CELL DIVISION
Chymeia
Thunderdome – imp.
Para quem já está familiarizado com os suíços do Cell Division, o seu terceiro álbum não é grande, mas com algumas músicas de que elas poderiam realizar alcançar uma maior audiência. Ainda combinam Rock com influências novas, mas o Cell Division tem sons mais atualizados, em comparação com um lote de bandas que já soam démodé. E essa a diferença com um monte de outros lançamentos. Os quatro membros da Cell Division trouxeram uma série de diferentes influências para a banda, como punk, metal, mas também jazz e com o passar dos anos todas estas a derreter juntos em que a banda soa como esses dias. Sobre o álbum anterior Tsunami (2004 – nota, se foi lançado em 2004 mesmo, foi antes do Tsunami ter acontecido) eles conseguiram criar este primeiro resultado, que eles continuem sobre o novo álbum, um som melancólico, em que a voz de Gelgia é um elemento importante. Às vezes o Cell Division soa quase como uma média banda de Rock, mas com a maioria das músicas que eles conseguem criar uma espécie de misteriosa atmosfera que dá o material muito mais profundidade. Melhores exemplos são as canções Wasteland, Dreams, The Dead Rose e Überdimensional e seria bom ouvir Gelgia cantar em alemão com mais freqüência, enquanto ela traz algo extra ao som de Cell Division. RS – 8,0

Track list:
Jaded
White Pain
The Dead Rose
Should I
Shut Up
Wasteland
Dirge For The Doomed
Dreams
Überdimensional
Twilight
System Error
celldivision@celldivision.ch

HEXPERO
Garden Of The Hesperides
Independente – imp.
Este é o debut álbum desta banda de Gothic/Neo-Classical, projetado pela soprano Alessandra Santovito, fundadora do Gothica. A banda tem em sua música, e quer fazer isso, uma excêntrica influência mediterrânea, com uma percussão envolvente, junto com o baixo grooveado de Francesco, pondo a cereja no bolo com os violinistas Domenico Mancini e Alessandro Pensa, emprestando um ar mais melancólico e bucólico à música do grupo. Claro, não tem como você não lembrar do Gothica ao ouvir Garden Of The Hesperides, ainda mais quando Alessandra abre a boca, mas aos poucos dá par diferenciar os dois projetos. Ainda temos uma aura céltica, cortesia da harpa de Francesca Romana Di Nicola. E sem dúvida, eles não deixam de ter aquele ar que as bandas Góticas da Itália tem um lado mais latino, ou seja, sombrio, mas não muito. Um toque de Ethereal e pronto, nós estamos diante de um disco que tenta ser diferenciado dentre tantos outros. Indicado para fãs de Arcana, Ophelia's Dream e Sopor Aeternus. Obscuro mas nem tanto, uma obscuridade de primavera em vez de outono ou inverno, mas sem ser verão. Assim espero, ou melhor, assim Hexpero. Morou? JCB – 8,0

greeneyes2@alice.it
Track list:
01. Walking Roots
02. Hesperos
03. The Garden of the Hesperides
04. The Magnificence of the night
05. Rime Glitters in the Sun
06. The Warm Whisper of the Wind
07. Artemisia
08. The Call of the Ibis
09. Ritual
10. Loto Nero
11. Nana
12. Winter Rhymes
13. Ave Maria
14. Walking Roots II

KINGFISHER SKY
Hallway Of Dreams
Suburban – imp.
Eu sou um apaixonado por Gothic Metal, mas devo confessar que o estilo anda desgastado. Qualquer banda agora põe uma mina para cantar, dar uma de lírica, coloca uns tecladinhos sombrios e pronto, acha que vai fazer sucesso. Aqui temos um caso mais ou menos assim, embora a banda ainda empolgue em alguns momentos. Kingfisher Sky (ô nomezinho ruim) foi formada em 2001 em The Hague, Holanda (terra que mais exportou banda do estilo, como The Gathering, Within Temptation, After Forever, Epica, entre outros). Inclusive, a banda é do e-xbaterista Ivar De Graaf, que decidiu sair do Within Temptation, na época que a banda estava em sua primeira tour internacional, ou seja, bem no comecinho. Confesso que tomei conta disso depois de ter ouvido o CD, pois já pensava em citar na resenha que a banda tem grande influência de WT, e do começo de sua carreira, quando era bem mais legal, era bem mais sombria, mais Doom e menos Melódica, ainda que bem Melancólica. Junto com a vocalista Judith Rijnveld, Ivar começou a escrever novas músicas e o resultado foi o debut Hallway Of Dreams. A banda quer ser chamada de Progressive Myth Rock, e o pior que é. Pois estas bandas Gothic Metal são mais Progressivas do que outra coisa, apenas a estética visual e sonora desenrola no Goth. E o Myth, porque a banda fala do lado místico e mítico da vida, assim como o WT. As faixas alternam o atmosférico, com o brutal. Enfim, nada que vá salvar a pátria, mas tem cacife para melhorarem ainda mais! JCB – 8,0

Track list:
1. The Craving
2. Hallway of Dreams
3. Balance of Power
4. November
5. Big Fish
6. Through My Eyes
7. Seven Feet
8. Persephone
9. Her White Dress
10. Brody
11. Sempre Fedele

SUBQTANEOUS
Some Still Despair In A Prozac Nation
Mythos Media – imp.
Este é um arquétipo, um equívoco, com uma proposta legal e uma concepção cool. A banda é uma espécie de seleção de craques. Sente só quem participa aqui. P. Emerson (Choronzon, Veil of Thorns), Sean Marsden e Gaetan Sputnik (Elektroworx), Scott Landes (Collide, Babalon), Zac Shaw e Paul Heath (Dead Unicorn), Rob Banks, Jesse DeSanto (ATWG), Insanity, Aric Viecek (subNatural) e muitos outros. Sabe aqueles projetos de Progessivo ou de Òpera Rock como Danieli Liverani do Khymera faz em Genius e o holandes Arjen Anthony Lucassen fez no Ayeron e outros projetos, cheios de arroz-de-festa? Então, aqui é a mesma coisa e o resultado é bem cool. Aqui é um sampler de 17 bandas. Um dos capitães do mesmo é Scott Landes (Collide), e menciona todos os envolvidos no encarte do CD. O som é bem Psicodélico, com toques de New Wave e todo o que deriva dentro da cena Dark. Recomendo! PR – 8,0
jamescurcio@gmail.com
www.jamescurcio.net

GOTHicAntheM
Vol. 1
Syborg Music – imp.
Coletânea da Syborg Music, reunindo várias bandas e vários atos da mesma e de outras. Da Syborg temos Tors of Dartmoor, Wolf, Sillan. Outros atos franceses temos Collection D'Arnell Andrea, Violet Stigmata. E embora essencialmente seja uma coletânea francesa, na maioria e em espécie, temos artistas vindos de outros cantos, como Ucrânia (KOMU VNYZ), Inglaterra (Inkubus Sukkubus e Monica Richards – esses quem não conhece?) e Alemanha (Dronning Maud Land, In My Rosary, Love Is Colder Than Death, Another Tale, Printed At Bismarck's Death). Como em vários compilados, todos têm os seus altos e baixos. Aqui não serie diferente, embora tenha mais altos do que baixos. Entretanto, segue o track list abaixo para que você possa conferir! ADL – 8,5

Tracklisting:
1. Dronning Maud Land - Alpha Omega
2. Violet Stigmata - Absolute Oblivion
3. Monica Richards - We Are The One
4. In My Rosary - Tiny Black Birds
5. Collection D’Arnell Andrea - I Cant See Your Face
6. Tors of Dartmoor - Scottish Rain
7. Komu Vnyz – Lyras
8. Glas – Wolf
9. Love Is colder Than Death – Wanabi
10. Printed At Bismark’s Death - Chamber Musik V1
11. Inkubus Sukkubus - The Beast With Two Backs
12. Another Tale - Nothing Changes
13. Sillan – Oisin
14. Iceberg Model - We Take All

URBAN TALES
Diary Of A No 
Esta banda é uma das expoentes de Portugal, gigantes dentro do meio Gótico. Demorou, mas chegou. Esta estréia (tirando a demo de 2006) deixará a muitos boquiabertos, tamanha potência e energia da banda, com uma música bombástica. É incrível como Portugal tem facilidade para germinar bandas Góticas (seja elas Dark, Gothic Metal ou Rock) em qualidade. A tristeza e melancolia de seu povo ajudam a criar uma aura Gótica para a música de qualquer coisa gerada no país, desde o Punk até o Black Metal. A banda sem dúvida, estréia com gabarito, como poucas fizeram até hoje. As harmonias melódicas e melancólicas das guitarras são o destaque. Os vocais de Marcos César é um caso a parte, como o povo português “pari” cantores em vez de vocalistas. Marcos César não foge a regra e é um grande interprete. Seu timbre chega a lembrar Fernando Ribeiro, do maior nome gótico da história de Portugal, vocal do Moonspell. Destaques para Prison Inside, In Purity e Crawl. Merecido! JCB – 8,0

Tracklist:
1.Prison Inside
2.In Purity
3.The Rise
4.You’ll never know
5.Fade Away
6.Stronger
7.Fall
8.Crawl
9.Until I Died
10.Farewell

IM MY ROSARY
15
Syborg Music – imp.
Impressionante é como podemos definir a banda In My Rosary. Pode parecer uma banda nova para você que está conhecendo essa banda agora, mas eles iniciaram em 93. O 7'' EP Flood & Dust e o primeiro longa duração Those Silent Years, numa carreira de longos 14 anos o colectivo alemão chega ao 15º registro de originais, apropriadamente intitulado quinzenalmente de 15. A produção da banda é extensa. A dupla Ralf Jesek e Dirk Lakomy fizeram 16 novas músicas (por que não 15?), com 3 mais faixas bônus. Aqui temos um bom Dark Folk com melodias melancólicas (ou seja, nem tão alegres quando muitas bandas, as vezes celtas ou latinas fazem) com as vocalizações profundas e etéreas. Se as formações latinas e celtas falam do lado alegre dos camponeses que esquecem e enfrentam tudo sempre com muita festa e enaltecem o lado lírico da natureza, as bandas alemãs (como o “Em meu rosário”), austríacas e nórdicas, falam do lado triste, difícil dos problemas e do lado mais rústico da natureza. Destaques para as módicas Believe Because, Bitter Fall e A Waste Of Pain (até nos títulos eles mostram o lado negro da era das trevas). ADL – 8,0

Track list:
In2
Bitter Fall
You Know Nothing
Believe Because
Soultide
Just Like You
Up
Uniforms
A Waste Of Pain
Hypocrazy
G T
Demo
Dire Birth
Counting Clouds
Gezeiten
Soultide ( Core Version )
Satin Sheets ( Remix )
Short Dancer ( Remix )
There’s No Light ( Remix )

INKUBUS SUKKUBUS
Science & Nature
Independente – imp.
È com muito orgulho que recebemos o disco (em uma luxuosa versão digipack, com um belo livreto) da própria banda, que é uma dos ícones da cena Dark e sucesso no Brasil em nossos pubs e pistas. O disco abre com a faixa-título, Science & Nature mais dura, mais Hard, mais pesada, bem pista mesmo. Já Messalina é sublime, quase épica em seus coros e bem dramática, bem sombria. Em Nightwing, vem uma melodia bem Sisters Of Mercy, apesar das guitarras estarem baixas e o vocal mais alto do que a média. Sanctuary tem um apelo mais Pop, com vocais líricos femininos nos coros. Lie With Me é lenta, balada, só com violão e voz, com uma melodia bem Folk, para se cantar em uma roda, enquanto Inner Demon é mais Gothic Rock puro. Three Women & The Sea tem melodies bem pagãs também, e Aryan Adrian é Gothic Dark Rock puro, com riffs de guitarra bem afiados e hipnóticos, e teclado fazendo contra-ponto ao vocal, dando um ar diferenciado à esta música. Já Fool atende ao lado oitentista do negócio, com coros, riffs bem acertados, bem Rock está canção, com uma melodia de teclado/violino dando um ar mais melancólico e frio. E embora até se encaixe com a banda, a Sympathy For The Devil, cover do Rolling Stones, ficou legal, mas a escolha foi manjada. De qualquer jeito vai fazer sucesso nas pistas, mas do que a banda já faz por aqui! ADL – 9,0

Track list:
1-Science & Nature (Pump It Up)
2-Messalina
3-Nightwing
4-Sanctuary
5-Lie With Me
6-Catholic Taste
7-Inner Demon
8-Aryan Adrian
9-Three Women & The Sea
10-Fool
11-The Fallen
12-Sympathy For The Devil (Rolling Stones Cover)
info@sabrina.inkubussukkubus.com

DEATHLIKE SILENCE
Vigor Mortis
Dethrone Music – imp.
Mais uma ótima revelação advinda da cena finlandesa. Que tem mais bandas na Finlândia do que a própria população. O país já pariu (só para ficar nas mais famosas): Nightwish, Lordi, Amorphis, Sentenced, Stratovarius e tantos outros. O novato Deathlike Silence pode entrar nesse seleto grupo. Apesar de a banda fazer um Gothic Metal com vocais femininos, e ter algum peso, eles soam bem acessíveis e Pop em muitas vezes. Aliás, muitas destas bandas com mulheres no vocal, estão soando assim. Nos teclados, a experiência de Ms. Erna, que já trabalhou com Lordi e Sinergy, trás experiência e jeito para fazer a música, que parece ser baseada em cima de seu teclado, por isso o acento mais Pop. Por isso mesmo, poderia soar mais clássico, mas soa mais comercial. Os refrãos são o forte de Vigor Mortis, que embora funcione muito na primeira metade do CD, em sua metade final, fica um tanto assaz cansativo e repetitivo. Um tanto assaz é puro pleonasmo, mas a música da banda acaba soando assim. Tanto que temas como House On Haunted Hill, Six Feet Under The Ground, que se não fosse pela letra Dark, bem obscura e tétrica, seria indicada para ser executada facilmente em todas as FMs mundo afora e Let The Sleeping Corpses Be são os destaques imediatos. As letras em geral falam de horror, terror, com um instrumental bem melódico. Seria uma resposta comercial ao Lordi? Seria um Lordi com mais elegância e menos grosseiro? Seria um Lordi mais sofisticado musicalmente e visualmente e mais tenebroso nas letras? Be, de qualquer jeito temos mais uma formação da Finlândia a devastar o mundo! ADL – 8,0

Track list:
01. House On Haunted Hill
02. Face Your Death
03. Six Feet Under The Ground
04. Let The Sleeping Corpses Be
05. Bite Me
06. Before The Dawn
07. You Cannot Kill The Boogyman
08. Next To Your Grave
09. One Thousand Deaths
10. Nosferatu

PSYCHO LUNA
Göttin
Black Bards – imp.
Com o atual e este Göttin, a banda chega a atingir o Eis-Welt a trilogia que teve início em 2000 com a Eis-Mann-Welt que é um CD seguido em 2005 por Nackt e que se completa agora. This new opus has been inspired by the split of a relationship because of war troubles.Esta nova obra foi inspirada pelo split de um relacionamento por causa da guerra troubles. This subject quite fits into the darker and more gothic style of the band. Este tema insere-se perfeitamente no mais sombrio e mais estilo gótico da banda. PL isn’t exactly playing the typical gothic style, but flavoured it with other elements like rock and even a few punk parts.O Psycho Luna não é exatamente a julgar o típico estilo gótico, mas é aromatizado com outros elementos como o Rock e até mesmo algumas peças punk. I personally like the gothic part in a song like “Herrin Vom See” or the more melodious touch they bring to “Beltane”. Eu, pessoalmente, como o gótico, em parte, como uma canção Herrin Vom ou o mais melodious toque para que elas trazem Beltane. The global feeling is however less optimistic as this band doesn’t bring any real innovation and the more I walk through their news opus, the more I get the feeling like I’ve been heard this kind of stuff one hundred times before.O sentimento global é contudo menos otimista quanto esta banda, pois a mesma não traz qualquer inovação real e quanto mais eu caminhe através das suas notícias opus, mais tenho a sensação de como eu tenho ouvido este tipo de coisas cem vezes antes. Being the support act of the latest Birthday Massacre tour, it will be an opportunity for them to gain more international recognition. www.black-bards.de (DP:5/6)DP.Sendo o ato de apoio a última Birthday Massacre tour, que será uma oportunidade para se ganhar mais reconhecimento internacional. De quaisquer maneira, está finda a trilogia. Ousada e ao menos, tenta apimentar a cena Goth. PR – 7,0

PEPPERMINT CREEPS
Cover Up
Cleopatra Records – imp.
Banda de Glam Glitter Hard que vai agradar em muito os fãs de Dark, Gótico e anos 80, visto que, as bandas que eles coverizam neste CD, seu visual, sua estética e sua música abrangem esse público em cheio. Uma deliciosa mistura de MC5, New York Dolls, The Damned, The Cult e diversos, que deu certo. Este CD que é moderno e retro ao mesmo tempo, com uma produção moderna e limpa, com covers de clássicos do Rock feitos de uma forma setentista e oitentista ao mesmo tempo. A maioria das faixas ficou legal, então fica difícil dar destaque para alguma, então abaixo segue a relação e de quem são as respectivas covers. JCB – 8,5

Track list:
1. Malibu Beach Nightmare – Hanói
2. Planet Earth – Duran Duran (uma das melhores do disco)
3. Walk – Pantera (confesso que ficou esquista)
4. Bastard – Brides Of Destruction (uma banda “nova”, formada por Tracii Guns do L.A. Guns e Nikki Sixx do Mötley Crüe, fazendo um híbrido entre Punk Rock e Hard Rock, mostra que já é influente e marcará época)
5. Talk To Me – Kiss
6. Cherish
7. Bodies – Sex Pistols (que ficou quase tão visceral quanto a original)
8. From Despair To Where – Manic Street Preachers
9. Our Lips Are Sealed
10. She Loves You – Beatles (ficou meio fraquinha)
11. Danger
12. Rock And Roll Love Letter – Bay City Rollers
13. If You Don’t Start Drinkin’ – do improvável George Thorogood & The Destroyers

MONICA RICHARDS
InfraWarrior
The Mercyground – imp.

Ótimo para ver e ouvir o seu regresso com um forte conceito e um sólido álbum. Solo album indeed some tend to be weaker that what the band offers and this is not the case with Monica Richards. Solo álbum, aliás, alguns tendem a ser mais fraco que o que a banda oferece e este não é o caso com Monica Richards. Of course she cannot deny her origins and the fact that William Faith (her partner in crime) did a lot on this first solo attempt makes it easier for Faith And The Muse fans to immediately appreciate and acknowledge the quality of her work.Claro que ela não pode negar sua origem e do fato de William Faith (seu parceiro no Faith And The Muse) tê-la ajudado. E para uma estréia solo, ela se faz bem sucedida. Também é a primeira vez que Mônica Richards exprime sozinha toda a sua forma de compor, musicalmente e liricamente. As influências são variadas, o que não é surpresa para quem conhece a sua banda original. Aqui, você ouvirá várias étnica e oriental atmosferas (a peças rítmicas são interessantes) pendendo para um lado mais celta e gótico. There are some gothic anthems (like on “We Are The Ones” or “Into My Own”) but also some more soundtracks kind of songs (“The Hunt” for which the soundtrack is provided by no one else than Lustmord is a good example of it) on which we get spoken words and incantations (a bit like Mother Destruction by the way).Existem alguns hinos Darks, como em We Are The One e Into My Own, mas também mais algumas trilhas sonoras como The Hunt, e momentos onde são apenas algumas palavras “faladas” como se fazendo um encantamento ou invocação (a lá Mother Destruction). Outros temas mais belos quase líricos são The Turnaway e A Good Thing. Além de Lustmord (que participa de The hunt) outros convidados se fazem presente, como Chad Blinman, Jarboe ou Karin do Collide. Grande disco de uma grande cantora de um grande ícone da cena Goth, Dark em que se mescla com outras tendências étnicas. Que bom que é mais um trabalho a louvar a mãe Gaia! ADL – 8,0

Track list:
1. Gaia - Introduction
2. I Am Warrior
3. Fell To Regret
4. In Answer
5. Into My Own
6. The Antler King
7. Sedna
8. The Hunt
9. This Is Not A Dream
10. Death Is the Ultimate Woman
11. We Are the One
12. Like Animals
13. The Turnaway
14. A Good Thing

SUNSHINE BLIND
Rewind
Dancing Ferret Discs – imp.
O Sunshine Blind é uma banda de Rock Gótico dos Estados Unidos que existiu entre 91 e 97, fazendo ainda algumas digressões com diferentes membros entre 97 e 98, gravando um terceiro disco em 2003, acabando a sua carreira definitivamente em 2004. Rewind um 2 em 2, relançamento dos dois primeiros discos, Love The Sky To Death de 95 e Liquid de 97 em um só pacote, gerando um CD duplo. Além dos álbuns originais incluem-se aqui algumas faixas bônus tais como sobras de estúdio, temas ao vivo e temas de coletâneas, assim como um vídeo. Aqui temos uma banda que infelizmente acabou, pois trazia o melhor do Gothic Rock dos anos 90, década onde muita coisa boa foi produzida também, não tendo apenas o respaldo das grandes gravadoras (Majors) como nos anos 80. Em Liquid, temos faixas excelentes como a sinsitra, Neon, a “Sisters Of Mercyriana” Release e This Loging e as funéreas mais ainda dançantes Child e Undercurrent. Aliás, os vocais de Caroline seriam um mix perfeito de ser uma Andrew Eldritch de saias, com a visceralidade e tons médios e anasalados lembrando os momentos mais Góticos de Anne Marie Hurst (ex-Skeletal Family e Ghost Dance, bandas cult do Post Punk oitentista). Inclusive, as guitarras também têm influência de Ghost Dance, onde muito foi produzido por Gary Marx, quando o mesmo deixou o Sisters Of Mercy e trouxe essa sonoridade para sua nova banda. Já Love The Sky To Death, que é o debut da banda, a mesma soa mais crua, densa, pesada e com suas idéias em estado mais bruto, mas não menos do que legais, dançantes e Dark’s. São 30 faixas em mais 2 horas e 20 minutos de pura negridão, nostalgia e melancolia. JCB – 9,0         

SUPREMACY
Vicious Circle
Independente – imp.
Banda australiana de Neo Classical com Gothic Rock. Depois de uma jornada de 15 anos atrás nos subúrbios de Melbourne, a banda criada por duas irmãs, Jadi-Anne e Monika Dee. A paixão delas pela arte as norteou por diversas mudanças ao longo dos anos de formação e de direção musical, até resultar em como elas soam hoje. Elas têm um estilo bem particular e bem peculiar, com algum sendo de sentimento e originalidade. Pegaram os melhores músicos e produtores australianos. Agora chegam com Vicious Circle. Que mistura o Heavy Power Melódico, hoje chamado de Neo Classical com Gothic Rock/Metal. Este é o segundo disco, sendo que seu debut já saiu no Brasil, sem tanto entusiasmo. Vocais femininos, passagens ultra melosas alternadas com outras mais melancólicas, soando um misto de Sonata Arctica com Sentenced cantado pelo Sinergy. Vicious Circle é legal, mas muito pouco ainda em meio a tantas bandas legais surgindo por aí hoje em dia. RS

Track list:
01. Angel
02. Lost
03. Mesmerized
04. Salted Wounds
05. Fading To Nothing
06. Fate
07. Dreams Of Destiny
08. Dee Classical
09. Inner Truth
10. We're Not Gonna Take It
11. Serene
What makes the pop elements so tolerable is how well they’re employed.www.supremacy.com.au

CARFAX ABBEY
It Screams Disease
Dancing Ferret Discs – imp.   
Mais um projeto norte-americano, na verdade, destes veteranos da Filadélfia (vai em português mesmo). A capa é logo a primeira cosia que chama a atenção. OK, o que é que vai sair daqui? Os Carfax Abbey são uma fusão de Rock Industrial com Gótico e Metal (pelo menos em algum do peso que marca a sonoridade banda). Apesar de Rock ser predominante, vários toques de Electro / Industrial, além de Ambient fazem parte de seu som demarcadamente negro e denso. Quase todas as bandas que tentam fazer este tipo de sonoridade, falham redondamente nos seus intentos. Não é este o caso, conseguindo os Carfax Abbey criar um disco forte, coeso, negro e agressivo. Não é uma obra-prima do estilo, é até algo clichê, mas está muito, mas muito acima da média do estilo. Ao todo são 13 temas em cerca de 55 minutos que irão agradar a fãs de nomes como Ministry, Front Line Assembly, Killing Joke, Revolting Cocks, KMFDM, Die Krupps ou Das Ich. It Screams Disease é o primeiro disco comercial distribuído deste grupo, depois de bem sucedidos auto lançamentos de forma independente. It Screams Disease  é altamente recomendado! PR – 8,0

PINK TURNS BLUE
Ghost
Strobelight – imp.
Saiu o novo trabalho dos Pink Turns Blue, banda alemã de New Wave que após uma parada de oito anos, reapareceram em 2003 com as famosas reuniões, um lançamento de um Best Of, e posteriormente Phoenix (2005), um álbum de originais que mostrou que a reunião não seria só para uns concertos para tocar velharias. Ghost é o novo disco, mais lírico, mesmo que trazendo a música familiar do grupo, e com músicas acessíveis. A banda continua fazendo New Wave, como sempre. Mas como sempre, também, envolta em uma atmosfera Dark, quase gótica. Como a gravadora enviou o material assim como outras, sem o encarte, temos pouco info da banda. Uma pena. PR – 7,0

GÖTTERDÄMMERUNG
Of Whores And Culture
Strobelight – imp.
Of Whores And Culture é o novo disco da banda holandesa de Gothic Rock. Nos países baixos, há uma forte cena e muitas bandas de Gothic Metal, mas no Gothic Rock puro e simples, temos poucas notícias. As letras falam de escuridão, desespero, e a vida real. Lançado pela Strobelight Records, é um dos discos de Post Punk do selo, com influências escancaradas de The Sisters Of Mercy, Siouxsie & The Banshees, Big Black e Sonic Youth entre outros, mostrando também. Uma mistura de guitarras com elementos eletrônicos eles são chamados de Vintage Goth Electro. Dá para acreditar? Warhorse é uma impressionante e opulenta abertura para o disco. Influ~encias dos anos 70 e 80 são inerentes, e apesar de faltar informação destes discos, vale a pena conferir. PR – 7,5

TRAGIC BLACK
The Cold Caress
Strobelight – imp.
As coisas têm crescido muito rápido para o Tragic Black. Disparada, a melhor banda da Strobelight até agora. Após em 2006 The Decadent Requiem, a banda chega ao seu segundo full-length The Cold Caress. A banda executa, entre tantos outros estilos, o Goth Rock, Batcave e o Death Rock. Muito peso, agressão e porque não dizer, selvageria. Se The Decadent Requiem o tema era o elemento fogo, agora em The Cold Caress o tema central é a água. Fria e acariciosa. A banda acerta no cover do The Chruch, para a grande Reptile, que é o maior destaque do disco. Mais uma vez, a matéria fica prejudicada por falta de informações que poderiam ser enviadas pela gravadora. Infelizmente, eles querem economizar na coisa mais preciosa que existe que é divulgação e imprensa. Se ninguém souber da banda, como irão comprar seus discos e bilhetes para seus shows? Hein gajo? PR – 8,5

JACQUY BITCH
Stories From The Old Years
Independente – imp.
Détresse é uma das melhores, das mais dançantes e mais Góticas também, faria muito sucesso no Brasil esta faixa. Outro momento bem dançante e bem viagem também é Louchald (cover da banda Neva, de Electro). Definitivamente, a segunda metade do disco é bem mais legal do que a primeira metada (num disco de vinil, diríamos que o Lado 1 ou Lado A é melhor do que o Lado 2 ou Lado B – antigamente era o contrário). Birdy é bem anos 80, bem Cold Rock. Vale citar que este músico, que foi um dos pioneiros na cena gótica e bat-cave francesa, depois de 15 anos tem este bom disco em sua carreira solo. Seu antecessor Haine era bem mais radical e mais Goth Industrial do que o atual Stories From The Old Years. Destaque ainda para a Punky Mymy, lembrando bem Sex Pistols, até nos vocais lembram Johnny Rotten! Voyage é outro momento viajante e dançante, enquanto Indifférence é bem eletrônica e mórbida. Enfim, um grande disco de um grande cara, e viva os azuis! ADL – 8,0

1 Mon Royaume
2 L'Adieu
3 Mjolnir
4 Cimetière
5 Détresse
6 Louchald
7 Birdy
8 Mymy
9 Sans Retour
10 Voyage
11 Indifférence
12 My Friends
13 Les Enfants Damnés
jacquybitch@free.fr
www.jacquybitch.fr

DIE!
Stigmata
Black Bards – imp.
Banda difícil de se resenhar. Eles fazem desde o Folk, Pagan, Black, Goth e etc. Achei meio esquisita essa mistura, pois toda banda que mescle vários gêneros, deve escolher um como veia principal e acrescentar os outros como complemento depois. Aqui a banda se perde um pouco. Então, vamos informar um pouco sobre a banda, já que, é difícl você ter informações sobre ela e quando você acha algum release ou review, é em alemão. A banda é um quarteto, formado por Oliver Jung (vocal), Georg Platen (guitarra), Patric Busch (bateria) e Matthias Fieberg (baixo). Nota-se que este disco é inspirado na obra da escritora Anne Rice. A banda já lançou até hoje:
1998 – „Debut“ (Eigenproduktion)
2000 – „Schluss mit lustig“ (Eigenproduktion)
2002 – „Der Greif“ (“Wunderschön“  & “Kein Ausweg“) (Zyx Music)
2004 – „Manche bluten ewig“ (BBE/A!ive)
2006 – „Stigmata“ (BBE/A!ive)
Tendo lá lançado cinco discos, a banda poderia já ter acertado melhor a mão em fazer sua proposta que é boa, mas que ainda carace de uma melhor definição. PR – 7,0

Track list:
1.Lass es regnen
2.Setz`die Segel
3.Heiß
4.Engel weinen
5.Ein Teil von mir
6.Sandmann
7.Blut, Schweiß & Tränen
8.Du lässt dich gehen
9.Wie ein Schrei
10.Überleben
11.Tanz mit mir
12.Out of the dark (Text: T. Börger /Falco, Music: T.Börger,© 1998 Published by George Glück Musik / X – cellent Music Edition / Sony ATV all Rights reserved)

Bonus Tracks:
Lass es regnen (Radio Edit)
Making of " Stigmata " (Video CD-Part)


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