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Foto: Fernando Pires
RU – Como a banda foi formada?
No começo de 1985, fui convidado a rearmar uma banda chamada "Pesadelo". Concordei, desde que o nome fosse outro. Batizamos a banda de "Spartacus", redefinindo o estilo que se centrou no heavy metal tradicional. Depois de tocarmos alguns poucos meses, o pessoal decidiu sair e remontar a "Pesadelo" pra fazer thrash metal. A partir daí juntaram-se ao Spartacus Ricardo Aronne e César Proença para as guitarras, Ronaldo Gonçalves na bateria e Marco Canto nos vocais. Formação atual: Marco Di Martino (baixo/letras), Marco Canto (vozes), Victor Petroscki (vocal de apoio e guitarras), Guilherme Oliveira (bateria).
RU – Fale dos trabalhos lançados.
Rock Garagem II (Coletânea - Grav. Acit - 1985)
Em um primeiro momento, logo de imediato à delineação do line up acima referido, a banda foi convidada para participar de uma coletânea chamada "Rock Garagem II", em POA/RS, que teve divulgação através da Rádio Ipanema FM. O disco foi lançado em vinil e cassete nos anos 80 e em CD em 1999.
Coletâneas após o retorno da banda
Rock Soldiers Volumes VI e XIII; Good Music Rock Festival.
Após ficar fora dos palcos por 8 anos (1992-2000), em 2001 e 2002 Spartacus participa das coletâneas Rock Soldiers Vol. VI (Ugk Disccos) como banda de abertura e Good Music Rock Festival (festival que selecionou 10 bandas de 270 inscritas). Em 2008, a banda retornaria à coletânea Rock Soldiers, no volume XIII.
Libertae - o disco oficial.
Ao fim de 2004, Spartacus lança o primeiro disco inteiramente seu: Libertae. A banda disponibiliza uma amostra generosa de mais de 2 minutos de cada um dos temas em seu website www.spartacus.mus.br.
RU – Fale da cena de sua cidade.
Existem bandas que têm realizado trabalhos de reconhecimento nacional e internacional do RS como Hibria, Scelerata, Magician, Fighterlord, Epitaph, Krisium e Apocalypse(rock progressivo pesado). Há, no entanto, uma carência de produção de eventos de heavy metal, o que torna a cena restrita às bandas de interesse desse ou daquele produtor. Quem ficar fora desse grupo de interesse, terá que produzir seus próprios shows. Infelizmente, por aqui ainda predomina o pensamento de que a banda tem que se auto-produzir até construir seu próprio êxito e despertar o interesse de quem queira ganhar dinheiro com ela. A auto-produção se torna um negócio por vezes demasiado trabalhoso e que nada tem a ver com a função de músico, exigindo toda uma articulação que requer tempo profissional, na maioria das vezes escasso em função das atividades de subsistência dos músicos. Como conseqüência, não raramente, existem trabalhos de exímia qualidade e valor artístico que se perdem em função de não haver como articulá-los por falta de quem gerencie essa máquina.
RU – Fale sobre planos no futuro.
Estamos entrando em estúdio para projeto piloto da gravação de nosso segundo disco que já possui repertório praticamente definido e pronto. Será um conjunto de temas que trará o resgate de temas históricos da banda que nunca puderam ser editados por falta de interesse dos produtores locais.
RU – O final é seu!
Cada um faz o trabalho que bem entende e que lhe pareça lógico. Queremos chegar às pessoas da comunidade em que vivemos e tocá-las com música e letra, como as bandas que nos influenciam fizeram em suas terras. Estamos na contra-mão da opção brasileira de fazer do heavy metal coisa só pra gringo. Queremos um país mais rocker, por isso cantamos em português.
Sugerimos que as pessoas sejam um pouco mais democráticas dentro do tipo de música que elas gostam. Nosso trabalho por exemplo, já teve muito nariz torcido antes de ser escutado e surpresa, após a descoberta de que as coisas podem ser boas sem que se seja maria-vai-com-as-outras. Compramos briga com todo o show business por causa disso. E daí? Spartacus faz e banca.
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