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Memorial Ronnie James DIO!

Neste memorial, posteremos todas as matérias feitas pela ROCK UNDERGROUND à DIO e suas bandas, seja resenhas de CDs, shows, entrevistas e etc, novas ou antigas. Ainda, aos poucos, faremos resenhas de todos os discos por ele lançados, solo e em suas bandas. Ainda, abriremos espaço para colaboradores, sejam eles jornalistas, imprensa e até mesmo fãs, postando resenhas, fotos, autógrafos e "causos" envolvendo o maior cantor de Heavy Metal de todos os tempos.
Leia as resenhas dos discos The Devil You Know e Live From Radio City Music Hall do HEAVEN AND HELL e ainda Killing The Dragon, Holy Diver Live, Evil Or Divine CD e DVD da banda solo DIO.
Veja também:
- Homenagens para DIO enviadas por usuários;
- Homenagens para DIO feitas por artistas e pessoas do meio musical;

HEAVEN AND HELL
The Devil You Know
Warner – nac.
(resenha postada em nosso site em junho de 2009)
Aqui um disco histórico, nascido como clássico. Sim, todos que ouviram e foram aos shows atestam isso! Mais Black Sabbath impossível! O interessante, é que, apesar de todas as faixas The Devil You Know remeterem ao Black Sabbath com Dio, nenhuma dela remete à alguma faixa já escrita por eles, todas são inéditas, diferentes e originais! Atom & Evil é cadenciada, bem Doom, ao estilo Sabbath com Dio, contrariando discos anteriores com ele nos vocais, dos quais, sempre um álbum é aberto com um tema rápido. Fear é como deve ser o H&H ou BS com Dio hoje em dia! A sonoridade difere um pouco, afinal estamos 29 anos depois da estréia de Dio na banda e de lá pra cá, os músicos mudaram a foram de compor, tocar, executar, gravar, ensaiar, estar em estúdio, e os equipamentos e recursos hoje são outros. Apenas não gosto do efeito modernoso na palavra Fear no refrão.Na seqüência, Bible Black outro clássico recém-criado e que a exemplo de Fear, faz parte do set list da atual tour só que permanecerá nos shows. Cadenciada, com solos que remetem aos anos 80. Seguindo, Double The Pain, com mais velocidade e bem melódica, com um refrão (mais um) pegajoso. Para mim, esta faixa deveria estar no set list da banda, que parece ter escolhido as faixas mais lentas e “baixas” para poder tocar ao vivo, uma pena, pois as melhores deste disco são algumas delas, mas rápidas. Rock & Roll Angel, apesar de ser uma das menos legais, está acima da média e de qualquer coisa que Ozzy possa ter feito com o Sabbath. Outra das porradas e que ao vivo seria um arregaço é Eating The Cannibals, também um das mais inspiradas! Follow The Tears é outra escolhida pra ser executada ao vivo, mas uma das mais dispensáveis. Lembre-se, dispensável em se tratando destes senhores, pois também é muito acima do que qualquer outro medalhão (Ozzy, Iron Maiden, Judas Priest) tenha feito nos últimos anos. Neverwhere é outra rápida e pesada, moderna. Encerrando, Breaking Into Heaven, rememorando um pouco o passado do grupo com Dio. Enfim, o disco do ano e o maior acontecimento de 2009 sem dúvida! JCB – 9,0

Faixas:
1. Atom & Evil
2. Fear
3. Bible Black
4. Double the Pain
5. Rock & Roll Angel
6. The Turn Of The Screw
7. Eating the Cannibals
8. Follow The Tears
9. Neverwhere
10. Breaking Into Heaven

HEAVEN & HELL
Live From Radio City Music Hall
Warner - nac.
(resenha postada em nosso site em maio de 2008)
Sem dúvida, o melhor CD ao vivo e DVD do ano de 2007! Para quem ainda não sabe, a banda Heaven And Hell é nada menos do que o Black Sabbath com a formação clássica que conta com Dio nos vocais, além de Vinnie Appice e claro, Geezer Butler e o eterno Tony Iommi. O fato de usarem o nome Heaven And Hell, uma alusão ao primeiro disco do Black Sabbath com Dio nos vocais, remete ao fato de que, esta banda, tocará apenas músicas gravadas com Ronnie James Dio cantando. Primeiro, foi lançada uma coletânea saudando esta fase e que contou com faixas de Heaven And Hell, Mob Rules, Dehumanizer e o ao vivo Live Evil. A coletânea ainda contou com três faixas inéditas, feitas rapidamente e que em poucas semanas juntos, Dio e Iommi produziram mais do que com Ozzy há quase uma década (onde lançaram apenas duas faixas). Estas faixas são The Devil Cried, Shadow Of The Wind e Ear In The Wall, a saber, sendo que esta última, não está presente, somente as duas primeiras. Embalagem prateada, com slipcase, e o principal: Dio, Iommi, Butler e Appice juntos. A melhor formação de toda a história do Black Sabbath reunidos novamente, afinal: de tantos cantores que passaram pelo grupo, algum melhor que Dio? Dos bateristas, pelo menos, Appice é bem melhor do que o original Bill Ward. Qual baixista é mais denso e soturno do que Butler? Você assiste Live From Radio City Music Hall e chora! Ainda mais quem viveu a época destes discos e viu esta formação em 1992 no Brasil, vai se arrepiar. O público, emocionado com o carisma de Dio e a junção destes monstros. Dio, canta em um tom mais baixo que o original. Pudera, ele beira os setenta anos. Mas dentro de seu atual alcance, ele é imbatível. Abrindo, a instrumental E5150, seguida de After All (The Dead) do Dehumanizer, mórbida. A dupla The Mob Rules e Children Of The Sea é arrasadora. Lady Evil é improvável, mas bem escolhida, por ser mais obscura, nunca tendo sido um hit da banda. Até porque, nas duas vezes em que Dio esteve no Sabbath, tinha que dividir suas músicas com as da fase Ozzy. Agora, tem espaço para tocar quase tudo! I, um dos clássicos do Dehumanizer e que estava no set list da banda solo de Dio recentemente, se mostrou outra escolha das mais felizes. Como essa música cresce ao vivo! The Sign Of The Southern Cross ao vivo, dispensa comentários e outra que Dio incluíra recentemente em seu set. Esta faixa foi a maior injustiça da coletânea Dio Years,, por estar ausente nela. Voodoo nos dá nostalgia, enquanto a nova The Devil Cried parece sempre ter feito parte da carreira da banda. A arrastada Computer God, que abria a Dehumanizer tour, agora vem no meio do set. A Falling Off The Edge Of The World também dispensa comentários. Shadow Of The Wind ainda vai virar obrigatória. Die Young não poderia ficar de fora e a trinca final com Heaven And Hell, Lonely Is The Word e Neon Knights vem para calar a boca dos incautos! Poderiam, estar presentes outros dois clássicos da banda, do disco Dehumanizer, como a Speed Metal TV Crimes e o hit Time Machine. Mas elas entrariam no lugar de qual faixa? Seria um delito remover algum do atual set! Se depois desse lançamento você ainda preferir o Sabbath com Ozzy com as modorrentas, cansativas e exaustivas Paranoid, Iron Man e War Pigs, me faça um favor: assuma que você não entende de música, muito menos de Heavy Metal.
JCB – 10

Faixas:
CD1

1. E5150/After All (The Dead)
2. The Mob Rules
3. Children of the Sea
4. Lady Evil
5. I
6. The Sign of the Southern Cross
7. Voodoo
8. The Devil Cried

CD2
1. Computer God
2. Falling off the Edge of the World
3. Shadow of the Wind
4. Die Young
5. Heaven And Hell
6. Lonely Is the Word
7. Neon Knights

DIO
Holy Diver Live
ST2 – nac.
(resenha postada na edição #38 da ROCK UNDERGROUND de dezembro de 2006)
Mais um disco ao vivo gravado em Londres (a Mecca atual dos Live’s). E seguindo a tendência de tocar discos inteiros ao vivo da década de 80, Dio o fez com o clássico Holy Diver, do qual é executado na íntegra no CD1. Bom, nem precisa comentar nada sobre essas músicas não é mesmo? Já no CD2, mais clássicos e se torna ainda mais nostálgico. Afinal, apenas duas músicas do The Last In Line, One Night In The City e We Rock, que fecha o CD e o show; duas de susa fase no Black Sabbath, Sign Of The Southern Cross e Heaven & And Hell; e quatro (isso mesmo, 4!) do Rainbow! As sempre presentes Man On The Silver Mountain e Long Live Rock ´N Roll, mais Gates Of Baylon e Tarot Woman! Saudosismo total! Cabe destacar, que desde 2004, Dio e sua banda vem executando as músicas na velocidade original, principalmente as dos anos 70 do Rainbow, ao contrário do que vinha fazendo desde os anos 80 e até 2001, dos quais estas mesmas músicas eram tocadas de forma muito mais rápida. Quais serão os próximos passos dele? Reunião com o Black Sabbath, ou ainda com o Rainbow? Vamos aguardar. JCB – 9,0

DIO – Credicard Hall/SP – 15/07/06.
Texto e fotos: Júlio César Bocáter.
O grande mestre do Heavy Metal volta ao Brasil pela sexta vez (quinta com sua banda solo) para divulgar Holy Live, seu último disco/DVD ao vivo. Mas ao contrário dos discos, em que é tocado o Holy Diver na íntegra, nos shows daqui ele fez um set diversificado, ainda que com a proposta de Holy Live, ou seja, só tocando músicas antigas, da década de 80 para trás. Num abarrofado Credicard Hall, Dio entra com a mesma formação da última vez em que vieram aqui, em 2004: Craig Goldie na guitarra, Rudy Sarzo no baixo, Simon Wright na bateria e Scott Waren nos teclados. Sinceramente, foi a melhor apresentação de Dio no Brasil que eu vi (incluindo sua vinda com o Black Sabbath em 92)! Claro que o set ajudou, mas a banda estava inspirada naquele dia! Abrindo com a tétrica Children Of The Sea (quando ele começa cantando “In the misty morning...” todos se arrepiaram!), seguida de rápida I Speed At Night, junto a One Night In The City. Demais! Temos um medley com Stand Up And Shout, Holy Diver (uma das mais ovacionadas) e Gypsy. Solo de bateria de Simon Wright, que tem uma das marcações na caixa mais precisas e pesadas do Heavy Metal, para retornar com Sunset Superman, a primeira do Dream Evil (uma pena não ter tocado a faixa-título do mesmo). Os anos 80 total de fazem presentes com a dobradinha Don’t Talk To Strangers e Rainbow In The Dark, sempre um dos pontos altos do espetáculo, emendada ao solo de guitarra de Craig Goldie, duelando em seu final com Scott Waren. Diga-se de passagem, Craig, que já tocou aqui em 2001 e 2004, se mostrou muito mais simpático, carismático e muito mais desenvolto no palco. Ele é um grande guitarrista, mas em 2004, parecia emburrado, contrastando com a loucura de Rudy Sarzo, um dos maiores baixistas da história do Rock, tendo tocado já com Ozzy, Whitesnake e Quiet Riot. Aliás, nas horas dos solos, Dio se diverte com a maluquice de Sarzo no palco, os dois agitando muito, tornando a apresentação mais agradável ainda! Depois do solo, uma surpresa: I do Dehumanizer do Black Sabbath! Essa pegou a todos com as calças na mão, ninguém esperava! E foi a faixa mais “recente” de seu set (este disco é de 92). Você olhando a volta, via vários marmanjos com lágrimas nos olhos, inclusive este que vos escreve, todos relembrando a apresentação do Sabbath em 92 no Brasil! Depois, a emocionante All The Fools Sailed Away. Chega de emoções, pois em seguida vêm as duas eternas do Rainbow, The Man On The Silver Mountain e Long Live Rock’n Roll, sempre bombásticas! Mais um encore, para Heaven And Hell. Cara... Além de um clássico e ao vivo, ser melhor ainda, o encompridamento que Dio dá a ela é sensacional, com o jogo constante entre cantor e público, sendo seu clímax quando todas as luzes se apagam da casa e só uma luz vermelha de baixo pra cima no rosto de Dio, dando um ar macabro e satânico! Mal os presentes se recuperam, e vem a Speed e pesada We Rock! Que set list! Ainda tivemos The Last In Line e o último encore para Mob Rules, com a presença de Andreas Kisser. No set list estava prevista Neon Nights para o grand finale, mas para a surpresa de todos, o show acaba, as luzes se acendem, o som mecânico rola e é o fim! Também, com um set e um show destes, dá pra reclamar? Ok que, seu último de estúdio Master Of The Moon (que ninguém lançou no Brasil, por sinal. Com tanto porcaria que é lançada aqui, será que ninguém acredita no potencial de vendas do Dio? Não é possível) é ótimo, mas estávamos precisando lavar a alma, com músicas que ainda não tinha sido tocadas no Brasil e esta overdose de clássicos da década retrasada. Será que em 2008 tem mais?

DIO
Evil Or Divine CD
ST2 – nac.

(resenha postada na edição #35 da ROCK UNDERGROUND de julho de 2005)
Depois do DVD, saiu em CD no Brasil este show feito no Roseland Ballroom em Nova Iorque numa sexta-feira 13 de dezembro de 2002 e mostrava a banda ainda com Jimmy Bain (B) e Doug Audrich (G, hoje no Whitesnake). O set é o mesmo do DVD, e de novidade, as músicas Killing The Dragon: a faixa-título que abre o show, mais Push e Rock’n Roll e o restante do set, que é quase o mesmo até hoje (We Rock, Holy Diver mais as do Sabbath, Rainbow, etc). Só faltaram aqui músicas do Dream Evil, mas a performance de Dio é irreparável, assim como a Doug! Imperdível! JCB – 9,0

DIO – Credicard Hall/SP – 28/08/2004.
Texto e fotos:
Júlio César Bocáter.
Ronnie James Dio é uma lenda, um mito e dispensa qualquer comentário. Afinal, uma pessoa que já cantou no Black Sabbath, substituindo Ozzy, que foi responsável pelo estouro do Rainbow, ainda teve uma boa repercussão com o Elf, e um dos artistas solo mais bem sucedidos do Heavy Metal, não há mais nada o que dizer. Quantos artistas no mundo do Metal e do Rock Pesado conseguiu consolidar seu nome artístico como uma banda? Bruce Dickinson, Rob Halford, Vince Neil, David Coverdale, Ian Gillan, entre outros, não conseguiram consolidar suas carreiras solo, com um sucesso bem inferior aos de suas bandas. Mas Dio, ao lado de Ozzy, foram os únicos! Mas, pra que toda essa introdução? Para poder resenhar melhor esse show! Afinal, um show do Dio é único! Que show você poderia ver em uma só noite, músicas do próprio Dio (claro), músicas de sua fase do Rainbow e músicas de sua fase no Sabbath? Para quem realmente gosta de Hard, Heavy e Rock pesado em geral, um show do Dio é um evento, um acontecimento! Com a casa esturricada, Dio executou um set único! Com ênfase nos seus três primeiros discos e com músicas do Sabbath e Raibow da qual não tocava a anos! Este foi o diferencial deste show, uma volta ao tempo, uma volta ao final dos 70 e começo dos 80! King Of Rock And Roll arregaça, seguida de Sign Of The Southern Cross do Sabbath! Cara, essa arrancou lágrimas de metade das pessoas presentes ali com mais de 30 anos! Linda, um sonho! Stargazer do Rainbow, outro momento inusitado, seguida por Stand Up And Shout. Eu, particularmente, acho esta uma das menos melhores músicas da banda Dio, mas ao vivo, ela funciona muito bem, justificando ser uma das músicas “imexíveis” de seu set. A banda estava coesa, em uma das melhores formações que Dio já teve. Simon Wright (ex-AC/DC), é um dos bateras mais competentes e com maior pegada do Rock! O guitarra Craig Goldie é um dos melhores do ramo, apesar de estar carrancudo nesta noite (ouvi muitas pessoas reclamarem de sua performance) e Rudy Sarzo (ex-Quiet Riot e ex-Whitesnake), mostra muita técnica e agitação, apesar de as vezes soar exagerado. Os solos são invitáveis, e apesar de quase todos criticarem as presenças deles nos shows, das quais eu me incluo, eles são necessários, para promoverem e darem honra aos músicos, e para os vocalistas terem um descanso no gogó. Voltando ao show, a eterna baladinha macabra, Don’t Talk To Strangers e uma nova The Eyes, do recém-lançado Master Of The Moon. Na seqüência, Mob Rules, e uma trinca de matar, num medley mortal com Man On The Silver Mountain, Long Live Rock And Roll e Catch The Rainbow. Quer mais novidades? Rock And Roll Children, que não era tocada há anos, e Gates Of Babylon, outra que não era tocada há décadas! Já Heaven And Hell e Holy Diver são manjadas, mas nunca são demais, clássicos absolutos! O final veio com The Last In Line e Rainbow In The Dark. Para encerrar, a mortifera We Rock e Neon Knights! Indiscutível, mais uma vez, show do ano! JCB

DIO
Evil Or Divine (DVD)
ST2 – nac.
(resenha postada na edição #32 da ROCK UNDERGROUND de abril de 2004)
Para quem é fã da banda, este é o maior DVD já lançado até hoje na história da música! Afinal, um show de Dio, em uma de suas maiores fases, com uma de suas maiores bandas, na turnê de um de seus maiores discos, o bom Killing The Dragon. A imagem é fabulosa, as tomadas, as piadas de Dio, a emoção de Jimmy Bain (B), a pegada de Simon Wright (D) e a técnica de Doug Aldrich (G). Onde mais você pode ouvir músicas de Dio, Black Sabbath e Rainbow em sua voz? Clássicos como Holy Diver, Egypt, Rainbow In The Dark, Stand Up And Shout, Heaven And Hell, Man On The Silver Mountain, Long Live Rock And Roll, Children Of Sea, The Last In Line, We Rock e as novas Push, Killing The Dragon e a Fever Dreams do Magica? O show foi gravado numa sexta-feira 13 chuvosa de dezembro de 2002 no Roseland Ballroom. Imagine Dio abrindo um guarda-chuva dentro da casa em uma sexta-feira 13? O DVD tem ainda clipe de Push e uma entrevista de Dio, onde detona sobre religião e seu passado com forças ocultas. O único detalhe negativo para mim, foi não ter no DVD nenhuma música do Dream Evil, disco mais tétrico, sombrio e climático de Dio. Mas quem sou eu para ser estraga-prazer? JCB – 10

DIO
Killing The Dragon
Sum – nac.
(resenha postada na edição #26 da ROCK UNDERGROUND de junho de 2002)
Depois do fabuloso Magica, o mestre retorna em dois anos e solta outro clássico, tão bom ou melhor que seu antecessor! Como numa pirâmide, sendo seu vértice o fraco Angry Machines com o fétido guitarrista Tracy G., a contagem regressiva está a solta. Porque Magica nos remetia ao ótimo Lock Um The Wolves (inclusive pelo mesmo batera, Simon Wright, e pela coloração da capa e sonoridade também) e ao excelente Dream Evil (este que mais se assemelha, inclusive tendo os mesmos guitarra e baixo daquele disco, Craig Goldie e Jimmy Bain, respectivamente). E agora, Killing The Dragon nos leva de volta ao fantástico Sacred Heart! A faixa-título tem aquele clima maligno medieval de inquisição, Along Cones A Spider é aquele Heavão que só Dio sabe fazer, Scream e Better In The Dark tem a aura do Dream Evil, nas faixas Naked In The Rain e Night People respectivamente. Rock & Roll tem aquele clima anos 70, meio Purple, já Push é um Rockão e Guilty tem a cara de Rainbow. Throuw Away Children revisita Magica, Before The Fall tem o frescor Heavy’n Roll e Cold Feet tem uma melodia de Dio grudenta. Riffs secos, solos alucinantes, refrães marcantes, baixo cheio e pulsante, bateria precisa, bem marcada com o “senhor das caixas” Simon Wright e a voz do Dio... bem, essa nem tem o que comentar. Um disco completo. E se você não gostar e/ou não comprar, você é um “cold feet” (a letra desta cai como uma luva para ti). JCB – 9,5