AGENDA
BANDAS
ENTREVISTAS
CDS
DVDS
DEMOS
FILMES
SHOWS
MATÉRIAS
PROMOÇÕES
LINKS
CONTATOS

PETTALOM

Uma taça de vinho a Noite

Entrevista: Júlio César Bocáter.
A paulista Pettalom tem apenas um CD lançado, The Wine Of The Night, mas já é a maior banda de Gothic Metal do país. Sua música não lembra nenhuma outra banda em específica, mas nos remete às melhores do gênero, como Lacuna Coil, Tristania e, principalmente, melodias e vocais femininos à lá Nightwish e guitarras e vocais masculinos como o bom e velho (e criador de tudo neste estilo) The Sisters Of Mercy. Seu vocalista e mentor, Marcos Riva, nos deu esta entrevista exclusiva que devíamos à você, leitor, a muito tempo. Confira e deleite-se! Encha suas taças de vinho enquanto os antigos sacramentos não chegam!

RU – Como surgiu a banda e a proposta de fazer este tipo de som.
Marcos Riva – Surgiu realmente em 88, e depois fomos encontrando nossa proposta, que era sintetizar as influências do Heavy Metal dos anos 80 com o Gothic Metal dos anos 90.
 
RU – O que significa Pettalom?
Marcos Riva – Significa a soma da palavra “petal” em inglês (petalo em espanhol) acrescida do mantra “ohm”. É uma junção de sentimentos góticos entrelaçados a uma aura de misticismo, já que abordamos angústias existenciais, literatura fantástica, erotismo e religiosidade, castelos antigos e inspirações e inquietudes ancestrais. 

RU – Como conseguiram contrato com a Demise Records, já que o selo é especializado em Metal Extremo e o Pettalom está mais para o Gothic Rock que o Gothic Metal?
Marcos Riva – Após a excelente repercussão de nossa 1a demo que continha as faixas Feelings Buried Alive e Celibate a Demise entrou em contato conosco e ofereceu o contrato até o lançamento dos dois próximos CD´s. O próximo Cd se chamará Ancient Sacraments que estamos trabalhando agora. Depois dele sairá um EP. As composições estarão mais intensas e densas, trazendo elementos que enriquecerão ainda mais a atmosfera da banda.

RU – Por esta diferença a banda tem algum privilégio por parte do selo ou algum tratamento mais rude por parte de outras bandas do mesmo?
Marcos Riva – Não temos privilégios e não conheço nenhuma banda do selo que o tenha. Só temos contato com o Silent Cry e o ex-tecladista deles, Bruno Selmer, está com a gente agora. Nosso CD foi um dos mais vendidos pela Demise e graças a ele fomos eleitos como revelação em 2000 pela Rock Brigade e ficamos em segundo lugar na votação da ROCK UNDERGROUND do mesmo ano. 

RU – A cantora conhecia e gostava de Rock e Metal? Pois o estilo dela se assemelha com a de Tarja do Nightwish que também não conhecia nada antes de entrar na banda.
Marcos Riva – Ela, assim como a Tarja, não era do meio Metal, vinha de uma formação musical acadêmica e lírica. O sortilégio se repetiu, pois a Kátia se saiu bem, como vimos na imprensa, fãs e amigos. Alguns a chamam de “a Tarja brasileira”. O 1o álbum saiu também no México, Alemanha e Emirados Árabes, entre outros países. 

RU – A linha da banda seria vocais femininos à Nightwish, vocal masculino Gothic Rock , instrumental Gothic Metal e guitarras  poderosas. Embora sejam elementos já comuns, não lembro de nenhuma banda que os tenha misturado. Você concorda e lembra de outra banda nesta situação?
Marcos Riva – Perfeito! Como fizemos com naturalidade, a fórmula saiu original. Meus vocais são limpos e graves, quebrando a fórmula do Gutural x Lírico da maioria. Os solos são puro Heavy Metal, e as bases a arranjos alternam o tempo todo entre o Heavy Metal e o Gothic Rock. Não lembro de outra banda que tenha feito isso.