Atualizado em 08/06/2008

MCFLY
Greatest Hits
Universal – nac.
O McFLY é uma banda inglesa formada por quatro integrantes, Tom Fletcher, Danny Jones, Dougie Poynter e Harry Judd. Seu nome é inspirado no protagonista do clássico De Volta Para o Futuro (1985). Inclusive, agente de uma das frases mais clássicas do cinema juvenil: “tem alguém aí dentro, Mc Fly?”. A banda está ativa desde 2003 (e a sua primeira aparição na TV) e o ápice de sua popularidade, por enquanto, foi na estréia do filme Sorte No Amor (Just My Luck) em 2006 também. A banda sofre influência de bandas como Beatles, Green Day, The Killers, The Who, Blink-182 e The Beachboys. Ou seja, eles fazem música simples e fácil, como sempre chamamos de Pop Rock. No entanto, são classificados de Hardcore e caíram nas graças do público Emo. Tanto que a banda regravou sucessos como Help dos Beatles, Mr. Brightside, do The Killers e Don't Stop Me Now do Queen. Confesso esta última ter ficado com uma ar de Mika, o novo fenômeno da música Pop, com timbre e aparência representativas de Freddy Mercury. O McFly ainda acabou de lançar seu novo single One For The Radio, que ja concorre nas paradas britanicas para alcançar o primeiro lugar. No disco aqui, Greatest Hits tem 14 faixas com o melhor do Hardcore (a coletânea privilegiou suas músicas mais pesadas, sujas e agressivas – entenda que pesadas, sujas e agressivas, dentro do estilo da banda). A coletânea inclui os hits 5 Colors In Her Hair, I'll Be Ok e Baby's Coming Back. Eles foram vencedores do prêmio Brit, o Grammy Inglês, em 2005 na categoria Best Pop Band. Que com esta coletânea agora, eles se tornem mais conhecidos por aqui. LT – 8,0

Faixas:
1. 5 Colors in Her Hair
2. All About You
3. Star Girl
4. Obviously
5. The Heart Never Lies
6. Please, Please
7. Room on the 3rd
8. Don´t Stop Me Now
9. I´ll Be Ok
10. That Girl
11. Baby´s Coming Back
12. Transylvania
13. The Way You Make Me Feel
14. Don´t Wake Me Up

R.E.M.
Accelerate
Warner – nac.
Os monstros sagrados do Pop Rock estão de volta. Accelerate mostra que o R.E.M. está em ótima forma, e já começa com Living Well Is The Best Revenge, cujo título tirado de um livro do crítico da revista The New Yorker, Calvin Tomkins. Já Man-Sized Wreath mostra o quanto Mike Mills é o braço direito de Michael Stipe. Toca baixo muito bem, faz muito bem os vocais de apoio da banda e é um carisma só, sendo o fiel escudeiro de Stipe e os fãs gostam e sabem disso. Sem Mike Mills, o R.E.M. não seria R.E.M. Seu backing é uma das marcas da banda. Supernatural Superserious é o hit e single, mais fácil, acessível, será responsável por elevar as vendas de Accelerate. Hollow Man mais lenta e mais maneira, uma das menos Rock, lembrando a fase de meados nos anos 90 quando a banda se perdeu um pouco. Vale citar que a voz do Stipe, apesar de não ser mais a mesma, ainda dá conta do recado. Houston é outro bom momento com destaque para Peter Buck, que dá um show nas guitarras. A faixa-título, Accelerate, que poderia ser o melhor momento do disco, mas não é apesar de não comprometer. Until The Day Is Done poderia estar no Around The Sun. Já Mr. Richards é feita para tocar nas rádios e poderia estar no Document, um dos marcos da banda. Sing For The Submarine é longa, on the road, épica, Progressiva. Encerrando, o melhor do peso, com músicas quase Punk, pois foi assim que eles começaram e é este o background deles (ainda que tenham sido a banda de College Rock mais bem sucedida de todos os tempos): Horse To Water Bad Day e It's The End Of The World As We Know It. Há muito a banda não fazia música pesada. Encerrando de vez, I'm Gonna DJ, numa versão mais atual e pesada. São 30 minutos ao longo de 11 faixas de puro prazer, da volta desta banda a fazer Rock’n Roll de verdade.
LT – 8,0

Faixas:
1. Living Well Is the Best Revenge
2. Man-Sized Wreath
3. Supernatural Superserious
4. Hollow Man
5. Houston
6. Accelerate
7. Until the Day Is Done
8. Mr. Richards
9. Sing for the Submarine
10. Horse to Water
11. I´m Gonna Dj

PANIC AT THE DISCO
Pretty Odd
Warner – nac.
Mais uma banda impulsionada pela modinha emo, os caras do Panic At The Disco estão de volta e sem o ponto de exclamação desta vez. Uma das mudanças de marketing mais polêmicas dos últimos tempos, desde quando Prince passou a se chamar um símbolo. A banda está em nova turnê pelos Estados Unidos, com patrocínio da Honda e ainda o lançamento deste Pretty Odd. O som dos caras combina com o significado do nome do álbum, "bem estranho", realmente, pois musicalmente eles fundem várias coisas: Emocore, Emomuci, Hardcore, Poppy Punk, Pop Rock e etc. Realmente quiseram fazer algo diferente do usual e conseguiram. Se não inova nem fazem nada original, ao menos tentaram sair da rotina. Pretty. Odd, entre elas, Nine In The Afternoon, o primeiro single do álbum e outro hit e destaque, That Green Gentleman (Things Have Changed). Em entrevista à Rolling Stone, eles admitiram ter ouvido Beatles, Rolling Stones, Beach Boys e Bob Dylan para compor as músicas do novo trabalho, um retorno aos anos 60. etando apenas em seu segundo disco, tem tudo para emplacarem e sobreviverem ao fim do Emo. Pretty. Odd estreou em segundo lugar na parada britânica e nos Estados Unidos vai no mesmo caminho. O disco de estréia do grupo, A Fever You Can't Sweat Out, vendeu quase dois milhões de cópias e Pretty. Odd pode seguir no mesmo caminho. LT – 7,0        

Faixas:
1. We´re So Starving
2. Nine in the Afternoon
3. She´s a Handsome Woman
4. Do You Know What I´m Seeing?
5. That Green Gentleman
6. I Have Friends in Holy Spaces
7. Northern Downpour
8. When the Day Met the Night
9. Pas de Cheval
10. The Piano Knows Something I
11. Behind the Sea
12. Folkin´ Around
13. She Had the World
14. From a Mountain in the Middle
15. Mad as Rabbits

ROLLING STONES
Shine a Light
Universal – nac.
Esta é a trilha sonora de Shine A Light, um filme dirigido por Martin Scorsese que retrata dois dias de shows dos Rolling Stones no Beacon Theatre de Nova York, em 2006, durante a turnê do álbum A Bigger Bang. Isso mesmo, um simples e corriqueiro show dos Stones, foi motivo de virar um filme. Aliás, francamente, qualquer coisa que se faça com os Stones, merece virar filme, documentário, curta-metragem seja o que for! Aqui temos 23 faixas do set list daquela grande turnê. A performance da banda é inimaginável. Sim, pois a idade só está estampada em rugas para eles, pois em mais nada os impede de fazer um excelente show cheio de energia, vibração, carisma e técnica. Esta turnê passou pelo Brasil no mesmo ano tocando na praia de Copacabana no Rio. Além disso, continuam relevantes no que concerne a músicas novas – eles ainda têm talento para compor bons discos! Por isso digo que eles são a maior banda de Rock de todos os tempos, maiores do que os Beatles! Sim! Quantos discos o Stones gravaram e os Beatles gravaram? Ok, eles se separaram em 70, mas desde então, o que separadamente Paul, Ringo e George produziram? Muito pouco. John Lennon foi o que mais produziu, mas infelizmente foi assassinado. Mas caso estivessem todos vivos e tivessem continuado, estariam com o mesmo pique e relevância do que os Stones? Acredito que não. Além dos clássicos de todo show deles, que nem vamos citar, veja no track list, este CD duplo trás raridades e participações especiais de Christina Aguilera, Jack White (do White Stripes) e do Buddy Guy. Essencial para fãs de Rolling Stones e de Rock’n Roll! JCB – 8,0

Disco 1
1. Jumping Jack Flash
2. Shattered
3. She Was Hot
4. All Down the Line
5. Loving Cup
6. As Tears Go by
7. Some Girls
8. Just My Imagination
9. Faraway Eyes
10. Champagne & Reefer
11. Tumbling Dice
12. Band Introductions
13. You Got the Silver
14. Connections

Disco 2
1. Martin Scorsese Intro
2. Sympathy for the Devil
3. Live With Me
4. Start Me Up
5. Brown Sugar
6. (I Can´T Get No) Satisfaction
7. Paint It Black
8. Little T&A
9. I´m Free
10. Shine a Light

CONTROL
Music From The Morion Picture
Arsenal – nac.
Trilha Sonora deste filme que desconheço. Mas o que importa é que a trilha é de matar, com o melhor do “Classic Rock” mas do lado mais marginal do negócio, mais alternativo, mais setentista e algo Dark, Pré-Punk, Punk e Pós-Punk, além de chavões dos anos 80. afinal como uma trilha sonora que tenha Velvet Underground, Iggy Pop, Joy Division, David Bowie, Roxy Music, Sex Pistols e Buzzcocks pode ser ruim? Ícones dos anos 70! Inclusive, tem três músicas do Joy Division: Dead Souls, Transmission e Atmosphere. Dos anos 80, temos o New Order e o Kraftwerk. E dos anos 2000, o The Killers. Se não assistir o filme, adquira essa coletânea. Apesar de ano trazer nada de novo e nada de inédito, escolheram o fino da bola! LT – 8,0

Faixas:
1. New Order - Exit
2. The Velvet Underground - What Goes On
3. The Killers - Shadowplay
4. The Buzzcocks - Boredom
5. Joy Division - Dead Souls
6. Supersister - She Was Naked
7. Iggy Pop - Sister Midnight
8. Joy Division - Love Will Tear Us Apart
9. Sex Pistols - Problems
10. New Order - Hypnosis
11. David Bowie - Drive In Saturday
12. John Cooper Clarke - Evidently Chickentown
13. Roxy Music - 2hb
14. Joy Division - Transmission
15. Kraftwerk - Autobahn
16. Joy Division - Atmosphere
17. David Bowie - Warszawa
18. New Order - Get Out

AVENGED SEVENFOLD
Avenged Sevenfold
Warner – nac.
Mais um disco de uma banda promissora e que está prestes a devastar o Brasil. Avenged Sevenfold, banda californiana de Metalcore famosa pelas canções inspiradas em histórias bíblicas, chega com o disco Avenged Sevenfold, ou seja, homônimo, o da capa branca. Você cai estremecer com a voz de M.Shadows, as guitarras de Synyster Gates e Zacky Vengeance, o baixo de Johnny Christ e a bateria de The Ver. A banda não se identifica como religiosa, mas o assunto aparece em muitas de suas canções e sempre traz polêmica. O nome Avenged Sevenfold é inspirado no livro do Gênesis e seus discos trazem canções como Chapter Four, que se refere ao quarto capítulo do mesmo livro. As músicas Beat And The Harlot e The Wicked End também têm como linha histórias bíblicas. O primeiro CD veio em 2001, com Sounding The Seventh Trumpet, e em 2003 veio Walking The Fallen. Só em 2005 que eles estouraram no mundo todo, com o lançamento de City Of Evil, já pela atual Warner Music. Avenged Sevenfold já vendeu mais de um milhão de cópias e permitiu à banda alcançar o primeiro lugar no TRL da MTV, com o single Most Easy, além de ser a única atração principal do Warped Tour e Ozzfest, dois dos principais festivais musicais dos Estados Unidos. Ou seja, confira o show dos caras no Brasil e também, confira este promissor Avenged Sevenfold, o disco. LT – 8,0

Faixas:
1   Critical Acclaim
2   Almost Easy
3   Scream
4   Afterlife
5   Gunslinger
6   Unbound (The Wild Ride)
7   Brompton Cocktail
8   Lost
9   Little Piece Of Heaven, A
10   Dear God

ZOMBIE
Live
Arsenal – nac.
O vocalista Rob Zombie, que fez história com o White Zombie e há quase uma década briolha em sua carreira solo, lançou o seu primeiro álbum ao vivo, Zombie Live, mas um DVD também foi filmado no ano passado, durante a Educated Horses Tour, mas não será lançado até 2008. Segundo Rob, o material ainda não saiu porque ele não quis fazer apenas um DVD ao vivo, mas, sim, um documentário da turnê abrangendo desde o primeiro ensaio até o término dos shows. Como foram centenas de horas de imagens disponíveis não foi possível fazer tudo a tempo até o lançamento do álbum ao vivo. Enquanto isso, o CD Zombie Live estreou ocupando a 57ª posição na Billboard, com vendas ultrapassando as 14.200 cópias somente nos EUA. Nem só de oba-oba, cores fortes e música alegre se faz um carnaval. ´Zombie Live´, primeiro registro ao vivo de Rob Zombie, é uma boa pedida para quem não vê muita graça nas festividades mominas.Rob faz parte daquela tradição tipicamente norte-americana que investe na combinação rock pesado, HQs e filmes de terror. O White Zombie fazia um heavy metal que flertava com o Industrial, com letras baseadas em filmes B de terror. O nome foi tirado de um antigo filme estrelado por Bela Lugosi, o Drácula de 1931. O White Zombie se desfez em 98, depois de ter estourado mundo afora com “Astro Creep: 2000”. Sem seus antigos companheiros, Zombie reorientou seu som, injetando nele, interferências eletrônicas, muito mais Industrial, Horror e Shock do que sua antida banda e lançou três discos de estúdio Hellbilly Delux, The Sinister Urge e Educated Horses e também dirigiu seus próprios filmes de horror, A casa dos 1000 corpos, Rejeitados pelo diabo e a refilmagem do clássico Halloween. Quanto ao CD, trás o melhor de sua carreira solo que, embra até mais bem sucedida do que a de sua ex-banda, em termos de qualidade, está um pouco abaixo e num disco ao vivo sentimos isso, ainda mais quem já os viu ao vivo, como eu em 96 no Hllywood Rock. Mesmo assim, o cara já é lenda e a indústria do horror nos Esrados Unidos é gigantesca e a fatia dessa pizza para ele é bem grande. JCB – 8,0

Faixas:
01. Sawdust in the Blood   
02. American Witch   
03. Demon Speeding     
04. Living Dead Girl     
05. More Human Than Human     
06. Dead Girl Superstar     
07. House of 1000 Corpses     
08. Let It Bleed Out     
09. Creature of the Wheel     
10. Demonoid Phenomenom     
11. Super Charger Heaven     
12. Never Gonna Stop     
13. Black Sunshine     
14. Superbeast     
15. The Devil's Rejects     
16. Lords of Salem
17. Thunder Kiss'65     
18. Dragula

ANGELS & AIRWAVES
I Empire
Arsenal – nac.
Se você com certeza nunca ouviu Angels & Airwaves, está na hora de saber, que há um cara muito conhecido aqui. Liderada por Tom DeLonge – vocal e guitarra (ex-Blink 182 e Box Car Racer), o AVA conta também com David Kennedy – guitarra (ex-Hazen Street e Box Car Racer), Atom Willard – bateria (ex-Offspring) e Matt Watcher – baixo (ex-30 Seconds To Mars). A banda além de ter dado muito certo, vem mostrando um amadurecimento e um aumento de qualidade incríveis com o passar do tempo. "I-Empire", segundo álbum do AVA é uma agradável surpresa. Apesar da boa vendagem, o primeiro álbum, "We Don’t Need To Whisper", não é muito bom e ainda tinha muito de Blink 182 se compararmos com "I-Empire". Um vocal bem mais adulto de Tom DeLonge, muita melodia, boas guitarras e letras mais interessantes garantem a qualidade do álbum que só não é excelente porque ainda precisa de mais criatividade ao invés de ‘mais do mesmo’. Destaco as faixas “Heaven” (com uma guitarra que lembra demais o U2, influência declarada da banda), “Call To Arms”, “Love Like Rockets”, Sirens” (mesmo com sua introdução 100% Blink 182) e “True Love”. E de quebra ainda tem duas faixas bônus acústicas: “The Adventure” e “Good Day”. Ainda falta perder um pouco da identidade musical Blink 182 e criar uma identidade própria da banda, mas os caras estão no caminho certo. Vale a pena ouvir.
LT – 7,5       

01. Call To Arms
02. Everything's Magic
03. Breath
04. Love Like Rockets
05. Sirens
06. Secret Crowds
07. Star of Bethlehem
08. True Love
09. Lifeline
10. Jumping Rooftops
11. Rite of Spring
12. Heaven

EDDIE VEDDER
Into The Wild
Sony/BMG – nac.
Estréia em carreira solo do vocalista e líder do Pearl Jam. O álbum Into The Wild, é trilha sonora do filme homônimo, com direção de Sean Penn. O filme narra a história de um rapaz que deixa tudo para trás, após concluir o colegial, e vai viver junto à natureza. Para quem não viu o filme (como eu), não deixa de surpreender que Into The Wild seja mais calma, mais leve, mais introspectivo do que o Pearl Jam. Aliás, a banda, ainda na época do vinil, quando os discos tinham dois lados, fazia do lado A só com músicas agressivas e hits, e do lado B, literalmente, um lado B, com músicas as vezes dispersivas, noutras, soporíferas. É nesta linha que segue Into The Wild. Bem Folk, e Eddie não fugiu a regra. Quase todo cara que passa dos 40 anos nos Estados Unidos tem que fazer um dia um disco assim, pra mostrar maturidade e justificar as rugas e marcas do tempo e linhas de expressão em seu rosto. O lado acústico aqui predomina e para quem curte esse tipo de música ou essa faceta de Eddie Vedeer, vai delirar! Delire com as “pearj-jamianas” Society e Long Nights. Em tempo: com relação a trilha sonora e ao filme, Eddie Vedder compôs, sozinho, a trilha sonora para Into The Wild, filme dirigido por Sean Penn sobre um garoto bem sucedido profissionalmente que larga tudo para morar na floresta – baseado no romance de Jon Krakauer. Into The Wild traz doze faixas interpretadas por Eddie Vedder. E o single lançado da trilha é Hard Sun, um belo duelo de vilões e guitarras. RS – 8,0

Faixas:
1. Setting Forth
2. No Ceiling
3. Far Behind
4. Rise
5. Long Nights
6. Tuolumne
7. Hard Sun
8. Society
9. Wolf, The
10. End Of the Road
11. Guaranteed

BLACK STONE CHERRY
Black Stone Cherry
Warner – nac.
O bom crescimento da cena Stoner Rock, com bandas como Monster Magnet, Nebula, Spiritual Beggars, Black Label Society, Kyuss (que deu origem ao ainda Stoner também Queen Of The Stone Age) entre tantos outros. Apesar do Brasil contar com muitos fãs deste tipo de músicas, as suas bandas não são ainda tão difundidas por aqui. Mesmo assim, com a Warner Music lançando no Brasil o Black Stone Cherry, a coisa vai mudar de figura. Aqui, temos um som moderna, claro, calcado nos valvulados anos 70, mas com um pé nos anos 2000. Sim, sem bicho-grilismo, sem requentar ou se esforçar para estar nos anos 70. o estilo é esse, mas feito em 2008 para o ano de 2008! As influências aidna são de Black Sabbath com Ozzy (leia anos 70) até Blue Cheer. O disco Black Stone Cherry é um grande trabalho, vigoroso, visceral, denso. O destaque vai para o vocalista Chris Robertson, um dos melhores do estilo desde já. Os destaques musicais são Rain Wizard, Tired Of The Rain, Rollin’ On, When The Weight Comes Down e Hell And High Waters, a melhor de todas. Poucas bandas debutam com tanta dignidade, classe e competência. Você ainda vai ouvir falar muito eles. Anote esse nome: Black Stone Cherry! LT – 8,0

Faixas:
1. Rain Wizard
2. Backwoods Gold
3. Lonely Train
4. Maybe Someday
5. When the Weight Comes Down
6. Crosstown Woman
7. Shooting Star
8. Hell and High Water
9. Shapes of Things
10. Violator Girl
11. Tired of the Rain
12. Drive
13. Rollin´ On

THE HIVES
The Black And White Album
Arsenal – nac.
O tão aguardado e título bem sacado The Black And White Album saiu. Um misto de Black Album (Metallica) e Beatles (White Album) nos revela o The Hives de sempre: elétrico, sarcástico e direto, mas algo está diferente. Dessa vez optaram por fazer um álbum mais trabalhado, mais longo, externando claras influências do que andam ouvindo.
Em T.H.E.H.I.V.E.S com sua batida reta e guitarras funkeadas, fica difícil não lembrar dos Rolling Stones, mais ainda por conta do vocal em falsete do endiabrado Howlin' Pelle Almqvist, figura de frente e principal compositor. O primeiro single, Tick Tick Boom também inaugura o disco e parece indicar o caminho trilhado nos trabalhos anteriores, mas o buraco é mais embaixo. A banda acerta em recusar-se a repetições eternas e embarca numa viagem de ritmos e batidas tão sortidos quanto empolgantes sem perder a veia rock'n'roll característica, exemplo de It Won't Be Long, You Got It All..Wrong e Return The Favour, a melhor faixa do disco. Os fãs mais conservadores talvez torçam o nariz, ou talvez a multidão de fiéis seguidores da banda se multiplique, o fato é que Vigilante Carlstroem, Nicholaus Arson, Matt Destruction, Pelle Almqvist e Chris Dangerous continuam fazendo bons discos, honestos e sem o menor intento de salvar o rock'n'roll (ô frasezinha chinfrim e manjada essa), mas talvez ganhar mais um punhado de milhares de fãs já está bom. PR – 7,5

Faixas:
1. Tick Tick Boom
2. Try It Again
3. You Got It All... Wrong
4. Well All Right!
5. Hey Little World
6. A Stroll Through Hive Manor Corridors
7. Won´T Be Long
8. T.H.E.H.I.V.E.S.
9. Return the Favour
10. Giddy Up!
11. Square One Here I Come
12. You Dress Up for Armageddon
13. Puppet on a String
14. Bigger Hole to Fill

KORN
Untitled
EMI – nac*
O velho Korn está enterrado desde Issues. Para os fãs resta acostumar-se a um Korn menos raivoso e mais melancólico. Mais moderno e atual do que era em sua época de surgimento. Claro, todas as bandas que surgiram do berço New Metal mudaram seu direcionamento musical. Muitas acabaram, outras se reciclaram, como o Korn, que para muitos menos radicais e críticos, hoje soa muito melhor do que a psicose e a loucura, peso e digressão do passado. Untitled é melhor que Take A Look In The Mirror e See You On The Other Side. Não há grandes mudanças. O novo Korn é sombrio, gótico e industrial. Os sentimentos pesados impregnados em cada música são transformados em melodias ao estilo The Cure e Depeche Mode (ótimas influências por sinal). O diferencial está nos teclados e toques eletrônicos mais consistentes e na execução de bateria do Terry Bozzio, no lugar de David Silveira, que está "de férias". Para ser melhor, o álbum poderia ter Joey Jordison (do Slipknot) nas baquetas. Ele está arrebentando nos shows e poderia ter sido um gás novo ao Korn no estúdio. Starting over é uma música que resume bem os altos e baixos do cd. No início tem muita guitarra, mas no decorrer da música o tecladista convidado Zac Baird se destaca. "Evolution" é um single consistente, que fala da evolução ou não-evolução da raça humana. Kiss é uma balada de refrão grudento que seria um perigo ser transformada em single. Sinceramente uma música para pular quando for ouvir. Love And Luxury é umas das melhores do álbum, ironiza do ex-membro Head. Innocent Bystander é uma homenagem aos fãs do antigo Korn. Grande música. I Will Protect You revela Jonathan Davis como um pai de família preocupado e protetor. Não se pode negar que o Korn é uma banda que tenta se reinventar e trazer novidades aos fãs. Para os que ainda esperam ouvir uma reedição do Blind é melhor não esperar. Isso não vai acontecer. PR – 8,0

Faixas:
01 - Intro  
02 - Starting Over  
03 - Bitch We Got A Problem  
04 - Evolution  
05 - Hold On  
06 - Kiss  
07 - Do What They Say  
08 - Ever Be  
09 - Love And Luxury  
10 - Innocent Bystander  
11 - Killing  
12 - Hushabye  
13 - I Will Protect You

FUNERAL FOR A FRIEND
The Great Wide Open
Warner – nac*
O quinteto Gaulês Funeral For A Friend lança seu terceiro (e cheio de surpresas) álbum intitulado Tales Don’t Tell Themselves. Pela primeira vez o vocalista Matthew Davies-Kreye assume também o posto de guitarrista ao lado de Kris Coombs-Roberts, o que aparentemente poderia provocar um peso maior nas músicas da banda. Mas a coisa não é bem assim... Uma das maiores surpresas desse disco muito bem produzido por Terry Date, que já trabalhou com nomes como Soundgarden, Deftones, Limp Bizkit e Pantera, é que o Funeral For A Friend deixa de lado todo o seu post-hardcore e screamo e assume uma posição muito mais rock. Atitude bem polêmica, mas muito bem vinda pra quem gosta de música sem tanta barulheira. Outra surpresa fica por conta da temática desse CD: ele conta em 10 faixas a história de um pescador chamado David que está perdido no mar. A faixa de abertura e primeiro single “Into Oblivion (Reunion)”, “The Great Wide Open” e “The Diary” são os pontos altos do disco, que acaba ficando ligeiramente repetitivo e entediante ao longo do tempo. Mudando de rumo, como nesse CD, e se tornando uma banda de rock do mainstream, vai ser mais difícil agradar os fãs que adoraram o álbum de estréia ‘Casually Dressed & Deep In Conversation’ e o anterior ‘Hours’ e talvez também seja difícil conquistar uma nova legião de fãs. É pagar pra ver. LT - 7,0

Faixas:
01. The Great Wide Open
02. 10.45 Amsterdam Conversations (Live)
03. Juneau (Live)
04. Red Is The New Black (Live)
05. The Art Of American Football (Live)
06. This Year’s Most Open Heartbreak (Live)
07. She Drove Me To Daytime Television (Live)
08. Kiss & Make Up (All Bets Are Off) (Live)
09. Escape Artists Never Die (Live)
10. The Great Wide Open (Video)

GALLOWS
Orchestra Of Wolves
Warner – nac*
Gallows é no momento na Inglaterra a banda punk hardcore mais aclamada dos últimos anos. Há tempos que não aparecia uma banda com a atitude de um Clash ou Sex Pistols, foi isso que declarou a revista Kerrang há alguns meses atrás quando os colocou na capa de uma de suas edições. Mas não é só nas revistas especializadas em rock pesado que o Gallows aparece, eles também conquistaram o público indie britânico e o álbum "Orchestra of Wolves" levou nota nove do NME. Apesar de não ser um disco tão inédito assim "Orchestra of Wolves" foi lançado primeiramente em setembro do ano passado por um selo independente em edição limitada que esgotou rápidamente. O Gallows então passou a excursionar no circuito indie e quanhou mais credibilidade com esse público e crítica, e acabou chamando atenção de uma grande gravadora a WEA, que decidiu reeditar neste mês "Orchestra of Wolves" com uma nova capa e um cd bonus com algumas faixas inéditas e uma cover da maior influência do Gallows a banda punk californiana dos anos 80, Black Flag . A música escolhida do Black Flag foi "Nervous Breakdown". Uma das caracteristicas do Gallows é a voz do vocalista Frank Carter, ninguém consegue gritar mais alto e agudo do que ele. Tem gente que acha que ele não chega ao segundo disco se continuar gritando desse jeito desesperado. Órfãos de At The Drive-in, Minor Threat, Rocket from The Crypt e Murder City Devils, com certeza vão gostar do som do Gallows, pois faltava essa atitude no novo rock britânico. LT - 8,0

Faixas:
1. Kill the Rhythm
2. Come Friendly Bombs
3. Abandon Ship
4. In The Belly Of A Shark
5. Six Years
6. Rolling With The Punches
7. Last Fight For the Living Dead
8. Just Because You Sleep Next To Me Doesn't Mean You Are Safe
9. Will Someone Shoot That Fucking Snake
10. Stay Cold
11. I Promise This Won't Hurt
12. Orchestra Of Wolves
13. Sick Of Feeling Sick
14. Black Heart Queen
15. Nervous Breakdown

NEIL YOUNG
Chrome Dreams II
Warner – nac*
Embora seja um verdadeiro mito da música americana, Neil Young não vinha agradando a todos com seus últimos lançamentos. Agora, com “Chrome Dreams II”, o cantor, guitarrista e compositor pretende provar que ainda tem a mesma energia dos velhos tempos. O resgate ao melhor do passado começa já no título, uma alusão ao álbum “Chrime Dreams”, de 1977, que acabou não sendo lançado oficialmente, mas seu repertório acabou sendo encaixado em trabalhos posteriores. O repertório conta com três faixas que já haviam sido compostas há muitos anos e mais outras sete novas, o que traz um equilíbrio bastante interessante. Mesmo assim, “Chrome Dreams II” tende a ser bem mais suave do que estamos acostumados a ouvir do músico canadense. As acústicas “Beautiful Bluebird” e “Boxcar” abrem o trabalho no melhor estilo Folk e Country, com direito a guitarras ‘clean’ e fraseados de gaita. Logo em seguida temos a exagerada “Ordinary People”, que mesmo tendo boas melodias e passagens, perde-se nos seus mais de 18 minutos de duração. Como se não bastasse ainda há “No Hidden Path”, com quase 15 minutos. “Chrome Dreams” é mais despretensioso e não tem a mesma coesão e cuidado do anterior “Living With War”, de 2006. Mas como a proposta é outra, vale a pena ouvir o disco e tirar suas próprias conclusões sobre o álbum e a atual fase do veterano músico. RS - 8,0

Faixas:
1-Beautiful Bluebird                                                    
2-Boxcar
3-Ordinary People
4-Shining Light
5-The Believer
6-Spirit Road
7-Dirty Old Man
8-Ever After
9-No Hidden Path
10-The Way

THE CULT
Born Into This
Warner – nac.
Depois de seis anos do lançamento do seu antecessor, Beyond Good And Evil, temos mais um disco de inéditas deste que é um dos maiores e melhores grupos de Rock da história. Este disco está mais para The Cult e Ceremony do que Love, Electric ou o anterior e excelente Beyond Good And Evil. É menos Rock, menos Hard, menos Metal, menos Gótico, mais Rock’n Roll, mais acessível, mais simples e algo intimista as vezes, embora ainda Rock na acepção da palavra. Então vamos logo ao assunto, senão vamos falar da carreira e da trajetória, impossíveis de se resumir, e não falamos deste bom disco. A faixa-título abre cheia de swingue, com muito groove no baixo e guitarras mais graves, bem moderna, mas ainda The Cult. Citizen tem uma batida bem anos 80, lembrando seus riffs e andamentos em certos momentos a Love Removal Machine, lembrando a fase Electric. Diamonds e Dirty Little Rock Star segue a linha mais dançante, enquanto Holy Mountain é uma bela balada. O lado Rockão volta com tudo em I Assassin, mostrando que Billy Duff ainda é um dos maiores “riffeiros” do Rock. Já Illuminated é candidata a clássico e hit eterno da banda e a entrar definitivamente no set list dos seus shows! Fácil, acessível, guitarra inspirada de Billy Duff, a maior performance vocal de Ian Astbury no disco (como ele canta nessa faixa, aqui ele não economizou um tom sequer, uma nota, uma corda vocal!). Se tivéssemos MTV’s e rádios decentes, estaria entre as mais votadas e em todas as paradas! Tiger In The Sun confesso ser meio chatinha, já Savage, apesar de inofensiva, é um bom Rock de FM. Encerrando, outra excelente e bem sacada Sound Of Destruction, que poderia estar em qualquer disco clássico da banda, seja o Gótico Love, o Hard Electric, o Heavy Sonic Temple e o furioso Beyond The Good And Evil. Ela mistura as melhores fases da banda em uma única só música! São os medalhões reagindo e fazendo ainda música da mais alta qualidade! Ok, sou meio suspeito para falar deles, pois além de fã, foi o primeiro show de banda internacional que assisti, no longínquo ano de 91 no Ginásio do Ibirapuera em SP. Mas isso só atesta tudo o que eu disse sobre o disco e a banda! Podem confiar! JCB – 9,0

Track list:
01. Born Into This
02. Citizen
03. Diamonds
04. Dirty Little Rock Star
05. Holy Mountain
06. I Assassin
07. Illuminated
08. Tiger In The Sun
09. Savages
10. Sound Of Destruction

SERJ TANKIAN
Elect The Dead
Warner – nac.
Depois da carreira meteórica com o engajado Sytem Of A Down, o vocalista Serj Tankian parte para a carreira solo. Seu álbum de estréia é Elect The Dead e já dá conta boatos e mexericos de que ele já é um ex-SOA. O disco foi todo produzido por Serj Tankian, que também tocou quase todos os instrumentos. Entre alguns convidados nas gravações estão John Dolmayan (o batera do SOAD) e Brian "Brain" Mantia, que já tocou com Guns N' Roses e Primus. Empty Walls abre o álbum prometendo um som mais trabalhado que o da banda do cara, prometendo algo realmente diferente (mas nem tanto) e legal. The Unthinking Majority já lembra mais o som de SOAD, mas como os caras sumiram, você nem vai querer pensar neles, ainda mais com um puta com como esse. Feed Us começa com violão e abre espaço pra um riff pesado de guitarra. Saving Us, mais violão, dessa vez um som mais melódico. Sky Is Over traz um piano na introdução, como Tankian havia prometido. Sinceramente, eu esperava por um álbum de música erudita, até. Mas o cara calou minha boca, e taí mais um som sensacional. Baby, um som meloso, tranqüilo, até que a porradaria começa de novo! Lie Lie Lie começa com uns backing vocals fracos, mas você já aprendeu a não subestimar o cara, certo? Mais uma pedrada, mantenha sua cabeça longe de objetos pontudos que não sejam sua própria coluna. Praise The Lord And Pass The Ammunition é uma das faixas mais extremas que já ouvi até hoje! Beethoven’s C*nt quer superar isso na faixa Elect the Dead, Serj Tankian solta a garganta como nunca. Enfim, se o futuro do SOAD é incerto, o present de Serj é mais do que concreto! Concreto é mais leve do que sua música!

Track list:
01. Empty Walls
02. The Unthinking Majority
03. Money
04. Feed Us
05. Saving Us
06. Sky Is Over
07. Baby
08. Honking Antelope
09. Lie Lie Lie
10. Praise the Lord and Pass the Ammunition
11. Beethoven's Cunt
12. Elect the Dead


Próxima Página