Atualizado em 18/06/2010
MADNESS FACTORY
The Madness Factor
A banda de Thrash Metal de João Pessoa MADNESS FACTORY lançou seu EP de estréia: The Madness Factor. O formato escolhido foi o SMD (semi metalic disc)  que tem excelente qualidade e um custo bastante acessível. Chega a ser uma inovação no nosso mercado e uma alternativa a mais para nossas bandas divulgarem seus trabalhos. Apesar da banda ser realmente Thrash, acaba sendo inovadora, pois mistura várias coisas, num Crossover de Thrash, HC, Death e Metal Tradicional. Não chega a ser totalmente original, mas as misturas e os crossovers provocam momentos pogantes, bangeantes e interessantes. A banda é: Cleber Campos (V/C), Diego Nóbrega (G) e Jorge Augusto (D). Recomendo. RC

Faixas:
1 The Madness Factory (instrumental)
2 Insane World of Thrash
3 Hangover
4 Never Trust a Good Man
5 GxOxDX (Guides of Death)
6 Satanic Western
7 Intoxicated
8 Possessed
9 Damned Children

CHEMICAL DISASTER
Promo Disaster 07
A veterana banda lança mais um demo. Sinceramente, acho que uma banda com 20 anos de estrada e que já lançou vários discos cheios, não deveria mais se submeter a lançar demos. Ok, sabemos das dificuldades do nosso Underground e da cena Metal. Da falta de apoio e incentivo, falta de gravadoras para apoiar e lançar os discos. Mas seria mais legal a banda esperar e juntar uma grana e lançar algo independente do que fazer uma demo, isso na minha opinião, o que não desmerece me nada sua gloriosa trajetória. Como nessa seção costumamos falar de bandas iniciantes, apontar seus pontos fortes que vão fazer diferença na cena, e seus pontos fracos que precisam ser melhorados, fica difícil analisar, como demo, uma banda pronta, estabelecida e até influente, ainda que no Underground, como o CD. Que venham trabalhos vindouros! Fábio Brunelli no baixo, Waldemar Novaes nos vocais, Fernando Nonath na guitarra e Arthur Justo na bateria. RC
PREDATORY
Contesting The Truth Of Death
O mesmo que falei acima do Chemical Disaster, digo agora do Predatory, só que no estilo Thrash. O que vou falar do Predatory? Eu sou conta essa pagação de pau pro Myspace, que está forçando a todos fazer downloads ou acostumar as pessoas a ter que ligar o computador e entrar na Internet para ter que ouvir música, fazendo zilhões de coisa ao mesmo tempo, sem prestar atenção no que está ouvindo. Mas em casos de bandas veteranas, acho que mais plausível, hoje, lançar duas ou três faixas nesse bendito Myspace do que lançar uma demo, que é coisas para iniciantes. Muitos dizem que isso é EP, mas EP, vem com encarte, contra-capa, e o CD é original, prensado em fábrica. Como nosso mercado nunca comportou EPs, ainda mais de bandas Underground, saem como demo, em CDR e capa em embalagem de promo (aquele envelopinho de papelão, igual capas de vinil, do tamanho do CD com o CD dentro). Marcos Politi nos vocais, Thiago Pacheco  e Ricardo Lima nas guitarras, Anderson Casarini no baixo e Luiz Carlos na bateria precisam lançar um novo disco completo. RC
 
THE METAL INFECTING THE WORLD
Vol. 02
(Anaites Rec/Distro/Prod - Brasil)

Coletânea relatando grande parte do nosso Underground, quase todas do Brasil e uma de Cuba. Vejas as bandas abaixo e obtenha essa coletânea ou busque estas bandas e conheça mais sobre elas. Você não quer que eu cite destaques, pra dizer que essa é melhor que aquela outra, né? Afinal, temos bandas veteranas ao lado de outras iniciantes. Vá atrás, apóie e divulgue! RC

Bandas:
CHEMICAL DISASTER(Brasil)
PRELLUDE(Brasil)
ABUSO VERBAL(Brasil)
SILVER CRY(Brasil)
PREDATORY(Brasil)
TENDENCIA(Cuba)
EVIL GRAVE(Brasil)
IMPERIAL MOON(Brasil
LEGACY(Brasil)
THOR'S SONS(Brasil)
SKULL AND BONES(Brasil)
STODGY(Brasil)
SHADOWINGS(Brasil)
THE JOKKE(Brasil)
FIRE ANGEL(Brasil)
WILDCHILLD(Brasil)
PETHALLIAN
Pethallian
Não se engane. É uma dissidência do Pettalom, grande banda de Gothic Metal do interior paulista, mas a essência da banda, seu fundador e mentor, Marcos Riva, está aqui com sua nova banda, o Pethallian. Surgida também na cidade de Tatuí, que gerou boas bandas do nosso Underground como o Petallom, Witchlust, Baptised In Ice entre outras, o Pethallian trás tudo o que o Pettalom fazia e mais um pouco. Marcos Riva, guardadas as devidas proporções, é uma espécie de Mortem Veland do nosso Underground. Assim como Mortem, ao deixar o Tristania, levou sua essência para o Sirenia, o mesmo ocorreu aqui. O guitarrista Fernando de Almeida (também ex-Pettalom e líder da banda Witchlust), seu assecla, formam o núcleo desta nova banda, também fazendo Gothic Metal. Após o fim do Pettalom ( assistam o vídeo da música Mr. Lovecraft no youtube, que retrata este momento crucial) juntaram-se a eles quase que imediatamente a vocalista Ellà Méll, o experiente guitarrista Rodrigo Momberg (vindo de bandas como Soturnia e atual Witchlust), o baixista Humberto Maçal e o baterista Evandro Marigo (ambos vindos da guerreira banda Baptised in Ice, sendo Evandro também integrante da Witchlust). Na demo, temos apenas três faixas, a saber: Merciful Rain, Sandra Rosa Dances With Beelzebuth e Rasputin. Ansiamos por um disco completo o quanto antes! JCB

THE VIRA
Carro Bomba
Boa banda de Rock’n Roll com uma demo estendida que poderia ser um disco completo e oficial, se assim o fosse lançado, ainda que faltem detalhes aqui e acolá na parte gráfica, e principalmente na produção, ainda algo crua. A capa é simples, mas legal! A banda é Vira (V), Steve (G), Donny (B) e Lyan Lee (D). As letras são em português e musicalmente, não inova em nada, mas também não copia bandas engraçadinhas, nem bandas Emo, o que já é grande coisa! Das doze faixas, há duas covers, bem escolhidas por sinal, Fiapo De Manga (Joelho de Porco) e Vou Te Virar De Ponta Cabeça (Made In Brazil). Das próprias, as outras dez, destaques para a que dá nome ao disco, mais Seqüestro, Visão e Janis. Diversão garantida. RC

VOX MORTEM
The Worst Creature
Os cariocas do Vox Mortem fazem um Thash Metal, calcado na velha escola brasileira do estilo, algo Crossover, com muitas pitadas de Hardcore, ainda que não caiam na linha NY do Biohazard, lembram algo até de DRI. Das 10 faixas, uma é instrumental, cinco são cantadas em inglês e quatro em português. Apesar de atirar para os dois lados, a banda acerta em quase todos. As nacionais lembram nossas bandas daqui que cantam em nossa língua, não tem como não comparar. Já as em inglês, mostram algum potencial para estourar lá fora. Eduardo Martins (B/V), Esaú Xavier e Rodrigo Coutinho (G) e Flávio Monteiro (D) formam este bom quarteto, com destaque para as faixas Scream God e a bangueante F.M.R. (lembra o estilo de N.F.L. do Anthrax, pela pegada). RC

NEÓFITO
Eternal Suffering
De neófito esta banda não tem nada! Executam com conhecimento de causa, um belo de um Death Doom Metal, sem novidade nem inovações, mas bem feito. Peca apenas a produção gráfica, não tem encarte, e faltam informações, assim como a produção musical que poderia ser um poquito melhor. O quinteto William Phillipe (V), Rafael Tizatto e Rafael Ghislandi (G), Robson Anadon (B) e Guilherme Letti (D) não são novatos, nem neófitos e destilam com maestria seus instrumentos em prol de música macabra. Os catarinenses estão de parabéns! São oito faixas ao todo, todas muito boas, que tem muito de Anathema e My Dying Bride dos primórdios, quando eram mais Death, ainda que já Doom. Eles datam de 1994 e lançaram um disco em 1996, Eternal Suffering e depois disso, hibernaram por 10 anos, tendo Robson Anadon tendo integrado o Heavy Metal do Orquidea Negra. Sorte para eles nessa volta e que lancem algum disco completo oficial por uma gravadora! RC

ODUM
Promo 2009
O Odum é um grupo de Los Angeles, mas dois de seus integrantes, Gus Conde (D) e Rob Zeinum (G/V) têm alguma ligação com o Brasil. Rob é parente dos irmãos Zeinum da banda Zenicodemus, de Santos/SP. A demo tem três faixas apenas, de algo entre Metalcore e o New Metal. É um estilo batido e a banda apresenta muita qualidade, mas sem ter uma cara própria ainda. Comparações com o Slipknot são invitáveis. Como bônus temos ainda o video-clipe da música Inner Sense. , a música de trabalho do grupo. Qualidade acima da média, e esperamos um disco completo para avalizarmos melhor. O atual guitarrista do ILL NIÑO, Diego Verduzco, já integrou a banda. Então daí você já tira uma base do potencial desse grupo. LT

OPUS INCERTUM
Promo
A capa é um show, além de ser legal, em papel brilhante, mais parece um promo internacional do quem um demo, já começaram pelo caminho certo! É um Rock Pop, cantando em português, sem novidades, mas bem feito. Boas idéias e boas letras. Quer mais? Então esperamos o disco cheio em breve. Não será fácil, há muita concorrência, mas eles têm futuro! Enquanto isso curta Genérico, Cidadão Soldado, Química Perfeita e Lado Animal, mais o bônus (ao vivo) Incansável Feliz. A banda é Elmo (V), Luciano Presuntinho (G), Fábio Gomes (B) e Nino Mendes (D). LT
OS BÚLTICOS
Demo
Os Búlticos fazem um Rock’n Roll verdadeiro e sem frescuras, um som praticamente “primitivo” como bem definiu Marcelo Nova quando lançou a banda em seu programa de rádio “Let’s Rock” há alguns anos atrás, tanto é que o ex-Camisa de Vênus curtiu tanto a banda que chegou até mesmo chamá-la para ser sua banda de apoio em diversas ocasiões. Esse trecho tirado da biografia da banda, diz tudo sobre a mesma. Qualquer coisa que eu falar vai estragar. Como vou contestar Marcelo Nova? Este é apenas um demo do disco completo que está por vir. Vamos aguardar mais um pouco, enquanto isso, curta a bem sacada Se Meu Opala Falasse e você pegará o espírito da da coisa! Johnny Garcia e Marcos Eduardo (G), Painho Brown (B) e Leandro Mutton (D) vão fazer muita gente agira por aí ainda! LT

TCHANDALA
Mirror OF A Decade
Tradicional banda de Heavy Metal de Sergipe e fico muito chateado de receber este demo. Sim, pois a banda já lançou discos completos e em sua qualidade, não deveria mais lançar demos e sim, discos cheios. Mas estamos no Brasil... Se mesmo as bandas que estão no sudeste tem uma enorme dificuldade de se manter, e se até nossos orgulhos nacionais, Sepultura e Angra passam por enormes dificuldades, imagine uma banda independente do Sergipe! Aqui temos apenas três faixas: Man’s Enemy, Beyond The Power e Mirror Of Decay. Boas faixas, grandes idéias, mas que não tiveram a produção adequada, até porque, era um demo que estava sendo produzido e não um disco. Sabemos das dificuldades, mas esperamos um disco completo e que isso não seja encarado como um puxão de orelha, longe de mim fazer isso, mas um incentivo! Estão ouvindo, Dejair Tchandala (V), Carlos Cardoso (G), Sandro Souza (B), Pablo Rubino (D) e Tony Souza (K)? RS

MITHRUBICK
5 More Songs In The Name Of Hate
Os irmãos Ed (G/V) e Fernando Simor (D) mais o irmão “bastardo” Douglas Mörshbacker (B) fizeram a banda calcada no Thrash Metal. Com o tempo evoluíram para o Death e hoje fazem Grindcore e por isso, influências dos estilos citados. São faixas de podreira pura, porradaria, seus ouvidos e pescoço serão moídos! Ok, Napalm Death da fase mais trabalhada vêem à cabeça, bem como Extreme Noise Terror e até algo de Cancer. A arte gráfica e boa e sem destaques para as faixas, pois todas são incessantes, petulantes e pertinentes. A produção é tosca, como pede o estilo, a sujeira é demais! Eles ainda fizeram um cover para Fear Of Napalm do Terrorizer. Ainda é pouco para avaliarmos melhor o grupo, esperamos mais músicas e mais discos. RC

NONSENSE
O Céu Está Caindo
Está demo engana. O nome da banda nos leva a achar ser algo relacionado ao Punk Rock, Hardcore ou ao simples Rock’n Roll. Ledo engano. Aliás, o nome faz jus à atitude da banda, de ter um nome desse num grupo em que a música é levada a sério, tem que ser muito nonsense para uma banda que quase chega a ser Rock Progressivo por um nome destes. E é esta dicotomia que chama atenção. O quarteto é formado por:
Bruno Eduardo - Vocal, Samplers e Teclado.
Gustavo Canine - Guitarra
Renato Viegas - Bateria
Ricardo Malta - Baixo
A faixa-título é a única deste demo/EP! Só que ela tem apenas 20 minutos de duração. Como a banda faz questão de frisar, foi influenciada por bandas Progressivas dos anos 70, quando estas faziam uma faixa em cada lado do disco, as vezes, a mesma faixa no disco inteiro (acabava o lado A, você coloca o lado B e a faixa continuava...). Invés de ter 5 faixas de 5 minutos, como fizeram nos dois discos anteriores, decidiram fazer um EP com uma música só de 20 minutos. Obvio que dentro da música há muitas variações de estilos, velocidades, andamentos e etc. Então, ouça você mesmo e tire suas próprias conclusões! RS

 

IMORTAL PERSÉFONE
Ritos Macabros da Morte
Black Metal levado às últimas conseqüências. Letras fortes, mas fortes mesmo! Nada caricato nem forçado, muito menos pra dar uma de fodão. Letras que pegam fundo na sua alma lúgubre e funesta. A gravação é tosca e remete àquela aura da época áurea do estilo quando a espontaneidade é quem falava mais alto. Aquela sensação nós temos aqui, hoje quase impossível com tanta tecnologia, exigência técnica para qualquer coisa e com tanta música digital. Assim que era legal o Punk dos anos 70 e 80, era legal o Black Metal do final dos 80 e primeira metade dos 90. a arte em preto e branco, corpse paints profanos, fotos macambúzias, dez faixas sendo três bônus, todas em português! Lucifugo (V), Évora Morgana (G/V) e Mephistopheles (B/D) são o novo trio infernal. A música não trás nada de novo e essa é a proposta, a de reviver dias gloriosos do estilo, dentro da nossa tradição, com nossa língua e remoendo nossos ancestrais. Hail! RC

Faixas:
1- Escuridão Eterna
2- Refúgio no Caixão
3- Macabro Metal Negro
4- Sombras Negras
5- Ritos Macabros de Perséfone
6- Morte aos Cristãos
7- Noites de Dor, Medo e Desespero
Bônus:
8- Pentagrama
9- Coven
10- Resgate das Bruxas

MASTERPIECE
W.A.F.E.
Mais uma banda promissora, mais uma a galgar os passos da nossa tão disputada e difícil cena. O Heavy Tradicional da Masterpiece, que tem uns acentos Thrash aqui e acolá, mas sempre Heavy oitentista, empolga, e é uma pena que o demo tenha apenas três faixas, sendo composições inéditas e a regravação de Mr. Disgrace, que originalmente fazia parte de Masterpiece de 2007. Fica um toque para as bandas: para que elas tenham mais atenção da mídia em geral (não nossa, mas no geral) e para atrair pessoas que queiram comprar o artefato, é interessante gravar mais faixas. Entendemos que cada hora em estúdio custa muito para quaquer banda, mas seria interessante esperar e investir um pouco mais, pois já que irão gastar com ensaios, gravação, prensagem do disco e gráfica, seria interessante ter mais faixas. Isso faz com que muitas pessoas do Underground (principalmente fora de SP e nos interiores de todos os Estados da Federação) continuem com tesão de comprar material Underground. Para cada disco a mais lançado, é um prazo a mais para se adiar para que muitos jovens caiam de cabeça só em downloads. As vezes, uma demo que eles comprem ou ganhem, é um estímulo, seja para colecionar materiais de bandas independentes e não só querer ter o que é possível baixar, bem como posso incentivar às este jovem um dia querer ter sua própria banda, mostrando que é possível. Yes, we can! Denisson Silva (voz e guitarra), Régisson Silva (guitarra), Pedro Bianchi (baixo) e Thiago Chiarelli (bateria) são responsáveis pelo artefato e estão de parabéns. As faixas inéditas são excelentes e a regravação ficou melhor que a original, dando um “up” a mais. O defeito desta demo, repito, são as poucas faixas, se tivesse umas seis, poderia ser demo de cabeceira ou disc man de tiracolo (sim, ainda existe e pe muito melhor do que MP3 – não quebra, não precisa formatar e você ouve o disco que você quiser). RS

Faixas:
01. Trajectory Of Death
02. Mr. Disgrace
03. The Thing Out Of Control

TENEBRYS
Mundano

Hoje a banda é: com Eddie (voz), Luciano Aguiar (guitarra), Raquel Serruya (teclado), Denys Ferreira (baixo) e Wagner Nugoli (bateria). Ao estabilizar com esta formação, há dois anos, a banda amadurece e tem condições de evoluir a passos mais largos e um destes sinais é este CD. São uma intro e quatro canções em pouco mais de 25 minutos de audição, ou seja, as faixas são longas, como o estilo Gothic Doom pede, com teclados fúnebres, passagens sombrias, climas lúgubres, velocidade cadenciada em grande parte do tempo, no entanto, esqueça aquele Doom Gótico mais comercial e leve. Aqui, o clima é denso. Apesar do estilo do grupo não ser tão original, mas revisita os grandes nomes do estilo com roupagem própria. Quem diria que do Norte de nosso país, numa região equatorial, poderia haver tamanha frieza em forma de música? Que venha um disco completo! RC

Faixas:
01. Intro
02. The Absolute Evil
03. Acclaming For Mr Death
04. The Murderous
05. Buried Alive

MINDTRIGGER
Save My Time
Save My Time é o debut demo da banda, e se mostra acima da média logo em sua estréia. Difícil rotular e classificar a banda, a mesma se intitula Metal Alternativo. Então, pode esperar desde New Metal até Alterna Metal, algo de Stoner, e Modern Metal. Para muitos, o Mindtrigger pode soar modernoso demais. Para outros, uma banda capitada com a atual tendência do Underground europeu e norte-americano. Claro, o Metal é a palavra de ordem aqui, ainda com toques de Hardcore. Algumas passagens mais grooveadas lembram Rage Against The Machine. A gravação ainda é fraca, mas não compromete o resultado final, já que se trata de um demo, e nele já dá pra se ter uma idéia do que a banda quer fazer. A banda ainda carece de alguma originalidade, mas isso pode começar a aparecer em sua segunda demo, ou quem sabe, seu primeiro disco completo? Formação: Sandre Q. (V), Sérgio A. (G), Ricardo C. (B) e Enio E. (D). Ficou legal a idéia de abreviar o segundo nome dos músicos, dando um ar mais psicótico! LT

Faixas:
01. Dark Path
02. Load My Vision
03. Against The Unforeseeable
04. Save My Time
05. Make Myself Sick
06. Piece Of Sanity

MERCURYIO
The Mercuryio Projectile
Outra banda inovadora, se intitulando apenas como Metal, e o é. Aqui tem de tudo: Thrash, Hardcore, Crossover, New Metal, Alterna Metal, Modern Thrash, e os rótulos que você quiser. Muito groove, pegada forte, agressividade e peso, muito peso. Falta ainda a banda ter mais cara própria e fazer as composições funcionarem melhor, já que o grupo está repleto de boas idéias musicas, que precisariam ser melhores lapidadas. O disco, independente, tem seis faixas e seis bônus, fazendo o disco que seria um EP ser praticamente um full length. O bônus se trata do álbum C.U.C.A, lançado em 2006 pelo finado Escape, banda que praticamente deu origem ao Mercuryio. São 55 minutos de peso e agressividade e que venha um disco completo de inéditas! LT

Faixas:
01. Repugno
02. The Ones
03. The day I Dreamed With You
04. A-Deus
05. Chimera
06. Cadaver
Bônus:
08. Ritual
09. C.U.C.A.
10. Say My Name
11. Once Denied part I
12. Once Denied part II

UNDEFINED
Undefined
O nome da banda faz jus à sua proposta musical: indefinida. Eles não definiram também o nome do disco. Se não definiram o nome da banda, do disco e do estilo que tocam, por que eu irei definir? A banda usa e abusa do experimentalismo, e sua música acaba ficando mais para pesquisadores, conhecedores e outros músicos, ficando com difícil compreensão para quem é um ouvinte comum ou um simples Rocker ou Banger. Fica mais difícil fazer sua resenha, por isso, recomendo que você mesmo vá trás do disco e ouça você mesmo e nos diga o que acha depois. São apenas quatro faixas de um EP, e o que Stefano (G/V), Vitor (G) e Hugo (B/V) nos reservam no futuro? Se ele definiram o baterista oficial ainda? RS

Faixas:
01. The End Of History
02. Liquid Love
03. Zaratoustra, Zaratoustra
04. Prelúdio # 1

FINITUDE
Never See My Fall
Aqui se trata mais de um single do que um CD demo propriamente dito. A banda faz Power Metal, longe do Melódico, embora tenha melodia e longe do True Metal, embora traga estes elementos em sua música. Marcelo Menezes (V), Luiz Gustavo e Ícaro Reis (G), Djalma Moreira (B) e André Moreira (D) forma uma das mais sólidas promessas do estilo. Sua música ainda tem um quê Dark, uma certa obscuridade nos climas, remetendo às bandas da Primeira metade da década de 80 da Inglaterra. Esqueça Happy e Funny Metal! Por enquanto, é muito pouco, pois das quatro faixas, são duas diferentes apenas: Never See My Fall e Ruins To The Ground, sendo que a título tem uma versão orquestrada (Orchestral Version) e a faixa final é um Making Off (A Film By Finitude). Esperamos mais faixas e em formato físico, disco! E não faixas soltas em Myspace. Por mais prático e “mudernou” que isso pareça (tem até banda lançando material em pendrive!), na verdade, tudo isso é o fim da música! Ignorem o Myspace, e lancem discos que as pessoas possam pegar nas mãos! RS

COLLAPSE NR
The Messenger
A horda é uma das mais experientes de nossa cena e infelizmente, ainda necessita de lançamento de demos para divulgar seu material e quiçá, conseguir uma gravadora. A banda nasceu em 1996, junto com a ROCK UNDERGROUND e teve algumas mudanças de sonoridade ao longo dos anos, sempre flertando com o Death e o Thrash, agora lançando mão de uma sonoridade mais Crossover, mais atual, um pouco longe do Old Schooler de quase sempre de nossas bandas. Eles já abriram para Sadism, Napalm Death, Hate Eternal, Purification, etc. Eles já lançaram um full lenght pela Tumba Records, e agora, esse promo CD, com a inédita faixa-título e uma nova versão de Dity Corruption Dirties. Djamy Arenghi (G) é o único remanescente da formação original e fundador, agora tendo companhia de Renato Sgarbi (V), José “Motor” Mantovani (B) e Rodolfo Bassani (D), que renovaram e revigoraram o som da banda. A hora e agora, que venha outro full lenght! RC

HUGIN MUNIN
Ravens Empire
A banda é nova e nada mais adequado um grupo ser praiano (santista) e fazer Viking Metal. E já estão em seu segundo demo! Olha que produção! A banda tem uma forte tendência Death e Black, mas ainda Viking. Passagens épicas em meio à brutalidade é a tônica em Ravens Empire. Amon Amarth é o nome que vem a mente imediatamente! Surt (V), Thorgrim e Hjalmar (G), Carcharoth (B) e Modi (D) são os bárbaros responsáveis por esse artefato! Apesar da músicas não ser original, dá gosto uma banda brasileira se dar bem num estilo tão europeu, nórdico e épico! Que a banda venha com um Full length da próxima vez, pois Odin está sedento! Com certeza, logo logo, vão assinar com uma gravadora européia! Destaques para Thor In Jotunheim, Battle For Asgard, Capture Of Fenris e A Viking Funeral, além da intro (é a primeira vez que vejo uma faixa-título ser uma intro, mas está ok!)! Ou seja, destaque para todas as cinco faixas! Excelente! RC

HYPNOTICA
The Darkness Inside
Banda de Death Metal Melódico (ou Melodic Death Metal, para ficar mais chique), fazendo aquela linha do final dos anos 90 e começo dos anos 2000. Ou seja, embebecidos no In Flames (antigo, claro, antes de se tornarem New Metal) e outros nomes suecos, como Soilwork e com alguma boa vontade Dark Tranquility, sem ser tão sombrio e Opeth, sem ser tão Progressivo. A banda tem uma linha bem européia, nórdica e sueca principalmente, até com algum ar de Gotemburgo. As faixas deste EP são Lucid Nightmare, Awakening, Empty Fate e The Darkness Inside. Esperamos um trabalho mais completo de estúdio, um full length, e de forma física, e não apenas como download. RC

RONDRAKAMM
First Blood
A Rondrakamm está liberando seu primeiro registro, o EP First Blood. A proposta deles é fazer o bom e velho Thrash Metal com algo de Crossover com Hardcore de raiz. Aqui você vai rememorar um pouco de tudo, com riffs à Exodus, vocais à Slayer e passagens à Biohazard, com pegadas e batidas à DRI. É. O Old School misturado com o mais moderno Modern Thrash, Thrashcore, Metalcore ou Moderncore. Até algo de Heavy Metal tradicional é sentido em My Perfect Murder. Sabe algo Judas Priest com saxon? Pois é, influência certa dos caras. A voz é feminina, de Carolina L. Miranda, mas muitas vezes você nem percebe isso pela agressividade e virulência, mas o destaque é a cozinha de Murilo Martin Isola (baixo) e Carlos Augusto Lourenço (bateria), uma das mais swingadas, que consertados alguns pequenos erros ainda vai avassalar muito por aí. Completa dupla de guitarristas Romulo Ramazini Felício e João Victor M. Vicente. Quatro faixas em pouco mais de 17 minutos é pouco, que venha o full length! RC

NOX SACRAMENTUM
Espinhosas Ordálias de Malkuth
Aqui temos um verdadeiro artefato. Não só blasfemo, mas também com conteúdo religioso. Raw Black Metal, tosco, cru e impiedoso! Mortífero e incessante! Poderia encher de adjetivos espúrios aqui, levaria uma página inteira. Aqui temos 5 opus, faixas, hinos, músicas, tracks, ou Cinco Caminhos da Mão Esquerda, concebidos pelos trabalhos solitários e misantropos de Frater N.O.X.! Sim, uma one-man-band, que assim como ele é, vai acertar em cheio espíritos solitários e misantrópicos espalhados na cena, que não conseguem se entender com ninguém nem com esse mundo nojento. Em tempo: nojento é o povo que aqui habita, não o planeta, que com sua fana e flora, sofre junto com nós que não aceitamos como normal muitas das coisas que ocorrem. Cinco faixas de um trabalho solitário baseado em instintos misantropos e concepções iniciáticas! Apesar de copiar parte do que está no release da banda, desculpe, mas não achei palavras melhores para discernir este artefato. Este é o começa da grandiosa, ctônica e draconiana. Realmente assustador! RC

SKULL AND BONES
Making Up Songs
Mais um bom disco de uma boa banda. O grupo vem do interior do Rio Grande do Sul, Farroupilha e como reza a tradição de seu Estado, é mais uma das boas coisas que temos dentro do Heavy Metal tradicional, estilo proposto e apresentado pelo grupo. A banda surgiu em 2006 e em 2007 teve um “racha” ficando somente Spartacus. Ele escreveu tudo e tocou quase tudo: todos vocais, guitarras bases, solos, baixo e algumas partes de bateria. O que ele não fez de bateria, foi feito com músicos de estúdio. Esse tipo de one-man-band é mais comum no Black Metal e o Gothic Rock ou Metal. No Metal tradicional, é algo quase que inédito, visto que, ao contrário de determinados tipos de Black e Gothic que sugerem uma isolação e misantropia maior, o Heavy Metal é mais coisa de banda, de grupo de coletivos, dando uma organicidade à música, até pelos refrãos, backings e coros. Imagine Manowar e Hammerfall feitos por uma só pessoa, tente realizar! Então, o S’nB poderia seguir um lado mais técnico, mais disco solo de guitarrista? Spartacus poderia fazer isso, mas não o fez. Fez um disco de Heavy metal sozinho, sem ser masturbatório e o resultado é bom, acima do que se poderia esperar. Carlos Fernando de Souza Silva, é Spartacus e literalmente, é o cara aqui! Confira! RS

UNBORN
Dogmas Massacra
Demo da banda Unborn, grupo maranhense, mostrando toda a fúria do Death Thrash Metal nordestino, um dos mais bestiais e coléricos do mundo. A banda é mais Death  do que Thrash, mas o lado Bay Area é fortemente presente na música do grupo. Dogmas Massacra teve a capa feita por Alcides BurnArt e o conceito por Slanderer. O demo foi mixado por Fabiano Penna do entinto Rebaellium, gaúchos que chegaram a ser a segunda banda de Death Metal do Brasil, atrás apenas dos conterrâneos do Krisiun, e que infelizmente, tiverem um fim precoce, pois a horda já galgava espaço na cena Metal mundial já conquistando seu espaço. Portanto, a produção não poderia ter ficado em melhores mãos. Todas as músicas são da banda, exceto The Fall Of The Ideology, feita com Slanderer, junto com Amaudson Ximenes do Obskure, soando a mais diferentona de todas. A banda é Slanderer (V), Junior Massacre (G) e Freitas (D). o baixo aqui foi gravado por Junior Massacre e a voz do Prelúdio voz foi feita por Beelzeebubth do Mystifier, talvez, a segunda maior banda de Black Metal de toda a nossa história, atrás apenas do Sarcófago. Essa união entre Unborn, Obskure e Mystifier mostra a qualidade do Metal extremo nordestino e que os caras se unem mesmo sendo de Estados diferentes. Só falta o pessoal do Sul dar mais atenção e ainda, que em casos como esse, um país de dimensões continentais como o nosso, em se tratando de Underground, acaba obstaculando o acesso de um grupo estourar no Brasil todo. Tanto, que 90% dos artistas de outros Estados acabam vindo morar em SP, como fizeram os gaúchos do Krisiun, os capixabas do Dead Fish e os baianos da Pitty. RC – 8,0

Faixas:
01. Invaders
02. Dogmas Massacra
03. The Fall Of The Ideology
04. Religious Cancer

LIATRIS
Figment
O Liatris é uma banda de Heavy Metal de Vitória da Conquista, na Bahia, já são heróis por isso mesmo. Afinal, no Estado do Axé e afins, a banda vai na contra-mão de sua região e faz não só Heavy Metal, mas aposta em passagens góticas. O Liatris se originou do Sorrow’s Embrace, banda de cover de Gothic Metal, que executava músicas das melhores bandas do gênero (Epica, Nightwish, Afetr Forever, Within Temptation e etc.). Três integrantes da formação original da Sorrow’s Embrace permaneceram no Liatris: Larissa, Fabio e Diego Oliveira. E aqui está a primeira demo do grupo, num som mais Heavy Metal do que Gothic. Por outro lado, quase todas as bandas citadas do chamado Gothic Metal, são na verdade, Heavy Metal, com vocais femininos líricos, algumas orquestrações, e passagens sombrias. Muitas deles, como o próprio Epica e After Forever, estão mais para Prog Metal do que qualquer outra coisa. Só a estética, roupas e visual, remetem ao Gothic. Aqui o caso é o mesmo, o Liatris, pois seu som é bem trabalhado e complexo, com passagens e quebradas e viradas que remetem ao Progressive Metal. As quatro faixas em inglês são boas, mas esperamos um disco completo! A banda é: Larissa Hyuga (V), Diego Oliveira e Fabio Oliveira (G), Luca Oliveira (B), Joilson Porto (D) e Diego David (K). Confira! RS

FOXTROTT
Foxtrott
A banda de Pouso Alegre/MG se apresentou com destaque no último Festival Roça'n'Roll e é um dos maiores representates do Hard Rock de raiz, ou seja, aquele mais od sprimordios do estilo, dos anos 70. o próprio nome da banda resgata um estilo surgido próximo ao Rock’n Roll nos anos 50 e 60 (assim como o esquecido Charleston). Eles ainda mesclam lances bem psicodélicos e muito de Progressivo, resultando em um som algo lisérgico. A flauta dá o ar da graça, lembrando, claro, Jethro Tull e Focus. Destaques para Brighten Up Your Day e What The Hell Have We Done. A banda é Leonardo Rapozão (guitarra e vocal), Ceres Vianna (vocal e arranjos de flauta), Paulo Ward (baixo) e Julio Paiva (bateria). Pena que o material gráfico seja precário, mas o som da banda, que é algo original, vale a pena ter uma ouvida por sua parte! RS

ANESTESIC
Scream My Soul
A banda Anestesic surgiu em 2003, na cidade de Santo Antônio de Posse/SP, e deve apavorar sua cidade com o seu Thrash Metal visceral e mortífero. Scream My Soul é o seu demo com uma boa capa, bom encarte digno de nota. A música remete à Bay Area, mas naquela linha mais ríspida, feita pelo Metallica em Master Of Puppets e Ride tHe Lightning. A demo é composta por quatro faixas: Scream My Soul, Arounse From Hell, Justice Is Dead e Hate To Kill. A banda é: Henrique Martins (guitarra e vocal), Rodolfo Job (baixo) e Vagner Souza (bateria) formam o power trio. A banda ainda soa crua, mas também mostra “jeitão” para fazer Thrash. Você pode gostar de Thrash e ensaiar e treinar pacas, mas se não tiver esse “jeitão”, você não faz. RC

ANAX
Return To Hell
A já experiente banda de Death Metal do Rio chega com sua terceira demo, Return to Hell, que é a melhor gravada até agora, mas longe de conseguirem chegarem onde querem. Seu potencial é muito maior do que isso, mas faltam recursos, mas dá para ter uma idéia do que este grupo pode vir a fazer na cena brasileira e quiçá, mundial. Eles mudaram de estúdio e a próxima demo será City Of Chãos. A banda promete mais e melhor porra, mas enquanto não chega, vamos com Return To Hell. Ela tem sete faixas, com destaque para as morticidas Ravany, Seven, Lúcifer e a faixa-título que abre o petardo. O trio (o Brasil é o recordista em formações em trio no mundo!) é Gillian Relvas (guitarra e vocal), Marcio Ribeiro (baixo) e Silvio Rock (bateria). Aguardemos um petardo mais atualizado então! RC

CORUBO
Mordaz
Banda brasileira de Black Metal Indígena! Se o Black Metal no mundo todo resgata a ancestralidade pagã de todos os povos, cultuando ritos, demônios e folclores locais e primitivos, no Brasil uma banda que fizesse isso, teria que resgatar nossa ancestralidade indígena! Como eles próprios dizem não um viking metal, não nórdico, não nazi (anti), não satânico, mas algo de origem e cultura própria, algo novo e pessoal. A banda prefere não se identificar. Medo de alguma retaliação, ou para deixar um mistério no ar, deixando com que seus espíritos anciãos se manifestem em vez da cabeça de um encarnado? Eles trazem para o Metal negro tudo sobre nossos índios, em influência, música, língua e instrumentos e a cultura (tudo raríssimo). A banda ainda não tem a formação pronta e definida, vocais próprios pelo autor da banda que procura vocalistas que se identifiquem com a idéia e viva isso, mais apenas do que fazer uns urros em uma horda. Segundo a banda, eles tocam com afinação em Ódio-Maior e mostra criatividade e vivacidade para fazer o que querem. Sinceramente, esta é a banda mais interessante da cena nacional que já conheci e ouvi desde o brasiliense Miasthenia. A música, instrumentalmente, é Black, mas não consigo ver nenhuma influência irrestrita, por isso não os compare com ninguém. Destaque: Nhanderu Hasy Katú (cantada em dialeto indígena). Confira nosso real Black nacional até em raízes e não besteiras que cultuam cultos Afro. A banda não se identifica, então também, quem escreveu essa resenha também não se identifica.

VIOLÊNCIA COLETIVA
Exploração Infantil
A banda é veterana e auspicia em fazer Fard/Grindcore. Com essa capa que mostra a foto de uma criança trabalhando numa pedreira, ou seja, trabalho escravo real, os paulistanos do Violência Coletiva, vêem com criticas ácidas, impiedosas e sem concessões, como a exploração infantil e outros desse mundo de m..... Influências de Napalm Death, Nasum, Rot, Ratos de Porão, Agathocles, Terrorizer entre tantos outros nomes, com algod e Death e algo de HC, o quarteto formado por Mário (vocal), Marcelo (guitarra), Rubens (baixo) e Samir (bateria) pratica faixas curtas, nuas e cruas, agressivas e anti-musicais, anti-melódicas e anti tudo o que está errado! Vocais vociferadas, raivosos, guitarras caóticas e cozinha metralhadora! Anti-destaques para Hospital Podre, Maldição Britânica, Exploração Infantil e Grindcore Na Veia, além da verdadeira Vergonha De Ser Brasileiro. Olha, eu tenho vergonha de ser brasileiro por dois motivos (entre tantos): um deles é o citado na música, onde a miséria é vergonhosa e os governantes fingem que está tudo bem. Outro motivo é que, quando muitas destas pessoas que estavam na miséria, saem dessa condição e passa, a ter algo, não agregam nada ao país e a primeira coisa que fazem é comprar um celular e ficar ouvindo Funk no último volume com seu aparelhinho no sistema rádio. Ou seja, em vez de só eles escutarem, eles fazem questão de todo mundo que está num ônibus, trem, metrô, shopping, praça e qualquer ligar público escutem. Estas pessoas, quando saem da linha da miséria, elas vão estar cagando e andando para nós, que curtimos qualquer tipo de Rock, além de sujarem as ruas e sem ter o mínimo de natureza. Fora o fato de saírem tendo filho por aí com pais diferentes (e falta de dinheiro para comprar camisinha não é desculpa, pois hoje qualquer posto de saúde DOA no mínimo 30 preservativos para qualquer um que ali solicitar!). E se tem crianças trabalhando em regime de escravidão, os primeiros culpados são os pais e depois o governo. O governo é culpado por não castrar a população mais pobre: se o cara não tem o que comer, vai gerar um filho com que propósito? Para que o governo o sustente? Mas o governo somos todos nós que pagamos impostos! Apesar de ser legal esse tipo de crítica, este humilde redator acha que as bandas têm que atualizar seu discurso e ter uma visão maior do que apenas ficar falando que os pobres são coitadinhos e que tudo é culpa do governo. Mas e a responsabilidade, é só do governo, ou ninguém quer ter responsabilidade nesse país? Ou a população em geral só quer beber cerveja, transar sem camisinha, por filho no mundo e jogar lixo nas ruas? Questione, discorde, mas não fique indiferente com o Violência Coletiva, pois eles fazem você pensar, como eu pensei! LT

PUBIANUS
Brutal Noise
A banda de Londrina/PR que faz Death Metal/Grindcore e no melhor estilo do estilo (musical), que é lançar vários trabalhos em vários formatos em ritmo industrial, aqui temos mais um. Trata-se de um MCD de fato. Primeiro, por trazer só uma música, a que dá nome a ele, Brutal Noise. Segundo, pois fisicamente é um MCD mesmo, tamanho pequeno. Sabe a bandeja do seu CD-player ou do drive de seu PC? Nela, tem o espaço para o CD normal e ainda um sulco menor ainda e redondo? Então, é para esse tipo de CDzinho que ele serve! Como é só uma faixa, não há muito o que se dizer. Apenas para que você colecione mais um artefato deles! RC


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