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GENITORTURES
Blackheart Revolution Dynamo – nac. As Genitortures surgem na década de noventa, bem no início, naquele período da história da música norte-americana, em que aquele punk mais agressivo começava a descobrir os virtuosismos da música eletrónica. Pensem nos Ministry, eternos pioneiros do rock industrial, recordem o E.B.M (electronic body music) que nos traziam os Nitzer Ebb, D.A.F., Front 242, só para citar algumas, estabeleçam uma linha cronológica e rapidamente vão parar ao surgimento dos Marilyn Manson And The Spooky Kids, Nine Inch Nails e toda esta linha de rock mais negro e corrosivo das terras do tio Sam. Pois bem, os Genitorturers brotam neste cenário, numa fase de revolta, numa altura em que Gen (a bem dotada vocalista da foto) estaria a acabar o seu curso de medicina. Surgiu-me recentemente, que a banda acabaria por ser descoberta por Miles Copeland, que teve o condão de tirar do anonimato bandas como os The Police, R.E.M., The Bangles e até mesmo os Concrete Blonde. Daí até gravarem o primeiro álbum (120 Days Of Genitorture) foi um tiro. Viradas as primeiras páginas desta história, David Vincent aka Evil D, renomeado baixista dos Morbid Angel e também marido de Gen, junta-se à banda. Seguem-se passados uns anos “Sin City” (1998), “Machine Love” (2000) e o EP ”Flesh Is The Law” (2002). Neste ano que corre é esperado “Blackheart Revolution” sucedendo ao DVD “Live In Sin”. É a propósito deste trabalho que me lembrei de vos embalar ao som desta história. Uma pessoa que tenha oportunidade de ver este DVD, nunca mais será a mesma, pensei eu, esgotada aquela hora de concerto. É o verdadeiro freak show, carregado de pornografia ao vivo e Jack Daniel’s com fartura! Sinceramente, não aconselho a quem for mais susceptivel a certas imagens, o espectáculo é violento e explora toda aquela vertente blasfema característica de um certo senhor geralmente encarnado, de cauda e orelhas pontiagudas. C&C – 8,0 Faixas: |
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KINGS OF LION
Only By The Night Sony/BMG – nac. Apesar de ser um queridinho da crítica mundial, aqui no Brasil, muita gente acaba não entendo a proposta do KOL. Tudo bem que hoje existem zilhões de bandas, de estilos, muitas delas soam parecidas, e isso acaba embolando o meio de campo. Eles tocaram no Brasil em 2005 e grande parte dos presentes não curtiu. Mas eles mostravam que tinha potencial e seu antecessor Because Of The Times salvou a carreira e o contrato do grupo. Agora chega Only By The Night, o melhor disco deles até então, o mais maduro e o mais próximo da sonoridade que eles queriam alcançar. Normal. Há três tipos de bandas. 1- Bandas que nascem já fazendo sucesso, e o continuam até hoje. São raras. 2- Bandas que estouram no mundo todo e terminam no terceiro disco. 3- Bandas que demoraram para explodir, mas quando o fazem, permanecem no sucesso. O Kings Of Lion está na seara da terceira alternativa. Sua música calcada no Rock dos anos 70, algo Pop dos 80 e antenada com o revival dos anos 90. Muitos ainda os comparam com o Strokes, que ainda é uma banda mais elucidativa e famosa. Mas o KOL, mesmo que na rabeira e correndo por fora, vai pouco a pouco estabilizando seus alicerces. Não há faixas de grande destaque, mas o disco inteiro é homogêneo, e é aí o mérito da banda, até porque, hoje em dia, temos músicas fantásticas em disco ruins. E aqui temos de tudo, menos músicas ruins. O Sex On Fire está aí para fazer sucesso mesmo, que vai carrear o disco todo. Será que se voltarem ao Brasil, terão uma melhor recepção? LT – 8,0 Faixas: |
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KAISER CHIEFS
Off With Their Heads Universal – nac. A banda esteve recentemente no Brasil no festival Planeta Terra como uma das atrações principais e foi considerada pelos queridinhos da crítica e o pessoal “In” como a melhor atração do festival. Para você ver como esses festivais são fracos. Pois uma banda apenas “boa” que tem apenas três discos e que só o primeiro é sucesso de público e crítica, mostra o quão tendencioso são estes shows. Até hoje me pergunto se o público que freqüenta estes festivais e se diz gostar destas bandas, se realmente eles gostam mesmo, ou se apenas baixam suas músicas para decorar as letras, para mostrar para OS OUTROS que também são In e estão dentro da “elite” roqueira. Me pergunto se eles curtem mesmo esse tipo de banda, se ouvem quando estão em casa, se emocionam-se quando ouvem, se vão ouvir esta banda daqui 10 anos e de daqui um ano ainda vão lembrar das suas músicas. Ou se é apenas para por no Orkut para se mostrar (de novo) “In” e falar para os outros na balada. Afinal música é para curtir consigo e não para se mostrar para os outros. Bem, volta à vaca fria, Off With Their Heads é um bom disco de Rock, bem ao estilo inglês, muito bom mesmo! Mas sem esse frenesi nem esse frisson que a mídia e o público que freqüenta a Vila Madalena alardeiam e propagandeiam. Temos toques de Brit Pop, algo Guitar, algo Garage, algo Indie, algo Alternativo, algo Post Punk, e até algo Pop e New Wave. Spanish Metal vem com muito Noise e barulho mesmo! Never Miss A Beat é datadamente Brit Pop Middle 90’s. Feita para tocar nas rádios e TVs de clipes. Like It Too Much é conscientemente despojada. You Want History vem com sintetizadores desnecessários, pois a música é até boa. Good Days Bad Days é algo Folk e assim vai Off With Their Heads, um disco diversificado, que atira para quase todos os lados, acerta a maioria e cai no gosto da galerinha, que você sabe qual. LT – 7,5 Faixas: |
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ROCKNROLLA
Soundtrack Universal – nac. Trilha sonora do filme homônimo que trás a nata da nata dos primórdios do Rock’n Roll. Mesmo que o filme não seja lá essas coisas, a trilha sonora vale a pena, e toda trilha de filme que fale sobre Rock devemos sempre tirar o chapéu: isso ajuda a perpetuar este senhor de quase 60 anos de idade. Sim, o Rock está prestes a virar sexagenário! Portanto, respeito! Essas iniciativas sempre estão renovando e reciclando esse gênero, passando de geração a geração. E para que os mais novos sempre comecem desde cedo a gostar daquilo que é bom de verdade. Bom, como a resenha não é do filme e sim da música dele, vamos à ela! Temos “só” Bo Didley, Lou Reed, mais clássicos do Punk Rock, como o The Clash, e novas apostas do cenário Indie, como o The Subways, cuja faixa Rock & Roll Queen é tocada durante uma das melhores seqüências do longa. A trilha dosou desde clássicos das antigas, até os midback com bandas mais novas. Aqui estão ainda The Hives, The English Beat, além de diálogos interessantes e engraçados do filme em algumas faixas, que claro, só que viu o filme vai entender. Tanto estes diálogos como todas as bandas aqui presentes, são todos ingleses. Bandas inglesas de diversos estilos e épocas e diálogos com o melhor do humor inglês, outra ácido. Quer coisa mais Brit Pop do que isso? Independente de você ter assistido o filme ou não (e ter gostado ou não), sua trilha sonora é ultra-recomendada! LT – 8,0 Faixas: |
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CHROME DIVISION
Booze, Broads and Beelzebub Nuclear Blast – nac. A banda ainda é mais conhecida por ser o projeto paralelo de Shagrath, vocalista do Dimmu Borgir. Aqui, o Chrome Division passa longe do Black Metal do DB e Shagrath toca guitarra e não canta. A proposta é fazer um Rock’n Roll ao estilo Motörhead. Muito parecido, e pouco inspirado. Não sou fã desse tipo de proposta em que, caras do Metal extremo queiram fazer estes tipos de Rock’n Roll. Nada contra, sem preconceito, mas aqui o resultado parece meio forçado do tipo “vamos fazer algo bem sexo, drogas e Rock’n Roll, mostrar que somos pegadores e que vivemos bêbados”. Acho que esse tipo de mentalidade já passou do seu tempo. Independente da música, é esta mentalidade que rege aqui. E musicalmente, eles querem premeditadamente e matematicamente calculado mostrar que são “espontâneos”. Nesse quesito, o I (dos caras do Immortal) funciona melhor. Além de tudo, lembra muito o Motörhead, que se o original já está pra lá de desgastado e ultrapassado, o que dirá uma cópia? Eddie Guz, o vocalista, tem um timbre entre Lemmy e Zakk Wylde e Shagrath a´te faz um trabalho legal nas guitarras. Eles fizeram uma cover de Sharp Dressed Man do ZZ Top que ficou boa, e outros destaques poderiam ser Wine Of Sin, Life Of A Fighter e Hate This Town. O disco não é ruim e a idéia é legal, mas desde que fossem mais espontâneos mesmo, e não forçaram serem despojados. RS – 7,0 Faixas: |
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OASIS
Dig Out Your Soul Sony/BMG – nac. Bom, já falamos de algo do Oasis na resenha abaixo do The Verve, feita anteriormente à essa. E explicamos sua longevidade e seu sucesso, devido não só a sua qualidade e polemicas extra palco, mas a interrupção da carreira de tantas bandas inglesas que eram tão boas quanto. Eu sou mais um daqueles que já amei e já odiei a banda, como tantos milhões por aí. Todos os seus discos tinham algumas músicas que eu gostava e muitas delas clássicos do Rock contemporâneo. Porém, a maior crítica musical minha era para o fato de seus discos serem um tanto irregulares, tendo um terço de excelentes Rock’s, mas quase (as vezes mais da) metade feito de baladas, nem todas tão impactantes e radiofônicas. Claro que o esforço de Noel em soar como Beatles e dele ser um novo John Lennon, por vezes irritava. Aqui em Dig Out Your Soul, o Oasis nunca soou tão Beatles como antes. Só que dessa vez acertou a mão em cheio e fez um disco quase perfeito. Bag It Up abre bem legal, sem muito alarde, mas uma boa música. Na seqüência, uma coisa que virou praxe nas produções de bandas grandes. Colocar geralmente a melhor, ou a mais bombástica música, como a segunda no track list. Como é o caso de The Turning. Uma música razoavelmente rápida, bem ao estilo do grupo, com refrão marcante (isso eles sabem fazer como ninguém), climática, com linha de guitarra hipnótica e um solo matador e teclados para fazer climas e texturas tipicamente inglesas. Waiting For The Rapture é puro Beatles com Noel cantando, soando como se fosse um misto de Come Together dos anos 2000. Mais cadenciada, com violão, poucos acordes, mais limpa,e Noel encarna John Lennon, seja nas mãos, seja nas vozes. Em The Shock Of Lightning a banda mostrou que ainda sabe fazer canções tipicamente de Guitar band, como eles já foram um dia. Distorção, Noise, sujeira e garagismo, com uma produção limpa, que dá uma dimensão viciante a essa faixa! I´m Outta Time é a baladinha, e o clima meio Yellow Submarine vem em (Get Off Your) High Horse Lady. Essa você vai se sentir dentro do Submarino Amarelo! Com Noel, claro, cantando. Ele canta também em Falling Down, essa mais diferente, algo Progressiva até, meio Psicodélica. O clima anos 60 continua em To Be Where There´s Life, mas dessa vez com Liam no vocal, que faz algumas vocalizações diferentes em Ain´t Got Nothin´. Depois, as últimas músicas são uma caída, mas apesar disso, Dig Out Your Soul é o disco mais linear do grupo. JCB – 8,5 Faixas: |
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THE VERVE
Forth EMI – nac. As “novas” bandas inglesas são enigmáticas. Desde sempre a mídia inglesa têm procurado o novo Beatles. No começo dos anos 90, eles queriam a resposta inglesa para o Grunge que devastou o planeta naquela época. Surgiu então o Brit Pop. Antes disso, numa resposta às bandas Indies norte-americanas, ou as que faziam sucesso nas College Rádios, os ingleses vieram com força total na cena de Manchester, com as maravilhosas Guitar Band como Happy Mondays, Charlatans, Pulp, Inspiral Carpets entre tantos, tendo como seu maior nome comercial (e de qualidade também) o Stone Roses. Eles lançaram em 89 o debut homônimo, e causaram furor no meio do Rock. Mas o segundo disco deles tardou a sair. Demorou muito, cinco anos, para Second Coming, mas aí o momento já era do Brit Pop e o Oasis, que no começo era uma cópia de Stone Roses (até no encarte, as fotos em preto e branco, franjas, roupas e toda a sorte de hype os acompanhava) explodiu mundo afora. O Stone Roses tem apenas dois discos de estúdio e cinco coletâneas, fato inédito na história da música. Outra banda que rivalizou com a cena de Manchester e depois rivalizou com o Oasis no Brit Pop foi o Blur, que ficou anos na geladeira, só agora como o retorno de Damon Albarn, prometem fazer algo novo. Outra banda que estourou e era a nova promessa era o The Verve, que lançou dois bons álbuns, A Storm in Heaven (93) e A Northern Soul (95)e o excelente Urban Hymns (97) que catapultou o grupo para o mundo todo, com um sucesso grandioso. E depois do sucesso, o que aconteceu? Como bons ingleses, resolveram acabar com a banda! Se hoje o Oasis é a maior banda britânica em atividade, é graças a sua continuidade, lançando um disco a cada 2 anos, 2 anos e meio no máximo. Stone Roses, Blur e The Verve acabaram por brigas. Bem, mas quem disse que o Oasis nunca as teve? Ainda, outra revelação inglesa, que resgatou o Hard Rock do final dos anos 70 e começo dos anos 80, com influência de Van Halen, que era o The Darkness que lamentavelmente encerrou suas atividades também.Depois de emplacar o sucesso Bittersweet Symphony, o disco Urban Hymns se tornou o xodó da imprensa inglesa. Depois desse hiato de longos 11 anos, a banda permanece atual, refrescante, revigorada e com o mesmo pique. Desde músicas calmas, quase baladas, até momentos mais irados, caóticos, cheios de Noise e bem garageiros, este quarto disco Forth vem para colocar a banda de volta do lugar onde nunca deveria ter saído. Love Is Noise é o hit, bela cançao. Dançante, bem Guitar, com distorção, quase com uma levada quase “disco” e vocais soberbos e marcantes de Richard Ashcroft. Outro destaque é Noise Epic,cheia de sujeira e lisergia onde realmente eles fazem um barulho épico. Note que as duas melhores faixas do disco trazem a palavra “noise” (baruho). É o que eles querem fazer, nos dois sentidos. Ainda temos a climática e bem inglesa, cheia de climas e texturas, Columbo. Enecrrando, a intimista e climática Appalachian Springs, que lembra um quê de Pink Floyd, bem viajante e bem On The Road, com Richard mostrando uma versatilidade vocal incrível, desde tons altos e agudos e outros mais ásperos, mas passeando por várias notas e entonações medias, onde seu alcance vocal se dá melhor. Que eles parem de brigar e que não demorem mais 11 anos para o quinto disco. Richard Ashcroft está proibido de fazer isso! JCB – 8,5 Faixas: |
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BRIAN WILSON
That Lucky Old Sun EMI – nac. Aqui está mais um caso de abismo entre a carreira de uma banda principal e de uma carreira solo. Todos adoram os The Beach Boys, e o seu líder Brian Wilson era o nome principal da banda, sempre. Mas sua carreira solo chega a ser insípida. Porém, se em Gettin’ In Over My Head, o resultado era decepcionante, That Lucky Old Sun tem tudo para ser o melhor disco seu. That Lucky Old Sun marca seu retorno à Capitol Records, a mesma que lançou os grandes clássicos dos The Beach Boys. A parceria está feita novamente! Nova força, suporte na produção artística e musical e suporte na divulgação. E desta vez, That Lucky Old Sun trás tudo o que o The Beach Boys fazia, com músicas e letras e melodias com odes a cultura praiana. O clima de anos 60 é irresistível, com 17 faixas, com algumas narrativas no meio, mostram como é um fim de um caiçara quando chega na terceira idade. Sons alegres, mesclados com um lado melancólico, que é um lado novo e desconhecido para o grande público, pois dos fãs mais “die hard” já conheciam esse lado B do músico e sua banda, seja para falar de amores perdidos, seja para falar de amigos perdidos nas ondas da Califórnia. Apesar de muitas faixas, a duração do disco é de um LP, não passa de 40 minutos. Como sempre foi. Se That Lucky Old Sun não trás nada de novo, nem músicas que virão a se tornar clássicas, ao menos trás um bom punhado de boas canções, para fãs dele, de sua banda e de seu estilo. LT – 7,0 Faixas: |
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>THE CHEMICAL BROTHERS Brotherhood – The Definitive Singles Collection EMI – nac. Coletâneas sempre são coletâneas. Surgidos e rivalizando com tantos outros “ícones” do Techno, eles sobreviveram, espaçando do puro som Techno e flertando com o Pop e o Rock, cada vez mais, querendo trazer instrumentos de verdade, para sua música, além de melodias agradáveis e assobiáveis. Seus discos sempre tiveram um tonel de convidados e participações especiais, e quase tudo está aqui neste compilado. A idéia de Brotherhood é atualizar Singles 93-03, compilado anterior, anexando tudo o que foi feito nos últimos cinco anos também, embora que nada seja muito relevante, ainda mais se comparado com o que o grupo fez na década passada. Mas quem curtiu seus dois últimos discos, feitos nestes últimos cinco anos, Push The Button e We Are Night, prefira comprar esse aqui, do que Singles 93-03. Destaques para Star Guitar, Block Rockin' Beats e a genial Setting Sun, feita em parceria com Noel Gallagher do Oasis. Aliás, os dois grupos são – ou eram – profundos consumidores de Ecstasy, mas cada um viajava ao seu modo. Se Noel queria viajar para Lucy In The Sky With Diamonds, os “Chemos” queriam descobrir o futuro da música. Além disso, o disco traz duas faixas inéditas Keep The Composure e Saturate. Quando você compra uma versão Greatest Hits é fazê-lo esperando algum material de bônus. It's always some weird batch of throwaway tracks, or a megamix you're never going to listen to more than once, or a bunch of forgettable remixes, or, if you're really (un)lucky, some combination of all three.Então, motivo para comprar aqui está, caso você seja fã. LT – 7,5 |
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MANIC STREET PREACHERS Send Away The Tigers Sony/BMG – nac. A banda ficou parada por três anos, com seus integrantes estando em carreira solo. O novo álbum dos britânicos, Send Away The Tigers, é prova que a trinca James Dean Bradfield (voz e guitarra), Sean Moore (bateria) e Nicky Wire (baixo) mantém-se ativa, criativa e ainda inovadora. A música aqui é aquele delicioso Pop Underground, ou mais Indie, como queiram. Som que remete ao final dos anos 80 e começo dos anos 90, o auge do Rock Alternativo, quando tatnas bandas maravilhosas tocavam nas rádios Rock como Brasil 2000 FM e 97 FM, além do Lado B, programa eterno da MTV onde só rolava literalmente, bandas e faixas Lado B, tudo do Alernative, Hardcore, Pop, Indie, Guitar, Brit Pop, Grunge, College Rock e que foi apresentado por Thunderbird, Fabio Massari e Kid Vinil. A banda continua política, socialista, libertária, envolvida, engajada, panfletaria, e agora, isso vem a tona de maneira mais sutil. Sua música ainda promove Pós Punk inglês, e ainda trás alguma bombasticidade do The Holy Bible, quando eram acusados de serem a resposta britânica ao boom do Nirvana. Bandas como R.E.M., B’52s e Cardigans vêem à cabeça imediatamente, e os vocais de Nina Persson em Love Alone Is Not Enough são sublimes. Rendition e Winterloves beiram o Punk com seu peso, agressividade e sujeira, dentro do estilo do MSP. Second Great Depression é bem melancólica, bem Guitar e Indie. O disco ainda trás Working Class Hero, cover de John Lennon escondida depois da 10ª faixa do álbum. As melodias fáceis e assobiáveis são a tônica mais uma vez, como atestam I’m Just a Patsy, Indian Summer e Your Love Alone Is Not Enough. Indicado para fãs e para novas pessoas que venham a se tornar fãs no futuro, que curtem esse tipo de música. Podem começar por aqui! LT – 7,5 Faixas: 01. Send Away the Tigers 02. Underdogs 03. Your Love Alone Is Not Enough 04. Indian Summer 05. Second Great Depression 06. Rendition 07. Autumnsong 08. I’m Just a Patsy 09. Imperial Bodybags 10. Winterloves (+ Working Class Hero) |
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SOULFLY
Conquer Warner – nac. Saudosismo. É o mínimo para dizer. Pois a Roadrunner, gravadora do Soulfly desde o começo, foi a mesma que contratou o Sepultura e devastou o mundo com sua tribalidade brutal Death Thrash Metal. De tanta identificação e bons resultados comerciais, a gravadora teve sede própria no Brasil. Depois, se uniram aqui no Brasil, com a Sum Records, que fez ainda um grande trabalho. A Sum faliu, e agora a Roadrunner está nas mãos da Warner. Assim, teremos menos discos do selo saindo por aqui. Mas, os principais terão mais exposição e estrutura de divulgação do que outrora! Conquer, por muitos é considerado o melhor disco do Soulfly. Dizem as más línguas que, muito de Old School que Max faria no Cavalera Conspiracy, ao lado de seu irmão Iggor, na verdade ele guardou para Conquer, fazendo com isso ainda que este disco soasse melhor ainda do que a volta da dupla a trabalhar junto. Verdade ou não, Conquer é um baita disco, e que desta vez vai agradar até os não fãs do grupo ou críticos desse tipo de proposta. Conquer é o sexto álbum do grupo e mostra que Max continua compondo e tocando com muita energia. Músicas pesadas, às vezes rápidas e em outros momentos mais cadenciadas, com muito groove, mas mais voltado para as bases tradicionais do Metal e para as verdadeiras raízes Thrash e Death de Max com o Sepultura. O álbum traz 11 faixas e uma hora de duração. A qualidade constante é gritante, sem oscilações. Warmageddon começa cadenciada e depois ganha velocidade, parece ter sido extraída de Beneath The Remains, o disco do Sepultura que mais gosto e aporá mim o melhor até hoje. Blood, Fire, War, Hate conta com a participação de David Vincent, vocalista do Morbid Angel, que retornou a banda a pouco. E David Vincent não participaria de nada que fosse New Metal e nada que não tivesse ao menos algo de Death. Blood, Fire, War, Hate é destruidora, letal! Unleash conta com participação de Dave Peters, vocalista do Throwdown. As partes de Peters lembram Phil Anselmo, mais do que ele fez no Down do que no Pantera, ainda que o groove e riffs “pantéricos” apareçam aqui. Doom tem três minutos de destruição, com muito peso e rapidez. De repente a faixa se transforma em um Reggae, com certa influência também de ritmos do Oriente Médio. Uma heresia, ainda mais usar uma faixa com o nome desse estilo tão glorioso! É uma das escorregadas de Conquer. Já Touching The Void é bem vintage, bem setentista, quase Stoner, bem Black Sabbath com seus riffs gordurosos e afinações mais graves. Soulfly VI, instrumental, encerra o disco, mantendo a tradição que já dura seis discos, e que mostra que Max apostou na longevidade de sua música. E agora, depois do Cavalera Conspiracy, e dessa porrada que é Conquer, terá ainda futuro para o Sepultura com Max? Deixo aqui essa interrogação. RC – 8,5 Faixas: |
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SLIPKNOT All Hope Is Gone Warner – nac. A banda surgiu como um meteoro. Em pleno vigor da fase do New Metal, liderada pelo selo Roadrunner, que havia sido um dos bastiões do Thash e do Death outrora nos anos 80 e começo dos 90, surgia o Slipknot. Eles era raivosos, com uma música veloz, rápida, extremo ao extremo, agressiva e epilética por que não dizer? Surgiram com suas máscaras horrendas, que mudavam a cada disco, ficando cada vez mais cadavéricas. Com a morte do New Metal, e bandas sumindo como Deftones, Papa Roach, Choal Chamber (quem? E tinha gente que falava que eles eram o máximo. Mas quem mesmo?), Machine Head e Korn, que virou Classic Rock hoje... O SLipknot ficava cada vez mais forte. Mas também deram um tempo. Começaram a aparecer por aí sem mascaras, fizeram N projetos, como Stone Sour, Superego, Murderdolls, Dirty Little Habbits, Painfce e por aí vai. Se juntar todos estes projetos, não dão 1% do que conseguiu o Slipknot. Além de todos eles soarem iguais, verdadeiros subúrbios musicais da banda principal. Depois de quatro anos, do último Vol. 3 The Subliminal Verses de 2004, a banda retorna de fato. Suas músicas estão mais melódicas, mais cadenciadas (leia-se menos velozes). E co o todos os outros grupos de New Metal, deixaram de lado essa sonoridade do pula-pula (afinal, os fãs adolescentes na época, hoje não curtem mais isso – passaram para o Reggae ou o Hip Hop), então eles soa mais adultos e Old School (dentro do que se possa imaginar do estilo). Não lembra em quase nada aquela insanidade de outrora. Alguma coisa de Crossover, Hardcore do tipo HCNY e ate´de Thash vemos aqui. Este é o novo Slipknot. Instrumentalmente, entretanto, devemos tirar o chapéu, pois os caras são muito bons no que fazem. Com destaque para o baterista Joey Jordison. No entanto, o disco é homogêneo, bom do começo ao fim, se não tem nenhuma faixa candidata a clássico, também não tem nenhuma que comprometa ou seja plenamente dispensável. LT – 7,5 Faixas: 01. Execute 02. Gematria (The Killing Name) 03. Sulfur 04. Psychosocial 05. Dead Memories 06. Vendetta 07. Butcher’s Hook 08. Gehenna 09. This Cold Black 10. Wherein Lies Continue 11. Snuff 12. All Hope Is Gone 13. Child of Burning Time 14. Vermilion Pt. 2 (Bloodstone mix) 15. Til We Die |
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MY CHEMICAL ROMANCE
The Black Parade Is Dead! Warner – nac. Esse aqui a gurizada vai amarrar. Uma das bandas mais queridas do que se chama de Emo hoje, coisa que eles estão querendo fugir a todo custo desse rótulo, mas seu principal público é este (ou do New Melodic Hardcore). Visando acabar de vez com a fase Dark, a banda My Chemical Romance disponibiliza o álbum The Black Parade Is Dead. Este show, calcado, claro, no último disco de estúdio, The Black Parade, e é super bem-vindo esses formatos duplos de CD+DVD. As vezes, é muito caro um DVD inteiro, pra fazer, e para o fã comprar também, e em muitos casos, acaba saturando o mercado, ou um vídeo inteiro não seria tão atraente, artisticamente e comercialmente. Mas nesse lance de CD ao vivo com o respectivo DVD do mesmo show, esse tipo de combo é bem pragmático! O show, do qual as músicas foram retiradas, foi gravado ao vivo na Cidade do México em outubro do ano passado e o lançamento oficial do CD/DVD está aqui! A turnê passou por dezenas de países, esgotando quase todos seus ingressos, na mairia deles sold out. No CD podemos ouvir o concerto gravado a 7 de Outubro de 2007 na Cidade do México. No DVD podemos desfrutar do poder dos MCR ao vivo em duas situações completamente diferentes: o concerto da Cidade do México para uma platéia de milhares e um pequeno espetáculo intimista gravado a 24 de Outubro no pequeno Club Maxwell em New Jersey. Para fãs, é obrigatório! LT – 8,0 CD DVD |
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BECK Modern Guilt Warner – nac. Beck é um cara polêmico. Sempre foi agraciado e bem recebido pela galera Rocker em geral, apesar de nunca ter feito Rock propriamente dito. Eles faz um Folk com uma pegada mais Pop, recheada de influências de hip- hop, country, blues, R&B, funk, indie, jazz, música eletrônica, música brasileira (sim, ele já flertou com nossa bossa-nova inúmeras vezes). Tudo isso sempre foi um prato cheio pra galerinha que gosta de estar “In” o tempo todo. Ele tem ficado um tempo afastado da grande mídia, sem tanta exposição, mas se Modern Guilt não é seu melhor trabalho (e não é mesmo), ao menos, tem mais uma dezena de canções pra pistas de dança Indie, e agradar seus fãs. O disco foi produzido por Danger Mouse, que produziu o Gorillaz, outro grupo de música esquisita e fora do padrão. Modern Guilt não trás tantas experimentações e tem músicas mais calmas e introspectivas, mais próximas do convencional, mas acessíveis também. Volcano e Chemtrails têm um pique vintage, psicodélicas por si só, algo lisérgicas. Youthless é bem pista mesmo, enquanto Soul Of A Man é a mais pesada. Conta-se ainda a participação de Cat Power nas faixas Orphans e Walls, ainda que estas não sejam destaques de fato, nem sejam as melhores. Galera “In” e fãs do cara, Modern Guilt é mais um bom pedaço da sua carreira. LT – 8,0 Faixas: 1. Orphans 2. Gamma Ray 3. Chemtrails 4. Modern Guilt 5. Youthless 6. Walls 7. Replica 8. Soul Of A Man 9. Profanity Prayers 10. Volcano |
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COLDPLAY
Viva La Vida EMI – nac. Os ingleses do Coldplay, um dos queridinhos da imprensa de seu país, estão de volta com seu quarto álbum de sua profícua carreira. Viva La Vida conta com a colaboração dos produtores Markus Dravs (Arcade Fire) e Brian Eno (ex-Roxy Music e co-responsável pelo sucesso The Joshua Tree, do U2). Ou seja, Viva La Vida foi um disco que nasceu para ser um sucesso logo de cara. Aqui temos o melhor do Rock’n Roll, do Rock Alternativo, com um toque de Brit Pop, com clima bem garageiro, ao mesmo jeito despojado e despretensioso, bem ao jeito das FMs de todo o mundo. Sua música ainda trás muito do som Guitar, bem comum às bandas da velha ilha. E claro, um bom acento Pop, tornando sua música acessível, ainda que seja o disco mais “difícil” de sua carreira até então. Viva La Vida é lançado após o grande sucesso de X&Y (2005), que superou a marca de 10 milhões de cópias vendidas. O CD foi gravado em parte em Londres (Inglaterra), em Barcelona (Espanha) e em Nova York (EUA). Isso deu um tom mundial e cosmopolita ao disco, que teve como inspiração a obra de mesmo nome da pintora mexicana Frida Kahlo. Destaques para quase todas as faixas, mas podemos citar a instrumental Life In Technicolor, mais os riffs lisérgicos e certeiros de Yes, e as puramente Brit Pop’s Violet Hill, Lost!, 42, Strawberry Swing e a faixa-título como as melhores e mais imediatas, com mais potencial de tocarem nas rádios e de se tornarem presença constante nos shows do grupo. Lembrando que a versão nacional, alem de vir numa luxuosa e especial edição digipack, conta ainda com uma música bônus, não presente na versão comum, Death And All His Friends. Indiscutivelmente, um dos discos do ano até agora. LT – 8,5 Faixas: |