EREB ALTOR
By Honour
I Hate Records – imp.
A banda é considerada um segredo revelado por sua gravadora. Achei exagerada essa afirmação, mas ao ouvir By Honour, percebi estar diante de um futuro clássico da música pesada! A I Hate Records tinha razão! Que maravilha é isso aqui! Bem, se você, assim como eu, é fã de Epic Metal, Doom Metal, Viking Metal e Pagan Metal, imagine tudo isso reunido num disco só? Cara, como a Suécia ainda produz bandas deste tipo? Ignorando o Power Metal do Hammerfall, ignorando o Black Metal de seu país (o segundo melhor do mundo, atrás apenas da Noruega), ignorando o forte Hardcore local e ignorando Gotemburgo inteira! Eles fizeram tudo diferente, ainda que, as grandes influências sejam locais, Bathory e Candlemass, bandas que não tiveram uma cena sueca para suportá-las, fizeram tudo sozinhas. Perennial é a intro, longa e instrumental, ao melhor estilo Gótico, só com piano. Já Awakening tem aquela levada Viking, viajante, bem de embarcação, calcado no estilo Thyrfing (outro fenomeno sueco). A faixa título parece ter saído de algum disco do Candlemass, de tão Doom e angustiante que é, ainda que os vocais recaiam sobre o vocalista novo, Robert Lowe (também Solitude Aeturnus, lenta e retumbante. Já em Winter Wonderland, o lado Viking mais sofisticado do Bathory aparece, ainda mais da fase Nordland I e II, om guitarras melódicas, solos melancólicos, levada cadenciada, coros arrepiantes. O lado sagaz aparece em Dark Nymph, lembrando muitos as guitarras, seja no solo ou nos riffs o Mercyful Fate das antigas, num dos momentos mais épicos. Já Wizard passeia desde Solitude Aeturnus (a banda e não o trabalho de seu vocalista no Candlemass) até o Doomsword. Riffs sabbáticos, fazem destas faixas continuações mais lentas e mais agressivas de discos da banda de Tony Iommi, como TYR e Headless Cross, os mais épicos e tétricos. A faixa que dá nome à banda é mais épica e tétrica ainda, longa, lenta e taciturna. Imagina um disco que mescla Bathory, Candlemass, Black Sabbath (fase Tony Martin), Mercyful Fate, Thyrfing e Solitude Aeturnus? É não menos do que maravilhoso! JCB – 9,5

Track list:
1. Perennial
2. Awakening
3. By Honour
4. Winter Wonderland
5. Dark Nymph
6. Wizard
7. Ereb Altor

THE GATES OF SLUMBER
Conqueror
I Hate Records – imp.
Olha, eu não tinha gostado dos anteriores do The Gates Of Slumber. Achei os sem atrativo algum. A banda que tem base em Indianápolis, capital do automobilismo, rema contra a maré, e faz um som lento, para contrastar com a velocidade das 500 milhas de seu circuito. Não há nem uma sombra de dúvida que Conqueror é o melhor disco do grupo. Além de revisitar o Black Sabbath da fase vintage (com Ozzy nos anos 70), eles buscam outras bandas mais tradicionais do estilo, como Cathedral (do começo de carreira), Trouble, Withfinder General entre outros. Sua música é épica, Doom em essência, melancólica e algo depressiva, com vocais corretos para este tipo de música. Aqui temos mais momentos épicos, algo até de Power Metal em sua dinâmica, a ver na capa e em algumas músicas, mas ainda Doomy. Karl Simon canta mais do que nunca de seu coração e a deixa-lo a através de seu violão que rasga solando enquanto Jason McCash baixista e o baterista Bob Fouts oferece uma surpreendente base solida, uma cozinha impetreficável. Sanford Parker 's (Unearthly Trance, Nachtmystium, Pelican etc.) acertou na poderosa produção, que é tão quente e natural, muito pesada, extraindo o que de fato a banda teve de melhor para este disco. Tudo isso sem a utilização de triggers e processamento digital, ao contrário de muitas gravações contemporâneas. Matador! JCB – 8,0

Track list:
1. TRAPPED IN THE WEB
2. CONQUEROR
3. ICE WORM
4. EYES OF THE LIAR
5. CHILDREN OF SATAN
6. TO KILL AND BE KING
7. THE MACHINE
8. DARK VALLEY SUITE:
I. BLACK RIVER I
II. LINES WRITTEN WITH THE KNOWLEDGE THAT I MUST DIE
III. CALL OF THE BLACK GODS
IV. BLACK RIVER II

REINO ERMITAÑO
Rituales Interiores
I Hate Records – imp.
Aqui temos uma banda guerreira. Primeiro lugar, toda banda de Rock hoje em dia é guerreira (a não ser os playboyzinhos dos Emos). As bandas de Metal então são mais guerreiras ainda. As de Doom Metal então, nossa senhora! Agora imagine uma banda de Doom que seja peruana e cante em espanhol? Bota guerreira e vencedora nisso! Apesar de nós brasileiros termos resistência ao Metal cantando em espanhol, posso te certificar que neste caso, funcionou bem com a música. Ficou ainda mais triste e deprimente, a começar da capa que é terrível, tétrica, deprimente e sofrida. A angústia paira no ar. Claro, influências de Black Sabbath clássico, com aqueles riffs cheios, gordurosos, além de pequenos toques Stoner, bem setentão, além de Cathedral, Trouble e etc. O clima e a aura vintage é inconteste, mas a música é Doom, Doom e Doom, nada de Stoner, apenas poucas passagens do mesmo. Os vocais são femininos, dando um ar bem pagão, pena que a produção seja um pouco suja. Pena? Pena nada! Parece que você está ouvindo um disco de vinil, gravado em 8 canais como se fazia a três décadas atrás! Tudo aqui é bom, mas as guitarras são as mais felizes. Felizes no termo de se acertar o que se quer fazer, pois de alegria não existe nada aqui. Impossível destacar algo, apenas que sua música remete desde o Progressivo e o vintage dos anos 70, a produção dos anos 80 e o sentimento Doomy dos anos 90 em seu começo. A vocalista Tania tem um timbre bem deprê e remete a muitas bandas com vocal feminino dos anos 60 e 70. As letras retratam muito misticismo, poesia, existencialismo, natureza, magia e mudança interior. Não se esqueça que o país é cortado pela cordilheira dos Andes, sua maior parte é fria, lá viveu a civilização inca e lá se encontra Machu Pichu. Sem destaques individuais, Rituales Interiores é bom do começo ao fim! Se você se diz gostar de Doom, precisar ter este disco, que possui guitarras com os riffs inspirados dos últimos tempos. Acho que até o Tony Iommi, de tanto ter que ver a cara do Ozzy, de ficar 10 anos só tocando Paranoid, perdeu a inspiração para compor (coisa que ele fez ininterruptamente de 69 até 95). Com a turnê com o Heaven And Hell, olhando para a cara do Dio em vez da do Ozzy e tocando só músicas da fase Dio, que ele volta a fazer o que bandas como o Reino Ermitaño está fazendo: riffs tétricos. JCB – 9,0

Track list:
1. EL DESPERTAR
2. ORO NEGRO
3. EL SOL TRAS LA NIEBLA
4. CABEZA DE CULEBRA
5. ESCUDO Y CRUZ
6. LA DAGA
7. HACIA LA NADA
8. DESENCARNADO
9. SAMARITANO
10. EL ERMITANO

FALL OF THE IDOLS
Womb Of The Earth
I Hate Records – imp.
Ultimamente tem surgido um monte de bandas excelentes da Finlândia. Nunca ouvi uma banda ruim da Finlândia, seja de que estilo for. Mas isso não significa que todas as bandas de lá sejam boas. Nesse time dos mais ou menos, eu tinha o Fall Of The Idols, amparado no seguinte: banda de Doom ou é maravilhosa, ou é ruim. O Fall Of The Idols, por ser finlandês, lógico que não seria ruim, mas também não era aquela banda, contradizendo meus preceitos sobre o Doom Metal. Agora com Womb Of The Earth, a coisa muda de situação. Não trazem nada de novo, mas fazem um som legal, daqueles bem lentos, cadenciados e as vezes modorrentos. Sua música é desesperadora e angustiante, monótona sim, em muitos momentos, mas que mesmo em passagens catacômbicas, fez faixas legais. A guitarra é Black Sabbath puro, nem precisa dizer. Os vocais, angustiantes. A cozinha, lenta, pesada e precisa. Influências de bandas da NWOBHM, de bandas daquele movimento, e que precederam o próprio Doom (seriam os criadores do estilo, ou faziam o pré-Doom), como Witchfinder General e Pagan Altar. São apenas sete faixas em quase uma hora de duração, numa média superior a 8 minutos para cada faixa. Os caras sabem que não vão ficar ricos nunca fazendo este tipo de música, mas tem ciência de que estão fazendo o que gostam. JCB – 7,5

Track list:
1. NOSOPHOROS
2. THE CONQUEROR WORM
3. AT THE BIRTH OF THE HUMAN SHADOW
4. MY HOME THE GALLOWS
5. CATHEDRAL OF DOOM
6. COLD AIR
7. AN AGE COMES TO ITS END

ORDOG
Crow And The Storm
Violent Journey – imp.
Grande banda de Doom. Em vez de seguir aquela linha chatona e múmica, preferiu pegar a veia mais tradicional com talento e empolgação, relembrando nomes como Paradise Lost (do começo de carreira) e Novembers Doom. A banda foi formada em 2005, ou seja, ainda é novinha, ainda cheira a bebê e a leite, mas já nasceu convicta de ser uma das melhores do estilo da nova safra. Na verdade, Crow And The Storm debutou pela gravadora francesa Ostra Records (!) e foi relançado agora pela Violent Journey. A gravadora já prepara o sucessor de Crow And The Storm, que é When The Life Is Too Short For Learning To Live a sair no final de 2008 ainda. Ficando em Crow And The Storm, são poucas faixas, afinal como todo bom disco de Doom tradicional, as faixas são longas. A banda finlandesa (como a gravadora e como quase todas as bandas que a mesma lança) é: Kimmo Huhtala (vocais/baixo), Aleksi Martikainen (vocais), Jussi Harju (teclados) e Valtteri Isometsä nas guitarras e bateria. Peraí, mas como assim? Ele toca guitarra e bateria ao mesmo tempo? Bem, como é Doom e as passagens são muito lentas e a bateria aparece a cada 5 segundos e cada riff aparece a cada 10 segundo, então, dá tempo do cara dar uma batida na caixa da batera, correr para a guitarra para fazer um riff, e depois voltar para a bateria para bater no chimbal e etc. Que horror. Mas o disco é muito bom! JCB – 8,0

Track list:
1. Death’s Cold Embrace
2. Live fast, Die Slow
3. Drown In Yourself
4. Chapelle Ardente
5. Learning To Live
6. Pokol
7. Innocence

CANDLEMASS
Chapter IV
Peaceville – imp.
Para você ver como são as coisas. Muitos discos dos anos 80 e 90 que foram criticados por “N” motivos, como troca de vocalista e mudança de estilo, hoje são cultuados e são verdadeiros clássicos. Como o Candlemass, a coisa não poderia ser diferente, e não foi quando do lançamento de Chapter IV. Afinal, nele haveria uma mudança de vocalista, com a saída do polêmico e insuportável para a banda, mas carismático para os fãs, Messiah Marcolin, para a entrada de Tomas Vikström (que depois cantaria no Brazen Abbot, no Stormwind, no bom Dark Illusion, e até no Therion, entre outros). A música mudou um pouco, o vocal totalmente diferente e o visual, da banda e vocalista, idem. Hoje, Chapter IV é cultuado e á uma obra-prima do Doom Metal. Aqui, as músicas são mais rápidas na média, os vocais mais limpos e menos característicos do que os de Marcolin. Mas sua música do Candlemass continuou fria, sombria e melancólica. Dying Illusion abre mais rápida, quase Thrash, beirando o Heavy Tradicional, mas com aquele ar seco e melancólico característico das bandas suecas. Já Julie Laughs No More é mais cadenciada, ainda Heavy, mas mais quebrada, com alguns vocais agudos, que também se tornam tétricos. Em Where The Runes Still Speak o lado Doom tradicional da banda vêem a tona de forma angustiante, emotiva e melancólica, mostrando que Tomas Vikström é um vocalista versátil e apesar do visual Hard Rock e do timbre mais Heavy, se encaixa perfeitamente no Doom. Para se cantar Doom deve se interpretar e sentir o que está se cantando. As melodias e fundos de Where The Runes Still Speak lembram muito ainda de Black Sabbath fase Tony Martin, principalmente a faixa Eternal Idol do disco de mesmo nome. Ouça as duas músicas e compare! O lado Sabbático ainda aparece em Ebony Throne, da mesma fase Tony Martin (tem momentos que você acha que Geoff Nichols está nos teclados), mais técnica, diversificada e intrincada. Em Temple Of The Dead você ouvirá um dos momentos mais pesados do disco e aqui chegamos a conclusão que, se na época, a banda contasse com uma produção melhor, este disco alcançaria melhor sorte, já que, com a remasterização que o mesmo recebeu, deu nova dimensão ás músicas. Você chega a ouvir passagens que antes, com a gravação original você não ouvia! Por exemplo, Temple Of The Dead ficou pra lá de portentosa com a masterização! Em Aftermath você ouve um dos maiores Heavy Doom da história! Sim, a perfeita mistura do Doom com o Heavy anos 80. Interessante notar que o baixista, líder, compositor e dono da banda Leif Edling calcou o Doom inspirado no Black Sabbath. E até em suas fases. Quando tinha Messiah Marcolin nos vocais, o Candlemass era quase um clone do Black Sabbath com Ozzy. Com Tomas nos vocais, é puro Sabbath da fase Tony Martin e pós Dio! Os dedilhados e riffs limpos desta faixa remetem a Angry Heart e In Memory, ambas do disco Seventh Star, aquele disco que era para ser solo de Tony Iommi, mas de última hora a gravadora exigiu colocar a tag Black Sabbath no álbum e que teve os vocais de Glenn Hughes. O lado mais tradicional volta em Black Eyes, que embora tenha uma levada bem Heaven In Black do Headless Cross do Black Sabbath, ainda tem aqueles riffs gordurosos do começo de carreira, que marcou a carreira do Cathedroal, que esbarrariam no que seria Stoner um dia mais tarde. E a swingada The End Of Pain? Que faixa! Cadenciada na forma certa, para se ouvir nos dias frios que serão cada vez mais raros daqui pra frente, assim como os dias nublados e chuvosos. Como bônus no CD, o EP Sjunger Sigge Furst, que conta só com músicas esculachadas e cheias de zoeira. Ao menos vale para os fãs terem este material, mas eu ouço até a faixa 9 e paro. O DVD mostra um show de 93 na Suécia, intitulado Live In Uddevallal, em que ele canta música de sua fase na banda (leia-se deste disco até então) e das de Marcolin nos vocais, onde ele detona. Interessante a camisa que Tomas usa com os dizeres “Fuck Hip Hop”. Se aquela época isso fazia sentido, imagine hoje em dia! Enfim, Chapter IV – Remasters é um dos maiores pacotes deste ano. Confira! JCB – 1000 (nota mil mesmo!)

CD:
1. Dying Illusion
2. Julie Laughs No More
3. Where The Runes Still Speak
4. Ebony Throne
5. Temple Of The Dead
6. Aftermath
7. Black Eyes
8. The End Of Pain
9. Bullfest (Bonus Track)
10. Samling Vid Pumpen (Bonus Track)
11. Brollop Pa Hulda Johanssons Pensionat (Bonus Track)
12. Tjo Och Tjim Och Inget Annat (Bonus Track)

DVD
1- Intro
2- Dying Illusion
3- Dark Reflections
4- Ebony Throne
5- At The Gallows End
6- Julie Laughs No More
7- Well Of Souls
8- Dark Are The Veils Of Death
9- The Dying Illusion (Video)

COLOSSEUM
Chapter 1: Delirium
Independente – imp.
O Funeral Doom é um estilo que tem a lentidão da desgraça Metal para mais extremos, e que coloca uma ênfase forte em um clima de desespero e de vacuidade. Se você está procurando algo como isso, você deverá ouvir as bandas como o Colosseum. A banda nasceu em 2006 e queria fazer algo escuro e poderoso na sua estréia com o álbum, Chapter 1: Delirium. Você não pode ouvir uma nota de vez em quando. Mas quando você tem seis faixas e do tempo de ouvir o CD é mais de uma hora, a tentativa de misturar Doom Metal com fortes influências de ambos os Dark Ambient e Orchestral Works, como se costuma dizer, o resultado beira enfadonho. O disco tem bons momentos e boas idéias que em vez de te deixarem com água na boca (ou sopro no coração) de tanta intensidade de melancolia, te aborrecem as vezes. Em vez de chegarem nesse clima e irem para outro lugar, gerando uma diversidade e é aí que se gera todo um clímax para uma história e para uma música dramática, como o Doom pede, eles se repetem, espalham as idéias, monocórdicas e o fazem a exaustão, fazendo você perder o pique de querer continuar ouvir o resto do CD. Repito, a banda tem várias boas idéias musicas. Falta um produtor para lapidar isso e limar a ânsia de querer ser os mais longos possíveis. Nem sempre para ser Doom, precisa ser tão lento, nem tem duração quilométrica. Basta ser melancólico. Aí está o segredo de Candlemass, Solitude Aeturnus, St. Vitus, Witchfinder General, Trouble, Black Sabbath, Cathedral e etc. JCB – 6,0

Track list:
The Gate Of Adar
Corridors Of Desolation
Weathered
Saturing Vastness
Aesthetics Of The Grotesque
Delirium

BABYLON MYSTERY ORCHESTRA
Axis Of Evil
Independente – imp.
Babylon Mystery Orquestra é o grupo do vocalista, guitarrista e compositor Sidney Allen Johnson. A partir de 2003 em sua estréia, o BMO era um conceito de álbum a lidar com o papel da América na profecia bíblica como o condenado Mystery Babylon The Great, e assim de forma bíblica e dantesca, a banda fala em sua música. Em Eixo Do Mal tradução para o título do disco, e bem como nos últimos trabalhos do BMO, também é baseada neste conceito, a forma como a centralização em torno de violência expressa no Islã é reflexo dos seus fundadores (Maomé) em suas próprias intenções. Neste quesito, não vamos entrar: cada um faça seu julgamento e embora um dos dez mandamentos seja “não julgueis o próximo”, os que seguem a bíblia, são os que mais julgam as outras religiões. Aqui, ele faz alusão ao eixo do mal. Segundo o Presidente Bush que tem nomeado três países como o Eixo do Mal (Irã, Iraque, N. Coréia). Aqui, o cara do BMO diz que a tríade é o Islã, Satanismo e socialismo. Ou seja, no capitalismo e nos paises cristãos é tudo de bom. Hitler era cristão e os Estados Unidos também. Mas os norte-americanos podem matar os outros, poluir, oprimir, pois eles são de Deus, então lhes é permitido tudo isso. Só os países mulçumanos, os socialistas e o biodiesel brasileiro é que são os vilões. Pára! Me recuso a continuar a resenha disso. Além do mais, de todos os discos que recebemos até hoje do BMO, todos são ruins! Se o conceito lírico é fascista e a música não presta, pra que perder mais tempo? PR

Track listing:
Annuit Coeptis
We Ride...You Die
DevilSpawn (Muhammad's Song)
Islam
God Given Right
Crusader
Diabolus Apocalypse
Illuminati
Novus Ordo Seclorum
Xenophobia
Martyr
Come Drink The Wrath
God Damn The Children Of The Beast

THE LAMP OF THOTH
Cauldron Of Witchery
Northern Silence – imp.
De Keighley, Reino Unido, vem o Doom Metal do The Lamp Of Thoth. De onde mais poderia vir uma banda de Doom, senão da terra do Paradise Lost, Anathema, Cathedral e My Dying Bride? Cauldron Of Witchery é umMini CD que é prestada por Northern Silence Records. Cauldron Of Witchery foi lançado no Verão (europeu, Hemisfério Norte) de 2007 como um EP em vinil 10” para colecionadores. Para aqueles que perderam este EP esta é sua grande oportunidade de desfrutar esta banda de Doom Metal entregue em CD. A edição inclui dois CD bônus para reviver gravações de peso que representam as bandas no palco, mas primeiro temos de remeter para o material incluído no estúdio aqui. A primeira faixa leva o nome da banda, e para aqueles que têm ouvido o demo da banda seria uma melodia familiar. Um ritmo lento para meados desta melódica e misteriosa canção com toque de NWOBHM. Começa com um magnífico tema Dark executado por uma grande melodia de guitarra, ele logo se torna mais rápido levando o ouvinte de volta ao humor de todos aqueles grupos de NWOBHM do início dos anos 80. Você vai logo bater a cabeça com ele. Sunshine é a segunda faixa do CD ainda mais sombrio, pesado e lento e assombrado por um toque apocalíptico. Depois, um cover do clássico do Cirith Ungol, Frost And Fire, em um misterioso hino Épico Doom Metal. No que se refere ao vivo, duas gravações foram incluídas (Blood On Satan’s Claw e Into The Lair Of The Gorgon). De qualquer maneira, A Lâmpada de Thoth têm-se revelado até que eles sejam capazes de fornecer algumas inspiradas canções Doom Metal inspirados pelo lado escuro do Black Sabbath e executada pelo espírito da sinistra NWOBHM. JCB – 8,5

Track list:
01. The Lamp Of Thoth
02. Sunshine
03. Frost And Fire
04. Blood On Satan'S Claw
05. Into The Lair Of The Gorgon

REVELATIONS OF RAIN
Marble Shades Of Despair
Solitude Prod – imp.
Formada pro membros do antigo Ocean Of Sorrow, estão de volta agora com um novo projeto próprio. Esta banda de Melodic Doom Death (mais Doom do que Death e mais Melodic do que qualquer outro) vem no estilo bem Old School de bandas do estilo, tendo como o My Dying Bride como principal referência e vai caminhar ao lado de formações mais novas, como Swallow The Sun e Mourning Beloveth. As letras, escritas e cantadas em russo, dão um toque a mais, mais profundo, mais frio, mais gélido, mais chuvoso e nebuloso, e a língua, por incrível que pareça, combina com este tipo de música, suave a agressiva ao mesmo tempo. A mistura é muito clara e as guitarras tem um tom magnificamente timbral, mas o álbum nunca se sente overproduced. Não tem aquele groove (ainda bem) que muitas bandas do estilo se ressentem hoje em dia. Há ora ou outra um belo Cravo, pena que não de verdade, mas feito em synth. Riffs lentos, caóticos, tristes, como qualquer boa banda de Doom deve ter e apesar da sutileza, os elementos de Death dão o tempero, sem ficar falando só de borboletas. RC – 8,0

Tracklist:
1. One Of The Winter Days
2. December
3. Requiem
4. Condemned To Be Silent
5. Rain
6. On The Edge Of The Earth
7. Paths Of Doom
8. Sunset

THE MORNINGSIDE
The Wind, The Trees And The Shadows Of The Past
Solitude Prod – imp.  
The Wind, The Trees And The Shadows Of The Past é o primeiro álbum do grupo, ou seja, o debut, com 5 temas nos quais destaco os 3 que dão nome ao trabalho. Depois de uma intro, bem tradicional, surgem The Wind e The Trees, dois temas que contam com um som algo na onda do Progressive Metal, Dark Metal passando pelo Doom e o Ambient. Mas o resultado final, apesar de leve e suave, é Doom. Sim, muita coisa hoje que é chamado de Gótico, e de Doom e na verdade, um Progressivo bem sombrio, como quase tudo que é feito pela alcunha de Prog. Misturando também alguns sons naturais e ambientes como o cair da chuva e o vento a rugir dão um toque de inocência, intimidade e realidade ao álbum, e o mais importante, naturalidade, ou seja, as letras falam disso e eles tentam ser o mais fiéis aos seus princípios. Vocalmente estes dois temas são Black, sussurrados, ríspidos, guturais, agressivos. A melodia fica por conta das guitarras, calcadas no Metal escandinavo. Viaje no misticismo e o imaginário medieval, terras altas repletas de nevoeiro, o negro e o desconhecido, bruxas e magos, o arcaico, o profundo, cinematograficamente falando cai-o num instante em filmes como o Conan, O Bárbaro ou O Último Viking. Que te dar a sensação de estar numa bruma? Ouça este disco com uma máquina de fumaça ao lado (gelo seco) e você vai viajar em todos os sentidos neste tipo de música espiritualista. ADL – 8,5

Track list:
1. Intro
2. The Wind
3. The Trees
4. The Shadows Of The Past
5. Outro



KAUAN
Lumikuuro
Solitude Prod – imp.
Não, não tem nada de brasileira esta banda. Nada a ver com o nome indígena Cauan. A palavra é finlandesa, algo como “um determinado período de tempo”. A banda prima pela língua nativa, cantando nela o tempo todo (esqueça o inglês). Bem veja como são as coisas. No passado, Rússia e Finlândia eram inimigos mortais. O gigante país, terra dos Czares era chamado pelos finlandeses como o gigante “urso branco”. Hoje, uma gravadora da Russia, contrata, lança e divulga uma banda que, apesar de russa (da região de Chelyabinsk), usa uma palavra finlandesa. Dizem que o Kauan é um encontro entre Tenhi com Shape Of Despair. Uma banda fácil de seu ouvir, mas difícil de se resenhar. O que falar de músicas quase que totalmente instrumentais, poucos vocais gotejados. Folk Ambient encontrando o Doom Metal. Indicado para fãs de Shape Of Despair e também Agalloch e Empyrium. Minimalista, com algo Barroco, e é incrível como os títulos, apesar de serem e russo, são tão familiares que parecem finlandês.
PR – 7,5

Track list:
1. Alku
2. Aamu Ja Kaste
3. Lumikuuro
4. Savu
5. Koivun Elama
6. Syleily Sumu
7. Villiruusu
8. Syleily Sumu (Acoustic)

MONARKH
Rites Profanes
Numem Malevolum Barathri – imp.
A gravadora que parece se chamar “nuvem malévola de baratas” (brincadeira) lança uma pérola, que são estes monarquistas. Ritos profanos é o nome do disco. Uma das queridas do pessoal que gosta de trilhas sonoras de filmes de terror e suspense é o deleite aqui. Ou, os famosos “diehard horror movie freaks” vão acatar de imediato. O seu Horror Black Ambient já assusta logo de cara com a sua terrível capa. Estamos diante de um projeto de um homem só, que é um louco canadense. Monarkh também é membro de outros projetos (Blackwind, Monarque e Carrion Wraith). O resultado poderia ser melhor, pois a proposta é boa. Mas é cansativo 45 minutos de barulhinhos digitais. É interessante, mas não há muito mais a falar disso. Então faça assim: ponha Rites Profanes enquanto você lê um livro do gênero ou durante um encantamento, para fazer um fundo musical. Aí você vai curtir! E que nenhuma nuvem malévola de baratas sobrevoe você neste hora! ADL – 7,0

Track list:
1. Conflit Divin 05:58
2. Le Seuil de l'Enfer 04:21
3. Le Pouvoir du Mal (récidive) 04:02
4. Dévoré par l'Hiver 04:21
5. Alchimie et Narcotiques 05:27
6. L'Antre de la Peur 05:10
7. Rite Profane 04:51
8. Crypte 04:14
9. La Descente 06:32

LOITS
Must Album
Nailboard – imp.
Nossa senhora desaparecida, é a mesma banda? É a mesma banda que lançou o bom Doom Black Goth Here Rutse Robustab que já resenhamos. Fui pesquisar e é! Os caras ficaram loucos? Ok, eles saíram da gravadora pífia Ledo Takas da Lituânia. Mas a hora que eles alçam vôos mais altos, lançam este disco confuso? Trocaram os vocais urrados por outros quase que totalmente limpos. A música fica Gótica e Doom, mas tão leve, tão sauve. Eles se tornaram uma espécie de mistura de Lacrimas Profundere com Tiamat novo. Não entendi. Trocaram o conceito de capa, de visual deles, de logotipo, tudo! Mesmo assim, tem algo legal, mas a bateria é tão mal gravada, só não perde para o St, Anger do Metallica. Será que é proposital? Ainda assim, só fato da banda ser da Estônia, já é algo de ser louvado. Outra coisa que não entendo. Todos os países que queriam se separar da União Soviética vivem juntos do mesmo jeito. Rússia, Geórgia, Estônia, Letônia e Lituânia vivem fazendo coisas em conjunto. Então? Destaques para Soomusronglase Silmis, Emaraud e Surmarestoran. Esta edição acompanha de bônus um EP, o Mustad Laulud. Ainda assim, imperdível! PR – 7,5

Must album:
1. Emaraud
2. Soomusronglase Silmis
3. Suudelda neidu
4. Kiri kaevikust
5. Ei kahetse midagi
6. Veealune valss
7. Peegli ees
8. Surmarestoran
9. Öölaul

Mustad Laulud EP:
1. Haavad uulitsal
2. Haige
3. Tankisõidulaul
4. Roim Repelis

MOURNING BELOVETH
A Disease For The Ages
Grau Records – imp.
Os irlandeses do Mourning Beloveth definiram A Disease For The Ages como título deste longa-duração, gravado na Alemanha, no Klangschmiede Studio E. Para quem não se recorda, o último trabalho dos irlandeses foi lançado em 2005 e intitulava-se de A Murderous Circus. A banda começou em 92 com Darren (vocal), Frank (guitarra), Brian (baixo), Tim (bateria), lançando sua 1ª demo (sem titulo). Gravado em oito horas, a demo contém duas faixas, mostra a posição do Mourning Beloveth no cenario Death/Doom atual. Em seguida Adrian (baixo) juntou-se a banda no lugar de Brian, que passou a guitarra, para gravarem a 2ª demo Autumnal Fires em 98. Dois anos depois o 1º álbum Dust (2000) com 66 minutos de puro Doom/Death, que foi muito bem recebido pelas críticas, seguido por The Sullen Sulcus em 2002, na mesma linha do álbum anterior, com mais peso na guitarra. Depois de algum tempo e várias turnês na Europa, veio o A Murderous Circus em 2005. E agora chegamos com A Disease For The Ages. Este é composto por 5 temas em 56 minutos, ou seja, média de mais de 11 minutos em cada faixa. Eles fazem aquele delicioso Doom Death arrastado, depressivo, pesado, melancólico, intenso, com melodias cativantes e um ar épico. Muito me lembrou de duas bandas nacionais, o Pentacrostic e o Serpent Rise. A dualidade na voz gutural e limpa é outro atrativo. Ou seja, Doom Metal Old School. Fãs de Anathema e My Dying Bride, êi-lo. RC – 8,5

Track list:
1. The Sickness (13:08)
2. Trace Decay (8:46)
3. Primeval Rush (12:44)
4. The Burning Man (10:47)
5. Poison Beyond All (10:31)

DORNEIREICH
In Luft Geritzt
Prophecy – imp.
Este é uma banda austríaca que teve o seu início em 96, evoluiu muito com o seu Black Metal. Hoje eles são mais instrumentais, introspectivos e ambientais. Quase atmosféricos e celestiais. Este é o nome do novo álbum dos Dornenreich, que conta com um arranjo muito acústico das músicas, embora não seja um álbum todo acústico. As mentes, Eviga e Inve, pretenderam fundir vários gêneros, imagem e palavras para terem um produto potente. Eles mesclaram e atiraram para todos os lados. Quase. As letras, quase inexistem, é um disco quase instrumental, se limitando a ter apenas algum suspiro, murmúrio, lamento ou sussurro. Que servem de complemento e ligação entre as faixas, com outros instrumentos, como o violino, mas nem sempre soando apenas como narrativas. O álbum foi gravado ao vivo, sem arranjos técnicos, em Tyrol, num prédio velho. Isso dá uma sensação de espaço, que o duo tanto queria, bem como de retratar uma era uma época, datado contando um fato. Em alguns momentos soa até chato, mas no disco como um todo, soa bem legal, interessante te levando de volta para o início do século passado. PR – 7,5


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