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RU – Como a banda foi formada?
O Pleiades foi criado em outubro de 2005, em Belo Horizonte. A idéia partiu do guitarrista André Mendonça, na época, com apenas nove anos. Apaixonado por música, principalmente por rock pesado, ele pediu para o pai tocar teclado; a mãe, gaita e a irmã, baixo, para, juntos, formarem uma banda. Foi então que seu pai propôs a ele montar um grupo com meninos da sua idade e sugeriu essa idéia para a escola de música onde ele estudava. Ela gostou da proposta e indicou os melhores alunos entre mais novos para formarem o Pleiades.

RU – Fale dos trabalhos lançados.
Em 2006, fizemos a nossa primeira música própria, ainda em português "Mesmo que seja normal". Ficamos sabendo de um concurso promovido pela rádio BBC de Londres – “The next big thing”, “a procura da melhor banda jovem do mundo” e resolvemos nos inscrever. Foram escritos 1.100 bandas de 34 países diferentes compostas por integrantes com até 18 anos. Entre estas estava o Pleiades que garantiu o 9º lugar neste concurso. Recebemos essa notícia uma semana após a abertura que fizemos do show do Deep Purple em BH. Podem imaginar o quanto ficamos felizes nesta época!
Em 2007 lançamos o nosso single "Freedom". A música nasceu após um triste acontecimento. "Freedom" foi uma homenagem ao menino Pedro Augusto, que na época tinha 11 anos e estudava na mesma escola que com o guitarrista, André Mendonça. Pedro foi seqüestrado e durante um longo tempo a família permaneceu sem nenhuma notícia. Em agosto de 2007, foi encontrado morto. A música pede  paz, liberdade, justiça e uma convivência mais humana. Queremos viver e não apenas sobreviver à luta contra os homens que a nossa sociedade criou. O trabalho é uma mensagem contra a violência às crianças.
Em junho de 2009, já mais maduros, iniciamos a produção do nosso primeiro álbum, “PLEIADES”. Junto com o produtor Gustavo Monsanto preparamos nove composições próprias, mais a música bônus "Freedom". Foi um trabalho feito com muito carinho e muito, mais muito suor. Em janeiro de 2010 finalizamos as gravações e o lançamento oficial foi feito em 8 de maio, em São Paulo, no Blackmore Rock Bar. As músicas trazem riffs e refrãos marcantes, muita sinceridade e personalidade em cada acorde. As letras contam sobre o nosso ponto de vista e da idéia que temos do mundo atual, do sentimento de raiva, vingança que as pessoas carregam consigo, do pouco valor que a música em si está tendo, enfim, do tipo de ser humano com o qual hoje convivemos. Mas também, trás a esperança que ainda temos.    

RU – Fale da cena de sua cidade.
Bem, já ouvimos muitas vezes e diferentes pessoas dizerem que Belo Horizonte é a capital do Metal, mas não sei se é bem assim.
Eu tenho 17 anos, e assim como os jovens da minha idade, não fazemos a mínima idéia de como foram os anos 80. Ouvi histórias que diziam que as coisas eram ainda mais difíceis do que são hoje. Ouvi dizer que os músicos eram tão apaixonados por essa arte que mesmo com a dificuldade de se ter um instrumento, eles tocavam. Construíam suas próprias baterias de madeira, guitarras não muito boas, tudo improvisado, se juntavam na garagem e faziam um som verdadeiro, tocavam o que sentiam. Como o espaço era pouco e a música rara, os metaleiros se juntavam nessas garagens para ouvir o som daqueles que tinham coragem de fazê-lo. Bandas de música própria, iniciantes do metal, lotavam casas com um público de 400 pessoas. O público apoiava, as outras bandas apoiavam, era uma rede de suporte, todos queriam crescer, todos queriam música. Foi o que eu ouvi dizer, isso já foi BH.
Mas sabe o que eu vejo?
Vejo uma casa de show aberta para dar espaço às bandas iniciantes, (é claro que não há um som "TOP" neste lugar). Vejo bandas com dois ensaios de existência recusarem tocar lá porque a casa está abaixo do nível deles.
Quanto tem um festival underground de bandas próprias, aparecem 30 pessoas pra verem (Isso se tiver cerveja e mulheres gostosas! Do contrário seriam 10 pessoas).
Quando uma banda consegue fazer a abertura de um show grande, os amigos dizem: "Parabéns". As outras pessoas dizem: "Eles pagaram para abrir!" - E têm certeza absoluta disto, espalham a notícia como se fosse jornal.
Na hora do show, alguns curtem e batem cabeça, outros analisam e ficam sedentos por uma notinha errada para poderem dizer: "Esse cara não toca nada, eu sou melhor que ele!"
Essa é a cena que eu enxergo, muito distante do que ouvi falar. São tantas bandas que elas não se apóiam, brigam entre si, porque a grande maioria se acha Rock Stars.

RU – Fale sobre planos no futuro.
Num futuro próximo, queremos fazer a divulgação deste álbum da melhor forma possível. Trabalhar bastante a divulgação na internet, nos shows, fazer com que o maior número possível de pessoas conheça o Pleiades. Vender 1 milhão de cópias?.. (risos)
Num futuro mais distante, queremos focar a nossa música no exterior, que sempre foi o nosso sonho, fazer turnês mundiais e poder falar para o mundo todo.

RU – O final é seu!
Acessem e conheçam o nosso trabalho: www.myspace.com/bandapleiades
E se quiserem adquirir mandem um e-mail para arizza.produtora@gmail.com
Este álbum foi feito com muito carinho para o público. Espero que vocês curtam o novo trabalho que preparamos para vocês.
E se eu pudesse fazer um pedido ao Papai Noel, pediria que BH e o mundo todo pudesse acordar com uma personalidade ainda mais marcante do que aquelas dos anos 80 que a gente só ouve falar. Não só pelas histórias da música, mas pelo que disseram da união, de como construíram a liberdade de expressão e como construíram uma vontade de lutar.