Atualizado em 01/06/2009

GRAVE DESECRATOR
Sign Of Doom
Ketzer – imp.
Mais uma vergonha e orgulho ao mesmo tempo. Vergonha uma banda desse calibre não assinar com nenhuma gravadora brasileira. Orgulho porque mais uma vez, os gringos valorizam mais nosso Metal do que nós mesmos. Quer saber? Melhor assim. Assim estão sendo divulgados no mundo todo, pois muitos selos daqui nem valem a pena. O disco da banda carioca foi masterizado por Andy Classen no Stage One Studio na Alemanha. Ou seja, qualidade sonora, dispensa comentários. É um debut, mas pelo amor de Lúcifer, que estréia! É bom nossa mídia parar de falar só do Krisiun (e agora do Torture Squad também). Tem mais coisas no nosso Underground do que estes dois marcos da nossa cena. São dez faixas destruidoras de Death Black Metal, dosados na medida certa. Boatos dão conta de que uma versão nacional deste CD a ser lançado pelo selo carioca Marquee Records (ih!). A horda lançou uma demo de 2001 e um 7" EP vinil chamado Cult of Warfare And Darkness em 2003 pela mesma Ketzer rec. Problemas pessoais fizeram com que a banda tivesse uma considerável demora para este mais novo lançamento. Agora consertados, ninguém mais segura o GD! A banda vem com os folclóricos pseudônimos das bandas de Black das antigas: Butcherazor – Vocals, guitar
Valak the Necrogoat – Bass
Black Sin and Damnation – Guitar
Adramaleck – Drums
Apesar de muitas bandas atuais abrirem mão disso, os brasileiros são mais tradicionalistas e fazem questão de homenagear seus ídolos e entidades ao fazer desta forma. Afinal, para os headbanguers brasileiros, o Black Metal foi a “salvação” de muitos. Salvação, do Carnaval, Funk, etc. Vale lembrar que a cena carioca é a mais profícua do estilo em nosso país. O som bebe na Old School seja das bandas nórdicas de Black, seja na tradicional cena da Flórida na veia Death. Não citarei nomes, esqueça comparações. Eles não inventaram nada aqui, mas também não copiaram nada, conseguiram condensar suas influências para sua forma de tocar e sentir. Riffs possantes, solos legais de se ouvir, cozinha precisa e vocais infernais. Também não querem entrar na competição de “uem-toca-mais-rápido-pra-competir-com-Krisiun-Nile-Vader-Hate-Eternal”. É Old School mesmo! Em vez de prevalecerem na técnica, embora a possuam e muita, eles preferem apostar na musicalidade que saem dos seus instrumentos, criando climas, melodias, passagens e atmosferas de ódio, pestilência, profanismo e tudo o mais. Em vez de eu comentar faixa-a-faixa, seja você também um Old Schooler: em vez de ler a resenha e ir procurar um torrent para baixar, cria vergonha na cara e vá atrás deste disco! RC – 9,0

Track List:
1. Sign of Doom
2. Revelations (of the Beast)
3. Faces of Apocalyptic Battle
4. Christ’s Blood
5. Carnal Obsession
6. Midnight Sinner
7. Rise to Destruction
8. Cursed Mass
9. Holocaust
10. Devil’s Revenge

BLOODBATH
The Fathomless Mastery
Peaceville – imp.*
Está de regresso uma das mais entusiasmantes bandas de Death Metal da atualidade. Um dos bastiões do Death Metal. Compostos por Anders “Blakkheim” Nyström (Katatonia), Jonas Renkse (Katatonia), Mikael Akerfeldt (Opeth), Martin “Axe” Axenrot (Opeth) e Per “Sodomizer” Eriksson (21 Lucifers), os Bloodbath praticam death metal brutal sem concessões. Esse Dream Team do Death Metal é avassalador. Esqueça o Doom do Katatonia, esqueça o Prog Death do Opeth. Aqui a brutalidade é extrema, coisa que seus membros não podem fazer nas suas bandas originais. The Fathomless Mastery é o seu terceiro álbum de originais que, mantendo a abordagem brutal dos antecessores, demonstra os argumentos técnicos e a genialidade de composição dos elementos que constituem o grupo. Tudo com o toque sueco de se fazer Death, mas esqueça de Gotemburgo! Tem sido um ano mágico para os BLOODBATH. Na celebração da primeira década em exercido, o coletivo de Estocolmo patenteou em Março o EP Unblessing The Purity, recentemente o CD/DVD The Wacken Carnage, e agora o terceiro de originais The Fathomless Mastery. A editora Peaceville Records sustentou este retorno, onde sobressai o vocalista Mikael Åkerfeldt que desertou a banda um ano depois do lançamento de Resurrection Through Carnage (2004) porque queria se dedicar a tempo inteiro aos Opeth. Com o mesmo super star line-up do ultimo EP, o quinteto Sueco trás á ribalta o old school Death Metal, sem introdução de nada experimental ou moderno. Mesmo assim The Fathomless Mastery é um álbum muito ricoevariado com um nível de brutalidade anormalmente elevado. Nesta nova eescura dimensão de Death Metal, os reais escravos da brutalidade fabricaram provavelmente o melhor álbum da sua carreira. De uma frieza e selvajaria excepcional, os Bloodbath assemelham-se a um cilindro compressor sônico, dando o verdadeiro significado ao termo asfixia musical. Com uma implacável mestria, The Fathomless Mastery é comprimido, agressivo, dinâmico e rápido. Realmente, eles criaram um estilo próprio. E já se tornam influentes. 42 minutos de tirar o fôlego, mais uma vez! PR – 9,0

Track list:
1 AT THE BEHEST OF THEIR DEATH
2 PROCESS OF DISILLUMINATION
3 SLAUGHTERING THE WILL TO LIVE
4 MOCK THE CROSS
5 TREASONOUS
6 IESOUS
7 DRINK FROM THE CUP OF HERESY
8 DEVOURING THE FEEBLE
9 EARTHROT
10 HADES RISING
11 WRETCHED HUMAN MIRROR

SANCTUS INFERNUM
Sanctus Infernum
Solitude Productions – imp.
Esta é uma banda norte-americana, pasmem! Ué, por que? Porque sim! Imagine isso há 20 anos atrás se seria possível, um grupo norte-americano não conseguir assinar com um selo de seu país e humildemente, conseguir contrato com uma gravadora russa! E olha que o projeto é de Mark Anderson, antigo membro do lendário Manilla Road! Se é norte-americano, é New Metal? Não. Tem groove? Também, não. Power Metal Épico como sua ex-banda? Menos ainda. Um saudável artefato mesclado entre Doom e Death, desta vez, mais Death do que Doom, ao contrário de todas as outras coisas do selo Solitude Productions, que presta ótimos serviços em prol do Metal em geral e do Doom, claro. Mark atende pelas cordas, enquanto Ricky Vannatta é o vocalista e Chris Johnson na bateria. .Estamos a falar de sua estréia mesmo. Eles estão muito em melodia, usando violões, em muitos casos, aqui e ali, criando uma base para as suas músicas misteriosa. Eles são principalmente flertando com os inevitáveis elementos egípcios, algo na linha Nile, mas com sua própria característica. Vamos parar de achar que tudo que é egípcio, é influência de Nile! Eles não inventaram o Egito nem são faraós, apenas, o maior representante ao falar dos temas de lá. Se você lembrar aqui de Solitude Aeturnus e Candlemass novo, não se assuste. Pois o Solitude Aeturnus é a maior banda de Doom dos EUA e seu vocalista, o legendário Robert Lowe, hoje está no Candlemass. Robert virou “o” cara do Doom do momento! O Sanctus Infernum é uma das bandas menos poderosas do cast da Solitude Productions, mesmo com todo esse background, mas não deixa de ser boa. RC – 7,0

Track list:
1. Flesh Without Sin 4:59
2. God Unto Myself 5:18
3. The Journey Back 10:31
4. Facing The Black 5:24
5. Suffer 2:59
6. Waking The Dead 4:59
7. What Calm Is Without Storm 3:54
8. Let It Be So 7:00

ECHIDNA
Insidious Awakening
Rastilho Records – imp.
Os Echidna existem desde 2001, surgindo em Vila Nova de Gaia. Foram crescendo na cena underground e em 2006 gravam Tearing The Cloth, saindo para o mercado em 2007. Eles não perderam tempo e um ano depois, 2008 agora, libertara Insidious Awakening. O resultado é um Thrash Death Metal claramente da velha escola européia, com muito do som sueco, ainda mais de Gotemburgo. Nomes como Dark Tranqüility, Soilwork, In Flames, At The Gates entre outros vão pular dos falantes a cada nota, solo, acorde, arpejo, palhetada, riff, batida, virada, blast. Rapidez, agressão e técnica, além de alguma inspiração além mar, fazem desta banda, uma das mais promissoras de nossa terra, opá! Awake, a faixa que abre, já é um pontapé no estômago. Já To The Tomb Of Kings, chegando a ter tonalidades de Progressivo. E assim vai, eles ainda precisam um pouquinho mais de originalidade, mas estão chegando lá, começando a dar mostras de achar seu caminho próprio, como em No Lenience In The Final Judgement, que encerra o CD e a faixa-título. O caminho é esse, que se for nesse ritmo, em 2009 teremos disco novo dos gajos! PR – 8,0
rastilho@sapo.pt

Track list:
Awake
To The Tomb Of Kings
Purifier
Anger Is My Drug
Ephemera
Insidious Awakening
Juggernaut
Evolution. Reload
No Lenience In The Final Judgement

DEATHBOUND
We Deserve Much Worse
Dynamic Arts – imp.
Segundo os próprios finlandeses do Deathbound, a proposta da banda é detonar o mais raivoso e possível death metal com traços de grindcore através de uma gravação inteligente e eficaz. Os rapazes não mentem, filho! Sonzeira mixando as melhores vertentes possíveis para bater cabeça: Hardcore, grindcore e death metal! Quer algo mais chutador de balde que isso? Começaram a carreira lançando o álbum To Cure The Sane With Insanity, em 2003, e, em seguida, não pararam mais até os dias de hoje, como nós podemos conferir nessa paulada aqui em questão, lançada esse ano. Não vou dizer que o fato é "infeliz", pois as bandas que citarei a seguir são fodas demais, mas digamos que o fato de o Deathbound soar muito parecido com Nasum e Gadget não anima a escutar tão direto. Mesmo assim, eu recomendo. Quanto às letras, costumam abordar tanto temas políticos quanto a mente humana e suas loucuras. Outra coisa que curti são as capas. A do Doomsday Confort parece retratar um futuro não muito distante, onde as ameaças biológicas predominarão acima de tudo, e todos os seres humanos terão de usar máscaras de gás para continuarem vivos. Ah, essa capa aqui curti bastante também. Adoro quase tudo que critique religião, pois acho que isso é um câncer que atrasa a humanidade e o pensamento até os dias de hoje. Aliás, é tanta banda com “Death”: Deathbound, Deathchain, Deathcult que fico a me perder. Mas todas elas já tiveram seus rebentos anteriores resenhados acá.  PR – 8,5

Track list:
1- Deceving Shortcuts
2- End the Guessing
3- Gain Control
4- Revolutions Against Nothing
5- Connected to the Confusion
6- Torn
7- Debate or Terminate
8- Preaching Back to Preachers
9- Betrayal Wears Your Face
10- No Disease Like Us
11- Final Element
12- A Fraction of Truth
13- Never Been Worse
14- Rockthrowers Among Us
15- Landmine
16- Put the Blame on the Devil
17- Vansinne
18- Ward 77

VERJNUARMU
Ruatokansan Uamunkoetto
Dynamic Arts – imp.
Enfim uma banda finlandesa que aposta no Thrash Death Metal. A maioria do país tem apostado no Goth Rock e Metal, no Melodic Death, no Melodic Heavy e no Black. Eles são originários de Savo no centro da Finlândia e o grupo chega ao seu terceiro álbum com influências diversas dentro do Metal e fora, como de música folclórica de sua região. Influências diversas como Heavy, Death e Black. Apesar de tantas influências, eles não apresentam muita coisa de novo, ainda que tenha idéias interessantes em sua música. O Savo Metal (como eles se afirmam e auto-intitulam) praticado por eles aliados ao fato de cantarem em finlandês com muitas gírias e dialetos locais junto com alguns arranjos de música folclórica, faz ser uma banda ao menos pitoresca. Mesmo assim, não dá pra colocá-los no Pagan nem no Folk Metal. Apesar de fãs destes segmentos poderem vir a curtir este enigmático Verjnuarmu. Boa sorte! RC – 7,0

Track list:
1- Tulesta Pimmeyv
2- Kuu Paestaa, Kuollu Ajjaa em
3- Mustan Virran Silta
4- Luita Ja Hampaeta
5- Surmatun Säkkeet
6- Huaskalinnut
7- Kuhtumattomat Vieraat
8- Kirkkomuan Kans
9- Räähähenki
10- Kalamavesj'


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