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RU – A banda foi formada recentemente em 2006. Quais as conquista de lá pra cá?
Sk – Participamos das seguintes coletâneas: Fortaleza Metal 2 e 4, Metal Attack, Turbo Metal e da Webhell 2, com excelentes resultados para divulgação. Nossos últimos releases, "Dresden Reloaded" (que é uma regravação do demo Dresden de 2007) e "Waking Up Songs" atingiram cada uma mais de 3500 downloads cada do release oficial, distribuídos gratuitamente em nossas páginas, e ainda crescendo. Nossa página do myspace conquistou adições de várias partes do mundo, sendo que a maior parte dos 7000 membros vem dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França e Holanda. 

RU – Na foto de nossa primeira entrevista, só tem a sua, Carlos Spartacus. A banda é você e os demais são apenas músicos convidados de estúdio?
Sk – Em 2007 os outros membros da formação original deixaram a banda para dedicar a sua vida pessoal, trabalho, estudo. Eu, como já era o compositor das músicas, e por ser multiinstrumentista, permaneci, mas optei por manter o nome Skull And Bones em virtude de já ter um certo reconhecimento local e não haver outra banda em nível mundial com o mesmo nome dentro do estilo. Desde então eu componho desde as letras às melodias, inclusive as partes de bateria. Músico de estúdio só o baterista, e assim mesmo para algumas partes mais complexas. Talvez a nomenclatura mais apropriada fosse projeto solo. Complementando, todos os últimos releases e coletâneas onde a Skull and Bones participou eu já gravei deste modo.

RU – No caso da banda tocar ao vivo, você tem uma banda fixa para isso, ou contata os músicos conforme a necessidade?
Sk – Sim, já tenho músicos fixos para a banda de suporte, eles podem ser vistos no nossos vídeos "Dresden" e "Hanibal" (em fase final de montagem) disponíveis no nosso youtube e myspace.

RU – A banda está sitiada em Farroupilha, na Serra Gaúcha, a 110 km da Capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Notei algo. O Rock e o Metal são muito mais fortes no Hemisfério Norte, mais na Europa e Estados Unidos, países que tem um frio intenso. No entanto, no Brasil, onde o Rock e o Metal poderiam ser muito mais fortes no Sul, nas serras gauchas e outras cidades mais frias, como Campos do Jordão, Campos no Rio entre outros lugares, isso acontece de forma inversamente proporcional. Por que disso?
Sk – Imagino que seja uma questão cultural mesmo, pois o Rock, e em especial o Metal, exige uma melodia mais complexa, que está atrelada à cultura musical, inevitavelmente... Não há ensino de música nas escolas públicas brasileiras (escalas, ler pauta, tocar instrumentos), coisas corriqueiras nos países citados na pergunta, que tem um legado musical histórico superior. Assim, no Brasil, em especial a grande massa de amantes do Metal se concentra nas cidades mais populosas onde o abismo cultural entre o que tem acesso e o que não tem se concentra - mas ao menos aqui no Rio Grande do Sul as cidades mais frias são pequenas (menos de 50.000 habitantes) e percebo que não há esse legado cultural que estimularia o gosto por melodias mais complexas.

RU – Como é a cena em sua cidade, Farroupilha e na Serra Gaúcha em geral?
Sk – Caxias do Sul, que é colada em Farroupilha tem uma cena muito forte, a segunda do Estado, perdendo apenas para a capital (que é 5 vezes mais populosa). Tem muitas bandas e projetos bons nos mais variados estilos, particularmente eu acho ótimas as de Black Metal. Em Farroupilha, lamentavelmente, a cena é restrita, sendo que conheço apenas outra banda na ativa no gênero, a "Elfo".

RU – Quais as dificuldades que a banda enfrenta por residir onde reside? Seriam elas mais geográficas e de distância?
Sk – Graças ao milagre tecnológico da internet, a distância não é mais problema, um bom trabalho pode se tornar conhecido em todo o mundo, isso aumentou a competição, mas é saudável para todos. O maior problema, como não poderia deixar de ser, é dinheiro - verba para comprar equipamentos para gravação, para shows, para divulgação, tudo custa, e quem é independente tem que ralar, cuidar da divulgação, site, design do CD, é estar acostumado a "roubar a bola, cruzar e correr para cabecear..."

RU – Fale de todos trabalhos lançados, desde os citados na última entrevista, bem como os liberados de 2006 pra cá (demos, CDs, coletâneas).
Sk – Depois do "split" dos outros membros, trabalhei duro e consegui participar das seguintes coletâneas: Fortaleza Metal 2 (Anaytes Records - nov/07), Metal Atack (Chave do som - Jan/08), Fortaleza Metal 4 (Anaytes Records - fev/08), Turbo Metal (Chave do som - junho/08), Webhell 2.0 (Freemind Records - julho/07). Regravei o antigo demo Dresden , desta vez tocando todos instrumentos e lançei o como Dresden Reloaded para download gratuito na internet faz dois meses, e em 30 de agosto de 2008 liberamos o mais novo demo com 5 faixas, chamado "Waking up Songs", que também foi disponibilizado para download gratuito (músicas em mp3 320 com a arte do livreto) em virtude da ótima resposta à liberação do anterior "Dresden Reloaded", que até a presente data (23 de setembro) atingiu mais de 3500 downloads, principalmente do exterior. O que cabe destacar é que o novo trabalho, em apenas 20 e poucos dias atingiu e superou em downloads o antigo, sendo que neste ritmo poderemos atingir à distribuição de mais de 10000 cópias até o final do ano, nada mau para um projeto/banda underground sem verba alguma para divulgação, é tudo no boca a boca mesmo.

RU – Quando sai o debut do grupo?
Sk – No momento que fecharmos com algum selo/gravadora... Nosso último trabalho já está circulando o mundo, este mês enviei para as principais gravadoras e revistas do gênero no Brasil e no Exterior, mas mesmo assim não parei, já estou compondo material para o próximo trabalho.

RU – Qual a origem do nome do grupo, que apesar de bem legal, é um tema bem recorrente dentro do Metal.
Sk – Saiu no meio de um churrasco, e pasme, fui voto vencido, eu mesmo queria outro nome, costumo dizer que o nome é quem me escolheu... Mas a Caveira e Ossos, tradução literal de Skull And Bones, como não poderia deixar de ser, é um ícone do Hard e do mMtal. Por um lado lembra a morte, mas para quem tem fé é a imortalidade, a ressurreição para a verdadeira vida "do outro lado", mas por outro o ícone tem também o seu charme de transgressão e liberdade, por constar na tradicional bandeira dos corsários e piratas, que levavam uma vida perigosa e aventurosa... Isso sintetiza também as principais temáticas da banda.

RU – O final é seu!
Sk – Skull Ad Bones não é moda para mim, não é passatempo, é sim minha realidade, minha vida. Estou "antigo" para brincar, música para mim é a expressão da alma, e eu tenho muito ainda a dizer e contar. Minha meta é lançar um novo Demo EP a cada seis meses, marquem o nome, ainda ouvirão falar muito de nós, experimentem nosso som. Valeu, mantenham-se "Hard & Heavy" - horns up!