SHAMAN
Immortal
Independente – imp.
Renovatti é aquela introdução que virou tópico das bandas de Ricardo (Angra, Shaman antigo e Shaaman), sendo uma faixa completa mesmo, como uma trilha sonora de algum filme. O lado Power Metal vem com tudo na seqüência com Inside Chains, um verdadeiro Power Metal mesmo. Esqueça o Shaman de Reason, com aquele peso do Thrash e densidade do Gótico – Reason lembrou muito o The Dark Ride do Helloween, último álbum decente deles e que tinha as mesmas características: Goth e Thrash (bem como o Endorama do Kreator, o pai de todos em fazer este tipo de Crossover e Fusion). Esqueça também o Shaman de Ritual, que era mais épico, mais “Angra”, mais Melodic e mais Prog. A coisa em Immortal é pesada em todos os sentidos mesmo. Tribal By Blood mostra a força desta nova formação, que assim como a segunda encarnação do Angra revelou talentos relegados ao Underground, o mesmo será feito agora. Esta nova sonoridade remete ao Power Metal europeu atual, mais “Dark” (sem ser Goth como foi Reason), mais denso e em alguns momentos lembra Symphony-X, mostrando um lado mais atual. A faixa-título é um belo de um Prog, e em alguns momentos chega perto do Kamelot. Aliás, os vocais de Thiago Bianchi, que é um dos melhores do Brasil, onde já fez muita coisa boa na sua outra banda, o Karma, remete na escola de Roy Khan. Esta faixa, ainda em sua metade, mostra elementos xamânicos e indígenas. A cadenciada e quebrada One Life mostra a parte mais Prog do negócio, de fato. In The Dark é a balada, não tão bombástica quanto as que Andre Matos fazia, mas muito bonita e sombria. Strength é puro Metal Melódico, sem ser no entanto Happy Helloween” e claro, tinha que ter a frase “carry on” em seu meio (você conhece alguma banda de Melodic Metal que não tenha feito sequer ainda a palavra “carry on”?). Freedom é meio quebrada e tribalizada, remetendo aos bons momentos de Holy Land do Angra. Em Never Yield volta o lado Melodic Metal enquanto The Yellow Brick Road encerra de forma “on the road” quase acústica por completo, calma e viajante. Thiago é um dos melhores vocalistas de nossa cena. Léo Mancini é um dos guitarristas mais técnicos e talentosos de nossa cena, essa que é a verdade, não deixando nada a dever a Kikos Loureiro’s, Rafaéis Bittencout’s e Hugos Mariuttis de nossa cena. Fernando Quesada é um baixista técnico, correto e experiente, já tendo atuado como músico de estúdio em diversos trabalhos e com o seu estúdio, feito várias produções. E Ricardo Confessori, não precisa mostrar toda a sua técnica em todas as faixas e em todos os momentos. Ele guarda para seus solos nos shows. Nos discos, ele sempre fez o que as músicas pediam. JCB – 9,0 |