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RU – Como a banda foi formada?
Raquel Serruya – Em 1998, Luciano Aguiar juntamente com alguns amigos fundou o Mystic Seminary com a proposta de criar um som com uma atmosfera sombria e cheia de destruição. Ainda neste mesmo ano, a banda passou a se chamar TENEBRYS.
A banda, desde a sua criação, passou por diversas formações, o que fez com que ficasse paralisada de suas atividades por várias vezes e, com isso, não conseguiu registrar nenhum material de áudio ou até mesmo executar o tão aguardado show de estréia. Entretanto, em 2007, surge a nova fase do TENEBRYS, mais sólida, com o quinteto Eddie (vocais), Luciano Aguiar (guitarras, violões e backing vocal), Denys Ferreira (contrabaixo e backing vocal), Raquel Serruya (teclados e backing vocal) e Wagner Nugoli (bateria e percussões).
RU – Fale dos trabalhos lançados.
Raquel Serruya – Em 2007, com a banda já estabilizada, começa a produção do primeiro EP da banda.
Em março de 2008 é lançado “Mundano”, com letras que mostram uma humanidade decadente, e levando-nos a refletir sobre os mais diversos assuntos obscuros da vida mundana. A melancólica melodia deste registro rendeu ao grupo uma resposta positiva por parte da imprensa e fãs. O show de lançamento foi realizado no Memorial dos Povos (Belém – PA – Brasil), com boa aceitação do público.
“The Absolute Evil”, “Acclaiming For My Death”, “The Murderous” e “Buried Alive” são as musicas que compõem esse trabalho, todas intensamente tétricas e sombrias, com passagens que vagueiam entre os vários estilos do metal, mas com predominância nas diversas vertentes do doom, gothic e progressive metal, com produção fonográfica de Mauro Seabra.
Em outubro de 2008 foi gravado um show ao vivo, no Teatro Margarida Schivasappa (Belém – PA – Brasil), em qualidade home-vídeo, e vídeos das canções começaram a ser lançados a partir de janeiro de 2009 na internet, incluindo músicas inéditas, não lançadas no EP Mundano.
RU – Fale da cena de sua cidade.
Raquel Serruya – A cena de Belém está repleta de bandas boas, mas em contrapartida, nos apresenta poucas oportunidades. A produção local é engajada, mas não tem amplitude, se comparada aos outros estados. Apesar das dificuldades, as bandas e produtoras locais são muito empenhadas e desempenham um trabalho excelente: o problema é mostrar ao resto do Brasil esse trabalho. Fora isso, o público é bem unido, cabeça, fora algumas exceções que sempre vão existir. Enfrentamos grandes dificuldades para continuar o trabalho, mas igualmente temos grande determinação e força de vontade para prosseguir, assim como as outras bandas do Pará.
RU – Fale sobre planos no futuro.
Raquel Serruya – A banda pretende lançar todo mês um vídeo do show no Margarida Schivasappa na internet, culminando no lançamento do Home-Video completo no segundo semestre de 2009. Enquanto isso, trabalhamos no nosso debut álbum, sem previsão de lançamento, mas um single está previsto para o final do 2° semestre de 2009. Almejamos a gravação de um vídeo-clipe, mas este é apenas um dos nossos objetivos. São muitos os planos para o futuro, e todos eles serão perseguidos com muito trabalho e dedicação.
RU – O final é seu!
Raquel Serruya – Agradecemos o espaço e o interesse pelo Tenebrys: são essas oportunidades que permitem que a banda e a cena local cresçam. Um grande abraço á equipe Rock Underground, e aos nossos fãs, amigos e familiares, que nos dão apoio diário em nossa caminhada! |
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