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Guitarrista, cantor compositor e produtor,ao longo de 30 anos de estrada Kim Kehl atuou como sideman em bandas de rock como Lírio de Vidro,  Made in Brazil, Mixto Quente, Nasi & os Irmãos do Blues, Maria Angélica Não Mora Mais Aqui, Abrão & Os Lincolns, Luiz Octavio e os 4 Olho, entre outras, participou de dezenas de discos e acompanhou cantores populares em centenas de apresentações, Brasil afora e no exterior.

RU – Como a banda foi formada?
A banda Kim Kehl & Os Kurandeiros surgiu no início dos anos 90, A princípio uma banda de covers de Blues e Rock’n’Roll com a intenção de acompanhar Kim na noite.
Logo Kim trouxe à banda seu trabalho autoral, com a intenção de gravar um álbum. A iniciativa, no entanto, foi sempre adiada devido à movimentada agenda de Kim como sideman, um dos guitarristas de Blues e Rock mais requisitados de São Paulo nos anos 80 e 90.

RU – Fale dos trabalhos lançados.
Ainda nos 90’s, a banda lançou duas ‘fitas-demo’ em K7, ‘O Kurandeiro’ de 94, com 8 músicas, e ‘Negócios no Interior’, uma edição super especial, com uma capa em cartolina ( com arte de André Araujo) e contendo 3 músicas, de 97.
Essas fitas, independentes, tiveram uma boa acolhida da crítica.
As gravações com Os Kurandeiros foram interrompidas quando em 98, Kim assumiu a guitarra e violões da dupla sertaneja Rick & Renner, com quem excurssionou intensivamente, até 2005.
O 1° álbum em CD da banda, ‘Kim Kehl & Os Kurandeiros’ foi gravado nessa época, entre 99 e 2003, nos intervalos das viagens com a dupla, e além da alta qualidade técnica, conta com um cast estelar de convidados como André Christovam, Luiz Sérgio Carlilni, Johnny Boy Chaves e Hugo Hori, entre outros, além é claro, dos Kurandeiros, Rod Filipovitch, Carlinhos Machado, Sérgio Takara e Nélson Ferraresso.
Além de faixas inéditas, o CD tem músicas de Kim anteriormente lançadas em discos como MIXTO QUENTE (Baratos Afins, 82), bem como das fitas dos anos 90.
O álbum foi lançado em 2004, sem que a banda pudesse excursionar em sua divulgação, a não ser por algumas apresentações pontuais.
Em 2005 Kim largou a dupla, e após alguns algumas aparições avulsas para outros artistas sertanejos (como por exemplo no DVD da dupla Chico Amado & Xodó), retomou a trilha do Rock’n’ Roll com toda a força.
Em janeiro de 2007 começaram as gravações do álbum MAMBO JAMBO, desta vez com convidados como Marcos Ottaviano, Lú Stopa, Ayrton Mugnaini, Edu Gomes, entre outros, além dos Kurandeiros Rod, Nélson e o baterista Fabio Scattone, ex-IRA.
MAMBO JAMBO, que além de músicas inéditas e um elogiado trabalho de produção, conta também com algumas regravações, como ‘Vampiro’ (Lírio de Vidro) e ‘Os Brutos Também Amam’ (Nasi) foi lançado em janeiro de 2009 e tem sido divulgado pela banda de maneira independente, com as novas ferramentas que a internet oferece, com os sites de relacionamento MySpace, Palco Principal, além de shows, entrevistas e aparições na TV.

RU – Fale da cena de sua cidade.
Kim Kehl  & Os Kurandeiros tem se apresentado principalmente em  São Paulo,  fixo em casas como o Magnólia Villa Bar e em outras  dedicadas ao Rock e ao Blues, bem como em festivais como a Feira de Artes da Pompéia.
A cena atual conta com um grande numero de casas especializadas, com boa programação e equipamento, e uma profusão de boas bandas, o que torna o mercado bastante competitivo.
Neste cenário, nossa banda se destaca pela larga experiência e domínio de palco.
O que queremos agora é a estrada.

RU – Fale sobre planos no futuro.
Nosso objetivo é consolidar e tornar viável a banda, conquistar um espaço. Foi um longo  aprendizado, mas agora é hora de aplicar toda essa experiência em uma ‘carreira solo’.
Sabemos que é difícil manter uma formação fixa em uma banda independente.
Os Kurandeiros são agora, antes de mais nada, um repertório e um maneira de tocar.
Permanece a proposta de fazer um Rock em português, como o que me causou impacto quando ouvi pela primeira vez Os Mutantes e o Made in Brazil.
Temos agora condições para compor e gravar nossas músicas, sem limitação de horário, ou de qualquer natureza, são os tempos modernos.
Então, acho que um novo álbum já esta à caminho, não sabemos ainda qual será o formato á ser usado para vender música no futuro, mas o processo de escrever nunca para.

RU – O final é seu!
Poucas são as bandas que contam com um empresário que venda os shows, ou com uma gravadora, que divulgue e financie o trabalho.
E no futuro, serão menos ainda. 
Mas, existe uma grande disposição para tocar, e é claro, uma grande necessidade.
E a necessidade é a mãe da invenção.