|
|---|
![]() |
OLIVER DAWSON SAXON CD - Re Landed: |
|---|---|
![]() |
OVERDRIVE |
![]() ![]() |
HAMMERHEAD Track list Will To Survive: |
![]() |
TYGERS OF PAN TANG Track list: |
![]() |
SAMSON
Tomorrow And Yesterday Angel Air – imp. Mais uma vez a vida tira mais um ícone do Heavy Metal. Paul Samson, um dos baluartes da NWOBHM, faleceu no já longínquo 9 de agosto de 2002, mas o seu legado ficará para a eternidade! A banda, que revelou para o mundo ninguém menos do que Bruce Dickinson, lança está coletânea de faixas desde 78 até 2000. Das 18 faixas, 5 são ao vivo e 13 em estúdio. Faixas como Vice Versa, Red Skies, Tomorrow, Look To The Future, Wings Of Tomorrow, Room 109, It Ain’t Fair entre tantas outras presentes aqui, são hinos de uma era! RS – 9,0 |
![]() |
JAGUAR
Run Ragged Angel Air – imp. Mais uma banda da NWOBHM a dar as caras. Os felinos do Jaguar chegaram a ter alguma projeção no começo dos anos 80, e depois caíram no quase ostracismo, lembrado apenas pelos que acompanharam a cena muito de perto. Run Ragged é de 2003 e mostra aquele Heavy Tradicional tipicamente inglês, sem novidades. Por ser um segundo álbum de uma volta (o quarto da banda, que lançou This Time em 84 e só 16 anos depois retornou com Wake Me), esperava-se mais. As músicas são parecidas do começo ao fim (fato raro em bandas da NWOBHM), a produção está muito abafada, os bumbos rolam solto parecendo bandas de Power Metal atuais e o vocal de Jamie Manton fica abaixo da média, dando até umas derrapadas na mudança de tons médios para os mais altos (fica feio uma banda veterana dar uma dessas). E neste quarto álbum, a banda mantém a tradição de pelo menos mudar alguém em sua formação. Saudades de Paul Merrell nos vocais e dos tempos do clássico Power Games. De qualquer forma, como os anos 80 nunca estiveram tão em alta como hoje em dia (com bandas como Iron Maiden e Saxon fazendo turnês de álbuns específicos da época, sem necessariamente precisar estar fazendo isso, pois tem carreiras mais do que sólidas – ainda assim, estão aproveitando o momento), então, que o Jaguar continue, mas ainda está devendo um disco definitivo! Que o único remanescente presente em todos os discos, o guitar Garry Pepperd (esse sim não deixou a peteca cair em Run Ragged) consiga isso! JCB – 7,5 |
![]() |
PAUL SAMSON P.S. Angel Air – imp. A história todos já sabem: Paul Samson é um ícone do Hard’n Heavy inglês. Com sua banda Samson, foi um dos percussores da NWOBHM e revelou ao Iron Maiden e ao mundo todo, seu vocalista, Bruce Dickinson, na época, Bruce Bruce, também apelidado de Air Raid. Mesmo assim continuou depois disso, sem tanto sucesso comercial, apenas em fama, e poucos anos atrás faleceu deixando um legado de discos e história. Este P.S. é uma espécie de coletânea-tributo-caça-niquel do músico, com onze faixas relevantes, como Do Right, Murder, Broken Heart e a clássica Tomorrow Never Comes! Enfim, artigo de colecionador! RS – 8,0 |
![]() |
TIGERS OF PAN TANG
Leg Of The Boot Live In Holland Angel Air – imp. O TOPT é quase desconhecido no Brasil, sendo lembrado apenas pelos Headbanguers apostólicos romanos praticantes (gostou dessa?). Outros mais atentos, lembram da banda apenas pelo hit Love Potion No.9, que tocou a exaustão na MTV e programas de videoclipes dedicados ao Rock pesado, como Realce, Clip Trip (ambos na TV Gazeta) e Som Pop (na Rede Cultura). Se essa é sua referência de TOPT, esqueça! Aquele hit comercial para agradar o público norte-americano foi uma fase da banda, que não representa a sua história! Tanto que neste ao vivo na Holanda gravado em 2004, não consta esta faixa. E que bom! Pois em Leg Of The Boot Live In Holland é uma “pauleira” atrás da outra (hoje to desenterrando coisas do fundo do baú)! Clássicos como Running Man, Insanity, Euthanasia, Suzie Smiled, Don’t Stop By e a incendiária Firepower (literalmente! Ao vivo é bombástica!) entre outras são tocadas com esmero e afinco, garra e paixão, peso e consistência! Parece que você retornará no tempo! Eles são outros que já mudaram dezenas de vezes de formação, e permanece apenas Rob Weir (guitar), o chefão do negócio. Na banda já passaram John Sykes (foi o TOPT que o revelou para o mundo e para o Whitesnake) e mo veterano Jess Cox. Quem faz o vocal aqui é Richie Wicks, que não desaponta. De longe ele canta igual a Jess Cox ou Jon Deverill (que foi o vocal que mais tempo ficou na banda), mas ao vivo dá conta do recado. Leg Of The Boot Live In Holland ainda trás como bonus track três faixas de studio, em que mostra a mesma banda de sempre, sem ter se contaminado com influências modernas, com destaque para Slave To Freedom, um Heavy inglês típico, com riffs secos, solos melódicos, suficientes e certeiros, bateria swingada, baixo onipresente, vocal rasgado, refrão grudento e melodia cativante e fria, alternado com partes lentas cheias de feeling! JCB – 9,0 |
![]() |
THE HANDSOME BEASTS
04 Heavy Rock – imp. Esta outra banda obscura do movimento resistiu ao tempo, mesmo que de forma puramente subterrânea. Após lançar Beastiality em 81 (seu único full length até então), retornaram em 90 com The Beast Within, e só em 2004 retornam (de vez, quem sabe) com 04. Um bom disco, levado a cabo pelo vocalista Garry Dalway, único remanescente em todas as formações. Destaques para After Blood, Sweeties e Don’t Panic. RS – 8,0 |
![]() |
BATTLEAXE
Burn This Town Independente – imp. Um dos mais legais representantes da NWOBHM tem seus discos lançados em CD. São pérolas de um estilo e de uma época, resgatadas agora! Infelizmente, a banda não lançou mais nada de lá para cá, esperamos que a banda volte, como quase todas as outras da época estão fazendo, mesmo que numa turnê caça-níqueis ou com um álum ao vivo! Nestes casos, falando de NWOBHM, qualquer coisa é válida! Quiçá, um disco novo de estúdio? Claro, que seja relevante, ao contrário do que o Jaguar fez em Run Ragged. Burn This Town saiu como EP em 82 e depois como LP cheio em 83, acrescida de outras faixas. Esta versão que temos aqui é a remasterizada em 2005 e ganhou uma capa nova, muito mais feia e tosca do que as duas anteriores (sim, Burn This Town teve duas capas diferentes). É difícil hoje resenhar um CD de uma banda original, sem ter que fazer referências a influências de outras bandas anteriores ou à própria discografia da banda, no caso de bandas com mais de 10 discos lançados (nós críticos ficamos mal acostumados). Temos um grande Heavy Metal direto e sem frescuras! O disco todo é destaque, mas mais ainda para Overdrive que em seu começo lembra Two Minutes To Midnight do Iron Maiden (ou seja, típico Metal inglês) e algo de Flash Rockin’ Man no desenrolar da música e na rifferama (todos sabem que o Metal alemão bebeu muito na NWOBHM). Só que com um detalhe: este disco saiu um ano antes do Powerslave do Maiden, do qual consta está música! Teria a Donzela de Ferro dado uma leve chupinhada no Burn This Town do Battleaxe? Running Out Of Time é para ouvir com a galera e por aí vai! Enfim, PURO HEAVY METAL! JCB – 9,0 |
![]() |
BATTLEAXE
Power From The Universe Independente – imp. Lançado em 84, a banda mostrava que estava com a produção a mil. Mais bem produzido, mais bem tocado, mas ainda mantendo a raiz do anterior Burn This Town, a banda produziu uma pérola que, infelizmente, o mercado em geral não reconheceu o potencial de Power From The Universe que, além de um excelente disco, tinha até algum apelo comercial. A banda ficou um pouquinho mais Power, resultando em vários Metalzões como Chopper Attack, Movin’ Metal Rock (aqui já começavam as odes ao Heavy Metal). Licence To Rock é anos 80 total, enquanto Fortune Lady é mais climática, baixo swingado, fria, melancólica, culminando num final pesadíssimo! Enfim, um grande disco de Heavy Metal oitentista! JCB – 8,5 |
![]() |
BATTLEAXE
Nightmare Zone EP Independente – imp. Este EP é de 87 e já mostrava uma banda que estava se desfazendo. São quatro faixas bombásticas das quais a banda já começava a perder a originalidade, ficando mais Hard, mais comercial. Não tão bombástico, mas ainda sim um grande disco! Radio Thunder lembra algo de Devil’s Child do Judas Priest, Love’s On Fire é puramente comercial, voltando a crueza e peso direto e certeiro em Out In The Night, sombria! JCB – 7,5 |
![]() |
FLASHPOINT
Flashpoint Independente – imp. Isto que é banda duas caras! Brincadeiras a parte, o Flashpoint é nada menos do que os atuais caras do Bitches Sin, legendária banda da NWOBHM. O som é parecido, a proposta é quase a mesma. A formação do Flashpoint é Ian Toomey (V), Frank Quegan (G), Steve Turton (D), Kev Graham (B). No Bitches Sin, a diferença é que Pete Toomey (G), também faz parte, só isso. O Flashpoint é mais moderno, mais direto e mais Metal do que o Bitches Sin. Aliás, no próprio site da banda, eles assumem que o Flashpoint é o alter ego do Bitches Sin. Apesar da banda Flashpoint com seu nome não ter feito parte da NWOBHM, ela se enquadra nesta seção, pois se é um alter ego de uma banda que foi da cena, com os mesmos músicos, proposta e música, então, faz jus estar aqui! Apesar de ainda preferir o original, nós temos bons momentos como a cativante Don’t (o nome da música é só isso mesmo) e Plastic. Como em muitos casos, o CD começa bem e cai em sua segunda metade (no seu lado 2, relembrando o sentimento de vinil). Vale uma checada NWOBHManíacos! JCB – 7,0 |
![]() |
ELIXIR
Live Independente – imp. O Elixir em minha opinião é uma das mais fracas formações da NWOBHM, mas como firmaram o pé nesta volta, e estão fazendo vários shows na Europa, junto com outras bandas do movimento, então colhe os frutos disto. Aliás, que fique bem claro: um “movimento” nem sempre é acompanhado de dogmas religiosos ou de alguma ideologia, as pessoas tem a visão errada dessa palavra. Bastam várias pessoas estarem fazendo a mesma coisa juntas e/ou não ao mesmo tempo num mesmo lugar e com o mesmo intuito artístico (com uma união ou desunião, planejada ou não) já basta para ser um movimento. Eles lançaram seu último disco em 88 e voltaram em 2003 com The Idol, do qual nós já resenhamos anteriormente, e neste Live mostram suas melhores músicas, que ao vivo, ficam a desejar ainda mais do que em estúdio. De qualquer forma, como é um registro também histórico, então, vale uma checada e uma amainada na nota. Agora, custava dar um nome mais original para um disco ao vivo do que simplesmente Live? JCB – 7,0 |
![]() |
ELIXIR
Knocking On The Gates Of Hell Independente – imp. Já ao contrário do Live acima, este EP com quatro faixas mostram composições mortais e avassaladoras! O EP funciona como um single do próximo CD, Mindcreeper. A faixa-título é a única presente Mindcreeper, pesada, visceral mostrando uma banda revigorada e moderna e atual, sem deixar seu passado de lado! Death Tooll é a única inédita aqui, em estúdio, pois foi apresentada no Live, e temos mais duas ao vivo, Last Rays Of The Sun (como as bandas inglesas conseguem soar sombrias sem ser tristes, piegas ou depressivas! Só inglês tem esse humor cínico e ácido mesmo!) e The Star Of Beshaan, ambas não presentes no Live. Bom EP. JCB – 7,5 phil.denton@coldtown.com |
![]() |
WITCHFYNDE
The Witching Hour Edgy Records – imp. Grande banda do movimento que lança um grande álbum! Apesar de bem tocado e com uma produção atual, a banda conseguiu reproduzir a atmosfera do final dos anos 70 e começo dos 80, de forma única e original sim, pois não lembra nenhuma das demais do estilo! Afinal, só quem viveu na época e fundou o movimento sabe com é que se faz! The Other Side mostra o outro lado com um som poderoso, Stab In The Back detona, outro clássico! Half Of Mirros, com suas duas guitarras lembra os famosos duetos do movimento, e em Give ‘Em Hell, os solos são matadores! Em Conspiracy, lenta, lembra um pouquinho o Saxon em suas faixas mais pesadas e lentas (a batida da abertura e do refrão remete de leva à Crusader da banda de Biff). Wake Up Screaming fecha com grande estilo, no melhor do que o Heavy Tradicional tem a oferecer! Enfim, se você gosta de vocais secos e diretos, guitarras dobradas, solos simples mas diretos (que grudam na sua cabeça horas a fio depois de ouvir o CD), bateria reta e baixo que faz sua parte (nem desaparece e nem é o instrumento principal), melodias frias e músicas pegajosa, aqui está um puta disco! JCB – 9,0 info@witchfynde.com |
![]() |
OVERDRIVE
On Wizard Ridge Independente – imp. Boa banda da dita NWOBHM. Uma das mais obscuras e menos expressivas, mas que chega com um bom CD. Sim, On Wizard Ridge é um bom disco, nada de excepcional e nem no mesmo nível dos demais resenhados aqui na seção de NWOBHM, mas tem músicas legais, com riffs característicos e aquele ar sombrio do Heavy inglês. A capa é horrível (poderia dar uma caprichada, fazer um desenho legal). Nuclear Bomb apesar de clichê tem aquelas guitarras dobradas que a gente gosta tanto. Once In A Dream lembra um misto de Deep Purple e Whitesnake na época setentista. Enfim, mais uma boa banda do movimento. RS – 7,0 picky@overdriverockband.co.uk |