UNCOLORED WISHES
World Under Control
Independente – imp.
Primeiro álbum deste combo francês. Uma grata surpresa numa mistura interessante, gerando um caldo que vai agradar a muitos e ao mesmo tempo, não vai agradar a ninguém. Sim, eles misturam Jazz, Alternative music, sons Avangardist com Progressive Metal, Power, Atmospheric music numa atmosfera sombria, beirando o Gótico, com passagens bem Dark’s. Meio estranho, mas legal, ainda mais para procuradores de novas tendências alternativóides. RS

Track list:
1. End Of Time
2. Ices Sensations
3. Amazone
4. Galleons of the Messiah
5. Uncolored Nightmare
6. Marie Stuart
7. Town Under Control
8. Whitedeath
9. Regression
10. Final Dance

PYRAMIZE
Legend Of A Bone Carver
Silent Music – imp.
As pessoas se conscientizam e lançam discos de bandas de certo porte no Underground do hemisfério norte por aqui. Os Pyramize tem sua origem na Dinamarca, pelo seu líder e guitarrista Michael Kammeyer. O sexteto faz um bom trabalho em Legend Of A Bone Carver, mesclando com inteligência e sutileza o Heavy Tradicional com o Melódico, com o Progressivo e o Hard também. Lance King é um exímio vocalista, um dos grandes destaques do CD. Ele cantou em outras bandas renomadas, como Balance Of Power, Avian e Shining Star, talvez por isso o Pyramize se assemelhe ou pouco á elas todas também. Diz também em propagandas e por aí também que é a nova banda de Mathew Barlow (ex-Iced Earth, que tinha deixado a música para se dedicar à advocacia). O CD tem dez faixas, com uma introdução marcante. Os Pyramize soam cada vez mais alemães aqui, por vezes, lembrando os momentos mais trampados do Metalium. Sem destaques individuais em termos de faixas, então, se você se interessou por eles e pelo disco, fique a vontade, opa! PR – 8,0

Track list:
1   Era Of Chaos
2   Birth
3   What Lies Beyond
4   Ancient Worlds Within
5   Souls In Pain
6   She Who Summoned Me
7   Bone Carver
8   Bring Back Life
9   Blood Red Skies
10   Tears Of Hate

SUSPYRE
A Great Divide
Nightmare – imp.
Segundo CD da banda e primeiro neste selo, e divide-se em duas partes: Opus II “The Alignment Of Galaxies” e Opus III “The Origin Of A Curse”. Não sei muito sobre a banda, pois apenas tenho acesso a um pequeno texto incluído no promocional. Pelos nomes dos músicos imagino que sejam dos USA e, pelos títulos das duas partes do disco e dos temas, imagino que este seja um disco conceptual, talvez a continuação da estréia (visto que aqui não existe um Opus I). Tirando todos estes pormenores (sim, porque a música é o mais importante afinal de contas) vamos à parte instrumental propriamente dita. Fusão de Heavy, Power, Progressivo e alguma música de orientação clássica, jazzística e de fusão, temas longos balançando com temas mais curtos, passagens mais orquestrais em perfeita harmonia com o Heavy Metal tradicional e o Metal Progressivo. Opa! PR – 8,0

Track list:
1   Forever the Voices
2   Singer, The
3   Spirit, The
4   Galactic Backward Movement
5   Manipulation In Time
6   Resolution
7   April In the Fall
8   Subliminal Delusions
9   Bending the Violet
10   Piano Plays At Last, The
11   Alterations Of the Ivory
12   Blood And Passion

POWND
Circle Of Power
Nightmare – imp.
O POWND é de Detroit, a terra do automóvel (que saudade do Grande Prêmio de Detroit de F-1), e a banda faz um Heavy Rock/Metal, calcado nos anos 70 e 80. A banda faz um som pesado, riffs agressivos, baixo com groove e vocal bem interpretativo, como alguns dos melhores vocalistas norte-americanos. Apesar de ser mais Rock do que Metal, a banda ainda tem influências de Heavy Metal, como Iron Maiden nas guitarras em The Stand. O gozado que bandas que vem de cidades industriais tem uma sonoridade mais urbana e aquele negócio de ruas mesmo, relatando mais a realidade e a política do que a fantasia. Nos Estados Unidos, isso é mais sentido de bandas de Detroit (capital do automóvel e da Ford) e Seattle (capital da aviação e fabrica da Boeing, ou seja, eles fabricam aviões e turbinas para cair na cabeça das pessoas no mundo todo – então eles fabricam bombas?) soam parecidas. Por isso, o POWND as vezes soa como um Queensrÿche em Divided e Nevermore em outros momentos mais agressivos e pesados, como na quase Thrash Slowly Drowning. Eles ainda variam com a fase Black Sabbath com Dio (atual Heaven And Hell) em Changes, e como norte-americanos com bom gosto musical, o AOR de Never Means Forever. A formação é Michael Duncan (vocais), Ronnie Duncan e Rick Sargent (guitarra), Steve Watts (baixo) e Clint McMaine (bateria). Boa banda, bom disco.
RS – 8,0

Track list:
1
   Still I Bleed
2   Blind
3   Monster
4   Stand, The
5   Changes
6   Never Means Forever
7   Divided
8   Slowly Drowning
9   Allie
10   Place In The Sun
11   Swatting Flies

BENEDICTUM
Uncreation
Independente – imp.
Dream Evil é a mãe! Originários de San Diego, o quinteto californiano segue a cartilha dos mestres. Os suecos do Dream Evil foram responsáveis pela segunda geração do Power Metal atual (a primeira foi liderada pelo Hammerfall, fazendo aquele True Metal calcado no Manowar e outras bandas alemãs, como Grave Digger, Running Wild e Accept). Se o Hammerfall era a banda sueca mais alemã que já existiu, o Dream Evil foi a banda sueca mais norte-americana que já houvera. Apesar de influências da NWOBHM e do Metal alemão, é no US Metal que a banda mais se encontra em sua música, pesada, agressiva, oitentista, mas atual, moderna e revigorada. E o Benedictum parece a continuação do Dream Evil e se colocasse Uncreation para você ouvir e não falasse nada, você me perguntaria: é o disco novo do Dream Evil? Bem, apesar de chupar uma banda que já é uma chupação completa (ainda que uma maravilhosa e deliciosa banda) o resultado é muito bom. O diferencial é a vocalista Veronica Freeman, cujo timbre fará você demorar a achar que é uma mulher quem está cantando. O álbum é composto de nove faixas próprias e dois covers do Black Sabbath, Heaven And Hell e The Mob Rules. A produção ficou a cargo de Jeff Pilson (Dio, Dokken) e a participação especial de Jimmy Bain (ex-Dio, ex-Rainbow) em The Mob Rules. Enfim, originalidade 0, mas honestidade 10 e talento 10. média de 7,5. Em tempo, o nome não é dos mais originais, já que antes já tínhamos outro "Benê", o Benediction. Mas será o Benedito? Benedito seja vós... Pára! JCB – 7,5

HOLY MARTYR
Still At War
Dragomheart – imp.
Se a sua gravadora em questão não fosse totalmente anti-profissional (não é só no Brasil que temos esse problema, lá fora também existe – menos do que aqui, é verdade, mas existe), o Holy Martyr e todas as bandas deste cast seriam muito mais bem sucedidas. O Holy Martyr ainda não é tão conhecido no Brasil, pois infelizmente, eles não tiveram a sorte de estarem naquele boom onde todos os meses a Hellion, a Rock Brigade e a finada Megahard enxurrava em nosso mercado bandas italianas, pois eles seriam uma das melhores. O som é aquele típico Metal italiano. Power Metal Melódico, ora rápido, ora meloso, ora épico demais, com letras e interpretação dramáticas. Warmonger é um quase Thrash Metal, já Vis et Honor é um dramalhão só, fazendo dar uma outra visão de War Metal. Sim, por que não chamarmos algumas bandas sanguinolentas do Power Metal de War Metal, já que tudo remete a guerra? O nome da banda, do disco, todas as letras e as músicas refletem o que a letra está escrevendo. Quando há uma batalha, temos aqui Speed Metal (mas Speed mesmo!), quando a guerra está para começar, temos toda uma preparação com faixa mais épicas e cadenciadas e quando a batalha termina, dependendo do resultado, temos os “Dramatic Metal”, ainda que as vezes de forma exagerada e macarrônica, bem italiana. A bela embalagem digipack é outro atrativo e se você é fã de Metal italiano, de Power, True, Real ou War Metal, você precisa ter este disco, ainda que o vocal tenha um sotaque carregado e é o ponto não tão alto do disco. JCB – 8,0

Track list:
1. March of the Legionaries
2. Vis et Honor
3. Ares Guide my Spear
4. Warmonger
5. Hatred is my Strength
6. From the North Come the War
7. Hadding Garmsson (Son of a King)
8. Ave Atqua Vale



MYSTIC PROPHECY
Satanic Curses
Massacre – imp.         
Depois do aclamado e intenso Savage Souls dos Mystic Prophecy, esperava-se um disco ainda mais agressivo. Os Mystic Prophecy não gravaram um álbum mais agressivo do que Savage Souls. Talvez o artwork o seja, mas a música, essa sim é mais melódica. Mas ainda assim, temos um poderoso Power Metal sombrio, pesado, denso, caótico, ainda que melódico. Precisava sair no Brasil, pois ia vender bem! A banda é composta pelo vocalista do Valley’s Eve Roberto Dimitri Liapakis, pelo ex-baixista do Stormwitch Martin Albrecht e pelo baterista do Sacred Steel, Mathias Straub. Ou seja, é uma seleção do que há de melhor no Power Metal alemão atual. Por isso o resultado não surpreende, pois você já sabe que vai vir coisa, feita de gente que entende do ramo. Satanic Curses é o quinto álbum de originais. E se não é tão agressivo como supunha que seria visto o quase Thrash de Savage Souls, ao menos temos um disco irretocável de Black Power Metal. Sim, Power Metal negro, sem nada de felicidade nem de Funny Metal. Até alguns urros do Extreme Metal se fazem presentes! Dark Forces é foderosa, Grave Of A Thousand Lies lembra Arch Enemy, Rock The Night é mais tradicional, enquanto We Will Survive é mais cadenciada. Enfim, estamos diante de um poderoso artefato. Ainda recebemos também o single Dark Forces que precedeu e ajudou a divulgar Satanic Curses, que conta com apenas três faixas: Dark Forces, Paranoid (Black Sabbath cover) e o maior atrativo do disco, que é The King Is Back!, (inédita, bônus japonês de 2006!). Ou seja, se você quer Power Metal com bolas, esqueça outras bobagens e ouça Satanic Curses. RS - 8,5

Track list Satanic Curses:
1- Back From The Dark
2- Sacrifice Me
3- Dark Forces
4- Satanic Curses
5- Evil Of Destruction
6- Demon's Blood
7- Damnation
8- Rock The Night
9- We Will Survive
10- Grave Of Thousend Lies
11- Paranoid (Black Sabbath cover)
12- We Fly

Track list Dark Forces:
1 - Dark Forces
2 - Paranoid (Black Sabbath cover)
3 – The King Is Back!
(inédita, bônus japonês de 2006!)

SPELLBLAST
Horns Of Silence
Metal Creusader – imp.
Os italianos Spellblast editaram o seu trabalho de estréia intitulado Horns Of Silence e conta com a colaboração do vocalista de Elvenking, Damnagoras, que participa como vocalista convidado em três temas. O som da banda caracteriza-se por Folk Power Metal. Sua música é melódica e vão divertir a muitas pessoas e fazê-las dançar em duplas ao lado de fogueiras. Claro, não são puro Folk, mas apesar de misturar com Metal, fará deles um provável sucessor do Skyclad. E claro, influências de seus conterrâneos do Elvenking são bem vindas. Em vez de citar destaques, ouça Horns Of Silence por inteiro. Formada em 99 e com apenas uma demo para o seu nome, só ano passado eles debutaram. Influências de todas as bandas de magia, mágicas e pagãs, medievais e Fantasy, se fazem presentes, como Blind Guardian, Rhapsody Of Fire, Falconer e Finntroll. Enfim, nada original, mas muito legal.RS – 8,0

Track list:
1. In The Name Of Odin
2. Lost In The Forest
3. Losing Reality
4. Glory To The Gem
5. Goblins’ Song
6. Legend Of The Ice Wolf
7. Sign Of The Unicorns
8. Resurrection
9. Knights Of Darkness

NATION BEYOND
The Aftermath Odyssey
Burning Star – imp.    
Pouco conhecidos do público brasileiro e vindos diretamente da Suécia, os Nation Beyond apresentam o seu primeiro trabalho intitulado, The Aftermath Odyssey, através da gravadora grega Burning Star. Musicalmente os Nation Beyond vêm engrossar a lista de bandas que misturam Power Metal melódico com Progressivo. Essa mescla fui feita a exaustão em meados dos anos 90, e eles ainda postam nisso uma década depois e com classe, já que a Suécia, depois da Alemanha, foi o país a mais fazer isso no mundo. A grande diferença é a competência dos músicos, que fazem dos estilos já altamente desgastados por inúmeras bandas tornar-se bem agradável de se ouvir. A banda é nova, mas os músicos são veteranos. E as letras não são felizes, pelo contrário, são depressivas, mórbidas e melancólicas, dando uma aura Dark, tão comum hoje em dia em todo mundo que faça algo ligado ao Prog. Sem destaques individuais, já que sua música no CD inteiro permeia o Symphonic e Melodic Power Metal. Mas muito legal. Inclui o single Soulmates. PR – 7,0

Tracklist:
1.The End (2:49)
2. A Rainy Day In Hell (2:22)
3. In The Ashes (5:13)
4. The Wanderer (4:25)
5. New Eden City (6:13)
6. The Council (5:28)
7. Soulmates (5:11)
8. Last Deceiver (5:11)
9. Confessions (6:26)
10. War Of The Wastelands (4:05)
11. Aftermath (6:13)
12. Point Zero (4:44)
13. Soulmates [Radio Edit] (4:25)

STEEL RAISER
Rage Of Steel
Pure Steel – imp.
E tome Power True Real Metal! Infelizmente, as resenhas da Pure Steel ficam prejudicadas, por faltaram informações sobre suas bandas já que eles enviam só os CDs, sem encarte, release, nada! Então, todas as resenhas do selo serão curtas, ok? Então vamos lá. Esse True Metal feito por eles é manjada, mas ainda soa legal e certeiro. A banda que eles mais lembram é o Twisted Tower Dire, com traços de Blind Guardian e extremismos de Judas Priest fase Painkiller. Pois Rising Into The Night é uma Hell Patrol modernizada e revigorada. Alguns teclados ali tentando ser épicos, coros Manowarescos acolá e temos um disco bem clichê, mas legal de se ouvir.
RS – 7,5

Track list:
1. Ride the Fire
2. Race of Steel
3. Dragon Battalion
4. Rising into the Night
5. Princess of Babylon
6. Roar of Revenge
7. Gloria Perpetua
8. The Night
9. Gears of War
10. Evil's Rage

BOOMERANG
S.O.S. (Sound Of Sirens)
Pure Steel – imp.
Banda alemã de Power Metal (sério?). Mais uma e mais uma legal de se ouvir. Gostei de um CD anterior, o Balance Of Hate de 2005. Agora a banda volta com mais energia ainda, mais vigor, mais Power do que nunca, com passagens épicas de deixar orgulhoso o Blind Guardian, Rhapsody (que para mim vai ser sempre só Rhapsody, sem o “Of Fire”) e Hammerfall. A faixa de abertura, One Night To Remember, é Blind Guardian descarado, até com suas quebradas e paradinhas em seu andamento. O cantor Axel Johann acaba sendo uma revelação, o cara mostra pique, gogó, competência, talento e conhecimento de causa para fazer estes vocais difíceis. Influências mais tradicionais de Iron Maiden, por exemplo, se perfazem em Sleeping Titans e Of Fire. Já Blood Angel é um dos momentos mais épicos, lembrando Sacred Steel e Skullview (alguém ainda se lembra deles?). Recomendo. RS – 8,0

Track list:
1. The sound of sirens
2. One night to remember
3. Sleeping titans
4. Of fire
5. Skin-walker
6. Spawning ground
7. Blood Angel
8. Insecure
9. The house of silent screams
10. Phoenix rising

SENCIROW
The Nightmare Within
Pure Steel – imp.
Mais uma banda de Power Heavy Metal, mais Power do que Heavy. A intro que serve para cama de Demon Inside já põe tudo abaixo. Uma atmosfera sombria, Dark, obscura, agressiva, caótica e desesperançosa se abate por todo o CD. É tão pesado que as vezes quase chega no Thrash Metal, lembrando as vezes o Iced Earth, com aquele Heavy mais ríspido. Passando por algo do Heavy cósmico do Iron Savior e o Thrash de fato do Destruction. Curse Of Lying, Feeding The Rage, Bullet To The Head e Gods' Creation Failed são impossíveis de não se banguear com elas! RS – 8,0

Track list: a second thought.
1. The Phenomenon Of Prugality
2. Demon Inside
3. Palace Of Bones
4. Curse Of Lying
5. The Beggar´s Estate
6. World Collapse
7. Feeding The Rage
8. Deliver Me From Pain
9. Bullet To The Head
10. God´s Creation Failed
11. The Nightmare Within

ENCHANTER
Secrets Vol. 1 Symbols In Stone
Pure Steel – imp.
Tendo até hoje somente dois CDs auto-financiados, com tantas dificuldades, agora assinam com a Pure Steel. A banda aqui ainda conta com uma produção precária. A música lembra as bandas bem oitentonas, desde o US Metal até o NWOBHM passando melo Metal alemão e o assalto sueco. Cirith Ungol, Manilla Road, Omen e Warlord são imediatas. A música deles é legal, apesar de não ter nada de novo e a gravação ser precária, parece demo em fita K-7! Esperamos uma melhor sorte em outro trabalho no futuro, e o cantor Maurice Fauteux até é bom, quando não desafina. RS

Track list:
1. The Wizard Entering
2. The Limit
3. Take me away
4. The Music
5. Good Boy
6. Forever
7. Learned to kill
8. Me
9. The Wizard Exiting
10. Atlantis
11. Dark Rider
12. Shadows
13. Norse Trilogy
14. The Dragon
15. Two Stealthed Hearts
16. Isle of Avalon

SAINT DEAMON
In Shadows
Frontiers – imp.
Esta banda é uma das mais diferenciadas que a Frontiers já lançou e lhe explico o porquê. Primeiro, o selo italiano é especializado em lançar bandas de Hard Rock, AOR e afins. São poucas as bandas de Power Metal que a Frontiers trabalha embora isso tenha aumentado, ainda mais com a inclusão dos grandes Halford e Primal Fear, recém adquiridos em seu cast. Só que o Saint Deamon é uma banda de Power Metal, mas que foge aos padrões convencionais. Que achado é esta banda! Eles abrem com uma intro digna de discos de Gothic Metal e emendam com My Judas, que é um Viking Metal! Sim, um Viking Metal, só que com vocais limpos. My Heart, eles conseguem juntar tudo de bom em uma só música: desde refrãos e coros Hard Rock à lá Tyketto, andamentos, melodias e teclados com muito bom gosto e pompa como o Royal Hunt faz e riffs de Power Thrash Metal! Já No Mans Land é outro momento intrincado, classudo, mistando o Power com o Prog e algo de Hard. Embora a banda seja bem original, a única semelhança que posso apontar para que você se baseia, seja pelo lado épico e pela maestria em fazer, é mesmo o Royal Hunt. Ride Forever tem aquele teclado junto com coros que dão um clima à Message To The God. Em Black Symphony, a banda mostra um ar bem Stratovarius nos seus melhores momentos, escapando um pouco no Funny Metal, mas sem irritar nem copiar Helloween ou Gamma Ray. Mas a chupação começa com a balada Deamons, que copia descaradamente as linhas de Forever And One (Neverland) do Helloween do disco The Time Of The Oath com Andi Deris (ainda bem). A exceção de uma escorregada ou outra, temos um grande disco e uma banda que pode ser a revelação de 2008! JCB – 9,0













LEVERAGE
Blind Fire
Frontiers – imp.

Eu não percebi muito bem tudo isso fuzz sobre Tides, disco de estréia, e quão difícil seria para eles superarem. Tanto quanto eu estou preocupado, sua estréia foi um sólido Hard Metal, mas não era para ser comparado com o mesmo clássico do gênero, como o Masterplan Aeronauthics, por exemplo. A banda tem crescido com um som mais pesado, mas não Brutal mais intensa e íntima. De fato, há uma tonelada de energia e mais harmonias Melodic Metal que você não podia pedir para. Pekka Heino (vocal) deixa as canções com a sua classe, bom desempenho e é minha convicção de que o mérito deve ser considerado como um dos melhores vocalistas do Melodic Metal atual, perdendo apenas para Jorn Lande. Thomas Heikkinen, guitarrista e principal compositor tentou arduamente e surgiu com algumas muito boas idéias, dignas de qualquer chefão ou band leader. Por exemplo, as canções em sua estrutura é baseada no melódico poderoso com camadas de teclado mais Prog (inspirado pelo trabalho Marko Niskala), notável ao longo de cantar e deixa bastante (e eu quero dizer muita) de esmagamento nas guitarra solos. Embora, cada canção não tenha o mesmo crédito, muitas lembram algo de Kamelot, outras como Stormchild, que traz de volta muitas memórias de Yngwie Malmsteen. Enfim, temos Metal clássico, misturado com Hard, Power e Prog. Milhares de bandas fazem isso, mas poucas conseguem fazer algo funcional, dinâmico e a por sua cabeça a pino tamanha técnica em seus músicos.
Já em Tides, é a reedição do disco de estréia (lançado originalmente em 2006) destes finlandeses. Com relação a Blind Fire, este debut é maid Hard, mais rude, mais poderoso, menos bem produzido, mas direto, menos retrospectivo, um grande disco de estréia que mostraria que teríamos uma revelação no futuro, sendo que hoje já são uma realidade. Seu Power Metal Sinfônico vem a tona, e neste relançamento, a edição européia conta com dois temas bônus. PR – 8,0

LIZZY BORDEN
Appointment With Death
Metal Blade – imp.
Mais uma grande volta e em grande estilo, triunfal! Já estávamos merecendo tê-los de volta! Fãs de Hard Rock e Heavy Metal, além de US Metal, o Lizzy Borden está de volta. E o melhor: em vez de fazer como outros grupos que retornaram fazendo som Industrial, New Metal ou outras Emo-shit, o LB voltou fazendo seu Hard’n Heavy de raiz! Apesar do peso do Power Metal (de verdade), eles tem estruturas e muitos fãs de Hard Rock. Abnormal abre o CD já mostrando que eles não estão brincando e que estão com o CD mais pesado de sua carreira! Na faixa-título, nós percebemos que os bumbos duplos do Power Metal irão acompanhar boa parte do CD. Já Live Forever começa bem climática e sinistra, criando um clima para o grande US Metal que vem a seguir, com vocais grudentos, refrão inesquecível, backings muito bem feitos e colocados e como Lizzy Borden (o vocalista) está cantando! The Death Of Love é mias densa, mais cadenciada, com outro grande refrão. Te digo uma coisa: ainda vão demorar uns 15 ou 20 anos para Appointment With Death virar um clássico. Se Lizzy Borden estiver vivo, poderá fazer um show só desse CD, tocando ele na íntegra, pois o mesmo tem qualidade para isso, estando no mais alto patamar de suas melhores músicas de sua carreira. Enquanto escrevo isso, Tomorrow Never Comes, vem a anos 80 e melodiosa Tomorrow Never Comes, ai, ai, ai... Bem que o assessor da Metal Blade disse que ouvia esse CD todo dia quando dirigia indo e voltando para a gravadora! Alto risco de colisão! Em Under Your Skin eles rememoram os bons tempos do US Metal, naquelas músicas mais cadenciadas (não baladas), mas frias e introspectivas, com a guitarra fazendo “backing” duelando com a “lead voice”. Perfect World (I Don’t Wanna Live) segue a mesma linha, mostrando como Lizzy ainda consegue fazer uma grande variação de vocais, se mostrando ultra-versátil e talentoso, pois consegue compor canções com diversas variações de tons para ele mesmo cantar, e consegue executar tudo o que compôs! E que bom que eles deixaram a balada só para a última faixa, The Darker Side! Até então, porrada atrás de porrada! JCB – 9,5

Track list:
01. Abnormal
02. Appointment With Death
03. Live Forever
04. Bloody Tears
05. The Death Of Love
06. Tomorrow Never Comes
07. Under Your Skin
08. Perfect World (I Don’t Wanna Live)
09. Somethin’s Crawlin
10. (We Are) The Only Ones
11. The Darker Side

ALEPH
In Tenebra
Shiver – imp.
Banda difícil, como eu rotulo esta banda que tem o nome da primeira letra do alfabeto hebraico? Prog Metal? Doom Metal? Thrash Metal? Epic Pagan? Power Metal? Pois eles fazem um pouco disso tudo, com uma queda mais para o lado sombrio da coisa, com melodias ríspidas, mais depressivas do que melancólicas, mais duras do que melódicas. Eles surgiram em 98 no meio da cena Prog Metal da Italiana, quando bandas como Labyrinth, Athena, Eldritch e as do maravilho Power Metal italiano, como Rhapsody, Sigma, Drakkar entre outras, que acabaram influenciando também os Aleph. As bases lentas remetem aoi Doom, as passagens intrincadas, trincadas e quebradas remetem ao Prog. O peso, do Heavy tradicional, a temática barbárica e a melodia e estética do Power Metal melódico. Esta mistura chega a lembrar um pouco o sueco-chileno do Opeth, só que menos progressivo, menos Death e menos gótico, com músicas nem sempre tão longas também. Também chega a lembrar um pouco o Prog Dark do Evergrey. Muito bom. RS – 8,0
 
Track list:
01 - The Fallen
02 - Unfaithful
03 - Depths
04 - Mother Of All Nightmares
05 - In Tenebra
06 - The Fallen (Native Lyrics)
07 - Acid Tears

IGNITOR
Road Of Bones
Cruz Del Sur Music – imp.
Thrash visceral, bem mais Power do do que Thrash Metal, com pegadas do Thrash Bay Area norte-americano, com bastante melodia e composições que são empolgantes e remetem aos melhores momentos do estilo. Vocais Power Metal, lembrando Sinergy e as vezes, Doro nos tempos do Warlock. O interessante é que a vocalista do Ignitor, Érika, não quer imitar nem a Sabine do Holy Moses, nem a Angela do Arch Enemy, fazendo a linha que a sua voz pode realmente fazer. Além do vocal ser ótimo, o instrumental cometeu algumas pérolas do estilo, como March To The Guillotine, com várias mudanças de velocidade ao longo da faixa e alternâncias de andamentos, mostrando talento, versatilidade e competência de todos da banda. Já Wings Of The Blackheart é mais melodiosa ainda, com dois bumbos no talo e um vocal bem alto de Érika. Anos 80 total! Enfim, temos um grande disco, uma grande revelação do Power, Heavy e Thrash! Ultra-recomendado! JCB – 8,0

Track list:
1. Death on the Road 00:42
2. Road of Bones 04:30
3. Scarlet Enigma 05:08
4. March to the Guillotine 05:37
5. Wings of the Blackheart 03:59
6. Hymn of Erin 04:43
7. Phoenix 04:20
8. Broken Glass 04:44
9. Castle in the Clouds 05:11
10. God of Vengeance 07:00
11. Reinheitsgebot 06:52

ETERNAL LEGACY
The Coming Of The Tempest
Auburn – imp.
Me enganei lindo. Pelo título do CD, pelo nome da banda, pelo logotipo e principalmente pela capa, jurei ser mais uma banda de Thrash Metal, na linha do Destruction e do próprio Destructor, companheiro de gravadora do Eternal Legacy. Mas como diria o filósofo Catalau (ex-Golpe de Estado) “as aparências enganam”. E como me enganei lindo aqui! Ao ouvir o CD, esperei umas três ou quatro faixas para saber se eu não estaria me precipitando. Ouvi The Coming Of The Tempest inteiro e tive a certeza: errei mesmo. Mas também pudera, basta você, caro leitor, ver a capa e me diga qual a sua impressão a respeito. As bandas (mesmo lá de fora, no hemisfério Norte) precisam ter algum tipo de consultoria, mesmo que básica, ou as gravadoras darem um toque, pois coisas como essas são inadmissíveis. Ok, a arte não tem limites, mas comercialmente precisa ter parâmetros, além do que, quer queira ou não, a música é abstrata, mas o CD que a carrega é concreto e é um produto. Imaginou um CD do Rolling Stones com um logotipo de Black Metal e o Keith Richards de corpse paint? Ele já é feio, ia ficar mais pavoroso ainda! Aí você escuta o CD e não tem nada a ver com a imagem? É isso que estou dizendo, e o Eternal Legacy é uma banda de Heavy Metal Melódico à Stratovarius! Tem algo de errado nisso é claro que não, porque é muito bem feito por sinal. Inclusive, é mais pesado, duro, sujo e mais beirando para o Heavy Tradicional. O ponto negativo, o marketing da banda, que a fará perder muitos fãs desta maneira. Destaques paraRealm Of Wind And Ice, The Coming Of The Tempest (a faixa-título) e Metal Anvil (seria uma homenagem aos canadenses?). JCB – 7,5

Track list:
1. Fires Wrath
2. Rise Of Daemon
3. Realm Of Wind And Ice
4. Shadow Of Revolution
5. Tremor
6. Time Out Of Mind
7. The Coming Of The Tempest
8. Metal Anvil
9. The Cavern
10. One Last Hope
11. Cyberplague
12. Into The Afterworld (Bonus Track)

ASTRAL DOORS
New Revelation
Locomotive – imp.
Mais um bom álbum desta já tradicional banda de Metal sueco. Quando surgiram e estouraram com Of The Son Of The Father eles faziam um delicioso Metal Clássico e suas músicas remetiam a discos de Dio e Black Sabbath, principalmente da fase Tony Martin. Of The Son Of The Father era um misto de Headless Cross e TYR, ambas desta maravilhosa fase. Neste disco, a banda soava como um clone do Sabbath destes tempos. Sua música “evoluiu” e os Astral Doors tiveram uma sonoridade mais própria e exclusiva, o que é primordial para o desenvolvimento da carreira de qualquer banda. Mas para os que se viciaram e se apaixonaram com Of The Son Of The Father, passaram a gostar menos do grupo. Sendo assim, New Revelation não é o melhor disco da banda nem tão mais bombástico como já fora no passado. Mas ainda assim, é um grande disco. Destaco Pentecostal Bound, que lembra aquela fase, podendo estar tanto no Of The Son Of The Father, quanto ter um pique e andamento como Lawmaker, do TYR. Bastard Son, novamente remete àquela fase, sendo no estilo Feels Good To Me, uma meia balada, meia Heavy, bem dramática. Já a dura Planet Earth, arrastada, meio Progressiva, moderna e mais grave, é um prenúncio da nova sonoridade da banda, mas bem legal. Cold War Survivor relembra os momentos de começo de carreira da banda, agradável, fria, algo Hard, com aquelas paradinhas entre as estrofes que só eles e o Black Sabbath sabem fazer! E que refrão! E que solo! Disparada a melhor faixa do album! E o que dizer da tétrica e marcante Shores Of Solitude? Está aí o trunfo do Astral Doors. Ao contrário de 90% das bandas de Metal atual que fazem composições retas, sempre a mesma intro, mesmas estrofes com a mesma duração, refrão idem e o mesmo tempo para solos, e encerrando da mesma forma, no AD, eles não têm essa regra: cada música tem uma estrutura distinta das demais, fora o talento para fazer solos que sejam melodiosos e que se transforme em outra música dentro da mesma música! Mais o talento de criar musicalidade no cantar das letras, não só acompanhando, repetindo a musicalidade dos riffs! Encerrando a épica Mercenary Man, igualmente excelente! Me arrisco a dizer que New Revelation é o segundo melhor disco da carreira da banda, só perdendo para o já citado Of The Son Of The Father. Destaque ainda para a bela embalagem digipack e para a belíssima capa. Demais! JCB – 9,0

Track list:
1. New Revelation
2. Freedom War
3. Pentecostal Bound
4. Bastard Son
5. Waiting for the Master
6. Planet Earth
7. Quisling
8. Cold War Survivor
9. The Gates of Light
10. Shores of Solitude
11. Mercenary Man

WUTHERING HEIGHTS
The Shadow Cabinet
Locomotive – imp*
A banda volta com mais um bom disco para a sua coleção. O Wuthering Heights faz um Heavy Metal cercado de elementos de Hard, Prog, Power e Speed as vezes, além de Folk. Eles seguem uma linha bem próxima da do Blind Guardian e ainda mais do projeto Demons & Wizards, para te localizar melhor. Desenganem-se os que, pelo rótulo musical mencionado, já estão a pensar coisas do género “ok, mais uma banda mediana a aproveitar-se do actual sucesso do Metal mais sinfónico”. Estes Wuthering Heights vão muito além, incorporando na sua música desde o Heavy mais tradicional, passando pelo Power Metal, Metal Progressivo e até algumas influências de música clássica e oriental. Temos velocidade quanto baste para quem, como eu, gosta do Heavy Metal mais rápido mas, também temos algumas partes mais “midtempo”. Temos muito peso aliado a uma constante melodia, toques Progressivos, Folk, medievais e uma tonalidade muito épica. A voz não é a típica voz ultra melódica do Power, sendo mais grave que o habitual, o que fica bem no estilo da banda, acentuando até o carácter épico da música. As faixas têm muitas mudanças de ritmo, melodias e riffs, o que torna o álbum extremamente interessante e longe de ser aborrecido pois, está sempre a acontecer algo de novo que nos prende a atenção. A maior parte dos refrões são extremamente “catchy” e ficam no ouvido facilmente, daquele tipo de temas que têm identidade própria, tal como a abertura Demon Desire, Beautifool ou I Shall Not Yield. Há temas mais longos como Faith – Apathy Divine Part I que inicia com uma melodia Folk / Medieval e que continua numa toada épica / progressiva. Há ainda tempo para um tema mais calmo, Sleep, com a vertente épica / medieval a prevalecer. O alinhamento original do disco fecha com Carpe Noctem – Seize The Night um tema com uma orientação mais Progressiva e uns toques de Folk lá pelo meio. O meu CD ainda tem a faixa bônus Européia Midnight Song, uma balada engraçada, mas “normal” e que cumpre a sua função, de ser uma faixa bônus. Eu gosto de todo o disco mas os meus temas favoritos são Demon Desire, Faith – Apathy Divine Part I, I Shall Not Yield. Resta ainda referir que o disco foi produzido por Tommy Hansen (Helloween, Pretty Maids, Victory, etc). Um dos melhores álbuns do gênero que ouvi nos últimos anos! PR – 8,5

Track list:
1. Demon Desire
2. Beautifool
3. Raven
4. Faith -- Apathy Divine, Pt. 1
5. Envy
6. Snow -- Apathy Divine, Pt. 2
7. Sleep
8. I Shall Not Yield
9. Reason...?
10. Carpe Noctem -- Seize the Night
11. Midnight Song – bonus track

ADAGIO
Dominate
Locomotive – imp.
Uma das melhores bandas francesas dos últimos tempos retorna com mais um grande álbum, que chama a atenção para várias coisas. Primeiro, a França é o maior mercado do Rock Progressivo mundial e por conseqüência, do Prog Metal. Outra coisa, é um dos maiores mercados dentro da Comunidade Européia para as bandas brasileiras, principalmente de Metal. O Angra, por exemplo, é gigante e maior do que muitas bandas mais antigas e mais consagradas dentro da Gália! E esta fascinação pelo jeito brasileiro de fazer Metal com um certo teor étnico, é tão apaixonante que a principal influência do Adagio é o próprio Angra. Tanto, que recrutaram para os vocais um brasileiro, Gustavo Monsanto, que tem um timbre muito peculiar, caindo para a escola de Edu Falaschi. Gustavo consegue promover e imprimir uma agressividade melódica no seu cantar. Ele varia seu vocal desde os agudos tradicionais no Power e Prog Metal, embora seu tom seja mais médio, alternando a isso, verdadeiros urros guturais, típicos do Thrash. Seria uma saída para o desgastado Power Metal, trazendo junto com momentos mais agressivos, este tipo de vocal. Anotem isso que estou falando, um dia vai ser a tônica do estilo! Aqui temos apenas oito faixas e não tão longas assim, mas ambas são homogêneas e tem qualidade sinequanon. Não que elas sejam parecidas entre si, pois não são, mais quase todas tem todos estes elementos se alternando entre si. Realmente, Dominate é um disco poderoso. Não pague ágio, nem pedágio, mas ouça o Adagio. Essa foi a pior piada infame que já fiz em minha vida... Ainda bem que o disco é bom. JCB – 8,0

Track list:
1. Fire Forever
2. Dominate
3. Terror Jungle
4. Children of The Dead Lake
5. R'Lyeh The Dead
6. The Darkitecht
7. Kissing The Crow
8. Fame

SEVEN WITCHES
Deadly Sins
Locomotive – imp.
Este com certeza, deve ser o disco mais diferenciado do Seven Witches. A banda do guitarrista Jack Frost (ex-Metalium e ex-Savatage) ganhou renome dentro do Underground e hoje é uma das bandas de status médio dentro da cena Power Metal. A banda quer deixar de vez o estigma de Judas Priest cover, deixando esse cargo a cargo do Primal Fear, embora seus primeiros discos são verdadeiros murros no esôfago. Mesmo assim, a intensidade do melhor do Heavy metal, seja Power, seja US Metal ou NWOBHM vem todas juntas condensadas em mais dez faixas, a começar pelo assalto da faixa-título, um quase Thrash, de tamanho peso e potência, saídas das guitarras de Mr. Frost, que em breve vai entrar para o “Riffmaker Hall Of Fame” junto com Dave Mustaine (Megadeth), Tony Iommi (Black Sabbath), Annihilator (Jeff Waters), Scott Ian (Anthrax), Gary Holt (Exodus) entre tantos. Note que o Power Metal do Seven Witches não tem muita coisa de Melódico e é extremamente pesado, como gosta o pessoal true. Commerce é outro momento que remete perto do Heavy Thrash, com riffs à Jeff Waters. Outro bom momento é Knowledge e mostra que o disco é direto e reto, sem frescuras, até nos nomes das músicas, a maioria de uma palavra só. Tudo bem que as vezes se tem uma escorregada, como a balada Man Of The Millennium, naquele tipo de balada dos anos 80 comuns em algumas bandas de Metal daquela época. Sim, não é uma balada xaropenta, mas uma balada “com bolas”, mas mesmo assim, dispensável. Ainda bem que na seguinte, Politics, as coisas voltam ao normal. Encerrando, a cadenciada, quase Hard, mas pesadona e bem grave, The Answer. Que Jack Frost nunca mude e continue cada vez mais Metal assim desse jeito! JCB – 8,0

Track list:
01. Deadly Sins
02. Science
03. Commerce
04. Worship
05. Knowledge
06. Pleasure
07. Wealth
08. Man Of The Millennium
09. Politics
10. The Answer


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