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RU – Como a banda foi formada?
Marcos Araujo – Bom, quando eu entrei para a Vulture of Corpse, no inicio de 2006, a banda já estava com um objetivo muito bem estruturado, apresentar até abril do mesmo ano um EP com 5 músicas inéditas intitulado “Divinum Sacrificium”. As composições estavam muito bem encaminhadas, mas a meu ver para o Ouphir (Fundador e ex-lider da V.O.C.) faltava algo, algum diferencial que destacasse a V.O.C. das demais bandas de Black Metal do cenário Curitibano na época. Após ter largado os estudos de guitarra apenas para me dedicar ao violão erudito, eu vinha amadurecendo a idéia de voltar a encarar os palcos com uma banda de Metal, mesmo tendo como instrumento o violão que, diga-se de passagem, não é nada peculiar ao gênero. Foi então, que em uma tarde, andando pelas ruas do centro de Curitiba, as minhas idéias bateram com as idéias do Ouphir, e me foi lançado o desafio de implementar arranjos de violão ao Divinum Sacrificium (EP Lançado em 2006), e posteriormente produzi-lo.
Após um período de muitas discussões a qual caminho seguir com o V.O.C., sua temática, sua sonoridade, etc... Pelo fato do violão ter se tornado um diferencial muito forte na banda, ficou a meu cargo a missão de seguir com esse projeto tão audacioso e complexo. Estou muito feliz em dar continuidade ao trabalho com a Vulture of Corpse, a dificuldade e toda a complexidade de mesclar o violão erudito ao Black Metal, estando na parte de produção até mesmo a quebra de paradigmas para essa mistura tão inusitada, está sendo uma verdadeira escola para mim.
RU – Fale dos trabalhos lançados.
Marcos Araujo – Em 2006 lançamos de forma independente um EP intitulado “Divinum Sacrificium”. A repercussão foi boa, pois o fato de mesclar o violão erudito com o Black Metal até então era novidade por aqui. Com esse diferencial chamamos a atenção da cena local. Em 2010 lançamos um single chamado “Dance of Shadows”, com uma banda totalmente reestruturada. Estamos mais maduros com as composições e até agora estamos colhendo bons frutos com esse trabalho. Fechamos com o selo neozelandês Satânica Productions.
RU – Fale da cena de sua cidade.
Marcos Araujo – Aqui em Curitiba a cena é muito forte. Muitas bandas boas já se aventuraram por turnês pela Europa. O underground aqui cresce a cada dia mais, e está muito mais organizado. A bandas estão com uma visão muito mais profissional, produzindo da melhor forma possível suas obras, motivando novas bandas que surgem e melhorando qualitativamente todo o cenário.
RU – Fale sobre planos no futuro.
Marcos Araujo - No momento a Vulture of Corpse está preparando seu Full. Estou revisando as composições para entrarmos logo em estúdio. A expectativa é muito boa, pois tivemos muitos elogios e resenhas positivas para a “Dance of Shadows”. Acredito que o mercado europeu é bem promissor para esse tipo de som e é lá que estou “apostando minhas fichas”. Não só pelo fato de desenvolvermos um Black Sinfônico, mas pelo fato de buscarmos um diferencial dentro desse gênero. Inovar dentro do metal é sempre uma boa alternativa, e as bandas brasileiras são vistas com bons olhos pelos gringos por buscarem esse diferencial.
RU – O final é seu.
Marcos Araujo – Agradeço Rock Underground e a todos que sempre acreditaram no potencial da Vulture of Corpse. E também a todos aqueles que já estavam desacreditados ou simplesmente não simpatizavam com a proposta da banda, mas após o lançamento da Dance of Shadows estão nos apoiando muito em todos os sentidos. Valeu galera, aguardem que vem muito mais por aí. |
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