Atualizado em 13/06/208

GRAVE ROBBER
Be Afraid
Artist Service – imp.

Acredite se quiser! Estamos diante de uma banda Misfits cristã! Apavore-se e arrepie-se! A música remete ao Misfits “moderno”, ou seja, dos anos 90, quando lançaram seus últimos discos de inéditas, já sem Danzig. Remete à sonoridade de American Psycho e Famous Monsters. A produção é legal e os vocais remetem a Michael Graves, vocalista desta fase dos Misfits. As letras têm aquele ôôô e falam de terror, mas no caso aqui, o “Mal” sempre se dá mal. Inovando, os caras usam fantasias e máscaras cadavéricas, que remetem num misto entre Lordi e Slipknot. Seus integrantes são Dr. Cadaver, Maggot, Nameless e o vocal de Wretched. Vai agradar fãs de Misfits, Zumbis do Espaço, Robie Zombie, White Zombie e Lordi. Punk Horror na veia! Claro, fãs de Danzig, Gwar e qualquer outra coisa de horror vão delirar. Apesar do Horror, o nome da banda foi obtido a partir de uma canção Petra. Apesar do cunho cristão, lá fora não tem essa divisão como aqui. Eles já abriraram para bandas do gênero como Blitzkid, Calabrese, Dope, (ex-Misfits) Dr. Chud's X-Ward, Firstjason que conta com Ari Lehman, o primeiro Jason Vorhees do Friday the 13th/Sexta-feira 13 (ih, fiz essa resenha na virada do dia 12 de junho para o dia 13, sexta-feira 13! E agora?), The Independents, Bobaflex e The Autumn Offering. Musicalmente, eles ainda raspam no chamado Speedy Metal como em Bloodbath, e outras até no Psychoabilly como em Skeletons. Já Screams Of The Voiceless é mais cadenciada e tem um pique quase Street Rock. Você se imagina andando de skate ouvindo-a. Reanimator é Misfits cuspidor e escarrado. Schizofiend também o é, com aquelas paradinhas matadoras em seu começo, descambando para o peso, agressão e rapidez depois. Já Dark Angel é quase Gótica em seu começo, atingindo um Crossover depois de tão rápida, fazendo ofensas a Lúcifer. Bem, cada um, cada um. Já I Wanna Kill You Over And Over Again é quase um Rockabilly, um Punk lentinho, cadenciado, legal musicalmente. Enfim, tire suas próprias conclusões, mas que isso aqui é divertido e que preenche a lacuna que o Misfits deixa, com a frescura no rabo do Danzig em não se reconciliar com a banda, e com Jerry Only não fazer mais um disco novo e em insistir em querer cantar, em vez de remontar o Misfits de maneira séria. JCB – 8,0

Track list:
01 - The Exorcist
02 - Skeletons
03 - Burn, Witch Burn
04 - Bloodbath
05 - Rigor Mortis
06 - Buried Alive
07 - Screams Of The Voiceless
08 - Golgotha
09 - Reanimator
10 - Schizofiend
11 - Dark Angel
12 - I Wanna Kill You Over And Over Again
13 - I, Zombie
14 - Army Of The Dead

THE RAGE
Movie Soundtrack
Midnight Syndicate – imp.
Durante os últimos onze anos, o selo/projeto Midnight Syndicate tem sido tomado vários trajetos mais negros nos cantos da sua imaginação com suas trilhas sonoras para filmes imaginários. Sim, trilhas de filmes que não existem. Agora, em 2008, eles trazem sua música para a trilha sonora de um filme real de horror. O resultado é um CD contendo ameaçador ambientação e assinatura do Midnight Syndicate com atmosfera Dark, misturada com alta octanagem, pulse-pounding ação e de perseguir os temas garantidos para que o seu bombeamento de sangue. Ou seja, de todos os trabalhos do projeto, este é o mais pesado em todos os sentidos. Uma pontuação a um filme real, Rage, o CD, é diferente dos outros lançamentos. O disco é muito mais atmosférico com grande dinâmica de movimentos que estão na seqüência da ação de que é muito intensa, e de alta energia de um horror filme. Um disco de trilha-sonora imaginário e instrumental, não há mais o que falar aqui, apenas a ouvir e se horrorizar. RS – 8,0

BLOOD THIRSTY DEMONS
Mortal Remains
My Graveyard – imp.
Outra banda que é um achado. A Itália tem um grande mercado para a cultura do Terror e do Horror. Eles são o segundo país que mais produziu filmes do gênero, entre outras obra. Dentro do lado musical, abundam trilhas sonoras e de vez em quando sabemos de um grupo que usa da temática do horror, terror, satanismo e magia negra em sua música. Esqueça o “espalhafatoso” (no bom sentido, claro) Death SS. Também fica longe do Black Metal, não tem urros, vocais guturais e a extremidade instrumental do estilo. É Um Heavy Metal, com algo de Hard Rock, algo de Progressivo (não Prog Metal) e algo de Heavy Rock dos anos 70 principalmente. Algumas influências de Uriah Heep são nítidas. Muitos momentos são Doom, como o Pagan Altar e o vocal é atípico, característico, quase caricato, mas assustador e se encaixa perfeitamente na proposta. A banda mostra ainda, parte de influências de bandas italianas que tem essa proposta, ainda que com uma sonoridade um pouco distinta, como o setentista e Progressivo Antonius Rex (que faz músicas como se fossem rituais, muitas vezes em latim) e o mais recente Abysmal Grief, com o seu Doom horror. Os teclados fantasmagóricos com aquele ar de Família Adams e também lembrando qualquer mansão mal assombrada se fazem presentes em todas as faixas. Como citar destaques num disco que na verdade é uma obra-prima? JCB – 10

Track list:
01. Mortal Remains
02. Symphony From The Graves
03. Time To Die
04. Deadly Sins
05. Day By Day
06. Welcome To My Funeral
07. Upon The Cross
08. Roads Of Amenti
09. End Of Days

GEIN AND THE GRAVEROBBERS
Gruesome Twosome
Necro-Tone Records – imp.
Os Gein e os Graverobbers são uma pesada Instrumental Surf banda de Massachusetts. Their influences include Dick Dale, Glenn Danzig, Slayer and Iron Maiden. Suas influências incluem Dick Dale, Glenn Danzig, The Trashmen e claro, Misfits. This is actually a two disc collection of previously released material as it includes their “Songs in the key of evil” album from 2003, “The passion of the anit-christ” album from 2005 and all of the songs off of the now out of print “Humanoids from the deep” seven inch from 2000.Isso mesmo. Pois são Surf, em essência Punk (como muitas bandas de Surf são), bem Metal pois são pesados (ao vivo devem ser um inferno! Devem beirar o Speed Metal e o Fast Hardcore, estilos também do Misfits). Componentes de terror se sobressaem no visual da banda, na gráfica e na sua música, com uma linha bem Dark. Se procuras aquele Surf alegrinho, tradicional, esqueça. A banda também chega a lembrar por vezes o The Cramps, pois no instrumental, as vezes, soa meio Psychoabilly e Rockabilly também (por que não?). Gruesome Twosome é um CD duplo, um 2 em 1, um conjunto de dois discos lançados anteriormente, a saber: Songs in the key of evil de 2003 e The passion of the anit-christ de 2005 (igualzinho ao Surf Music que você ouve por aí né?). O lado zombie é bem abordado aqui, e também o lado mais gosmento, a começar pelo nome da banda, O Gein (que é uma referência ao serial killer Ed Gein, que inspirou O Massacre da Serra Elétrica, de Tobe Hoper). O lado Surf, tem influência de Ventures e em alguns momentos, ouvimos até mariachis! Esta versão ainda vem como bônus o EP Humanoids From The Deep, que estava disponível antes apenas em 7’EP, ou seja em vinil. Uma heresia citar algum destaque aqui, num disco perfeito! JCB – 9,5

Disc One
1.  Season of the Dead
2.  London After Midnight
3.  The Soul Collector
4.  M 
5.  Wolfsbane
6.  A Night On Route 666
7.  Through The Trees
8.  The Devil's Skin
9.  The Crypt Keeper's Holiday
10. Haunted House
11. Transylvania
12. Out of the Shadows
13. Left Hand Path
14. Spectre Stomp
15. Hot Rod Horror
16. Creepshow
17. Changeling Nursery
18. Ghoulardi A Go Go

Disc Two
1.  Invocation
2.  Hungry Grave 
3.  The Phantom of Route 44  
4.  Black Sunday 
5.  Of Gods and Monsters
6.  Brackish Soul
7.  Nine Day Fall
8.  The Creeping Unknown
9.  House of Skulls
10. Unhallowed
11. Severed
12. Gemini
13. Into the Abbey of Thelema

ANIMA MORTE
Viva Morte!
Last Entertainment – imp.
Banda macabra e tétrica. Este single ou MCD ou EP (sei lá), tem apenas três faixas. Sua embalagem é vazada, para possamos ver o CD dentro dela, imitando os antigos compactos 7’EP, singles na época, onde o papelão era vazado e você podia ver o rotulo do vinil, com o nome das faixas, ordem, duração, nome da banda etc. Inclusive, a parte estampada do CD é em relevo, com as ranhuras que os discos de vinil têm/tinham. Viva Morte! é uma ode à morte e ao mundo obscuro pós-vida. São quatro faixas a saber: The Graveyard Plague, End Of The Scourge, Are They Dead Yet? e Viva Morte! Este CD é limitado em 500 cópias apenas, portanto corra para garantir este pedacinho de Terror musical, inpirado em filmes de horror dos anos 70 e 80. Clima soturno, melodias macabras, ótimos para o seu próximo Halloween! JCB – 9,0










MIDNIGHT SYNDICATE
Gates Of Delirium (2001)
Vampyre (2002)
Dungeons & Dragons (2003)
The 13th Hour (2005)   
Out Of The Darkness Retrospective: 1994-1999 (2006)
Halloween CDs – imp.
Esta é uma das resenhas mais difíceis que tive que fazer em toda a minha vida. Apesar de apreciar muito e curtir esse tipo de música, transcrevê-la em um comentário em poucas linhas é tarefa das mais difíceis. Como vou trazer o que está no abstrato para o concreto? Vamos tentar. A Midnight Syndicate é uma gravadora especializada em músicas de Terror, propícias para trilhas sonoras de Halloween e qualquer outra coisa que envolva o Horror. Tanto, que a distribuidora deste selo se chama Halloween CDs. Em cada um destes discos, eles trazem algo de diferente. Todos são CD instrumentais, com climas macabros, tétricos e assustadores.
Em The 13th Flour, com uma capa com um casarão assombrado lembrando as capas dos álbuns Them e Voodoo de King Diamond, já lhe dá uma dimensão do que vai acontecer ao ouvir o disco. A história acontece em uma mansão Vitoriana, com uma família sinistra (The Haverghast Family, que aparecem em Gates Of Delirium – a casa, a história conceitual e sua continuação, bem como suas capas, não remetem as histórias de King Diamond em Them e Conspiracy e em Abigail e Abigail II?). Uma terrível experiência ao lado negro, escuro e sobrenatural. Obviamente, não vou falar a história toda, você terá que ir atrás do seus CD para acompanhar e se amedrontar!
O Dungeons & Dragons, como o nome sugere, (masmorras ou calabouços e dragões), tende para o lado mais épico, fantasioso, onde templos anciãos e subterrâneos, cavaleiros Dark, labirintos misteriosos, tumbas abandonadas e esquecidas e criaturas das profundezas das infra-dimensões, ou seja, clima mais do que perfeito para jogos de RPG com temas épicos, antigos e medievais!
Já em Vampyre, como o nome entrega, eles tentam retratar o mundo dos vampiros, onde criptas abandonadas, cemitérios, sinfonias assustadoras, clima de suspense, horror, mistério, enfim, depois de ouvir Vampyre você vai começar a ficar com medo da noite! O tema é o mais previsível possível, mais esta trilha, até hoje, ninguém sequer se aproximou de perto de criar um clima possível para isso!
Foi em Gates Of Delirium a estréia oficial desse projeto, onde a The Haverghast Family barbariza. Uma mansão escondida no miolo de uma floresta, numa colina. A Asylum Haverghast é o palco para tudo, escondida atrás de copas de árvores centenárias. Chegar lá, só de carruagem, numa vista cheia de morcegos, corujas e crânios e ossos espalhados pelo chão. Por que isso? Vá até lá e descubra sozinho. Descobrir, eu tenho certeza de que você vai, agora, voltar para contar... duvido!
Antes da saga da família Harveghast e da Criptas de Forsaken, eles já tinham lançado várias coisas e este Out Of The Darkness Retrospective: 1994-1999 trás compilados seus melhores momentos, da década e século passado! Aqui, eles trazem as sagas de Midnight Syndicate, Born Of The Night e Realm Of Shadows remasterizadas, algumas regravadas e com faixas extras e outras ainda inéditas ainda não lançadas.
Ligue sua máquina de fumaça, acenda lâmpadas vermelhas, coloque a discografia inteira do Midnight Syndicate no carrossel de seu CD player e aterrorize! JCB

LORDI
The Arockalypse
The End – imp.
A banda de Rock Horror ou Terror Metal da Finlândia está cada vez mais em evidência na Europa, vide o EMA (European Music Awards) do ano passado, onde foi destaque, vencendo cinco categorias: banda do ano, música do ano, disco do ano, banda exportação da Europa e mérito por conceder downloads legalmente. Ou seja, desbancaram todas estas merdas de Black Music americano que infestaram o mundo. Seu visual é um misto de Gwar com Rob e White Zombie, sua música vai dese o Hard dos anos 80 até o Punk do Misfits e Danzig e o Metal de demais bandas obscuras e tétricas, sem ser Black. The Arockalypse vem para colocar a banda em seu devido lugar, no topo da Europa! O Lordi tem ganho repercussão mundial, vencendo o Eurovision do ano passado e este CD é disparado o melhor de sua carreira, apesar dos anteriores serem soberbos também. Bringing Back The Balls To Rock, mostra que eles querem trazer as bolas de volta do Rock (gíria em inglês), num puta Rockão. The Deadite Girls Gone Wild é melodiosa, rápida, um belo Hard Rock de primeira! The Kids Who Wanna Play With The Dead é na mesma linha: guitarras envolventes, com solos memoráveis e riffs certeiros, teclados na hora correta, refrãos pegajosos, cozinha imbatível, e vocal fácil agressivo e melódico ao mesmo tempo! Hard Rock Halleluiah é o hino e single e hit deste disco, mesmo não sendo a melhor faixa. Já em They Only Come Out At Night tem a participação especial de Mr. Udo Dirkschneider (Accept), num puta Heavy clássico, lembrando a banda de Udo no auge dos anos 80. The Chainsaw Buffet é comercial na música, porque na letra, não tem nada de acessível, contando na guitarra com a cortesia de Jay Jay French, do Twisted Sister. Good To Be Bad é quase AOR do terror, e encerrando, Supermonstars, mostrando que Rock e Metal é isso: peso, música de qualidade, rápida, sem ser alegre bobamente e nem choradeira Emo, e com um toque de terror, fica ainda melhor! JCB – 9,5


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