Atualizado em 24/04/2008

NECROMESSIAH
Antiklerical Terroristik Death Squad
Nailboard – imp.
Thrash Death do caralho! Puta que pariu! Sim, eles pegam no lado da blasfêmia e do satanismo sim, mas de foram totalmente divertida e irônica (e inteligente quando criticam). Isso no lado lírico, bem como em sua indecorosa capa, onde os demônios e todos os Blackmetallers do mundo invadem o Vaticano e começam a destruir todo o cristianismo! E o som? Mais fudido ainda! Eles têm uma sonoridade que está naquele lugar entre o Sodom dos anos 80, Venom, Hellhammer, e aquela linha sonora me que é Black em essência, mas que hoje soa como Thrash Metal. Maravilhoso. O lado Death fica por conta da parte lírica, que é mais irônica do que séria, e também como resulta o resultado final de tudo isso. Pena que o disco é curtinho, rápido e com apenas 10 faixas. Mas ainda bem por isso também! Já que, primou pela qualidade. Antiklerical Terroristik Death Squad é viciante do começo ao fim! As faixas até se parecem um pouco, mas neste caso, você não vai ligar, pelo contrário, vai por a bolachinha para rolar e pogar na sua sala ou no seu quarto! Os riffs totalmente Thrash Metal e totalmente anos 80, bateria Death na velocidade da luz, vocais Black (como nos 80 sem serem muito guturais) e melodias caóticas. Tem como ficar imune e indiferente com Evil Prophets? JCB – 10

Track list:
1. Intro (Vatican Burning) 01:54
2. Atomic Bloodshed 04:14
3. Marching For Hell 02:21
4. Christ-Crushing Black Metal 03:34
5. Terror Squad 03:16
6. 666 Necroalkolterrorist 02:46
7. In The Name of God Let The Churches Burn 02:21
8. Fukking Bastard God 02:45
9. Evil Prophets 02:49
10. Total Blasphemy 02:30

MUST MISSA
Martyr Of Wrath
Nailboard – imp.
Se você curtiu o Necromessiah, vai cutir também o Must Missa. Eu curti um pouco menos, mas não deixa de ser um puta arregaço! Você ouve Martyr Of Wrath e já visualiza aquele monte de bangers “bangeando”, com calças pretas modelo pernilongo, jaquetas jeans sem manga cheia de patches e tênis branco Poney! Ou seja, mais datado e clichê que isso não tem! E mais eletrizante e pogante do que isso também não tem! O Must Missa já vem na escola Old School do Slayer, também naquela sonoridade em que o Thrash e o Black se encontram. Meu Deus, que riffs são estes Regret Or Deny? Um certo pique Hardcore se faz presente, bem como aquela pegada Bay Area de São Francisco. As paradinhas mais lentas, alternando com a porradaria, com harmônicas dissonantes, me desculpem, não há como não lembrar de Kerry King e nos vocais, não há como não lembrar do Tom Araya. Na faixa-título, eles deixam escapar outro Tom, o Angelripper, numa faixa totalmente “sodomica”. E Thirsty And Mad, que lembra os melhores momentos do Kreator? Indecorosa e destruidora! É para pogar e bangear mesmo! Mais um excelente lançamento destes últimos anos, a mostrar que no Underground, o Thrash Metal jamais morrerá! JCB – 9,5

STEEL DEATH
Casket Violence... Beaten Back To Death
Twilight Vertrieb – imp.
Thrash Metal com humor é o que dizem as resenhas e releases da banda. Mas sua música é séria, ainda que previsível, as vezes minimalista, as vezes monocórdica. Qual seria o Limite do Thrash Metal com o Thrashcore, o New Metal ou o Metalcore? Uma linha tênue, concorda? Pegue os nomes atuais como Nevermore, Iced Earth, Machine Head, Soilwork, Darrkane, Paracetamol e etc. Você vai ter a noção exata do que estou falando. Claro, incursões ao Death e ao Hardcore são inerentes. Aliás, toda banda alemã que quer dar humor ao seu som, seja ela de Thrash, tem piques de Hardcore, como Sodom e Tankard e aqui não é diferente. Muito grrove do Thrash sueco atual de Soilwork e In Flames, com algumas passagens mais pula-pula do Metal norte-americano como Machine Head, Fudge Tunel e o humor discutível do Tankard. Pronto você tem um disco chamado Casket Violence... Beaten Back To Death! Destaques para Bring The Weapons Out, Crush The Ultimatum, Metal Power United 3001 (opa, sera que o planeta sobreviverá até lá?) e encerrando com a ... deixa pra lá... com a Painfist Grip. Ficou curioso? Ouça você mesmo. RC – 7,5

Track list:
1- Bring The Weapons Out
2- Crush The Ultimatum
3- In the best
4- Bloodylicious
5- Tombstone Revenge
6- Hole in the River
7- Kill the Kill
8- Truckstop Invasion
9- Metal Power United 3001
10- Painfist Grip

SADUS
Swallowed In Black
Displeased – imp.
Mais um dos relançamentos da Displeased Records, o segundo álbum do Sadus, Swallowed In Black. Claro, de longe ele supera o grande e melhor até agora Out Of Blood de 2006. Mas vale a pena para os Old Schoolers, pois  a pancadaria é a mesma, com técnica, velocidade, brutalidade, letras doentias, claro, hoje, eles estão melhores ainda e se comparado a Out Of Blood, este Swallowed In Black soa até primitivo. Mas tem gente que prefere assim, por isso, satisfaçam! Regozijei-vos! Eles abrem com Black, já mostrando o lado negro da música, em seguida surge Man Infestation, com andamentos quebrados, cadenciados, surpreendendo o ouvinte que imaginário vir uma pancada ainda mais rápida! Depois, outros clássicos que as vezes estão em seu set list até hoje, Last Abide, The Wake com os grrrrrrul vocais. A guitarra de Darren Travis começa a despontar, e das levadas totalmente incomuns do baixo de Steve DiGiorgio, que para muitos é o melhor baixista da cena Metal. As partes cadenciadas vêem com False Incarnation e Images. No setor porradaria vem Powers Of Hate e Arise, sendo o baixo em evidência, ao bom estilo Venom e Motörhead (e Sodom e Destruction), onde em todos os casos os vocalistas são baixistas e líderes das bandas, cujas composições são feitas me cima de seus instrumentos. Muito daqui entendemos porque, quando DiGiorgio foi para o Death e para o Testament, que tipo de sonoridade e influência ele levou para estes grupos. Outro fator interessante, Darren Travis, guitarrista e vocalista do Sadus, lembra muito o jeito de tocar e cantar de John Connelly do Nuclear Assault. JCB – 8,5

BIOMECHANICAL
Cannibalised
A banda inglesa, na estrada desde 2001, sobreviveu com estilo e com a debandada geral dos integrantes após o lançamento de Empires Of the World. Que bom. O vocalista John K., único membro remanescente, lança o terceiro álbum, Cannibalised. Apostando num Thrash Metal com altas doses de Nevermore, Strapping Young Lad e Pantera, ou seja, ele pega o lado mais rude do estilo, menos melódico e mais porrada e agressivo e tem tudo para se estabilizar agora. E olha que para Thrash Metal, poucas bandas saíram da Inglaterra! Hoje a banda é além dele, Jonno Lodge, Gus Drax, Chris Van Hayden e Adrian Lambert, e eles fazem a ponte para John K brilhar. Barulho, agressão, violência gratuita assim é Cannibalised. Destaque, não que seja a melhor faixa, mas a que se destaca por ser diferente, é Breathing Silence. Com melodias e violões, a mesma passa um clima Folk (não musicalmente, mas o clima que ela emana) sendo boa para ouvir “on the road”. A produção ficou por conta do experiente Chris Tsangarides, que tem tentado levantar algumas bandas que por motivos diversos, tiveram dificuldade em continuar suas carreiras. Outro destaque, Consumed com teclados “diet”. A gravadora os chama de Thrash Metal Progressivo. Então ta. Ouça você e tire suas conclusões você mesmo. RC – 8,0

Track list:
01. Fallen In Fear
02. The Unseen
03. Cannibalised
04. Breathing Silence
05. Predatory
06. Slow the Poison
07. Consumed
08. Reborn In Damnation
09. Through Hatred Arise
10. Violent Descent

DEMOLITION
Relict IV
Twilight Vertrieb – imp.
Em exercício desde 96, o crédito dos austríacos foi crescendo à medida que tiveram ocasião de repartir os palcos com nomes nacionais e internacionais como Sodom, Kreator, Destruction, Testament (a maior influência), Overkill, Mercyful Fate, Dio, Annihilator, Soilwork, Nevermore, Anthrax, e etc. Eles ignoram o fato de seu país ser quase nulo no Rock e Metal mesmo sendo vizinho e irmão da Alemanha, maior país no estilo. As molas mestras da banda são o vocalista Wolfgang Süssenbeck e o guitarrista Thomas Pippersteiner, o primeiro membro efetivo dos compatriotas do Darkside, outro bastião do estilo na Áustria. Chega agora seu melhor, mais maduro e mais fundamentado disco da carreira. O Death/Thrash Metal não trás novidade, mas trás mais algumas boas faixas do estilo. Com as 11 novas músicas que atravancam esta novidade, nada se altera no trilho projetado desde sempre pela banda. Imaginado não apresenta potenciais maiores para sobreviver no leitor do CD player durante muito tempo, pois há outras bandas de Thrash Metal bem mais efetivas. Ainda assim, vale a pena conhecer.
PR – 7,0

Track list:
1- Relict IV
2- Reborn-Refailed
3- Splattered Innocence
4- The Fortress
5- Over Nails
6- Blood
7- Deconstructed World
8- I Am Terror
9- Holy Hostage
10- Coroner's Inquest
11- I Deny

MITIGATE
Welcome To Our World
Independente – imp.
Áustria is something of a forgotten scene in É algo de esquecimento na cena da Europa Central. Apesar de bandas como o Belphegor, Pungent Stench, Hollenthin, Abigor ou Summoning, nunca realmente obter todas demasiada atenção, razão pela qual nunca saberemos. Agora, uma jovem banda da capital austríaca Viena está a tentar mudar isso, pelo menos para si: MITIGATE. Apenas fundada em 2006, o trio Rene Szopinski, Markus e Stefan Foitik desempenha auto-declarada Modern Symphonic Thrash Metal e de uma mudança que não é descrição que longínquo, do tipo! Eles vêem na veia moderna de Machine Head, Nevermore e In Flames, bem como Soilwork, as vezes pisando no Melodic Death Metal, e outras vezes no Doom. Vocais as vezes iguais aos de Death Metal. Com aqueles growls característicos e momentos mais Dark’s e Góticos também. Os austríacos principalmente para operar em meados de ritmo mais lento tempos, com o rebentamento ocasional velocidade atirada para em boa medida (como a luz nos blast beats sobre The Darkness, por exemplo), a preocuparem atmosfera de Thoughts no entanto. Um certo ar de Gotemburgo também é sentido, com a modernidade e a psicose de um Fear Factory, ou seja, também soam algo Industrial. Se tivessem surgido na metade dos anos 90, teriam assinado com a Roadrunner, e teriam seus discos lançados junto com Sepultura, Fear Factory, Coal Chamber, Machine Head. Fudge Tunel entre outros. PR – 8,0

Track list:
1. Welcome To Our World
2. The Darkness
3. Thoughts
4. Homeless
5. Life
6. Mitigate
7. Cold
8. Sleepless
9. Tears Falling Down
10. The Force
11. The End
12. The Day We Left The World

GRIEF OF WAR
A Mounting Crisis... As Their Fury Got Released
Prosthetic - imp.
Eu realmente gosto da idéia de Metal japonês. Sim, não é só no Hard Rock nem só no Heavy Metal que eles se destacam. Depois do Barbatos, é a hora do Grief Of War. Se você expressar seus conhecimentos de volta aos 80's, você vai saber que era um tempo em que o Thrash cena - e Metal em geral - e inchada. Para cada Exodus, havia dez terceira fase bandas jogando uma versão genérica da banda.E de novo estamos tendo um Boom do Thrash Metal e de novo no Underground. E dessa vez, eles estão salvando o Metal, pois das últimas coisas que estamos recebendo, as que mais empolgam são de Thrash. Referências ao Sodom e Kreator e ao Thrash alemão em geral. Eles soam um pouco mais agressivos, com um pé no Thrash norte-americano. Os vocais são na linha Tom Angelripper e todas cantadas em inglês irrepreensível, coisa rara em bandas japonesas. A cozinha é perfeita, em mid-tempo, álbuns blasts e muita técnica. Tome anos 80! Sem destaques, irrepreensível do começo ao fim, tão irrepreensível que tanta perfeição deixa as vezes sem punch, com a produção muito critalina. RC – 8,0

Track list:
1. Hatred Burns 4:21
2. Rat Race 5:11
3. Sown By Greed 4:23
4. Don't Walk Away 4:35
5. Distrust 3:35
6. Eternal Curse 4:50
7. Blind from the Facts 6:25
8. Resist 2:07
9. Blood Lust 2:51
10. The Judgement Day 6:17

SPACE EATER
Merciful Angel
Independente – imp.
Tanto quanto me lembro esta é a primeira vez que uma banda da Sérvia cruza o meu caminho! Não que isso seja matéria, mas pessoalmente eu achei "interessante". E vou dar uma força para os caras. Ao ver o nome da banda eu tinha naturalmente a pensar da mesma ser intitulada por uma canção do Gamma Ray. Mas essa é a única coisa que estas duas bandas têm em comum. Space Eater é a libertação Thrash em dez músicas de Merciful Angel na antiga tradição US. Bandas como Testament, Heathen e Agent Steel são nomeadas como suas influências e estou perfeitamente de acordo com isso. Mas também tem um pé no Exodus, Slayer e especialmente Overkill. De tempos em tempos as canções levam naturalmente ao Heavy Metal tradicional, que tem, sobretudo a ver com Bosco Radisic na voz, que apresenta semelhanças com Bruce Dickinson. Este cavalheiro tem uma voz peculiar e não pode ser comparado diretamente para outra pessoa. Pense numa combinação de Bruce Dickinson, John Cyriis (ex- Agent Steel) e a rouquidão “pato Donaldiana” de Bobby "Blitz" (Overkill), e você poderá ter uma idéia de como ele soa. As faixas sobre este debut tem bom, mas nem todas elas são igualmente convincentes. De bons momentos, Bombs Away lembra Iced Earth, enquanto Operaphobia é mais “Slayeriana”. No total, Merciful Angel, tornou-se um álbum razoável. RC – 7,5

Tracklist:
01. Mcmxcix 02:23
02. Bombs Away 03:25
03. Overkill 03:34
04. Deceitful Eyes 03:25
05. The One 04:08
06. Afterlife 05:06
07. Death From Below 04:19
08. Operaphobia 03:03
09. Merciful Angel 04:22
10. Space Eater 05:38

DISCERN
To Praise With Persecution
Independente – imp.
Quem não lembra daquele EP Revive & Rebuke? O Discern ficou bem conhecido com esse material, e boas resenhas ao redor do mundo, os colocaram entre os grandes nomes, no quesito Death Metal na cena underground. Billy Fraser está de volta e nos presenteia com o melhor do Death e Grind, com blast beats, uma das características do Discern. Em To Praise With Persecution, Billy Fraser convidou o guitarrista, Rick Hunter-Martinez (Soldier, Regime). Esse álbum foi gravado em um dos melhores estúdios do Texas, e mixado por Sterling Winfield (Pantera, King Diamond, Damageplan) e também conta uma homenagem ao Chuck Schuldiner (Death). Confira. RC – 7,0
Discern777@verizon.net

THREE
The End Is Begun
Metal Blade – imp.
O nome da banda é estranho, pois é o número 3. Muito têm se falado deles ultimamente, e quando coloquei The End Is Begun para ouvir, me surpreendi. Afinal, apesar do nome da banda, disco, capa e da gravadora remeterem ao Metalcore, nada disso! Eles fazem um Rock meio sem graça, normal e comum, típico de FM. Tem uns urrinhos aqui, outros riffs mais pesados ali, realmente o disco é denso e melancólico, não é alegre. Mas o Grunge também não era alegre e é nessa direção que o Three caminha. A formação desta banda estranha é Joey Eppard (Vocals/Guitar), Gartdrumm (Drums/Vocals), Billy Riker (Guitars/Effects), Joe Stote (Percussion/Keyboards) e Daniel Grimsland (Bass). The End Is Begun foi produzido por Jerry Marotta (Peter Gabriel, Elvis Costello) e excursionaram com o Porcupine Tree, banda de maior inspiração. Então, daí você tira uma base do som da banda. Enfim, ouça e comprove se você vai aprovar The End Is Begun ou não. LT – 7,5

Track list:
1- The Word Is Born Of Flame
2- The End Is Begun
3- Battle Cry
4- All That Remains
5- My Divided Falling
6- Serpents In Disguise
7- Been To The Future
8- Bleeding Me Home
9- Live Entertainment
10- Diamond In The Crush
11- Shadow Play
12- These Iron Bones
13- The Last Day

FURY
Forbidden Art
Massacre – imp.
A cena Metal na Austrália é próspera. Os vários locais são crescentes com os seus atos ganhando clubes locais e que com a tecnologia e não como é hoje, é mais fácil para bandas para obter produto lá fora. Mas volto para cerca de 97 em Adelaide (Austrália) para o quinteto Fury desencadeada seu álbum debut. Claro, que não poderia soar como muito mais do que "apenas mais uma banda com outro álbum". O grupo foi formado pelo guitarrista Ricky Boon, que também não é apenas o líder principal, mas ele também chegou a ficar cego também. A banda já tem libertado mais quatro álbuns, com as suas mais recentes, Forbidden Art, continuando a exibir as suas raízes Thrash que foram estabelecidas em 2000's Stigmatised, 2001's Slavekind e 2005's Blood, Sweat & Iron. O som chega a lembrar Testament, Exodus e Annihilator. Só depois é tudo mais que você perceber o quão pouco o álbum é global. Oito faixas e menos de 30 minutos de pura intensidade. RC – 7,0

Track list:
Profile Unknown
The Inner Thread
Summoning The Eternal
Chrysalis Torn
Dark Bliss
Another Scar
The Voyage
Wisdom From The Flesh Of The Fallen

THE HARROWED
The Harrowed
Massacre – imp.
Harrowed foi formado na cidade australiana de Broken Hill, indo inicialmente sob a nome de Fury", libertando cinco CDs independentes (ver resenha do Fury). Their debut album on Massacre Records contains nine brutal tracks blending old and new school thrash with touches of death metal.Sua estréia no Massacre Records, como The Harrowed, é um álbum que contém nove faixas brutais com a mistura da velha e da nova escola Thrash Metal com toques de Death. Comparando com o The Fury, o The Harrowed é mais Death. Esta estréia é boa, mas não podemos esperar um grupo como uma promessa, já que eles são veteranos na Austrália, com sutis meandros no timing e agressivas melodias são misturadas com Riffs cativantes e letras provocantes para criar um álbum que fica sozinho na cena metal para que a criatividade e a integridade. Um álbum no lugar comum, mas com um estilo único para este tipo de mistura. Só não os chame de Metalcore, por favor. PR – 7,5

Track list:
Profile Unknown
The Inner Thread
Summoning the Eternal
Chrysalis Torn
Dark Bliss
Another Scar
The Voyage
Wisdom From the Flesh of the Fallen
Torpor (bonus demo track)

AHOORA
All In Blood With You
Independente – imp.
Os iranianos (isso mesmo, da terra dos Aiatolás) Ahoora editaram, pela britânica Real2can records, o álbum homônimo gravado em 2006. Depois de dois anos sem conseguirem uma editora que trabalhasse com eles e depois de vários obstáculos no país natal, o primeiro álbum vai ser lançado com distribuição mundial. Engraçado (e trágico) o e-mail dos caras: por favor, façam download, pois se enviarmos o CD pelo correio, seremos condenados a morte. Olha só isso cara! Eles são uns heróis e apesar de não fazermos resenhas em downloads, abrimos uma exceção por motivos mais do que justos. O resto, gravadoras e bandas, que não queiram gastar ou investir em correio e material para a imprensa, que fechem as portas e vão gravar Funk! Para além de Ahoora, o disco, têm também gravado All In Blood With You de 2007, ainda sem selo. Os Ahoora fazem um metal competente que nos remete imediatamente para Iced Earth. Em alguns momentos é difícil não pensar em Jon Schaffer e nos seus riffs ultra-rápidos aos quais os iranianos não são indiferentes. De qualquer maneira não se pode dizer que sejam uma cópia dos norte-americanos. Desde 2001, ano de fundação, procuram um espaço no cenário musical repressivo iraniano. Depois da autorização dada pelo ministro da cultura (obrigatório a qualquer músico que queira trabalhar), compuseram alguns temas para apresentarem ao vivo. Na altura o set era repartido entre temas originais e versões de Metallica, Iron Maiden, Black Sabbath e maioritariamente Iced Earth. Das primeiras datas marcadas, no mesmo espaço, em duas noites seguidas, apenas uma foi concretizada. O segundo dia foi cancelado pelas autoridades que o acharam inconveniente numa altura em que faltava uma semana para a eleição do presidente. Ainda assim, fizeram história, foram a primeira banda de Metal no Irã que tocou ao vivo com voz. Dos poucos concertos de Metal realizados no Irã, as bandas apenas eram autorizadas a tocar o instrumental, ou seja, sem entoar letras, para que não falassem nada e muito menos ainda, a língua inglesa. Contate eles e dê uma força. Eles merecem e contribua para um surgimento e fortalecimento da cena no Oriente Médio! Ouça Ahoora comendo Homus! PR – 9,0
contact@ahoora-band.com


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