Atualizado em 15/07/2008

HELLISHTHRONE
Light A Candle For The Dead… And A Torch To Burn Their Corpses
Paranoid Records – nac.
Na ativa desde 2002, a horda paulista (na verdade um duo) Hellishthrone aparece com novo trabalho. A qualidade superior de gravação fará da banda, o próximo grande nome a insurgir na cena Black Metal brasileira. São sete músicas com muita agressividade, criatividade, muitas alternâncias em suas passagens, alternando entre as mais épicas e com alguma melodia até as mais brutais e predatórias. Mas sem perder às raízes do estilo. O lado bom de colocar poucas faixas em um CD é que, se todas as faixas forem de alto nível como é o caso aqui, o CD vai ser muito acima da média, e vai ter melhor resultado do que gravar 15 faixas e só cinco forem legais. Por isso, impossível citar destaques neste álbum, pois ele é muito bom além de homogêneo. Aliás, Light A Candle For The Dead… And A Torch To Burn Their Corpses, possui um dos títulos mais extensos e mais fudidos do Black Metal! Como fato exótico e algo pitoresco, é a faixa Rats Of Envy, que mescla o brutal com passagens acústicas, viajante e com um resultado pra lá de satânico! Light A Candle For The Dead… And A Torch To Burn Their Corpses é o segundo disco da banda, o primeiro no selo Paranoid Records. Com o apoio de um selo sério e que é feito por pessoas do ramo, que realmente entendem de Metal Extremo (e Metal em geral também), esperamos que a banda tenha regularidade em seus lançamentos e que leve sua veia Old School para outras paragens! Afinal, são poucas as bandas que ainda tem influência dos primórdios da cena norueguesa dos anos 90 e que conseguem evoluir, mantendo suas raízes intactas. RC – 8,0

Formação:
Khaos 666 - Vocals, Drums, Guitars, Bass
Filheim III – Guitars

Faixas:
1- Through Everlasting War
2- ...For Those... Iam Not
3- Tears of Blood
4- Everything is Vanity
5- Rats of Envy
6- Only For Wrath
7- Epilogue

SOULRIVER
The Dark Path Of The Fallen Souls
Die Hard – nac.
Bom, a Dia Hard, desde que se instalou como loja na Galeria do Rock em São Paulo, sempre primou por um tratamento de excelência. Quando montou o seu selo, levou essa qualidade para os seus lançamentos, sempre priorizando a qualidade do que a quantidade. Seus lançamentos, sempre de bandas nacionais, foram acima da média, seja pela qualidade das bandas, seja pela qualidade dos discos, aliadas a melhor produção sonora possível e um impecável trabalho de arte gráfica. Mas agora, eles foram longe demais! Já começa no trabalho gráfico. A capa de The Dark Path Of The Fallen Souls é linda e embalagem digipack, mas o impacto que ela dá pessoalmente, é impossível em se descrever com palavras e com imagens no computador. Só pegando na mão mesmo. Só isso já vale o CD, realçado anda pela embalagem ser toda envernizada. Musicalmente, The Dark Path Of The Fallen Souls é o debut do Soulriver, e a banda mistura diversos elementos dentro do Metal, onde prevalece o Heavy Tradicional, difícil não lembrar do Iced Earth. Sim, pois aquelas passagens de Thrash Metal, aliadas a melodias dramáticas e depressivas, quase Doom. O vocal de Andherson Némer, quase sempre limpo, lembrando alguns momentos de Messiah Marcolin (ex-Candlemass) e Robert Lowe (atual Candlemass e também Solitude Aeturnus) e as guitarras, a cargo de Andréas Igorr e Franz Souza, lembram as passagens rítmicas típicas de Jon Schaffer (Iced Earth). A semelhança (ou influência sadia) é vista ainda na capa do disco, sendo a figura central muito semelhante à antiga mascote da banda. Os temas exploram o abismo da mente humana e os infinitos caminhos da alma, em temas inteligentes, intrigantes e ameaçadores. Não cito faixas de destaque, pois The Dark Path Of The Fallen Souls é um álbum que beira a perfeição e desde já, o melhor disco de Metal nacional de 2008! E duvido que saia algum disco melhor nesta segunda metade do ano! JCB – 9,5          

Faixas:
1. Redeemer
2. The Sign of the Spawn
3. Walls of Glass
4. Shadow s King
5. Black Sparrows
6. Empty Eyes
7. Tehruss n Gaarak
8. The Soulriver (The Six Passages)
9. Fallen Souls (The Darkest Truth)

DEATH SLAVE
Valley Of Mirror
Die Hard – nac.
A banda paulista é velha conhecida nossa, tendo já inclusive sendo cadastrada em nosso sistema de divulgação de bandas independentes. Agora, merecidamente, chega ao segundo álbum, Valley Of Mirror, fazendo Heavy Metal com elementos progressivos, agressividade e melodias sombrias. Soa como um estilo atual onde muitas bandas, de Heavy, para sair da mesmice e da pasmaceira da Melodiquice de muitas, já que o Heavy hoje tem fundido elementos Tradicionais com Thrash, Prog e Dark, resultando em muita técnica, peso, agressão, algo virtuoso e temas sombrios. Os paulistas do Death Slave anunciaram seu novo vocalista às vésperas deste lançamento do novo disco, e quem assume o posto de front-man é Vitor Pacheco. O tema principal de Valley Of Mirror é a religião e as conseqüências que ela provoca na humanidade atual, está em fase final de produção. Ou seja, tema mais atual e mais apropriado ao Metal, impossível! A banda só peca por uma capa muito simples. Mas a música aqui contida repara essa falta e com sobra! Destaca-se o bom trabalho da dupla de guitarristas Bruno Sampaio e Tiago Pescarolo, remetendo aos solos dobrados e duelos, tão característicos do Metal Tradicional. Destaque para as faixas The 7th Prophecy, Temple Of The Damned e a faixa-título. Mais uma banda a galgar o longo e árduo caminho do reconhecimento dentro da cena nacional! RS – 7,5

Faixas:

1. Draven s Sign
2. The Crow
3. Demonic
4. Valley of Mirror
5. The 7th Prophecy
6. Temple Of The Damned
7. Eagle Man
8. The Hall of Strang Illusions
9. The Ghost of Pain
10. Kings of Steel
11. Sea of Dreams

MYATAN
Dreams Of Gods And Men
Azul Music – nac.
O novo álbum da banda brasileira de Progressive Metal, Myatan, Dreams Of Gods And Men, é fruto de meses de gravações, composto por 12 músicas inéditas. O material gráfico já impressiona. A capa é linda, em tons de azul turquesa mesclados com a cor prata (não branco, mas prateado!). Impossível retratar a imagem no computador, só vendo e adquirindo o CD mesmo. A masterização de Dreams Of Gods And Men ficou por conta de James Mason, do Ohio Songmastering Estúdio (nos Estados Unidos), que já trabalhou com o Jon Anderson (Yes), Kansas, Journey, Supertramp, etc. Ou seja, de Progressivo, o cara entende, pois já produziu a nata do estilo. A capa, tão elogiada pro nós, é obra do norte- americano J.K. Potter, que já criou imagens para Gezzer Butler (baixista do Black Sabbath, em sua banda solo, o Industrial GZR), Cradle Of Filth, Dream Theater, entre tantos outros. O encarte ainda contém um lindo trabalho além das letras de todas as músicas. Pois tem banda que capricha na capa, mas no encarte relaxa, o que não é o caso aqui. Enfim, Dreams Of Gods And Men é um disco memorável para nosso cenário, com músicas acima da média, e produção (gráfica e sonora) de nível internacional! Destaques para The Mind Abyss, Torment In Sky Rise, A Life In A Thunderstorm e a faixa-título. RS – 8,5

Faixas:
1- Equilíbrio
2- The Mind Abyss
3- Torment In Sky Rise
4- Realms of Injustice
5- Forever And Ever
6- Lapse of Reason
7- Inside Mágica
8- A Life In A Thunderstorm
9- Dreams of Gods And Men
10- Throughout Madness
11- A Soul of Mine
12- The Unknown

KAMALA
Kamala
Overload Records – nac.
A banda foi formada em 2003, e em novembro de 2005 levou à gravação da demo Corrosive. A banda, ainda desconhecida de parte do público, já tocou ao lado dos maiores nomes do Thrash Metal nacional, como Torture Squad, Claustrofobia e o Total Death do Equador. Enfim, veio o debut auto-intitulado. No início de 2007 veio a estabilização do grupo, com a volta do baterista Nícolas Andrade. Foi quando entrou em cena Ricardo Piccoli, um dos principais nomes entre os produtores especializados em Heavy Metal no Brasil, que já tocou em várias bandas, a última delas e a mais famosa atualmente, o Gothic Metal do Sunseth Midnight. Ele já produziu Venin Noir, Dead Nature e Scars Souls, e agora foi a vez do Kamala que entre junho e setembro de 2007, produziu, mixou e masterizou o disco em seu estúdio em Campinas. Kamala, o disco, tem 14 faixas, incluindo as cinco da demo regravadas, mostrando que a banda faz a ponte exata do Thrash Old School, seja ele da Bay Area, seja o nosso brasileiro mesmo, mais tribal e mais latino. A arte gráfica foi criada pelo designer Luiz Felipe de Moura, inspirada no hinduísmo e baseada no nome da banda, sendo Kamala é uma deusa hindu (apesar do barulho e da agressão, a banda mostra um lado esotérico e transcendental). Um trabalho caprichado graficamente (afinal, não adianta só a banda ser boa musicalmente, o disco tem que ser caprichado e seduzir o fã a comprá-lo). Destaque para as massacrantes Brainwash (excelente e bangueante), System Army (letra inteligente), What Doesn’t Kill e Corrosive. RC – 8,0

Faixas:
1 - Intro
2 - Genocide
3 - Brainwash
4 - Tired
5 - Angel
6 - System Army
7 - What Doesn’t Kill
8 - Endless
9 - Take Away
10 - Shame
11 - Pride
12 – Sweeping
13 - Corrosive
14 - Better Gun

SHAMAN
Immortal
Independente – imp.
Renovatti é aquela introdução que virou tópico das bandas de Ricardo (Angra, Shaman antigo e Shaaman), sendo uma faixa completa mesmo, como uma trilha sonora de algum filme. O lado Power Metal vem com tudo na seqüência com Inside Chains, um verdadeiro Power Metal mesmo. Esqueça o Shaman de Reason, com aquele peso do Thrash e densidade do Gótico – Reason lembrou muito o The Dark Ride do Helloween, último álbum decente deles e que tinha as mesmas características: Goth e Thrash (bem como o Endorama do Kreator, o pai de todos em fazer este tipo de Crossover e Fusion). Esqueça também o Shaman de Ritual, que era mais épico, mais “Angra”, mais Melodic e mais Prog. A coisa em Immortal é pesada em todos os sentidos mesmo. Tribal By Blood mostra a força desta nova formação, que assim como a segunda encarnação do Angra revelou talentos relegados ao Underground, o mesmo será feito agora. Esta nova sonoridade remete ao Power Metal europeu atual, mais “Dark” (sem ser Goth como foi Reason), mais denso e em alguns momentos lembra Symphony-X, mostrando um lado mais atual. A faixa-título é um belo de um Prog, e em alguns momentos chega perto do Kamelot. Aliás, os vocais de Thiago Bianchi, que é um dos melhores do Brasil, onde já fez muita coisa boa na sua outra banda, o Karma, remete na escola de Roy Khan. Esta faixa, ainda em sua metade, mostra elementos xamânicos e indígenas. A cadenciada e quebrada One Life mostra a parte mais Prog do negócio, de fato. In The Dark é a balada, não tão bombástica quanto as que Andre Matos fazia, mas muito bonita e sombria. Strength é puro Metal Melódico, sem ser no entanto Happy Helloween” e claro, tinha que ter a frase “carry on” em seu meio (você conhece alguma banda de Melodic Metal que não tenha feito sequer ainda a palavra “carry on”?). Freedom é meio quebrada e tribalizada, remetendo aos bons momentos de Holy Land do Angra. Em Never Yield volta o lado Melodic Metal enquanto The Yellow Brick Road encerra de forma “on the road” quase acústica por completo, calma e viajante. Thiago é um dos melhores vocalistas de nossa cena. Léo Mancini é um dos guitarristas mais técnicos e talentosos de nossa cena, essa que é a verdade, não deixando nada a dever a Kikos Loureiro’s, Rafaéis Bittencout’s e Hugos Mariuttis de nossa cena. Fernando Quesada é um baixista técnico, correto e experiente, já tendo atuado como músico de estúdio em diversos trabalhos e com o seu estúdio, feito várias produções. E Ricardo Confessori, não precisa mostrar toda a sua técnica em todas as faixas e em todos os momentos. Ele guarda para seus solos nos shows. Nos discos, ele sempre fez o que as músicas pediam. JCB – 9,0

THREAT
Heaven To Overthrow
Voice Music – nac.

Com os trabalhos finalizados, o grupo Threat já está divulgando o seu novo disco, Heaven To Overthrow. Demorou mais saiu. Merecido! O trabalho foi gravado, mixado e masterizado no Mr. Som Studios, em São Paulo, e produzido pela banda e por Heros Trench, guitarrista do Korzus e responsável por várias produções de bandas atuais do cenário Metal nacional, ao lado de Pompeu, vocalista do Korzus, dono do Mr. Som e responsável pela produção de dezenas de discos nacionais. Heaven To Overthrow traz 13 faixas demolidoras. O Threat é formado por Wecko Mainente (vocal e guitarra), Fabio Romero (baixo e vocal), André Curci (guitarra) e Edu Garcia (bateria). A banda foi formada em 2001 e já tem três EPs lançados: Threat (2002), Special Edition EP (2003) e Headswitch (2005). Influências de Anthrax, Suicidal Tendencies, Biohazard e Machine Head são perceptíveis. Ou seja, banda que passeiam pelo Thrash (Anthrax), Hardcore (Suicidal Tendencies), Crossover (Biohazard) e Modern Metal (Machine Head). Apesar de tantas influências e de um caldeirão de estilos, percebe-se que se trata de uma banda com um som bem urbano, bem de rua mesmo, ainda mais da caoticidade de grandes centros urbanos. A banda conseguiu um estilo singular ao longo dos anos. Heaven To Overthrow tem13 faixas com muito groove, melodias marcantes e um bom trabalho de vozes. As vezes a banda esbarra no moderno Metalcore, que é o que estas influências denotam. Destaques para Dá Headswitch, Out Of Sigh, Out Of Mind com solo de Heros Trench, do Korzus, Deadman e My Enemy, estas duas últimas a com solo de Hugo Mariutti (Andre Matos, ex-Shaman). Realmente uma banda cosmopolita e antenada com o que rola nas grandes cidades do mundo todo, e para esse tipo de sujeira, sua cidade, São Paulo, tem inspiração de sobra! RC – 8,5         

Faixas:
01. Intro
02. Headswitch
03. Out Of Sight, Out Of Mind
04. Heaven To Overthrow
05. Deadman
06. Ready
07. Alone Once Again
08. My Enemy
09. Scars
10. 15 Years
11. One Man Stand
12. From Sunset To Sunrise
13. Moving On

BARANGA
Meu Mal
Voice Music – nac.
Talvez a Baranga seja a maior representando do verdadeiro Rock’n Roll paulista, honrando o nome de bandas desde as do bairro da Pompéia (Made In Brazil, Mutantes, entre outras) até Golpe de Estado e etc. a banda continua com aquela linha, manjada, mas legal e funcional, de discos anteriores, como Barangae Whiskey do Diabo. Rock, Hard Rock, Roll, Blues e etc. Tudo regado a malícia, sujeira e coisas da noite e do Rock’n Roll (que todos vocês já sabem). Deca e Xande continuam legal nas guitarras, Xande ainda com vocal bem grave, grosso, rude, estilo Lemmy do Motörhead, Soneca vai bem com seu baixo, bem marcado e com swingue e o legendário Paulão que marcou história no Centúrias, Firebox (banda que revelou Luis Mariutti, que o levou para o Angra, atpé então), Cheap Tequila e etc. Mais uma produção no estúdio Mr. Som com Heros e Pompeu do Korzus, Meu Mal vai marcar a barreira da banda. Parabéns para a Voice Music que aposta pesado no Metal nacional! RS – 8,0        

Faixas:
01. Filho Bastardo
02. Meu Mal
03. Frango, Farofa e Cachaça
04. A noite Inteira
05. Fuego Del Inferno
06. Garota Rocker
07. Não Mora Mais Aqui
08. Na Contra-Mão
09. Predador
10. A Vida é Uma Só

LÁPIDE
Over The Grave
Voice Music – nac.
Vovó já dizia, o Brasil é a capital mundial do Thrash Metal. Quantas bandas de qualidade não surgiram daqui? Agora temos mais um rebento, o Lápide. Over The Grave é o segundo álbum da banda gaúcha (Porto Alegre). Confesso a vocês que só conhecia esta banda de nome, e não ouvi o primeiro disco, não tive acesso. Influências de Pantera aparecem, desde os vocais rasgados até aquelas guitarras pantéricas. Mais um disco produzido por Pompeu (Korzus), que soube explorar bem o estilo dos caras. Aliás, no que se refere a Thrash Metal, Pompeu tem doutorado! Destaques para Prisioner Of The Past, Human Hunt, Bleeding Soul com participação do vocalista Vitor Rodrigues do Torture Squad e Insane Society com a participação do vocalista Nando Fernandez do Hangar. Ainda, em algumas faixas, o próprio Pompeu faz vocais também e o seu fiel escudeiro, parceiro no Korzus, no estúdio e nas produções, o guitarrista Heros Trech, toca em outras. A banda enfim é Rogério Pires (guitarra e vocal), Eduardo Martinez (guitarra), Gustavo Strapazon (baixo) e Hercules Priester (bateria – irmão do “ómi” Aquiles). Confira.
RC – 7,0

Faixas:
1. Cleaning The Congress (Special Guest: Heros Trench KORZUS)
2. Prisioner Of The Past
3. All You Can Buy (Special Guest: Mercello Pompeu KORZUS)
4. Human Hunt
5. Bleeding Soul (Special Guest: Vitor Rodrigues TORTURE SQUAD)
6. Alone IN The Crowd (Special Guest: Mercello Pompeu KORZUS)
7. Home War Drug Rules
8. Mortal Dance
9. Insane Society (Special Guest: Mercello Pompeu KORZUS & Nando Fernandes HANGAR)
10. The Final Dictator

HOLLOWMIND
Soundscape Of Emotions
Die Hard – nac.          
A capa de Soundscape Of Emotions já impresisona. Linda! A produção gráfica (arte by Gustavo Sazes - Dr. Sin, Eterna, Hargos, Ancesttral) é matadora, e tudo isso no formato digipack, já nos faz olhar para este CD com um carinho especial. O Hollowmind é paulistano e debuta logo de cara pela Die Hard, a gravadora que mais aposta no Metal Nacional. A banda (pasmem) é um trio, formado por Roberto Gutierrez (baixo e vocal), Alexandre Silveira (guitarra) e Felipe Gomes (bateria), e eles mesclam de forma elegante, inteligente e inventiva, o melhor do Heavy Metal com o Rock Progessivo. Preferimos dizer isso que simplesmente dizer que são Prog Metal, devia a sua peculiaridade em sua música. Soundscape Of Emotions foi produzido por Udo Stramm e tem dez faixas. A temática de Soundscape Of Emotions é de diversos sentimentos humanos, numa espécie de Metal psicológico, tão usado em banda de Prog Metal, fazendo do CD, além de técnico, bem sombrio. O disco já estréia com vários músicos convidados de importância, como José Cardillo (Eterna e Abstract Shadows) e Kadu Averbach (Wizars), entre outros. A arte do digipack ficou a cargo do renomado Gustavo Sazes (DR. SIN, ETERNA, HARGOS, ANCESTTRAL). Musicalmente, sem destaques individuais, apenas a dizer que estamos de um grande disco e para mim, dentro dos lançamentos nacionais, é o melhor de 2008. RS – 8,5

Faixas:
1. Cry (The Song of Nonconfirmism)
2. Future Black (The Song of Hopelessness)
3. Beyond the Distance (The Song of Confidence)
4. Shallow Room (The Song of Introspection)
5. The River (The Sonf of Affection)
6. Shame on Youth (The Song of Disbelief)
7. When the Heaven s Enrage (The Sonf of Righteousness)
8. Inner Strength (The Song of Frustation)
9. Days of Dying Peace (The Song of Anguish)
10. Fleeing Soul (The Song of Deliverance)

THE ORDHER
Weaponize

Encore – nac.
Mais uma aposta certeira da Enopre no Metal nacional. Mais uma banda gaúcha, desta vez de Death Metal. A banda foi formada em 2005 por alguns nomes experientes no cenário nacional, como Fabiano Penna (G), ex-Rebaelliun (a única banda que chegou a ameaçar o posto do Krisiun e que chegou a ter um bom nome fora do Brasil) e atualmente está no Andralls e os também ex-Nephasth Fábio Lentino (B/V) e Maurício Weimar (D). Ou seja, o background deles dispensam apresentações, como destaque ainda, o grupo ser mais um trio. O Brasil deve ser o país com maior número de trios do mundo (de tanto material que a gente recebe, a maioria gringo, você não vê mais bandas lá de fora com esse tipo de formação). E como outros casos brasileiros, a banda detona, e faz um som tão cheio e completo, que você duvida que seja apenas três caras que promovem tal massacre, mas é! Sendo assim, apesar de Weaponize ser um debut, de longe tem cara de debut. Já tocaram com Vader, Deicide, Cannibal Corpse, Krisiun e Hate Eternal, pegando muita influências destes caras. Eles optam aqui, em vez de partirem para o Brutal Technical Death Metal, eles partem para o Death Old School, remetendo às bandas da Flórida. Apesar disso, eles carregam toda a sua técnica, produzindo músicas mais legais do que espantosas do tipo “os caras tocam pra caramba”. Aqui, eles abusam das alternâncias entre passagens ultra-velozes com outras mais cadenciadas e mais tarimbadas. Destaques para as esmagadoras Blessed Be All Wars, You´ve Become My Enemy, Rise e a ultra-sônica Shot (mais rápida que o aposentado avião francês Concorde). Torçamos para que alcem sucesso internacional, como o Rebaelliun estava conseguindo alçar! RC – 8,5

Faixas:
01. Weaponize
02. You’ve Become My Enemy
03. The Poison
04. Rise
05. Won’t Stand Behind The Line
06. These Hatred Deeds…
07. Father
08. Shot
09. Through The Walls
10. When The Storm Arrives
11. Blessed Be All Wars

LIAR SYMPHONY
Choosing The Live Side
Encore – nac.
A banda de Guarulhos já se tornou veterana na cena Metal brasileira. Vários discos de estúdio e agora chegam com seu primeiro ao vivo. Me diga quantas bandas nacionais hoje tem cacife para lançar um disco ao vivo? Você conta nos dedos da mão esquerda do Lula. É isso mesmo! Choosing The Live Side foi feito na turnê em que promovia o último disco de estúdio da banda, Choosing Your Side e mostra que a mesma evoluiu muito tanto tecnicamente, como em postura e desenvoltura de palco. Eu os vi abrindo para o Saxon em 2002 no antigo Palace e a banda mudou muito, e para melhor. A banda mostra muita técnica e caminha para o lado mais forte do Prog Metal do que do Power Metal apenas, evolução natural pela técnica do grupo. Lançados no passado pela falida Megahard, o estopim foi a nula promoção para Spirit Machine, de 2004. Como o anterior, o excelente The Symphony Goes On datava de 2001, ficou um grande hiato até Choosing Your Side de 2006, o que parou um pouco o nome da banda, que volta a ter evidência agora. Seu líder, o guitarrista Pedro Esteves é um dos maiores do Brasil em seu instrumento. O restante do grupo, que sofreu algumas modificações ao longo dos anos, foi a contento na gravação de deste ao vivo. Set list bem escolhido (foi feliz a seqüência, coisa que poucas bandas nacionais sabem fazer), arte gráfica primorosa, produção feita pelo próprio Pedro Esteves muito bem feita. Os destaques aqui são Lie, After Life, Revolution, A Flying Device entre tanto. Excelente! RS – 9,0

Faixas:
01. The Shine
02. Lie
03. After Life
04. Die But Don’t Lose
05. Humanquiná/Lonely Track
06. Revolution
07. A Flying Device
08. Look At The Sign/ Nightmare
09. Choose Your Side
10. To Be About To Die
11. Soldier’s Dream 2007


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