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THE DEEP EYNDE
Shadowland Disaster – imp. Cara, que banda é essa? Que estilos eles tocam? De onde surgiu? Como uma banda dessas pode passar desapercebido aqui no Brasil? Então aí vai mais um puta-que-o-pariu não só pra esse disco, mas para a discografia completa deles! Eles vêm de Los Angeles, sendo conhecido no Underground de Hollywood. Sua música? Imagina você colocar num liquidificador estilos como Gothic Rock, Dark Music, Punk Rock, Hardcore, Punk Horror, algo de Metal ainda com Rockabilly e Psychoabilly? Imagina que os ingredientes a serem misturados venham de The Damned, Misfits, Lords Of The New Church, The Cramps, Stray Cats, Sisters Of Mercy, Iggy Pop, MC5, Danzig, Ramones, etc. Só podia dar nisso, uma puta banda! Ok, existem milhares de grupos que usam estas mesmas influências, mas poucos funcionam como o The Deep Eynde. Talvez, ninguém funcione como eles! Sinceramente, dentro do Rock, não lembro de outro grupo que tenha me chamado tanto a atenção quanto estes malucos aqui! A horda é liderada pelo vocalista Joel Fatal Fatal (ex-Kittens For Christian), que é o mentor aqui, que cuidadosamente criou essa musicalidade, além de talento para compor, gravar, produzir e fazer faixas que rememore o que de melhor já teve o Rock, sem soar clichê. Suicide Drive é bem Misfits com vocais que lembram Danzig, nos momentos mais graves, bem como no refrão pegajoso. Aí já está o talento do cara. Sabe fazer refrãos e o instrumental é diversificado, não ficando na mesma seqüência como quase todas as bandas de hoje. Vale lembrar que apesar da influência de Danzig e Misfits nessa faixa (e ser a maior em todos os discos, embora não seja a única) ele lança mão daqueles ôôô característicos. Space Invaders ainda lembra Misfits, seja no tema e musicalidade, um pouco mais para o Punk Rock. She Likes Skulls (que título singelo) é puro Hardcore e me atrevo a dizer que se o brasileiro Zumbis do Espaço tivesse evoluído, mas seguido o caminho iniciado em A Invasão poderia estar soando como o The Deep Eynde. Mas a banda preferiu ouvir a panelinha predominante na cena e ouvir o pessoalzinho da Tchurma e perderam a graça e viraram mais uma banda, sem ter o diferencial que anteriormente tinham. Society’s Parasite é outro Punk Rock, e mostra que além das letras de horror, tão usadas pela banda citada tantas vezes aqui e pelo psychoabilly em geral, eles também apostam nas críticas sociais e políticas. Devilchild tem aquela pegada fácil, gostosa, que lembra muito o Hardcore Melódico californiano de Bad Religion, Pennywise, Agent Orange, com algumas partes sombrias de TSOL. Tenha em mente que, aqui são influências, para você se situar quanta coisa a banda sabe tocar, sem se descaracterizar ou apenas fazer covers. Pois mesmo com tanta musicalidade distinta entre sim, ela soa sempre como The Deep Eynde. 9th Day é mais sombria, tem um baixo mais em evidência, uma pegada mais qualquer coisa a Billy, só que com guitarras que beiram o Metal. Também pode ser ouvida a exaustão nas pistas. Nuthin To Do é um misto de Misfits com Ramones, fácil, mas sem ser apelativa nem vulgar. Hoodoo é mais sombria ainda, Gótica, lembrando os primórdios do Post Punk, com solos oitentistas. Don’t Walk Away é outro momento Pós Punk / Dark do começo dos anos 80. encerrando essa porrada, vem a meio Bluesy, bem Rockabilly Mr. Guilt, na veia de Stray Cats. Bem maliciosa. Acompanhe as outras resenhas abaixo! Aqui é nota dez! Shadowland foi produzido por Mike Rozon (Beck, Melvins). JCB – 10 Track list: |
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THE DEEP EYNDE
Bad Blood People Like You Records – imp. Este é o mais recente de estúdio e a coisa começa mais rápida e pesada, ainda na veia Misfits com Kiss Of Violence. Na seqüência, mais na veia Misfits, com aquele Speedy Metal na linha deles, We Don´t Care About You, uma das músicas mais porradas que já ouvi na minha vida! Se Jerry Only tivesse continuado com o Misfits de forma decente, como fez enquanto Michael Graves, estaria soando dessa forma! O vocal de Joel Fatal Fatal aqui atinge o timbre de Michael Graves, inclusive, eu ouvi este disco aqui antes do Shadowland e pensei que se tratava de uma banda de Michael Graves. Vai ser versátil assim esse Joel Fatal Fatal! O lado Michael Graves (seja no Misfits ou na sua banda solo) volta em Date From Hell, um puta Rockão! Casuality Of Love é mais fria, densa e Gótica, enquanto Teenage Rejected é puro Punk Rock californiano. Lonely Wolves tem muito de Rockabilly, e The Calling é bem pegajosa, quase Poppy Punk, mais comercial mesmo até, mas sem sair da característica básica da banda. Christfuck é bem Darkona, bem sombria, bem Gótica, bebe na fonte do The Damned. E assim vai. Bad Blood é mais bem produzido e mais original, mas menos bombástico que Shadowland. Mesmo assim, obrigatório! JCB – 9,0 Track list: |
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THE DEEP EYNDE Blackout – The Dark Years People Like You Records – imp. Este é o quinto disco da banda, e soa um pouco menos bombástico e contundente do que os anteriores. Ainda assim, música de qualidade é garantida. Mesmo sendo uma coletânea, que trás faixas que a banda gravou em coletâneas, bônus tracks e singles, entre outras não lançadas (que foram sobras de discos passados). Então, não trás o grandes clássicos de Bad Blood e Shadowland. Mas trás bons momentos, como Red Necklace, bem sombria, Gótica, bem The Cure do começo ou algo de Damned junto. Lembra muito o começo do Rock nacional dos anos 80, pela produção e pelas guitarras simples, mas marcantes e definitivas. Já 13th Floor é puro Rockabilly, mas puro mesmo, assim como Swingtime, bem cinquentista e sessentista. Sandman é uma porrada que já começava a lembrar Misfits. A maioria das faixas aqui são do primeiro e segundo discos da banda, Suicide Drive (cuja sua faixa-título saiu só depois no Shadowland). A estranha Tongues parece aquelas músicas de filmes de monstros dos anos 80. Strangewalk é quase uma trilha Sonora de Horror, com orgãos tétricos ao fundo. The Feast tem toda aquela aura de Família Adams, num som Rockabilly bem na manha, com algo dos 50’s e 60’s, bem mostruosa daquela época, com classe e categoria, ainda que rudimentar, e até por isso mesmo. Deep Dark Secret é Post Punk puro, como Bauhaus e The Cure de começo de carreira, com algo de Joy Division e por isso, a banda também é rotulada como Gothabilly. Parfumery é puro terror, tipo Contos da Cripta, envolvente, como trilha de um filme do gênero mesmo. Encerrando, a soturna 444, caótica, cheia de barulhos, efeitos, dissonâncias, desafinações e conturbação musical, totalmente instrumental, só com vocais no seu meio em diante, ao estilo grave e soturno de Peter Murphy. A música mais recente é My Darkest Hour, gravada em abril de 2008, mas não tão boa. A banda esta época já tocava nos principais bares, clubes e pubs dos EUA, como os lendários CBGB’s e Whiskey. O deleite desse combo é o disco 2, um DVD com cenas de shows, backstage, entrevistas e alguns videoclipes, que torna este Blackout – The Dark Years obrigatório para colecionadores da banda e do estilo e imperdível para quem gosta de um bom e verdadeiro Rock Underground! JCB – 8,5 CD Track list: 1. My Darkest Hour 4:44 2. Scream 4:09 3. Red Necklace 4:43 4. Voodoo Baby 3:08 5. 13th Floor 4:02 6. Swingtime 5:25 7. Transformation 4:15 8. Sandman 4:01 9. Road Rash 5:01 10. Animal Garden 4:19 11. Ignite 5:03 12. Tongues 5:15 13. Strangewalk 2:31 14. Magic Man 3:10 15. The Feast 3:18 16. Deep Dark Secret 4:14 17. Parfumery 6:54 18. 444 4:05 DVD Track list: 1. Introduction 00:14 2. Live at CBGB’s 08:09 3. Intro by Stress 00:16 4. Music Video “We Don’t Care About You” 03:52 5. Cemetery walk 00:52 6. Live at The Bad Boys Tour 01:52 7. Intro to Fox News 00:05 8. Fox News (part 1) Gothic Los Angeles 03:16 9. How long have I been here? 00:14 10. Music Video “Space Invaders” 02:50 11. In old LA Zoo 00:16 12. Live in San Francisco 01:49 13. That fucking camera 00:12 14. Live in North Carolina (Halloween) 02:27 15. Grave Reading 01:07 16. Gothic Special (part 2) on Fox News, LA 02:31 17. Carnival of Death 00:18 18. Music Video “Baboo” 04:45 19. Afraid of falling? 00:18 20. Music Video “Suicide Drive” 02:58 21. In the recording studio 01:04 22. Music Video “She Likes skulls” 03:03 23. Gimme out of here 00:02 24. Music Video “four four four” 04:05 25. It’s tough being evil 01:20 26. Music Video “Devilchild” 03:52 27. The accidental actor 00:20 28. Student film “Feathers” 03:34 29. Cemetery Man 00:07 30. Worms 00:34 31. Intro to “Sik of You” by Rob and Dar 00:17 32. Music Video “Sik of You” 02:42 |
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TWOPOINTEIGHT
Twopointeight Threeman Recordings – imp. O Twopointeight e o produtor Johan Gustafsson (The Hives, Entombed, Status Quo e Fireside) criaram um álbum cheio de peso, muito rasante, feito com o coração e a alma, energia e dinâmica, habilidade e estupidez, escolher entre uma grande variedade de influências na sua terra e as raízes Punk Rock. Sim, eles são suecos, e são influenciados pelo Punk de seu país, um dos mais profícuos na cena, talvez o segundo maior estilo de bandas e público do gênero, só ficando atrás dos Estados Unidos. Twopointeight (o disco auto-intitulado) é provavelmente a mais genuína e a maior banda sueca para fora agora. Para chamar-lhes apenas uma banda de Punk Rock realmente não fazer-lhes justiça. O inferno está cheio de música e tem a ponta que tinha antes da música Punk Eock de televisão e designer de jeans rasgadas, de grupelhos e bandecas como Blink 182, Fall Out Boys, etc. Tem tido uma longa estrada com bastante tempo de experiência, encontrar o próprio… O primeiro e único vídeo é Red Eye, e o segundo é Lay Down On The Ground. Destaques para estas duas faixas mais One Foor In The Grave, 555 e Head First. LT – 8,0 Track list: |
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MC5
Anthology 1965-1971 Cleopatra Records – imp. A banda, que foi uma das fundadoras do Punk, sendo o que chamamos hoje de pré-Punk, escandalizou os Estados Unidos nos anos 70. Advindos de Detroit “Rock City”, que tinha esse apelido de tantas bandas que surgiam ali, e uma das mais seminais foi o MC5. O nome faz alusão a Motor City 5, ou seja, cinco caras que vinham da cidade motor, a capital mundial do automóvel e sede da Ford. Sua música era pesada, agressiva, suja, e suas letras idem. Em pouco tempo, lideravam uma legião de fãs dos subterrâneos americanos, junto com os Glam e vestidos de mulheres New York Dolls (do qual, já morreram quase todos, assim como dois terços do MC5, mas bem depois) e o Stooges, liderados por Iggy Stooge (depois, Iggy Pop). Anthology 1965-1971 é um box numa Linda caixa preta, contendo 2 discos numa compilação que tentou trazer o melhor da carreira do grupo, bem como faixas raras, como quase toda compilação. A urgência da música deste quinteto de Proto-Punk (outro rótulo para quem veio antes do Punk) é influente até hoje esta caixa deveria ser obrigatória para todos aqueles que se intitulam Punks, Hardcores, Alternativos, Garageiros e Guitars. O caixa preta (black box) tem sua arte feita pelo próprio baixista da banda, Michael Davis. Imperdível! LT – 10 DISC 1 |
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AGENT ORANGE Surfing To Some Fucked Up Shit Cleopatra Records – imp. Surfing To Some Fucked Up Shit éa compilação dos maiores hits da banda, lançadas já em CD e desde os 12" de vinil, para os verdadeiros autores da cena Punk Rock / Hardcore / Surf da Costa Ocidental dos Estados Unidos. A banda, que também já foi enquadrada na cena do Hardcore Melódico, pois a sua música é melódica e pegajosa, bem californiana. Eles lembrar-me de forma tão clara no momento em um momento musical, o vestuário e os grandes espaços foram irrevogavelmente ligados. As a youth I was a huge fan of skateboarding but I was more of a watcher than a doer.Eu era um jovem como um enorme fã de skateboarding, mas eu era mais de um watcher do que um maker. I wasn’t interested in actually skating.Eu não estava realmente interessado em patins. Instead I was influenced by the fashion, the music, the Betties and the rebellious vibe to some degree.Em vez fui influenciado pela moda, a música, as Betties e os rebeldes vibe até certo ponto. Of course, these days you’re a rebel if you have a skateboard - and now every kid in the world dresses in black. É claro que, nestes dias que você está um rebelde se você não tem um skate - e agora cada criança no mundo todos vestidos de preto. Sua música pede isso e neste best of, temos os melhores temas da banda. Covardia citar destaques, mas de boa, me faz lembrar os áureos tempos do Rock Alternativo, do Hardcore Melódico e do Punk Rock, aqui no Brasil em 96. Bandas como Green Day e Offspring fez a molecada se voltar para Bad Religion, NOFX e Circle Jerks, e bandas como TSOL e Agent Orange caíram nas graças do pessoal daqui também. Desde que a Epitaph teve por dois anos licenciamento pela Paradoxx e depois mais dois anos pela Sum Records, pérolas foram lançadas, estas bandas tocavam nas rádios e seus clipes rodavam direto na MTV. Tínhamos o Underguide, um guia da cena independente e a ROCK UNDERGROUND era apenas um zine. Apesar da evolução, tenho saudades deste tempo. PR – 9,0 • Includes all of the band’s best loved compositions such as “Bloodstains,” “Bite The Hand That Feeds,” “Everything Turns Grey,” “I Kill Spies” and many more! Track list: 1. It’s All A Blur 2. Say It Isn’t True 3. Breakdown 4. Wouldn’t Last A Day 5. Everything Turns Grey 6. Message From The Underworld 7. El Dorado 8. Tearing Me Apart 9. Cry For Help In A World Gone Mad 10. I Kill Spies 11. Bloodstains 12. What’s The Combination? 13. Bite The Hand That Feeds (Instrumental) 14. Seek And Destroy |
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BUZZCOCKS
Orgasm Addict Live Cleopatra Records – imp. Uma das lendas do Punk britânico, tem mais um disco em edição especial, em CD e em vinil também, via Cleopatra Records. Sua música era tocante como o Sex Pistols, melódica como o Punk de NY, e este disco ao vivo remete ao seu tempo áureo. Apesar do ar vintage, o show ocorreu em Paris, França no dia12 de abril de 1995, na onda onde resgatavam o Punk, seja pelo sucesso de Green Day e Offspring, que chamaram a atenção para o estilo, seja pela volta dos Sex Pistols. Este disco saiu na França em 96 e agora ganha o mundo. Mas nem tudo era flores, várias brigas dentro da banda, inclusive nesta época, em que integrantes não queriam só ficar lançando discos ao vivo com músicas antigas, fez com que esta versão de Orgasm Addict Live tivesse apenas 10 músicas e míseros 28 minutos. O áudio deixa a desejar e apesar do disco ser até recente, parece que tudo foi feito nas coxas. De qualquer forma, este disco é um clássico, pela qualidade, pelo momento, pela época e pela época conturbada, quando todas as bandas antigas era revisitadas e saudadas. LT – 8,0 Track list: |
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T.S.O.L.
F#*k You Tough Guy Cleopatra Records – imp. A antologia definitiva de uma dos maiores, mais sombrias e mais brutais bandas de Punk Rock. Todos os três membros originais tocam neste compilado recém-gravado, com versões atualizadas de seus maiores sucessos. Virou moda regravar discos clássicos e também virou moda regravar várias faixas para uma coletânea. E ei-lo mais um aqui. Vindo da regiao de Orange County, eles são os avós do Hardcore de sua região, sempre estiveram entre os maiores do Southern California Punk, mas com um pé na música Dark (muitos Darks e Góticos apreciam sua musicalidade sombria e oitentista, que esbarra muitas vezes no Post Punk) e numa quase New Wave, nos momentos mais Pop’s. Muitas das faixas aqui perderam o brilho e a graça que tinham das gravações originais. As vezes, as gravações antigas em vinil, do qual muitos músicos nunca ficam satisfeitos, mas são estes vintages que fazem a alegria dos fãs. Parece que os músicos de hoje estão mais preocupados com a qualidade da gravação do que com a qualidade da composição. O TSOL criou um estilo a parte dentro do Punk e F#*k You Tough Guy foi produzido, artisticamente e musicalmente, pelo seu líder e vocalista, Jack Grisham. A banda esteve recentemente no Brasil, tocando no festival da Kiss FM ao lado de Gene Loves Jezebel e Echo & The Bunnymen e seu set foi baseado neste disco. Se você não foi no show, compre F#*k You Tough Guy, pois vai ser como se estivesse lá! E se voc efoi ao show, compre F#*k You Tough Guy para relembrar aquela grande noite. LT – 9,0 Track list: |
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PAIN REMAINS
Identity Bullroser – imp. Mais uma banda finlandesa a inundar o mundo em todos os estilos. Além do país exportar pilotos de automobilismo e celulares, o que mais tem exportado e aumentado o seu PIB (produto interno bruto) e seu superávit comercial é a arte da música. Ainda mais dentro do Rock. Aqui, o caso é o Hardcore, daqueles bem da escola finlandesa mesmo. Rápido e furioso Hardcore na veia, bem ao estilo de seu país, que é influenciado pelo Hardcore brasileiro, por sua vez, de bandas como Ratos de Porão, Cólera e Olho Seco. Destaques para Forthcoming Threat, Nowhere, Rising, Never Forget, My Anxiety e On My Grave. LT – 7,5 Track list: |
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GRAVE ROBBER
Be Afraid Artist Service – imp. Acredite se quiser! Estamos diante de uma banda Misfits cristã! Apavore-se e arrepie-se! A música remete ao Misfits “moderno”, ou seja, dos anos 90, quando lançaram seus últimos discos de inéditas, já sem Danzig. Remete à sonoridade de American Psycho e Famous Monsters. A produção é legal e os vocais remetem a Michael Graves, vocalista desta fase dos Misfits. As letras têm aquele ôôô e falam de terror, mas no caso aqui, o “Mal” sempre se dá mal. Inovando, os caras usam fantasias e máscaras cadavéricas, que remetem num misto entre Lordi e Slipknot. Seus integrantes são Dr. Cadaver, Maggot, Nameless e o vocal de Wretched. Vai agradar fãs de Misfits, Zumbis do Espaço, Robie Zombie, White Zombie e Lordi. Punk Horror na veia! Claro, fãs de Danzig, Gwar e qualquer outra coisa de horror vão delirar. Apesar do Horror, o nome da banda foi obtido a partir de uma canção Petra. Apesar do cunho cristão, lá fora não tem essa divisão como aqui. Eles já abriraram para bandas do gênero como Blitzkid, Calabrese, Dope, (ex-Misfits) Dr. Chud's X-Ward, Firstjason que conta com Ari Lehman, o primeiro Jason Vorhees do Friday the 13th/Sexta-feira 13 (ih, fiz essa resenha na virada do dia 12 de junho para o dia 13, sexta-feira 13! E agora?), The Independents, Bobaflex e The Autumn Offering. Musicalmente, eles ainda raspam no chamado Speedy Metal como em Bloodbath, e outras até no Psychoabilly como em Skeletons. Já Screams Of The Voiceless é mais cadenciada e tem um pique quase Street Rock. Você se imagina andando de skate ouvindo-a. Reanimator é Misfits cuspidor e escarrado. Schizofiend também o é, com aquelas paradinhas matadoras em seu começo, descambando para o peso, agressão e rapidez depois. Já Dark Angel é quase Gótica em seu começo, atingindo um Crossover depois de tão rápida, fazendo ofensas a Lúcifer. Bem, cada um, cada um. Já I Wanna Kill You Over And Over Again é quase um Rockabilly, um Punk lentinho, cadenciado, legal musicalmente. Enfim, tire suas próprias conclusões, mas que isso aqui é divertido e que preenche a lacuna que o Misfits deixa, com a frescura no rabo do Danzig em não se reconciliar com a banda, e com Jerry Only não fazer mais um disco novo e em insistir em querer cantar, em vez de remontar o Misfits de maneira séria. JCB – 8,0 Track list: |
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BALZAC
Deep Blue: Chaos From Darkism Misfits Records – imp. Banda nipônica de Hardcore, Punk Rock, Speed Metal, Horror Rock. Sim, qualquer semelhança com o Misfits não é mera coincidência, afinal, na verdade, o CD saiu pela Misfits Records. Eles são as meninas dos olhos de Jerry Only, pois graças ao Balzac, o próprio Misfits, sua história, sua atual formação reformada, seu merchandising e produtos de sua banda têm crescido muito no Japão e por conseqüência em outros países asiáticos. Pois, no Japã, a onda J-Rock está se disseminando e levando junto o Emo, o Gótico e o Punk. E todas estas tribos vêem com bons olhos e ouvidos não só o próprio Balzac, que é orgulho nacional em terras nipônicas e gigantes em seu país. Mas também outras formações japonesas de Punk Horror ou Horror Rock, e também bandas de outros países. E o Misfits têm se dado muito bem na terra do Sol nascente, em questão de produtos e popularidade, como já tínhamos falado antes. Não obstante, um super-grupo foi formado com o nome Osaka Popstars. Voltando ao Balzac de fato, a semelhança com o Misfits é tremenda, embora tenha o seu estilo próprio. Os temas são os mesmos, o visual com aqueles topetes à lá Jerry Only, no palco algumas performances toscas, os famigerados ôôô nos refrãos. Ou seja, cópia mesmo, e com o consentimento dos originais! E o pior é que a banda é boa e funciona! É até algo engraçada, portanto, diversão garantida! Garantido, né? O CD vem com um DVD bônus, com três clipes tétricos, um curta-metragem de terror e um show! Diversão do começo ao fim, para fanáticos por Misfits (como eu) e boa música! JCB – 8,0 Track list: DVD: |
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OSAKA POPSTAR
And The America Legends Of Punk Misfits Records – imp. Um time de super-heróis do Punk, formado por Jerry Only (The Misfits), Mark Ramone (ex-Ramones), Dez Caneda (Black Flag), Ivan Julian (Richard Hell & The Voidoids), liderado por John Cafiera (The Misfits). Jerry Only (The Misfits), Marky Ramone (ex-Ramones), Dez Cadena (Black Flag) e Ivan Julian (Richard Hell & The Voidoids) se reuniram para um novo projeto, intitulado Osaka Popstar. John Cafiero, colaborador de longa data do The Misfits, é a força criativa por traz do grupo e gravou os vocais do primeiro álbum. O primeiro CD do Osaka Popstar será auto-intitulado e chega às lojas no dia 22 de Maio na Europa e 23 nos EUA, pelo selo Misfits/Rykodisc Records. Uma edição especial do CD será composta por um DVD bônus contando com o vídeo do primeiro single do álbum, Wicked World, feito em animação pelo designer japonês Mari-Chan, e o vídeo clip de Insects (escrita e gravada originalmente por Kids of Widney High), dirigido por Joel Veitch, renomado diretor de comerciais para a TV norte-americana que possui também um programa de TV chamado Rather Good Videos, na Inglaterra, além de artwork produzidas por Butch Lukic, John Pound, Dalek, Mari-Chan e Tragnark. A faixa Wicked World foi composta por Daniel Johnston, conceituado músico de folk, que participou também do álbum de estréia do Osaka Popstars gravando os vocais para a versão de um tradicional bluegrass dos EUA, chamado Constant Sorrow. FSS – 9,0 Track list: DVD |
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JUICEHEAD
The Devil Made Me Do It Misfits Records – imp. Outra aposta de Jerry Only e companhia. Seguindo o estilo do Balzac, mas na linha mais Hardcore normal, sem tanto Horror, o Juicehead vai agradar mais a fãs de Hardcore e Punk Rock tradicional do que o estilo Horror Punk. Quer dizer, a banda executa esta proposta, que está mais ligada a capa, a mascote, ao nome da banda (cabeça de suco), logotipo e as letras do que na parte musical e instrumental. A produção sonora deixou um pouco a desejar, mas a sonoridade caótica e energética compensa qualquer coisa. Apesar de ter 16 faixas, o disco é curto, pois a duração das faixas chega perto dos 2 minutos na média. O título The Devil Made Me Do It já foi usado por diversas bandas para nome de disco e principalmente de música, mas cai como uma luva de ferro no som do grupo. Em certos momentos, o Punk Rock cede para o Poppy Punk ou onda Emonew, por perder um pouco o peso, ter melodia, sendo assim, a gravadora tem uma banda que pode abranger um público maior ainda! A banda de Chicago pode estourar (além da cabeça de suco da capa do disco). Track list: |