Atualizado em 07/03/2010
MEGADETH
Endgame
Warner – nac.
O melhor disco do Megadeth desde Cryptic Writings, sem dúvida. De lá pra cá, depois dos pavorosos Risk e United Abominations (que teve uma promoção péssima com a gravadora meia boca que o lançou no Brasil) e dos bons The World Needs a Hero e The System Has Failed, a banda (quer dizer, Dave Mustaine) ressurge das cinzas criativamente com Endgame. O novo álbum é um misto daquela veia ainda clássica de Youthanasia com o mais moderno e acessível, na época, Cryptic Writings. Vamos as faixas! Dialectic Chaos é um instrumental inspiradíssimo, daqueles típicos dos anos 80 das bandas verdadeiras. This Day We Fight! poderia tocar facilmente nas rádios, se as rádios fossem que nem na época dos anos 90 ao menos. Poderia entrar num Cryptic Writings ou Youthanasia, tranqüilamente. Um semi-Thrash. 44 Minutes é a mais melodiosa, também poderia estar nestes dois discos, os mais comerciais de sua carreira. Já 1,320 é uma paulada, rápida, melódica, com guitarras as vezes dobradas e com solos impressionantes. Esse é o Megadeth! O final é longo e épico, nos solos, com eram os bons discos da banda de outrora, daqueles de você ouvir e querer repetir de novo. Bite The Hand mostra o caminho do Megadeth “novo”: ainda com a pegada Mustaine, ainda algo Thrash, mas próximo do Heavy Metal Tradicional, com guitarras dobradas, mais melódico, mas igualmente sensacional. Bodies é quase que continuação de Bite The Hand, na mesma linha, só que menos rápida, mais cadenciada e mais pesada. Aliás, não sei quais são as melhores, se as faixas mais rápidas ou as mais cadenciadas, ambas ficaram matadoras. Aqui, Bodies é cadenciada pesadona, até chegar nos solos, uma verdadeira corrida entre os guitarristas, um verdadeiro GP São Paulo 300 da Fórmula Indy. E encerra o disco, como fazia o Megadeth nos anos 90, encerrando com solos. A faixa-título tem um começo épico, tétrico, grandioso, quase Doom ou Goth, e depois descamba no bom e velho Speedy Metal de fazer orgulho ao Rust In Peace. Até a guitarra solo surge com o mesmo timbre do Rust In Peace, lindo! The Hardest Part Of Letting Go... é uma balada (dentro dos parâmetros do Megadeth, claro). Algo sinfônico, pomposo, lenta, melancólica, linda. Head Crusher apesar de ser a mais clichê do disco, ainda é um bom momento e não deixa a poeira baixar, mas sem nada a se destacar. Já How The Story Ends tem um dos mellhores riffs que Dave Mustaine já fez na carreira, dando aquela sensação de deja vu, de ser um clássico antigo, mas não, é um clássico que acabou de nascer! Encerrando, talvez a mais fraca (ou menos boa)The Right To Go Insane que até poderia ficar de fora do disco, mas que também não compromete. Endgame trás o melhor do Megadeth, para nossa alegria! Só falta virem ao Brasil de novo! JCB – 9,5

Faixas:
01. Dialectic Chaos
02. This Day We Fight!
03. 44 Minutes
04. 1,320'
05. Bite The Hand
06. Bodies
07. Endgame
08. The Hardest Part Of Letting Go...
09. Head Crusher
10. How The Story Ends
11. The Right To Go Insane

SUICIDAL ANGELS
Sanctify The Darkness
Nuclear Blast – nac.
Banda grega formada em 2001 que toca Thrash Metal na linha Slayer, com algo ainda de Kreator e Destruction. A banda mescla a velha escola alemã com a norte-americana com maestria e apesar da pouca tradição de seu país no estilo. A Grécia é mais forte no Black Metal e no Power Metal, mas mesmo assim o grupo desponta como uma revelação. A banda participou do Rock The Nation Award 2009, ganhando mais de 1.200 bandas e com isso, o contrato com a Nuclear Blast. Depois de três demos, dois EPs e um CD cheio antes do novo álbum, tudo isso em não mais de oito anos, e no currículo apresentações abrindo e dividindo palco para Tankard, Rotting Christ (claro, são os veteranos conterrâneos), Onslaught, Nile, Anvil, Kreator, Massacre e Celtic Frost, a banda agora começa a tocar como headliner. Com produção de RD Liapakis (Mystic Prophecy, Valley's Eve - também um renomado produtor de bandas como Firewind, Inner Wish, Winter's Bane), a banda tem uma produção moderna, atual, revigorada, mas sem deixar de lado a veia Old School. Falando em Firewind, seu agora ex-guitarrista e multi-bandas Gus G é o atual guitarrista de Ozzy Osboune! Apesar da enorme crise econômica que o berço da civilização atravessa, ao menos vive alguns bons momentos a se comemorar. Gus G na banda de Ozzy, a participação da Grécia na Copa do Mundo desse ano, o Panathinaikos avançando na Liga da Uefa e agora, este grande Sucidal Angels.Num total de onze canções com um total de 38 minutos, a banda mostra como o Kreator deveria soar hoje, com guitarras à Onslaught, passagens à Sepultura, e claro, lembra muito o Slayer, sua principal fonte. Claro, a banda ainda raspa no Death, em alguns momentos mais tradicionais de Bolt Thrower e por aí vai. Não perca mais tempo, adquira já o seu! RC – 9,0

Faixas:
1. Bloodthirsty 04:48
2. The Pestilence Of Saints 03:50
3. Inquisition 04:38
4. Apokathilosis 03:34
5. … Lies 02:28
6. No More Than Illusion 03:38
7. Atheist 03:40
8. Beyond The Laws Of Church 02:41
9. Mourning Of The Cursed 01:55
10. Dark Abyss (Your Fate Is Colored Black) 03:23
11. Child Molester 03:38

SLAYER
World Painted Blood
Sony – nac.
Puta que pariu! Você leitor da ROCK UNDERGROUND já sabe desde os tempos de revista impressa, que o selo Puta-que-o-pariu é garantia de qualidade, a palavra mais perfeita pra se descrever um disco foda e World Painted Blood é! Estou indeciso se escrevo um livro ou se faço uma resenha curta e grossa para World Painted Blood. Este é o melhor disco da banda desde Reign In Blood de 1986! Sim, World Painted Blood é melhor que o lento South Of Haven, Seasons In The Abyss e todos os outros que vieram depois. Sim eles sabem fazer Thrash Metal e ainda sabem dar uma aula de pura violência. Bom, ao vivo, eles sempre foram grandes professores. Mas em estúdio, eles se superaram! Se o bom Christ Illusion era o melhor desde Seasons In The Abyss, agora, o mundo pintado de sangue ressurge do regar sangue. O disco abre coma faixa-título, uma das melhores faixas do Slayer! Inteira foda, mas o mais foda, são os riffs proferidos enquanto Araya canta as estrofes. Unit 731 vem na mesma linha, antecedendo a mais caótica de todas, Snuff, com um refrão gritado por Araya, como se o mundo tivesse acabando e alguém fosse o porta-voz anunciando aos gritos a “anunciação”. Beauty Through Order é cadenciada, mais lenta, mas também destruidora, com viradas de bateria em ritmo marcial. Parece que estamos indo pra guerra. O andamento é lento, até chegar na pancadaria do solo, haja fôlego. Kerry King e Jeff Hanneman continuam a maior dupla de guitarristas do Metal! Eles são inesgotáveis em termos de criatividade, e para mim superaram Murray/Smith do Iron Maiden e Downing/Typton do Judas Priest, pois estes fizeram muita pouca coisa legal de Seventh Son Of Seventh Son e Painkiller, respectivamente, para cá. Dave Lombardo está mais rápido, mais técnico e descendo ainda mais o braço. Parece impossível, mas não é. Já Araya, além de se esgoelar e estar cantando cada vez mais, seu baixo acompanha toda essa loucura sonora com precisão. Hate Worldwide é uma das faixas mais rápidas que já ouvi na minha vida. Public Display Of Dismemberment tem um puta groove e muito de Hardcore que a banda sempre teve (estou falando de Hardcore e não estas babas de hoje em dia). Human Strain tem um começo lento e mórbido que dá até medo, pois quando eles começam assim, é porque vai vir chumbo do grosso. Mas a faixa é mais cadenciada mesmo, com melodias psicóticas e batidas hipnóticas. Já Americon é algo moderna, e queria saber de onde tiraram essa distorção de guitarra? O que é isso? É legal quando você ouve um disco e você percebe que os caras quiseram fazer o melhor disco da carreira. E para mim fizeram seu terceiro melhor disco e o que eu mais gosto desde já! Na minha opinião (repito, na minha opinião), este disco pulverizou tudo o que fizeram até hoje. Claro, que os primeiros trabalhos são clássicos e sempre serão. Mas World Painted Blood pulverisou eles todos! E Araya berrando em Psychopathy Red? Cara, se ele fizer isso ao vivo, vou desacreditar. Ele consegue berrar e urrar agudo, um timbre só dele. Aí vem essas bandinhas de New Metal, Metalcore Screamo, e muitas de Death Black, com aqueles gritos ou guturais terrives que estragam a música. Araya humilha aqui! Em tempo: de longe, sou fã número um do Slayer, meu Thrash predileto é o da bay Área (Testament, Exodus) além de Anthrax, Nuclear Assault, Municial Waste, D.R.I. e tal. Sempre respeitei o Slayer, mas nucna fui fã. Então, antes que alguém pense que estou babando ovo, tirem o cavalo da chuva. Playing With Dolls tem umas partes masi narradas com guitarra monocórdica quase, para dar um clima. Acho que, como o Slayer já experimentou bastante em Diabolus In Musica e God Hates Us All, agora eles já tem feedback para ousar, sem se descaracterizar. Encerrando, Not Of This God, uma faixa que trás um pouco de tudo o que foi falado já. Será o disco do ano de 2009? Estou propenso a votar nele sim! JCB – 10

Faixas:
01. World Painted Blood
02. Unit 731
03. Snuff
04. Beauty Through Order
05. Hate Worldwide
06. Public Display Of Dismemberment
07. Human Strain
08. Americon
09. Psychopathy Red
10. Playing With Dolls
11. Not Of This God

DESTRUCTION
The Curse Of The Antichrist - Live In Agony
AFM/Laser Company – nac.
O Destruction faz parte da “santa” trindade do Thrash Metal alemão ao lado de Kreator e Sodom. Sua importância é inegável. Eles ficaram um pouco atrás das outras duas bandas, pois ficaram parados vários anos, voltando só no fim dos anos 90, para nossa alegria. A banda sempre foi um Power Trio e da formação original, continuam o vocalista e baixista Marcel Schmier e o guitarrista Mike Sifringer. Na bateria está desde 2001, Marc Reig. The Curse Of The Antichrist - Live In Agony é duplo e me remeteu à uma época saudosa, de 2003, quando metade das bandas lançaram discos duplos ao vivo. Um dia faço a relação de todas. The Curse Of The Antichrist - Live In Agony comemora os 25 anos de banda e com resultado melhor que o Alive Devastation de 2002. As músicas não foram tiradas de um show só, mas a maioria foram extraídas do show de 2007 no Wacken Open Air e outras gravadas em Tóquio, Japão. Na parte do Wacken, vários membros anteriores participaram da festa, trazendo uma sensação de nostalgia, amizade e tornando este evento em algo histórico. De pitoresco, o cover de The Damned do Plasmatics. Enfim, grande parte dos clássicos estão aqui e executados de forma magistral, então é perca de tempo falar algo mais. Compre! RC – 9,5

CD 1
1. The Butcher Strikes Back
2. Curse The Gods
3. Nailed To The Cross
4. Mad Butcher
5. The Alliance Of Hellhoundz
6. D.E.V.O.L.U.T.I.O.N
7. Eternal Ban
8. Urge The Greed Of Gain
9. Thrash Till Death
10. Metal Discharge

CD 2
1. The Damned
2. Cracked Brain
3. Soulcollector
4. Death Trap
5. Unconscious Ruins
6. Life Without Sense
7. The 7 Deadly Sins
8. Antichrist
9. Reject Emotions
10. Thrash Till Death
11. Total Desaster
12. Bestial Invasion

NIGHTRAGE
Wearing A Martyr’s Crown
Paranoid – nac.
Marios Iliopoulos, que é o único integrante original, reformulou seu grupo com Antony Hamalainen (voz), Olof Morck (guitarra), Anders Hammer (baixo) e Jo Nunez (bateria) para integrarem essa nova formação do Nightrage. Os gregos também sabem fazer barulho, não só coisas melódicas. Quer dizer, a banda é grega, mas o resto vem da Suécia, Bélgica e Finlândia. Essa ONU do Thrash Death Metal poderia ter descaracterizado seu som, mas não. Se formou em algo maior e supra. Aliás, em seu novo disco, a banda pendeu mais para o lado do Death Melódico sueco, algo até de Gotemburgo. Nomes como Soilwork, At the Gates, ARch Enemy e In Flames (antes de virar new Metal ou Metalcore) nos vêem à cabeça. A produção ficou a cargo do mago Fredrik Nordström (dezenas de discos extremos produzidos). A capa feita pelo brasileiro revelação em artes extremas Gustavo Sazes, é bem feita, moderna e brutal. Destaque para a participação do grego (esse sim é grego) Gus G., ex-integrante e que agora é nada menos que o guitarrista da banda de Ozzy, na faixa instrumental que encerra o disco, Sting of Remorse. Enfim originalidade não há muita, mas se você curte estas bandas suecas citadas acima, pode comprar sem medo! RS – 7,5

Faixas:
01. Shed The Blood
02. Collision of Fate
03. A Grim Struggle
04. Wearing a Martyr's Crown
05. Among Wolves
06. Abandon
07. Futile Tears
08. Wounded Angels
09. Mocking Modesty
10. Failure of All Human Emotions
11. Sting of Remorse

WARBRINGER
Waking Into Nightmare
Paranoid – nac.
Mais uma banda do chamado Retro Thrash ou como foi chamada na Europa no começo da década, Retroblackdeathrash. A maior influência da banda sem dúvida é o nosso Sepultura. Principalmente dos melhores discos deles, Beneath The Remains e Arise. Apesar da banda ser californiana, não tem nada de ensolarado no seu som, como as bandas de Hard Rock e Hardcore Melódico de lá. O som é frio, sujo e urbano. Lembra algo do banguin’ da Bay Area e a rispidez do Thrash alemão, principalmente Destruction e Kreator. Já li gente dizer que a banda é alemã, se enganado, pois musicalmente está muito perto. Seu debut é de 2008, War Without End, sucedido agora por Waking Into Nightmare deste ano. Quem produziu foi Gary Holt, o mentor do Exodus. E que bom que apenas produziu, pois a banda não lembra muito o Exodus. As guitarras são os destaques e a produção, apesar de boa, ficou a desejar em alguns momentos. As músicas não se parecem muito entre si, mas não há tanta variação. Destaques para Living In A Whirlwind, Abandoned By Time e Shadow From The Tomb. Acho que no terceiro disco eles acertam a mão e virarão os novos reis do estilo, como estão sendo SSS, Municipal Waste e Evile. RS – 7,0

Faixas:
01. Jackal
02. Living In A Whirlwind
03. Severed Reality
04. Scorched Earth
05. Abandoned By Time
06. Prey For Death
07. Nightmare Anatomy
08. Shadow From The Tomb
09. Senseless Life
10. Forgotten Dead

CHIMAIRA
The Infection
Paranoid – nac.
Uma banda polêmica e que divide opiniões. Muitos a rotulam como Thrash Metal puro e simples e é. Outros, como Modern Thrash e também o é. Alguns como Metalcore, também inevitável e outros ainda, New Metal. Seu último disco, Resurrection de 2007, era Thrash Metal mesmo, ainda que bem moderno. Aqui o som é mais pesado, sombrio e moderno, se assim podemos dizer. Quem produziu The Infection foi novamente Bem Schigel, deixando o som mais moderno com mais groove, menos técnico, e mais grave e os teclados de Chris Spicuzza são um fator importante para isso. O Chimaira soa mais caótico possível em The Infection. Muitos pensaram que a banda ficaria mais comercial, ledo engano, ela está mais pesada, agressiva e intrincada. Mark Hunter tem um dos melhores vocais para o estilo. The Venom Inside é algo de Thrash alemão, Kreator, Sodom, já, Frozen In Time é grudenta, com um refrão tipo chiclete, gruda mesmo! The Heart Of It All é instrumental, mas é outro destaque, bom dar um tempo no vocal, pra ouvir só os instrumentos. Impending Doom tem vocais sussurrados que podemos pensar em New Metal perigosamente. E assim vai o disco, eclético, diversificado e criativo. Da nova safra destas bandas de Metal (só Metal, pois não dá pra rotular direito, para desespero de nós jornalistas), o Chimaira é uma das melhores! Parabéns à Paranoid, pela ousadia e a iniciativa, deixando preconceitos de lado. É Metal, é Paranoid! Quero royalties se usar o slogan... RS – 8,5

Faixas:
01. The Venom Inside
02. Frozen In Time
03. Coming Alive
04. Secrets Of The Dead
05. The Disappearing Sun
06. Impending Doom
07. On Broken Glass
08. Destroy And Dominate
09. Try To Survive
10. The Heart Of It All

BULLDOZER
Unexpected Fate
Paranoid – nac.
Banda italiana, clássica, histórica que lança um disco novo depois de mais de 20 anos de pausa! E os caras não se esqueceram como se toca um Heavy bem pesado. A banda tem aquele ar macarrônico, mas que bebeu muito da água das bandas inglesas. Nuances de Black Sabbath, Judas Priest e Saxon são ouvidos aqui facilmente, e já eram nos anos 80, quando a banda lançou um disco por ano: The Day Of Wrath (Roadrunner/1985), The Final Separation (Roadrunner/1986), IX (Discomagic/1987) e Neurodeliri (Metalmaster/1988). Perceba que até com a Roadrunner eles conseguiram contrato e ainda nos anos 80, já decairam, lançando por gravadoras menores. Ainda assim, produziram um disco por ano. Banda parou quando Dario Carria (baixista) se suicidou. De lá apra cá sairam Eps, discos ao vivo, boxes e tal. Mas disco de estúdio, só Unexpected Fate. O som atual remete ao de outrora com algo de Speed Thrash Metal, ou as vezes puro Heavy Metal. Faixas como a título e Aces Of Blasphemy já falam por is só, misturando estes dois elementos oitentistas. E o disco contou com várias particiações para celebrar a volta do grupo, que hoje é formado por Alberto Contini (vocal e baixo - não é a bebida concorrente do Martini não), Andy Panigada (guitarra) e Manu (baeria). As participações são variadas e ecléticas, como nosso Kiko Loureiro (Angra), Olaf Thorsen (Labyrinth e Vision Divine), Andres Rain (Labyrinth) e Billy Sheehan (Mr. Big, David Lee Roth) e Jennifer Batten (pasmem, Michael Jackson). Enquanto muitas gravadoras dizem que só lançam o que é “real” e lançam só um disco por ano e não divulgam, outras como a Paranoid, tenta atualizar o Brasil no que está acontecendo lá fora. Já se foram os tempos em que 90% do que saía lá fora, saía aqui também. Graças aos malditos downloads. RS – 8,0

Faixas:
01 - Unexpected Fate
02 - Aces Of Blasphemy
03 - Salvation For Sale
04 - Use Your Brain
05 - Micro Vip
06 - Bastards
07 - Buried Alive By Trash
08 - The Counter-crusade
09 - The Prediction
10 - In The Name


THE HAUNTED
Versus
Paranoid – nac.
Olha, já gostei muito do The Haunted. Em seu início, eles ajudaram a resgatar o Thrash Metal “com bolas” no final dos anos 90 e Versus já é o sexto álbum deles. Seu começo de carreira foi avassalador, um murro no estômago, mas hoje, eles começam a ficarem derivativos. Eles continuam “crossoveando” Thrash (ainda estilo principal) com Death Metal e Hardcore, agradando o público Crossover, com aquela sonoridade sueca bem barulhenta (o oposto de Gotemburgo), que agrada em cheio o público norte-americano, tanto que no Ozzfest de 2005, os suecos invadiram os EUA com Arch Enemy, In Flames, Soilwork e o próprio The Haunted. Desde então, o grupo que foi formado das cinzas do At The Gates, deixou aquele lado mais melódico e europeu e apostou num som mais americanizado. Apesar de não causar mais o mesmo impacto, faixas comoMoronic Colossus, Pieces, Little Cage, Trenches e Ceremony não decepcionarão os fãs do estilo. A segunda parte do disco (seria o lado 2 ou lado B de um vinil) o ritmo cai e o som fica mais lento e com menos inspiração. Segundo a banda, a disco foi gravado ao vivo no estúdio, e apenas solos de guitarra e vocais foram adicionados depois. De qualquer maneira, a primeira metade do CD vale o investimento, pois apresenta a banda mais perto da sua sonoridade tradicional, e os que gostam de mais modernidade, vão se deleitar com a segunda metade. Tem pra todo mundo! JCB – 8,0

Faixas:
1. Moronic Colossus
2. Pieces
3. Little Cage
4. Trenches
5. Ceremony
6. Skuld
7. Crusher
8. Rivers Run
9. Iron Mask
10. Faultline
11. Imperial Death March

ONE MAN ARMY And The Undead Quartet
Grim Tales
Paranoid – nac.
Com o atual revival do Thrash Metal, bandas como os One Man Army ficam um pouco ofuscados com os inúmeros projetos que todos os dias aparecem, sejam de bandas novas, sejam de bandas antigas que estão retornando, seja, de bandas antigas, que criaram vergonha na cara e voltaram a fazer música de verdade (alguém aí pensou no Metallica?), seja de bandas midback, nem tão antigas, nem tão novas, mas que ganham atenção agora. Esse revival polui e cena e muita coisa chamada de Thrashcore, Deathcore e New Metal é associada ao Thrash e bandas reais como os One Man Army, e outras tantas boas e reais, passam batidas da maioria. Ok, Grim Tales não é nada original, apenas trás músicas de tempos tradicionalistas e Old Schoolers, as é Thrash Metal, é de verdade e dos bons! A banda foi formada pelo vocalista Johan Lindstrand (ex-The Crown) em 2004 na Suécia. Após a demo When Hatred Comes To Life, a banda assina com a Nuclear Blast que lançou seus três disco até agora, ambos no Brasil licenciados pela Paranoid. A banda, ainda desconhecida por aqui, terá um grande berço de fãs alucinados por este estilo, um Death Thrash Mortal com grande influência de Slayer dos anos 80. Além de Johan Lindstrand, nos vocais, completam a banda: no baixo, Valle Adzic (dos Impious, onde é guitarrista), inclusive foi no estúdio dele que a demo foi gravada. Na bateria Marek Dobrowolsk dos Reclusion, e nas guitarras encontramos Mikael Lagerblad e Pekka Kiviaho (ex-Persuader e Auberon). Grim Tales não difere tanto de seus antecessores 21st Century Killing Machine (de 2006) e Error In Evolution (de 2007). Como pode ver, a produção da banda é incessante, um disco de estúdio por ano. Que venham ao Brasil, que lancem algum ao vivo e um DVD também! Destaques para Saint Lucifer, Death Makes It All Go Away, Bonebreaker Propaganda e The Frisco Reaper. RC – 7,5

Faixas:
1. Black Clouds
2. Misfit with a Machinegun
3. Saint Lucifer
4. Cursed by the Knife
5. A Date with Suicide
6. Death Makes It All Go Away
7. Dominator of the Flesh
8. Bonebreaker Propaganda
9. Make Them Die Slowly
10. The Frisco Reaper
11. Bastards of Monstrosity

DESTRUCTION
D.E.V.O.L.U.T.I.O.N.
Laser Company/AFM – nac.
Comemorando 25 anos de fundação (e não 25 anos de carreira nem atividades, visto que o Destruction ficou parado quase uma década), o trio de Thrash Metal clássico alemão, volta com mais um disco que honra sua carreira. Bom, o estilo é quase o mesmo, aquele Thrash alemão, que é mais pesado a agressivo que o norte-americano da Bay Area. Com os mesmos gritos agudos de Schmier, uma lenda dentro do estilo e de seu país. O título é até bem manjado, démodé, mas ficou legal e é bem sacado. A produção de Jacob Hansen deixou o disco bem atual, a capa é característica do grupo e aqui, os riffs estão mais mais graves e quebrados, por parte de Mike Sifringer, que empresta algum groove à música, entretanto, apesar de soar moderno e atual, o básico é o estilo de raiz. Last Desperate Scream é um exemplo disso. Podemos dizer que D.E.V.O.L.U.T.I.O.N. é o disco mais diversificado da história do grupo, como um Best of revisitado, trazendo todos os estilos da banda, deixando a audição deste CD mais empolgante. O disco ainda, é recheado de participações especiais, como Gary Holt (Exodus) e Jeff Waters (Annihilator) em Urge (The Greed of Gain), além do solo de (pasmem) Vinnie Moore (isso mesmo!) atualmente membro do UFO em Vicous Circle - The Seven Deadly Sins. D.E.V.O.L.U.T.I.O.N. não é o melhor disco do Destruction e ainda está longe de ser um clássico, mas honra sua discografia e ao vivo, por ser bem direto, terá um grande resultado. RC – 7,5

Faixas:
1. Devolution
2. Elevator to Hell
3. Vicious Circle - The 7 Seven Deadly Sins
4. Offenders of the Throne
5. Last Desperate Scream
6. Urge (The Greed of Gain)
7. The Violation of Morality
8. Inner Indulgence
9. Odyssey of Frustration
10. No One Shall Survive
LEGION OF THE DAMNED
Feel The Blade
Nuclear Blast – nac.
A produtividade do Legion Of The Damned é impressionante. Mesmo depois de pouco tempo de ter lançado um álbum 2007, Sons Of Jackal, a banda manda às favas a pirataria e os downloads de já lança outro disco e a Nuclear Blast bancando. Agora a banda volta com Feel The Blade e se distancia daquela imagem que a acoplava ao Dew Scented, na sonoridade, criando cada vez mais uma identidade própria. Som avassalador, poderoso, misturando Thrash Metal com Death Metal mais Thrashcore, Deatrhcore, Crossover, Metalcore e toda a sorte de estilos agressivos. Aliados a riffs cortantes, bateria frenética e o vocal à lá urso de Maurice Swinkels. A urgência sonora que emana de Feel The Blade é incessante. O novo CD soa ainda mais moderno e preciso, ainda que, sempre tentando resgatar o lado Old School (como todas as bandas destes estilos têm tentando flambar). O estilo do Legion Of The Damned permance intacto, variando pouco com relação aos antecessores, talvez pela seqüência de discos um atrás do outro. Mas para quem é fã, tem-se mais uma dezena de faixas estrondosas para se ouvir, pogar e banguear. Nuclear Torment abre o disco, na linha do antecessor Sons Of Jackal, já sentindo a artilharia que vai vir do kit de Erik Fleuren. O guitar Richard Ebisch riffa como poucos dentro desta vertente musical que começa a dar sinais de desgaste. Mas com o Legion Of The Damned, o desgaste está longe, muito longe. O guitar Richard Ebisch promete mais riffs e menos solos, fazendo a música do Legion Of The Damned soar um pouco menos “melódica” do que seus companheiros de estilo, menos técnica e mais na porrada mesmo! Slaughtering The Pigs é outro destaque dentre as 10 faixas principais. Tem-se ainda mais três bônus especiais, com destaque para o cover do Pestilence, Chronic Infection. O Legion Of The Damned honra seu passado, já que hoje é um Occult remodelado (com algumas pequenas mudanças de membros e musicais, além da mudança de alcunha). A edição nacional vem com um DVD de bônus, tornando o combo um CD duplo no formato CD+DVD. Mais é disco bônus mesmo, pois ele custa o preço de um CD simples! Muitas gravadoras chafardanasno passado lançavam discos com DVD ou CD de “bônus”, mas cobrava o preço de um CD duplo! Com a Laser Company e a Nuclear Blast Brasil não tem disso! RC – 8,5

CD:
1. Nuclear Torment
2. Nocturnal Predator
3. Slaughtering the Pigs
4. Slut of Sodom
5. Feel the Blade
6. Expire
7. Warbeast
8. Disturbing the Dead
9. Obsessed by the Grave
10. Reapers Call
11. Last Command
12. Mask of Terror
13. Chronic Infection

DVD:
. Tour report - Earthshaker Open Air - RockArea Open Air - Tuska Open Air - Bloodstock Open Air
. Sepulchral Ghoul (Video Clip)
. Studio report - Fans section

METALLICA
Death Magnetic
Universal – nac.
Estou bem a vontade para falar sobre esse CD, que além de polêmico, marca um divisor de águas na carreira da banda, pois nunca fui fã deles. O único disco que cheguei a comprar deles foi o Ride The Lightning, para mim o melhor, mas apesar de nunca ser sido fã com F maiúsculo, estive no show deles em 1993 no Parque Antarctica, em São Paulo e sempre os respeitei, até o Black Album. Depois disso, fui um dos milhares de execradores com os lixos que vieram na seqüência, principalmente o terrível St. Anger. Entretanto, tiro o chapéu para Death Magnetic, a redenção do grupo, mostrando que eles sempre souberam fazer Thrash Metal, e pararam de fazê-lo porque quiseram, porque passaram a achar brega e etc. sim, Death Magnetic é Thrash Metal sim! Claro, longe de ser clássico como os três primeiros Kill 'Em All, Ride The Lightning e Master Of Puppets, mas também longe dos deprimentes Load e Reload, e a anos luz de St. Anger, talvez o pior disco de Metal da história. Death Magnetic se encontra num campo entre ...And Justice For All e o famoso Black Album que na verdade se chama Metallica. Death Magnetic apresenta músicas de maior duração, Progressivas, técnicas, intrincadas e virtuosas, como ...And Justice for All trazia, mesclada com o lado mais “comercial” (mas auqi no bom sentido), acessível, certeiro e sombrio de Black Album/Metallica. That Was Just Your Life abre o disco e já mostra isso, com uma intro lenta, grande e preparatória para o petardo que virá em seguida. Depois, ela descamba para uma porradaria sem tamanho, com James Hetfield fazendo riffs nervosos como nos velhos tempos! Seus vocais também são irados, sem tentar fazer inovações como ele tentou soas mais “clean” do Load em diante. Aqui ele canta, como ele sabe e como a gente gosta! Em The End Of The Line seria como se fosse, ao menos em seu começo, uma continuação de Master Of Puppets, a música. Ouça seu começo e comprove. Broken, Beat & Scarred é outra que poderia estar num ...And Justice For All Parte 2, caso um dia isso ocorresse. The Day That Never Comes é a baladinha, mas esqueça aquelas baladas de Load pra frente. Ela é sombria, lenta, densa, mostrando o quanto o grupo ainda tem inspiração. Os solos e dedilhados de Kirk Hammet mostrando que ele ainda tem muito feeling e talento, e não apenas técnica nem apenas relaxamento de cabelo e vasto guarda roupa. Seria um encontro entre One (também do ...And Justice For All) com The Unforgiven (a do Black Album). Em All Nightmare Long, o Thrash Metal Bay Area está de volta, mostrando como a entrada de Robert Trujillo (ex-Ozzy Osbourne, Suicidal Tendencies, Black Label Society e Infectious Grooves) fez bem, trazendo sangue novo ao grupo, apesar de seu histórico de muito swingue e groove. Esta faixa remete aos primórdios do Metallica! JáCyanide mostra um lado mais moderno e mais atual, mas sem cair no Metalcore, nem no New Metal (bem, se até o Slayer andou escorregando no New Metal em God Hates Us All, então perdoe os caras também!). Mas é apenas mais atual, nada de modernoso. The Unforgiven III é melhor que a parte 2 e melhor ainda do que a original do Black Album, já que não é uma balada, ainda que tenha a sonoridade do mesmo disco. Nisso, o produtor Rick Rubin acertou a mão! Fez a medida certa entre o que a banda queria fazer de encontro ao que os seus fãs desejavam. The Judas Kiss é outra com cara de Old School, e aqui mostra que, tanto criativamente quanto tecnicamente, Lars Ulrich ficou pra trás. Quando a porradaria aparece, ela não descamba ainda mais, pois falta uma genialidade ao baterista, que fisicamente e visualmente, é uma espécie de Roger Taylor (Queen) do Metal. Desde os tempos que não era fã da banda, mas os respeitava, sempre achei ele muito pressão, muito mais firulas do que técnica. Claro, é um bom baterista, mas muito atrás de gênios do estilo, como John Tempesta, Dave Lombardo, Nick Barker, Igor Cavaleira entre tantos outros. Mas como Lars é fundador e co-lider da banda junto com James, ou seja, não tem como mandar o cara embora, ele vai atrasar um pouco essa possível evolução do grupo (Kirk Hammet é o emregado mais bem pago da história da música, e Robert Trujillo é o “futebol moleque” da banda). Aqui fica nítido que aquela bateria tenebrosa de St. Anger, que mais parece um monte de panelas caindo de um armário, foi obra dele! Ele foi o responsável pelo fiasco de St. Anger. Suicide & Redemption é longa e instrumental, bem ao estilo de ...And Justice For All. Encerrando, a dispensavel e mais fraca My Apocalypse, essa sim teimando em querer soar como New Metal ou Metalcore. Que não seja a deixa para o próximo disco. Que James, Kirk  e Robert pressionem e majoritariamente forcem a seguir os caminhos tradicionais no próximo disco da banda e que ignorem os pitis de Lars, que como único ponto positivo, ao meu ver, pelo fato de ser dinamarquês e conterrâneo e amigo pessoal de King Diamond, regravou várias coisas do Mercyful Fate, os convidou para abrir vários de seus shows na década de 90 e neste ano, convidaram King Diamond para fazer um medley do MF de quase 20 minutos em alguns shows da turnê de Death Magnetic. Por isso, está perdoado, mas só! JCB – 8,5

Faixas:
1. That Was Just Your Life
2. The End Of The Line
3. Broken, Beat & Scarred
4. The Day That Never Comes
5. All Nightmare Long
6. Cyanide
7. The Unforgiven III
8. The Judas Kiss
9. Suicide & Redemption
10. My Apocalypse

TESTAMENT
The Formation Of Damnation
Nuclear Blast – nac.
Olha, desde o final do ano passado que estou dizendo que o Thrash Metal está salvando o Metal de forma geral. Hoje, há um clima para isso, como houve em meados dos anos 80. Pelo menos criativamente, o estilo está carregando e orgulhando a nação Metal. Graças ao surgimento de novas bandas, lançando discos memoráveis, e graças também às bandas veteranas, pois muitas delas continuam firmes e lançando discos relevantes. Das novas bandas (algumas nem tão novas assim), podemos destacar: Evile, Municipal Waste, SSS, Witchburner, Bewitched, Necromessiah, Must Missa, etc. E os não tão novatos assim St. Madness, Destructor, Evolution, Susperia e Sadus. E dos veteranos, hoje, a formação mais festejada e mais em evidência é o Testament. Talvez pelo fato de não ter mudado de vocalista, aliás, Chuck Billy e Eric Peterson, são os donos do negócio claramente, únicos que sempre estiveram no grupo. Ao contrário dos problemas encontrados com Anthrax e Exodus, justamente pela troca de vocalistas, o Testament, mesmo com a doença de Chuck anos atrás, o que parou um pouco sua carreira, se manteve inerente. The Formation Of Damnation é o melhor disco desde Practice What You Preach de 89! Isso mesmo! The Formation Of Damnation é melhor do que o aclamado e último de estúdio The Gathering (99), que tinha uma super-banda com Steve DiGiorgio no baixo, Dave Lombardo na bateria e James Murphy na guitarra. The Formation Of Damnation é melhor do que os quase Death Metal Low (94) e Demonic (97), que são muito bons. E The Formation Of Damnation é melhor que os titubeantes The Ritual (92) e Souls Of Black (90)! Além do mais, The Formation Of Damnation trás a formação quase original com a volta do eterno, virtuoso, carismático e insubstituível Alex Skolnick (ex-Savatage, Transiberian Orchestra, Attention Deficit) na outra guitarra, o também carismático e a cara da banda Greg Christian no baixo e do excelente Paul Bostaph (Slayer, Exodus), na bateria. For The Glory Of é a grandiosa intro, para More Than Meets The Eye é a porrada que estamos esperando há quase duas décadas que eles compusessem e finalmente compuseram! Thrash Metal perfeitamente Bay Area, clássico, riffs fortes, cozinha precisa e vocal matador de Chuck Billy! Ele ainda alterna urros guturais, como nos tempos de Demonic, Low e The Gathering, mostrando que ainda resgatam sua história mais recente e de forma atualiza ao invés de serem apenas nostálgicos. Apesar de resgatar as raízes e a antiga sonoridade, a nostalgia aqui passa longe! Pois a banda não vive mais do passado, esse petardo está acontecendo agora mesmo! The Evil Has Landed possui uma bela melodia ao longo da música, com riffs dobrados e matadores da dupla Skolnick e Peterson e refrão matador por parte de Chuck. Essa aqui é puro Bay Area! E que solo! Fazia tempo que eu não ouvia um solo de guitarra como antigamente, onde o mesmo era uma outra música dentro da própria música que é executado! A faixa-título é mais Brutal, moderna e segue a linha The Gathering. Dangers Of The Faithless é bem cadenciada, com um peso assustador. Já The Persecuted Won’t Forget poderia ser a Practice What You Preach do novo século, pelo seu apelo, sua rifferama, pela sua pegada, pelos vocais acertados de Chuck e por ser um novo clássico! Já Henchman é a menos legal de todas, é a que menos se destaca. Quando você ouvi-la, vai me xingar por ter dito isso. Só para você ver o nível desse disco. Killing Season (que por coincidência – deve ter sido mesmo) é homônima ao disco novo do Death Angel, é mortal também, mais cadenciada lembrando algo do disco Souls Of Black. Afterlife é melódica, assoviável, bagueável bem ao estilo da Bay Area, com um refrão para ser cantado a plenos pulmões ao vivo e com guitarras das mais inspiradas dos últimos tempos. F.E.A.R. atende pelo lado mais brutal, e encerrando, Leave Me Forever, mais gingada, lenta alternando passagens mais pesadas e outras nem tanto. Este era o disco que esperávamos de um CD de inéditas do Testament, que lideram a cena Thrash metal mundial! A edição nacional acompanha um DVD bônus mostrando cenas de estúdio e o making Off do disco. JCB – 10

Faixas:
01. For The Glory Of
02. More Than Meets The Eye
03. The Evil Has Landed
04. Formation Of Damnation
05. Dangers Of The Faithless
06. The Persecuted Won’t Forget
07. Henchman
08. Killing Season
09. Afterlife
10. F.E.A.R.
11. Leave Me Forever

IN FLAMES
A Sense Of Purpose
Nuclear Blast – nac.
A capa assusta. Primeiro por ser um desenho adulto, mas de algo infantil acontecendo. Segundo, que de longe, o In Flames fez novamente aquelas capas “gotemburguianas” como na começo de carreira. Terceiro, ela também não reflete o sim mais Metalcore e quase New Metal de seus últimos discos. Para quem acompanha e conhece (e como nós, que trabalhamos juntos) os lançamentos da Metal Blade com suas bandas novas e outras nem tanto, mas todas fazendo Metalcore, verás que é esse tipo de padrão de arte gráfica que se faz presente. Musicalmente, a banda oscila musicalmente de novo, entre o Death Metal melódico de Gotemburgo, entre o Modern Thrash e o Metalcore. Apesar do vocalista Anders Friden ter retomado o vocal gutural e rasgado, menos gritado e menos norte-americano, o direcionamento do CD é mais leve, com mais riffs melodiosos e simples, feitos por Jesper Strömblad e Björn Gelotte. No entanto, nem por isso A Sense Of Purpose soa mais leve. O baixo compensa. Em vez de fazerem afinações mais graves ainda, eles colocaram mais peso no baixo e claro, a bateria foi junto. Anders Friden ele aprendeu que esta tática funciona melhor apenas nos refrãos, com a sobreposição de vários tons de voz, assim como em Sleepless Again, que ficou muito boa pela utilização de teclados e das sempre presentes melodias de guitarra. A faixa Alias é o grande “aliás” do disco, com um refrão fácil e com um violão no meio bem atmosférico, lembrando Moonshield do disco The Jester Race de 96. Momentos mais rápidos e esporrentos podem ser encontrados em Disconnected, Sober And Irrelevant e March To The Shore mostrando que o In Flames ainda sabe fazer música como nos velhos tempos. A complexidade da cozinha do baterista Daniel Svensson e o baixista Peter Iwers faz a diferença, coisa que poucas bandas norte-americanas têm. The Chosen Pessimist tem mais de oito minutos, num verdadeiro épico. A versão japonesa trará Tilt, Eraser e Abnegation do EP The Mirror's Truth lançado em março. A Sense Of Purpose, já ficou em primeiro lugar na Suécia, terceiro na Alemanha e 28º nos Estados Unidos, com 20 mil cópias vendidas na semana de estréia. Você pode até preferir o In Flames das antigas, mas que tem mais gente gostando dele agora do que antes no resto do mundo, você pode ter certeza. RC – 8,0
DVD:
O DVD é bônus mesmo, e mostra sessões de gravação com todo o making Of do disco A Sense Of Purpose. O interessante é que as faixas do vídeo foram divididas em ordem cronológica de gravação do CD em estúdio, desde 03 de setembro até 30 de novembro. Então, além de ser um mero extra como curiosidade e mais um artefato para fãs, o In Flames conseguiu te colocar dentro da gravação de A Sense Of Purpose, passo-a-passo, como as faixas foram feitas e quando foi feito isso e quando foi feito aquilo.

CD:
1   Mirrors Truth, The
2   Disconnected
3   Sleepless Again
4   Alias
5   I'm the Highway
6   Delight and Angers
7   Move Through Me
8   Chosen Pessimist, The
9   Sober and Irrelevent
10   Drenched In Fear
11   Condemned
12   March To the Shore

DVD:
1. Introductions (03. Sept. - 09. Sept. 2007)
2. The Boat Trip (10. Sept. - 16. Sept. 2007)
3. Drums, Drums Drums 17. Sept. - 23. Sept 2007)
4. Bass, Booze Balls (24. Sept. - 30. Sept. 2007)
5. Guitar Sweatshop (01. Oct. - 07 Oct. 2007)
6. Diggin In The Dirt (08. Oct. - 14. Oct. 2007)
7. Are We There Yet? (15. Oct. - 21. Oct. 2007)
8. High Stakes (22. Oct. - 28. Oct. 2007)
9. Guitar Smorgasbord (29. Oct. - 04. Nov. 2007)
10. Rollin (05. Nov - 11. Nov. 2007)
11. Bare To The Bone(s) (12. Nov. - 18. Nov. 2007)
12. This Is The End (19. Nov. - 30. Nov. 2007)

HEADHUNTER
Parasite Of Society
Rock Brigade Records / Laser Company Records – nac.
Após o retorno do lendário germânico Headhunter e o relançamento dos seus primeiros álbuns, o novo trabalho finalmente saiu pela AFM Records, lançado aqui no Brasil para nossa sorte pela Rock Brigade Records / Laser Company Records. Intitulado Parasite Of Society e gravado pelo line-up original que é Schmier (do Destruction no vocal e baixo), Schmuddel (guitarra) e Jörg Michael (500 bandas, entre elas Stratovarius, Saxon, Running Wild e Grave Digger na bateria) o álbum traz a sonoridade tradicional da banda com uma produção atual. Marcel "Schmier" Schirmer fundou o Headhunter quando ele tinha caído fora do Destruction no fim dos anos oitenta e lançou três álbuns Parody Of Life (90), A Bizarre Gardening Accidente (92) e Rebirth (94). Estes álbuns ficaram fora de catálogo por um longo tempo, mas agora todos foram relançados pela AFM Records (quem sabe não lancem aqui no Brasil também). A música do Headhunter, comparando com o Destruction (comparação inevitável) são 'Thrashy' ainda, mas um pouco mais melódicas. Muita influência da NWOBHM e do Heavy Tradicional. Sem o vocal mais brutal e sem os gritos tradicionais de Schmier. Eles ainda resgatam com Parasite Of Society o Power Thrash Metal, tão comum nos anos 80, quando os dois estilos se fundiam e quando o Power Metal não era nada melódico. Destaques para os novos clássicos 3rd Man Introduction, Parasite Of Society, Silverskull (sensacional), Doomsday For The Prayer, o bizarro e inesperado cover do Skid Row (isso mesmo) para 18 And Life e Egomaniac. Apesar de todos os músicos terem evoluído ao longo dos anos e de terem formado carreiras sólidas com outras bandas, aqui eles congelaram no tempo para compor Parasite Of Society, pois o mesmo tem o mesmo pique e a mesma forma mais primária de compor como era nos anos 80. Confira está clássica volta desta clássica banda com um disco que, ao longo dos anos será mais um clássico também! RC – 8,5

Faixas:
01. 3rd Man Introduction
02. Parasite Of Society
03. Silverskull
04. Remission
05. Doomsday For The Prayer
06. 18 And Life
07. Read My Lips
08. Backs To The Wall
09. Egomaniac
10. The Calling
11. Payback Time
12. Rapid Fire

DEATH  MECHANISM
Human Error... Global Terror
Morbid Tales / Under Rock Records – nac.
A banda faz Thrash Metal, isso é notório. Sem antes de ouvi-la, chegamos a essa conclusão, seja pelo nome da banda, seja pela capa e principalmente pelo título composto, feito de duas frases, separadas da pausa das reticências. Ou você se esqueceu dos títulos So Far, So Good... So What!, Peace Sells... But Who's Buying? e Killing Is My Business... And Business Is Good! do Megadeth? Coincidência, homenagem ou cópia, tanto faz. O que interessa é que esta banda italiana, que teve Human Error... Global Terror lançado no Brasil via os selos Morbid Tales e Under Rock Records, trás um Thrash Metal com algumas pegadas Death bem Old School, bem norte-americano, bem Bay Area. A aposta efusiva em cima de riffs e mais riffs (que estilo além do Thrash que é feito basicamente de riffs? Quase todos têm, mas o Thrash é pura rifferama!) faz deste disco, apesar da sensação de deja-vu, dar a alegria de saber que existem bandas que querem apenas fazer boa música, sem invencionices tolas de Metalcore e New Metal! O absurdo que a banda é um trio, e você jura estar ouvindo duas guitarras em muitos momentos. Destaques para Anthropic Collapse, Necrotechnology e Blood Engine, a trinca inicial do disco (claro, depois da tradicional intro). RC – 7,5

Faixas:
01. Intro
02. Anthropic Collapse
03. Necrotechnology
04. Blood Engine
05. Genuin - Cide
06. Contaminated Soil
07. Unknown Pathology
08. A Good Reason To Kill
09. The Frail Path Of Peace
10. War Mechanism
11. Slaughter In The "Jet - Set"

ALL SHALL PERISH
The Price Of Existence
Paranoid Records – nac.
Mais uma banda que flerta com vários estilos extremos, como o Death Metal, o Thrash, o Hardcore e o Crossover, muitas vezes chamado de Metalcore. Apesar de atual, não considero a banda como Metalcore, pois ela tem muitas raízes fincadas nos anos 80 em sua música, apesar da roupagem contemporânea. Sim, a sujeira do HCNY está presente, mas as raízes do Death Metal ainda são maiores. Melhor assim, afinal, o que não falta na cena são bandas imitando descaradamente o Morbid Angel, o Krisiun e o Cannibal Corpse. Hate, Malice, Revenge foi o primeiro full lenght da banda, lançado em 2005, já mostrando ao mundo á que vieram. Eles surgiram em 2002, diretamente da Bay Area, e já dividiu palco com grandes nomes do Metal Extremo como: Hate Eternal, Dying Fetus, Six Feet Under, Mortician, Brujeria, As I Lay Dying, etc. Em The Price Of Existence, seu novo álbum, a banda vem para devastar a cena Underground. Uma grande diferença neste segundo disco é a entrada do vocalista Hernan Hermida, que deu um gás maior para a música da banda, com um vocal com muito mais potência e energia. O trabalho de guitarras da dupla Ben Orum e Chris Storey também é outro show a parte, e faixas como There Is No Business To Be Done..., Better Living Through Catastrophe, Prisoner Of War e We Hold These Truths... vão cair na graça dos fãs brasileiros, e esperamos que os Headbanguers mais tradicionais e mais radicais não torçam tanto o nariz e passem a ouvir e entender essa nova tendência do Metal extremo. PR – 7,5

Formação:
Hernan Hermida - Vocals
Ben Orum - Rhythum Guitar
Mike Tiner - Bass
Chris Storey - Lead Guitar
Matt Kuykendall – Drums

Faixas:
1-Eradication
2-Wage Slaves
3-Day Of Justice, The
4-There Is No Business To Be Done...
5-Better Living Through Catastrophe
6-Prisoner Of War
7-Greyson
8-We Hold These Truths...
9-True Beast, The
10-Promises
11- The Last Relapse

ONE MAN ARMY And The Undead Quartet
21st Century Killing Machine
Paranoid Records – nac.
Debut desta banda que não poderia passar batida no Brasil. A banda foi formada pelo vocalista Johan Lindstrand (ex-The Crown) em 2004 na Suécia. Após a demo When Hatred Comes To Life, a banda assina com a Nuclear Blast e debuta com 21st Century Killing Machine, lançado na Europa em 2006 e no Brasil em 2007. A banda, ainda desconhecida por aqui, terá um grande berço de fãs alucinados por este estilo, um Death Thrash Mortal com grande influência de Slayer dos anos 80. Além de Johan Lindstrand, nos vocais, completam a banda: no baixo, Valle Adzic (dos Impious, onde é guitarrista), inclusive foi no estúdio dele que a demo foi gravada. Na bateria Marek Dobrowolsk dos Reclusion, e nas guitarras encontramos Mikael Lagerblad e Pekka Kiviaho (ex-Persuader e Auberon). Os One Man Army A.T.U.Q. trazem consigo uma grande bagagem musical, visto pelo passado e currículo dos envolvidos. Além dos vocais ásperos de Johan, gritados, agressivos e marcantes, o que caracteriza e se destaca mais (e se diferencia) é justamente o instrumental. Afinal, o “And The Undead Quartet” uma menção ao quarteto restante do grupo, já que o “exército de um homem só” (que seria o Johan Lindstrand). É justamente o restante que dá um show aqui. Não que os vocais de Johan sejam ruins, pelo contrário, aliás, quem conhece seu trabalho no The Crow sabe o que vai encontrar aqui. Mas a agradável surpresa é o agradável trabalho dos instrumentos. A dupla de guitarristas, chega a nos fazer lembrar de grandes duplas do Thrash, principalmente a química de Kerry King ao lado de Jeff Hanneman no Slayer. A cozinha, uma das mais precisas, milimétricas e cirúrgicas, além de um grande feeling, entrosamento e muito groove. E claro, não faltam influências de Thrash Metal e Heavy Tradicional aqui também, além de alguns piques e acentos Hardcore. Destaques para Killing Machine, Devil On The Red Carpet, Public Enemy No. 1 (esta trinca que abre o disco é arrasadora) além de No Apparent Motive, When Haterd Comes To Life e Behind The Church. A versão original tem dez faixas, mas a versão nacional conta com três bônus: os áudios de The Sweetness Of Black e Mary's Raising the Dead além do videoclipe para So Grim So True So Real. Durma com um barulho desses! RC – 9,0

Formação:

Johan Lindstrand - Vocals
Robert Axelsson - Bass
Marek Dobrowolski - Drums
Pekka Kiviaho - Rhythm Guitar
Mikael Lagerblad - Lead Guitar

Faixas:

1-Killing Machine
2-Devil On The Red Carpet
3-Public Enemy No. 1
4-No Apparent Motive
5-Hell Is For Heroes
6-When Haterd Comes To Life
7-So Grim So True So Real
8-Behind The Church
9-Branded By Iron
10-Bulldozer Frenzy
11-The Sweetness of Black (bonus)
12-Mary's Raising the Dead (bonus)
13-So Grim So True So Real (videoclip)
ONE MAN ARMY And The Undead Quartet
Error In Evolution
Paranoid Records – nac.
Um ano após o Lançamento do debut 21st Century Killing Machine, Johan e seu quarteto lançam mais um petardo, Error In Evolution. A história da banda todos sabem, já falada na resenha anterior. A formação foi mantida, e o som, evoluiu ainda mais. O estilo continua o mesmo, mais técnico, mais brutal e mais ensaiado ainda! O disco de novo tem 10 faixas, sendo para ao Brasil, na versão da Paranoid, com mais duas faixas bônus. O legal é que, apesar da estréia mortífera, a banda conseguiu ter maiores variações nas músicas e dentro das próprias faixas. Desta vez, apesar do instrumental impecável, que deu o show foi o dono do negócio, Johan Lindstrand. Ele é um dos caras mais versáteis para este tipo de música, desde urros, vocais mais guturais, mais urros, outros momentos mais agressivos, desde os graves até os agudos. O cara bebeu em várias escolas, desde a do Thrash e do Death tradicionais (a maior parte do tempo), flertando com o Hardcore e até com o Grind e Crust. Error In Evolution também soa ainda mais Hardcore e Crossover do que o antecessor 21st Century Killing Machine, e os destaques aqui são Knights In Satan's Service, Such A Sick Boy, See Them Burn, Nightmare In Ashes And Blood e Heaven Knows Pain, e como curiosidade, He's Back, cover do Alice Cooper, que ficou, no mínimo, inusitada. Como bônus, Public Enemy No. 1 e So Grim So True So Real. Se continuar assim, a banda tem tudo para ter uma carreira consistente, sólida e profícua! RC – 8,5

Formação:
Johan Lindstrand - Vocals
Robert Axelsson - Bass
Marek Dobrowolski - Drums
Pekka Kiviaho - Rhythm Guitar
Mikael Lagerblad - Lead Guitar

Faixas:
1-Mine For The Taking
1-Knights In Satan's Service
2-Such A Sick Boy
3-Supreme Butcher
4-Sun Never Ssines, The
5-See Them Burn
6-Nightmare In Ashes And Blood
7-He's Back
8-Heaven Knows Pain
9-Hail The King
10-Killing Machine
11-Public Enemy No. 1 (bonus)
12-So Grim So True So Real (bonus)


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