
Vamp Festival 11 – Odyssey Hall/SP – 19/05/2007.
Texto: Adriana Dark Lilith. Fotos: Júlio César Bocáter.
Rolou no dia 19/05 a edição 11 do Vamp Festival, hoje, o maior evento Underground do Brasil. O nome Vamp acaba sendo mais uma marca, pois o festival é voltado para o público Dark Gótico e apreciadores do vampirismo. Muitas pessoas tradicionalmente vão vestidas a caráter neste evento, que nesta edição foi realizado em outra casa, o Odyssey Hall, no centro de São Paulo. Antes os eventos eram realizados no antigo Fábrica 5. A casa atual é menor e não tem área aberta como o Fábrica, mas tem bom espaço e boa estrutura para comportar eventos desse nível e até para um futuro breve (com alguns reparos e estruturas), poderá abrigar shows internacionais de médio porte. Para quem não conhece ou nunca foi, o evento conta com vários shows, discotecagem, estandes com vários produtos relacionados ao tema (CDs, livros, adornos, roupas e acessórios) e o tradicional open bar, com bebida a vontade. Mas a pergunta vai para o público que freqüenta eventos com open bar: só por que pode beber a vontade, tem que vomitar também? Pra que isso, só para aproveitar o preço do ingresso? Tipo, “paguei, então, vou beber até vomitar, que ta incluso no valor do ingresso”. O chão ficou um nojo, com bebida derrubada misturada com vômito e suor. A casa precisa de uma ventilação mais adequada. E a quantidade de bebida derramada e os copos pela metade largados por aí, prova que, além de vomitar, o pessoal desperdiça. O pessoal não vê que, se não fizessem isso, o valor do ingresso poderia ser mais barato e, com menor custo, o evento poderia ser realizado com maior freqüência e até em lugares maiores! Se faz necessária estas observações, pois só que não estava bêbado não ficou incomodado com essa falta de consciência de grande parte do público. O mesmo público que reclama da organização do evento depois. Voltando a vaca fria, o grande destaque desta edição foram as bandas, com muitas das melhores do estilo atualmente, a nata do Dark Gótico e congêneres. Da parte de bandas covers, tivemos o Der Wahnsinn, cover do Rammstein, vencedor do Gothznewz Cover Festival, o Principle Of Evil (antiga banda The Cruelty), cover do Cradle Of Filth, muito boa e a melhor de todas elas, o Moonwhisper, cover do Epica e Within Temptation. Além de ter sido o último show do grupo, como banda cover, fato que emocionou aos músicos que barganharam uma música a mais em seu set, realmente eles detonaram! Além de ser a banda que melhor toca o som do Epica, as partes do Within Temptation são bombásticas e marcantes! Inclusive, a vocalista ficava a frente de um ventilador, para dar aquele efeito de cabelos esvoaçando ao vento, e fazendo posturas remetendo à Simone Simons, aproveitando o artifício, para o delírio de todos. Agora, eles só tocarão música própria. Esperamos que mantenham a qualidade e que tenham o mesmo espaço em festivais e casas noturnas, como quando eram uma cover band.
Mas o prato principal foram as quatro bandas com música própria. Psy Kick, vencedor do Morcego de Ouro de 2006, executa um Cyber Metal, cheio de referências às bandas modernas do estilo, oriundas de outro estilo e que se converteram ao Metal futurista, Industrial e Eletrônico, como The Kovenant (antigo Covenant), Deathstars e Samael. Já o Drama (antigo Host), vindo do Rio de Janeiro, detonou com o seu Industrial Metal Rock. Cantado em português, com boa performance de palco, suas músicas executadas redondamente, comunicativos, ao vivo, me pareceram mais Dark do que Industrial, salvo as intervenções de teclado/sintetizadores. Me lembraram a banda Zero ao vivo, e o seu lado Dark veio a tona com a cover do HIM, para Wicked Game, que na verdade é música de Chris Isaak. Foram expulsos do palco por passarem do horário, prova de como estavam interagindo com o público.
Já o Maelström de Curitiba, faz um bom Dark Metal calcado em Atrocity e algo de Moonspell (tanto que tiraram um cover deles), seja pelo seu vocal potente, poderoso, agressivo e brutal, sem ser gutural, seja pela sua música. Também fez um bom set.
E a atração principal (depois deles, muitas pessoas foram embora) foi o Sunseth Midnight. Eles estrearam a nova formação no próprio Vamp Festival, com Jair Saez no vocal e Lou Melt na bateria. Apesar de debutarem essa nova formação, a banda estava totalmente segura de si no palco. Seu Gothic Metal com pitadas de Glam (como o The 69 Eyes) convenceu e mostra que é uma banda pronta para conquistar o exterior. Apesar de terem apenas um disco até agora, mesmo que tendo o set de maior duração de todas as bandas que se apresentaram, a banda abusou um pouco dos covers. Até porque, seu disco Sun Seth é bom e tem várias faixas em potencial para serem apresentadas, além das que foram. Destaques para Where I Belong, onde a banda toda faz backing vocals, dando mais potencia á sua música e as covers Temple Of Love (The Sisters Of Mercy) e a excelente Say Just Words (Paradise Lost). Ótima banda!
Quanto à discotecagem, rolou um pouco de tudo, de 80’s, Gothic Rock, Dark, Alternative, Doom, Gothic Metal, Industrial, EBM, Synth Pop, a cargo dos DJ’s Cannibal (AeroFlith / Elo Perdido), Clayton Machado (GothzNewz), Close Dreams 4U (GothzNewz), Eddie Whiplasher (Morcego de Ouro 2006), Fabiano (GothzNewz / Dark Ages), Hector Kultür (Gothic Fest), Led (GothzNewz)
Lord Klaus (Alliance Angst / Santos), Ricardo Wolff (Angst Projekt), Sombra (Vultos da Noite), Valter Sangregório (A Industrya) e Zasvanna (Psy-Kick).
Enfim, que a edição XII do Vamp Festival venha ainda nesse ano!
A seguir:
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