Atualizado em 07/03/2010
KAMALA
Fractal
Free Mind – nac.
A banda foi formada em 2003, e em novembro de 2005 levou à gravação da demo Corrosive. A banda, ainda desconhecida de parte do público, já tocou ao lado dos maiores nomes do Thrash Metal nacional, como Torture Squad, Claustrofobia e o Total Death do Equador. Enfim, veio o debut auto-intitulado. No início de 2007 veio a estabilização do grupo, com a volta do baterista Nícolas Andrade. Agora com Fractal de 2009, e com o novo guitarrista Andreas Dehn, a banda ainda continua Thrash Metal como debutou, mas evoluindo para um outro nível. Com mais melodias e numa linha mais atual, antenado com o que rola na Europa no momento. O vocalista e também guitarrista Raphael Olmos berra como um louco, numa das maiores gargantas para este tipo de música no Brasil. Talvez, ele pudesse explorar ainda mais musicalidade e ao vivo, se só cantasse e a banda tivesse um outro guitarrista. Percebe-se que a banda quis fazer “o disco”, com todos os cuidados possíveis na produção dele, bem como nos detalhes minuciosos nas composições. Falando em produção, e repetindo o sucesso do debut, chamaram novamente o produto Ricardo Piccoli, um dos principais nomes entre os produtores especializados em Heavy Metal no Brasil, que já tocou em várias bandas, a última delas e a mais famosa atualmente, o Gothic Metal do Sunseth Midnight. Ele já produziu Venin Noir, Dead Nature e Scars Souls, e agora novamente foi a vez do Kamala que entre junho e setembro de 2007, produziu, mixou e masterizou o disco em seu estúdio em Campinas. Já fizemos a apresentação, agora é com você! Formação completa: Raphael Olmos (V/G), Andreas Dehn (G), Adriano Martins (B) e Nícolas Andrade (D). RC – 8,5

Faixas:
1. Consequences
2. Stand On My Manger
3. Purify
4. The Fall
5. Push
6. What is that?
7. In Others Mind
8. Determination
9. No Turning Back
10. Fractal
11. Stillbirth

ANDRE MATOS
Mentalize
Azul Music – nac.
O nome Andre Matos é mais que uma lenda é uma realidade, uma instituição. Sim, tudo o que o cara fez com Viper ele já seria cult até hoje. Depois com o Angra, nosso orgulho nacional. Com o Shaman, a longevidade de sempre estar disposta a recomeçar. Agora em carreira solo, já tem dois discos em 2 anos. Sem contar o Virgo, num anexo Pop em sua carreira e várias participações, a maior de todas no Avantasia, fazendo parte da banda de palco. A banda de agora é André Hernandes, Luis Mariutti (fiel escudeiro no Angra e Shaman e agora na banda solo), Hugo Mariutti (mano do Luis e Shaman), Fabio Ribeiro e Eloy Casagrande (o garoto revelação – o moleque senta o braço! O CD foi mixado e masterizado no Gate Studio, em Wolfsburg, por Sascha Paeth e Miro Rodenberg (como quase sempre Mr. Matos faz). As gravações ocorreram durante os meses de maio, junho e julho no Brasil e na Alemanha. Agora, André está na Azul Music, um selo especializado em Jazz e Blues e que lançou aqui muita coisa de guitarristas (Steve Vai, Stanley Jordan, etc.). Sim, o nome dele pesa para negociar com gravadoras. Com o Viper, Mr. Matos passou pela Eldorado, pelo Angra também Eldorado, depois Paradoxx, com o Shaman, pela Universal e Deck Disc e solo, distribuição da Universal e agora Azul Music. Mentalize tem tudo para ter mais sucesso que seu antecessor e debut solo Time To Be Free. Agora está numa gravadora, não é só distribuição. Em Time To Be Free demorei quase um ano para receber o promo, por diversos motivos burocráticos da distribuidora. Agora, recebei em poucos dias (e o mesmo deve se estender ao restante da imprensa). Time To Be Free foi um disco concebido no meio do caos, situações parecidos com Fireworks (Angra) e Reason (Shaman). Agora as coisas estão mais estabilizadas e isso refletiu nas composições. Qualitativamente, ambos são equivalentes, com alguma vantagem para o atual. Porém o lado mental, até para distribuir as músicas no CD, para que o mesmo tenha uma seqüência e uma musicalidade (todo disco precisa ter isso, mesmo os não-conceituais). Ou seja, agora Mr. Matos tem mais repertório para tocar ao vivo (já são dois discos solo) ficando uma pitada apenas para suas ex-bandas. Andre, se compara com Ozzy nesse lance de mudar de banda, mas eu o comparo com o Dio. Pois o mesmo, tocou com Elf, Rainbow, Black Sabbath e só depois partiu para carreira solo. O encarte é vazado, com um tipo de roda ou lamina, do qual em seus buracos, vê-se o CD em cor metal abaixo. Mais Metal impossível! Leading On abre bem estilo Shaman, um belo Power Metal Melódico, característico e propício para abertura de discos. I Will Return é quase Hard Rock, com uma veia com muita influência de AOR, melódica, pegajosa, mostrando como Andre Matos é um dos melhores compositores de Heavy Metal do mundo! A música é fabulosa, algo comercial e acessível sim, e conta ainda com um lindo solo de guitarra! Aliás, esta faixa tem algo de Virgo, projeto Rock Pop de Matos com Sasha Paeth. Someone Else em algumas batidas que se não são tribais, remetem àquela sonoridade brasileira. Shift The Night Away é um Speedy Metal característico de todas as bandas que Andre passou. Back To You é uma majestosa balada, que se tiver investimento da gravadora, pode até tocar nas rádios e ter o mesmo patamar de Lisbon (Angra - Fireworks) ou Fairy Tale (Shaman, que foi tema do vampiro Boris, da novela O Beijo do Vampiro). Potencial para isso tem! A faixa-título tem aquele lado anos 80, daqueles Heavy’s clássicos, quase como hinos, com influência de Queensrÿche pré-Operation Mindcrime. The Myriad é mais Shaman, com aqueles climas e atmosferas típicas desta fase de AM. When The Sun Cried Out seria a menos legal até agora. Já Mirror Of Me é outro momento certeiro, direto e acessível com levadas contagiantes. Violence mescla tudo, desde uma bateria quase Thrash, riffs de NWOBHM, passagens cadenciadas épicas, melodia Prog Metal (sem as quebradeiras) é uma das melhores faixas do CD e um dos melhores momentos da carreira de Andre Matos! Sim! Depois que o outrora menino prodígio fez no Viper, Angra e Shaman, em sua carreira solo, continua com inspiração e talento! Esta faixa mescla momentos melódicos, com outros caóticos, quebrando do nada para apenas piano. Fantástica! A Lapse In Time é uma balada, com voz e piano o tempo todo, e pude sentir uma influência de Beatles e Paul McCartney aqui. Quebrando todo o ritmo, da balada quase celestial, vem o Melodic Speedy Power Fucking Metal de PowerStream, que apesar de uma estrutura já usada a exaustão, ainda Matos encontrou lugar para caber sua inspiração, sendo uma faixa legal. Encerrando, me assustei com Don't Dispair. Peguntei pra mim mesmo, que cacetada é essa? Me parecia familiar e descobri que é uma regravação da música que o Andre compôs para o Angra e que está presente na Demo Reaching Horizons da banda). Ou seja, Andre Matos é o músico mais completo do Brasil, um dos melhore vocalistas, senão o melhor, um dos melhores vocalistas, talvez o melhor e variado. Sabe compor baladas, Power Metal, tudo! Sem soar caricato, datado, repetitivo e sem também sair totalmente do Heavy Metal, como muitos tem feito. Ele sabe evoluir, reciclar e mudar dentro do seu estilo! JCB - 10

01. Leading On
02. I Will Return
03. Someone Else
04. Shift The Night Away
05. Back To You
06. Mentalize
07. The Myriad
08. When The Sun Cried Out
09. Mirror Of Me
10. Violence
11. A Lapse In Time
12. PowerStream
13. Don't Dispair

HANGAR
Infallible
Dynamo – nac.
Infallible já é o quinto lançamento da banda gaúcha, que ficou mais famosa por ser do baterista Aquiles Priester, que saiu do Angra. Mas a banda não vive só de Aquiles, o Hangar conta com o vocalista Humberto Sobrinho, o guitarrista Eduardo Martinez, o tecladista Fábio Laguna e o baixista Nando Mello. Nestes cinco discos, todos são distantes entre si e Infallible considero o disco mais “comercial” da banda, com algumas baladas, uma orientação mais Hard do que Prog e passagens mais clean. Mas claro, o que ainda sobressai é o Heavy Metal e ainda, algo de Thrash. Acho legal um disco diversificado, mas Infallible chegou ao extremo. Pelos momentos mais Speedy Power Metal Melódico temos The Infallible Emperor (1956), A Miracle In My Life e The Garden. Ambas com os bumbos no talo, vocais agudos, ou seja, aquele típico som que a banda sempre fez e a maioria de Melodic Metal. Já Some Light To Find My Way e Handwritten são mais Thrashy. O álbum conta com dois covers. 39, do Queen, e Mais Uma Vez, de Renato Russo (Legião Urbana) e Flávio Venturini (14 Bis), com participação do pessoal do Roupa Nova. Nada contra e tudo a favor, pois admiro e respeito todos os citados, mas seria isso um direcionamento mais Pop para a banda no futuro, algo como fez o Viper anos atrás em Tem Pra Todo Mundo, disco de Pop Rock em português? RS – 8,0

Faixas:
01. The Infallible Emperor (1956)
02. Colorblind
03. Solitary Mind
04. Time to Forget
05. A Miracle in my Life
06. The Garden
07. Dreaming of Black Waves
08. Based on a True Story
09. Handwritten
10. Some Light to Find my Way
11. 39 (bônus)
12. Mais uma Vez (bônus)

STEELY HEAVEN
Far Beyond Heaven...Right Before Hell
Independente – nac.
Este é o primeiro full-length lançado pela banda carioca Steely Heaven, com uma ótima produção, tanto musical como gráfica. A banda defende o Heavy Metal Tradicional, com influências tanto da NWOBHM quanto US Metal, mas pende mais para o lado europeu! Se os músicos não são o Dr. Sin em termos de virtuose, mas são muito técnicos. Tudo aqui é bem feito e algumas das faixas têm boas idéias e funcionam mesmo! Claro, ainda algo de Heavy Metal Melódico ou Power Metal alemão. Algumas faixas têm teclado e deixam uma aura as vezes Prog, as vezes Classic dos 70’s. Destaques para as faixas Battle Of Angels, Arising Freedom, M.W.N.D (o que seria isso?), Flying With An Angel e Holy Light (The Final Battle). Ainda é um CD verde e a banda ainda sta crua, mas nada como anos de estrada, para melhorar isso. Potencial Bernardo Lepore (V), Robb St (G/K), Vin Maia (G), Luiz F. Pagotto (B) e Marcelo Santos (D) tem!  RS – 8,0

Faixas
01. Lexicon (intro)
02. Battle of Angels
03. Last Cry
04. Dark Fate
05. Arising Freedom
06. R.I.P.
07. Face the Fear (Turn to Fray)
08. Flying with an Angel
09. Holy Light (the Final Battle)
10. M.W.N.D.

CLAMUS
Frontiere
Independente – nac.
A banda cearense Clamus já tem dez anos de estrada, e velha conhecida nossa, desde os tempos das demotapes em K7. Seu Press Kit, contém um DVD com clipes e dados em uma caixa decorada com temas ligados ao álbum, além do “informativo”. Realmente matador! Musicalmente, a banda executa um Thrash Death Metal visceral, bruta e mais maduro em seu segundo disco. A produção é moderna e som está antenado ao que está rolando na Europa. A banda está pronta para estourar, alguém precisa enxergá-los, pois se geograficamente eles estão mais perto da Europa do que nós do Sul, economicamente, eles estão mais distantes. Detalhe inusitado é a alternância de línguas portuguesa, francesa e inglesa, feitas por integrantes distintos da banda. Comercialmente pode ser um tiro no pé, mas que ficou exótico, isso ficou! Destaques para Pétrea (com clipe), Abstratas Demandias e Entr´acte. Sem inovações, a não ser nas línguas, que mostra uma musicalidade diferente para ambas, temos mais um bom disco que em nada perde para a media dos lançamentos da Metal Blade, por exemplo. Lucas Gurgel (V/G), Joaquim Cardoso (V/G), Felipe Ferreira (V/B) e Clerton Holanda (D). RC – 8,0

Faixas:
01. Pétrea
02. Abstratas Demandias
03. Irruption
04. Mersault
05. Entr´acte
06. La Frontière
07. Desir
08. Sympatia Malevolens
09. Mid Term

ATHEISTC
Killing My Religion
Averunus Records – nac.
Mais um projeto Dilpho Castro, proprietário da Avernus Records e também líder do Silent Cry. Se o SC prima mais pelo Doom e Gothic Metal, aqui a coisa vai mais pelo Black Metal, ainda que com influências destes dois estilos. É incrível, mas são duas bandas distintas! Bem diferentes! Muitos caras que têm dois projetos não conseguem desassociar com facilidade um do outro, mas Dilpho consegue. Embora eu seja muito mais fã do SC, que acompanho a mais de uma década, o Atheistc é um bom projeto. O duo é completado Joyce Vasconcelos (Tecladista e Vocalista) e é uma espécie de Lacrimosa, só que bem mais Brutal. Na verdade, este grupo já é uma banda de fato, e não apenas um projeto paralelo. O segundo álbum de estúdio, intitulado Killing My Religion, segue a mesma linha do seu antecessor, The End Of The Cristian Age. Mais maduro, bem acabado, melhor produzido e executado. Se em The End Of The Cristian Age Dilpho ainda procurava um norte para a horda, em Killing My Religion o encontrou. Ao contrário do SC, que muda semestralmente de vocalista (espero que ele não me bata por isso – quando fiz essa brincadeira com Morten Veland, ele só não me bateu, pois a entrevista foi por telefone),o Atheistc jamais mudou de formação, Joyce Vasconcelos continua firme e forte. O Black Metal Sinfônico vai agradar fãs de Dimmu Borgir, Cradle Of Filth e demais congêneres vampíricos. Adquira também esta pérola do nosso Metal Underground! Destaques? Difícil, o disco soa coeso e homogêneo, para se ouvir do começo ao fim. Se você pular uma faixa, perde a seqüência. JCB – 8,0
 
Faixas:
01. Xababa
02. Glory Of Armageddon
03. Killing My Religion
04. Lady Of the Night
05. Last Kiss
06. True God
07. Apostasy
08. Cry Not As You Die
09. Heretic Future

ANSATA
Crux Ansata
Independente – nac.
A banda investiu pesado! Poucas gravadoras nacionais iriam colocar tanto carinho e capricho na produção tanto sonora quanto gráfica. Esta ficou aos cuidados de Rafael Romani, guitarrista e principal compositor, líder por assim dizer, mas apesar dos detalhes, e da técnica apurada do grupo, o feeling não falta. Tanto na parte musical como na parte gráfica, sim, é preciso feeling para isso e não fazer algo apenas bonito, mas que não transmita nada. A música vai desde o Hard Rock até o Rock Progressivo propriamente dito, aliados a algo mais pitoresco e de World Music. Influências mais do que notórias de Queensrÿche, Dream Theater e Symphony X mostram o caminho do grupo, ainda bruto que será lapidado ao longo dos anos. Thomás Barcelos mostra inspiração nos anos 70 em seus teclados, com o vocal de Malagueta, com influências notórias de Bruce Dickinson e Rob Halford. O disco tem 60 minutos e tem um clima meio egípcio, até pelo nome da banda e o titulo do disco, já entregariam a proposta. Destaques para a trilogia Crux Ansata, mais Forces e Above Them All. RS – 8,0

Formação:
Malagueta - voz
Rafael Romani - guitarra
Thomás Barcelos - teclados
Daniel Defari - baixo
Thiago Siqueira - bateria

Faixas:
01. Crux Ansata - Part I: Beyond Mortal Life
02. Crux Ansata - Part II: Wrath Of The Gods
03. Crux Ansata - Part III: Redemption
04. Infinitive
05. Choices
06. Lord Of The Dead
07. Forces
08. Sands Of Time
09. Above Them All
10. Misty Fate

SEITA
Imprint Forever
Independente – nac.
O grupo faz um estilo que varia entre o Thrash Metal, o Death Metal e Hardcore, soando desta formam algo entre o Crossover, e o Deathcore, Thrashcore, etc. Um som tipicamente urbano, e mesmo que sua música lembre muitas coisas, eles procuram um caminho próprio, com muito de Biohazard em sua música. Os riffs são em profusão, trazendo o melhor de todos estilos supracitados. A mixagem e masterização são de Danny O'Really (Deicide, Biohazard, Napalm Death), fazendo o grupo ter uma sonoridade que não deve nada aos discos lá de fora. Ou seja, a hora é agora! O projeto gráfico em digipack é de primeiro mundo, e mostra que o grupo investiu pesado e pra valer, num nome que, ainda em português, pode ser pronunciado em todas as línguas com facilidade, como “Sepultura”, por exemplo. Outro caso que valeu a pena fazer uma produção independente, poucas gravadoras daqui investiriam com esmero. Destaques para Not A Matter Of Pride e Speaking With Ghosts. O único defeito é o disco ser curto, sete faixas é muito pouco. RC – 7,0

Faixas:
01. Intro
02. Imprint Forever
03. Not A Matter Of Pride
04. Dethrone The King
05. Drowning In Blood
06. Fire And Pride
07. Speaking With Ghosts

SACRAMENT
Veritas Vos Leberabit
Independente – nac.
Este disco é um EP com apenas 5 faixas. São poucas músicas, provavelmente por ter orçamento limitado, e a gravação parece de demo, um pouco abafada, abaixo da expectativa. Este serve como se fosse um demo, e o trabalho gráfico é legal e parece ser uma banda promissora. Eles mesclam Thrash Metal e Heavy Metal Tradiciona, desde a escola da NWOBHM com algo da Bay Area. I Deny ou The Code, são os destaques, as mais porradas, mas ainda há espaço para a balada Words Of Our Fight. Esperamos um trabalho completo para uma melhor análise. RS – 7,0

Faixas:
01. I Deny
02. From The Sand
03. Words Of Our Fight
04. DragonMen
05. The Code


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