Atualizado em 29/05/2008

CORES D FLORES
Paixão
Silent Music – nac.
Pasmem, para quem ainda não está ciente, este é já o terceiro disco e esta é a banda de Marielle Loyola, ex-vocalista da banda feminina de Thrash Metal Volkana. Isso mesmo. Aqui, ela pega bem mais leve, num Rock mais convencional, sem o peso do Thrash. A banda é completada por Tiago Wesguerber (guitarra e violão); Eugênio KF (baixo) e Guima Scartezini (bateria). E a banda já tem mais de dez anos de estrada., e já ate tocou em programas de TV da MTV e da TV Cultura de SP, como os extintos Turma da Cultura (um dois melhores programas dedicado aos jovens que já tive conhecimento) e Musikaos. As letras agora são em português, e segue o release da banda para você ter maior conhecimento da mesma. A banda foi formada na fria Curitiba no ano de 98 por Marielle Loyola, com o intuito de satisfazer suas maneiras de fazer músicas diferenciadas e vindas de muitas influências. Claro que o Background de Mirella conta muito aqui, já que com as Volkanas, ela excursionou com Ratos de Porão, Sepultura, Viper e Titãs, ou seja, sua música sempre tem um “quê” de peso e agressividade. Claro, este disco e banda atual é bem mais melódico, sensível e maduro, sem destaques para nenhuma música, já que Paixão é consistente por inteiro. Mas o destaque de tudo ainda é Mirella, seja por sua imagem, seja pelo seu poderoso vocal, por habilidade em compor diversos temas, desde os mais calmos até os mais densos. RS – 8,0

CORRÉRA
Mutilações E Mortes
Silent Music – nac.
Banda dos paulistas que oscila entre o Thrash Metal e o Hardcore, caindo no Crossover e etc. Chame-os ainda de Thrashcore, Metalcore ou ainda o bom e velho Crossover mesmo. Influências de Suicidal Tendencies, Biohazard, DRI e demais bandas “urbanas” e street. As letras são em português mesmo, e o estilo cai ainda para o NYHC, ou seja, bem pula-pula, arrastado, nem nova-iorquino. Muitas bandas paulistanas seguem essa trilha, já que, São Paulo é muito parecida com Nova Iorque, tanto na riqueza, quanto na pobreza e na variedade cultural e preconceitos, apesar de ambas serem metrópoles e cosmopolitas. As letras criticam a sociedade claramente, em 17 faixas ácidas e críticas, de músicas com muito groove. Destaques para: Petroguerra, Faculplayba (essa é demais!), Estilo HC (lembrando algo de Agnostic Front e Madball), e Atitude Corréra, bem auto-biográfica. O CD foi feito no legendário estúdio DaTribo, onde gravaram bandas como Claustrofobia e o Endrah. Sim, não é só de Pompeu que vivem as bandas paulistas. Mutilações E Mortes é direto e reto. LT – 8,0

Faixas:
01. Alienação
02. Faculplyaba
03. Filhos da Pátria
04. Petroguerra
05. Desiquilíbrio Social
06. Capitalista América
07. Estilo HC
08. Hora do Medo
09. Rajada de Fogo
10. Sequestro da Mente
11. Repressão
12. Vivendo e Aprendendo
13. Animal Humano
14. Atitude Corréra
15. Mutilações e Mortes
16. Vida Maldita
17. Soldados

LEFT FRONT
Death Will Be Just Beginning
Silent Music – nac.
Mais uma banda de Metalcore, e já virou epidemia e já endemizou o Brasil. Depois de várias ondas, como o Poppy Punk, o Harcore Melódico, o Alternative Metal, o Nu Metal, agora é a vez do Metalcore. São bandas que, não querem ser Hardcore tradicional, nem o puro Thrash, mas cambeia entre os dois decaradamente. A banda paulistana (mais uma) Left Front executa este estilo, tão normal em cidades grandes e metrópoles, como a nossa. O debut da banda, The Death Will Be Just the Beginning, com uma queda para o New Metal ainda, já que apresenta litigiosas influências de Korn (na parte psicótica, e nos vocais) e Slipknot (na loucura sonora, também nos vocais e nas guitarras minimalistas e pula-pula). A presença de synths aparece na faixa-título, Death Theory e The Flames Of the World, resultando em momentos noventistas e são os destaques. A produção sonora, pode ser melhor trabalhada na próxima vez, pois aqui ficou um pouco a desejar, não captando o peso querido pela banda. Parabéns ao título bem sacado do disco, já que, é quase homônimo àquela série famosa da Nuclear Blast. LT – 7,0

Faixas:
01. My Last Murder Riot
02. Hipocrite Lies
03. Help Me
04. The Flames Of World
05. The Death Will Be Just The Beginning
06. Eternal Suffering
07. Death Theory
08. System Slave

NO RACISM, NO VIOLENCE
V/A
El Sonora Records / Silent Music – nac.
Coletânea da gravadora El Sonora Records, enviada para nós pela gravadora Silent Music. Aqui, nesta coletânea mescla bandas brasileiras com bandas hispânicas: os Kertuler e Aphonnic da Espanha e o Bruthal6 da Argentina. Como em grande parte das coletâneas Underground, há vários altos e baixos, claro, e seria injusto ficarmos sobressaindo uma banda da outra, então, compensa você ir atrás do seu. Olha o nível das bandas aqui presentes, entremeando os estilos Hardcore, Punk, Thrash, Crossover, Metalcore, Thrashcore e etc. Confira e apóie o Underground! LT – 7,0

1.SKIN CULTURE(SP)
2.APHONNIC (Espain)
3.ENVYDUST (SP)
4.BRUTHAL6 (Argentina)
5.CORRÉRA (SP)
6.Soul Factor (DF)
7.KERTULER (Espain)
8.AMOS (MS)
9.QOHELET (SP)
10.MEGIDDO (SP)
11.HEIGHTEN (SP)
12.MINORA (SP)
13.HONEY PUSSY (SP)
14.STREITO (SP)
15.SETE pele ( DF)
16.Nomad Sapiens (SP)
17.QUARTO TEMPLO (MG)

AGNOSTIC FRONT
Warrior
Nuclear Blast – nac.
Décimo segundo álbum de estúdio desta lenda viva do Hardcore mundial. Donos da marca HCNY, a banda volta com mais um disco ao seu melhor estilo. Mais de 25 anos de carreira e as décadas se passaram, e os caras mostram que seu punch continua a toda. Warrior é um disco pesado, agressivo, poderoso, com uma queda para o Metal e Crossover, mas acima de tudo, Hardcore. O álbum conta com a produção de Freddy Cricien (Madball) que é irmão do vocalista do Roger Miret. Aliás, foi graças a Roger se aprofundar de cabeça no Madball que ele teve pique e força para voltar com o Agnostic Front nos anos 90. O disco é cristalino em sua produção, portanto, toda a sujeira que você ouve é a cargo da agressão das músicas aqui contidas. Destaques para as urgentes Dead To Me, Black And Blue, We Want The Truth, For My Family e No Regrets. Pouco a se dizer e muito a se pogar. Vale a resenha para divulgar aos fãs que este disco saiu, verdadeiros fãs de Hardcore não fazem downloads! Verdadeiros fãs de Hardcore sabem as importância e dificuldade de uma banda e por isso, se unem e a apóiam! LT – 8,5

Faixas:
1. Addiction
2. Dead to Me
3. Outraged
4. Warriors
5. Black and Blue
6. Change Your Ways
7. For My Family
8. No Regrets
9. Revenge
10. We Want the Truth
11. By My Side
12. Come Alive
13. All These Years
14. Forgive me Mother
15. Break the Chains

NEW CITY ROCKERS
Mesa Virada
F Records – nac*
A banda faz apenas o chamado Punk Rock pronto e simples. Aquele pique Hey ho, let’s go! Além disso, tem aquele pique Punk 77, poucos acordes, muita rapidez, energia e a porradaria come solta. Você ouve e já quer sair pogando. A cena Punk Rock atual estava carente de surgirem novas bandas e de seus selos especializados apostarem alto nestas bandas. O paulista New City Rockers foi formado em 2001 e no ano seguinte lançou um CD demo. Agora, em 2007, e só agora, numa parceria entre os selos F Records e Alternar Records, o grupo lança o seu debut, Mesa Virada. O CD abre com uma intro de 22 segundos, instrumental, e a segunda faixa, Hoje Eu Sei, dá a deixa de como transcorrerá o disco até o seu final. A produção é muito simples, com alguma desigualdade entre o vocal e os instrumentos. Outros destaques mesmo assim são: País Da Impunidade, Nunca Se Renda, Globalização e Liberdade De Escolha. As letras são legais e fogem do lugar comum: são denúncias e protestos sim, mas de forma mais atual e contemporânea. Que venham mais discos e que não demorem mais 6 anos para soltarem o segundo e que a F Records continue sendo exemplo para os demais selos, que estão muito paradões, no segmento. LT – 7,5

Faixas:
01. Intro
02. Hoje eu Sei
03. Liberdade de Escolha
04. Cidade
05. Globalização
06. Alguém Pode me Dizer?
07. Mesa Virada
08. País da Impunidade
09. A vida não Espera
10. 77 em 99
11. Momentos de Reflexão
12. Nunca se Renda

JESUS MARTYR
The Black Waters
Midiacaos – nac.
Banda da Argentina, muito boa. Infelizmente, por causa da ignorância que assola o povo brasileiro (também no Rock, Punk, HC e Metal sim senhor) de dar as costas para os grupos surgidos de lá, por uma mera e ridícula rivalidade futebolística. Mas alguns selos querem quebrar esse véu de ignorância e lança este excelente The Black Waters do Jesus Martyr. Eles somam brutalidade com melodia, intensidade com harmonia, com tamanha precisão digna de relojoeiros suíços! Se as bandas brasileiras são tão grandes na Argentina e na Latino América em geral como são aqui, os grupos de lá são ignorados na terra do pau-brasil. The Black Waters é um álbum conceitual, cuja temática é o fim da civilização, devastada por águas negras. Na Europa eles são tidos como “O Segredo mais bem guardado da Argentina”. Sem mais a falar, e mais a escutar, confira! Em tempo, para quem não os conhece: como é a música deles? Muitos falam que seja New Metal, Hardcore ou Metal, mas me arrisco a dizer que começaram a escrever uma nova parte da história da música pesada. Em tempo 2: a maioria das bandas portenhas são nacionalistas e só cantam em sua língua nativa, e o JM faz parte do time contrário, assim como seus conterrâneos do A.N.I.M.A.L. uma das maiores influências suas e que encerraram suas atividades recentemente. PR – 8,0

1-End of the Era
2-Moonvalley
3-Breathless
4-What makes you burst
5-Seed of Evil
6-High at the Holy City
7-Hecatomb
8-Masses want dead
9-The Black Waters
10-Motherland
11-Damn the Jesusmartyr

MXPX
Let's Rock
Rock Machine – nac.
Este Let’s Rock é uma daquelas coletâneas de raridades, sobras de estúdio e lados-B A banda, que já lançou Let It Happen, em 98 nesse estilo, de novo vem com esse mesmo formato. Sinal de que seus fãs gostam, apreciam e aceitam esse tipo de coisa. Algumas faixas são inéditas, mas não novas, outras regravadas, outras saíram em EPs e projetos especiais. Ou seja, é meio que um balaio de gato e mostra um compilado irregular, ainda que bom, para seus fãs. Seu som, um Punk, meio Poppy Punk, meio Hardcore Melódico, que fez sucesso entre 94 e 98, tem uma grande legião de admiradores, como aqui no Brasil também. Difícil apontar destaques já que o CD não é linear, mas mesmo assim, é uma coletânea, ainda que não um Best Of. Então, segue o track list e se despertar interesse, vá atrás do seu, e pogue, pois pelo menos, a diversão é garantida!
LT – 8,0
01. You Walk, I Run
02. Every Light
03. 1 And 3
04. Don’t Forget Me (When You’re Gone)
05. Breathe Deep
06. Make Up Your Mind
07. Running Out of Time
08. Slow Ride
09. Where Did You Go?
10. Sweet Sweet Thing (Acoustic)
11. Last Train (Acoustic)
12. You Walk, I Run (Acoustic)

EXPLOITED
Best Of 25 Years
Rock Machine – nac.
Twenty Five Years of Anarchy And Chaos é o título desta coletânea do Exploited, uma das maiores bandas de Punk Rock de todos os tempos. A coletânea abrange todas as fases da banda e este CD conta com verdadeiros hinos da banda como Let´s Start a War, Punks Not Dead, Beat The Bastards, Computers Don´t Blunder, System Fucked Up, Chaos Is My Life entre tantas das vinte e quatro faixas, onde eles disparam contra o sistema, contra a religião, a sociedade e todas as hipocrisias. Confira o track list:
1. Army Life 
2. Exploited Barmy Army
3. Punks Not Dead 
4. Dogs Of War
5. Dead Cities
6. Attack
7. Computers Don´t Blunder
8. Troops Of Tomorrow
9. Let´s Start A War 
10. Rival Leaders
11. Death Before Dishonour 
12. War Now
13. Jesus Is Dead 
14. Sick Bastard 
15. The Massacre
16. Fuck Religion 
17. Porno Slut
18. Beat The Bastards 
19. System Fucked Up 
20. Law For The Rich
21. Fuck The System 
22. Noize Annoys 
23. Chaos Is My Life 
24. Never Sellout 
Já que não temos mais discos da banda com músicas inéditas e se você está curtindo Punk ou só agora, ou ainda não conhece a banda, confira esta coletânea imperdível! LT – 9,0




























FABULOUS DISASTER
Pretty Killers
F Records – nac.
Banda de Punk Rock feminina que chega com um grande atraso por aqui, já que este álbum foi lançado inicialmente há 8 anos atrás (1999 mais precisamente), mas o que importa é a qualidade musical e a competência das meninas, o que me remete aos bons tempos de bandas com L7 ou 7 Year Bitch, comparações à parte, a banda tem toda sonoridade calcada as raízes Hardcore. Destaque para as faixas Rich Bitches In Volvos Piss Me Off, Black e Blue, Boo e Time Bomb, vale ressaltar que o CD conta com 4 músicas bônus. O álbum vem com 18 faixas, 14 lançadas na primeira edição do álbum e as quatro últimas que apareceram na primeira demo da banda. Desta época pouca coisa sobrou, metade do grupo se separou, deixaram de ser um quarteto e viraram trio com o advento do EP I´m A Mess, o quarto trabalho delas. A banda era muito mais tosca e primitiva do que hoje, em que seu som evoluiu assustadoramente. Mesmo assim, parabéns para o trabalho da F Records em trazer mais um disco da discografia delas, deixando o mercado brasileiro mais completo neste estilo. FSS – 8,0

SEKS COLLIN
Ao Nosso Alcance
F Records – nac.
Hardcore Melódico lembrando bandas californianas em alguns momentos. Mostrando competência e boa produção, o quinteto Seks Collin esbarra em temas como amores acabados, corações partidos e re-começos e skate. Instrumental convincente e boas linhas de melodias vocais fazem parte de mais um álbum bem perto do Emocore. Um adendo: o Hardcore Melódico, que é um estilo espetacular, acabou em parte gerando o Poppy Punk de Green Day e Offspring, e depois, o Emo de Blink 182 entre tantos outros. Não é meu estilo predileto, mas não consigo ver nenhuma diferença entre elas e as bandas top do estilo, como NX Zero e CPM22. Mesmo assim, prefiro o Killi e outras bandas mais HC de fato. FSS – 5,0

ASTORIA
Algo Para Os Momentos Difíceis
F Records – nac.
A banda antes era conhecida como Arsenal, e como Astoria agora, finalmente chega ao seu álbum de estréia. O grupo é um trio, formado por Léo (guitarra/voz), Leandro (baixo) e Júlio (bateria) e já um certo nome na cena Punk/Hardcore de SP. O encarte é bem feito, e vamos a parte musical. São 13 faixas com muitas melodias, bons refrãos, bons arranjos turbinados e vocais marcantes. Como bônus, o CD tem 2 vídeos, um mini-pôster e um adesivo, mostrando que no HC é assim que se combate a pirataria: dando um produto melhor aos fãs. Destaques para Dias Como Este, Aprender A Te Odiar, a faixa-título e Retilíneo Uniforme. Apesar de ter umas quedas para o Emo (que já está no fim), a banda ainda pode ser chamada de Punk sim senhor. FSS – 7,5

SHILEPER HIGH
Shilas On The Rock
F Records – nac.
Mais uma boa banda Melódica, de Poppy Punk, se é que ainda podemos chamar assim. Eles não são tão pesados quanto o Hardcore Melódico e bem mais agressivo e menos bixoso do que o Emo. As músicas são fáceis (em inglês, desta feita) como What Do Kids Know?, Martini, Open Bar, Lost e etc. A banda é formada pelos irmãos Guilherme (guitarra e voz) e Conrado (bateria) mais André (baixo). A produção deixa um pouco a desejar, mas o pique, garra e energia, garantem o divertimento. FSS – 7,0

VILIPÊNDIO
Um Segundo de Glória
Independente – nac.
Esta banda vem dando o que falar no Underground, tanto que está expandindo suas fronteiras e pode ser a próxima grande promessa de alguma gravadora que queira investir em um nome que alia qualidade musical, com punch e apelo para fazer sucesso. Afinal, depois que contrataram o Dead Fish (que maneirou sua música, isto e verdade), o parteira está aberta! O som é poderoso, pesado, cru, agressivo, desafeto, irado e colérico! A desconstrução sonora é grande, a tosqueira roal solta, lembrando os primórdios do Hardcore, de bandas como Germs, Olho Seco, S.O.D. e claro o Grind de Extreme Noise Terror, como também Metal, Thrash e Crossover. Caótico, letras em português, saca só alguns títulos: Mulheres Apaixonadas não Entram Em Açougues, A Saga De Um Hospital Público, A História De João H, Por Motivos Banais e etc. O que mais a dizer a não ser ouvir, banguear, pogar e se divertir? LT – 8,0

LIXOMANIA
Não Obrigado: Ao Vivo
MNF – nac.
O Lixomania é uma das bandas seminais do Punk Rock brasileiro. Não Obrigado é um excelente registro ao vivo desta lendária banda paulista, formada em 1979. Hoje a banda conta com Miro na bateria, Júnior no baixo, Tikinho na guitarra e Moreno nos vocais. São 18 faixas ao todo, sendo na versão corrente 15 clássicos do pogo:
1. Realidade 
2. Grito de Ódio 
3. Gerente 
4. Guerra Nuclear 
5. Presidente 
6. Os Punks Também Amam 
7. Anarquia no Brasil 
8. Fugitivo 
9. O Punk Rock Não Morreu 
10. Massacre Inocente 
11. Estado de Sítio 
12. Punk! 
13. Zé Ninguém 
14. Violência & Sobrevivência 
15. Voto 
Além destas, como bônus OMR, Quero Ser Livre e PPP. Imperdível e indispensável! LT – 9,5

SEX PISTOLS
Spunk
Dynamo – nac.
Saiu oficialmente este disco que, “originalmente” saiu como pirata. Nenhuma novidade nem nenhuma faixa “nova”, mas apenas faixas que já haviam saído no eterno Never Mind The Bollocks. As versões aqui presentes são tiradas de demos, gravadas um ano antes do clássico. Tanto que muitas destas faixas receberam nomes diferentes. Estas versões circulavam ilegalmente desde a saída de Never Mind The Bollocks até os dias de hoje, até que resolveram oficializar isso tudo. Claro, tudo muito cru, mal tocado, mal produzido, vale mais como registro histórico do que para você ouvir e curtir mesmo. Veja a relação do track list de Spunk:
1. Seventeen
2. Satellite
3. Feelings (viria a ser depois No Feelings)
4. Just Me (viria a ser depois I Wanna Be Me)
5. Submission
6. Nookie (viria a ser depois Anarchy In The U.K.)
7. No Future (viria a ser depois God Save The Queen)
8. Problems
9. Lots Of Fun (viria a ser depois Pretty Vacant)
10. Liar
11. Who Was It (viria a ser depois EMI)
12. Looking For A Kiss (viria a ser depois New York)
13. Anarchy In The UK (Denmark Street Demo, July 76)
14. Pretty Vacant (Denmark Street Demo, July 76)
15. No Fun (Unedited version, Oct ´76)
Você que é Punk, tome uma attitude Punk e tenha de vez estas versões originais e históricas!
LT – 9,0

DESERTOR
Cadeira De Rodas
Silent Music – nac.
Boa banda de Hardcore cristã (sim isso mesmo). O teor das letras pode até causar celeumas, mas o som é legal. E cá entre nós, 90% das pessoas ouvem Rock em inglês e não entendem nada do que canta, apenas a música e a melodia das frases cantadas, que muitos repetem sem saber o que significa. Afinal, se as pessoas dessem muita bola para as letras em inglês, ninguém gostaria de Romones, pois as letras deles... Bem, vamos á música. A banda faz um HC sujo e arrastado, com alguns pulas-pulas, meio NY. Destaques para Divórcio, Cadeira De Rodas e Sem Terra, dentre as 20 músicas do álbum. Confira. LT – 7,5

TRINO
666 Corporation
Alerta Records – nac.
Bom, o som aqui é Hardcore, né? Claro, como todo grupo barulhento e pesado atual, eles vão para diversas outras tendências, como o Thrash, Crossover, Crust (bem pouco) e até algo de Death e Grind, passando pelo Heavy tradicional também. Mas ainda, Hardcore. A banda ainda soa moderna, como vem fazendo e sendo chamado de Metalcore, como muitas bandas norte-americanas infestam a Metal Blade e outras tantas alemãs e suecas (até o In Flames está indo nessa). Nesse tal de Metalcore, há as bandas que vieram do falido New Metal (quem?), outras do Metal mesmo e outras do HC, sendo este terceiro e último caso o do Trino. Sem destaques individuais, nem em faixas nem em músicos, 666 Corporation é assim do começo ao fim. O CD ainda contém faixa interativa com um vídeo-clipe e produção gráfica lindíssima! LT – 8,5

HASTA QUANDO?
Entrefuego
Alerta Records – nac.
Mais uma banda de Metalcore surgindo aqui, com mentalidade política, bem como as suas letras. Grande influência de Death Melódico de Gotemburgo e o Metalcore atual dos Estados Unidos da América, a banda pode ter grande número de fãs por aqui! Como excentricidade, as letras são parte em português e parte em espanhol (olha aí, os caras de olho na Latino América!) e o ponto negativo é Entrefuego ser curto, apenas nove faixas. Para compensar, encarte com 16 páginas e textos que vão te fazer refletir. Também se você não refletir, não pega nada, pois o som é sujo e agressivo! Ouça você mesmo! LT – 7,0


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