DEAD TO THIS WORLD
First Strike For Spiritual Renewance
Dark Essence – imp.
Esta é a banda mais nova do baixista do Immortal, Iscariah, que também faz parte do Necrophagia e que fui muito zuado no DVD deles, enquanto dormiam, com o pessoal falando: “olha como ele dorme como bebê, nem parece aquele fodão todo pintado de Blakc Metal”. Voltando ao projeto em si e falando sério, aqui temos Black Metal também, mas não tão trampado como sua banda principal e nem tão brutal também. Aqui, eles flertam com o Thrash Metal dos anos 80, soando como aquela onda de bandas revivalistas que fizeram o Retroblackdeathrash no final dos 90 e começo dos 2000. Ou seja, Old School é a mãe! Apesar de o disco ser muito bom, legal e até original (nunca lembra o Immortal), faltam faixas que se destaquem. Enfim, mais uma boa pedida para o estilo e feito por quem entende do ramo.
RC – 7,5


TRACKLIST:
1. I, The Facilitator
2. Night Of The Necromancer
3. Shadows Of The Cross
4. Goatpower
5. 1942
6. Into The Light (Baphomet Rising)
7. Unholy Inquisition
8. To Free Death Upon Them
9. Hammer Of The Gods

LINE-UP:
ISCARIAH - VOCALS, BASS, GUITARS
KVITRAFN - DRUMS

ULTIMATUM
Into the Pit
Artist Service – imp.
Muitas bandas dos anos 80 e 90 que estavam inativas retornaram a ativa. Se o mercado de hoje com a pirataria e download praticamente inexiste, se antes disso, as gravadoras só apostavam em porcarias, esquecendo as verdadeiras músicas de raiz ainda que no Rock, e se antes disso a porra do Grunge dilacerou o Heavy Metal, o Hard Rock e o Rock Progressivo, estilos que reinaram absolutos por duas décadas (70 e 80). Por outro lado, apesar dessa banalização em que qualquer traficante grave um Funk e coloque na net e os idiotas que nem deveriam estar vivos (nem deveriam ter nascido) baixam e ouvem em seus celulares roubados (afinal quem compra celular, não vai ficar ostentando por aí). Qual o lado bom desse momento que vivemos hoje? É que, as bandas cult e obscuras, ou esquecidas (forgotten bands) podem com poucos recursos relançar suas obras e lançar novos discos, apenas por hobby. O Ultimatum faz diversas faixas do puro Thrash Metal bay área 80’s. Mesmo após vários anos de estrada, não perderão o jeitão de fazer som fudido. A surpresa foi o cover da música Wrathchild do Iron Maden. O vocal de Scott torna o Ultimatum uma banda única. Enfim, Thrash ‘til Death! RC – 8,5
1. "One For All" (5:24)
2. "Exonerate" (3:42)
3. "Deathwish" (5:51)
4. "Blood Covenant" (3:21)
5. "Heart of Metal" (4:40)
6. "Wrathchild" (2:53)
7. "Transgressor" (3:20)
8. "Blink" (2:43)
9. "Blind Faith" (4:20)
10. "Into the Pit" [instrumental] (3:08)
11. "Game Over" (5:18)

DELIVERANCE
As Above – So Below
Artist Service – imp.
Banda de Speddy Thrash Metal norte-americana. Aliás, a cena White nos EUA é disparada a maior mundial. Lá eles têm uma cena mesmo, de verdade, com muitas bandas, shows, público, discos e gravadoras, e revistas especializadas. Eles soam como uma resposta ao Nevermore. Se a banda de Warrel Dane não tivesse criado esta sonoridade, o Deliverance teria inventado. O gozado é que temos uma banda homônima no Brasil da mesma veia sonora, musical, religiosa e ideológica. Eles existem desde 89 e até 95 tiveram uma carreira e produção profícua. O membro fundador Jimmy P. Brown II, também vocalista, é o dono do negócio e direciona sua música de acordo onde sua voz rasgada, potente e melódica ao mesmo tempo alcança. E psicótica, diga-se de passagem. Não renegando o passado, o ex-membro Kevin Lee que também fazia parte da Deliverance no momento da Stay Of Execution, logo no comecinho, faz uma aparição em três faixas e coloca diante uma exibição tão assertivo. Muito bom! PR – 8,0

Track list:
1- Legum Servi Sumus Ut Liberi Esse Possimus (Intro
2- Cause & Effect
3- Return To Form
4- As Above - So Below
5- Screaming
6- Should We Cross Paths
7- Contempt
8- Thistles (Instrumental
9- My Love
10- Enlightened

WARMACHINE
The Beginning Of The End
Nightmare – imp.

Banda canadense de Power Thrash Metal, produzido por David Ellefson (Megadeth). Temos aqui um Thrash moderno sim, mas que remete aos anos 80 de bandas como Coroner, onde não sabíamos mais o que era um Heavy mais pesado, se era Thrash mesmo ou Power Metal de tão densos pesados e agressivos (lembre-se que, nos anos 80, a conotação para Power Metal era totalmente diferente a dada nos anos 90, onde por exemplo, consideravam Stratovarius como Power Metal). Sem novidades também, apenas um bom disco do estilo, indicado para fãs de Eidolon e Nevermore. RC – 7,0

Track list:

Betrayedb
Empty
Beginning Of The End
Safe Haven
Fate
Eternally
Forgotten Demise
Taunted Souls
Eye For An Eye
Dust To Dust
Apocalypse

MOSHQUITO
Behind The Mask
Reartone – imp.
Fucking Thrash Metal, e o que podemos dizer desta banda que é um misto de “mosh” com “mosquito”. Influências de Death Metal também aparecem nesse holocausto sonoro, que mistura desde o Death da Flórida até o Thrash da Bay Area, lembrando, claro, seus compatriotas alemães, desde Destruction e Sodom. A banda já gravou 3 demos e 3 CDs, e vem desde os anos 80 sob a alcunha de Argus, além das clássicas e obrigatórias mudanças de formação. Mudanças no line up são comuns em todos os estilos musicais e em todos os países, mas me diga se conhece alguma banda que tenha se aturado por mais de 10 anos sem uma única mudança. Das partes Death, lembra algo do Spiritual Healing, da banda Death, que deu o título ao estilo de Death Metal. Sua música não inova muito, mas não diga que eles copiam alguém, pois eles são contemporâneos de todas estas bandas citadas nesta resenha, portanto, ajudaram a fazer destes estilos o que ele são e como nos os escutamos hoje em dia. Mas também Behind The Mask não trás nenhum clássico para o estilo. RC – 7,0

Track list:
01. Schizophrenia 06:10
02. Perverted Appetite 03:27
03. Behind the Mask 04:50
04. State of the Rat 05:58
05. The Atheist 05:51
06. Visions of a Better World 05:30
07. Necrophile 05:06
08. Desperate Thoughts 04:26
09. Amputated 03:48
10. If you Bleed 04:55

FREEVIL
Freevil Burning
Independente – imp.
Tomas Andersson, guitarrista e o baixista Roger Blomberg da finada banda sueca dos Thrashers do Denata e com o antigo baterista Mique Flesh do Witchery, o Freevil foi formado. A banda junta as características destes petardos suecos em um só disco, mas que se perde na hora “do que fazer com nossas origens musicais”. Os riffs e a energia do Denata junto com os vocais típicos de Metal além do Thrash, encontrando o Heavy tradicional do Witchery, fazem a marca desta nova banda. A capa do disco é plenamente apelativa, desnecessária. A música da banda não precisa de tamanha apelação para se promover. Fala a verdade: que capa você acha mais legal: esta ou qualquer uma do Witchery? Fala sério! Em certos momentos, Freevil Burning lembra os canadenses do 3 Inches Of Blood, ou seja, veteranos soando como uma banda debutante. Outro fator desnecessário são as teclas que dão um ar mais Industrial. Eles precisam se definir se querem ser Thrash ou Industrial. Enfim, Freevil Burning é bem tocado, bem feito e transborda experiência, mas não souberam direito o que fazer com isso. Para se conseguir este intento, tem um nome: talento. Para compor (não para tocar).
PR – 7,0
nastified@freevil.se

V/A
Thrashing Like A Maniac
Earache – imp.

A grande Earache, gigante no Death Metal e no Thrash Metal nos Estados Unidos e também Europa, escolheu algumas das bandas da nova era de Thrash Metal e escolheu uma canção de cada um deles, a fim de criar esta compilação, por isso temos 16 faixas de 16 bandas. Os nomes mais conhecidos nesta compilação são EVILE, MUNICIPAL RESÍDUOS, FUELED BY FIRE, MERCILESS MORTE, TOXIC HOLOCAUST, VIOLATOR. Uma coisa que eu tenho notado é que os grupos de E.U.A. costumam tocar mais rápido e mais duro de que os grupos do Reino Unido, que são mais lentos e menos furiosos, mesmo que monocórdicos as vezes. O som da Bay Area nos 80's é a que caracteriza as bandas do Reino Unido como estão mais rítmicos, enquanto as do EUA estão mais suecos e modernos até. Esta compilação é uma boa escolha para todos aqueles que querem ter um primeiro encontro com as bandas que preferem pagar com o "velho" som. Enfim, como qualquer compilado, difícil citar destaques, apesar de termos notórios alto e baixos, mas, aí vai o track list. PR – 8,0

Track list:
01. BONDED BY BLOOD - ‘Immortal Life’
02. EVILE - ‘Thrasher’
03. MUNICIPAL WASTE - ‘The Art of Partying’
04. DEKAPITATOR - ‘Deathstrike Command’
05. FUELED BY FIRE - ‘Massive Execution’
06. DECADENCE - ‘Corrosion’
07. WARBRINGER - ‘Total War’
08. SSS - ‘Overload’
09. GAMA BOMB - ‘Zombi Brew’
10. MERCILESS DEATH - ‘Exumer’
11. DEADFALL - ‘Resistance Futile’
12. LAZARUS - ‘Last Breath’
13. TOXIC HOLOCAUST - ‘War is Hell’
14. MUTANT - ‘Psycho Therapy’
15. VIOLATOR - ‘Atomic Nightmare’
16. SEND MORE PARAMEDICS - ‘Twilight of the Flies’

VIRGIN SIN
Brotherhood Of Freaks
Mondongo Canibale – imp.
Boa banda de Death/Thrash Metal. O nome é majado e a capa mais ainda, mas já denotam que eles estão na veia do verdadeiro, true e puro Metal. Influências do Thrash alemão podem serem sentidas ao longo do disco inteiro, muitos riffs à Destruction, vocais a Schimier (do Destruction), pegadas à Kreator (em comentos como Whoregasm você jura que a qualquer momento vai entrar o Mille Petrozza cantando), além de muita coisa do Thrash Black dos anos 80, como Hellhammer e Celtic Frost (os vocais, em outros momentos mais soturnos, chegam a lembrar os de Tom Warrior). Seus Pseudônimos atendem por Dagon, Zoak, Schreck e SS-66, meio estranho para o Black Metal. A banda foi fundada em 83 e por isso tem essa sonoridade similar a de todas as bandas citadas, pois ambas são contemporâneas. Também querem ser chamados de Shock Metal. Para uma banda com tanta estrada (ainda que tenham parado por algum tempo), poderiam render algo melhor e mais trabalhado, mas que bom, por outro lado que não mudaram em nada. Pois está sendo muito salutar esta volta as raízes de vários grupos e hordas. RC – 7,0

Track list:
1. Brotherhood of freaks
2. Eat your enemies
3. Tarantula
4. Deep red
5. Scars
6. Whoregasm
7.Eternal nightmare
8. Sane inside insanity
9. Face The blade
10. Skinned alive

EVOLUTION
Welcome To War
Independente – imp.
A banda Evolution me surpreendeu com o seu debut quando o ouvi a uns três anos atrás. In This Time, muitas bandas estavam resgatando só e bandas clássicas, fazendo verdadeiras clonagens, só que muito bem feitas e com muita paixão. No caso do Evolution, eles faziam o melhor que o Metallica já fez um dia e esqueceu no Black Album de 91. Agora, com capa ironizando o Tio Sam, eles voltam com uma sonoridade um pouco mias diferenciada. Continuam Thrash Metal bem na linha de São Francisco e continuam chupinhando o Metallica com maestria. Mas agora, como eles estão com uma proposta mais moderna, sua música ganhou mais Groove e afinações mais grave, mais cadencias entre as faixas. É como se eles tivessem misturado agora o som do Pantera em sua música. Pegue Road To Nowhere, ouça você mesmo e não me diga de parece uma mistura de Sad But True do Metallica com Walk do Pantera. A banda continua firme e forte nesta proposta e esperamos que venham a ganhar o mundo todo com seu Thrash Metal honesto e convincente! JCB – 8,0
info@evolution-metal.com

DESTRUCTOR
Forever In Leather
Auburn – imp.
Skull Splitter é um arregaço, bem na linha Destruction, maior influência da banda. Aliás, nem a própria banda de Schimier consegue mais fazer uma música como essa hoje em dia. Imagina Skull Splitter ao vivo, como o pau deve comer solto? World Of War é de deixar Tom Araya e Kerry King orgulhosos, de como a sua música gerou tantos filhos bastardos por aí. Aliás, não a toa que o Destructor têm sido convidado para participar dos principais festivais europeus de verão. Nossa, e Damage Control então? Diria que se trata de um War Thrash Metal, como o Assassin já fez no passado, por exemplo. Sim, o baixo fica em evidência, no talo, enquanto a guitarra, cheia e gordurosa, ocupa cada milésimo de segundo de cada nota proferida por ela. Parece que você está no meio de uma guerra, tamanha pressão essa faixa fará na sua cabeça! Em Unleashed você é combalido a levantar da cadeira ou da cama e banguear no seu quarto! Aqui temos uma obra do Speed Thrash Metal. Nota-se grande influência de Motörhead nas composições, seriam elas feitas primeiro no contra-baixo, assim como Lemmy faz e depois vem o resto (vocal, guitarra, bateria)? Pois é impressionante, como o som soa cheio, mas de forma orgânica. No sentido de eles tocarem dessa forma e não na produção, que nem é tão grandiosa assim nem cristalina, com alguma sujeira (ainda bem!). Já a distorção de Forever In Leather 9ª faixa-título) não tem como não lembrar a Bay Area, e a letra da música também não precisa dizer mais nada. E também não preciso dizer mais nada a respeito desse CD, que retrata uma banda em seu auge e prestes a atingir os maiores patamares dentro do Thrash Metal! Thrash ‘til Death! JCB – 9,0

Track list:
1. Tear Down The Heavens
2. Skull Splitter
3. World Of War
4. Damage Control
5. Unleashed
6. Precision Devastation
7. Unearth The Earth
8. Forever In Leather
9. Straight To Hell
10. Doomed To Centuries In Ice
11. Pounding Warriors

S.O.D.
Rise Of The Infidels
Megaforce – imp.
Apesar der Billy Millano já ter deixado bem claro, que para ele o S.O.D. já deu no saco, e que ele quer centrar forças só no M.O.D., onde ele tem mais liberdade e onde a banda ele faz o que quer. Pois no Stormtroopers of Death, ele divide tudo com os Anthrax’s Scott Ian (Guitarra) e Charlie Benante (Bateria) e mais Dan Lilker (Baixo/Nuclear Assault, ex-Anthrax, ex-Brytal Truth, etc.). Então, Rise Of The Infidels pode ser o canto do cisne para o S.O.D. e já entra para o livro dos recordes: este é considerado o maior EP da história da música, pois ele tem 4 músicas inéditas em estúdio e mais 20 músicas de um show em Seattle. O S.O.D. já lançou três álbuns: o clássico Speak English Or Die, o Live At Budokan e o Bigger Than The Devil. Aqui, as quatro faixas são destaques, pois ambas tem qualidade para figurar na discografia da banda e em seu set list de shows, sem nada a deve as demais. Quanto a parte ao vivo, um arregaço! Ninguém vai lançar Rise Of The Infidels no Brasil, porra? RC – 9,0

Track list:
1. Stand Up And Fight
2. Java Amigo
3. United And Strong
4. Ready To Fight
Live At The Fenix
5. Ballad Of Nirvana/March Of The S.O.D.
6. Sgt D And The S.O.D.
7. Kill Yourself
8. Milano Mosh
9. Speak English Or Die
10. Fuck the Middle East
11. Douche Crew
12. Ballad Of Jimi Hendrix
13. Ballad Of Jim Morrison
14. Ballad Of INXS
15. Ballad Of Frank Sinatra
16. Ballad Of NIRVANA
17. Ballad Of Freddy Mercury
18. Chromatic Death
19. Fist Banging Mania
20. No Turning Back
21. Milk
22. Pussywhipped
23. Freddy Krueger
24. United Forces

MELIAH RAGE
The Deep And Dreamless Sleep
Locomotive – imp.
Outro petardo lançado pela Locomotive, outra garimpeira do Metal. Os fãs de hoje, que babam com o Modern Thrash ou Thrash Moderno e acham a coisa mais louca do mundo, precisam conhecer antes as bandas que são bandas de verdade mesmo! Este aqui, tem uma capa cinzenta, bem da cor do outono e o seu Thrash Metal aqui é frio, nem tão rápido, mas certeiro e com estilo próprio, pois não soa nem como o Bay Area, nem como o alemão e nem como o sueco. The Deep And Dreamless Sleep tem oito faixas e quase todas elas segue esta linha lembrando de leve (muito de leve mesmo) o Thrash que o Kreator fez em Endorama. Claro, os vocais lembram algo também de James Hatfield. Undefeated é a mais pogante e bangueante, a com mais pique de Bay Area de todas. Já a faixa-título é a mais pegajosa de todas, beirando o Metal tradicional, e conta com um refrão quase épico, à Manowar. Já Twisted Wreck lembra muito o Metallica. E os solos do começo de Take What You Want lembram um pouco Seek & Destroy do mesmo Metallica. Enfim, mais um clássico do estilo! JCB – 9,0

Track list:
1. Permanent Damaged
2. God And Man
3. Undefeated
4. The Deep And Dreamless Sleep
5. Twisted Wreck
6. Curse
7. Last of the Wanted
8 Take What You Want

MELIAH RAGE
Death Valley Dream
Locomotive – imp.
Em Death Valley Dream há algumas mudanças em relação a The Deep And Dreamless Sleep, sendo este mais centrado nas guitarras, a produção é parecida e aqui eles tentam ser mais originais ainda. Em Death Valley Dreamtemos mais faixas, aqui são onze. Stranger é mais moderna para os padrões da época, com um pique mais Nuclear Assault, com um refrão mais sintomático. E a terceira faixa, Media? Está mais para Punk Rock do que qualquer outra coisa! Mas ainda Metal, então acaba sendo um pogante e contagiante Crossover à DRI! Se esta mistura de estilos pode parecer falta de originalidade ou falta de identidade, isso eu não sei, mas que fez o disco ficar bem mais legal, isso sim! Sem fôlego, nem pausa nem descanso já vem Blacksmith. Este CD não tem espaço! Acaba uma música, já emenda na outra, recurso muito usado pelas bandas de Punk, Hardcore e Thrash nos anos 80! Os riffs são contagiantes, os vocais dos mais legais deste disco, os refrãos são para você cantar junto, levantando o braço direito, e começar a porradaria no solo! Wear And Tear tem uma cara mais Bay Area já, mostrando que Death Valley Dreams é mais “ensolarado” do que The Deep And Dreamless Sleep. Em Crow volta aquele ar de Metal americano, meio a Sacred Reich com Armored Saint. Enfim, Death Valley Dreams é um trabalho viciante, empolgante e de muita felicidade nas composições. Esse é o meu Thrash Metal! JCB – 9,0

Track list:
1. Death Valley Dreams
2. Stranger
3. Media
4. Blacksmith
5. Wear And Tear
6. Madness and Poetry
7. Crow
8. Posessing Judgement
9. War Journal
10. Prideland
11. Last Detail

UREAS
The Naked Truth
Locomotive – imp.
Dinamarqueses são pessoas famosas pela sua integridade, mas ainda parece um pouco estranho se querem confrontar-nos com The Naked Truth. Atrás do UREAS ergue-se o casal Johansson e eles utilizam quase todos os estilos dada em Metal. Seja Prog, gótico, Power ou Nu-Metal - eles não têm limites. Mas eles também utilizam Thrashy e pomposos elementos. Embora Heidi tenta evocar algumas emoções e sentimentos com sua voz macia, o marido Per desempenha a parte mais agressiva, mas não tanto no seu desempenho. Isto é totalmente inofensiva e em nada Metal. Uma canção como Seven Days Weekend é muito pouco para mim. Com rap peças e sons eletrônicos, que só fica horrível. O mesmo é válido para uma pseudo balada Colour Us Blind o que não é nada menos do crap. O resto é tão bem essa dolorosa e sem qualquer inspiração. Música folclórica alemã é o que este duo tenta fazer. PR

Track list:
1. Intoxicated
2. Bang Bang
3. In My Life
4. Colour Us Blind
5. Survived
6. Lost My Faith
7. My Dearest One
8. I Am Who I Am
9. Spiritually Possessed
10. Seved Days Weekend

THE SCOURGER
Blind Date With Violance
Cyclone Empire – imp*
Quando o Gandalf encerrou as atividades, houve uma lacuna no Death melódico. E, claro, quando uma banda de expressão encerra as atividades, a tendência é que seus ex-membros formem um novo grupo ou novos grupos tendo, também, uma qualidade tão boa quanto a sua banda antiga. E não é que esta teoria deu certo? Se formos atentar para o fato de que o The Scourger teve, originalmente, quatro membros do Gandalf (hoje, apenas dois continuam no line-up), podemos entender que o próprio The Scourger nada mais é do que uma extensão - melhorada - do Gandalf, só que com um nome diferente. Os finlandeses praticam um Melodic Death/Thrash Metal muito bom, tendo em sua sonoridade um “quê” de diferencial, seja na própria composição, seja com algum(ns) músico(s) que desequilibre(m). Então, visto desta forma, a pompa no seu som traz à tona os ótimos riffmakers Jani Luttinen e Timo Nyberg (ex-Gandalf), os quais nos remetem aos bons tempos do Slayer. Além da dupla, deve-se destacar o exímio trabalho do frontman Jari Hurskainen (também ex-Gandalf), mostrando um timbre vocal bem particular, agressivo e muito bem encaixado na proposta do grupo. Uma das melhores faixas do disco é, sem dúvida, Hatehead, cuja música - não foi à toa - recebeu um clipe. Vale citar também Maximum Intensity (que, inclusive, foi o primeiro single de Blind Date With Violence), destacando-se pela sua agressividade e pelo bom andamento. É fato que, além do próprio Slayer e Gandalf, o The Scourger possui influências de The Haunted e At The Gates, ou seja, um Melodic Death/Thrashintenso, pesado e rápido. Claro que muitos podem dizer que as músicas podem se parecer umas com as outras justamente por estas características, mas há as nuances de cada uma delas se o ouvinte souber explorá-las bem. Ouça você mesmo! PR – 8,5        

Track list:
01. Decline Of Conformity / Grading:Deranged
02. Hatehead
03. Maximum Intensity
04. Enslaved To Faith
05. The Oath & The Lie
06. Chapter Thirteen
07. Pain Zone
08. Exodus Day
09. Feast Of The Carnivore

INNERSELF
Emotional Disorder
Locomotive – imp.
Espanha, mesmo que cerca de aviso de que não é em grande parte porque a maioria das bandas estão cantando na sua língua materna. But we have some bands that dare to break the circle and sings in English, and among the largest we have established acts like Dark Moor and also Dreamaker.Mas temos algumas bandas que se atrevem a quebrar o círculo e canta em Inglês, e entre os maiores temos estabelecido age como Dark Moor e também Dreamaker. And meantime those bands are harvesting success, the interest for other bands to also sing in English grows, and this review will be dedicated to one of those bands, named Innerself.Entretanto essas bandas e colheita são sucesso, o interesse de outras bandas também para cantar em Inglês cresce, e essa revisão será dedicado a uma dessas bandas, chamado Innerself. Que bom, pois para muitos cantos do mundo, a língua espanhola não combina tanto com o Metal, claro que nos países de língua castelhana, faz muito sucesso, mas e nos demais que falam inglês, português, alemão e derivados, francês e derivados, italiano e derivados, escandinavas e orientais? But when Dark Moor plods in the Power Metal swamp, Innerself has chosen another path, they're playing a very Groovy Heavy Metal with some Thrash-guitars, really interesting move, even if they have a long way to climb before they're fighting against Dark Moor about the fans.Mas quando Dark Moor explodiu no Power Metal (explodiu tanto que acabou – aliás, a melhor fase da banda era quando tinha a vocalista Elisa), o Innerself optou por outro caminho, eles estão jogando muito Groovy Heavy Metal com algumas Thrash-guitarras, realmente interessante jogada, mesmo se eles têm um longo caminho a subir antes que eles estão lutando contra Dark Moor sobre os fãs. Realmente, não tem como lembrar da palavra Innerself e não associar ao clássico do Sepultura homônimo. Innerself was formed in 2001 through a name change, the band Leviathan (as the members band before was called) had been recording demos and played countless amount of shows, so they decided to start over and formed Innerself.A Innerself foi formada em 2001 através de um nome mudança, a banda Leviathan (como membros da banda antes era chamado) tinha sido gravação demos e desempenhou inúmeras quantidades de shows, então eles decidiram iniciar uma e formaram Innerself. And this time they manage to climb higher, they signed with Locomotive Music and last year they released their debut, "Emotional Disorder".E desta vez eles conseguem subir mais alto, eles assinaram com Locomotive Music e libertado no ano passado, que sua estréia, "Desordem Emocional". They supported their compatriots Mägo de Oz and Los Suaves and went on tour with Grave Digger. Eles apoiaram os seus compatriotas Mägo de Oz e Los Suaves e entrou em turnê com o Grave Digger. Talk about lucky change.
So if you want a Groovy Metal band, give Innerself a chance, this might exactly be what you're looking for.Portanto, se você deseja que um Groovy Metal band, Innerself dar uma chance, essa poderia ser exatamente o que você está procurando. PR – 7,5    

Track list:
1. Desperate
2. Hate Feeds Hate
3. Ebola
4. Hear Me
5. Man Used to Be
6. To Destroy My Life
7. Deathmaster
8. Change the World
9. Words Without Worth
10. More Than You Deserve
11. Dead Calm [Instrumental]

DEMIRICOUS
Two (Poverty)
Metal Blade – imp.
Mais uma banda vinda dos USA, mas esta com uma orientação mais old-school para a sua música. Este é já o segundo disco, depois de “One (Hellbound)”. A estréia era boa sim, mas nada de mais, apenas uma cena retro destinada a agradar os fãs da velha escola, eu incluído. Mas este novo trabalho está soberbo, muito melhor que o anterior. Ao todo são 12 novos temas debitados em 40 minutos (a típica duração dos álbuns de antanho, a capacidade de um vinil). Thrash Metal da velha escola dos 80s com toques de crossover e Death Metal da Florida de inícios da década de 90 e alguma atitude e crueza sonora do punk / core / crust da mesma altura. Riffs, melodias, solos, secção rítmica, voz, está tudo soberbo. Juntem no mesmo saco Slayer, Sepultura, Kreator, Nuclear Assault, DRI, Ratos De Porão, Napalm Death, Malevolent Creation, Demolition Hammer, Entombed, Amebix, Discharge, etc, e têm uma ideia deste 2º capítulo dos Demiricous. A isso aliem a produção exemplar do produtor Erik Rutan (Cannibal Corpse, Through The Eyes Of The Dead, Nile, Cellador) e têm uma bomba de “Street Metal” (como a banda denomina a sua sonoridade). PR – 7,5

ZWARTKETTERIJ
Cult Of The Necro-Thrasher
Displeased – imp.      
Esta banda aqui é um outro projeto do maluco Heer Antikrist, que também lidera o Grimm, oura banda do selo holandês Displeased Records. Se o Grimm é mais Black Metal mesmo, aqui temos um estilo que muitas pessoas se dividem ao rotular: uns, chamam de Retroblackdeathrash, outros de Black Metal Rock, outros ainda de Extreme’roll Metal. Bobageiras a parte, temos um digno Old School Thrash Metal que claro, acaba zombeteando com o Death, o Black, com o Heavy Metal tradicional e com o Power Metal de verdade, sem as melodiquices dos anos 90. Anos 80 total, e o título do CD Cult Of The Necro-Thrasher mostra que a banda cultua as bandas “cult” de Thrash Metal, com um lado mais necro. Muitos dizem ser um encontro perfeito entre o Slayer dos primórdios com o Black pútrido do Mayhem. A banda vem fazendo isso desde seu debut Sodomizer Dirty Sodomizer. Letras que beiram o risível (no bom sentido), aliadas a poderosas guitarras, o grande trunfo de Cult Of The Necro-Thrasher. Os leads, riffs, solos, enfim, as guitarras o tempo inteiro flamejam. Uma característica oitentista aqui, meio esquecida hoje em dia, é o baixo acompanhando o chimbal da bateria. Os vocais no disco inteiro quase, são mais Black do que Thrash, fazendo confundir os mais incautos, mas o estilo aqui predominante é o Thrash, que saúda as bandas mais agressivas do estilo como Slayer, Sodom e Destruction. Thrash ‘til Death (ou, fazendo jogo de palavras, Thrash ‘til Black). RC – 8,0

PROFANE OMEN
Disconnected EP
Dethrone Music – imp.
Esta é o novo EP Disconnected dos PROFANE OMEN. O CD foi gravado no Villvox Studio sobe a orientação do engenheiro Aleksanteri Kuosa e do produtor Ville Sorvali. Para este registo o quinteto Finlandês «convidou» várias personalidades:
-Taneli "The Man" Jarva (THE BLACK LEAGUE)
-Sami Helle (DAUNTLESS)
-Sari Laine (SUSIE LEE AND THE DEEPEST LOVE BAND)
-DHC drunken choir featuring Tomppa Saarenketo do BUSES SPÖKET, Ari Nieminenand Sami Helle do DAUNTLESS e Niko Kalliojärvi do AMORAL.
Só não entendemos o seguinte: se a banda precisa de tantos convidados para participar de um EP, será que eles não tem qualidade suficiente para gravar um disco sozinho com uma mais alta qualidade, ora pois? PR – 6,0

ville@dethronemusic.com

NEURASTHENIA
Possessed
Alkemist Fanatix – imp.
Banda italiana de Heavy/Thrash Metal, que lança seu primeiro full lenght, Possessed. É uma banda que teria tudo pra se destacar no cenário metálico, mas que derrapa em um aspecto: a semelhança (às vezes na cara demais) com o trio Metallica/Slayer/Destruction. Alguém tem que falar pra eles que Metallica já existe (alguns não acreditam, mas ai é outra história...) e que não precisamos de (mais uma) banda que soe igual. As músicas são bem boladas, bem executadas, eles mesclam um Thrash rápido e agressivo com pitadas de Heavy e Power Metal tradicional, mas ainda precisam se livrar do encosto que é o Metallica nas influências. O visual deles é bem mais agressivo, assim como as temáticas usadas, mas ouça a voz do vocalista na primeira música Screaming Corpse e veja se não é verdade... Até achei que James Hetfield estava fazendo participação no CD!!! A banda tem uma boa temática, um álbum muito bem gravado e produzido, e um futuro promissor pela frente, mas que precisa de uma dose de criatividade e bom senso pra conseguir se sobressair. Material indicado para os fãs do estilo. PR – 7,0

ERA VULGARIS
What Stirs Within
Independente – imp.  
ERA VULGARIS é um dos nomes mais recentes do panorama progressivo/thrash metal. Apesar de pouco se saber acerca deste projecto Irlandês, o seu cartão de visita não podia ser mais auspicioso.Nascidos em 2004, lançaram este ano o seu primeiro longa-duração intitulado What Stirs Within que revela algo verdadeiramente profícuo. Há bandas que quando tentam escrever algo mais diverso ou complexo acabam por fazer um trabalho desastroso por lhes faltarem certos requesitos. Estes rapazes pelo contrário, possuem qualidades intrínsecas como é o caso de habilidade, imaginação e humildade que lhes conferem a perfeição necessária para deixar qualquer um extasiado. São cinqüenta e cinco minutos de composições complexas, progressivas e não convencionais onde o fator originalidade prevalece. Idéias simples transformam-se em resultados surpreendentemente excelentes combinando progressivo, thrash e infusões de jazz. Simplesmente fabulosas e díspares das demais, as composições Brittle, Just Ask Yourself, I Must Have Your Brain, Fate Draws A Curtain, Harmonic Discontent, preenchem-nos o espírito com as suas mais variadas construções sonoras, utilizando elevados graus de complexidade e de tempo. Já a inebriante e delineada melodia Imram prende-nos inadvertidamente durante onze minutos, aos mais remotos pensamentos e viagens subconscientes. Muito mais do que simplesmente escutar este disco, é necessário penetrar em pleno na excelente prestação de cada músico, nas suas mais variadas camadas ou patamares de som. PR – 7,0

THE MACHETE
Untrue
Spinefarm – imp.
A banda faz um Thrash Metal atual, revigorado, não chega a ser Metalcore (ufa!) nem New Metal (melhor ainda). É perigoso este caminho adotado por muitas bandas finlandesas, pois apesar da distância do resto do mundo, da localização geográfica e do frio (cada vez menor e mais raro daqui em diante), eram responsáveis pelas bandas de seu país soarem frias, melancólicas e com um diferencial em sua música, que só a Finlândia tinha (em todos os estilos, desde o Black Metal, Gothic Metal, Heavy Melódico, Death Metal Melódico). Agora, muitos guris de lá querem pagar de americano da periferia, querendo fazer Metalcore, ou estes Thrash’s modernos. Apesar de ser uma boa pedida para quem busca algo novo, mas com raízes oitentistas, o The Machete (não é a TV nem a revista Manchete) não emplaca ainda, apesar de muitas boas idéias em seu instrumental. Quem sabe na próxima eles acertam a mão e cabeça de vez! RC – 7,0

EVILE
Enter The Grave
Earache – imp.
Meu, que cacetada que é isso aqui! Se no Metal mais mainstream a coisa anda chocha, e em quase todos os estilos o momento é um dos mais modorrentos, parece que o inverso ocorre no Thrash Metal. Em vez de muitas ondas que aparecem de uma determinada cidade, ou país, ou com determinados elementos como violino, teclado, vozes femininas, entre tantas outras nuances, no momento não há um movimento, local ou de um estilo determinado. Mas dentro das várias variáveis do Thrash Metal, surgem bandas que chegam a assustar! Nenhuma delas original, muitas delas chupinhando alguma em específico do passado. Se o Municipal Waste é o Nuclear Assault no novo milênio, se o SSS é o Biohazard do novo século e se o Witchburner é o Destruction (e Thrash alemão me geral) da nova década, o Evile hoje, é o maior representante da Bay Area! Nem mais as bandas de lá fazem este som, mas o Evile pegou o melhor de tudo o que foi realizado por lá nos anos 80 e começo dos anos 90. Se o Metallica jogou fora sua fórmula de fazer músicas invocadas, se o Slayer partiu para um caminho mais moderno, se Anthrax e Testament estão fazendo reuniões exaltando aquela época, mas músicas novas no estilo nada, o Evile vem para falar por todos eles! A capa já é de arrepiar e você logo imagina ela no tamanho de uma capa de disco de vinil. Quando você coloca a bolacha, você vicia, não quer mais parar de ouvir Enter The Grave, muito menos de pular no tapete! Foi difícil fazer essa resenha, meu amigo! A faixa-título lembra algo perdido da época, enquanto a desgraceira de Thrasher é Slayer puro (aliás, título de música mais apropriado do que nunca!). E o que dizer dos riffs de First Blood? Seria a versão do ano 2000 para Toxic Waltz do Exodus? Imagine esse clássico do Exodus cantado pelo Tom Araya? É o que temos aqui, mais ou menos! O lado Slayer vem de novo em Man Against Machine, para o lado Anthrax aparecer em Burned Alive (você jura que é Scott Ian quem está “riffando”!). Killer From The Deep vem com uma veia mais Megadeth da fase Peace Sells... Na segunda metade do disco, o pique cai um pouco. Não em velocidade nem agressividade, muito menos peso, mas as músicas passam a se parecer mais entre si. Outrossim, Schizophrenia é Slayer na cabeça de novo! Bathe In Blood dá uma quebradal, sendo mais cadenciada. Mas o que vou dizer do encerramento com Armoured Assault? Puta-que-o-pariu, é o mínimo! Um dos discos do ano sem dúvida! JCB – 9,0

THE BLACK DAHLIA MURDER
Nocturnal
Metal Blade – imp.     
Mais um disco de estúdio para os prolíficos The Black Dahlia Murder. Há que aproveitar enquanto está dar! Neste novo Nocturnal a banda deixa para trás alguns dos seus trejeitos Metalcore para abraçar uma sonoridade vincadamente Death Black. É o que está a acontecer com a maioria das bandas do famigerado gênero, deixam para trás a fusão de Metal com Hardcore, a qual já está a morrer em termos de popularidade, para redireccionarem a banda para outros campos mais específicos (Hardcore mais puro, Thrash, Death Metal mais brutal ou Death melódico estilo Gotemburgo). O resultado final não é lá muito satisfatório, oferecendo-nos os The Black Dahlia Murder dez novos temas em cerca de trinta e cinco minutos do mais básico Death Metal com trejeitos Black e ainda alguns apontamentos mais melódicos e uns toques de Hardcore. E o álbum está com um som fantástico. Mas e a originalidade? Ou, pelo menos, algo com mais substância. Lá nos Estados Unidos pode até ser um must para os putos, mas aqui na Europa, a cosia não pega. Não é que seja mau de todo, mas, tendo em conta o seu trajeto, discos anteriores, enquadramento na dita cena já moribunda em particular e no cenário pesado em geral… deixa muito a desejar! E se tivermos ainda em conta o sucesso que a banda está a ter e a forma como a Metal Blade os está a tentar vender. Enfim, tanto o New Metal como o Emo estão mortos, e agora o Metalcore está com os dias contados. Bandas como o Black Dahlia Murder estão cada vez mais Thrash ou Death. Opa! PR – 8,0

METHEDRAS
The Worst Within
Independente – imp.
Segundo disco desta banda italiana já com dez anos de estrada. Experiência e tarimba eles têm. Ou deveriam ter. Sei lá. Eles fazem Thrash estilo Slayer. Até aí tudo bem e que bom que cada vez mais, mais banda de Thrash tenham surgido e outras que tenham se mantido. Ok. Mas o que tem de banda ruim e disco fraco, como este, não está escrito. Gravação meia-boca, execução primária (era de se esperar mais num segundo disco e com dez anos de estrada) e música que vão do nada a lugar algum. Passo. RC
contact@methedras.com
andrea.bochi@fastwebnet.it

SHADOW DEMON
Grimoire Of Ruin
Independente – imp.
Debut desta banda norte-americana de Power Metal Melódico. Apesar dos clichês do gênero, eles soam maispesados e agressivos, com nuances que beiram o Thrash Metal. A capa (feia e amadora por sinal) lembra uma banda de Thrash Death também, mas a música do Shadow Demon (que está com nome mais para Gothic Ou Death do que Melodic) é mais melodiosa. Bem, capa e nome de banda equivocados. Ao produção é mediana e as músicas na tem tanta inspiração. Melhor esperar o segundo disco deles do que a dissertar mais sobre este. RC – 5,0jeff@shadowdemon.us

AS I LAY DYING
An Ocean Between Us
Metal Blade – imp.
A banda ainda não tinha me chamado atenção com os seus CDs anteriores, não eram nada de especial a meu ver, o que faziam, faziam-no bem, mas, eram iguais a tantas outras bandas, nada de mais. Ao ouvir pela primeira vez este disco levei uma estalada porque não estava prevenido contra o que iria ouvir. O novo trabalho dos As I Lay Dying encontra-se a um nível muito superior em relação aos seus anteriores discos. Mais pesado, mais rápido, mais agressivo (mas com muita melodia à mistura) e com um trabalho de composição mais cuidado. O som devastador deste disco deve-se em parte também ao excelente trabalho de produção de Adam D (Killswitch Engage) e à mistura do mestre Colin Richardson (Carcass, Machine Head, etc). Ao peso do Thrash de orientação moderna aliam-se algumas influências do Hardcore mais pesado, alguns trejeitos Death (com alguns blastbeats e dar o seu ar de graça) e muita melodia de guitarra inspirada no Heavy Metal mais tradicional. Chamem-lhe Metalcore. Chamem-lhe Thrash. Chame-lhe Deathcore. Chamem-lhe o que quiserem, mas, lá que é uma puta de um álbum de música extrema, lá isso é! Sério candidato a um dos discos do ano! PR – 8,5

ST. MADNESS
Vampires In The Church
Independente – imp.
Bandaça de Thrash Metal cheio de elementos de terror! Aliás, a banda só lançou discos independentes até hoje, incrível, talvez por opção, pois qualidade não lhe falta. Isso ajuda a dar a ela um status ainda mais cult, mais underground, parece esse o intento, pois o som do St. Madness é para poucos! Eles tocam pintados, mas sem os corpse paints do Black Metal, é uma pintura diferente. Suas apresentações são teatrais e sua música... ah, sua música! É Thrash norte-americano sim (neste estilo, os EUA dominam!), mas com diferencial. As letras são de terror, assim como toda a temática da banda em si. Afinal, disco de Thrash com a palavra vampiro no título só com eles mesmos! Apesar de americano, eles soam meio melancólicos em alguns momentos, mesmo no meio da porradaria e do banguin’. Faixas gostosas, cheia de groove e swingue, mas nada de modernoso, nem alterna, nem pula-pula, como a carro-chefe que abre o disco são provas disso. Arizona é mais lenta e arrastada, mas Thrash total, enquanto Covered In Blood Again é um Blues! Melhor do que Country ou o nefasto Southern (ô coisa chata e sem graça que é qualquer coisa Southern)! Carl The Clown é pesada, para balançar sua cabeça, com riffs mortais e solos distorcidos e estonteantes! Já Head é renovada, revigorada, você sai assoviando sua melodia e solos depois de ouvi-la, depois de repeti-la a exaustão. E um susto: cover para Walk do Pantera! Seria uma homenagem póstuma à morte do seu guitarrista, Dimebag Darrel, assassinado estupidamente há um tempo atrás? Nem precisava dessa cover, pois Vampires In The Church funciona sozinho, mas... Enfim, chega de ficar lendo aí, e vá bater cabeça com este petardo Thrash Metal do novo milênio! JCB – 9,0
mjohnson@amendmentone.com

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