SKYEART
Sky And Earth
Sky And Earth é o primeiro lançamento do Skyeart, e é um CD-demo, desta banda de São João Del Rei/MG. O encarte caprichado, de bom gosto, informativo e a capa interessante, dá um ar de CD oficial mesmo. Se a apresentação gráfica já impressiona, a música fala mais alto ainda. A produção é boa e o talento da banda faz do Skyeart uma promessa para o futuro. A banda executa Power Prog Metal Melódico. Sim, um estilo atualmente desgastado, mas que gerou maravilhosas bandas e discos nos anos 90, salvando o Heavy Metal na década passada. Influências de Angra são inevitáveis, assim como Dream Theater e principalmente Symphony-X, com suas partes quebradas e intrincadas. Os teclados de Bruno aparecem, de forma neoclássica e de forma inteligente, fazendo camas em vez de ser o instrumento principal. As guitarras de Rômulo Miranda são o que mais se sobressaem, ainda que os vocais de Deiverson Silveira sejam na linha Melódica, alta e aguda, mas sem irritar, com suavidade e agressividade, sem exibicionismo. Completam o time Paulo Resende (baixo e backing vocals) e Lucas Margotti (bateria), numa das cozinhas mais seguras e precisas de nosso Underground. Destaques para as faixas “Prologue: Transcendence” (que é uma intro, muito boa para o intento) e a que dá nome à banda. Excelente grupo! RS

DER WAHNSINN
Industrielle Revolution
Der Wahnsinn na língua alemã quer dizer "A Insanidade" e a banda escolheu esse nome com a idéia de expulsar a loucura que permanece dentro de cada um. A banda já fez cover do Rammstein e em sua empreitada em música própria se dá muito bem. A banda resolveu cantar em alemão também, talvez a língua mais adequada hoje em dia para se fazer Metal Industrial (principalmente depois do estouro mundial do Rammstein) Formada por Christian Hoffmann (vocal), Denis Roosevelt (bateria), Eloi Patinet Aldrovandi (guitarra), Fernando Mingardi Mazzaro (guitarra), Leandro Mingardi Mazzaro (baixo) e Lucas Nogueira Picoli (teclado), a banda faz o verdadeiro Industrial alemão mixando com outros estilos paralelos. O Metal extremo como o Death Metal, se faz presente, além de piques mais Hardcore. As faixas são: Industrielle Revolution, Neuen Anfang, Frankenstein, Der Wahnsinn e Feueraugen, com destaque para as duas primeiras. Confira! PR

FOXTROTT
Foxtrott
A banda de Pouso Alegre/MG se apresentou com destaque no último Festival Roça'n'Roll e é um dos maiores representates do Hard Rock de raiz, ou seja, aquele mais od sprimordios do estilo, dos anos 70. o próprio nome da banda resgata um estilo surgido próximo ao Rock’n Roll nos anos 50 e 60 (assim como o esquecido Charleston). Eles ainda mesclam lances bem psicodélicos e muito de Progressivo, resultando em um som algo lisérgico. A flauta dá o ar da graça, lembrando, claro, Jethro Tull e Focus. Destaques para Brighten Up Your Day e What The Hell Have We Done. A banda é Leonardo Rapozão (guitarra e vocal), Ceres Vianna (vocal e arranjos de flauta), Paulo Ward (baixo) e Julio Paiva (bateria). Pena que o material gráfico seja precário, mas o som da banda, que é algo original, vale a pena ter uma ouvida por sua parte! RS

ID
Stained Nature
Este é 3º CD-demo intitulado Stained Nature traz 6 músicas, sendo todas elas novas composições próprias. O ID, natural de Lorena/SP, vem melhorando paulatinamente e gradativamente a sua música, amadurecendo muito, sendo que após mudanças de formação, estão em seu auge e prontos para um disco oficial. Segundo nosso editor, o Thrash Metal mundial está em alta, e no Brasil, as bandas devem aproveitar esse momento. A banda começou em 2000 apenas com mulheres e hoje é uma banda mista, com membros mais veteranos. Hoje são as fundadoras Stela Vieira (guitarra) e Jéssica Buris (baixo) e ao chegados Alex Mancha (vocal) e Juliano Foroni (bateria). Slayer é o nome que vem a cabeça. Sim a banda tem influência do Thrash norte-americano, principalmente da Bay Area, mas não no lado melódico e pegajoso, e sim, do lado agressivo, como o citado Slayer e os momentos mais duros, quase Death, do Testament, da fase Low. As faixas são Face To Face, Stained Nature, Voices From Hell, Lost, Damn System e ... For the Future. Está na hora do full length! RC

ANESTESIC
Scream My Soul
A banda Anestesic surgiu em 2003, na cidade de Santo Antônio de Posse/SP, e deve apavorar sua cidade com o seu Thrash Metal visceral e mortífero. Scream My Soul é o seu demo com uma boa capa, bom encarte digno de nota. A música remete à Bay Area, mas naquela linha mais ríspida, feita pelo Metallica em Master Of Puppets e Ride tHe Lightning. A demo é composta por quatro faixas: Scream My Soul, Arounse From Hell, Justice Is Dead e Hate To Kill. A banda é: Henrique Martins (guitarra e vocal), Rodolfo Job (baixo) e Vagner Souza (bateria) formam o power trio. A banda ainda soa crua, mas também mostra “jeitão” para fazer Thrash. Você pode gostar de Thrash e ensaiar e treinar pacas, mas se não tiver esse “jeitão”, você não faz. RC

ANAX
Return To Hell
A já experiente banda de Death Metal do Rio chega com sua terceira demo, Return to Hell, que é a melhor gravada até agora, mas longe de conseguirem chegarem onde querem. Seu potencial é muito maior do que isso, mas faltam recursos, mas dá para ter uma idéia do que este grupo pode vir a fazer na cena brasileira e quiçá, mundial. Eles mudaram de estúdio e a próxima demo será City Of Chãos. A banda promete mais e melhor porra, mas enquanto não chega, vamos com Return To Hell. Ela tem sete faixas, com destaque para as morticidas Ravany, Seven, Lúcifer e a faixa-título que abre o petardo. O trio (o Brasil é o recordista em formações em trio no mundo!) é Gillian Relvas (guitarra e vocal), Marcio Ribeiro (baixo) e Silvio Rock (bateria). Aguardemos um petardo mais atualizado então! RC

CORUBO
Mordaz
Banda brasileira de Black Metal Indígena! Se o Black Metal no mundo todo resgata a ancestralidade pagã de todos os povos, cultuando ritos, demônios e folclores locais e primitivos, no Brasil uma banda que fizesse isso, teria que resgatar nossa ancestralidade indígena! Como eles próprios dizem não um viking metal, não nórdico, não nazi (anti), não satânico, mas algo de origem e cultura própria, algo novo e pessoal. A banda prefere não se identificar. Medo de alguma retaliação, ou para deixar um mistério no ar, deixando com que seus espíritos anciãos se manifestem em vez da cabeça de um encarnado? Eles trazem para o Metal negro tudo sobre nossos índios, em influência, música, língua e instrumentos e a cultura (tudo raríssimo). A banda ainda não tem a formação pronta e definida, vocais próprios pelo autor da banda que procura vocalistas que se identifiquem com a idéia e viva isso, mais apenas do que fazer uns urros em uma horda. Segundo a banda, eles tocam com afinação em Ódio-Maior e mostra criatividade e vivacidade para fazer o que querem. Sinceramente, esta é a banda mais interessante da cena nacional que já conheci e ouvi desde o brasiliense Miasthenia. A música, instrumentalmente, é Black, mas não consigo ver nenhuma influência irrestrita, por isso não os compare com ninguém. Destaque: Nhanderu Hasy Katú (cantada em dialeto indígena). Confira nosso real Black nacional até em raízes e não besteiras que cultuam cultos Afro. A banda não se identifica, então também, quem escreveu essa resenha também não se identifica.

VIOLÊNCIA COLETIVA
Exploração Infantil
A banda é veterana e auspicia em fazer Fard/Grindcore. Com essa capa que mostra a foto de uma criança trabalhando numa pedreira, ou seja, trabalho escravo real, os paulistanos do Violência Coletiva, vêem com criticas ácidas, impiedosas e sem concessões, como a exploração infantil e outros desse mundo de m..... Influências de Napalm Death, Nasum, Rot, Ratos de Porão, Agathocles, Terrorizer entre tantos outros nomes, com algod e Death e algo de HC, o quarteto formado por Mário (vocal), Marcelo (guitarra), Rubens (baixo) e Samir (bateria) pratica faixas curtas, nuas e cruas, agressivas e anti-musicais, anti-melódicas e anti tudo o que está errado! Vocais vociferadas, raivosos, guitarras caóticas e cozinha metralhadora! Anti-destaques para Hospital Podre, Maldição Britânica, Exploração Infantil e Grindcore Na Veia, além da verdadeira Vergonha De Ser Brasileiro. Olha, eu tenho vergonha de ser brasileiro por dois motivos (entre tantos): um deles é o citado na música, onde a miséria é vergonhosa e os governantes fingem que está tudo bem. Outro motivo é que, quando muitas destas pessoas que estavam na miséria, saem dessa condição e passa, a ter algo, não agregam nada ao país e a primeira coisa que fazem é comprar um celular e ficar ouvindo Funk no último volume com seu aparelhinho no sistema rádio. Ou seja, em vez de só eles escutarem, eles fazem questão de todo mundo que está num ônibus, trem, metrô, shopping, praça e qualquer ligar público escutem. Estas pessoas, quando saem da linha da miséria, elas vão estar cagando e andando para nós, que curtimos qualquer tipo de Rock, além de sujarem as ruas e sem ter o mínimo de natureza. Fora o fato de saírem tendo filho por aí com pais diferentes (e falta de dinheiro para comprar camisinha não é desculpa, pois hoje qualquer posto de saúde DOA no mínimo 30 preservativos para qualquer um que ali solicitar!). E se tem crianças trabalhando em regime de escravidão, os primeiros culpados são os pais e depois o governo. O governo é culpado por não castrar a população mais pobre: se o cara não tem o que comer, vai gerar um filho com que propósito? Para que o governo o sustente? Mas o governo somos todos nós que pagamos impostos! Apesar de ser legal esse tipo de crítica, este humilde redator acha que as bandas têm que atualizar seu discurso e ter uma visão maior do que apenas ficar falando que os pobres são coitadinhos e que tudo é culpa do governo. Mas e a responsabilidade, é só do governo, ou ninguém quer ter responsabilidade nesse país? Ou a população em geral só quer beber cerveja, transar sem camisinha, por filho no mundo e jogar lixo nas ruas? Questione, discorde, mas não fique indiferente com o Violência Coletiva, pois eles fazem você pensar, como eu pensei! LT

PUBIANUS
Brutal Noise
A banda de Londrina/PR que faz Death Metal/Grindcore e no melhor estilo do estilo (musical), que é lançar vários trabalhos em vários formatos em ritmo industrial, aqui temos mais um. Trata-se de um MCD de fato. Primeiro, por trazer só uma música, a que dá nome a ele, Brutal Noise. Segundo, pois fisicamente é um MCD mesmo, tamanho pequeno. Sabe a bandeja do seu CD-player ou do drive de seu PC? Nela, tem o espaço para o CD normal e ainda um sulco menor ainda e redondo? Então, é para esse tipo de CDzinho que ele serve! Como é só uma faixa, não há muito o que se dizer. Apenas para que você colecione mais um artefato deles! RC


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