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CARTA ABERTA A RONNIE JAMES DIO

É com grande pesar que escrevo essas palavras. Ronnie James Dio, um dos melhores vocalistas de Rock do mundo, morreu dia 16 de maio de 2010.
Dio cantou com diversas bandas desde os anos 60, mas ele somente veio a alcançar o estrelato quando se juntou ao Black Sabbath depois da saída de Ozzy Osbourne, no início dos anos 80.
Ele trouxe um novo folêgo para a banda, pois já fazia um tempo que eles não gravavam nada de realmente bom. Os últimos discos com já Ozzy demonstravam esgotamento e a entrada de Ronnie James Dio trouxe muitas coisas boas. O primeiro álbum com Ronnie James Dio nos vocais, Heaven And Hell, acabou se tornando um grande clássico do Heavy Metal e do Rock.
Parecia que o Black Sabbath tinha entrado de novo na linha no início dos anos 80.
Após o Heaven and Hell, o baterista Bill Ward deixou a banda e foi substituído por Vinnie Appice, que é também um músico fantástico. Com essa formação eles gravaram o álbum Mob Rules, que é considerado por muitos fãs ainda melhor que o já excelente Heaven And Hell.
Eu tenho o Mob Rules em vinil, que eu comprei usado em um sebo. Uma verdadeira raridade. Eu ouvi tanto o bolachão do Mob Rules que cheguei a “gastá-lo”, se é que é possível fazer isso com um disco de vinil.
Depois de gravarem o Mob Rules, a banda pegou a Estrada e gravou um disco ao vivo chamado Live Evil. Depois disso, Dio foi demitido da banda. Na época houve rumores de que ele teria entrado Escondido no studio para mudar a mixagem final, mas esses boatos nunca foram comprovados (tenho que encontrar uma biografio oficial da banda para confirmar).
Ocorre que, após o Sabbath, Dio teve uma carreira muito bem-sucedida, com excelentes discos, tais como Holy Diver and Sacred Heart. Ele acabou se tornando um ícone do Heavy Metal e, em 1985, organizou a gravação de uma música no melhor estilo “Live Aid” do Heavy Metal, juntando vários músicos famosos de Heavy e Hard. A música, de nome Stars, está incluída no album “Hear’n’Aid”, e conta com a participação de vários músicos fantásticos, inclusive Rob Halford (vocal do Judas Priest), Geoff Tate (vocal do Queensryche) e o guitarrista Yngwie Malmsteen.
Mesmo tendo uma carreira bem-sucedida, Dio acabou por voltar ao Black Sabbath no início dos anos 90 para gravar o álbum Dehumanizer, de 92.
Dehumanizer é um disco excelente e uma de suas músicas foi até trilha do filme “Quanto Mais Idiota Melhor”, mas Ronnie acabou por sair de novo da banda quando o Ozzy Osbourne, numa de suas muitas “turnês de despedida”, convidou o Black Sabbath para abrir um de seus shows.
Dio, como qualquer outro grande cantor com sua reputação faria, não topou, e a banda acabou por chamar o Rob Halford para tocar com eles na ocasião.  Daí Ronnie James  Dio deixou novamente o Sabbath para seguir carreira solo.
Ele gravou coisas muito boas após o Dehumanizer. O Strange Highways, gravado mais ou menos nessa época, é um CD sombrio e mais pesado do que qualquer outra coisa que o Dio já tivesse gravado até então. Talvez suas decepções com o Sabbath tenham o deixado mais dark, quem sabe?
Ocorre que, depois de muitos problemas com o Ozzy e sua esposa Sharon, que é uma conhecida “vilã” no meio metálico, o Black Sabbath se juntou ao Dio novamente, mas agora sob o nome Heaven And Hell.
O Heaven And Hell lançou um CD e saiu em turnê pelo mundo.
Foi aí que eu os vi no dia 13 de maio de 2009, na noite que foi a melhor da minha vida até agora.
Dio cantou divinamente naquela noite, levando o público ao delírio.
Mal podíamos imaginar que, poucos meses depois, ele seria diagnosticado com câncer no estômago.
Eu fiquei bastante triste quando eu soube que ele estava doente e acredito que todos os fãs do Dio e do Sabbath tenham se sentido da mesma forma. Nós realmente acreditávamos que ele sobreviveria
Mas ele não sobreviveu.
A verdade é que o Dio deixou um legado maravilhoso, que começou com a banda Elf, no início dos anos 70, e que continuou com o Ritchie Blackmore’s Rainbow, com o Black Sabbath e depois com a sua brilhante carreira solo.
Dio foi um guerreiro e um performer fantástico. Ele representou muito para o Rock e era simpatico com todos os fãs. Nunca ouvi falar do Dio destratar fã. Nunca.
Ocorre que agora ele se foi e fivou um vazio no mundo do Rock’n’Roll. O Heavy Metal ficou triste e amargo sem Ronnie James Dio e sua voz maravilhosa.
Dio era um compositor fantástico. Também era um cantor incrível que tocava vários instrumentos, inclusive baixo e trompete.
Ele era um ser humano brilhante.
Você foi fantástico, pequeno grande Ronnie James Dio. Seu legado é fantástico e nós, seus fãs, agradecemos por tudo que você fez por nós.
Você nos abençoou com a sua música.
Descanse em paz, Ronnie James Dio.
Ninguém jamais irá substituí-lo
P.S. – Ronnie James Dio foi enterrado em uma cerimônia no Cemitério Forest Lawn, de Los Angeles, em 30 de maio de 2010. Estavam presentes mais de mil pessoas, dentre as quais sua esposa, Wendy, seu filho e mais de mil amigos e fãs.
R.I.P. Dio
Obrigada por tudo

Ana Luiza Brown
www.dogzsongs.com

RAINBOW Live In Munich 1977

Por Leonardo Josué

Olimpia Hall em Munique


Quinta-Feira, 20 de outubro de 1977. O Rainbow está na sua segunda turnê européia.
Na banda estavam Ritchie Blackmore na Guitarra, Ronnie James Dio nos vocais, Cozy Powell na bateria e os novatos Bob Daidsley no contrabaixo elétrico e David Stone nos teclados, ambos os músicos haviam entrado na banda semanas antes do concerto que para muitos foi o melhor da historia do Rainbow.

Kill The King

Como sempre, Rainbow iniciava seus Shows com Kill the King, embora a versão de estúdio não aparecesse no vinil até o álbum “Long Live Rock and Roll” – de 1978, a faixa tinha sido escrita em 76 nos ensaios para a primeira turnê européia. Trabalhando no Set-List eles decidiram por uma abertura “rápida e furiosa”, algo como o que Burn Tinha feito pelo Deep Purple de 73. Kill the King funcionou tão bem, que decidiram mantê-la também para os shows da turnê de 77. A Letra escrita por Dio, representa uma partida de Xadrez.


Esse Show começou muito tarde, na verdade, quase foi cancelado, tinha havido um problema no show na Áustria, quando Ritchie Blackmore viu segurança empurrando fãs do palco, ele mandou uma garrafa num dos agressores, os ânimos se aqueceram, e uma enorme confusão estava iniciada, Ritchie acabou preso e passou a noite na cadeia. O show em Munique estava marcado para o dia 19, mas com Ritchie preso, decidiram adiá-lo em um dia. E torceram para que os advogados resolvessem o problema o mais rápido possível. Ritchie Foi Libertado no dia 20 e levado de carro direto para Munique com os patrocinadores torcendo para que chegasse a tempo.

Em circunstancias normais, talvez cancelassem o show, mas a TV alemã ia filmar o evento para um programa já antigo chamado Rockpalast, e era importante manter o show., a banda de apoio “Kingfish” estendeu o show de abertura, e Blackmore finalmente chegou, o Rainbow estava no palco por volta da meia-noite.

Ouçamos a primeira faixa deste memorável set list, com a ousada cena do clássico da sétima arte “Over the Rainbow” tema de “O mágico de Oz”.

Mistread

O set list de 77 era bem parecido com o anterior: a segunda musica era “Mistreated”, um grande sucesso gravado pelo Deep Purple em 73, para o álbum Burn. O Riff Básico parece ter sido feito por Blackmore alguns anos entes, pode ter sido feito enquanto Ian Gillian ainda estava na banda, e a letra foi introduzida por David Coverdele em 73, quando entrou no grupo, e a musica foi adicionada ao álbum. Ela difere um pouco do seu tempo no Purple das nas versões ao vivo do Rainbow, sendo que no Rainbow era mais mágica e menos bruta o que ainda faz fãs discutirem sobre qual é a melhor versão. Mais tarde, Coverdele também fez um cover da canção com o WhiteSnake. No ponte de vista de Blackmore, é uma musica que deve ser tocada delicadamente em contraste com seu encerramento pesado.

 

16th Century Greenslives

16th Century Greensleaves, gravada no primeiro disco. Dio foi vital para a evolução do Rainbow. Blackmore queria gravar uma versão de “Black Sheep of the Family”, uma canção de uma banda inglesa, então pediu Dio para escrever uma versão para que gravasse de forma solo, deu tão certo, que Blackmore considerou fazer um álbum inteiro com Ronnie. Aqui, Ritchie toca um estilo Neoclássico que ninguém sequer pensava na época, misturando seu amor pela musica renascentista e rock, embora o efeito tenha sido melhor na turnê de 76. A Introdução é a famosa Greensleaves e um trecho de um dos concertos de Ioran Sebastian Bach.

Blackmore queria seguir um estilo jamais visto no rock, algo que remetesse diretamente a idade media o que não comportava ao Purple, era o mesmo interesse de Dio, que tocava algo bem mais leve de rock antes do Rainbow, mas sua carreira posterior sempre teve tendências à temática épica. Uma das maiores características desse estilo predominante é a canção Stargazer, cuja letra é um romance em estilo “Senhor dos anéis” que narra a historia de uma torre no deserto.

 

Catch the Rainbow

Catch the Rainbow Foi uma Homenagem de Blackmore para Jimmy Hendrix, para muitos fãs era o ponto culminante do show, onde Blackmore alcançava o Maximo de sua improvisação. A canção que aparece no primeiro álbum ganhou tamanho e técnica.

Long Live Rock and Roll

Long Live Rock and Roll substiutuiu o antigo Set que levava Stargazer como anterior a Still I’m Sad. Servia como uma previa para o que esperava o publico no ano de 78. a canção era demasiada comercial, sendo que não havia tanta expressão em sua letra, era semelhante a um autor parnasiano que cultuava a “arte pela arte", neste caso era o “rock pelo rock”. Mesmo não tendo o conteúdo rico dos dois primeiros álbuns, a faixa alcançava o objetivo de Blackmore “ela animava a platéia”. Com isso, criava a possibilidade deter musicas tocadas nas rádios do mundo. Neste álbum que era promovido no show, Kill the King ganhava sua primeira versão de estúdio, e também L.A. Conection era uma canção comercial. O álbum não alcançou o sucesso esperado e foi considerado o inicio do fim do Rainbow. Outra curiosidade de Long Live Rock and Roll” é que a faixa Gates of Babylon, uma das mais importantes, nunca foi tocada ao vivo, o que é uma pena, pois revela o inicio da faze das letras sombrias de Dio, o que precedia sua entrada no Black Sabbath. Porém, Dio recentemente resgatou em seu set a inesquecível Gates of Babylon.

Passando para “Man on the silver mountain”

É a musica mais descontraída do set, geralmente recheada de musicas incidentais. Neste caso, ainda se ouve um trecho de “Starstruck” do segundo álbum. Mas em outros shows também apareciam Child in time, Woman from Tókio e outras mais.

Man on the silver mountain é de grande importância para a historia do Rainbow, desde sua primeira turnê de 1975 até 1982. É a faixa de abertura do álbum de estréia e funcionou muito bem no palco. Há uma versão tempestuosa no CD Live in Germany, o que no On Stage não fica atrás, foi apresentada pela primeira vez na época do Deep Purple, antes disso, Ritchie Raramente tocava Blues. Quanto a faixa incidental “Starstruck” é bem popular entre os fãs, porém, nunca foi apresentada ao vivo por inteiro.

Still I'm Sad

Still I’m Sad sempre foi a canção preferida de Blackmore. As versões rainbow sempre tinham arranjos diferentes da versão original, gravada pelo Yardbirds. A banda apresentou a musica em seu álbum de estréia, mas foi deixada como instrumental. É uma faixa decepcionante, pois parece diminuir o talento original de Blackmore e seus acordes destruidores. A musica foi levada para o palco e sempre usada nos sets da faze Dio. Foi deixada de lado nas fazes de Bonnet e de Joe Lynn Turner e retornou aos sets em uma nova versão em 94, no Álbum Stranger in Us All.



A faixa ao vivo, que dura quase 25 minutos, conta com uma introdução de David Stone, o Solo de Blackmore com a nona sinfonia de Betoweeven, novamente David Stone com seu Solo em tom de rock progressivo. E festival de solos termina com Cozzy Powell tocando um trecho de um dos concertos de Chaickovisk.

Do You Close Your Eyes


É hora do bis. E desta vez o show se encerra com “Do You Close your Eyes”. O espetaculo termina com um dos gestos quase patentiados de Blackmore, ele destrói a propria guitarra. Conhecido por seu gênio difícil, causa a platéia uma constante expectativa nos últimos minutos dos concertos “Será que o Rainbow ainda volta?” Com Ritchie Blackmore, Nunca se sabe.


Rainbow - Live In Munich 77 (2006)
CD1
1. Kill the King
2. Mistreated
3. Sixteenth Century Greensleeves
4. Catch the Rainbow
5. Long Live Rock 'N' Roll
CD2
1. Man on the Silver Mountain
2. Still I'm Sad
3. Do You Close Your Eyes

Band:
Blackmore: Guitar
Dio: Vocal
Daysle: Bass
Stone: Keyboards
Powell: Drums

Crônica da Semana> A alma que Deus e o Diabo queriam

Por Leandro CDX Morais

Nesse domingo o mundo do Metal ficou mais claro... (não vou dizer mais negro porque negro / black/ darkness em termos de Metal é bom). Ficou mais claro porque perdemos a voz de Ronnie James Dio. Considerado o Deus do Metal, uma das mais brilhantes vozes de todos os tempos, Dio lutava a cerca de 6 meses contra um câncer estomacal, diagnosticado em novembro último.

Conforma o fato de ter visto o mestre face à face, a exatamente 1 ano atrás, na tour do Heaven and Hell, na companhia da minha amada e dos meus amigos. Foi um dos melhores shows da minha vida. Estávamos bem perto (pra nossa sorte porque Dio era um pequenino). Ninguém sabia que aquela seria a última tour daquela voz.

Confesso que quando foi diagnosticado o cancêr me preocupei, mas depois de uns tempos a preocupação passou, pois Ronnie parecia bem, inclusive falando abertamente da sua moléstia, dando entrevistas, parecia que seu organismo estava suportando bem aquele fardo (veja link de entrevista aqui). O tratamento estava trazendo melhoras. O Heaven and Hell chegou a marcar datas para um tour européia, para os meses de junho a agosto desse ano.

Porém, como a Sam comentou certa vez, câncer é uma doença traiçoeira. Ele deixa a pessoa melhorar, reagir ao tratamento, e quando parece que o indivíduo vai sair dessa, volta com força total e mata. Infelizmente é assim. Parece que a pessoa melhora o suficiente para se despedir de todos e resolver alguma pendência da sua vida. Depois a morte é súbita.

E apesar dessa morte triste e lastimável, Dio pode dizer que não deixou pendências, mas sim um legado para ser lembrado por muitos durante muito tempo. Recebeu o apoio e carinho de todos (fãs e amigos) que sempre o respeitaram como músico, artista, e pessoa, o que só veio a confirmar quão querido ele era.

Não é preciso mencionar o que ele fez no Elf, Rainbow, Black Sabbath, Dio e Heaven and Hell. O cara era o cara no vocal. Essa história já conhecemos. O que pouca gente sabe é que além de Metal God, Ronnie Dio era uma dessas pessoas que fazem a diferença no mundo.

Em 1985 fundou uma entidade para ajudar crianças carentes na África. Para levantar fundos para a campanha, Dio reuniu muitos artistas sob o título de Hear ´n´ Aid e gravou uma música ( nos moldes de We Are The World, mas metal hehe). A faixa Stars, escrita por Dio arrecadou mais de 1 milhão de dólares para os pequenos!

Em novembro, pouco antes de saber do câncer, Dio e sua esposa e empresária Wendy, participaram da campanha da Brittany Foundation, uma ONG que cuida de cães abandonados. Ele usava sua imagem para chamar a atenção do público para os animais abandonados.

Eu costumava brincar que Elvis Presley é o Rei do Rock n Roll só porque ele era bonito e já havia morrido, mas Ronnie Dio era o verdadeiro Rei do Rock, a diferença era que o Dio estava vivo e era feio pra caceta! Dizia isso porque Dio tem gravações de 1958 (com o Ronnie and the Red Caps) sendo assim contemporâneo do Elvis. Claro que o trabalho de Elvis era muito mais popular e vendável. Elvis fez muito mais sucesso.

Entretanto Elvis morreu em 1977, e o Dio seguiu sempre trabalhando e gravando muita coisa até o final. Pra mim ele é o Rei, o Deus do Rock e do Metal. Agora que desencarnou, imagino que Ronnie deve ser uma dessas poucas almas que são disputadas por Deus e pelo Diabo. Tanto o Céu quanto o Inferno devem requerer Dio. Foi um grande pequeno homem, com ética, simpatia, carisma e boa índole. Ajudou criancinhas e animais. Deus certamente concederá ao seu xará o Paraíso. Todavia por outro lado, o Capeta tem em Ronnie Dio um dos seus maiores divulgadores. O que seria do Inferno se Dio não tivesse popularizado os chifrinhos com os dedos?! Com certeza o Diabo vai querer o Ronnie, com uma luz vermelha embaixo, fazendo suas caretas e chifrinhos.

Não sei quem vai ter a sorte de conviver com Ronnie James Dio por toda a eternidade, mas sei que nós vamos deixar um mundinho sem graça para os nossos filhos. Que pena! Espero que descanse em paz, e que encontre os dragões, duendes e arco-íris que sempre cantou.


CDX

http://cdx69.blogspot.com/2010/05/nesse-domingo-o-mundo-do-metal-ficou.html

Heaven and Hell - 16 de maio de 2009

Por Rodrigo Paini Mesquita

Digo, em primeiro lugar, que este foi o segundo show de destaque que presenciei, mas que por muito tempo será tido como o melhor, se é que não será até o fim de meus dias considerado o melhor de todos que terei ido!

É estupendo poder ouvir e ver quatro monstros do Heavy Metal, já idosos, fazendo música ao vivo com muito mais energia e empolgação que vários garotinhos por aí. É, também, fácil de se verificar na expressão de cada um dos músicos do Heaven and Hell que eles fazem o que mais amam, e isto emocionou cada espectador que estava no Credicard Hall no último sábado.

Ronald Padavona, mais conhecido como Ronnie James Dio, que completará 67 anos no dia 10 de julho, cantou durante todo show como se fosse há 30 anos, como já pude verificar em live albums dos quais ele participou. O ex-vocalista de Elf e Rainbow ignorou a idade avançada e mostrou que tem, além de fôlego, muita técnica vocal. Com o Sabbath, Dio gravou Heaven and Hell, Mob Rules, Live Evil e Dehumanizer, 10 anos após o álbum anterior.

Frank Anthony Iommi, mais conhecido como Tony Iommi, de 61 anos de idade, deu uma pequena amostra dos motivos que o fazem ser chamado de Rei dos Riffs. Há 39 anos, ele iniciava sua carreira junto ao Black Sabbath, e desde então não mais parou de fazer a alegria de todos nós, apreciadores de música da mais alta qualidade. Durante o show, ele foi capaz de hipnotizar minha pessoa e todo o restante do público, com solos muito bem executados e riffs matadores. A presença de palco dele também é algo que impressiona.

Terence Michael Joseph Butler, mais conhecido como Geezer Butler, que completará 60 anos no mês de julho, um dos melhores baixistas de todos os tempos, apresentou-se de forma a justificar sua fama. Sua técnica é fora do comum, deixando até mesmo o monstro Steve Harris no chinelo. Ele e Iommi formam, de longe, a melhor dupla baixo-guitarra de todo o Rock N´ Roll. Os dois são, também, responsáveis pela criação do Heavy Metal, juntamente com Ozzy Osbourne e Bill Ward, na década de 1970.

Vincent Appice, mais conhecido como Vinny Appice, de 51 anos de idade (o mais novo da banda), é responsável pelas baquetas. Sua competência não se discute, ainda mais depois do solo de bateria bem feito no meio da apresentação. Com o Black Sabbath, gravou os álbuns Mob Rules, em 1981, o ao vivo Live Evil, em 1982, e Dehumanizer, em 1992.

O show começou às 22:30, com a introdução E5150, seguida, como no álbum de 1981 do Sabbath, de The Mob Rules. O começo apontava para o que todo o show seria: algo inesquecível, com músicas tocadas carregadas de emoção e peso por estes músicos.

Pude, logo após, ver e ouvir esta incrível banda tocar um clássico de 1980: Children of the Sea. Foi de dar arrepios da primeira à última nota, com Dio, Iommi, Butler e Appice mostrando a que foram ao Credicard Hall.

Depois deste clássico, o Heaven and Hell nos presenteou com uma faixa do álbum Dehumanizer: I. A faixa foi muito bem executada por todos, ficando ainda mais legal que na versão de estúdio, como é o costume do Sabbath.

A seguir, a música do novo álbum que foi primeiramente divulgada: Bible Black. Como o Caio disse durante o show, esta e as demais faixas tocadas de The Devil You Know (além desta, Fear e Follow the Tears) ficaram, ao vivo, ainda mais matadoras, tendo essa maior destaque. A introdução, feita por Tony Iommi, é de deixar qualquer fã alucinado, bem como a forma com a qual Ronnie James Dio cantou, mostrando toda sua técnica. A cozinha, formada por Butler e Appice, também é merecedora de aplausos.

Depois da apresentação da música de trabalho do novo álbum, o Heaven and Hell nos proporcionou a oportunidade de ouvir mais uma música do ano de 1992: Time Machine.Dizer que tal maravilha foi tocada de forma competente seria a mesma coisa que dizer que a água é molhada, ou seja, seria redundância.

Depois dela, veio Fear, que foi, como já citado acima, tocada de forma espetacular. Em seguida, pode-se conferir a incrível Falling Off the Edge of the World, de 1981, que foi perfeitamente executada desde sua bela introdução. Depois dela, veio outra ótima faixa do álbum recém lançado: Follow the Tears.

Depois, como um presente a todos que ali estavam, eles tocaram Die Young, um super clássico do Black Sabbath. A emoção foi enorme ao ouvi-la, parecendo ser a primeira vez que eu estava a escutar a faixa.

Logo em seguida, veio a performance longa e maravilhosa da música que dá nome à banda. Ela foi tocada cheia de improvisos, e muito mais carregada de feeling. Foi uma senhora aula de como se tocar música ao vivo e deixar fãs hipnotizados.

Ao fim dela, os músicos tocaram um pequeno trecho da ótima Country Girl e, sem intervalo, Neon Knights, primeira faixa do álbum de 1980, para fechar com chave de ouro este show supremo.

Esta apresentação foi digna de uma banda com quase 40 anos de estrada, fazendo com que os ali presentes ficassem arrepiados do começo ao fim.

Foi uma grande satisfação, também, curtir cada segundo deste inesquecível show ao lado de Lord Cox e Caio, meus brothers of Metal.

Obrigado, Appice, Butler, Dio e Iommi! Vocês são os pilares do Heavy Metal!

Obs.: Lamento, contudo, o ocorrido quanto aos ingressos de 3 pessoas da van, entre elas o Coxinha. Consistiu em um evento facilmente evitável pelos agentes da transportadora, sendo um deles, inclusive, durante a viagem, avisado a respeito das possibilidades de algum problema com a meia-entrada ocorrer, tendo, porém, preferido omitir-se.

Rodrigo "Black" a.k.a. Helldrigö, que vai sonhar com o show até o fim de seus dias.

http://brothersofmetalblaster2.blogspot.com/2009/05/heaven-and-hell-16-de-maio-de-2009.html

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