JOEL MONCORVO
Muito Além Do Som
Dynamo – nac.
O álbum solo de estréia do baixista da banda baiana Ungodly, Joel Moncorvo (também do bom Slow), intitulado Muito Além Do Som, foi lançado e com destaque pela Dynamo Records, assim como o disco de sua banda principal, o Ungodly. Pode parecer ingênuo o que vou dizer. Mas vou falar. No Brasil, a cultura de discos solos, disco instrumentais e discos de instrumentistas é parca. Para baixistas então, pior ainda. Quem tem algum espaço são os guitarristas e os bateristas tomam mais a atenção do público do que as quatro cordas. E mesmo assim, só tem algum destaque pela mídia e editoras, pessoas conhecidas, como os Kiko’s Loureiro’s da vida. Então, imagine se um dia teríamos um disco solo de um BAIXISTA lá da BAHIA, que toca numa banda UNDERGROUND e de DEATH METAL? Mas isso virou realidade e o melhor: pra calar a boca de quem ainda disse que quem faz Death Metal não sabe tocar! Quem conhece, sabe que é exatamente o contrário. Apesar do pioneirismo e meus aplausos pela iniciativa, ainda assim, é difícil resenhar um disco desse tipo, visto que, realmente, é direcionado para músicas, e baixistas (também para guitarristas). O disco conta com ilustres participações de peso em sua concepção: Mozart Mello (guitarra), Felipe Andreoli (baixo, Angra) e Thiago Nogueira (bateria, Ungodly). O material foi gravado entre os meses de junho de 2006 e março de 2007, no Vértice Estúdio, em Salvador/BA. Agora, além de instrumentistas de Hard Rock e Heavy Metal estarem nesse mundo, em que o já citado Kiko Loureiro, foi quem arrombou a porta – apresentando outros estilos de (boa) música (que os influenciam inclusive) para os fãs de Heavy Metal, agora é a hora dos Deathmetallers abrirem a cabeça para este maior universo (e os fãs de outros estilos saberem que, dentro do Death, existem milhares de músicos competentíssimos!)! Uma boa troca, em que todos saem ganhando! PR – 8,0

HORRIFICIA / RAPED BITCH
Split CD
Independente – nac.
Primeiro lançamento em conjunto das gravadoras Chiavica Gorecors e Humanos Mortos, uma iniciativa belíssima e empreendedora, onde dois selos e duas bandas juntam grana para lançar um CD (que não é tão barato assim como as pessoas erroneamente acham) e mostrando um diferencial, concorrendo com tantos formatos existentes hoje em dia. Mas o Grindcore é isso aí, sempre fez de todos formatos alternativos sua subsistência. Os cariocas do Horrificia fazem um Grind com Gore e a temática baseada no Horror de filmes trash, tanto que o mestre Zé do Caixão profetiza na música Despertar Do Ventre Negro, a melhor das sete que o Horrificia faz neste split. Já o Raped Bitch (uma one man band do Equador – traduzindo, banda de um homem só) parte para um Pornô Grind e bateria eletrônica programada. Prefira o nacional Horrífica. Patriotismo? Reserva de mercado? Xenofobia? Nada disso. Mas aqui, o nosso produto da de 5X0, como foi o placar nas Eliminatórias. A diferença na qualidade é absurda! RC – 7,5

VIPER
All My Life
Eldorado – nac.
Mais que nostalgia, é o mínimo que podemos dizer desta volta do Viper. A banda, que foi uma das pioneiras NO MUNDO TODO em fazer Heavy Metal Melódico e também colocar elementos sinfônicos e passagens de música clássica, lá nos idos dos anos 80. Com a saída de Andre Matos, que se juntaria depois ao Angra, a banda ficaria mais para o Power Metal ou Metal Tradicional mais “duro”, quase Thrash com o excelente Evolution que, quando do seu lançamento na Europa, em vários países, disputou pau a pau as paradas de vendas de discos e execuções nas rádios com AC/DC, Iron Maiden entre tantos. Veio a justa e merecida participação no Monsters Of Rock de 94 e depois, um disco meio Crossover, meio Hardcore, com cara de DRI, que foi o bom Coma Rage. Mas aí, o mercado musical mudou (mais uma vez) e a banda caiu de cabeça no Pop Rock com letras em português, no mal falado “Tem Pra Todo Mundo”. Ainda, no começo dos anos 2000, a banda ameaçou uma volta, vez alguns shows causando um frisson, mas ficou aí. Um de seus líderes e membros originais, o guitarrista Yves Passarell, saiu da banda em definitivo, indo para o Capital Inicial. No ano passado, saiu um DVD da banda, mostrando shows, clipes, bastidores, entrevistas e histórias. Isso fez com que a molecada voltasse a atenção para esta grande banda até que, pela também saudosista Eldorado (a Mecca do Rock e Metal nacional nos anos 80 e 90, lançando clássicos do próprio Viper, depois do Angra, além de Ratos de Porão, Golpe de Estado entre dezenas de outras), sai o excelente All My Life. O disco, mostra uma banda que resgatou suas raízes lá dos dois primeiros discos, Soldiers Of Sunrise e Theatre Of Fate, pulando o Thrash de Evolution, o Crossover de Coma Rage e o Pop de Tem Pra Todo Mundo. Só que, antenada com o que está rolando, fez com que All My Life seja longe de soar datado. A banda hoje é Ricardo Bocci (Vocais com a difícil missão de suceder Andre Matos e Pit Passarel), Pit Passarel (Baixo, o real espírito do Viper, largou os vocais), Felipe Machado (Guitarras, sempre Viper), Val Santos (Guitarras, mais um debutante) e Renato Graccia (Bateria, da formação clássica). Destaques? Serve o disco todo? Ingrata missão de comentar esta pérola que, no mínimo, já é o disco do ano aqui no Brasil! Mas não tem como não  destacar duas coisas: primeiro, a capacidade que a banda ainda tem, mesmo depois deste tempo todo, de compor músicas que se tornarão novos clássicos no futuro; a segunda, Ricardo Bocci é a grade surpresa. Ok, quem já conhecia a sua antiga banda, o Rei Lagarto, sabia de seu potencial, mas aqui, em All My Life, ele se superou e é, ao lado de Edu Falaschi (Angra) e o já citado e folclórico Andre Matos, um dos três maiores vocalistas do Brasil! JCB – 9,0

HIPNOID
Chaos
Independente – nac.
O disco acompanha zine/revista em quadrinhos colorida da história do álbum. Este CD é o segundo da Hipnoid, apesar da banda já ter muitos anos de garagem, janela e palco. As letras são embasadas em problemas sociais. A banda faz Heavy Metal com dosagens de Thrash, e a banda vai fundo em diversos estilos do Rock pesado, fluindo também no Hardcore, Punk Rock, Crossover principalmente. A banda lembra um quê de Metallica antigo, principalmente na voz de Carlos Buchm Ann, que também toca guitarra, tal qual James Hetfield. O restante da banda é Tiago Costa (na outra guitarra), Danilo Melo (no baixo) e John Ancelloni (na bateria). O CD, além das 12 músicas, o pacote traz também uma faixa multimídia com dois videoclipes e foi editado com a revista "O Mundo Hipnoid" com quadrinhos (inclusive, uma história de horror bem psicótica), contos e letras dos sons. Iniciativa que, se não chega a ser pioneira, ao menos a banda apresenta mais um formato diferenciado para o consumidor, visto que hoje, com a concorrência de milhares de bandas e dezenas de milhares de discos e infinitos MP3, downloads e demais pragas, não basta um grupo ser apenas bom, mas sim alcançar o seu potencial fã. Ao menos, o Hipnoid está tentando. RC – 7,0

S.T.A.B.
Stab
Independente – nac.
A banda vem com um disco que traz onze músicas com muito peso e cadência. A banda faz Heavy Metal sim senhor, mas realmente, apresenta tendências modernas e noventistas em seu som. Não tem como ouvir a banda e não remeter a partes de Metal Industrial, como Fear Factory e o psicotismo do Machine Head, além do Crossover do Biohazard (e até DRI, um pouco) e até New Metal (coisa que todas estas bandas citadas tem um pouco) e claro, chega no atual Metalcore. Passagens cheias de pula-pula e minimalismo, inspiração na composição e boa produção. O vocal feminino, pode fazer você lembrar de Kittie, mas a música do Stab é bem diferente. Destaques para Synthetic Thought e Famous, Hollow, Freak And Evil, a mais “pegajosa”. RC – 7,0

ABSTRACT SHADOWS
Symphony Of Hakel
Independente – nac.
Banda paulista com início em 99 com o nome de Abstract apenas e mudaram o nome devido à existência de outra banda com o mesmo nome (lugar comum nesse tipo de situação). Antes eram um Power trio e em 2002, começaram a colocar letras e vocais em sua música. Quem veio para esta mudança foi Neno Fernandes (ex-Destra), juntando-se aos fundadores Alberto Lima (G) e Hélvio Poletti (B), além de José Cardillo (K) e Marco Aurélio (D). Symphony Of Hakel é o debut do grupo e está sendo distribuído pela Voice Music e tem participação especial de Ricardo Confessori (Shaman). Eles preferem serem classificados como Metal Progressivo Experimental, que realmente faz jus, mas podemos dizer que a banda galga e alça um estilo próprio dentro do Prog Metal.Também podemos sentir e influências de outros estilos parelhos, como AOR, Hard Rock, Heavy Metal Tradicional, Melódico, Power e Rock Progressivo. Os destaques são In My Dreams, Distance Voices, Abstract Feelings, remetendo aos momentos mais intrincados de se tocar, mas ao mesmo tempo fáceis de se ouvir de Symphony-X, com grandes viradas, quebras de ritmo e quebradeiras na cozinha. Excelente banda e grande disco (e/ou vice-versa). RS – 8,0

CAVALAR
As A Metal Of Fact
Voice Music – nac.
São poucos nomes de bandas apropriados como este aqui. Os caras são uns cavalos! Uma dose cavalar de Metal na veia! A banda está baseada na Inglaterra no momento que recebemos o CD e tem tudo para estourar no Velho Mundo! O encarte “em-madeirado” é um atrativo e a banda faz aquele tipo de Metal que, embora atual, remete às bandas setentistas, onde você não sabe exatamente se é Heavy, Hard ou Heavy Rock (leia-se Rock Pesado), chamado de “pauleira” pelos antigos. A banda tem tudo para entrar no escalão de bandas como Alabama Thunderpussy, Fireball Ministry e outras que passam perto do Stoner. Destaques para Us e Blind Eye. RS – 9,0

FREAKEYS
Freakeys
Voice Music – nac.
Mais um super-projeto, com cara de super-banda, super-grupo. Levado á cabo pelo tecladista Fábio Laguna (Angra e Hangar), o mesmo se beirou de diversos amigos e grandes músicos, como Aquiles Priester (Angra e Hangar), Felipe Andreoli (Angra e Karma) e Eduardo Martinez (Hangar e Lápide). Este miolo foi bem sacado, pegando uma das maiores cozinhas do Brasil de todos os tempos, e o entrosamento, seja por Aquiles e Felipe já tocarem juntos e com Fábio também, mais Eduardo e Aquiles, que tocam juntos no Hangar, temos um dos grupos novos com melhor entrosamento possível. Musicalmente no CD de estúdio, talvez não possa ser sentido muito isso, mas ao vivo, o efeito será avassalador! Ouvir no Freakeys semelhanças com estas bandas, como Angra e Hangar não é mera coincidência, mas aqui o lado vai mais para o Progressivo e experimental. Entretanto, não há vocais agudos nem altos, e também não há a estética Metal, ainda que ela persista, pelo Background de seus músicos. Em Freakeys, podemos ouvir uma gostosa fusão de Prog, Jazz e Metal, gerando um Fusion interessante. São discos como este que tem a missão de abrir mais ainda a cabeça dos fãs de Metal comum para estes estilos, tão adorados por seus heróis. Habituei-vos! Claro, o teclado é o principal mote aqui, sendo Freakeys quase que um disco solo de Laguna, mas o que estes feras acrescentaram vale destacar, assim como a melhor faixas de todas, Beetle Dance. Ouça e se divirta! RS – 8,5

CLAUSTROFOBIA
Fulminant
Voice Music – nac.
Enquanto tínhamos nos anos 90 os nojentos do Hanson e os nem fede nem cheira do Silverchair, simultaneamente surgiam os pivetes do Claustrofobia. O baterista tinha 14 anos na época, e o que todos achariam ser uma tiração de barato, outros com mais atenção perceberam se tratar de uma banda de Thrash Metal com muito potencial. Fulminant é o novo disco, agora lançado pela Voice e é o seu melhor disco. Mantendo a tradição de seus discos terem capas toscas, até nisso Fulminant cativa. A banda que surgiu em Leme (SP), e hoje, já adultos, são mais experientes e tarimbados. Seus shows soa destruidores e Fulminant foi mais uma vez produzido por Ciêro (que produziu o CD anterior Thrasher) e o disco tem e já produziu Krisiun as participações do guitarrista Andres Kisser (Sepultura) em Eu Quero É Que Se Foda e do vocalista e baixista Alex Camargo (Krisiun), em Fact. Precisa mais? O CD tem 13 faixas, com Necessary Evil, cover do Napalm Death. Indicado para fãs de Thrash (claro), Death (lógico), Hardcore, Crossover (principalmente), Deathcore e até as tendências mais modernosas do Metalcore, embora a banda não caia nessa (ainda bem!). Além destas, destaques para Disorder And Decay, Reality Show, It's Not Enough To Exceed... You Must Run Over e Terror Against Terror. RC – 8,5

ANCESTTRAL
The Famous Unknown
Independente – nac.
Mais uma boa banda de Thrash. A capa relembra os bons momentos dos anos 80, bem engraçada, divertida e irônica. Formado em 2005, em São Paulo, capital o Ancesttral faz o Thrash no melhor estilo Bay Area, bem norte-americano, já com algum toque do estilo brasileiro. As referências da banda são Metallica (antigo, lógico!), Megadeth e algo de Slayer. A banda é Alexandre Grunheidt (guitarra e vocal), Renato Canonico (baixo), Leonardo Brito (guitarra) e Billy Houster (bateria). The Famous Unknown procede o EP Helleluiah, de em 2005, e aqui, a evolução é brutal! O disco traz participações especiais de Roger Lombardi, ex-Sunseth Midnight, na caótica Endless Trip, de Paul X, vocalista do Monster na bem sacada faixa-título e Heros Trench do Korzus nas guitarras de Demolition Man, de Vitor Rodrigues, vocalista do Torture Squad, nas faixas Visual Mask e na já citada Demolition Man. Quem produziu o disco foram Marcello Pompeu e Heros Trench. Então a qualidade sonora, não dá para se questionar. Enfim, uma banda que vale você conhecer e um disco que você precisa ouvir! RC – 7,5

PATRULHA DO ESPAÇO
Capturados Ao Vivo Em CCSP 2004
Voice Music – nac.
Ah, o Patrulha... Quantos show memoráveis em décadas passadas, quanta história... A banda é uma instituição do Rock paulista, junto com Mutantes, Made In Brazil entre outros. Capturados ao Vivo no CCSP em 2004, a banda chega a emocionar os antigos fãs, e conquista os mais novos. Agora em 2007, a banda comemora 30 anos de existência, e parece que não tem continuidade mesmo. O que eles podiam fazer, já fizeram. Agora, que outras bandas continuem essa linda história do verdadeiro Rock’n Roll! Ok, a banda foi renovada, restando ao líder Rollando Castello Junior se incumbir de reformular a formação do grupo, com uma galera jovem, que nasceu quando a banda já existia. Mas uma “garotada” fã da banda e que merece estar nela e nesse registro também. Ponto para Rollando, por não ouvir estes tontos. Aliás, vocês já perceberam uma coisa? Uma observação feliz que o JCB fez outro dia falando comigo por MSN: aquelas pessoas que criticam uma banda ou um disco por coisas bestas (como é o caso aqui) são pessoas que não vão comprar o disco, mesmo que se fossem do jeito que eles acham certo. É isso aí. Nesse caso aqui vale, mas cada caso é um caso, morou? Além de Rollando segurando as pontas na defesa (bateria), para que a garotada na linha de frente (guitarra, baixo e vocal) poder soltar o seu futebol moleque, o CD tem convidados mais que especiais se fazem presentes, como Percy Weiss, que já foi vocalista da banda e um dos mais lendários e melhores frontman’s da história de nosso Rock, ao lado de Serguei, Catalau, Oswaldo Vecchione. Percy Weiss canta em Olho Animal e Columbia. Enfim, banda lendária e um disco que vai virar marco na história de nosso Rock’n Roll! RS – 9,5

LETHAL FEAR
Unleashed
Independente – nac.
O Lethal Fear deixou de ser uma promessa para ser uma realidade com este petardo! Disco nível gringo, seja pela produção, pela capa, encarte, parte gráfica, e pela sua música principalmente. Eles haviam lançado dois CD-demo, um homônimo em 2002, e outro chamado Mephisto em 2004, e com ele abriram para Angra, Shaman, Made In Brasil e Dr. Sin. Hoje a banda é Rodrigo Bortoletto (vocais), Nando Moraes (guitarras), Vinícius Sampaio (guitarras), Leonardo Pozzebon (baixo) e Cássio Pacetta (bateria), e o debut oficial self-released Unleashed, foi lançado em 16 de dezembro de 2006 e trás várias músicas de seus CD-demo, claro, regravadas e com uma produção bem melhor. A banda calca sua música no Heavy Tradicional dos anos 80, como Judas Priest e Iron Maiden, e várias outras da NWOBHM. Os destaques aqui são Leave It All Behind com um bom refrão, Death Whisper, bem pesada, atual e até moderna, Reach Out My Soul com algo de Hard Rock dos anos 70, Believe com uma flauta, bem legal e a boa cover de Tattooed Millionaire de Bruce Dickinson, de seu primeiro disco solo. A banda veio para ficar e é uma vergonha nenhuma gravadora não ter lançado este disco. RS – 8,5

LOSNA
Wild Hallucinations
UGK Discos – nac.
Trio gaúcho formado em 97 por três mulheres. Depois, a banda mudou e ficou com um homem nas baquestas. Depois de coletâneas e demos, a banda chega ao seu primeiro full lenght, que nos brinda com um bom Thrash Metal bem peculiar, bem brasileiro. Não se denota nuances europeus nem da Flórida, nem Old School, nem Metalcore, nada disso. Dá pra se chamar de Thrash Death também, como grande parte das bandas brasileiras. Vocais agressivos, rasgados, as vezes guturais. O trio, não chega a ser Power, faz bem o seu trabalho e já mostrando experiência com anos de estrada e um orgulho feminino para o estilo, se juntando ao paulista do ID. Destaques para Grotesque Life, que abre o discobem porrada, cuja faixa tem um video-clipe bem anos 80 em seu estilo, agressivo e visceral! Além dessa, vale citar Cloacina com um pique bem Bay Area, a mórbida Subliming Of Hatred, e Dark Mess, que parece ter sido tirada de algum disco do Testament do começo de carreira (influência certa do grupo). RC – 7,0

ROCK SOLDIERS
12
UGK Discos – nac.
O guerreiro Marivan Ugoski (da banda Attro) não pára sua luta em nome do Metal e do Rock nacional. Enquanto muita gente aí parou pelo caminho, e saindo criticando dizendo que “metal não dá dinheiro” ou então “metal já era”, ainda existem pessoas que são surdas para este tipo de falácia. A tradicional coletânea Rock Soldiers, que chega agora ao seu volume de número 12, meus amigos! Me diga quantas coletâneas já tiveram 12 volumes lançados! Eu não lembro de nenhuma, se você lembrar, serão poucas ou nenhuma! Aqui temos 22 músicas e 14 bandas. Impossível destacar alguma banda ou música, pela grande quantidade e qualidade aqui alcançada. Por isso segue o track list completo, assim se você se interessar por algumas bandas daqui, vá atrás do seu. Obrigatório para quem quer conhecer o nosso Underground. Matador! RS – 8,5
01. Losna - “Subliming of Hated”
02. Losna - “Venomous Rain”
03. Cruscifire - “Speech of Chaos”
04. Deluge Master - “Soldiers of Steel”
05. Austhral - “Sacred”
06. Austhral - “The Secret Cave”
07. Sodamned - “Locked in the Garret”
08. Serenity in Fire - “To Cry Out For Victory”
09. D.W.E. - “Mercados da Escravidão”
10. D.W.E. - “Ganância”
11. D.W.E. - “Comércio de Doentes”
12. Corréra - “Petroguerra”
13. Corréra - “Animal Humano”
14. Pubianus - “Medo”
15. Pubianus - “Garras Retalhadoras de Almas”
16. Necrowar - “Killing Blind”
17. Savras - “Trapped By Words”
18. Zideffekt - “Mantra”
19. Okibish - “Mercyless”
20. Através do Nada - “São Paulo”
21. Através do Nada - “Cidades”
22. Através do Nada - “Madrugada”

ROCK SOLDIERS
10
UGK Discos – nac.
Décimo volume do selo UGK levado a cabo por você já sabe quem, Marivan Ugoski, mas não custa lembrar nem repetir. Este nome deve ser exaltado, no mesmo patamar de suas bandas participantes! Este volume 10 já é antigo, de dois anos atrás, mas sempre vale a pena ser divulgado! Aqui temos as seguintes bandas: Moryan, Mass Illusion, Atropina, Holder Of Souls, Eternal Nephasto, Symmetry, Losna, Woslom, Cromato, Herrados (duas músicas), Fuzzy Logic (duas músicas), Perseverance, Revival, Tragedy Garden e Evil Rites. Sem destaques individuais! Mais um capítulo desta vasta coleção! Colecione, ouça e ouse! RS – 7,0

VANQUISH
Crossbones
Independente – nac.
Banda de Rock pesado, ou Hard Rock anos 70, ou Heavy Rock ou simplesmente Rock Pauleira, ou Rock’n Roll mesmo. Mas pela estética pesada, a banda vai ter muitos fãs de Metal em todas as suas tendências (mais ou menos como ocorre com bandas como Motörhead, Deep Purple e Kiss). A banda é formada por Guilherme Falanghe (vocal/guitarra) e Felipe Falanghe (guitarra), Guilherme Reis (baixo) e Maurício Sousa (bateria). O disco abre com Fallen, bem Hard Rock, seguida de Burn (não é a cover do Deep Purple), também Hard, mas já caindo para o setentismo do Stoner, que é o estilo que se encaixa melhor em Crossbones. In This Hell é mais experimental, e Brainwreck é mais Heavy Rock, quase Heavy Metal, típico dos anos 70, quando ainda os confundíamos com o Hard (certas bandas, discos e músicas dos anos 70 você não sabia identificar o que era Hard e o que era Heavy – até porque, esse termo nem existia na época). Mais uma boa pedida para os amantes deste estilo que jamais ficará perdido, se depender de nossas bandas, como o Vanquish aqui entre tantas. RS – 7,5

SKINDOLL
Against Myself
Independente – imp.
A banda faz um som difícil de se rotular. Bom para eles, ruim para nós jornalistas, que devemos fazer a intersecção entre as bandas e o seu público. Todos criticam rótulos, mas todos quando vão comprar ou perguntar de alguma banda, logo indagam: que estilo é? Já pensou se não houvesse essa distinção? Aí você pega um garoto que está começando a curtir agora e vai numa loja de discos, pega um disco do Krisiun e outro do Engenheiros do Havaí e ele pergunta: que estilo são estas duas bandas? O vendedor responde: os dois são Rock. Mesmo com essa explanação, fica difícil falar o que faz o Skindoll. É um som pesado, bem Metal, bem moderno. Não sei se chega no New Metal nem no Metalcore, mas ouvimos de tudo um pouco, como Thrash, Hardcore, Punk, Metal e etc. A banda vem de Minas Gerais e ao saber disso, fica impossível não compará-los aos conterrâneos do Eminence. Mas tem muitas diferenças, ficando para a igualdade, o mesmo potencial de estourar lá fora, como o já citado anda fazendo. Confira você mesmo! RC – 7,0

TROPA DE SHOCK
After Twilight
Dynamo – nac.
Ah, o Tropa de Shock… Uma das mais tradicionais bandas de nosso Underground, um dos grupos com a cara de São Paulo! Eles já fizeram Hard Rock até Heavy Melódico e aqui com After Twilight, a banda mescla com um pouco de tudo. Sempre, tendo como base o básico Rock’n Roll, sempre tendo o peso dos estilos mais pesados, como Hard e Heavy, sempre bebendo nos anos 70, saboreando os anos 80, tirando o melhor dos anos 90 para finalmente, trazer no prato principal um produto moderno, atual, jamais datado e antenado com a sonoridade de hoje. Este já o seu sexto trabalho de estúdio, a banda mostra a que veio, e já estão fazendo dezenas de shows pelo Estado! Como aperitivo, o trabalho conta com a participação especial de Michael Weikath (Helloween – o que já é uma vitória, pois o que esse cara é chato! Ainda mais para participar de algum disco de outra banda!) e Eduardo Ardanuy (Dr. Sin) nas guitarras. After Twilight tem 11 temas inéditos, e o disco ainda traz como bônus a regravação do clásico The Blade Of The Wind. Nem é preciso dizer que a Dirty Woman atacará novamente! Confira mais este grande disco! RS – 8,5

PANNDORA
Panndora
Independente – nac.
A Panndora (que se chamava Wind Of Fate) foi formada em agosto de 2000, por um grupo de amigas que curtiam juntas e queria tocar Heavy Metal. A banda mudou de formação várias vezes, se estabilizando alguns anos atrás. Neste seu (EP seria?) pis possui apenas oito faixas. Este CD é o debut da banda que soa ainda muito crua, mas que pode mostrar melhores frutos no futuro. A banda apresenta influências desde os primórdios do Heavy Metal do Black Sabbath, passando pela fase áurea dos anos 80 como Iron Maiden, Judas Priest e Manowar, passando pela Hard’n Heavy de Wasp, Twisted Sister e companhia, culminando com bandas mais atuais da música pesada. Destaques para Nigthmare Of My Essence, Wild Battle, My Heretic Lips e Choose Your Side (Demo Version) e Other Life ( Demo Version) meio que como bônus. Se a banda conseguir um produtor, pode ter no próximo disco não só apenas um trabalho melhor produzido, como pode dar uma lapidada no som do grupo, tirando resultados mais satisfatórios! RS – 7,0

ROCK SOLDIERS
11
UGK Discos – nac.
Neste Volume 11, saído ano passado, temos mais um exemplar desta vasta coleção, já falada aqui. Indo direto ao ponto, desta feita, temos 18 faixas com 16 bandas. São elas: Hiléia (The Worst Day Of Your Life), Proteu (Everything Changes), Unsworn (I’m You), Steel Grinder (The Defender), InBleeding (to The Eyes Of God), Tchandala (Hate Of Humanity), Réus Anjos (que estão sempre em várias coletâneas por aí, com Minha Causa e Por Mim), Rayzon (Só Eu Sei e Brasileiro), Mitra (Singings Of Mercy), Ektapang (Psycho Killer Keart), Dynahead (Bloodish Eyes), Infektus (Possessed By Hate), predatory (3o Mundo (Suor e Sangue)), Repulsão Explícita (Alcalide), Attro (Maybe It’s Your Last Night) e Holus (Life, From Where?). Confira mais esta saga de Marivan Ugoski! RC – 7,0

PEDRA LASCADA
Terra Do Rock
Independente – nac.
Esta banda é da idade da pedra lascada, ou seja, do período paleolítico! Nem do período da pedra polida, período neolítico eles não são! Apenas, por favor, não os chamem de Dinossauros do Rock, por favor! Brincadeiras à Flintstones á parte, eles fazem um bom Rock’n Roll, cantado em português mesmo, despojado, despretensioso, básico. O nome da banda do qual brincamos, vem bem a calhar, bem sacado com a proposta da banda! Apesar de ser de BH, a banda leva aquele jeito paulistano da gema de fazer Rock’n Roll, como Made In Brazil, Patrulha do Espaço, Mutantes, Velhas Virgens e etc. Mas tudo com um bom toque de Blues, com batante feeling. Este Terra do Rock é o seu debut, lançado ano passado, 2006, com 14 músicas inéditas, e seu line up é: Gabriel Lott (baixo e vocal), Marco Antônio de Queiroz (guitarra e vocal), Renato Espinha (vocal, guitarra, violão e gaita) e Rodrigo Buzelin (bateria e vocal). Destaques para a faixa-título, Lei Seca e Os UFO’s Estão Chegando. Parabéns pela iniciativa de resgatar o verdadeiro Rock de raiz! Brasileira ainda por cima! RS – 9,0

M. JULIANY'S
The Battle
Independente – nac.
Projeto/banda/grupo solo de M. Juliany (como é conhecido artisticamente), exímio guitarrista e se mostra também em The Battle um bom vocalista. Neste CD, ele fez quase tudo, vocal, guitarra, baixo e teclado. Completando o trabalho, Steve Kells (Bateria) e Tata Martinelli (Backing Vocal). Apesar de na primeira impressão parecer se tratar de um disco de guitarrista típico (e ainda o é), ao menos, nos deparamos com músicas com vocais, letras e até vocais femininos, coisa impossível em discos de guitarristas tradicionais, onde só eles querem ter prazer, numa musicalidade masturbatória: sem vocais e só instrumental. Embora The Battle possa atrair fãs deste tipo de álbum, atrairá também com tenra facilidade, a todos aqueles que gostem de boa música, bem como fãs de Heavy Metal, Progressivo, Hard Rock e afins. A sonoridade de The Battle também remete a bandas e artistas menos óbvios em se tratando deste tipo de música. Influências diversas e híbridas como Prodigy, Stuck Mojo, Marilyn Manson, Rage Against The Machine, além de influências de Funk, mais algumas batidas eletrônicas. No entanto, musicalidade à Dream Theater, e outros guitarristas como Steve Vai, Joe Satriane e Steve Morse vêem aos ouvidos nitidamente e rapidamente. A gravação do disco foi feita no estúdio do próprio Mauro Juliany (nome verdadeiro do artista) e mostra que o cara manja mesmo do riscado, pois teve talento até para produzir, mixar e timbrar tudo! Destaques para Wheels Are Burning, Spider Spell e a faixa-título! RS – 8,5

X-RAPTOR
God From The Machine
Independente – nac.
A banda aqui é a continuação de outra extinta banda chamada Raptor, onde saíram Ronaldo Oliva (V) e Daniel Sant’Ana (G). Agora em 2007 com este grande God From The Machine, a banda conta mais com Hugo Carlino (G), Luciano Matuck (D) e Danilo Franchini (B). O X-Raptor é detentor de um poderoso Thrash Metal, bem “ecumênico”, pois coloca várias outras influências a cabo de seus integrantes, como Prog, NWOBHM, Death, e ao mesmo tempo bem “agnóstico”, pois apesar de tudo, a banda é Thrash Metal mesmo. Usamos estas paráfrases, apenas como referência, pois de religiosa a banda não tem nada. Ao contrário, a única coisa que eles acreditam é no Metal! E mesmo com tantas influências, a banda é Thrash e pronto, mas justamente por abrirem cabeças e ouvidos a outros estilos, que conseguem alçar seu tipo de música próprio, quase original e por isso ainda, que God From The Machine está tendo boa repercussão! A velha escola “old school” dos anos 80 é nítida aqui, e o destaque é para o versátil e dinâmico, além de talentoso Ronaldo Oliva, além das faixas Disturbers Of The Order... Rebellious Crowd, Simulacra Simulation e Unleash The Raptor. No mínimo, matador! RC – 9,0

FAIR OFF
Out Of Control
Independente – nac.
A capa é rude, motrando que o Hard Rock do Fair Off é bem sujo, cru, pesado e agressivo. Claro, eles tem influências das boas bandas dos anos 80 e em seus shows costuma tocar covers desde o “contemporâneo” Talisman de Jeff Scott Soto até Danger Danger (tão esquecido pela galera de hoje) como dos irmãos Nelson (lembra?). Este EP de estréia vem com uma revista, bem ao estilo do final dos anos 90, onde várias bandas apostaram nesse formato, vendendo CD e revista em banca, começado por Lobão e seguido depois pro Ratos de Porão, Dr. Sin, entre tantos outros. Bela iniciativa que agrega valor a quem está comprando, tendo algo realmente diferente do que um simples CD, e também uma alternativa à pirataria (que vai poder baixar uma revista, ou copia-la?). O FairOff foi formado no final de 2004 por Allan Lee (bateria), Beto Burns e Mark Love (guitarras), Rick Lawyer (baixo) e Lu Sinner (vocal), e Out Of Control foi produzido no Mr. Som, com Marcello Pompeu e Cristiano Scheneider como engenheiros de som e mixagem de Heros Trench. Pompeu e Heros se mostram também bons conhecedores em se produzir, mixar ou “engenheirar” disco de Hard Rock. Out Of Control também é indicado para fãs de AOR e Metal em geral e continuando assim, irá fazer sucesso lá fora, pois o Underground do estilo na Europa, ao menos, se tornou gigante, e a sonoridade da banda vem a calhar com o que está rolando lá! RS – 8,0

THESSERA
Fooled Eyes
Independente – nac.
Boa banda mineira, mais uma a debutar de forma esplendorosa. A capa é bela, o encarte caprichoso e a produção excelente. A banda faz a priore, Progressive Metal, mas aposta em outros estilos, flertando com Heavy Tradicional, Hard Rock e tal. Fooled Eyes fala de um jovem artista que comemora seu noivado, mas vivencia uma verdadeira jornada inconsciente, após um desmaio. Esta “viagem” (em todos os sentidos) elevam o nível da banda e das músicas, fazendo um lance clássico, pomposo e técnico, virtuoso, sem ser auto-indulgente. O disco cria um clima sóbrio, melancólico e sombrio, contrastando por momentos mais quentes. A banda é
Marcelo Quina (vocal), Nando Costa e Raphael Lamim (guitarras), Marcelo Mattos (baixo), Fernando Cerutti (bateria) e Rodolfo Amaro (teclados), ambos de parabéns!
Destaques para a extensa The Gallery, Candlefire (bem flamenco) e Party´s On. Para um debut, está muito acima da média! RS – 7,5

OCEAN SOUL
Enter Of A Suicidal
Independente – nac.
Mais uma banda que teria predicados para ter seu disco lançado por uma gravadora, mas não o tem ainda. Este é o debut desta poderosa banda carioca e que vem com toda pompa. Afinal, o trabalho foi produzido por Renato Tribuzy (ex-Thoten e atual carreira solo) com participação do próprio, mais Tácito Reis e de Kiko Loureiro (Angra). O disco apresenta um bom Heavy Metal, com melodia, peso, progressividade, criatividade, muita técnica, alguma virtuose, mas feeling transbordando. A banda pode vir ter alguma repercussão no exterior, já que com certeza, Tribuzy, com seu nome e credibilidade, irá fazer algo por ela, e mesmo se não fizer, seu nome já entrega qualidade. Destaques para Stronger Than Me (que abre o CD) com participação de Tácito Reis, mais Losing It All, Under Your Spell, a faixa-título com participações de Renato Tribuzy e Kiko Loureiro e fechando com chave de Metal, Vincent And The Crows com participação de novo de Tácito Reis. Mais um bom nome que vai fazer mais sucesso lá fora do que aqui. RS – 8,0


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