Atualizado em 07/07/2008

L.A. GUNS
Hellraisers Ball - Caught In The Act
Secret Records/Dream Catcher – imp.
Belissima embalagem em digipack para este bom registro ao vivo desta grande banda, uma das precurssoras do Hard Rock de L.A. Over The Edge abre mais lenta, arrastada, fria, melancólica, como as vezes o Hard Rock era (as letras e postura sempre eram festivas, mas as vezes o instrumental eram mais sóbrios). Kiss My Love Goodbye é outro clássico, seguida de Never Enough, com um refrão grudento, onde a banda incendeia o palco com sua performance sempre energética. A próxima, Sex Action, mostra todo o lado canastrão da banda, que deram fama à mesma. Que música! Ao vivo fica mais viciante ainda, com grandes solos de guitarras, riffs hipnóticos, backing ensaiadamente desleixados, vocais despojados! Revolution soa como muitas bandas de Hard Rock antigas têm feito hoje ou bandas novas tentando copiar as antigas, mas com um pé na modernidade, em termos de produção, gravação, instrumentos e execução. Ou seja, sendo digitais, tentando soar algo vintage. Por isso, o grande apelo desta faixa, frenética, que funciona de fato. E assim continua com outros clássicos da banda Don't Look At Me That Way, One More Reason e Rip And Tear. Pode não ser o melhor CD ao vivo de Hard Rock nem o melhor da banda ou do que ela poderia fazer, mas com certeza, é um grande disco. Diversão garantida. JCB – 8,0

Over The Edge
Kiss My Love Goodbye
Never Enough
Sex Action
Revolution
Long Time Dead
Beautiful
Hellraisers Ball
Don't Look At Me That Way
One More Reason
Electric Gypsy
The Ballard of Jayne
Rip And Tear

HAREM SCAREM
Hope
Frontiers – imp.
A banda canadense Harem Scarem lança mais um disco em sua regular discografia. O disco também é regular, certeiro, correto do começo ao fim, sem arriscar em invencionices nem modernices. Watch Your Back abre bem pegajosa, seguida da intrincada e quebrada Time Bomb. Em Hope, a faixa, é mais swingada, grooveada, gingada, mais maliciosa. Aliás, não só aqui como em outros momentos, a voz de Harry Hess lembra muito o timbre de Jeff Scott Soto e até aquele jeito mais latino de cantar (embora eles sejam do Canadá). Este pode ser o disco mais pesado e sombrio da carreira do grupo. Em Days Are Numbered vêem momentos mais acalorados, rápidos, pesados e vibrantes. Em Dark Times, uma música mais intimista, cheia de feeling, groove. Beyond Repair é outro momento melodioso, quase Hard Pop de tão acessível, mais ainda não é uma balada. Em Calm Before The Storm (título de faixa não muito originai, já ouvi quase uma dezena de faixas ao longo dos anos que têm este nome) vem um momento bem Hard Rock, bem pesadão. Terminando com dois momentos quase inteiramente acústicos, com Nothing Without You e Higher. Enfim, mais um grande disco desta boa banda, que ainda demarca território na cena mundial e é respeitada. JCB – 8,0   

Track list:
01. Watch Your Back
02. Time Bomb
03. Hope
04. Days Are Numbered
05. Dark Times
06. Beyond Repair
07. Never Too Late
08. Shooting Star
09. Calm Before The Storm
10. Nothing Without You
11. Higher

SARASIN A.D.
Daggers – Lust – Disgust
Artist Service – imp.
Grande disco de Hard Rock com piques interessantes de AOR e Heavy em essência. Phil Naro montou uma banda de gabarito, com a experiência de quem já tocou com CONEY HATCH. PETER CRISS, LEE AARON, LIBERTY N´ JUSTICE, KIM MITCHELL e muitos outros. Seus companheiros de banda Greg Boileau (guitars), John Rogers (guitars), Rob Grant (bass) and Roger Banks (drums) já passaram ainda por BILLY SHEEHAN, BRIGHTON ROCK, 24K, LOU GRAMM, TONY LEVIN, JIM GILMOUR e TOM LORD ALGE. Ou seja, gabarito não falta. In America abre em polvorosa o disco, mantendo o pique com a caótica No Sensation, com um refrão forte (mais uma banda a enaltecer os refrãos – atenção websites picaretas e analfabetos: é “refrãos” que se escreve, e não refrões ou refrães, estas duas palavras significam outras coisas. Aprendam primeiro o português, pra depois falarem de música). Woken At Noon é pesada e ao mesmo tempo doce e suave, com um vocal melodioso. The Last Word é puro Hard Rock oitentista (não deixa a Frontiers ouvir essa banda que vão querer contratar!). Keep Runnin é a quinta faixa, a melhor do disco e uam das melhores canções que já ouvi nos últimos anos. Melódica, acessível, perfeita, grudenta, com um refrão ultra-inesquecível, melodia matadora e letra idem! Ouça o refrão dessa música sentado! Aliás, a faixa toda, pois você não vai acreditar no que estará ouvindo! E o melhor: não lembra nenhuma banda em específico! Brings  Forth A Sound é a balada (não poderia faltar) para depois sentarem o pau em Kiss Of Death, pesada, agressiva, lembrando os momentos mais pesados do Dokken. O vocal de Phil Naro lembra muito o timbre anasalado de Don Dokken e o mesmo deve ter sido uma escola para ele. Black Night Crash lembra algo de Alice In Chains, acheio meio bobinha, quase Grunge, modernosa, muito suja demais. Já How Will You Be Remembered relembrou algo de Love/Hate. A intensa, caótica e porrada Makes Sense é rápida num Speedy Hard, excelente! Para quem não consegue imaginar e que curta bandas mais conhecidas, lembre do começo de Garden Of Eden do Guns’n Roses, a intensidade e rapidez do vocal e da letra. Running Circles In My Brain tem guitarras ácidas, que remetem às guitarras dos dinamarqueses do D.A.D. (Disneyland After Darkness) com o seu Hard frio e pouco festeiro. The Parting encerra com algo até agreste e campestre. Grande disco, mais um gol para o Hard Rock atual! JCB – 9,0

Track list:
1. In America 
2. No Sensation  
3. Woken At Noon  
4. The Last Word    
5. Keep Runnin       
6. Brings  Forth A Sound   
7. Kiss Of Death    
8. Black Night Crash
9. How Will You Be Remembered
10. Makes Sense
11. Jeannie's Gone Crazy
12. Running Circles In My Brain
13. The Parting

MICHAEL KISKE
Past In A Different Ways
Frontiers – imp.
Este é o novo álbum do vocalista Michael Kiske, o eterno ex-Helloween. O disco recebeu o título de Past In A Different Ways e traz 11 músicas, todas bem conhecidas dos fãs da antiga banda do cantor. Past In A Different Ways traz regravações de clássicos do Helloween em versões acústicas ou com arranjos bem diferentes do típico Power / Speed Metal Melódico que o grupo praticava no início de carreira. A princípio Kiske recusou a quando Serafino Perugino, dono da gravadora Frontiers, veio com essa idéia. Já que ele não quer mais seu nome vinculado a qualquer coisa Heavy Metal, muito menos à sua ex-banda. Talvez essa seja a maneira mais inteligente que o senhor Serafino achou para que Kiske pudesse cantar algo do Helloween. Aí Kiske aceitou, pois além do disco vender muito por isso, além de manter seu nome acesso ainda, foi a maior oportunidade que Kiske achou para estragar estas músicas, jogando mais lama ainda em sua ex-banda. Tirando o lado comercial, qual a necessidade de se fazer um disco como este? Para Kiske dar uma nova visão sobre essas canções? Pra que? O álbum traz regravações de músicas do Helloween lançadas originalmente nos dois volumes do Keeper Of The Seven Keys, Pink Bubbles Go Ape e Chameleon. Ok que tanto Pink Bubbles Go Ape quanto Chameleon já eram mais Pop, mas mexer nos “imexíveis” Keeper Of The Seven Keys I e II é um crime. O Helloween já fez isso lançando o detestável Keeper Of The Seven Keys III, agora Kiske quer judiar mais ainda. Será que tanto ele quanto Weikath tem raiva destes dois discos, que por contraditório, são os marcos do Heavy Melódico e do Funny Metal e do Happy Helloween? Ok que ele não escolheu os clássicos dos clássicos como Future World, Halloween, Eagle Fly Free, Dr. Stein e I Want Out para fazer versões insonsas. Mas mesmo When The Sinner, que para mim, é uma de suas maiores músicas e que está no injustiçado Chamaleon, ficou horrível. Pra que? JCB

Track list:
1   You Always Walk Alone Keeper Of The Seven Keys II
2   We Got The Right Keeper Of The Seven Keys II
3   I Believe Chameleon
4   Longing Chameleon
5   Your Turn Pink Bubbles Go Ape
6   Kids Of the Century Pink Bubbles Go Ape
7   In The Night Chameleon
8   Going Home Pink Bubbles Go Ape
9   Little Time Keeper Of The Seven Keys I
10   When The Sinner Chameleon
11   Different Ways

KIP WINGER
From The Moon To The Sun
Frontiers – imp.
O baixista e vocalista Kip Winger tem muita história dentro da música pesada. De baixista da banda de Alice Cooper a protagonista do Winger, que fez muito sucesso dos anos 80, ele é um bom instrumentista, um correto e agradável cantor, e ainda mais, um grande compositor, seja de arrasa-quarteirões Hard Rock, até baladas. Este seu novo disco solo é recheado delas. Deixa a desejar, ainda mais para quem não é fã delas. Um disco inteiro de baladas, hoje em dia, é totalmente dispensável. Letras que falam de amor, xaroposas, melosas, melentas, desnecessárias. E o que tem a ver essa capa e esse título? Ambos remetem a algo de progressivo, mas não. As baladas são bem preto e branco, única semelhança com a respectiva capa. Colocaria como destaque (se é que é possível destacar algo) Every Story Told, In Your Eyes Another Life, California e Reason To Believe. RS – 7,0

Track list:
1   Every Story Told
2   Nothing
3   Where Will You Go
4   Pages And Pages
5   Ghosts
6   In Your Eyes Another Life
7   California
8   What We Are
9   One Big Game
10   Why
11   Reason To Believe
12   Monster (bonus track)

FIRE TRAILS
Third Moon
Valery – imp.
A banda foi formada em 2002 pelo vocalista Pino Scotto e o guitarrista Steve Angarthal. The front-man already has 14 CD releases with Italian legend VANADIUM under his belt. O front-man já tem 14 lançamentos em CD no mercado italiano, com a banda Vanadium, uma verdadeira lenda local. Steve Angarthal é um verdadeiro profissional em seu instrumento, e ele chama suas influências de Richie Blackmore e Yngwie J. Malmsteen na sua maior parte. A seção rítmica foi feita pelo baixista Frank Coppolino, que realmente não é estranho por causa de seu trabalho com Exilia. A fundação para a sua reprodução é fornecido pelo novo membro Mario Giannini (Beholder, ex-Silence, ex-Node) na bateria. Larsen Young, tecladista, completa o quinteto. Seu entusiasmo refina tocar este disco de uma maneira muito especial. Você faz notar sua formação clássica e jazz, mas isso não é preocupante. Pois bem, antes de tudo que é Classic Hard Rock, na tradição de Rainbow ou Demon, ou seja, nitidamente anos 70. Falar sobre a estes últimos, os vocais de Pino Scotto não são desiguais aos de Demon de Dave Hill. O toque cru é especialmente atraente para mim, como eu realmente culto Hill. Existem várias influências de Neo Hard Rock e Metal Melódico. Um disco acima da média! Recomendo para quem curte Hard Rock, Heavy Tradicional, Classic Rock e Neoclassical Rock. E claro, as melhores bandas dos anos 70, aquelas pré-Heavy Metal. JCB – 8,5

Track list:
1. ThirdMoon
2. Spaces and Sleeping Stones
3. Fighter
4. Brave Heart
5. Sailor and Mermaide
6. Reaching for the Sky
7. Silent Heroes
8. God Of Souls
9. StrongHold
10. Freedom Tribes
11. Wise Man Tale

MIDNITE CLUB
Circle Of Life
Artist  Worxx – imp.
Logo de cara um susto: como eles têm um zepelim na capa, seria algum clone do Led Zeppelin? Nada disso. A banda é detentora de um bom Hard’n Heavy com muito de AOR (principalmente nos teclados) em sua música, remetendo muitas vezes àquelas propagandas de cigarro dos anos 80. O CD abre com a faixa-título, seguida de Afraid Of Love, um grande momento, nascida para ser hit! Um misto de tudo isso que falamos dos anos 80 com a classe, a pompa e de forma garbosa como o Royal Hunt faz, com algumas suítes, quebradeiras á lá Rush em seu finalzinho (sim, algo de Prog está presente). Promisses Remain é aquele típico Hard Rock europeu, mais frio e intimista e climático, como Pink Cream 69, com muita influência de Rainbow e coros neoclássicos à lá Royal Hunt. E Behind The Eyes? Já começo a ver que vou ter problemas com essa resenha, pois ela se alongará e terei que citar todas as faixas. O apelo comercial que essa música tem é fabuloso, acessível na medida certa, agradando fãs de Hard em geral, melodiosa e com um grande refrão. Cuidado Artist  Worxx, senão a Frontiers vai “raptar” mais esta banda! A cover de Danger Zone de Kenny Loggins ficou soberba, para este clássico da Pop Music dos anos 80 (que era aquele Rock meio Pop, meio AOR, melódico, acessível e comercial). Aqui, na roupagem do Midnite Club a canção ganhou peso, ficando um pouco mais Metal, ainda que respeitando o apelo Pop desta grande música. Shelter From The Storm já é mais Prog. Demorou oito faixas, mas a balada chegou em Memories For Sale. Já Closer To The Distance é naquele clima bem melancólico típico das faixas mais Hard do Stratovarius. Os teclados querem soar como os Hammond, dando ainda um pequeno ar de Uriah Heep no refrão. Já Calling For Crazy tem um arzinho de Journey. Um das grandes revelações do Underground alemão! JCB – 9,0

Track list:
01 CIRCUS OF LIFE
02 AFRAID OF LOVE
03 PROMISES REMAIN
04 BEHIND MY EYES
05 HEART OF A DRAGON
06 DANGER ZONE
07 SHELTER FROM THE STORM
08 MEMORIES FOR SALE
09 CLOSER TO THE DISTANCE
10 CALLING FOR CRAZY
11 CRYING IN A DREAM
-- Bonus Tracks US-Release --
12 MIDNITE CLUB (demo version)
13 MORNING RAIN (instr. demo version)
14 TOO CLOSE TO THE SUN (instr. demo version)

MYLAND
No Man's Land
Valery – imp.
Excelente banda italiana de Hard/Prog/AOR! Que classe, que talento, que sutileza para forjar temas sensíveis, funcionais, pegajosos, acessíveis! Neste seu segundo CD, eles fizeram um disco perfeito. Os vocais de Guido Priori são puro Steve Perry do Journey! Se a banda um dia quiser chamá-lo para cantar, vai cair como uma luva. Seu timbre é maravilhoso! E a música instrumental da Myland segue essa linha do Journey. Chega a quase soar como um cover (hoje há muitas bandas “cover”, que fazem a perfeita continuação de outras mais antigas, ou que estão paradas, ou que não fazem mais a música que fizeram outrora). A banda vem da cidade de Milão e o fundador é Paolo Morbini, que fez um nome para si próprio como baterista em bandas como Exilia, Eva e Brunorock. Anytime abre bem estilo Journey, sendo The Wind Of Late September é mais comercial, mais lenta e emotiva. (Someday) Love Leaves You Lonely abre de forma bem AOR, de forma bem bombástica, tendo mais uma grande performance do versátil Guido Priori (que até participou em tributos ao Journey). Esta música tem uma coisa muito simples, que todas as outras bandas de hoje em dia esquecem. Fazer aquelas paradinhas. Sim, aqui, depois do refrão, o instrumental pára sincronizado enquanto Guido continua cantando, depois entram todos juntos. E no refrão, com Guido cantando pequenos ôôô? Quer coisa mais simples e funcional do que isso? A capa de No Man's Land é Linda e instiga ainda mais você ouvir sua música. Enfim, No Man's Land ainda conta com participações especiais que só vem a abrilhantar este especial disco, como Kee Marcello (ex-Europe), Tommy Denander (Radioactive, Prisoner, Rainmaker, Talk Of The Town, Sayit, Deacon Street, AOR), Alex Del Vecchio (Edge Of Forever, outra banda que se assemelha com o Journey) e Steve Angarthal (Fire Trails, Dragon's Cave). Não vou me alongar mais, ouça esta verdadeira pérola! JCB – 10

Track list:
Anytime
The Wind Of Late September
(Someday) Love Leaves You Lonely
Heat of Emotion
How Much Love
Age Of Dreams
Voices
Step Closer
Running In The Night
Prisoner Of Love

RENEGADE
Back From The Dead
Renegade – imp.
O Canadá nos dá o que a cana dá. Brincadeiras a parte, mais uma banda de Hard Rock que nos trouxe muitos grandes age como Honeymoon Suite, Loverboy, Boulevard, Harem Scarem, Triumph e Haywire para mencionar alguns apenas, agora nos dá o Renegade, não confundir este com a banda sueca com o mesmo nome, porque esses caras são do Canadá e tem registrado um estilo até mais AOR do que Hard. As músicas contidas neste álbum foram gravadas entre 87-89, mas foi liberada apenas em 2001. Até hoje esse álbum foi difícil de obter, mas agora eles estão disponíveis para todos. Este álbum vai no clássico 80’s AOR veia, que soa como Haywire que reúne Boulevard com um toque de Glasstiger nos seus melhores dias. TA produção é muito boa manipulada por Mike Fraser. O cantor Marty Sippola é brilhante e soa como uma mistura de Alan Frew (Glasstiger) e David Forbes (Boulevard). Existem apenas 8 faixas sobre este álbum e que é uma pena, porque eu teria adorado ouvir algumas a mais, mas essas 8 são de nível elevado. Basta ouvir Standing Out Int The Rain com os teclados que atravessam toda a canção. Se você é fã de Boulevard, cheque Sign Of The Time, e Big City Nights (não tem nada a ver com a homônima do Scorpions) é puro AOR dos 80’s. Apesar de antigo e unreleased até 2000, confira estas grandes canções que, se não foram executadas e não estavam disponíveis quando deviam estar, que era nos 80’s, ao menos você pode curtir na sua casa agora. RS – 8,0       

Track list:
1 Standing Out Int The Rain
2 The Best of Me
3 Sign of the Times
4 Prisoner of Your Heart
5 Big City Nights
6 After the Smoke Clears
7 Don't Be Afraid of the Dark
8 Betrayal

RENEGADE
On The Edge
Renegade – imp.
On The Edge é o segundo álbum de estes canadenses AORsters este ano. Este novo álbum é uma coleção de canções escritas e gravadas em meados dos anos 80’s exceto por duas faixas que foram concluídas em 2004. Ou seja, é mais recente, tanto as composições originais como o lançamento e sua libertação (no sentido literal – imagine um punhado de boas faixas ficarem aprisionadas por quase duas décadas?). Também eles têm um novo vocalista neste álbum e seu nome é Steve Foster. Ele tem uma grande voz AOR que lembra um pouco de um jovem Mike Reno (Loverboy) misturado com Paul MacAusland (Haywire) e Alan Frew (Glasstiger). Mesmo neste momento age como Haywire, Boulevard, Glasstiger e Loverboy pode ser ouvido sobre nestas nove faixas incluídas neste novo álbum. Outra coisa que é muito legal é que você vai achar Darby Mills (Headpins) cantando vocais de fundo. Ambas são realmente muito boas. "Angel Of Love" is a nice slice of AOR where Glasstiger meets Haywire with great sound and harmony voclas.Angel Of Love é uma boa fatia da AOR onde Glasstiger reúne Haywire com muito som e harmonia vocais. On The Edge é mais AOR nas veias do que o Loverboy. Outros destaques são It’s My Life, em Take A Chance On Romance o Loverboy vem em mente e Kids Runnin' Wild um puro 80s canadense AOR! RS – 8,0

Track list:
1 Angel of Love
2 It's My Life
3 Friends and Lovers
4 On the Edge
5 Call to Glory
6 Testify
7 It's Only Make Believe
8 Take A Chance On Romance
9 Kids Runnin' Wild

DOKKEN
Lightning Strikes Again
Frontiers – imp.
Vou ser sincero. Sempre respeitei muito o Dokken, sempre achei a voz de Don Dokken uma das mais legais da cena Hard e Heavy dos EUA, as guitarras de George Lynch uma das mais inspiradas, o baixo de Jeff Pilson um dos mais competentes e blab la bla. Mas nunca fui tão fã assim. Mesmo os discos clássicos dos anos 80, têm muita coisa abaixo da média. O disco de “retorno” o antecessor Hell To Pay, que saiu no Brasil, é bem desconexo. Só que Lightning Strikes Again supera todas as expectativas e para mim, é um dos melhores discos de 2008 até agora neste 1/4 de ano! O disco abre com a trinca matadora Standing On The Outside, Give Me A Reason e Heart Of Stone, ambas trazendo o melhor do que a banda sabe fazer: refrão emotivos que vibram, fazendo você cantar junto, a voz doce, aveludada e suave de Don Dokken e as guitarras inspiradíssimas, ainda que não seja mais de Mr. Lynch. Em Disease o ritmo cai, característica de discos de Don Dokken, que nem sempre consegue manter a regularidade o tempo todo. Mas em Oasis, um tema mais cadenciado, nos faz lembrar o tipo de Hard Rock que o Europe vem fazendo hoje em dia, bem interessante. Judgment Day e This Fire são bem pesadas, poderosas, explosivas e com a cara do Hrad’n Heavu do começo dos 80’s e lembram os melhores momentos de Breaking The Chains, Tooth And Nail e Under Lock And Key, a trinca de ouro da banda, me arrisco a dizer que Lightning Strikes Again é o quarto melhor disco do grupo até hoje! JCB – 8,5

Track list:
1. Standing On The Outside
2. Give Me A Reason
3. Heart Of Stone
4. Disease
5. How I Miss Your Smile
6. Oasis
7. Point Of No Return
8. I Remember
9. Judgment Day
10. It Means
11. Release Me
12. This Fire

SHANNON
Angel In Disguise
Artist Service – imp.
Grande banda francesa de Hard Rock. O seu país é um dos maiores mercados do estilo, seja para venda de discos e shows de bandas de outros países, seja de gerar grandes nomes locais e o Shannon é um destes. Eles debutaram em 2003 pela hoje falida Anvil Corp com o debut homônimo, e causaram certo furor na cena, pois trazia música que todos nos gostaríamos de estar ouvindo. Do You Know? abre bem pesada, enquanto Hungry For Love é bem melodiosa. Para te situar que tipo de Hard a banda faz, imagine uma mistura daquele som sóbrio do Pink Cream 69 com as partes mais sérias do norte-americano dos anos 80 e aí você terá uma noção exata. Se o Shannon não é tão festeiro, também não é tão sombrio quanto o Hard alemão, que está em vigência no momento. Keep On Rolling é anos 80 total, seja em seu refrão, seja em seus backing vocals. Já No Better Times é um Hard’n Heavy gostoso de se ouvir, grudento, lembrando em sua melodia muito de Firehouse em algumas músicas bombásticas como Overnight Sensation e Helpless. Em Love In Your Eyes, começa bem pesada, parecendo Prog Metal, seguindo com uma linha melódica bem caótica, ainda que emotiva. Ficou estranha, mas bem diferente, com um refrão bem sacado. Long Gone é outro momento que beira o Hard alemão ou o Prog europeu, com cadências, riffs densos, andamentos quebrados e todo tipo de virtuose. Em Winter Night volta o lado explosivo e é esse lado que queremos ouvir do Shannon! Coming Back To You é bem parecida com a que a precede, Hang On e assim vai. Enfim, segundo disco excelente, melhor que o primeiro e uma das bandas de ponta do Hard Rock! E que não demorem mais quatro anos para lançar o terceiro disco! JCB – 9,0

Track list:
Do You Know?
Hungry For Love
No More Lies
Keep On Rolling
No Better Times
On And On
Love In Your Eyes
Long Gone
Winter Night
Coming Back To You
Hang On
Change Your Heart
Road Of Desire

WHITECROSS
Nineteen Eighty Seven
Artist Service – imp.
Parece que está havendo uma reação no White Metal norte-americano e também no White Hard. Após Dezoito anos depois do lançamento do primeiro álbum, o Whitecross entra na onda das bandas seculares e regrava seu debut. Esse tipo de atitude faz divisão nos fãs, pois os mais Old Schoolers, preferem a gravação original. Outros, preferem ela estilizada, revitalizada, revigorada, modernizada, regravada com os instrumentos de hoje, com os recursos tecnológicos de hoje e as vezes, com os músicos de hoje, pois nem sempre os que gravaram originalmente, estão presentes. E sou do time que uma obra não deve ser mexida. Uma vez feita, está feita. Até porque, ao longo dos anos, nos shows ao vivo, as bandas acabam modificando a música ao vivo, tocando com músicos de hoje, experiência de hoje, instrumentos de hoje e etc, A idéia original era fazer deste um álbum duplo, contendo no CD 2 um concerto ao vivo de 87, mas isso atrasaria o lançamento, então soltaram simples mesmo. Questão polêmica, quem deve decidir é o leitor, não eu, então compre o disco e ouça você mesmo e analise você mesmo. PR – 7,0

Track list:
Who Will You Follow
Enough Is Enough
He Is The Rock
Lookin’ For A Reason
No Way I’m Going Down
Seein’ Is Believin’
All I Need
Nagasaki
Signs Of The End
Love On The Line
Re: Animate

CIRCULAR LOGIK
One
Artist Service – imp.
Altamente respeitado no meio AOR, o vocalista e multi instrumentista Phil Vincent está de volta com sua nova banda Circular Logik, disposta a mostrar para todos como o Melodic Hard Rock deve soar em 2008! Começando sua carreira como Música Popular para a indústria da música, o feedback sobre o seu material entre o AOR / rock na comunidade foi tão esmagadora que ele decidiu a libertação de um posterior fluxo de bem recebido álbum solo. Phil Vincent também começou a trabalhar como convidado e músico de estúdio. Para 2002 no seu álbum solo Slow Burn, recrutou o guitarrista do What Matters, Billy Roux, o baixista Zychek David dos Airborne, Night Ranger e Dead Heart Beating e o baterista Tane DeAngelis. Em 2004 fundou o Tragik com o comguitarrista e baixista Damien D'Ercole e o baterista Dirk Phillips. Agora, com o Circular Logik, com Tane DeAngelis na bateria e Billy Roux nas guitarras mais William Arnold (baixo), Steve Albanese (guitarras) e Paul Colombo (led guitars). Ou seja, ele é uma espécie de David T. Chastain: monta várias bandas e nunca pára. Como convidados: Carsten 'Lizard' Schulz (Evidence One, Roger Staffelbach, ex-Domain), Renee Walker (Renee-Walker-Band), Connie 'Conor' Andreszka (Cabal, Circle Of Pain, Crystal Ball) and Boban Milojevic (Snake Eye, Wicked Sensation)O disco em si é um bom Melodic Hard sem novidades, mas muito bom. Confira!
PR – 7,0

Track list:
1 Welcome Home
2 Killing Me Inside
3 Hard to Find
4 Right Here
5 Led Wait
6 You Make Me Weak
7 Your Time Will Come
8 Since You've Been Gone
9 What We're Looking For
10 Time Killer
11 See Me Through
12 Won't Let You Go/Lost Without You
13 It's All Over

HOUSE OF LORDS
Come To My Kingdom
Frontiers – imp.
Formado em 1987 pelo tecladista Gregg Giuffria, eles iveram um rodízio de músicos convidados e mudanças de formação, e alguns álbuns lançados, até que encerraram suas atividades em 92. Em 2000 retornam com The Power And The Myth, sem Gregg e Simmons, mas com convidados do nível de Derek Sherinian (ex-Dream Theater e Yngwie Malmsteen) e Pat Torpey (ex-Mr. Big). Chegam agora com o excelente Come To My Kingdom. Para te situar o som da banda, caso você não conheça, imagine um Royal Haunt mais Hard, ou um Pink Cream 69 mais climático. Seu Hard é tipicamente europeu, sem aquela festa ensolarada do norte-americano. Eles são mais sérios, sóbrios e sombrios, tornando sua música mais empática ainda, mais introspectiva, mesmo nos momentos mais pesados (a maioria do disco). O CD abre com uma inusitada intro, Purgatorio Overtoure, bem sombria, seguida da pomposa faixa-título. Já I Need To Fly é lenta e cadenciada, bem maliciosa, sem ser balada no entanto. I Don't Wanna Wait All Night é mais bombástica, com grandes backing vocals não só no refrão, mas na música inteira. Aí você pula a balada Another Day From Heaven, que aliás, não entendo: se este tipo de disco e música hoje, não vai tocar em rádio, não vai tocar na TV nem na MTV, nem vai ter vídeo-clipe, pra que fazer baladas comerciais? Deixa o Rock’n rollar solto no disco todo! Seguindo, In A Perfect World, um Hard’n Heavy que faria muito sucesso na década retrasada. A banda também é daqueles que gosta de caprichar no refrão fazendo musicalidades vocais inesquecíveis! Embora a banda date da década de 80, não tem como não lembrar de Royal Hunt em Dream, principalmente nos teclados e isso não é ruim, pois além de ser uma baita banda, eles captam esse tipo de som para a modernidade dos aparelhos disponíveis hoje para gravar e produzir. Já Your Every Move é o momento mais comercial do disco e mais certeiro, uma canção quase perfeita em todos os quesitos: potencial comercial, refrão bem sacado, solo inspirado, melodias grudentas, riffs ganchudos, cozinha correta, e vocal poderoso, sem abusar de seus dotes. Enfim, agora é só pegar estrada e assisti-los no Rio de Janeiro esse mês! JCB – 8,5

Track list:
1   Purgatorio Overtoure
2   Come To My Kingdom
3   I Need To Fly
4   I Don't Wanna Wait All Night
5   Another Day From Heaven
6   In A Perfect World
7   Dream
8   One Foot In The Dark
9   Your Every Move
10   I Believe
11   One Touch
12   Even Love Can Save Us
13   In The Light
14   Another Day From Heaven (acoustic version)


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