). E olha que, até pela característica musical escolhida (egípcia), as músicas nem sempre soa velozes, pois abusam da cadência e de passagens épicas. O baterista George Kollias é um polvo, e sem abusas dos “blast-beats”, se coloca no mesmo nível do nosso Max Kolesne. Karl Sanders é um urso (ou múmia, ou Deus egípcio) e um bom guitarrista, com Dallas Toler Wade segurando as pontas em um dos baixos mais poderosos dos últimos tempos (você consegue ouvir o baixo no disco todo). Assim como o Krisiun, difícil imaginar que a banda é um trio também, tamanha grandeza de sua música. Sem destaques, amigo, pois estamos diante de um disco perfeito! Ouça ele inteiro sem ficar pulando ou repetindo faixas e ouça no seu aparelho de som, nada de MP3! Para penetrar no mundo obscuro e faraônico e amaldiçoado do Nile! RC – 10

AMORPHIS
Silent Waters  
Nuclear Blast – nac.

Sempre achei o Amorphis uma das bandas mais deliciosas, refrescantes, inovadoras e interessantes destes últimos anos. Eles começaram com Death Metal quase Brutal, passaram pelo Doom mais Gótico, Gothic Metal até, Gothic Rock quase chegou a ser, com mais sucesso do que o Paradise Lost (em termos de qualidade de composição, não necessariamente o mesmo sucesso de público, embora tenha sido maior de crítica). Estes finlandeses conseguiram levar o seu atual Gothic Metal com jeito de Death e ainda Dark para uma sonoridade que todos nunca imaginariam existir. Claro, não são 100% originais, mas conseguiram transformar a sua música. Depois de abrir com as boas Weaving The Incantation e A Servant, neste estilo mais melancólico e recente da banda, a faixa-título, rememora os tempos antigos do grupo, com vocais guturais e melodia Folk nas guitarras. Towards And Against vem no estilo Melódico e também Progressive, como a banda também, é chamada. I Of Crimson Blood mostra o futuro da banda, aliando o Folk Death Metal com o Goth Progressive atual. Melodias cativantes são ouvidas ao longo do disco, no estilo Amorphis de ser, bateria discreta, baixo galopante e vocais sombrios e melancólicos, como quase tudo que é produzido da Finlândia, sejam eles clean ou scream. Black River é épica, quase Doom outra faceta da banda, para o encerramento numa verdadeira viagem astral que encerra mais este grande capítulo, mostrando que música melancólica pode e deve ser feita para te por para cima, e não é sinônimo de música chata. Jamais! JCB – 9,0

THERION
Beyond Sanctorum
Nuclear Blast – nac.
Mais um relançamento do Therion. Aqui, temos um disco da era pré-Nuclear Blast. Beyond Sanctorum saiu em 92 e ainda trazia a banda fazendo um bom Death Metal, melancólico, bem estilo sueco, quase Gotemburgo, mas já trazia, ainda que toscamente, uma sonoridade mais melódica, algo sinfônico, mesmo que feito com guitarra, baixo e bateria. Digo isso na melodias das composições. A faixa Symphony Of The Dead é mais puxada para Doom, e tinha até alguns vocais femininos (coisa inovadora na época), fazendo a banda ser taxada de traidora do movimento, e no meio do radicalismo nórdico, tentaram colocar fogo na casa do Chris. Dá pra acreditar? Apesar de ser o Inner Circle norueguês e trabalhar especificamente no Black Metal, a Suécia tinha um movimento radical dentro do Death Metal, onde, além do Therion, surgiram naquele momento Hypocrisy, Dismember, Dark Tranquility, At The Gates, e etc. Agora, a Nuclear Blast relança este achado, que vai assustar a quem conhece a fase sinfônica da banda (erroneamente chamada de Gótica, apesar de lançarem um disco chamado Gothic Kaballa – é o avesso do avesso). Pois a coisa aqui é brutal, e Chris canta guturalmente. O disco que era mal-gravado originalmente recebeu uma remasterização pela gravadora. O ponto macabro fica para o selo ter relançado este disco sem a capa original, fazendo uma outra arte, toda em preto, uma estrela de nove pontas. A versão nova ganha cinco faixas bônus, sendo elas Tyrants Of The Damned mais as versões demos de Cthulhu, Future Consciousness, Symphony Of The Dead e a faixa-título. Para colecionar e banguear! RC – 9,0

CHILDREN OF BODOM
Are You Dead Yet?
Universal – nac.
A banda finlandesa, uma das pioneiras no chamado Death Metal Melódico, atingiu novas fronteiras. Ao ter seus discos distribuídos mundialmente pela Universal, atinge uma gama maior de fãs e público consumidor. O estilo e banda foram criticados pelos mais radicais, que preferem o Death Metal Brutal ou o Old School (tipo Flórida, Alemanha e Gotemburgo, as três maiores fontes – fora o Brasil, principalmente Minas Gerais e interior de São Paulo, num nível mais Underground). No entanto, ao colocar altas doses de melodia no Metal Extremo, o COB ao lado do In Flames popularizaram mais o seu nome e o estilo e abriu uma enorme porteira para centenas de outras boas bandas dentro desta vertente. Assim como, atraiu fãs de Heavy Metal (que não curte o Death Metal “normal”) e até fãs de Thrash e outros mais Góticos e Dark, por causa de suas bases sombrias. Claro, Are You Dead Yet? está longe do quanto legal eram seus três primeiros discos, até o fabuloso Follow The Reaper. Mesmo assim, a banda está mais próxima de suas raízes do que o In Flames, que hoje, está mais para Metalcore e Crossover do que Death mesmo (até foram acusados de New Metal, mas não chegaram a tanto). A produção de Are You Dead Yet? é cristalina e limpa, mas quer dar um ar de sujeira, querendo soar analógica e valvulada. Living Dead Beat abre em clima de suspense, enquanto a faixa-título vem na veia Tradicional do COB. Já If You Want Peace... é um misto das duas fases, riffs e estrofes da fase mais modernosa e solos e refrão com o melhor do Melodic Death Metal. Next In Line (façam fila para morrer) faz o que chamam hoje de Progressive Death, junto elementos antagônicos numa linha tênue (se é que existe) entre estes dois estilos. Épica, longa e virtuosa (isso a banda não abre mão, de ser cada vez mais técnica). Bastards Of Bodom (sempre tem uma faixa falando do lago Bodom, que batizou a banda) é psicótica e calafriante, rápida e insana, enquanto We’re Not Gonna Fall fecha com chave de Bodom o CD. Are You Dead Yet? não é o melhor disco do COB, mas é bem superior ao antecessor Hate Crew Deathroll. JCB – 8,0

DEMENCIA
Tales From The Other Side
Dynamo – nac.
Como falamos anteriormente, o Brasil há uma resistência besta para com as bandas argentinas, o que acontece inversamente por lá: o povo platino recebe nossa música (até outros estilos fora do Metal e do Rock) com braços abertos, sendo nossas bandas tão grandes lá como aqui. Tales From The Other Side é um grande disco de Death Metal Melódico, mais para a praia do Children Of Bodom do que In Flames. Ou seja, mais melódico, quase Thrash e com muitas passagens Heavy Tradicional do que as modernices atuais que o In Flames anda fazendo. O instrumental, nas guitarras mais especificamente, é puro Metal Melódico quase, ainda que com influências de anos 80 do Metal norte-americano e inglês. A cozinha, apesar de reta e pesadíssima, vem com bumbos na velocidade da luz. As melodias vêem mais no estilo da escola finlandesa. O vocal gutural é legal e interessante e as músicas são legais. Apesar de não trazer tanta coisa de novo e as músicas serem bem parecidas entre si, mesmo assim, estamos diante de um bom disco e uma promissora e boa banda! RC – 8,0

TERRORIZER
Darker Days Ahead
Hellion – nac.
Este era a última banda de Jesse Pintado, ex-Napalm Death, morto em 21 de agosto de 2006, aos 37 anos devido a problemas no fígado em um hospital na Holanda, onde vivia. A banda deu um tapa nos ouvidos (um popular pé na orelha) do mundo quando surgiu com World Downfall de 89, levando o Grindcore a níveis nunca antes ouvidos. Por muito tempo, o Terrorizer era a segunda maior banda do estilo, atrás apenas do imbatível Napalm Death (que honra para Jesse!). Darker Days Ahead é de 2006 e chega só agora no Brasil. Essa última participação de Pintado faz com que prestemos mais atenção no disco e veremos que intuitivamente, parecia que ele queria deixar esse legado, um disco para já entrar na história do estilo. Mais pesado e rápido que o Napalm, que ainda prioriza as passagens mais cadenciadas em muitos momentos, e com guitarras com afinações mais baixas, deixam Darker Days Ahead mais atual do que nunca (visto que o ouvido de todos parece estar aceitando cada vez mais os tons baixos e graves do que os agudos e altos – seria uma doença universal em meio a tanto barulho que o mundo vive cada vez mais com o aquecimento global e a crescente superpopulação e aparelhos de som cada vez mais potentes?). A formação que gravou Darker Days Ahead, além de Pintado, foi Tony Norman, desta vez no baixo (também Morbid Angel, emprestando passagens mais Death do que Grind á sua música) e Anthony Rezhawk, conhecido por Tony Milita, nos vocais (também Resistant Culture), e claro Pete Sandoval destruindo o seu kit de bateria. Resumindo, é isso aí, barulho a toda, Noise, coisas de Death, Punk, HC, Crust, mas sempre Grind. As faixas que mais se destacam e resumem o disco são Fallout, flertando a parte rápida e a parte mais cadenciada da banda, e Doomed Forever, com riffs minimalistas na música inteira, com dissonância no final. Quer mais talento para fazer barulho do que esse? RC – 9,0

DEBAUCHERY
Black In Blood
Rock Brigade/Laser Company/AFM – nac.
A impressão de cara já não é boa. Para que uma capa tão apelativa desse jeito? A capa é a original, censurada em muitos países, substituída por uma toda em vermelho com o logotipo da banda em preto, bem mais próxima do estilo que a banda faz, um poderoso e brutal Death Metal com quase Black. Normalmente, quando alguém apela com alguma imagem, é porque falta qualidade ao produto. As bandas e artistas que apelam para o sexismo são as que têm a música pior numa proporção inversa à quantidade das imagens explícitas. Que esse Black Music novo e o Funk o digam, dignos das maiores putarias e o pior do pior da música já feita até hoje na história da humanidade. Só que os alemães do Debauchery, é uma banda boa, apesar da imagem da banda em si (fora a capa) ter uma conotocidade Industrial. Black In Blood é o quarto disco da banda, que debutou em 2003. Lords Of Battle abre bem cadenciada, com Baptise This World In Blood sendo ultra-brutal, cheia de Blast Beats, pedal duplo na bateria, guitarras flamejantes e vocais ultra-guturais. A interessante mistura do Death com Rock’n Roll (Death’n Roll?), já comum na Alemanha, seguindo a escola do Mucupurulent, é bem vinda na faixa-título e até em Butcher Of Bitches, quase clone de AC/DC. E o que chama a atenção são os sete covers como faixas bônus, muitas delas inusitadas: Can't Dance (Genesis cover), Weisses Fleisch (Rammstein cover), Days A Week (The Beatles cover), Heavy Duty (Judas Priest cover), Kings Of Metal (Manowar cover), You Got Me Rocking (Rolling Stones cover) e War Is Coming/Chill Out Version (Six Feet Under). Em suma: a banda tem qualidade suficientemente para ser firmar sozinha sem atrair masturbadores nem compradores da Playboy. RC – 7,0



GRAVE
As Rapture Comes
Free Mind – nac.
A banda que ainda não é tão conhecida no Brasil, apesar de já ter quase 20 anos de história e diversos discos relevantes dentro do Death Metal, o Grave lança seu novo álbum As Rapture Comes. O grupo é sueco, mas foge totalmente ao estilo local, principalmente da cena de Gotemburgo (com aquele Death mais sendo, Melódico, melancólico e frio): aquele eles vem com um Death mais Old School, mais tradicional, mais perto da Flórida do que da fria península escandinava, com toques mais brutais, sem, no entanto, descambar para o Brutal Death moderno, que é técnico e a velocidade da luz, como Krisiun entre tantos. Está nas alternâncias de passagens entre e durantes as músicas e nas cadências o charme deste disco! O quarteto formado por Ola Lindgren (Vocal/Guitarra), Jonas Torndal (Guitarra), Fredrik Isaksson (Baixo) e Pelle Ekegren (Bateria) fez um bom trabalho nas rápidas dez faixas de As Rapture Comes, que tem como destaque, além da faixa-título (que ao contrário de todos os discos, encerra o álbum, em vez de abri-lo), Burn, Through Eternity, Living The Dead Behind e Epic Obliteration, além do cover de Them Bones do, pasmem, Alice In Chains! Isso mesmo! Se a música original já era excelente, uma das melhores da banda e daquela safra toda, a cover ficou insana! Open your mind, pessoal! Em tempo: a produção ficou a cargo do próprio grupo, e a mixagem com Peter Tägtgren (Hypocrisy e maior produtor atual do Death/Black) e a arte gráfica foi feita por Jacek Wisnieswki (Vader, Krisiun). Imperdível! RC – 8,5

DEICIDE
The Stench Of Redemption    

Evil Horde – nac.           
Depois de anos na Roadrunner, gravadora que alastou o nome Deicide pelo mundo afora, a banda foi para a Earache que, apesar de menor, é a banda principal e terá mais atenção por parte do selo. Este disco mostra a formação atual que tocou no Brasil ano passado: Glen Benton (V/B), claro, e com a saída dos irmãos Hoffman, entraram Ralph Santola (ex-Death e Iced Earth, entre outras bandas) e Jack Owen (ex-Cannibal Corpse). Apesar dos irmão estarem hiper-entrosados, os caras que entraram agora dão conta do recado muito bem e dispensam apresentações: seus curriculum vitae’s falam por si só. Com certeza, The Stench Of Redemption é o melhor álbum da banda desde Once Upon The Cross. Glenn Benton estava devendo um disco como esse, pois seus anteriores, últimos pelo seu antigo selo, deixavam a desejar. Este álbum tem mudanças significativas em relação a Scars Of The Crucifix, com colaboração de Ralph Santola nos riffs, que são mortais! Santola injetou melodia e solos criativos ao longo de The Stench Of Redemption. A banda ficou um pouco mais melódica, até lembrando os primórdios do Carcass (antes do Heatwork) em faixas como Death To Jesus e Crucified For Innocence. A bateria ainda trás os blast beats de Steve Asheim, e algumas faixas mostram ainda um Deicide tradicional, como Homage For Satan, por exemplo. Enfim, uma grande volta por cima e a banda tem tudo para retomar seu lugar na cena Death Metal mundial. Na verdade, nunca foram destronados, mas estiveram ausentes por um tempo. JCB – 9,0

VADER
The Art Of War
Hellion – nac.
O Vader é um dos orgulhos da Polônia, ao lado do piloto de F-1 Robert Kubica (que quase desencarnou semanas atrás em um acidente espetacular no GP da Canadá semanas atrás) e de Karol Voitila, o finado Papa João Paulo II... Claro, ícones totalmente distintos, mas responsáveis por espalhar no mundo que a Polônia existe. Voltando ao Vader, ele fazem Death Metal que mescla o Old School com um que melancólico e sóbrio da Suécia, com alguma brutalidade moderna e uma frieza que ainda só as bandas do Leste Europeu consegue colocar em sua música. A banda foi criada em 86, e já tem 18 registros lançados, entre álbuns e EPs. The Art Of War, foi gravado em 2005 e só agora aqui via Hellion Records. Trata-se de um EP com apenas seis faixas, fazendo a análise ficar mais comprometida, pois precisariam mais música (quem sabe um full lenght) para uma melhor e maior resenha. Isso que tem uma instrumental, que abre o CD, Para Bellum, com sinos e uma orquestração tétrica. A seguir This Is The War, depois Led Us lembra Slayer. Banners on the Wind é apenas introdução para What Colour Is Your Blood?, encerrando com a brutal Death in Silence. Enfim, seis faixas, sendo duas intro e apenas quatro full’s é pouco. Que venha o próximo cheio de estúdio! RC – 7,0

HACRIDE
Amoeba
Listenable – imp.
A Listenable é uma gravadora francesa e em sua maioria, lança bandas da terra da antiga Gália. Como é o caso do Hacride. Formados em 2001, eles flertam vertiginosamente com várias tendências do Metal extremo, como Thrash, Death e o Black e tem vários toques de Hardcore também. Isto foi a tônica de sua carreira até então, com Amoeba indo para o lado mais Metalcore, ou seja, Death e Thrash com HC. São dez faixas de um Metal intenso e inovador, cruel, obscuro e clarividente, atmosferas vultíferas, e ainda selo e banda se auto-intitulam como Progressive Death. Ok, eles abusam da técnica e viagens, mas não chega a tanto. Também é muito bem tocado para o Metalcore. E agora? Vamos deixar de rótulos e você leitor, deixa de ser preguiçoso. É Death Metal e pronto, só que com o estilo, personalidade caracteres da própria banda, ora pois! Amoeba é um trabalho purulento, cheio e barulhento. Sem destaques individuais, banda para pogar e banguear! PR – 7,5

MORS PRINCIPIUM EST
Liberation-Termination
Listenable – imp.
Mais uma banda de Melodic Psychotic Death Metal. Sim, pois muitas bandas do estilo Death Melódico estão nessa linha insana, louca, pesada, agressiva e intensa. Muitas influências de Thrash também se perfazem presentes. Alguns samples assustam os mais puristas, mas não chegam a comprometer o resultado final de Liberation-Termination. Ousado e cativante, com uma sonoridade moderna, pesada e limpa, chega a lembrar bandas como Samael e The Kovenant. Influências de bandas da velha guarda da Suécia como Entombed (antigo), Hypocrisy entre outras também podem ser sentidas. Riffs furiosos e bases pesadas e consistentes é a constante neste CD. Ah, e a banda é uma das poucas a não serem francesas no selo Listenable, pois eles vêm da Finlândia. Mas esqueça comparações com o Children Of Bodom, nada a ver. A formação do Mors Principium Est é: Ville Viljanen (Vocal), Tomy Laisto e Karrikuisma (Guitarras), Teemu Hinola (Baixo) e Mikko Sipola (Bateria). Trabalho homogêneo e coeso, sem destaques, então vai o track list para você se ambientar: Orsus, The Oppressed Will Rise, The Animal Within, Finality, Cleansing Rain, Forgotten, Sinners Defeat, The Distance Between, Terminal Liberation e Lost Beyond Retrieval. PR – 8,0

DEW SCENTED
Incinerate
Nuclear Blast – nac.
A banda alemã executa um Thrash Metal que honra as tradições de seu país. Num futuro, eles querem ser lembrados por fazerem parte de alguma santa trindade contemporânea do estilo, como o são hoje Kreator, Sodom e Destruction. Este é seu sétimo disco e como característica, excentricidade (ou bizarrice mesmo), todos os seus discos começam com a letra “I”. São eles Immortelle (96), Innoscent (98), Ill-Natured (99), Inwards (2002), Impact (2003), Issue VI (2006) e agora Incinerate (2007). A bolsa de apostas de Londres já está funcionando para ver quem acerta o nome do próximo disco da banda. It’s a Joke’s a parte, temos um Thrash atual, refrescante, nervoso e moderno. Processing Life tem uma breve intro e já descamba pra pancadaria. A brutalidade vai até o fim! E aí vem o melhor do Modern Thrash, quase Death, mas sem ser Metalcore. Processing LIfe, Out Of The Self, The Prison of Reason e Vortex são outros destaques ainda. A temática das letras segue a linha Kreator de ser, mostrando o lado mental perturbador e o mundo fecal de hoje. Encerando, uma cover de Evil Dead da banda Punk dos EUA, o Zeke, mostrando também o seu lado Sodom, que é bem Punk por sinal. PR – 8,0



DARK TRANQUILITY
The Gallery
The Mind’s I
Rock Machine – nac.
Por incrível que pareça, apesar destes suecos serem grandes em seu país natal e na Europa toda com o seu Death Metal típico de Gotemburgo, a banda ainda não é muito conhecida por aqui. Agora, a Rock Machine, lança disponibiliza dois discos clássicos de sua carreira, The Gallery (95) e The Mind’s I (97), segundo e terceiro discos de sua carreira, respectivamente, em formato especial De Luxe Edition. Em The Gallery, a banda já vinha com um Death Metal diferente, claro, já com o ar melancólico local de Gotemburgo, mas ainda mais pesado e Old School. Nessa onda já vinham bandas como A Canarious Quintet, At The Gates e In Flames ainda nascendo. Já The Mind’s I mostra um lado mais cru e menos melódico, embora depois dele, a banda descambasse para um estilo mais nessa linha cada vez mais, até o ultra-melódico e até futurista Projector. De qualquer jeito, os dois são Death Metal de Gotemburgo e pronto! Como são relançamentos vale mostrar seus track lists:

The Gallery
01. Punish My Heaven
02. Silence, and the Firmament Withdrew
03. Edenspring
04. The Dividing Line
05. The Gallery
06. The One Brooding Warning
07. Midway Through Infinity
08. Lethe
09. The Emptiness From Which I Fed
10. Mine Is The Grandeur...
11. ...Of Melancholy Burning
bônus
12. Bringer Of Torture
13. Sacred Reich
14. 22 Acacia Avenue
15. Lady In Black
16. My Friend Of Misery           

The Mind’s I
01. Dreamlore Degenerate
02. Zodijackkyl Light
03. Hedon
04. Scythe Rage And Roses
05. Constant
06. Dissolution Factor Red
07. Insanity's Cresendo
08. Still Moving Sinews
09. Atom Heart 243 5
10. Tidal Tantrum
11. Tongues
12. The Minds Eye
bônus:
13. Razorfever
14. Shadowlit Façade
15. Archetype
16. Zodijackyl Light (vídeo)
17. Hedon (video)
Ultra-obrigatório, ainda mais para quem quer entender e ter as  melhores bandas desta maravilhosa cena de Gotemburgo! PR – 9,0


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