NOCTURNAL FEAR
Code Of Violence
Moribund Cult – imp.
Ao ouvir Code Of Violence e ao pegar este CD em mãos, observamos que a banda é muito influenciada pelo Sodom. Afinal começa pelo título do disco, com a palavra Code, uma referência a “código” e ao disco Code Red dos alemães, na minha opinião, um dos melhores discos do Sodom dos anos 90 pra cá. Segundo, assim como na capa de Code Red aparece um cara com a mesma máscara de gás. Terceiro, o ar bélico também se faz presente, tanto nas letras como na front cover. E a música, acima de tudo, transparece Sodom. Apesar do Nocturnal Fear ser norte-americano (de Michigan), desta vez, eles são influenciados pelo Thrash alemão. A famosa trinca Sodom, Kreator e Destruction aparece aqui o tempo todo. Mas de todos, o Sodom é a maior presença aqui. Sejam pelos vocais agressivos e graves que remetem à Tom Angelripper (longe de ser “cantado” como Mille Petrozza faz e longe dos gritinhos de Schmier), seja pelo instrumental com muita pegada de Punk Rock (como o Sodom) e seja por trazer ao seu Thrash, aquela aura oitentista de um tempo em que o Thrash, o Death e o Black eram uma coisa só, até ocorrer o “Big Bang” dentro do Heavy Metal e separar os estilos. A faixa carro-chefe abre o disco, bem pesada, com riffs bem ao estilo alemão. Line Of Fire vem num Speed Metal insano, ultra-veloz, enquanto Rotting In Hell é mais Thrash Metal tradicional, com riffs avassaladores, sejam os iniciais que diferem do resto da faixa, sejam os que vêm pela frente. Incrível como a banda faz um som cheio, sem soar embolado. Esta faixa me lembrou os alemães do Raise Hell. Em Rising Hatred, vem alguns riffs à Slayer e interessante notar que se o instrumental é bem variado, os vocais mudam pouco dentro das faixas e de uma para outra. Já Out For Revenge me soou mais moderna e atual, algo perdido entre In Flames e Soilwork, um quase Melodic Death. Já em Flamethrower Holocaust, eles mostram também influência do Thrash de seu país, algo Bay Área, em sua introdução, para depois virar um quase Death. Outra característica da banda é que em quase todas as músicas, eles começam de uma forma, como uma introdução da mesma, depois mudam totalmente de direção. As vezes, esse começo de faixa soa mais interessante e criativo do que o que vem pela frente, que lá pela metade do disco começa a se repetir. Mas o lado de humor negro, irônico e algo canastrão está presente em Mind Control, que em seu começo é entoada a “marcha da morte”. Enfim, longe de ser original e de ser tão brilhante quanto poderia ser, mas ainda assim, o CD muito bom e acima da média. JCB – 8,0
Track list:
1- Code Of Violence
2- Line Of Fire
3- Rotting In Hell
4- Rising Hatred
5- Out For Revenge
6- Flamethrower Holocaust
7- Skull Splitter
8- Mind Control
9- Denim Demons
10- Path To Power |