DIVINE HERESY
Bleed The Fifth           
Warner – nac.

O guitarrista Dino Cazares fez história com uma banda da Roadrunner Era, que é o Fear Factory. A banda, que primava por um Metal meio Industrial, meio Thrash e que além destes públicos, caiu nas graças do público New Metal e de Metal moderninho na época, assim como ocorreu com o Psicótico Machine Head, apesar de ambos não terem nada a ver com esse estilo (não mesmo). Dino saiu e deixou o futuro do FF tão incerto, quanto inversamente proporcional a certeza de seu futuro com sua nova banda, a Divina Heresia. Completa o grupo, o baterista Tim Yeung (Vital Remains e Hate Eternal) e o então vocalista Tommy Vext. O Power trio (coisa rara no Metal norte-americano e europeu) é poderoso e tem tudo para ser bem mais sucedido que sua ex-banda poderia estar sendo no momento. A banda cai mais para o lado Thrash e Death do que o Industrial Metal, ainda que se perfaça presente aqui também. A bateria é esmerilhada por Tim, abusando dos bumbos. O vocal de Tommy, as vezes lembra o lado FF que Burton Bell sabe tão bem fazer. Nos momentos limpos, são agonizantes. E as guitarras? A cabo de Dino, estão melhores como sempre! Neste debut, a banda ainda lembra muito o Fear Factory, claro, mas isso é normal e natural. Músicas como Impossible Is Nothing e False Gospel (percebe-se que as letras continuam cínicas, céticas e críticas). Bom para todos nós que a história continuará assim! RS – 8,5

Faixas:
1. Bleed The Fifth
2. Failed Creation
3. This Threat Is Real
4. Impossible Is Nothing
5. Savior Self
6. Rise Of The Scorned
7. False Gospel
8. Soul Decoded
9. Royal Blood Heresy
10. Closure

3 INCHES BLOODY     
Fire Up the Blades      
Warner – nac.

Mias uma banda canadense, dessa vez, de Metal mais Power. Afinal, não é só de cantores e cantoras Pop que vive a terra do South Park. Brian Adams, Avril Lavigne, Alanis Morrisete, Celine Dion entre outros. O páis que tem atpé hoje na ativa o grande Annihilator (do mestre Jeff “riffman” Waters), o grande Exciter (que bateu o venom no Brasil) e o bom Anvil. Aqui, o quinteto 3 Inches Bloody faz Power Metal com decalques de Heavy Metal tradicional. O estilo, mescla o melhor da NWOBHM com influências de Iron Maiden, Judas Priest, Saxon e Def Leppard (dos primórdios). Fire Up The Blades é o terceiro disco deste grupo que debutou em 2002. A banda tem dois vocalistas, sendo Cam (vocal limpo e agudo) e Jamie (urros, guturais). Muito bem produzido, muito bem tocado, perfeito tecnicamente e composições que funcionam. Apesar de ser um pouco burocrático por ser bem feito demais, falta um pouquinho de punch, mas nada que impeça de você comprar este grande disco! RS – 8,0

Faixas:
1. Through the Horned Gate
2. Night Marauders
3. Goatriders´ Horde
4. Trial of Champions
5. God of the Cold White Silence
6. Forest King
7. Demon´s Blade
8. Great Hall of Feasting
9. Infinite Legions
10. Assassins of the Light
11. Black Spire
12. Hydra´s Teeth
13. Rejoice in the Fire of Man´s Demise

TARJA
My Winter Storm
Universal – nac.
A maioria dela são vinhetas instrumentais, como num disco de música clássica, ou como uma trilha sonora de algum filme (a capa pode enganar algum incauto, pois a mesma parece trilha de algum filme mesmo). Mas essa foi a idéia de Tarja e foi isso o que ela quis fazer – e conseguiu! I Walk Alone é a primeira faixa cantada, e é uma resposta para sua ex-banda, dizendo que ela pode caminhar sozinha na neve, no frio e no inverno que ela sobreviverá. Musicalmente, parece uma música de inverno ou de Natal, como a Walking In The Air, canção tradicional finlandesa de Natal (a Finlândia é a terra do santa Claus) que o Nightiwsh “coverizou” e Tarja gostou tanto. Lost Northern Star chega assustar, pois os coros épicos de Tarja são fortes e marcantes e a música, mais cadenciada. Não só Tarja quis responder ao Nightwish em I Walk Alone, como compôs uma grande obra como se fosse trilha sonora de filme. Vale repetir, pois segundo o próprio Tuomas (mentor de sua ex-banda) ele quer fazer isso em sua música. Seeking For The Reign é a introdução para The Reign, a própria, outro momento emocionante, onde Tarja solta sua garganta e sua emoção. The Escape Of The Doll é outra introdução para My Little Phoenix, uma das mais pesadas do disco e que mais se aproxima de sua ex-banda. Aliás, ela conseguiu fazer um disco que não seja essencialmente de Rock e Metal, mas que vai agradar aos fãs de Rock e Metal! Por mais clássico, Folk e Pop que seja My Winter Storm, ele tem suas estruturas calcadas no Heavy Metal Sinfônico com acentos Góticos. Os tecladinhos no meio de My Little Phoenix te lembram neve, avalanche, inverno, tempestade, nevasca e tudo o mais! Lindo! Dá até frio ouvir este disco! Um refresco em nosso verão cheio de radiação e poluição da era de aquecimento global. Isso no hemisfério Sul, pois no hemisfério Norte, onde agora é o auge do Inverno, My Winter Storm é bem oportuno! Assim, fazem as pessoas refletirem e apreciarem as belezas do frio e inverno e deixarem de só cultuar Sol, calor, praia, bronzeador e etc. Boy And The Ghost tem um talento e um puch de acessibilidade musical, que chega a lembrar o ABBA de tão grudento e bom, e ainda com corais tétricos dos bons tempos do Therion! Deu pra sentir? Em Sing For Me parece trilha sonora de algum desenho destes novos, como Procurando Nemo e A Era do Gelo. Outro belo tema (aliás, e redundante chamar alguma coisa de belo aqui) é Oasis como se Tarja estivesse procurando um oásis no meio da neve, uma instrumental. Quebrando o gelo (nos dois sentidos, figurado e concreto) vem a surpresa, Poison, cover do Alice Cooper, clássico dos anos 80. Ficou bem ao estilo Tarja, mas este tipo de cover era tão comum em sua ex-banda, que você espera que a qualquer apareça Marco Hietala berrando no refrão! Em Our Great Divide volta o clima intimista, seguida de Sunset, onde aparecem passarinhos piando, como se o sol estivesse reaparecendo. Damned And Divine é outro momento gélido, e Die Alive é um Gothic Metal de respeito e lembra muito o Nightwish! Aliás, o timbre das guitarras deste disco (quando elas aparecem) é o mesmo que Emppu usa no Nightwish. Em Minor Heaven Tarja parece ter ido pro céu (ao menos ela tentou retratar isso da forma mais angelical possível). Em Ciaran’s Well vem o peso Gothic Metal à Nightwish, mostrando que a coisa não foi bem assim. Porrada! Calling Grace encerra de forma majestosa. Enfim, um disco magistral! Se Tarja mantiver esta altíssima qualidade em sua carreira solo, será uma das maiores artista da MÚSICA de todos os tempos! E os fãs ganham ainda mais, pois o Nightwish continua! JCB – 10
 
Faixas:
01. Ite, missa est
02. I Walk Alone
03. Lost Northern Star
04. Seeking For The Reign
05. The Reign
06. The Escape Of The Doll
07. My Little Phoenix
08. Boy And The Ghost
09. Sing For Me
10. Oasis
11. Poison (Alice Cooper Cover)
12. Our Great Divide
13. Sunset
14. Damned And Divine
15. Die Alive
16. Minor Heaven
17. Ciaran’s Well

18. Calling Grace

AVANTASIA
Lost In Space Part 1
Rock Brigade/Laser Company Records – nac.
Novamente, temos a volta do grande projeto Avantasia, que balançou a virada dos anos 90 para o 2000. Até então, o Edguy, era uma banda promissora, muito boa e seu projeto não só resgatou nomes do Metal (ressuscitou Michael Kiske, ex-Helloween, por exemplo) e rechaçou tantos outros, como Andre Matos (já no Shaman na época) entre outros. O Edguy cresceu assustadoramente e Tobias Sammet disse que o projeto Avantasia estava encerrado, que foi um projeto que tinha começo, meio e fim. Só que o fim, parece que ainda não chegou. Aqui temos dois singles, Lost In Space Part 1 e 2. A música e o tema aqui são menos fantasiosos e mais próximos da realidade. A música também é menos épica, menos pomposa, mais direta e cru, mas ainda bem feita e mais para o lado Hard e AOR (que aliás, o Edguy tem muito) do que o Power Metal Melódico. A faixa-título abre de forma mais calma e introspectiva, já Lay All Your Love On Me tendo seu lado mais Power Melódico, com baixo bem em evidência. Em Another Angel Down é aquela chamada levanta defunto, e com vocais de Jorn Lande, já tendo uma cara das bandas em que ele tocou. Aliás, aqui temos uma pequena constelação. A banda aqui foi: Tobias Sammet: vocal e baixo (acreditem!); Sascha Paeth (Heavens Gate, Virgo e maior produtor do Power Metal Melódico de todos os tempos): guitarra; Henjo Richter (Gamma Ray): guitarra; Eric Singer (ex-Black Sabbath e Kiss): bateria e vocal; e Michael Rodenberg: teclado. Nos vocais, outros convidados, como o já citado Jorn Land (ex-The Snakes, ex-Masterplan, Allen/Lande, ex-Beyond Twilight, ex-Yngwie Malmsteen, ex-Mundanus Imperium, ex-Vagabond, ex-Ark, ex-Millenium – Jorn rivaliza com Glenn Hughes, John Lee Turner, Tony Martin e Jeff Scott Soto que canta em mais bandas, projetos e faz participações especiais) além de Bob Catley e Amanda Somerville. Estes dois últimas brilham na dramática balada The Story Ain' t Over. E Return To Avantasia é um preludio, uma intro para a setentista Ride The Sky, com Eric Singer nos vocais, a grande surpresa! Caramba, se no Kiss, o baterista original, Peter Criss podia cantar e Eric não, agora ele pode e canta muito bem. Para compor estas faixas, parece que Eric e Tob ouviram muito Deep Purple e Uriah Heep, com alguns Hammond dando um ar totalmente anos 70 além de algumas incursões em meio aos solos de música incidental. Se você fechar os olhos, jurará que quem está tocando teclados é Don Airey! Parabéns, Michael Rodenberg (que na verdade, é o famoso Miro, co-produtor de tantas obras do Metal Melódico ao lado de Sascha!). JCB – 9,0

Faixas:
01. Lost In Space
02. Lay All Your Love On Me
03. Another Angel Down
04. The Story Ain' t Over
05. Return To Avantasia
06. Ride The Sky
07. Lost In Space (Video Clipe)
08. Lost In Space (Making Of)
09. Galeria de fotos + poster

AVANTASIA
Lost In Space part 2
Rock Brigade/Laser Company Records – nac.
Aqui temos a parte 2 de Lost In Space, EPs que dão uma prévia do que será o novo full lenght do Avantasia, intitulado Scarecrow, com lançamento marcado para início de 2008, pela Nuclear Blast Records. A parte 2 abre com a mesma faixa-título, seguida de Promised Land, a mais fraquinha de todos os dois EPs. Já Dancing With Tears In My Eyes é acessível, gostosa, legal de se ouvir, bem no padrão clássico de Tob compor. Já Scary Eyes pode ser um novo clássico do Power Melódico, com solos inspirados, bons riffs, Tobias se mostrando cada vez mais versátil não só para compor, mas também para cantar. Lost In Space part 2 tem pouco mais de 20 minutos de música, além de outros atrativos, como o vídeo-clipe da faixa título, making of, galeria de fotos e wallpaper. Imperdível! In My Defense é outra balada pianística e temos novamente Lost In Space (Alive at Gatestudio), o que siginfica que foi tocada ao vivo no estúdio de Sascha, meio que acústica. Na parte 2, apenas Tobias Sammet canta e a parte um é mais completa, mais inédita e exclusiva, com mais vocalistas até. Mas é bom você adquirir as duas versões, para ir se preparando para a invasão de Scarecrow! RS – 8,0

Faixas:
01. Lost In Space
02. Promised Land
03. Dancing With Tears In My Eyes
04. Scary Eyes
05. In My Defense
06. Lost In Space (Alive at Gatestudio)
07. The Road To Avantasia (Studio Report)
08. Slideshow

MEKONG DELTA
Lurking Fear
Rock Brigade/Laser Company Records – nac.
Deu a louca no homem. Uli Kusch, que ficou famoso como baterista do Gamma Ray, depois ficou mais ainda no Helloween, fundador do dissidente Masterplan, depois que saiu do mesmo, está tocando em várias bandas ao mesmo tempo. Todas de Heavy Metal, mas todas bem diferentes entre si. Ele já participou do Beautiful Sin (mais Prog e com vocais femininos) e do Ride The Sky (belo Power Metal). Agora, ele está na remontada banda Mekong Delta e seu novo disco, Lurking Fear. A formação do grupo hoje é Ralf Hubert (baixo – e único membro original da banda], o já citado e dispensa apresentações Uli Kusch, o vocalista Leo Szpigiel (Angel Dust, Crows, Scanner, Duke) e o guitarrista Peter Sjöberg (conhecido como Peter Lake na banda Theory In Practice). Ainda cabe lembrar que o projeto já teve nas suas fileiras membros que já passaram pelo Rage, Avenger, Living Death, Sodom, Krokus, Running Wild, Poltergeist. Ou seja, é mais um projeto mesmo do que uma banda de fato, então esta rotatividade já é esperada. Aqui estamos diante de um Power Metal (mas Power dos moldes dos anos 80, claro, nada de Melodias, gritinhos e dois bumbos correndo como dois cavalos em uma biga). Aqui o lance é mais tradicional, cru, a própria capa já revela isso, com piques de Thrash Metal as vezes e bons momentos. Sem destaques individuais, pois a qualidade das composições é coesa e homogênea, ainda que se valha citar as citações e versões clássicas feitas de forma metalizada! Imperdível, pois mais uma banda cult dos gloriosos anos 80 foi resgatada! RS – 8,5

Faixas:
1 - Society In Dissolution
2 - Purification
3 - Immortal Hate (Accepting Prayers Of Supremacy)
4 - Allegro Furioso (Taken From 'Five Fragments For Group & Orchestra)
5 - Rules Of Corruption
6 - Ratters (Among The Dead)
7 - Moderato (Taken From 'Five Fragments For Group & Orchestra)
8 - Defenders Of The Faith
9 - Symphony Of Agony
10 - Allegro (Out Of 'Symphony nr. 10' By Dimitri Schostakowitsch

HAMMERFALL
Steel Meets Steel: Ten Years Of Glory
Nuclear Blast – nac.
Coletâneas são coletâneas, e agora chegou a vez do Hammerfall. Mais do que merecido, afinal são mais de 10 anos de serviços prestados ao Heavy Metal (e bons serviços, diga-se de passagem). Eles foram os responsáveis por resgatar o Power Metal, ou True Metal, como queiram, com todos os clichês dos anos 80. O mercado cresceu e deu uma nova vida e um novo salto de bandas e sub-estilos ao Heavy Metal. Além do mais, gravaram um disco de estúdio atrás de outro, numa produção que poucos grupos tem hoje em dia, e todos de alto nível, dentro do estilo, claro. Eles também ajudaram a colocar a Suécia ainda mais no mapa do Heavy Metal mundial (pois o país era mais conhecido pelo Death, Black, Hardcore e Punk). Quando a banda começou, foi famosa por ser um projeto de Power levado a cabo por músicos de Death e Black e sua formação mudou muito de suas origens a chegar na formação clássica até uns anos atrás. Saca só quanta gente passou desde o seu início: o vocalista o Mikael Stanne (Septic Broiler/Dark Tranquillity, ex-In Flames), os guitarristas Niklas Sundin (93-95) (Septic Broiler/Dark Tranquillity, Laethora) e Glenn Ljungström (95-97) (ex-Dimension Zero, ex-In Flames), o baixista Johan Larsson (93-94) (Carrion Carnage, Purgamentum, Seance (Swe), ex-In Flames, ex-Carnal Grief) e o baterista Jesper Strömblad (1993-97) (In Flames, Dimension Zero, ex-Sinergy, ex-Ceremonial Oath). Steel Meets Steel: Ten Years Of Glory é duplo e de certa forma, homenageia a eles todos também. O disco tem também três músicas inéditas, Last Man Standing, Restless Soul e a regravação HammerFall v2.0.07, que engraçadamente, não estão em ordem: nem são as últimas do disco (como normalmente acontece) nem são as primeiras. As faixas também não estão dispostas em ordem cronológica, mas para quem é fã, vai comprar de olhos fechados Steel Meets Steel: Ten Years Of Glory, pois é um artefato feito com carinho pela gravadora e pela banda, numa das parcerias mais bem sucedidas de todos os tempos dentro da história do Metal! Compre o seu! RS – 9,5

Track list
CD 1
01. The Abyss
02. Last Man Standing
03. Hammerfall v2.0.07
04. The Dragon Lies Bleeding
05. Steel Meets Steel
06. Glory To The Brave
07. Heeding The Call
08. At The End Of The Rainbow
09. Legacy Of Kings
10. Let The Hammer Fall (Live)
11. Templars Of Steel
12. Renegade
13. Always Will Be
14. Keep The Flame Burning
15. Riders Of The Storm

CD 2
01. Hearts On Fire
02. Crimson Thunder
03. Hero’s Return
04. Blood Bound
05. Secrets
06. Fury Of The Wild
07. Never Ever
08. Threshold
09. Natural High
10. Dark Wings, Dark Words
11. The Fire Burns Forever
12. Restless Soul
13. The Metal Age (Live Musikens Hus, Göteborg, 1998)
14. Stone Cold (Live Musikens Hus, Göteborg, 1998)
15. Hammerfall v2.0.07 video (Rough Mix version)

CONSORTIUM PROJECT
IV Children Of Tomorrow
Dynamo – nac.
A saga conceitual parte IV continua onde o terceiro capítulo acabou, dando uma continuação lógica a esta obra conceptual. Inicialmente, o Consortium Project do vocalista Ian Parry (Elegy) era para ser uma trilogia, mas como podem ver, o referido músico deve ter gostado imenso do que fez nos 3 discos do projeto e quis continuar a saga. O primeiro disco Criminals & Kings (99) era um excelente disco de Progressive Metal e havia chamado a minha atenção para o projeto. O segundo Continuum In Extremis (2001) seguia na mesma linha, mas tinha mais inclinações Heavy e Power. Já o terceiro, Terra Incognita (The Undiscovered World) (2003) estava muito colado ao anterior em termos instrumentais, mas também tinha os seus pontos de interesse. Não era tão bom, mas era uma continuação (e final) válida para a trilogia. Agora temos um novo disco, mais variado em termos musicais, Progressive Metal, Hard Rock, Heavy, Power, Rock sinfônico, há um pouco de tudo nestes 11 temas. Para não variar, Ian Parry rodeou-se de excelentes músicos de diversas proveniências, de bandas como Elegy, Within Temptation, Winters Bane, CP III, etc. Não são tantos convidados como nos lançamentos anteriores mas são todos excelentes músicos. Para não variar, este novo trabalho tem selo de uma editora diferente de todos os anteriores. 4 discos em 4 editoras. Vai ser muito difícil, no futuro, adquirir toda a saga, a não ser que seja reeditada numa única editora; talvez numa caixa com todos os discos ou qualquer produto do gênero. Para quem gostou dos anteriores, aqui está a continuação. Complete a sua saga, ou se está conhecendo o Heavy Metal agora, comece por este que está agora disponível em versão nacional brasileira! PR – 8,0

RIDE THE SKY
New Protection
Nuclear Blast – nac.
O que a raiva não faz. Raiva, não ódio. Sim, pois Uli Kusch ganhou fama sendo baterista do Gamma Ray, do dissidente do Helloween, Kai Hansen (no começo, a rivalidade entre eles era muito maior do que hoje). Do contra, Uli saiu do Gamma Ray para ingressar no rival Helloween. Ali ficou por vários anos e saiu brigado com Andi Deris e Michael Weikath e, junto com o outro egresso, Roland Grapow, montaram o bom Masterplan. Mais uma vez, briga com o outro dissidente e montou uma banda meio Melódica com uma mulher no vocal, o Beautiful Sin. Não contente, Uli vem com mais uma banda, o Ride The Sky, que por ironia, é título de um dos clássicos homônimos do Helloween, justamente, da fase em que ele não fez parte (fase em que nem Michael Kiske estava na banda e Kai Hansen era o vocalista). Contradições afora, o Ride The Sky é muito melhor do que o Beautiful Sin. Não chega a ser bom quanto o Masterplan e muito menos que suas bandas anteriores e que o projetou. Aqui, temos um típico Power Metal alemão, germânico e teutônico por excelência. Sem novidades, mas temos um punhado de boas canções. Só que não soa como qualquer banda, pois experiência Uli tem de sobra. Nos vocais, temos um cara já conhecido, mas que ainda é uma revelação, Björn Jansson (Tears Of Anger e Beyond Twilight), completando os bons Benny Jansson nas guitarras (Tears Of Anger), Mathias Garnas no baixo (X-Savior) e Kaspar Dahlqvist nos teclados (ex-Dionysius, ex-Stormwind). Também pelas ex-bandas de todos, é o disco mais Progressivo que Uli já gravou em sua carreira. A fácil e candidata a hit A Smile From Heaven's Eye é uma das melhores, seguida de Silent War, que lembra aquela fase Prog alemão de bandas como The Sygnet entre tantas outras. Break The Chain lembra muito o Symphony-X da fase Twilight Olimpus. Outro momento sombrio, quase assustador é Far Beyond The Stars, bem Progressiva moderna, sombria e soturna em seu começo, com piques de Power Metal em suas estrofes subseqüentes e refrão alegrinho. Enfim, indicado para fãs dos músicos e bandas e estilos citados, além de colecionadores de tudo o que qualquer um dia Helloween já fez ou está fazendo. RS – 7,5

CAGE
Hell Destroyer
Dynamo – nac.
A banda responsável pelo projeto de Tony Martin e Dario Mollo ter o seu projeto mudado de nome para The Cage I e II (e sucessivamente para os demais álbuns) ao invés do original Cage (estes aqui chegaram primeiro) lançam mais um disco pesado e pela primeira vez no Brasil, para nossa sorte! Tendo em sua formação Sean Peck (vocal), Dave Garcia (guitarra), Anthony Mc Ginnis (guitarra), Mike Giordano (baixo) e Mike Nielsen (bateria), eles desenvolvem um bom Power Metal no real significado “power” (poder) da palavra. Esqueça o Power Metal dos 90, com suas enjoativas melodiquices. Aqui, eles pegam fundo no verdadeiro True Metal dos anos 80: sem frescuras, direto, pesado, cru, sem virtuose (ainda que sejam bons instrumentistas), enfim tudo aquilo que os fãs mais gostam! Grande influência de Thrash Metal e do US Metal se perfazem presentes também. Eles ainda escrevem suas letras como se tivessem compondo hinos de batalha; seus refrãos são palavras de ordem contra os falsários; as músicas são odes ao real Metal; os músicos são guerreiros nesta infindável batalha, seus instrumentos são as suas armas nesta luta, e o fogo, demônios, e o inferno são nossos aliados nessa batalha! Quem ainda não conhece o Cage, uma referência seria o Painmuseum de Metal Mike. Sean Peck é um dos poucos a seguir a escola de Rob Halford a chegarem perto da destreza de seu mestre. Outro ponto para Hell Destroyer é que o disco tem nada mais, nada menos do que 21 faixas, sendo apenas uma bônus! E o melhor, a qualidade de Hell Destroyer se mantém ao longo do CD inteiro! Nessa forma, difícil apontar destaques musicas, pois Hell Destroyer soa como se fosse uma coisa só, praticamente, um disco conceitual, mas alguns títulos devem ser citados, como Final Proclamation, Fall Of The Angels, Fire And Metal, Born In Blood e a bônus, King Diamond, uma homenagem à ele mesmo, fazendo nos transportar ao começo dos anos 80, com aquela sonoridade dos discos do Mercyful Fate e de Fatal Portrait, primeiro da banda de King. Corra atrás do seu, pois Hell Destroyer vai esgotar logo, logo! JCB – 9,0

LEATHERWOLF
World Asylum
Dynamo – nac.           
Após 15 anos parada, a veterana banda californiana de Heavy Metal Tradicional volta com este bom disco World Asylum, que marca mais uma boa volta de mais uma banda clássica e cult dos anos 80. World Asylum tem um ar meio despretensioso, do tipo :”vamos fazer um disco e ver no que vai dar”. E com certeza, a resposta de crítica e público será boa tão qual, que renderá ainda mais frutos no futuro. World Asylum foi gravado com dois membros da formação original, Dean Roberts (bateria) e Geoff Gayer (guitarra), completando a formação os novos membros Wade Black (vocal), Eric Halpern (guitarra) e Patric Guyton (baixo). O Leatherwolf se reuniu há alguns anos e chegou a lançou um CD ao vivo em 99. Para eles, parece que o tempo não passou, pois World Asylum é um sucessor a altura de Street Ready. Só que World Asylum, apesar de suas raízes oitentistas e uma produção básica (dá-se a impressão de que você está ouvindo um disco de vinil – tamanho deja-vu), a banda soa moderna e atual. Apesar do vocalista Wade Black não ser da formação original, parece que ele sempre foi da banda, pois se entrosou e imprimiu seu estilo ao grupo. Wade, que já cantou Crimson Glory e Seven Witches, trouxe um pouco destas bandas para o reformado Leatherwolf. Enfim, pouco a dizer e muito a ouvir. Não perca mais um bom disco de mais um bom retorno de mais uma boa banda! World Asylum está bem acima da média entre tanta tranqueira que temos lançado (no Brasil inclusive, um desperdício) por aí. RS – 8,0


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