Atualizado em 24/04/2008

SANDALINAS
Living On The Edge
Nightmare – imp.
A banda Sandalinas, do guitarrista Jordi Sandalinas, lança o seu segundo produzido por Andy LaRocque (parceiro do satanista King Diamond), que também conta com Rick Altzi (vocalista - At Vance), Patrick Johanson (Bateria - Yngwie Malmsteen), Mick Cervino (baixista - Yngwie Malmsteen) e Elias Holmid (teclado - Dragonland). Ou seja, esta banda conta com um time de feras. Difícil classificar a música deles. Todos catalogam como Prog Metal, mas me arrisco a colocá-los no espectro do Heavy Metal mesmo, pois eles desfilam e destilam várias nuances, dentre delas as mais tradicionais num excelente disco e para mim, uma grata surpresa! O álbum também conta com alguns convidados, como Derek Sherinian (ex-Dream Theater) em Season In The Sand, Chris Caffery (Savatage) e Andy LaRocque em vários solos de guitarra. A capa feita por Derek Riggs, que se consagrou fazendo as capas mais clássicas do Iron Maiden (aliás, não sei porque renegam o trabalho dele e chamam outros caras que jogam lama no contexto visual do Eddie – assim como não entendo eles chamarem o Kevin Shirley para produzir seus novos discos) e trouxe esse classicismo para o Sandalinas que, no Brasil soa como um nome esquisito, parecido com sandália, mas é o sobrenome de Jordi, o que fazer? Living On The Edge abre bem porrada, bem Hard Rock, lembrando os bons momentos do Bob Rock, enquanto a cacetada All Along The Everglades poderia estar num dos últimos discos do At Vance. Claro, eles também vão fazer a festa de fãs de Metal Melódico, ainda mais os mais classudos, como Circle II Circle, Jorn Lande e Edguy. Em Conqueror, The, baixa o David Coverdale em Rick Altzi, já que o mesmo é uma de suas maiores crias, depois de Jorn Lande. E assim vai, alternando o Hard, Melodic e Prog com algo bem Power. Grande álbum e a banda é uma das revelações dos últimos meses! Enfim, temos um disco grandioso, que vai despontar aos ouvidos de quem ouvi-lo, e muitos irão apreciá-lo, tenho certeza! JCB – 8,5

Track list:
1   Living On The Edge
2   All Along The Everglades
3   Ritual Of Truth, The - (with Stefan Ingelstrand)
4   Follow Me
5   If It Wasn't For You - (with Stefan Ingelstrand)
6   Day The Earth Died, The
7   Conqueror, The
8   Heaven In You
9   Back In Time
10   Die Hard

SAHG
II
Regain Records – imp.
O Sahg foi fundado em 2004 na Noruega e tendo em sua formação antigos membros do Gorgoroth, Manngard e Audrey Horne, e estreou em 2006 com I, chega agora com II. Claro, os ex-membros das bandas citadas quiseram dar uma resposta aos seus patrícios noruegueses, que lançaram projetos paralelos totalmente fora do Black Metal, como Shagrath (Dimmu Borgir) com o Chrome Division, ou o Immortal no grande I. Aqui, eles mesclam Heavy Metal, com algo de Prog, resultando num belo Stoner Metal (e não Rock). Olav Iversen faz vocais que nem Ozzy das antigas e que nem Zakk Wylde hoje, ou seja, vocal de beberrão e fumante! Ouça a valvulado, analógica, vintage e gordurosa Pyromancer e veja se não remete ao Black Sabbath? Baixo cheio e guitarras apenas com riffs e solos dissonantes e temos um disco que vai agradar aos setentistas de plantão. A lisergia rola a solta, assim como alguma psicodelia. Enfim, quase todas as faixas são assim, com destaques ainda para Star-crossed e Wicked Temptress. Fãs de Black Sabbath, Pentagram, Kyuss, Trouble, Electric Wizard, Monster Magnet, Tool e Cathedral e demais bandas que ficam na linha tênue entre o Stoner e o Doom, seja bem vindos! RS – 8,0

Track list:
1. Ascent to decadence 04:12
2. Echoes ring forever 06:17
3. From conscious sleep 02:15
4. Star-crossed 06:25
5. Escape the crimson sun 04:53
6. Pyromancer 03:56
7. Wicked Temptress 05:09
8. By the toll of the bell 04:33
9. Monomania 10:58

SHADOWSIDE
Theatre Of Shadows
Chavis – imp.
Mais uma banda que vem virando orgulho nacional. Este Theatre Of Shadows saiu em 2006 e aqui é a mesma versão só que ganhou nova capa e saiu nos Estados Unidos e parte da Europa via Chavis Records. Aqui, eles passaram batidos (e ainda passam), mas lá fora não. É que o público daqui só gosta de Iron Maiden e Helloween, é por isso. Os vocais de Daniela Nolden são bem Power, rasgados, melódicos, limpos, fortes, na melhor escola do Sinergy e Warlock. Aqui ouvimos Power Metal Melódico quase o tempo todo, e apesar da qualidade e talento, falta ainda maior originalidade. Gravando lá fora e com um produtor gringo (que tal um Roy Z. para gravar aqui hein? Ou mesmo um Sascha Paeth?) isso muda rapidinho, pois produtores influenciam, modificam e ajudam nas composições da banda. A banda vem com a idéia bruta e o produtor lapida. Muita gente acha que produtor ser vê como técnico de som, apenas para fazer uma boa produção. Ledo engano. Pois potencial eles esbanjam, inclusive nas faixas mais Hard Rock, como Highlight e We Want A Miracle, indo para o peso extremo do Thrash em Red Storm. Já as Believe In Yourself e Tonight se não são as mais originais, ao menos são as mais técnicas e virtuosas. Enfim, é u relançamento, para nós não é novidade, mas para os gringos ainda são. Então esperemos um novo disco. Promete! RS – 8,0

Track list:
01. Enter the Shadowside
02. Vampire Hunter
03. Highlight
04. We Want a Miracle
05. Illusions
06. Queen of the Sky
07. Believe in Yourself
08. Tonight
09. Kingdom of Life
10. Red Storm
            Theatre of Shadows
11. act 1 - Shadow Dance
12. act 2 - Here to Stay
13. Rainbow In The Dark

MALPRACTICE
Triangular
Spinefarm – imp.
Formado em 94 em Kouvola, Finlândia (claro, a Spinefarm é de lá e só lança bandas de lá – quem você acha que revelou para o mundo todo o Nightwish, Sonata Arctica e Children Of Bodom entre tantos outros?), o quinteto Malpractice começou a gravar álbuns em 96 (faz tempo) com o EP Memorial lançado de forma independente. O primeiro CD só veio em 2005 com Deviation From The Flow já pela Spinefarm Records. Triangular é o segundo disco da banda que já tem doze anos de experiência. Por isso, decepciona. Apesar de muito técnico e virtuoso e de trazer boas idéias para o Prog Metal, não funciona. Falta algo mais, como fazer composições que prendam o ouvinte levando-o a gostar do disco e das músicas e não apenas que ele diga “os caras tocam pra caramba”. A banda tem como destaques: Joonas Koto e Markus Vanhala (G), Toni Paananen (D) mostra suas técnicas de contra-tempo. Os vocais são fracos e isso ajuda a por para baixo a avaliação da banda.

Track list:
01. Maze Of Inequity
02. Symmetry
03. Deception
04. Deadline
05. Platform
06. Triangular
07. Waves
08. Fragments

LECHERY
Violator
Independente – imp.
Mais uma grande banda, nova é verdade, mas nascida com experiência, veteranidade e decanismo. Formado em 2004 por alguns músicos como o ex-Arch Enemy Martin Bengtsson aqui a tomar conta da guitarra e da voz, os suecos do Lechery chegam com uma estréia impressionante. A capa é legal e descreve aquele Prog Hard Power Melodic Heavy Metal da banda. Sim, mais uma formação a misturar com bom gosto e qualidade todos estes elementos próximos. Apesar de tudo isso, da técnica, virtuose e arranjos Neo Clássicos, a música é direta, sem ser auto-indulgente nem masturbatória. As faixas são bem parecidas entre si em seus quase 58 minutos ficando repetitivo em seu final, mas mesmo assim, muito acima da média destes estilos de hoje. Riffs intensos, categóricos e variações rítmicas nas guitarras, o grande forte da banda. Martin se mostra também um, digamos, bom vocalista. Completam Johnny Gioeli (Axel Rudi Pell) e Mark Sweeney (Crystal Ball). A produção de Rickard Bengtsson e masterização de Mats Lindfors são indiscutíveis. Um som moderno, denso, frio e europeu, tipicamente. Destaques para as excelentes Rise With Me, Come Alive, Hero Of The Night, Slave Under Passion e Cynical. Se tiverem um apuro melhor no próximo disco, estaremos diante de mais uma banda de ponta dentro do Metal sueco. JCB – 8,0

Track list:
1   Rise With Me
2   Come Alive
3   I Am The One
4   Hero Of The Night
5   Your Fate
6   What Burns In Their Eyes
7   Slave Under Passion
8   Why
9   Cynical
10   Attraction
11   Open Your Eyes

SACRED RITE
Resurrection
Independente – imp.
Para quem ainda não conhece, estamos falando de uma banda oitentista, cult e Classic, norte-americana, ou melhor dizendo, de Honolulu do Hawaii. Isso mesmo, até na terra do Ula-Ula, temos Rock, Hard e Metal! 1 abre bem US Haerd’n Heavy, ou bem do começo precário da NWOBHM. A faixa-título é bem lenta e cadenciada. A 3 lembra aqueles Heavy do final dos anos 80 de bandas como Saxon quando não estavam em seu auge mais. A 4 tem um refrão grudento, mas não entendi as seções rítmicas da guitarras fazendo riffs estranhos. Quando você pensa que a música vai “explodir” eles seguram a onda. Pra que? Já Cry tem mais malícia e lembra os grandes momentos do grupo, bem como de sua cena. E o Hard’n Heavy gostos de 6? Guitarras precisa, refrões ganchudos, gritinhos chamando a galera par curtir e vocais corretos? Você fecha os olhas e pensa que é Jack E. Lee que está ”guitarreando” em algum disco dele em sua passagem na banda de Ozzy! Soberba! Sua levada ainda lembra algo de Metal alemão como Warlock e Udo. 7 e 8 são mais dispersas, e encerram esse mediano CD. RS – 7,5

Track List:
1. I Didn’t Mean To Do It
2. Resurrection
3. High Society
4. Long Way Down
5. Cry
6. Schizophrenia
7. The Phoenix
8. The End Of Time

X-SINNER
Fire It Up
Artist Service – imp.
Grande disco essa aqui! Os mais apressados (e pode conferir isso em outras revistas e não net, vão dizer que a banda é clone do AC/DC. Realmente eles têm muito da banda dos irmão Young. A faixa de abertura seria uma releitura de Stiff Upper Lip, do homônimo último disco de estúdio deles, com algumas guitarrinhas em seu meio de Who Made Who. De resto é apenas influências dos australianos. Mas arrisco a dizer outra coisa. Fire It Up do X-Sinner é na verdade, uma releitura do Def Leppard, fase Hysteria para trás. Inclusive, a própria faixa que abre, lembra muito ainda On Through The Night do álbum High’n’Dry. Sabe aqueles backing vocals feitos pelo Leppard, bem frios, bem característicos, melódicos e melancólicos? Isso se repete no disco todo. As guitarras lembram muito as feitas pelo saudoso (R.I.P. Steve Clark). E o vocal lembra algo de Joe Elliot com algo de outros cantores (sem nada a ver com os de Bon Scott nem Brian Johnsson). E as melodias? Matadoras! E os refrãos? Magníficos! Há muito tempo não ouvia um disco com tantos refrãos ganchudos e grudentos! Rollin Thunder seria uma espécie de Foolin' dos anos 2000. Já Getch Ya, seria uma releitura de Rock Of Ages do Pyromania. E a meia balada Don't Go? Sim, meia balada, pois ela é lenta em seu começo, para vir tido o peso em sua segunda metade, com aquele clima mórbido! Que refrão, que coro! Peer Pressure é a mais NWOBHM de todas aqui, relembrando os primórdios de On Through The Night (o disco) com aquela capa histórica do caminhão. Agora no frigir dos ovos? Isso é ruim? Claro que não! Com a catartase que a música mundial vive hoje em dia e com tantas bandas clones, que venham as que façam música bem feita, que funcione e com coração, como é o caso aqui. Você será transportado para os quatro primeiros discos do Def Leppard com Fire It Up, e isso é um elogio! E me despeço por aqui, pois We Need Love, All I Need e You Got Me são “hystéricas”, já que ambas poderiam estar neste disco, Hysteria, um dos mais vendidos da história do Rock.em tempo, o X-Sinner debutou em 89 com Get It, em 91 lançou Peace Treaty e pararam como centenas de boas bandas de Hard e Heavy por causa do porra do Grunge. Retornaram dez anos depois com Loud And Proud e agora alcançam seu devido lugar de reconhecimento na cena. Confira esta grande banda! JCB – 9,0

Track list:
1 Fire It Up (demo)
2 I Take Power
3 Gotta Let Go
4 Rollin Thunder
5 Getch Ya
6 Don't Go
7 Peer Pressure
8 We Need Love
9 All I Need
10 You Got Me

STONE LAKE
Uncharted Souls
Artist Service – imp.
Depois de um concerto em 84, o guitarrista do Ravage, Jan Akesson e o cantor do Whiteligh,t Peter Grundstrom decidiram unir forças e assim, por Jan, tivemos um grupo sueco Melodic Rock. Em 87 Jan decidiu deixar o Whitelight e nos anos seguintes ele formou várias bandas, como Why Not, Perfect Stranger e Doctor Blue. Em 94 Jan caiu desde as fases, mas mantidos na escrita e gravar músicas em seu próprio estúdio. 15 anos após Jan e Peter conheceu primeiro Jan chamado Peter Pought porque ele seria o momento adequado para uma "reunião". Assim nasceu o Stone Lake, um Melodic Metal Rock Hard Pomp, na tentativa de se fazer um estilo único, caracterizado por pesados riffing de guitarra, vocais poderosos e melodias sofisticadas.Impulsionada por um forte ritmo pounding section, temos mais um bom disco.
RS – 7,0

Track List:
1 Uncharted Souls
2 Pain And Hunger
3 (Tonight) You're Beyond The Shadows
4 Higher
5 Glory Days
6 Don't Leave Me Behind
7 Rockin' Down The Walls
8 Miracle
9 Eyes Of The World
10 White Flame
11 Saint Or Evil (Bonus track)
12 WonderLand (Bonus track)

BRAINSTORM
Downburst
Metal Blade – imp.

A primeira coisa que vem a cabeça quando comecei a ouvir este disco é: ninguém vai lançar no Brasil? Bem, esta que é a terceira banda do grande Andy B. Franck (já foi do Ivanhoe e Symphorce). Agora, no sétimo álbum, Downburst, contou com a renomada produção de Sascha Paeth e Miro. Ou seja, a alemãozada se reuniu novamente. Então, qualidade mais do que garantida. Seu Power Metal continua ileso, ou seja, seu Dark Power Metal continua intacto. A voz de Andy B. Franck continua poderosa e firme, o ponto alto da banda. Aliás, esse é o diferencial da banda. E está aos poucos, degrau a degrau, galgando seu espaço, rumo ao topo do estilo, pela sua longevidade, credibilidade e honestidade e olha que não é fácil se destacar e liderar na cena alemã, tamanha quantidade e qualidade de bandas surgidas lá! Sem destaques individuais, Downburst é excepcional por inteiro, pecando apenas em sua capa não tão chamativa. Em vez de falar faixa a faixa e em vez de você fazer download dele, compre e ouça-o inteiro! Excelente! RS – 9,5

Tracklist:
1- Falling Spiral Down
2- Fire Walk With Me
3- Stained With Sin
4- Redemption In Your Eyes
5- End In Sorrow
6- How Do You Feel
7- Protect Me From Myself
8- Surrounding Walls
9- Frozen
10- All Alone

TITANIC
Full Steam Ahead
Artist Service – imp.
Este é o terceiro disco do Titanic, que ao contrário do que deu nome à banda, parece não afundar nunca. Power Metal moderno, sombrio com arremedos de Prog e algo até Hard Rock, mas sendo sempre mais Heavy do que todo. A banda soa bem moderna e tradicionalista ao mesmo tempo, lembrando muito o grande sueco Dream Evil. Inclusive, os vocais de Simon K. Tyler lembram os atuais de Niklas Isfeldt do Dream Evil. As guitarras são fabulosas! Pesadas, agressivas, melódicas, certeiras! A banda consegue ser criativa, que é o que mais falta na cena mundial hoje, pois qualidade técnica quase todas as bandas têm. Falta criatividade em forjar temas que vai abocanhar fãs com sua alma e espírito. Os solos de Bill Menchen também possuem belas melodias e outra coisa esquecida pela maioria dos grupos de hoje: feeling! Não tem como não pular, agitar, pogar, moshear, banguear ou sei lá o que que possa elevar a sua adrenalina com Sons Of Thunder. Excelente! JCB – 9,0

Track list:
1- Shovel the Coal
2- Dead Men's Bonés
3- Deep Down
4- Captain of the Ship
5- Holy Ground
6- Sons of Thunder
7- Upon the Cross
8- The Wind
9- Wisdom
10- The Sea
11- Nightmare
12- Come Home

RANDOM DAMAGE
Human Flytrap (98)
Artist Service – imp.
Um Heavy Hard Rock duro aqui, quase Heavy Rock, sem aquela soltura dos anos 70 e sem o apelo dos anos 80. É aquele típico som dos anos 90, duro, afinações mais graves, mais arrastadas, mais passagens cadenciadas e já usando algo da tecnologia que já tinha na época para gravação, produção e mixagem, em que hoje já se tem muito mais. Aliás, em certos momentos, o Hard e o Heavy se fundem aqui. A banda é canadense, formada por Dean Boland (que tem uma respeitável carreira solo) e o ex-baterista do Annihilator, Ray Hartmann. A banda gravou dois álbuns em meados dos anos noventa antes de cair no esquecimento. E Human Flytrap é o segundo álbum da banda, reeditados com o Boland CD solo (também aqui analisados), como bônus. Eu poderia dizer que Random Damage foram um pouco à frente de seu tempo e estou adivinhando que este é o motivo pelo qual a banda decidiu refazer este álbum. T A gente joga groove meados ritmo Heavy Metal com muitos elementos que poderão agora ser caracterizada como contemporâneo. As guitarras são muito pesadas e os drumming cria uma enorme groove com lotes de baixo duplo. Um relançamento de respeito, um resgate entre tantas coisas legais que saíram na chamada década perdida do Metal. É que deram menos atenção ao gênero, então, só se sobressaíram os melhores dos melhores. RS – 8,5

Track list:
1- Hippocritic
2- Burn
3- Spineless
4- Walk Away
5- Tanqueray
6- Over My Head
7- Amplify
8- Man Of Sin
9- Future Now

IRON HORSES
Titan’n Bones
Independente – imp.
Os cavalos de ferro estão a todo vapor. Não, não estamos falando do Cavalo Vapor. Que era uma baita banda, diga-se de passagem. O Iron Horses usa de um nome que é lugar comum dentro das bandas de Heavy Metal. Iron, nem precisa dizer. E a associação do Metal com animais de grande força, porte e tração, fez deste um dos nomes mais manjados dos últimos tempos menos original ainda é o título do disco, e o som da banda nem se fala. A capa não tem nada de atrativo também, tão mais importante nos dias de hoje, já que uma grande arte gráfica ajuda a combater a pirataria ou aos downloads (babacas são aqueles que baixam e depois dão uma de esperto “imprimindo” a capa – com quem qualidade? Mas bem, as pessoas são aquilo que consomem e fazem: se elas se acham que valem pouco, então continuem!). Eles poderiam ter explorado bem uma mascote, já que a banda tem esse nome. Enfim, falamos muito disso porque a música em si não se tem muito a dizer. Eles fazem Metal sincero e bem verdadeiro, isso é verdade, mas que você não vai se lembrar de nenhuma música deles depois de ouvir o disco, que aliás, você não vai ouvir ele inteiro mesmo. Então, pra que fazer música? A banda é: Manual (guitar), Moler (guitar) ,Tommy (bass) e Waldschraat (drumming). RS

Track list:
On a Run
Humbucker
The Boneshaker
The Steammachine Pt I
The Steammachine Pt II
Desperados
Burnin' Babe
Crash and Burn
Step Out
Tear 'em Down

FROZEN TEARS
Nights Of Violence
My Graveyard – imp.
Quem aí não se lembra da NWOIHM? Ou melhor, a New Wave On Italian Heavy Metal? Sim, aquela onda surgida na metade da década de 90 com centenas de bandas, que apaixonaram a quase todos na cena, com um Power Metal melódico as vezes sinfônico, melodioso, as vezes exagerado, cheio de doses épicas, oitentistas, com um molho medieval? Bandas como Rhapsody, Sigma, Labirinth, Athena (esta mais Prog), Vision Divine, Drakkar e Domine fizeram a festa dos fãs, inclusive eu. Nesta levada, se encontrava o excelente Frozen Tears. Hoje, quase ninguém dá bola para o Metal produzido lá e, apesar de passar por uma crise criativa (realmente, grande parte de suas bandas não conseguem mais empolgar, ao menos as já citadas), temos ainda bons momentos. Como este Nights Of Violence. Claro, não há nada de novo, tudo é muito clichê, mas a garra que os músicos aqui desprenderam para fazer um disco que gostassem de ouvir superou a todos os obstáculos. Sim, obstáculos. Não está só difícil de se fazer Metal no Brasil, mas em outros lugares também, como a Itália, que hoje mais vive de uma cena de shows internacionais do que um circuito de bandas (assim como aqui). Embora os vocais deixem muito a desejar (principalmente pela pronúncia – é bizarro você notar sotaque numa pessoa cantando em vez de estar falando). Mesmo assim, as guitarras valem a pena, resgatando o melhor do que seu Metal local já produziu um dia, assim como as melodias musicais plenamente assoviáveis, e o melhor: sem bumbos a velocidade da luz, sem ser meloso, sem ser chatoso, sem ser exagerado, sem gritinhos e nem as “infelizes” linhas de Funny Metal ou Happy Helloween. É Heavy Metal puro e simples, pronto e acabou! Destaque para Don't Waste Your Time. Como diz seu título, não perca seu tempo ouvindo outras bandas, aposte no Frozen Tears, esta sim é retorno garantido! JCB – 8,0

Track list:
01. Instability
02. Queen of Solitude
03. Heart of Stone
04. Don't Waste Your Time
05. Who am I
06. The Fortress
07. Stories
08. Childs Prayer
09. The Prison
10. Run if You Can (Bonus Track)

BLOOD THIRSTY DEMONS
Mortal Remains
My Graveyard – imp.
Outra banda que é um achado. A Itália tem um grande mercado para a cultura do Terror e do Horror. Eles são o segundo país que mais produziu filmes do gênero, entre outras obra. Dentro do lado musical, abundam trilhas sonoras e de vez em quando sabemos de um grupo que usa da temática do horror, terror, satanismo e magia negra em sua música. Esqueça o “espalhafatoso” (no bom sentido, claro) Death SS. Também fica longe do Black Metal, não tem urros, vocais guturais e a extremidade instrumental do estilo. É Um Heavy Metal, com algo de Hard Rock, algo de Progressivo (não Prog Metal) e algo de Heavy Rock dos anos 70 principalmente. Algumas influências de Uriah Heep são nítidas. Muitos momentos são Doom, como o Pagan Altar e o vocal é atípico, característico, quase caricato, mas assustador e se encaixa perfeitamente na proposta. A banda mostra ainda, parte de influências de bandas italianas que tem essa proposta, ainda que com uma sonoridade um pouco distinta, como o setentista e Progressivo Antonius Rex (que faz músicas como se fossem rituais, muitas vezes em latim) e o mais recente Abysmal Grief, com o seu Doom horror. Os teclados fantasmagóricos com aquele ar de Família Adams e também lembrando qualquer mansão mal assombrada se fazem presentes em todas as faixas. Como citar destaques num disco que na verdade é uma obra-prima? JCB – 10

Track list:
01. Mortal Remains
02. Symphony From The Graves
03. Time To Die
04. Deadly Sins
05. Day By Day
06. Welcome To My Funeral
07. Upon The Cross
08. Roads Of Amenti
09. End Of Days

CRYING STEEL
The Steel Is Back
My Graveyard – imp.
O Heavy Metal italiano ressurge com tudo! Graças a gravadoras como a My Graveyard, que ao contrário de outras covardes brasileiras que queriam licenciar tudo lá de fora e só fizeram lambança, por pura ganância e egoísmo de quererem tudo para si. A My Graveyard aposta em várias tendências do Metal e do Rock pesado em geral. A Crying Steel é uma banda veterana na velha bota (pela capa dá para se perceber) e seria como muitas de nossas bandas dos quais o exímio Mario Pastore cantou e não chegaram ao estrelato, mas sempre tiveram enorme respeito dentro do Underground. Inclusive, os vocais aqui seriam um misto de Pastore com aquele timbre anasalado de Kay Hansen do Gamma Ray. A música do Crying Steel é um misto do melhor feito no Heavy italiano e principalmente no alemão. Se o Gamma Ray anda decadente, lançando lama na parte 2 de Land Of The Free (ouvir Kay Hansen cantando “she was so beautiful” fui uma das coisas mais decadentes que já ouvi) o Crying Steel faz o que de melhor a banda já produziu. Sem maiores pretensões, The Steel Is Back é um discos mais autênticos de Power Metal dos últimos anos! Puro Metal e ponto final! Impossível citar destaques, mas não tem como não falar de Hold Her, com suas guitarras lascívias, alemães, lembrando Accept, e um refrão que você não se esquecerá tão cedo! Aliás, as bandas se esquecem que o principal numa música é o refrão! O restante é o complemento. E em The Steel Is Back não sabemos o que é melhor, se são os refrãos ou se são os “complementos” (solos, estrofes, etc.). Matador e real, para os verdadeiros! JCB – 9,0

Track list:
1. Kill them All 03:17
2. Over my Sins 04:06
3. Raptor 04:18
4. Hold Her 03:37
5. Next Time don’t lie 03:45
6. Let it Down 03:48
7. Three Times 04:33
8. Night Owl 04:09
9. Hands High 04:01
10. Agony 04:41

SKANNERS
The Serial Healer
My Graveyard – imp.
Mais uma banda italiana com uma veia bem alemã. O Skanners (não confundir com o Scanner alemão) faz uma linha de som bem parecida com o grupo quase homônimo: um Power Metal cheio de elementos Prog, sem ser Prog Metal. O bom gosto, a apurada produção, idéias refinadas e a técnica cheia de classe fazem desta banda uma grande surpresa. Eles não soam tão sombrios quanto 99% das bandas atuais que querem fazer algo de Prog, colocando elementos Dark. Aqui, apesar de The Serial Healer não ser nada alegri, nada Funny Metal, também foge desse lado Dark, soando as vezes como o Symphony-X no começo da carreira. Mas o lado mais forte é o Power Metal (não melódico). Welcome to Hell lembra Primal Fear e claro, Judas Priest também, inclusive o vocal de Claudio Pisoni tem um timbre que, nos agudos, lembra muito Ralph Scheepers (Primal Fear). To Die Is Not Forever tem um forte lado Manowar em sua melodia, inclusive com o seu refrão remetendo aos melhores momentos do Hammerfall. O lado Judas Priest ressurge na SENSACIONAL Iron Horse, uma das faixas mais pegajosas criadas nos últimos anos! Como seria bom se o Judas soasse assim hoje em dia ainda, sem as invencionices Industriais e modernosas que eles cismam em fazer ainda. Há espaço até para um Heavy mais “on the road” bem oitentista, com influências de Hard Rock, quase uma balada na faixa-título. O ar oitentista retorna em The Dream, bem fria e densa. The Serial Healer é um dos grandes achados de 2008 e o Skanners é uma das promessas mais reais e palpáveis para os anos vindouros! JCB – 9,0

Track list:
01. Soul Finder 04:50
02. Welcome To Hell 04:15
03. To Die Is Not Forever 04:32
04. The 17th Victim 03:49
05. Iron Horse 04:05
06. The Serial Healer 05:28
07. The Dream 05:11
08. Flash Razor 03:40
09. Beyond Darkness 03:51
10. Immortality 03:03

TARCHON FIST
Tarchon Fist
My Graveyard – imp.
O nome da banda é: Tarchon e seu irmão, Tyrrhenus foram heróis que fundaram a Federação Etrusca de doze cidades. Tarchon Fist vem de Bolonha, Itália, vizinha à Federação Etrusca. A música, um bom Metal melódico. Algo de Prog, algo de Heavy Tradicional. Este é o debut e impressiona para uma estréia. Nos seus tempos áureos, a Rock Brigade lançaria este disco e esta banda no Brasil e teria grande repercussão junto aos novos fãs. Os forte vocais de Luigi Sangermano são o destaque, já que a Itália, no geral, peca em grandes vocalistas dentro do Metal (talvez, por ser um país de Óperas e canções tradicionais, que quer cantar e tem muito talento, vai para estes outros mercados). Claro, o país tem Fabio Lione entre outros tantos, mas nem todas as grandes bandas da velha bota têm grandes vocalistas. No entanto, no quesito instrumental e principalmente em composições, eles são soberbos. Com essa vantagem a banda sai na frente de suas conterrâneas. Altas doses agressivas em sua música, dão um resultado visceral. Faixas como Bad Man Mania, Football Aces (saindo do clichê e da mesmice em termos líricos das bandas do estilo – estariam eles empolgados pela conquista do Tetra pela Itália na última Copa da Alemanha?), No More Walls, Blessing Rain, Carved With Fire e a enigmática Ancient Sign Of The Pirates. Um disco que empolga e nos dá mais ansiedade ainda do que estar pro vir pela frente. Continuem assim! JCB – 8,0

Track list:

01. Metal Detector 04:26
02. Its My World 03:56
03. Football Aces 03:33
04. Bad Man Mania 03:28
05. Ancient Sign Of The Pirates 04:36
06. Black Gold Fever 04:16
07. No More Walls 03:27
08. Blessing Rain 05:25
09. Eyes Of Wolf 04:18
10. Doc Hammer 02:13
11. Carved With Fire 10:41

BERSERKER
Blood Of The Warriors
My Graveyard – imp.
A banda tem uma proposta honesta, real e verdadeira. Fazer Metal puro, anos 80, resgatando o verdadeiro Power Metal daquela década, que não tem dois bumbos, bem gritinhos agudos, nem melodias felizes. As vezes, aquele som era tão agressivo que beirava o Thrash Metal e Blood Of The Warriors, apesar do nome e das letras abordarem guerras, batalhas, guerreiros e tudo que cerca o True Metal, eles tem uma proposta bem tradicional. Este disco ainda me lembrou muito as bandas da década retrasada, como Coroner e Capricorn. Mesmo assim, Blood Of The Warriors não empolga muito. Ok, tem muitos bons momentos, mas diante da sabatina a que estou acometido de ouvir tudo da My Graveyard, foi uma das bandas que mais me decepcionou, esperava mais. Em tempo, não confundi-los com a banda de Death Metal quase homônima. JCB – 7,0

Track list:
01. Fighting The Fear
02. Eternal Life
03. Unknown Warrior
04. Blood Of The Warriors And Icy Look Of Death
05. Walkiries
06. And Now You Know
07. Marching To The Glory…
08. ...In The Glory You Will Die!

ALLTHENIKO
We Will Fight
My Graveyard – imp.
A banda exalta tudo o que o clichê do Power True Real Metal trás. Seja visualmente, seja esteticamente, seja musicalmente principalmente. Tudo o que o Metal alemão exalta, aqui têm. Riffs metálicos, refrãos que nem hinos de guerra, letras que exaltam o Metal, algo do Melodic Metal também, com vocais agudos, bumbos a mil, guitarras com solos rápidos como uma corrida de vespas, mas também cadências épicas. Anos 80 é a avó! Ainda lembra algo de Thrash Metal, aquele que era feito nos anos 80 em que se confundia com o Power daquela época. Ou seja, nada de novo, mas muito legal e muito bem feito. Os caras se chamam Boneshaker, Dave Nightfall e Luke the Idol (ui!). Aí você me pergunta: o som do Alltheniko contido em We Will Fight (o título é o mais “original” de todos os tempos...) lembra Manowar, Accept, Hammerfall e Grave Digger? Imagina! Bem, destaques para The Silent Priest, Dead Brain (Extermination) e Strong Commandos In Black Tanks. E para terminar da forma mais manjada possível, a manjadíssima cover para Ace Of Spades, cover do Motörhead. RS – 7,0

Track list:
Thrash All Around
Strong Commandos In Black Tanks
Wheel Of Fortune
Sufferman
Dead Brain (Extermination)
Sound of Rust
Coming Soon
The Silent Priest
Alltheniko
Criminal Mind
Carcass
Ace of Spades (Motörhead Cover)

STRANA OFFICINA
The Faith
My Graveyard – imp.
Não gostei. Única banda do pacote enviado pela My Graveyard. Todas as bandas são acima da média, outras são maravilhosas, mas este “Estranha Oficina” não diz a que veio. O som parece ser algo entre o Heavy Metal e o Hard Rock, mas é confuso, caótico, tanto que é um demo, nem é um CD corrente e oficial ainda. Sendo assim, vamos falar um pouquinho da história da banda que vem de alguma data já. A banda vem desde 89, quando lançou o seu único full length até hoje, ou seja 19 anos atrás. Os irmãos Fábio e Roberto Cappanera (guitarra e bateria) morreram em um acidente e a banda acabara. Agora eles voltaram com os filhos de ambos, os substituindo atualmente, assim como Jason Boham substitui seu pai no Led Zeppelin. The Faith é uma compilação dos melhores momentos da banda, só que regravados. Por isso o ar retrô e mostrando músicas datadas. Não sabemos das versões originais, mas estas regravadas não ficaram legais. RS – 6,0

Track list:
1. King Troll (04:11)
2. Metal Brigade (03:57)
3. The Ritual (04:35)
4. Rock'n Roll Prisoners (04:45)
5. Falling Star (04:25)
6. Gamblin Man (03:30)
7. Black Moon (07:44)
8. War Games (03:46)
9. Don't Cry (04:04)
10. The Kiss of Death (04:44)
11. Burning Wings (07:38)
12. Unknown Soldier (05:17)
13. Profumo di Puttana (04:10)
14. Autostrada Dei Sogni (07:38)
15. Officina (05:26)


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