Atualizado em 07/03/2010
HELLOWEEN
Unarmed - Best Of 25th Anniversary
Sony – nac.
Olha, terei que separar bem a parte profissional da parte fã aqui para fazer essa resenha. Sou fã do Helloween, embora eu não seja tão fã de Heavy Melódico. Gosto tanto da fase Kiske e Hansen como da fase Deris. Os quatro primeiros discos que Andi Deris gravou com a banda, Master Of The Rings de 95, The Time Of The Oath de 96, Better Than Raw (o que mais gosto, mas não que seja o melhor) de 98 e The Dark Ride de 2001, para mim são tão clássicos quantos os Keepers. O que veio depois de Rabbit Don’t Come Easy é pura porcaria, a banda perdeu a mão e a inspiração para fazer temas sacados. Ainda que o guitar Roland Grapow, e o batera Uli Kusch não sejam membros fundadores, quando saíram depois de The Dark Ride, a banda afundou. Bem, para comemorar 25 anos de banda, a mesma lança um disco e tem a honra de ser contratada por uma major novamente, a Sony. A experiência não deu sorte na primeira vez, quando a banda entrou para a EMI e lançou dois discos mais Pop e mais para agradar o mercado norte-americano, Chamaleon de 91 e Pink Bubbles Go Ape de 92. Agora novamente, o que poderia ser bom, foi ruim. Será que a Sony só vai lançar este disco? Ou vai investir na banda de fato daqui pra frente e este Unarmed - Best Of 25th Anniversary é apenas o começo? É de se notar um fenômeno que vem acontecendo de anos para cá, graças aos downloads. Como a venda de discos despencou nestes últimos anos, muitas bandas de Heavy Metal, hoje, tem vendas superiores a bandas de Pop, mesmo que o HM tenha sofrido no cenário com isso. Mas hoje, ficaram maiores que as de muitos outros estilos. É normal ver discos de Metal que hoje vendem modestas milhares de cópias, estarem entre os mais vendidos nas paradas da Billboard, devido a queda da venda de discos de outros estilos. Bom, estou enrolando para falar deste disco né? É porque ele é muito ruim! O Helloween fez uma coletânea de diversos clássicos e as regravou em formato acústico. Ok uma banda com 25 anos de carreira tem o direito de fazer o que quiser (aliás, todo artista tem), mas o resultado ficou esquisito demais. Talvez visse um DVD junto, como era feito no formato MTV Unplugged talvez ao assistir, ficasse até engraçado. Mas melhore nem dar idéia. Se você é fã die hard da banda, compre. Se é apenas fã, ouça e decida. A nota boa vai pela ousadia e pela iniciativa e ainda, pelos 25 anos de banda. JCB – 7,0

Faixas:
01. Dr. Stein (03:59)
02. Future World (04:13)
03. If I Could Fly (03:28)
04. Where The Rain Grows (05:09)
05. The Keeper’s Trilogy (Halloween, Keeper of The Seven Keys & King Of 1000 Years – Medley) (17:06)
06. Eagle Fly Free (03:50)
07. Perfect Gentleman (04:18)
08. Forever & One (04:25)
09. I Want Out (04:22)
10. Fallen To Pieces (03:28)
11. A Tale That Wasn’t Right (04:46)

SONATA ARCTICA
The Days Of Grays
Nuclear Blast – nac.
Os finlandeses do Sonata Arctica voltaram a fazer capas em cores frias e melancólicas em azul, cor predominante de seu país, pelo gelo e frio. O seu Metal Melódico foi modificando, e chegou a ser cogitado a ser a bola da vez em seu país, pela parada do Stratovarius. Mas a cada disco, a banda vem ficando mais leve. Aqui, tem músicas que nem Metal são! Sua música está mais... Progressiva... Sim, mais uma banda a adotar o estilo. Apostaram em uma sonoridade mais sombria, sinfônica, com mais destaque aos teclados e coros. Não espere mais aquele Power Speedy Metal Melódico. Everything Fades To Gray (Instrumental), abre e encerra essa viagem, e o disco. Seguindo, Deathaura, tem com uma introdução arrepiante, seguida de boas melodias, e com a participação da vocalista convidada Johanna Kurkela. The Last Amazing Grays fala (novamente) sobre lobos e é a mais Old School da banda. Flag In The Ground também segue a linha antiga, muita melodia, velocidade, solos de guitarra e teclado, embora a velocidade não seja no talo como antigamente. Breathing é a balada. The Dead Skin trás os melhores riffs do disco, e efeitos nos vocais de Tony Kakko. Juliet completa a saga de Caleb. Uma trilogia que terá infinitas partes, não só três, aliás, já passaram delas. Em No Dream Can Heal A Broken Heart Tony faz um dueto com Johanna Kurkela, e parece que a banda está soando mais para Kamelot, do que para Stratovarius. As If The World Wasn't Ending é outra lenta. The Truth is Out There (a verdade está lá fora) tem um ar misterioso e fala sobre as experiências de Tony Kakko com alienígenas. Everything Fades To Gray (Full Version) fecha o disco, que, não é o melhor do estilo nem o da banda, mas vai agradar seus fãs mais die hard. RS – 7,0

Faixas:
01. Everything Fades To Gray (instrumental)
02. Deathaura
03. The Last Amazing Grays
04. Flag In The Ground
05. Breathing
06. Zeroes
07. The Dead Skin
08. Juliet
09. No Dream Can Heal A Broken Heart
10. As If The World Wasn't Ending
11. The Truth Is Out There
12. Everything Fades To Gray (versão completa)

UDO
Dominator
AFM/Laser Company – nac.
Bom, há dois grupos. Aquele que acha que Udo é mais importante que Accept e que sua carreira é mais estável e importante que a banda que o projetou. E o outro que acha que o Accept está acima de tudo e que a carreira de Udo é irregular criativamente. Eu me encaixo no segundo grupo. Ok, Desde que Udo saiu do Accept pela primeira vez, sua carreira solo nunca parou. Dominator já é seu 17º trabalho, enquanto o Aceept encontra-se parado quase sempre (só ano passado eles anunciaram a volta com outro vocalista). Mas caro leitor, seja sincero: destes 17 discos solo de Udo, quantos são clássicos? Quantos são campeões de vendas? Quantos tem músicas que sejam clássicos do Heavy Metal à altura do Accept? A resposta para estas três perguntas é: nenhum. Udo se beneficia do Accept para sua carreira solo, isso sim. Os órfãos do Accept são os que compram os discos e vão aos shows, por não existir o Accept. Ok, os últimos discos de Udo têm sido legais, acima da média, mas nenhum é um primor. Muitos deles eu posso ter curtido muito quando saiu e ter dado notas altas, mas depois nunca mais sequer peguei no mesmo disco para ouvir de novo. Dentro desta “limitação”, Dominator é um dos melhores de sua carreira e dos mais recentes, o melhor. O estilo não mudou nada. As melhores músicas chegam distante dos clássicos do Accept e as demais músicas, não tão boas. O álbum abre com The Bogeyman, a melhor faixa do disco, mortífera! Bem estilo Accept, bem como a mais moderna, mas muito boa faixa-título. Udo quer passar um ar mais moderno nas suas capas, produção e até sonoridade. Stefan Kaufmann, seu fiel escudeiro e guitarrista, foi injustiçado, pois no Accept ele era baterista. Na reunião de 2005, ele não foi chamado. Foram chamados os guitarristas mesmo da banda e na bateria foi chamado Stefan Schwarzmann, que também já foi do Accept. Faixas diretamente responsáveis por Stefan Kaufmann, como Black And White e Infected, sim, são puro Accept nas guitarras teutônicas e a voz, claro, de Udo. De todos os discos de Udo, as melhores faixas são as que lembram sua ex-banda. E as faixas que passam batido são as que ele tenta inovar. Por que não deixa de fazer doce e continua no Accept? Enfim, curta Dominator, não é aquilo que gostaríamos, mas é o que tem. Ao menos, dos últimos, o melhor disco. JCB – 8,0

Faixas:
01. The Bogeyman
02. Dominator
03. Black And White
04. Infected
05. Heavy Metal Heaven
06. Doom Ride
07. Stillness Of Time
08. Devil's Rendezvous
09. Speed Demon
10. Whispers In The Dark

REVOLUTION RENAISSANCE
Age Of Aquarius
Dynamo – nac.
Bom, esqueça Timo Tolki no Stratovarius, isso é passado. Agora a sua realidade (bem menor) é o Revolution Renaissance. Agora com cara de banda mesmo, pois a banda debutou com vocalistas logicamente convidados Michael Kiske (ex-Helloween) e Tobias Sammet (Edguy e Avantasia), afinal, ninguém em sã consciência acreditaria que eles iriam ser vocalistas da banda, sair em turnê e etc. Depois o RR virou banda de verdade e com dois brasileiros na formação: Gus Monsanto (ex-Adagio) nos vocais e Bruno Agra na bateria e temos então Age Of Aquarius, mais maduro e com cara de banda de fato. Embora o debut eu tenha gostado mais, pois era mais Heavy Metal, enquanto este é mais acessível e comercial. O bom, a banda não lembra em nada o Stratovarius, Tolki seguiu seu próprio caminho. O som é algo melódico e mais melancólico que sua antiga banda, menos rápido e não tão neoclássico. Nem parece que foi Tolki que compôs o disco, pois há pouco de épico, bombástico, e grandioso, apenas em alguns momentos. Em outros a banda beira o Hard e até o AOR. De qualquer forma simpatizantes de Tolki e suas obras vai gostar, mas nitidamente, ele quis seguir um novo caminho para um novo público, que começa a crescer apenas agora. Tanto que sua ex-banda tocou ano passado para 2 mil pessoas no Citibank Hall e o RR, tocou para 200 no Blackmore. Mas começo é assim mesmo. A capa poderia ter tido outra concepção e ter sido algo legal. Destaques para Sins of My Beloved, Ghost of Fallen Grace e Into The Future. RS – 7,5

Faixas:
01. The Age of Aquarius
02. Sins of My Beloved
03. Ixion’s Wheel
04. Behind the Mask
05. Ghost of Fallen Grace
06. The Heart of All
07. So She Wears Black
08. Kyrie Eleison
09. Into the Future

METALIUM
Incubus
Dynamo – nac.
Cá estamos com mais um disco dos Metalium, já é o sétimo de estúdio. Seu baixista e líder Lars Ratz sempre se considerou um Steve Harris da Alemanha. Ou seja, um manda chuva, ambicioso, talentoso e diretrizes bem traçadas do que quer para sua banda. Talvez o Metalium não tenha atingido o estrelato como Lars almejava, mas só o fato da banda ainda existir, lançar discos regularmente a cada dois anos no máximo e ainda ter contrato com gravadora, já é uma grande vitória, ainda mais como a cena musical está hoje em dia. A banda mudou várias vezes de formação, começou em 98 com Terrana (bateria), Henning Basse (vocais),  Chris Cafferty e Matthias Lange (guitarras) e hoje conta com Michael Enre na bateria, Henning Basse nos vocais, Matthias Lange e Tolo Grimalt nas guitarras. A banda revelou o norte-americano Mike Terrana, que tocou com Roland Grapow, integrou por quase uma década o Rage e hoje está com Tarja Turunen. Passou ainda pela banda Jack Frost, que saiu para integrar o Savatage e depois que o mesmo acabou, Lars não o quis de volta, então Jack montou o Frost, sua banda. Incubus foi gravado no Tornado Studios e é um dos melhores discos de sua carreira. A faixa de abertura do Trust, é uma faixa marcial, com bateria em ritmo de marcha. Ressurection é mais melódica, na linha tradicional da banda, rápida, bumbos na velocidade da luz, velocidade e muita melodia mesmo. Gates trás baixo galopante, influência de Steve Harris no instrumento de Lars. Na faixa-título vários sons extraídos de exorcismo, com um diálogo do padre exorcista e o demônio (Incubus), com Henning fazendo os vocais sombrios. Um dos momentos mais densos e tensos do disco. Coros e riffs e baixo cavalgado dão a tônica At Armageddon, outro destaque imediato. Enfim, não é o melhor CD da banda, nem do ano, nem do estilo, mas mais um bom trabalho para seus ouvidos e para quem verdadeiramente tem bom gosto. RS – 8,0

Faixas:
01. Trust (Intro)
02. Resurrection
03. Gates
04. Incubus
05. Take Me Higher
06. Never Die
07. At Armageddon
08. Sanity
09. Meet Your Maker
10. Hellfire

JUDAS PRIEST
A Touch Of Evil Live
Sony Music – nac.
Mais um disco ao vivo do Judas Priest. O que a banda representa, dispensa comentários, e acho válido e positivo ter vários formatos para agraciar aos fãs. Até porque, toda turnê é diferente, sempre com músicas novas do disco em voga, vários clássicos anteriores e sempre músicas que ficavam escondidas com o tempo. Aqui, não é diferente, só que o disco é compacto, “apenas” 13 faixas, pouco para um álbum ao vivo de uma banda com mais de 30 anos de história, e muito curto para um set normal. No entanto, ainda bem que é um CD e não um DVD. Pois as “mexidas” em estúdio ficam encobertas em CD, mas escancaradas em DVD. Pois elas são inevitáveis. Primeiro, diz-se que o disco foi gravado por Martin Walker e Brian Thorene durante as turnês do Judas em 2005 e 2008 pelo mundo e ouvindo o disco, parece ter sido um show só, pois a equalização está igual. Ok, isso é necessário para não parecer disco pirata com oscilação de gravações entre uma faixa e outra, mas foi muito bem montado. Outra coisa, quem os viu ao vivo na volta de Rob Halford em 2005 e 2008, como eu, sabe que ao vivo, Rob não alcança mais estas notas. Além do que, a movimentação de palco do Judas, que sempre foi sua marca registrada e ainda mais do outrora “serelepe” Halford, foi pro saco faz tempo. Ok, os caras estão mais velhos, mas outras bandas contemporâneas de mesma faixa etária, como Iron Maiden, Saxon e Scorpions, só pra citar algumas, estas outras estão muito mais em forma! O disco é um resumo do resumo das duas ultimas turnês destes anos, dos dois últimos discos, Angel Of Retribution e Nostradamus. Ao menos, apesar da sintese do sintetico, acertaram na escolha das faixas! Pois, do Angel Of Retribution escolheram justamente as três melhores faixas deste disco! Judas Rising, Hellrider e Deal With The Devil! Matadoras! Eles descartaram músicas novas lentas e morosas, das mais recentes, pegaram as mais porradas! Estas faixas deveriam ficar em seu set list para sempre. Ok sei que os clássicos antigos são mais importantes... Do mesmo disco, ainda temos encerrando a boa Worth Fighting For. Do Nostradamus, a clássica Prophecy e a arrastada, mas lega, quase Doom Metal, Death. O resto são clássicos que você vê abaixo e a exceção de Painkiller, sempre presente em todos os sets desde que o disco homônimo saiu em 1990, são músicas que normalmente ficam de fora! Curiosidade, o disco ao vivo aqui se chama A Touch Of Evil Live, e é estranho, pois esta faixa é do citado Painkiller de 1990. Mas como uma faixa de um disco de 20 anos atrás pode batizar um disco ao vivo lançado agora? Bem, do Painkiller temos Painkiller, A Touch Of Evil e Between The Hammer & The Anvil, excelente! As demais quatro faixas, são de discos espalhados, Riding On The Wind (Screaming For Vengeance), Eat Me Alive (Defenders Of The Faith), Dissident Aggressor (Sin After Sin) e Beyond The Realms Of Death (Stained Class). Ou seja, faixas antigas obscuras e faixas novas! Me agrada este tipo de iniciativa, mas teria ficado melhor e mais conceitual, se tivessem feito que nem o Iron Maiden com os A Real Live One e A Real Dead One, ou seja, um disco só com faixas recentes e outro só com faixas antigas. Mesmo assim, o set foi bem escolhido! Confira! JCB – 8,5

Faixas:
01. Judas Rising
02. Hellrider
03. Between The Hammer & The Anvil
04. Riding On The Wind
05. Death
06. Beyond The Realms Of Death
07. Dissident Aggressor
08. A Touch Of Evil
09. Eat Me Alive
10. Prophecy
11. Painkiller
12. Deal With The Devil
13. Worth Fighting For

HEAVEN AND HELL
The Devil You Know
Warner – nac.
Aqui um disco histórico, nascido como clássico. Sim, todos que ouviram e foram aos shows atestam isso! Mais Black Sabbath impossível! E calaram a boca de Ozzy e daqueles que acham que Black Sabbath é só com Ozzy. Pois em 10 anos, Ozzy só gravou 2 faixas com o Sabbath, duas faixas fraquíssimas feitas por fazer pra lançar em coletânea. O Black Sabbath com Ozzy (além de fazer playback ao vivo e já´faz tmepo) e sob a tutela de sua esposa, Sharon, ao lado do Kiss, ajudaram a “destruir” o Rock, com esse lance de só tocar músicas da década de 70. Ajudaram a criar uma geração enorme de jovens que só querem ouvir o que as bandas antigas gravaram em décadas passadas, achando que nada novo não presta. Sendo que, se eles só tocavam músicas antigas (Black Sabbath com Ozzy e Kiss) é por falta de talento em compor algo novo à altura. O Kiss sempre precisou de song writters para fazer hits e o Sabbath com Ozzy era legal pra época, mas hoje soa muito tosco! Até eu, que era o pior guitarrista do mundo, conseguia tirar músicas de ouvido do Sabbath desta época, mas fácil do que Ramones. De boa, ficar ouvindo só Paranoid, Iron Man, War Pigs é um saco! Ozzy em carreira solo era muito mais legal, até No More Tears, depois ficou sem inspiração, dependente do menos inspirado Zak Wylde (espero que agora com Gus G, Ozzy faça músicas melhores). Black Sabbath é Tony Iommi e todas as suas fases foram maravilhosas. Goste mais daquela que você quiser, mas dizer que Black Sabbath é só com um vocalista ou outro, é inverdade. O que Ozzy não conseguiu fazer em 10 anos, que era compor um disco inédito, Dio se juntou com o resto da trupe e em poucos meses fizeram este disco fantástico! Moderno, atual, mas com raízes fincadas em sua veia tradicional. O interessante, é que, apesar de todas as faixas The Devil You Know remeterem ao Black Sabbath com Dio, nenhuma dela remete à alguma faixa já escrita por eles, todas são inéditas, diferentes e originais! Atom & Evil é cadenciada, bem Doom, ao estilo Sabbath com Dio, contrariando discos anteriores com ele nos vocais, dos quais, sempre um álbum é aberto com um tema rápido. Fear é como deve ser o H&H ou BS com Dio hoje em dia! A sonoridade difere um pouco, afinal estamos 29 anos depois da estréia de Dio na banda e de lá pra cá, os músicos mudaram a foram de compor, tocar, executar, gravar, ensaiar, estar em estúdio, e os equipamentos e recursos hoje são outros. Apenas não gosto do efeito modernoso na palavra Fear no refrão.Na seqüência, Bible Black outro clássico recém-criado e que a exemplo de Fear, faz parte do set list da atual tour só que permanecerá nos shows. Cadenciada, com solos que remetem aos anos 80. Seguindo, Double The Pain, com mais velocidade e bem melódica, com um refrão (mais um) pegajoso. Para mim, esta faixa deveria estar no set list da banda, que parece ter escolhido as faixas mais lentas e “baixas” para poder tocar ao vivo, uma pena, pois as melhores deste disco são algumas delas, mas rápidas. Rock & Roll Angel, apesar de ser uma das menos legais, está acima da média e de qualquer coisa que Ozzy possa ter feito com o Sabbath. Outra das porradas e que ao vivo seria um arregaço é Eating The Cannibals, também um das mais inspiradas! Follow The Tears é outra escolhida pra ser executada ao vivo, mas uma das mais dispensáveis. Lembre-se, dispensável em se tratando destes senhores, pois também é muito acima do que qualquer outro medalhão (Ozzy, Iron Maiden, Judas Priest) tenha feito nos últimos anos. Neverwhere é outra rápida e pesada, moderna. Encerrando, Breaking Into Heaven, rememorando um pouco o passado do grupo com Dio. Enfim, o disco do ano e o maior acontecimento de 2009 sem dúvida! JCB – 9,0

Faixas:
1. Atom & Evil
2. Fear
3. Bible Black
4. Double the Pain
5. Rock & Roll Angel
6. The Turn Of The Screw
7. Eating the Cannibals
8. Follow The Tears
9. Neverwhere
10. Breaking Into Heaven

QUEENSRYCHE
American Soldier
Warner – nac.
American Soldier é o décimo segundo álbum do Queensrÿche, mais uma vez um trabalho conceitual, desta feita, a respeito da guerra sob o ponto de vista de um soldado. Geoff Tate fez uma pesquisa com veteranos de guerra e parece ter conseguido passar a real sensação em forma de música da angústia destes combatentes. Sempre quando se fazem músicas e discos a respeito de guerras, sempre se fala dos vencedores, ou da parte histórica, mas quem sofreu com tudo, sempre foi deixado de lado. A banda teve um começo de carreira fantástico, fazendo Power Metal algo até caricato. Depois, fizeram o maravilhoso Operation:Mindcrime, uma obra perfeita. Seguindo, o não conceitual, mas fabuloso, magnânimo e também perfeito Empire, com músicas menos virtuosas, mas não menos técnicas. Promissed Land é um bom disco, mas apagado pela onda do Grunge, e o fato da banda ser americana e de Seattle, os obscureceram ainda mais. Depois de discos de baixa qualidade, voltaram com tudo com a parte 2 de Operation:Mindcrime, que para mim, foi uma continuação a altura. Depois de um disco de covers, veio o esperado American Soldier. Maduro, o disco é o mais Progressivo de toda a carreira do grupo. Quase não há músicas pesadas nem rápidas. Confesso não ter gostado logo de cara, achando-o chato, mas fui teimoso e escutei mais vezes e achei muito bom. Você viaja no disco. Apesar de gostar mais dos estilos diretos, ainda que caprichados como Empire, Operation:Mindcrime e Operation:Mindcrime 2, para mim, nesta ordem, os três melhores discos do grupo, American Soldier não é ruim. É diferente e ainda na veia da banda, longe das derrapadas que o grupo já teve. Inusitado, nos vocais está Emily, filha de 10 anos de Tate, que aparece em Home Again. Quem sabe a banda não volte a fazer algo na linha de Empire? Eu gostaria muito. JCB – 8,0

Faixas:
01. Sliver
02. Unafraid
03. Hundred Mile Stare
04. At 30,000 Ft
05. A Dead Man’s Words
06. The Killer
07. Middle Of Hell
08. If I Were King
09. Man Down!
10. Remember Me
11. Home Again
12. The Voice

DREAM THEATER
Black Clouds & Silver Linings
Warner – nac.
O Dream Theater está cada vez mais Progressivo e menos Metal. O Prog Metal fica no passado. Talvez pela idade, oscaras queiram fazer um som mais adulto. Virtuosamente, a banda não para de crescer e evoluir, tecnicamente. Musicalmente e em termos de composições, fica a gosto de cada um. Aqui são seis faixas apenas, todas muito longas. Wither é a mais curta, com mais de 5 minutos. Soa como se fosse uma introdução ou vinheta para as demais, pois A Rite of Passage tem mais de 8 minutos, The Shattered Fortress tem 12, The Best of Times tem 13, A Nightmare To Remember tem 16 e The Count of Tuscany conta com 18 minutos! Média de quase 12minutos por faixa! Ao dar uma ouvida, percebemos passagens de várias fases da banda, com ênfase nos épicos de Metropolis. Não é meu tipo de som predileto e cá entre nós, ouvir uma faixa por 18 minutos, é um fato de se louvar, como uma banda hoje em dia, num muito moderno, tão fast food onde ninguém tem paciência para nada, uma banda ousar fazer isso e de forma relevante! Quer dizer, gosto de Prog Metal e de Dream Theater, mas apesar de reconhecer a qualidade em faixas intermináveis, para mim fica algo do qual não conseguirei avalizar o disco com maiores detalhes. Deixo esta tarefa para vocês! RS – 8,0

Faixas
1. A Nightmare To Remember               
2. A Rite of Passage               
3. Wither               
4. The Shattered Fortress               
5. The Best of Times               
6. The Count of Tuscany

EDGUY
Tinnitus Sanctus
Nuclear Blast – nac.
Aqui temos um caso de inversão musical. Quando o Edguy surgiu, fazia Heavy Metal Melódico classudo, com orquestrações. A banda foi crescendo e nesse tempo, Tobias Sammet criou o projeto Avantasia. Musicalmente, o Avantasia era mais acessível, com algo de anos 70 e 80, Hard Rock e Progressive Rock e Metal. O projeto acabou na segunda parte e o Edguy foi para a Nuclear Blast e a partir de então, ficou cada vez mais acessível, mais Hard. Se a cena do Hard dos anos 80, com todas aquelas bandas maravilhosas, não tivesse tido aquele corte por causa do Grunge no começo dos anos 90, e suas bandas tivessem continuado com 25 anos de carreira ininterruptos (já que 90% daquelas bandas de Hard acabaram nos anos 90, e embora muitas delas tenham voltado e estado na ativa, a sua música não teve continuidade, pois muitas delas ficaram mais de 10 anos sem tocar - Dokken, Ratt, Cinderella, L.A. Guns, e etc e hoje ou soam datadas, ou perdidas), teriam a sonoridade atual do Edguy. Sempre penso isso quando escuto essa nova fase do Edguy. E por que a inversão musical? Pois hoje, o Edguy é mais leve e comercial do que Avantasia! Pois The Scarecrow é um disco pesado e sombrio, contrastando com a alegria do Edguy de hoje. Isso é ruim? Não por isso, mas apenas uma constatação. Hoje, a música do Edguy soa fácil e sinto falta das composições épicas, intrincadas e sombrias de outrora.  A faixa de abertura Ministry Of Saints, apesar de ter tudo o que foi descrito, é pesada, rápida e empolgante. Sex Fire Religion também é boa e Tinnitus Sanctus não é ruim, mas é o álbum menos legal do Edguy, com músicas acima da média para a maioria das bandas de hoje, mas um pouco frustrantes para seus fãs. Com certeza, The Scarecrow é bem melhor do que Tinnitus Sanctus, até porque, para mim, The Scarecrow é um dos melhores discos de 2008. Acho que Tinnitus Sanctus saiu muito perto do disco do Avantasia, menos de um anos de diferença e Tob gastou sua inspiração no The Scarecrow e deve ter se esforçado para fazer músicas bem diferentes dele, que é o melhor do que ele tem nesse momento. Talvez. Que bom que este CD vem com um atrativo especial que é um CD bônus Live In Los Angeles que foi gravado na Rocket Ride World Tour. Um pequeno apanhado da turnê, com músicas do Rocket Ride, do grandioso Hellfire Club e clássicos mais antigos como Vain Glory Opera, King Of Fools, Tears Of A Mandrake e a  Superheroes. Bom, resumo da (Vain Glory) Ópera: este combo vale a pena ser sonsumido! RS – 7,0
 
CD1:
01. Ministry Of Saints
02. Sex Fire Religion
03. The Pride Of Creation
04. Nine Lives
05. Wake Up Dreaming Black
06. Dragonfly
07. Thorn Without A Rose
08. 929
09. Speedhoven
10. Dead Or Rock
11. Aren't You A Little Pervert Too?

CD 2 - Live In Los Angeles:
01. Catch Of The Century
02. Sacrifice
03. Babylon
04. Lavatory Love Machine
05. Tears Of A Mandrake
06. Vain Glory Opera
07. Superheroes
08. Fucking With Fire
09. Avantasia
10. King Of Fools

ROSS THE BOSS
New Metal Leader
Laser Company/AFM – nac.
Demorou em seu Ross? Para que não sabe, Ross The Boss foi guitarrista do Manowar nos tempos áureos, e depois de mais de uma década, ele retorna à cena musical lançando seu primeiro disco solo. E que estréia! Mas esqueça o Manowar. Ué, como assim? Bem, ele foi guitarrista da banda e este disco é de Power Metal, com lapidadas de True Metal sim. Mas musicalmente e diferente da sua ex-banda. Ele executa uma linha mais moderna e mais direta. Esqueça os momentos épicos e orquestrados do Manowar. Aqui, a coisa é mais puro Heavy Metal literalmente, sem frescuras. A começar pela intro, I. L. H., esta sim um épico, mas só com guitarra, baixo e bateria! Blood Of Knives é do estilo mais moderno do Power Metal, mas aquele na linha do Hammerfall, esqueça o Metal melódico, aqui você não achará nada disso! Ainda que a banda que o acompanhe seja a Men-O-War (banda que tocava covers de Manowar). Aliás, o nome Manowar é a junçao de Men-O-War (assim como Halloween é a junção de All Halow Eve – véspera do dia de todos os santos). Sim, New Metal Leader está mais para Hammerfall do que para Manowar, inclusive o vocal de Patrick Fuchs (Bad Mean Tone, Men Of War) está mais para Joacim Cans do que Eric Adams! I Got The Right, esta sí é mais épica, mas sem os exageros do Manowar contemporâneo. Aliás, New Metal Leader é melhor do que qualquer disco que sua ex-banda tenha feito depois dos anos 80! Death And Glory é uma porrada! Poderia estar em qualquer disco da sua antiga banda dos anos 80! E Plague Of Lies? Uma saborosa mistura de US Metal (que o Manowar ajudou a crier) com os riffs secos e melodias secas e diretas do Metal alemão. Que faixa, que riffs! E que show Patrick Fuchs deu nos vocais! Alias, Ross The Boss não esqueceu como se fazem verdadeiros riffs de Heavy Metal! A cozinha também é bem coesa, e segura bem as coisas com Carsten Kettering (baixo, Men Of War) e Matthias Mayer - (Drums, Divinus). God Of Dying é a mais dramática, sendo May The Gods Be With You a mais “levinha”m fácil e acessível, até bobinha, bem clichê de Heavy Metal. Constantines Sword é mais moderna, com afinação mais grave, quase Thrash, vocais com algum efeito, enquanto We Will Kill vai ficar na sua cabeça com seu refrão poderoso, cantando como um hino de guerra, entoado como um coro. Em Matador, esta é mais melódica, enquanto Immortal Son encerra de forma esplendorosa, essa sim, a mais parecida com Manowar, até com Patrick rasgando como Eric Adams. Enfim, um dos melhores discos de Heavy Metal do ano, e se você gosta de Metal Tradicional, Power Metal, True Metal, Classic Metal, US Metal e de Manowar, New Metal Leader é um dos melhores discos dos últimos anos! JCB – 9,0

Faixas:
1. I. L. H.
2. Blood Of Knives
3. I Got The Right
4. Death And Glory
5. Plague Of Lies
6. God Of Dying
7. May The Gods Be With You
8. Constantines Sword
9. We Will Kill
10. Matador
11. Immortal Son

WARREL DANE
Praises To The War Machine
Paranoid Records – nac.
Este é o primeiro álbum solo do vocalista do Nevermore e ex-Sanctuary, Warrel Dane.apesar de ele sempre ter sido o chefão das duas bandas, acabei de dizer, eram bandas. Por mais que suas idéias prevalecessem, sempre teriam a companhia dos demais integrantes para palpitar, acrescer ou mudar algo, ou ainda, dar sua personalidade própria ao executar os seus instrumentos. Mas agora, todo o resultado é culpa sua! Então, Warrel fez um disco com uma sonoridade diferente da no Nevermore. Aqui, é uma música mais melódica, ainda que continue melancólica e sombria, triste. Ma sem o peso Pseudo Thrash do Nevermore nem o seu groove. Praises To The War Machine trás um Warrel Dane mais emotivo do que nunca (opa, sem ser Emo!), até porque, as letras retratam problemas pessoais seu, coisas particulares ligadas até à sua família de quando era criança, da perda de sue pai e a relação difícil com seu irmão mais velho, no drama de Brother. Outras canções soam mais introspectivas, dando-se a impressão que mais do que atingir sucesso comercial (até porque, Praises To The War Machine é o disco mais acessível da carreira de Warrel), Mr. Dane fez este disco para se locupletar e se satisfazer, e claro, quis repartir e compartilhar ele com seus fãs e admiradores. A banda que gravou o disco foi, além de Warrel Dane nos vocais, seu amigo de longa data Peter Wichers (ex-Soilwork) na guitarra, mais Dirk Verbeuren, baterista do Soilwork e Jim Sheppard, do HIMSA, no baixo. Apesar de seus convidados virem de bandas que fazem o mesmo estilo que o Nevermore, aquele Metal Moderno, ou Modern Thrash, sem serem ainda Metalcore, o resultado que poderia ser um misto de sua badna com Soilwork e HIMSA, saiu totalmente diferente. Apesar de remeter à várias bandas e estilos, devo dize que Praises To The War Machine soa particular musicalmente. Nos vocais, também WD tenta fazer várias nuances distintas, desde as mais limpas às mais agressivas, desde as mais graves até as mais agudas. Apesar das músicas serem totalmente diferentes entre si, é tarefa árdua destacar alguma, pois parece que, para se entender Praises To The War Machine você deve ouvir o disco inteiro. Você só vai apreciar Praises To The War Machine como um todo, e não como fragmentos. Creio que essa foi a intenção de WD, e se foi, conseguiu. A capa, bem colorida, remete às bandas novas de Metalcore, mas não se engane por isso. A música aqui é bem diferente de tudo o que você ouviu dele até então. Como destaque, até porque é um cover, Lucretia My Reflection, cover do Sisters Of Mercy que ficou muito boa, com aquela textura psicótica característica de WD! Ainda, destaca-se as participações especiais de gente de gabarito, como James Murphy (ex-Death, Testament) na guitarra em The Day The Rats Went To War, Jeff Loomis (seu “truta” de Nevermore) na guitarra em Messenger e Chris Broderick (ex-Nevermore, Megadeth). JCB – 8,5

Faixas:
1. When We Pray
2. Messenger
3. Obey
4. Lucretia My Reflection (Sisters of Mercy Cover)
5. Let You Down
6. August
7. Your Chosen Misery
8. The Day The Rats Went To War
9. Brother
10. Patterns
11. This Old Man
12. Equilibrium
COMMUNIC
Payment Of Existence
Paranoid Records – nac.
A Communic foi fundada na Noruega em março de 2003 como um projeto dos membros Oddleif Stensland, guitarrista e Tor Atle Andersen, baterista, ambos do Scariot. Logo se juntaram ao baixista Erik Mortensen que era membro de uma banda junto com Stensland chamada Ingermanland. Logo assinaram com uma empresa local, Intromental Management. Aí, Stensland saiu da Scariot para se concentrar exclusivamente em sua nova banda. Em Janeiro de 2004, a banda gravou sua primeira demo em Dub Studios na Noruega. Enquanto apenas 100 cópias de Conspiracy In Mind demo eram produzidas, ela foi selecionada "Demo do Mes" pela revista Rock Hard em Abril. Com isso, assinaram com a Nuclear Blast, que está sendo responsável por devastar o grupo no mundo inteiro. E como no mesmo caso do Scar Symmetry, quem licenciou o lançamento dessa banda dos cast original da NB foi a Paranoid Records, abrindo ainda mais o seu leque de opções e estilos. Com isso, que ganha é o público brasileiro. Payment Of Existence é o terceiro álbum de estúdio deste Power Trio que faz um Metal bem difícil, intrincado, virtuoso, quebrado, técnico, mas muito legal e até fácil de ouvir. O estilo é bem próximo do Power Prog Metal, com personalidade. Sim, pela primeira vez você ouvirá um disco de Prog Metal sem comparar com Dream Theater ou Symphony-X. Sucedendo Waves Of Visual Decay, que foi o segundo disco do grupo, e que também saiu no Brasil, mas pela Nuclear Blast até então em 2006, Payment Of Existence é o único disco com oito faixas da discografia da banda, já que até então, eles lançavam discos com apenas sete músicas. E sim, quase todas elas são longas, viajantes, cheias de peso, mais cheias de variações entre si, com mudanças de clima de uma hora para outra e quebradeiras impressionantes. Parece que as influências deles vão mais para o Progressivo puro do que para o Prog Metal, já que pode-se sentir algo de Rush, nas composições, forma de compor e desenvolvimento das mesmas, ainda que não tão acessíveis ou “comerciais” quanto os canadenses. Talvez o fato de a banda soar diferente das demais atualmente também resida no fato deles virem da improvável Noruega. Sim improvável, já que dentro do Metal, quem domina por lá é o Black Metal mais arredio. Talvez os pioneiros devam ter sido os conterrâneos do The Concept, banda que revelou ao mundo o grande vocalista Roy Khan, hoje no norte-americano Kamelot. Enfim, se você ainda não conhece o Communic, mas gosta de Power, Heavy, Prog Metal, Prog Rock e tudo o mais, aqui temos uma das melhores bandas do gênero. No futuro, ainda iremos ouvir falar muito deles! Destaques para The Abandoned One, Through The Labyrinth Of Years, a difícil Unpredictables Of Life e Payment Of Existence, a faixa. RS – 8,0

Faixas:
1. On Ancient Ground
2. The Abandoned One
3. Becoming of Man
4. Payment of Existence
5. Through The Labyrinth Of Years
6. Raven s Cry
7. Unpredictables Of Life
8. Stone Carved Eyes

THERION
Live Gothic
Nuclear Blast – nac.
Os suecos do Therion é uma das poucas bandas do meio Metal que ganharam o cheque em branco da gravadora. Ou o All Acess ou o Green Card do meio musical. Pois é uma das poucas bandas hoje em dia que se dá o luxo de lançar um disco ao vivo a cada disco de estúdio. É disco de estúdio, depois disco ao vivo da turnê deste respectivo álbum e não é qualquer disco ao vivo. São duplos ou combos triplos como esse que tem dois CDs e um DVD. Fora a gravadora investir em videoclipes e tudo o mais. Live Gothic em questão trata da turnê que ainda está acontecendo de Gothic Kabbalah de 2007. Outro fato também a se deixar cair o queixo já que normalmente, estes discos ao vivo ou DVDs de uma determinada turnê, são lançados antes do próximo disco de estúdio, ou até depois, sempre quando a tour acaba, o que não é o caso aqui. Seu líder, guitarrista e também vocalista Christofer Johnson mais uma vez pôs pompuosidade em uma obra sua. Apesar de Gothic Kabbalah ser talvez o disco “menos bom” de sua já extensa discografia, é o disco é o 13º da carreira, ao menos ao vivo, trouxe texturas interessantes, funcionaram bem melhor, e claro, acrescidas as dos álbuns anteriores. A versão que recebemos tem apenas os dois discos de áudio. Aguardem a versão completa com DVD e uma resenha mais completa também! Aqui, a variedade de vocalistas dá-se a impressão de que o Therion seria uma Ópera Metal constante e mutante. De quase todas as bandas quase acabam quando mudam seu lead Singer, no Therion seus fãs (e nós da imprensa) já nos acostumamos com isso. É o menos importante quem canta, o forte destes suecos são suas composições, quase sempre magistrais. Christofer Johnsson e Kristian Niemann nas guitarras (Vhris também canta em alguns momentos), Johann Niemann no baixo e Petter Karlsson na bateria. Como vocalistas, Snowy Shaw (King Diamond, Mercyful Fate), Mats Leven, Thomas Vikstrom, Lori Lewis e Katarina Lilja já prestaram seu gogó por aqui. Live Gothic foi gravado em Warsaw, Polônia em 14 de fevereiro, bem no comecinho daquela turnê e o set lista é do disco Theli de 1996 até Gothic Kabbalah. Aqui, deram mais ênfase ao lado mais sinfônico e melódico, em detrimento do começo bem Brutal Death Metal do grupo. Se lambuze com mais um disco ao vivo e espere a chegada do DVD para a gente, que está estourando já, já. RS – 8,5

CD 1:
1. Der Mitternachtslöwe
2. Schwarzalbenheim
3. The Blood of Kingu
4. The Falling Stone
5. An Arrow from the Sun
6. Deggial
7. Wine of Aluqah
8. The Perennial Sophia
9. The Son of the Sun
10. Son of the Staves of Time
11. Birth of Venus Illegitima
12. Tuna 1963
13. Drum Solo
14. Muspelheim

CD 2:
1. Rise of Sodom and Gomorrah
2. Ginnungagap
3. Grand Finale
4. Lemuria
5. The Wand of Abaris
6. Nightside of Eden
7. To Mega Therion
8. Thor (The Powerhead)(Manowar Cover)

BLACK TIDE
Light From Above
Universal – nac.
Fazia tempo que uma banda de uma gravadora Major e que tenha uma proposta mais Maisntream não me empolgava tanto quanto o Black Tide. Que banda! Que disco! No disco, vem um adesivo dizendo que eles seriam uma espécie de novo Metallica ou novo Slayer. Claro que seria um exagero, já que estas duas bandas já se tornaram inalcansáveis, mas as referências já seriam boas. Ledo engano, pois o som deles não têm nada a ver com estes dois ícones do Thrash e nem com o estilo. E o que toca o Black Tide? Bem, misture levadas e refrãos à Mötley Crüe, vocal ao estilo Vince Niel, outras levadas que lembram o Skid Row fase nova (que não é ruim!), uma certa modernidade de Backyard Babies e Brides Of Destruction, mais um pouco de Metal melódico, ainda algo de US Metal, Hard’n Heavy e Heavy Rock? Que banda! E muito bem feito, desde o The Darkness, não ouvia uma banda Mainstream tão boa, tão sincera e tão porrada! Se o The Darkness está mais para o Van Halen, o Black Tide está mais para Mötley Crüe, W.A.S.P. e o US Metal ou Hard’n Heavy norte-americano do que nunca. Ok, há um cover para o Metallica, Hit The Lights, mas não significa que a banda seja Thrash. Shockwave abre de forma bem frenética, acelerada e energética como os bons Hard’s dos 80’s. Shout é mais melodiosa, mas rápida, pesada bem ao estilo Firehouse, e seus vocais são um misto de Vince Neil (Mötley Crüe) e C.J. Snare (Firehouse). Warriors Of Time tem uns ôôô meio bobinhos, num instrumental com guitarras dobradas algo como Iron Maiden clássico. Give Me A Chance é desenvolta, mais moderna e atual, como muitas bandas novas de Hard hoje soam como Wig Wang. Já Let Me é mais suja, pesada, sua guitarra lembra Zakk Wylde e seria algo perdido entre Ratt e L.A. Guns nos momentos mais Rockers e menos Glam. Já Show Me The Way tem um pique Punk Rock, na linha Backyard Babies, puta porrada! Os solos de guitarra desta música são de arrepiar. Já Enterprise são Iron Maiden puro, um pouco mais Hard, uma música solta, sem as tecniquices e quebradeiras lugar comum do Prog que ficam obstaculando o resultado de um som que incendeia uma platéia, num típico quase Hard/Heavy de arena. Live Fast Die Young é mais um momento festeiro, enquanto Hit The Lights é o cover do Metallica, coverizado de uma forma mais Heavy e quase Hard, bem longe do Thrash original. Achei o momento mais fraco do disco e não ficou legal, a banda se dá melhor fazendo músicas próprias. Ainda bem! Black Abyss dá uma caída no ritmo e encerrando a faixa-título, com um começo épico e bem cadenciado, muito parecida com os momentos do Savatage da fase Zak Stevens, como em Edge Of Thorns. Que as majors continuem apostando em bandas reais, e dando devido suporte que o Underground as vezes não consegue ter. JCB – 9,0

Faixas:
1. Shockwave
2. Shout
3. Warriors Of Time
4. Give Me a Chance
5. Let Me
6. Show Me The Way
7. Enterprise
8. Live Fast Die Young
9. Hit The Lights
10. Black Abyss
11. Light From Above

JUDAS PRIEST
Nostradamus
Sony/BMG – nac.
Este é um disco que a banda precisava fazer e ter ele em sua discografia, do tipo nós fizemos um disco deste. Sim, eles precisavam fazer um disco conceitual e desta maneira: disco duplo, muitas músicas, duração estendida, várias vinhetas intercalando cada faixa, de forma adulta e madura, bem como mantendo suas raízes. Nostradamus não é o melhor disco da banda, mas como já dissemos, eles tinham que fazer este disco. E apesar de não ser o melhor disco deles, como já disse, é um bom disco, que supera muito do que a banda fez, como todos da fase Ripper Owens (Jugulator e Demolition), supera o anterior a este, Angel Of Retribution (que é um bom disco, direto e atual, bem como pesado e agressivo, na volta de Rob Halford ao grupo, mas que tem menos músicas legais do que Nostradamus), supera o horrível Turbo e mais alguns outros antigos de sua carreira. Vamos ao profético Nistradamus! Dawn Of Creation é a intro do tão esperado álbum, e abre para Prophecy, um tema clássico da banda, lembrando muito os momentos dos anos 80. Awakening é outra vinheta (ao melhor estilo Blind Guardian, quase todas as faixas deste CD são precedidas por estas introduções, ora instrumentais, ora apenas vocais, dando clima para as músicas de fato), que faz ponte para Revelations. Esta faixa á uma das melhores já feitas pela banda em toda a sua carreira, com riffs ostensivos, solos inspirados, cozinha bem marcada, com baixo hipnótico de Ian Hill e teclados. Mas calma, nada que remeta ao álbum Turbo, o disco mais sem vergonha da carreira do Judas! Aliás, em Turbo foram usados sintetizadores, fazendo aquele som sintético e farofeiro. Ao contrário, em Nostradamus, os teclados são apenas panos de fundo para melodias épicas e sombrias. E sim, Nostradamus é o disco mais sombrio e épico da discografia da banda. Nostradamus é para o Judas Priest assim como Magica foi para Dio. O primeiro disco conceitual da carreira de ambos e que apesar de serem épicos e terem todas as faixas interligadas, ambos os trabalhos mantém as raízes dos respectivos grupos. The Four Horseman abre, inteligentemente para a também épica e Progressiva War, que além de sons e efeitos de batalhas, tem uma levada que parece uma marcha de guerra. Aliás, esta faixa, War, é praticamente uma música clássica, toda orquestrada, regida pelo maestro Rob Halford. Repare que todos os títulos das faixas são proféticos e/ou apocalípticos: Prophecy, The Four Horseman, War e por aí vai, repare nas próximas. Sands Of Time é a agonizante introdução acústica para Pestilence And Plague, onde Rob Halford canta trechos em italiano. Se você acha que este disco é praticamente um Progressive Rock Metal acertou! Sim, além de Nostradamus ser conceitual, o jeito de Ópera Rock é inconteste. Já Death, é quase um Doom Metal, com as guitarras mórbidas feitas pela dupla K. K. Downing e Glenn Typton. Nunca pensei ouvir algo tão cadenciado vindo desta dupla. Peace é outra intro, contraditória com a guerreira Conquest, típico tema de batalha, triste, depressiva, brava e com honra, ultra-pesada, mas lenta e cadenciada. Lost Love é outro tema triste (a tônica do disco, além de sombrio, ultrapassa a melancolia e mostra um lado emotivo nunca visto antes na carreira do padre Judas) que faz cama para Persecutions, também pesada e mais pra cima, mais rápida e com mais Up. Persecutions é quase uma mistura de Painkiller com Hell Bent For Leather, com alguns teclados. Seu refrão me lembra muito as métricas, melodias e vocalizações do King Diamond no disco The Eye, até nos teclados comsonoridade de órgãos sacros, no meio da velocidade insana das guitarras. Eles resgataram aquela sonoridade sacra e medieval do King Diamond naquele disco, que não teve a divulgação adequada nem turnê quase, por ser o último de sue contrato na época com a Roadrunner e eles não fizeram nada pela banda nem pelo álbum. Aliás, guardadas as devidas proporções, Nostradamus seria um The Eye do Judas Priest. Ambos álbuns são conceituais, tratam de histórias reais (aqui no caso, fala do que Nostradamus professou e ocorreu depois dos anos e algo que possa ocorrer no futuro), tristes e diversos do resto da carreira de suas bandas. Abrindo o disco 2, Solitude, que é a vinheta da mórbida, cadenciada e dramática Exiled. Já Alone vem sozinha (que trocadilho hein?), sem introdução, já que a mesma tem um ar mais campestre, mais Estrada, quase acústica, com guitarras limpas, sem distorções em sue começo e cantarolada com uma melodia fácil por Halford, vindo depois com alguma distorção. A intro Shadows In The Flame vem de forma acústica para abrir Visions, que nos dá um susto. Visions tem elementos eletrônicos, algumas guitarras sintetizadas (opa!) e é um Metal Industrial, algo próximo do quase Thrash meio psicótico dos discos da era Ripper Owens (Jugulator e Demolition). Mas perdoamos a banda já que nesta faixa, está se referindo a previsões de Nostradamus que ainda não ocorreram e que possam acontecer no futuro. A singela Hope, abre para New Beginnings, que brada um novo começo para a raça humana, numa era de paz, tão falada por Nostradamus em suas centúrias, depois do “mundo acabar”. Musicalmente, como uma Ópera Metal, a banda fez um lindo trabalho, agora quanto ao conteúdo das previsões do profeta, bem... Charlatonices a parte, deixa pra lá. É que nem filme: o caos e a destruição, para o final feliz do casal de beldades e bonzinhos, sendo que todos os feios morrem, a não ser o amigo gordo do galã. Até na bíblia isso relata! Bem, claro que nosso foco e a parte musical desta épica e excelente obra de arte que o Judas Priest compôs. Mas, elogiar este épico, não significa concordar com o conteúdo da obra. Voltando a parte musical, Calm Before The Storm, abre para a faixa-título Nostradamus. Bem singela, pois a calmaria antes da tempestade é de fato, pois esta bela intro precede uma das faixas mais pesadas, mortais e lascivas do Judas Priest! Uma de suas melhores composições, fazendo Painkiller virar canção de ninar perto dela! Encerrando, Future Of Mankind, um momento bem anos 80 da banda, mais lenta e cadenciada, mas pesada e com riffs cavalgados. Enfim, como dissemos no começo, o Judas Priest tinha que fazer um disco como este. Não é o seu melhor álbum, nem tem tantas músicas características de seu NWOBHM sound. Mas era uma Obra que faltava em sua discografia. Não falta mais. JCB – 9,0

Disco 1
1. Dawn of Creation
2. Prophecy
3. Awakening
4. Revelations
5. The Four Horseman
6. War
7. Sands of Time
8. Pestilence And Plague
9. Death
10. Peace
11. Conquest
12. Lost Love
13. Persecutions

Disco 2
1. Solitude
2. Exiled
3. Alone
4. Shadows in the Flame
5. Visions
6. Hope
7. New Beginnings
8. Calm Before the Storm
9. Nostradamus
10. Future of Mankind

JON OLIVA’S PAIN
Global Warning
Rock Brigade Records / Laser Company Records – nac.
Minha expectativa para este próximo disco do Jon Oliva’s Pain era muito grande. Seu antecessor, o fantástico Maniacal Renderings, seu segundo disco, ele usou riffs gravados em fitas antigas por seu falecido irmão Chris, o que deu um ar de Savatage clássico, dos tempos em que Chris estava vivo e Jon era o vocalista. Maniacal Renderings é melhor do que muitos discos do Savatage e poderia ser o disco novo da banda, tranquilamente. Jon disse que não tinha usado tudo do que achou do seu irmão em fitas K7 antigas e que voltaria a usar no futuro. Parece que não foi desta vez. Entretanto, isso não seria empecilho para Jon fazer um disco bom, já que o mesmo é um compositor nato. Mas em Global Warning, minha expectativa ficou um pouco abaixo. Ok, a capa em verde com várias caveiras trocando idéia enquanto o mundo acaba é um retrato fiel do que está perto de acontecer. A história é essa e claro, sua música não poderia deixar de ser depressiva, triste e densa. Global Warning é menos pesado do que os anteriores, mais acessível e, apesar do clima down, o que poderia render um disco mais Gótico ou até perto do Thrash, acabou soando como um disco até Pop em vários momentos. Claro que Jon Oliva nunca descartou influências de Beatles e Queen em sua música e em suas bandas, mas desta vez ele foi longe demais! Aqui há muitos coros mais operísticos do que épicos, muitas orquestrações fantásticas conduzidas pelo assombroso piano de Oliva. Claro, bom gosto é que não falta neste disco, mas para quem curte algo mais pesado como o fabuloso e savatágico Maniacal Renderings, vai sentir falta. A faixa-título abre com um quezinho de Rock Progressivo de Yes e setentismo nos Hammond como faziam Deep Purple e Uriah Heep tão bem. O lado Beatles vem descarado em Look At The World, meio que nem da fase Sargent Peppers (se você fechar os olhos, pode pensar as vezes em Paul McCartney cantando). A caótica e uma das mais pesadas, Adding The Cost, mostra o lado savatágico ainda presente! As baladas aparecem com Firefly e Ride, The, cheia de guitarras limpas, violões, algo Folk e bem estradeira e O To G, bem Dark e bem deprê, além de Walk Upon Water, bem lenta, todas vindo na seqüência. Em Before I Hang o lado Queen instrumentalmente aparece de novo, com os anos 70 voltando em Master. O lado de sua ex-banda (ex-banda sim, pois ninguém sabe, nem ele, se o Savatage vai continuar e quando) volta com Stories, pesadona, bem Power Metal, cheia de riffs incandescentes. Quer coisa mais Queen do que Open Your Eyes? Só falta ouvir Freddy Mercury cantando essa faixa. You Never Know é um bom Heavy e o disco encerra com Someone/Souls, bem lenta e triste. Jon Oliva precisava por pra fora todas estas influências bem como falar de sua posição sobre o mundo atual e futuro. Um disco belo e de muito bom gosto, acima de tudo.

Faixas:
1   Global Warning
2   Look At The World
3   Adding The Cost
4   Before I Hang
5   Firefly
6   Master
7   Ride, The
8   O To G
9   Walk Upon Water
10   Stories
11   Open Your Eyes
12   You Never Know
13   Someone/Souls

CIRCLE II CIRCLE
Delusions Of Grandeur
Rock Brigade Records / Laser Company Records – nac.
Parece de propósito. É competição? Parece que sim, e de forma saudável. Os dois ex-vocalistas do Savatage lançam discos por suas bandas quase que simultaneamente. Jon Oliva veio com o sombrio Global Warning e Zak Stevens não ficou atrás com o mais sombrio ainda Delusions Of Grandeur. Ao contrário dos seus antecessores, ainda mais o último e épico Burden Of Truth, onde ele aproveitou a onda do Código da Vinci e falou sobre o tema, em Delusions Of Grandeurele tenta uma nova sonoridade. Sombria, mas longe do peso do Thrash ou do clima Goth como a história poderia supor. Delusions Of Grandeur não é o melhor disco do Cicle II Circle, mas ainda assim, é um CD acima da média dos lançados ultimamente. A produção me parece meio sintética, pois deixou a voz de Zak “solta”, ou seja, além dela estar a frente e mais alta, ela não encaixa com o instrumental. Fatal Warning abre bem Power Metal, bem como a triste Dead Of Dawn. Um ar Prog se faz mais presente em Delusions Of Grandeur, embora não tenha tantas quebradeiras nem tenha uma excelência em virtuose. Forever lembra muito a sua fase no Savatage e Echoes é a primeira balada e Seclusion é a segunda. Waiting é uma faixa razoável, e a coisa fica melhor com a épica Soul Breaker. Nessa, a banda faz o sue melhor neste disco, assim como o vocal de Zak. Em So Many Reasons o Circle II Circle soa bem moderna, bem norte-americana, com seus riffs intrincados e com uma melodia mais arrastada. Chase The Lies é outro bem savatágica e um dos melhores momentos do disco. Encerrando a melancólica e bem Prog Metal, Every Last Thing, mostrando que ele tem talento para fazer muita coisa com a sua banda. De qualquer maneira, fãs de Zak e de Savatage e os já fãs do C II C devem ir atrás do seu! RS – 8,0

Faixas:
1. Fatal Warning
2. Dead Of Dawn
3. Forever
4. Echoes
5. Waiting
6. Soul Breaker
7. Seclusion
8. So Many Reasons
9. Chase The Lies
10. Every Last Thing


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