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OVERKILL
Ironbound Nuclear Blast – nac. Enfim, o Overkill chega na maior gravadora de Metal do mundo, merecidamente. Enquanto vários ícones do estilo se perderam ao longo dos anos (Metallica, Slayer,Megadeth, Anthrax), que foram só se redimir de alguns anos para cá, o vocalista Bobby ‘Blitz’ Ellsworth e o seu assecla, o baixista ‘D.D.’ Verni, nunca se venderam, nunca se renderam a modismos e continuaram fazendo seu Thrash Metal peculiar, sem dar bola para o mercado e tendências. É o que temos em Ironbound, em seu disco melhor produzido até agora. Esqueça qualquer coisa Core, com groove, modernosa, como muitas bandas novas vêm fazendo. Aqui o negócio é Old School, meu chapa! Quem foi ao show deles sabe o que estou dizendo. Comemorando 30 anos de carreira, neste que é o 15º trabalho na discografia da banda, o disco abre com The Green And Black, que tem uma intro, dentro da própria faixa, de forma quase épica (dentro do estilo Overkill), uma faixa poderosa e algo bombástica. E a velocíssima faixa-título? Pogante, bangueante, melódica (dentro do estilo da banda), e provavelmente uma das faixas mais rápidas de toda a sua carreira. E o vocal característico de Bobby Blitz, o que dizer? Se fosse outro cara cantando, não teria o mesmo apelo! E o solo bem melódico na sua metade? E as guitarras dobradas? O que é isso! A dupla de guitarristas Derek Tailer e Dave Linsk, stão mais afiados e entrosados do que nunca! Bring Me The Night é alucinante e mostra claras influências de Heavy Metal Tradicional. Neste álbum, a banda soa mais rápida, mais pesada, mais melódica e mais entrosada do que nunca! Bring Me The Night é um autêntico Speedy Metal! The Goal Is Your Soul começa lenta, densa e sombria e depois descamba para um quase Crossover. Impressionante como suas faixas são grudentas, repito, dentro do estilo. Give A Little possui no refrão aqueles backings que remetem ao excelente Necroshine, de 1999, disco este que considero o melhor da banda, criticado na época pela mídia e parte dos fãs e aclamado hoje como clássico do grupo. Eu tinha razão! Endless War é rápida, enquanto The Head And Heart é mais densa, sombria e mais cadenciada, poderia estar no Necroshine também. In Vain deve ter influências de Metallica e Megadeth antigo, o solo inclusive, você imagina Marty Friedman tocando. Resumo da ópera: para mim, até agora, o melhor disco de 2010! JCB – 10 Faixas: |
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MEGADETH
Endgame Warner – nac. O melhor disco do Megadeth desde Cryptic Writings, sem dúvida. De lá pra cá, depois dos pavorosos Risk e United Abominations (que teve uma promoção péssima com a gravadora meia boca que o lançou no Brasil) e dos bons The World Needs a Hero e The System Has Failed, a banda (quer dizer, Dave Mustaine) ressurge das cinzas criativamente com Endgame. O novo álbum é um misto daquela veia ainda clássica de Youthanasia com o mais moderno e acessível, na época, Cryptic Writings. Vamos as faixas! Dialectic Chaos é um instrumental inspiradíssimo, daqueles típicos dos anos 80 das bandas verdadeiras. This Day We Fight! poderia tocar facilmente nas rádios, se as rádios fossem que nem na época dos anos 90 ao menos. Poderia entrar num Cryptic Writings ou Youthanasia, tranqüilamente. Um semi-Thrash. 44 Minutes é a mais melodiosa, também poderia estar nestes dois discos, os mais comerciais de sua carreira. Já 1,320 é uma paulada, rápida, melódica, com guitarras as vezes dobradas e com solos impressionantes. Esse é o Megadeth! O final é longo e épico, nos solos, com eram os bons discos da banda de outrora, daqueles de você ouvir e querer repetir de novo. Bite The Hand mostra o caminho do Megadeth “novo”: ainda com a pegada Mustaine, ainda algo Thrash, mas próximo do Heavy Metal Tradicional, com guitarras dobradas, mais melódico, mas igualmente sensacional. Bodies é quase que continuação de Bite The Hand, na mesma linha, só que menos rápida, mais cadenciada e mais pesada. Aliás, não sei quais são as melhores, se as faixas mais rápidas ou as mais cadenciadas, ambas ficaram matadoras. Aqui, Bodies é cadenciada pesadona, até chegar nos solos, uma verdadeira corrida entre os guitarristas, um verdadeiro GP São Paulo 300 da Fórmula Indy. E encerra o disco, como fazia o Megadeth nos anos 90, encerrando com solos. A faixa-título tem um começo épico, tétrico, grandioso, quase Doom ou Goth, e depois descamba no bom e velho Speedy Metal de fazer orgulho ao Rust In Peace. Até a guitarra solo surge com o mesmo timbre do Rust In Peace, lindo! The Hardest Part Of Letting Go... é uma balada (dentro dos parâmetros do Megadeth, claro). Algo sinfônico, pomposo, lenta, melancólica, linda. Head Crusher apesar de ser a mais clichê do disco, ainda é um bom momento e não deixa a poeira baixar, mas sem nada a se destacar. Já How The Story Ends tem um dos mellhores riffs que Dave Mustaine já fez na carreira, dando aquela sensação de deja vu, de ser um clássico antigo, mas não, é um clássico que acabou de nascer! Encerrando, talvez a mais fraca (ou menos boa)The Right To Go Insane que até poderia ficar de fora do disco, mas que também não compromete. Endgame trás o melhor do Megadeth, para nossa alegria! Só falta virem ao Brasil de novo! JCB – 9,5 Faixas: |
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SUICIDAL ANGELS
Sanctify The Darkness Nuclear Blast – nac. Banda grega formada em 2001 que toca Thrash Metal na linha Slayer, com algo ainda de Kreator e Destruction. A banda mescla a velha escola alemã com a norte-americana com maestria e apesar da pouca tradição de seu país no estilo. A Grécia é mais forte no Black Metal e no Power Metal, mas mesmo assim o grupo desponta como uma revelação. A banda participou do Rock The Nation Award 2009, ganhando mais de 1.200 bandas e com isso, o contrato com a Nuclear Blast. Depois de três demos, dois EPs e um CD cheio antes do novo álbum, tudo isso em não mais de oito anos, e no currículo apresentações abrindo e dividindo palco para Tankard, Rotting Christ (claro, são os veteranos conterrâneos), Onslaught, Nile, Anvil, Kreator, Massacre e Celtic Frost, a banda agora começa a tocar como headliner. Com produção de RD Liapakis (Mystic Prophecy, Valley's Eve - também um renomado produtor de bandas como Firewind, Inner Wish, Winter's Bane), a banda tem uma produção moderna, atual, revigorada, mas sem deixar de lado a veia Old School. Falando em Firewind, seu agora ex-guitarrista e multi-bandas Gus G é o atual guitarrista de Ozzy Osboune! Apesar da enorme crise econômica que o berço da civilização atravessa, ao menos vive alguns bons momentos a se comemorar. Gus G na banda de Ozzy, a participação da Grécia na Copa do Mundo desse ano, o Panathinaikos avançando na Liga da Uefa e agora, este grande Sucidal Angels.Num total de onze canções com um total de 38 minutos, a banda mostra como o Kreator deveria soar hoje, com guitarras à Onslaught, passagens à Sepultura, e claro, lembra muito o Slayer, sua principal fonte. Claro, a banda ainda raspa no Death, em alguns momentos mais tradicionais de Bolt Thrower e por aí vai. Não perca mais tempo, adquira já o seu! RC – 9,0 Faixas: |
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SLAYER World Painted Blood Sony – nac. Puta que pariu! Você leitor da ROCK UNDERGROUND já sabe desde os tempos de revista impressa, que o selo Puta-que-o-pariu é garantia de qualidade, a palavra mais perfeita pra se descrever um disco foda e World Painted Blood é! Estou indeciso se escrevo um livro ou se faço uma resenha curta e grossa para World Painted Blood. Este é o melhor disco da banda desde Reign In Blood de 1986! Sim, World Painted Blood é melhor que o lento South Of Haven, Seasons In The Abyss e todos os outros que vieram depois. Sim eles sabem fazer Thrash Metal e ainda sabem dar uma aula de pura violência. Bom, ao vivo, eles sempre foram grandes professores. Mas em estúdio, eles se superaram! Se o bom Christ Illusion era o melhor desde Seasons In The Abyss, agora, o mundo pintado de sangue ressurge do regar sangue. O disco abre coma faixa-título, uma das melhores faixas do Slayer! Inteira foda, mas o mais foda, são os riffs proferidos enquanto Araya canta as estrofes. Unit 731 vem na mesma linha, antecedendo a mais caótica de todas, Snuff, com um refrão gritado por Araya, como se o mundo tivesse acabando e alguém fosse o porta-voz anunciando aos gritos a “anunciação”. Beauty Through Order é cadenciada, mais lenta, mas também destruidora, com viradas de bateria em ritmo marcial. Parece que estamos indo pra guerra. O andamento é lento, até chegar na pancadaria do solo, haja fôlego. Kerry King e Jeff Hanneman continuam a maior dupla de guitarristas do Metal! Eles são inesgotáveis em termos de criatividade, e para mim superaram Murray/Smith do Iron Maiden e Downing/Typton do Judas Priest, pois estes fizeram muita pouca coisa legal de Seventh Son Of Seventh Son e Painkiller, respectivamente, para cá. Dave Lombardo está mais rápido, mais técnico e descendo ainda mais o braço. Parece impossível, mas não é. Já Araya, além de se esgoelar e estar cantando cada vez mais, seu baixo acompanha toda essa loucura sonora com precisão. Hate Worldwide é uma das faixas mais rápidas que já ouvi na minha vida. Public Display Of Dismemberment tem um puta groove e muito de Hardcore que a banda sempre teve (estou falando de Hardcore e não estas babas de hoje em dia). Human Strain tem um começo lento e mórbido que dá até medo, pois quando eles começam assim, é porque vai vir chumbo do grosso. Mas a faixa é mais cadenciada mesmo, com melodias psicóticas e batidas hipnóticas. Já Americon é algo moderna, e queria saber de onde tiraram essa distorção de guitarra? O que é isso? É legal quando você ouve um disco e você percebe que os caras quiseram fazer o melhor disco da carreira. E para mim fizeram seu terceiro melhor disco e o que eu mais gosto desde já! Na minha opinião (repito, na minha opinião), este disco pulverizou tudo o que fizeram até hoje. Claro, que os primeiros trabalhos são clássicos e sempre serão. Mas World Painted Blood pulverisou eles todos! E Araya berrando em Psychopathy Red? Cara, se ele fizer isso ao vivo, vou desacreditar. Ele consegue berrar e urrar agudo, um timbre só dele. Aí vem essas bandinhas de New Metal, Metalcore Screamo, e muitas de Death Black, com aqueles gritos ou guturais terrives que estragam a música. Araya humilha aqui! Em tempo: de longe, sou fã número um do Slayer, meu Thrash predileto é o da bay Área (Testament, Exodus) além de Anthrax, Nuclear Assault, Municial Waste, D.R.I. e tal. Sempre respeitei o Slayer, mas nucna fui fã. Então, antes que alguém pense que estou babando ovo, tirem o cavalo da chuva. Playing With Dolls tem umas partes masi narradas com guitarra monocórdica quase, para dar um clima. Acho que, como o Slayer já experimentou bastante em Diabolus In Musica e God Hates Us All, agora eles já tem feedback para ousar, sem se descaracterizar. Encerrando, Not Of This God, uma faixa que trás um pouco de tudo o que foi falado já. Será o disco do ano de 2009? Estou propenso a votar nele sim! JCB – 10 Faixas: |
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DESTRUCTION
The Curse Of The Antichrist - Live In Agony AFM/Laser Company – nac. O Destruction faz parte da “santa” trindade do Thrash Metal alemão ao lado de Kreator e Sodom. Sua importância é inegável. Eles ficaram um pouco atrás das outras duas bandas, pois ficaram parados vários anos, voltando só no fim dos anos 90, para nossa alegria. A banda sempre foi um Power Trio e da formação original, continuam o vocalista e baixista Marcel Schmier e o guitarrista Mike Sifringer. Na bateria está desde 2001, Marc Reig. The Curse Of The Antichrist - Live In Agony é duplo e me remeteu à uma época saudosa, de 2003, quando metade das bandas lançaram discos duplos ao vivo. Um dia faço a relação de todas. The Curse Of The Antichrist - Live In Agony comemora os 25 anos de banda e com resultado melhor que o Alive Devastation de 2002. As músicas não foram tiradas de um show só, mas a maioria foram extraídas do show de 2007 no Wacken Open Air e outras gravadas em Tóquio, Japão. Na parte do Wacken, vários membros anteriores participaram da festa, trazendo uma sensação de nostalgia, amizade e tornando este evento em algo histórico. De pitoresco, o cover de The Damned do Plasmatics. Enfim, grande parte dos clássicos estão aqui e executados de forma magistral, então é perca de tempo falar algo mais. Compre! RC – 9,5 CD 1 1. The Butcher Strikes Back 2. Curse The Gods 3. Nailed To The Cross 4. Mad Butcher 5. The Alliance Of Hellhoundz 6. D.E.V.O.L.U.T.I.O.N 7. Eternal Ban 8. Urge The Greed Of Gain 9. Thrash Till Death 10. Metal Discharge CD 2 |
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NIGHTRAGE
Wearing A Martyr’s Crown Paranoid – nac. Marios Iliopoulos, que é o único integrante original, reformulou seu grupo com Antony Hamalainen (voz), Olof Morck (guitarra), Anders Hammer (baixo) e Jo Nunez (bateria) para integrarem essa nova formação do Nightrage. Os gregos também sabem fazer barulho, não só coisas melódicas. Quer dizer, a banda é grega, mas o resto vem da Suécia, Bélgica e Finlândia. Essa ONU do Thrash Death Metal poderia ter descaracterizado seu som, mas não. Se formou em algo maior e supra. Aliás, em seu novo disco, a banda pendeu mais para o lado do Death Melódico sueco, algo até de Gotemburgo. Nomes como Soilwork, At the Gates, ARch Enemy e In Flames (antes de virar new Metal ou Metalcore) nos vêem à cabeça. A produção ficou a cargo do mago Fredrik Nordström (dezenas de discos extremos produzidos). A capa feita pelo brasileiro revelação em artes extremas Gustavo Sazes, é bem feita, moderna e brutal. Destaque para a participação do grego (esse sim é grego) Gus G., ex-integrante e que agora é nada menos que o guitarrista da banda de Ozzy, na faixa instrumental que encerra o disco, Sting of Remorse. Enfim originalidade não há muita, mas se você curte estas bandas suecas citadas acima, pode comprar sem medo! RS – 7,5 Faixas: |
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WARBRINGER
Waking Into Nightmare Paranoid – nac. Mais uma banda do chamado Retro Thrash ou como foi chamada na Europa no começo da década, Retroblackdeathrash. A maior influência da banda sem dúvida é o nosso Sepultura. Principalmente dos melhores discos deles, Beneath The Remains e Arise. Apesar da banda ser californiana, não tem nada de ensolarado no seu som, como as bandas de Hard Rock e Hardcore Melódico de lá. O som é frio, sujo e urbano. Lembra algo do banguin’ da Bay Area e a rispidez do Thrash alemão, principalmente Destruction e Kreator. Já li gente dizer que a banda é alemã, se enganado, pois musicalmente está muito perto. Seu debut é de 2008, War Without End, sucedido agora por Waking Into Nightmare deste ano. Quem produziu foi Gary Holt, o mentor do Exodus. E que bom que apenas produziu, pois a banda não lembra muito o Exodus. As guitarras são os destaques e a produção, apesar de boa, ficou a desejar em alguns momentos. As músicas não se parecem muito entre si, mas não há tanta variação. Destaques para Living In A Whirlwind, Abandoned By Time e Shadow From The Tomb. Acho que no terceiro disco eles acertam a mão e virarão os novos reis do estilo, como estão sendo SSS, Municipal Waste e Evile. RS – 7,0 Faixas: |
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CHIMAIRA
The Infection Paranoid – nac. Uma banda polêmica e que divide opiniões. Muitos a rotulam como Thrash Metal puro e simples e é. Outros, como Modern Thrash e também o é. Alguns como Metalcore, também inevitável e outros ainda, New Metal. Seu último disco, Resurrection de 2007, era Thrash Metal mesmo, ainda que bem moderno. Aqui o som é mais pesado, sombrio e moderno, se assim podemos dizer. Quem produziu The Infection foi novamente Bem Schigel, deixando o som mais moderno com mais groove, menos técnico, e mais grave e os teclados de Chris Spicuzza são um fator importante para isso. O Chimaira soa mais caótico possível em The Infection. Muitos pensaram que a banda ficaria mais comercial, ledo engano, ela está mais pesada, agressiva e intrincada. Mark Hunter tem um dos melhores vocais para o estilo. The Venom Inside é algo de Thrash alemão, Kreator, Sodom, já, Frozen In Time é grudenta, com um refrão tipo chiclete, gruda mesmo! The Heart Of It All é instrumental, mas é outro destaque, bom dar um tempo no vocal, pra ouvir só os instrumentos. Impending Doom tem vocais sussurrados que podemos pensar em New Metal perigosamente. E assim vai o disco, eclético, diversificado e criativo. Da nova safra destas bandas de Metal (só Metal, pois não dá pra rotular direito, para desespero de nós jornalistas), o Chimaira é uma das melhores! Parabéns à Paranoid, pela ousadia e a iniciativa, deixando preconceitos de lado. É Metal, é Paranoid! Quero royalties se usar o slogan... RS – 8,5 Faixas: |
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BULLDOZER
Unexpected Fate Paranoid – nac. Banda italiana, clássica, histórica que lança um disco novo depois de mais de 20 anos de pausa! E os caras não se esqueceram como se toca um Heavy bem pesado. A banda tem aquele ar macarrônico, mas que bebeu muito da água das bandas inglesas. Nuances de Black Sabbath, Judas Priest e Saxon são ouvidos aqui facilmente, e já eram nos anos 80, quando a banda lançou um disco por ano: The Day Of Wrath (Roadrunner/1985), The Final Separation (Roadrunner/1986), IX (Discomagic/1987) e Neurodeliri (Metalmaster/1988). Perceba que até com a Roadrunner eles conseguiram contrato e ainda nos anos 80, já decairam, lançando por gravadoras menores. Ainda assim, produziram um disco por ano. Banda parou quando Dario Carria (baixista) se suicidou. De lá apra cá sairam Eps, discos ao vivo, boxes e tal. Mas disco de estúdio, só Unexpected Fate. O som atual remete ao de outrora com algo de Speed Thrash Metal, ou as vezes puro Heavy Metal. Faixas como a título e Aces Of Blasphemy já falam por is só, misturando estes dois elementos oitentistas. E o disco contou com várias particiações para celebrar a volta do grupo, que hoje é formado por Alberto Contini (vocal e baixo - não é a bebida concorrente do Martini não), Andy Panigada (guitarra) e Manu (baeria). As participações são variadas e ecléticas, como nosso Kiko Loureiro (Angra), Olaf Thorsen (Labyrinth e Vision Divine), Andres Rain (Labyrinth) e Billy Sheehan (Mr. Big, David Lee Roth) e Jennifer Batten (pasmem, Michael Jackson). Enquanto muitas gravadoras dizem que só lançam o que é “real” e lançam só um disco por ano e não divulgam, outras como a Paranoid, tenta atualizar o Brasil no que está acontecendo lá fora. Já se foram os tempos em que 90% do que saía lá fora, saía aqui também. Graças aos malditos downloads. RS – 8,0 Faixas: |